pesquisa vai mapear hábitos de jovens internautas

Screenshot 2014-08-13 05.23.35Uma rede de pesquisadores de todos os estados brasileiros está colhendo informações sobre as práticas de consumo e participação de jovens internautas de 18 a 24 anos.

O estudo é desenvolvido pela Rede Brasil Conectado por meio de um formulário eletrônico para a Pesquisa Nacional Jovem e o Consumo Midiático em Tempos de Convergência, sob coordenação da professora Nilda Jacks. O quesionário tem perguntas sobre o uso de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos,  e vai permitir comparar resultados entre as regiões, compondo também um cenário da realidade brasileira.

Para participar, basta acessar: www.redebrasilconectado.com.br

economia política da comunicação, um evento

Screenshot 2014-08-05 11.27.26Estão abertas até 15 de agosto as inscrições para o congresso da Ulepicc, a União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura.

Em 2014, o evento acontece no final de novembro no Rio de Janeiro.

Divulgação dos aceites dos trabalhos - 15 de setembro

Versão final dos trabalhos – até 20 de outubro

Informações em:

http://ulepiccbrasil5.org.br

http://www.ulepicc.org.br/ulepiccbrasil5

os sujeitos das mídias, em revista

Reproduzindo…

A revista Verso e Reverso está recebendo contribuições para o último número do ano: artigos inéditos que respondam à política editorial, em regime de fluxo contínuo, e artigos voltados ao seguinte dossiê:

Dossiê: Os sujeitos das mídias.

As imagens que entram em nossa casa a cada dia, durante anos, são tão familiares como as pessoas que vivem ao nosso lado.Na sociedade contemporânea, marcada pela personalização e o individualismo, há um sistema representacional da mídia e uma mídia apresentacional que trabalham na produção de exemplares de indivíduos (Marshall, 2014, p. 5).

Quem são estes indivíduos que, chamados a compor uma história, constituem um poderoso fator de identificação ou uma fonte, entre outras, que dá credibilidade ao relato do jornalista?

O pacto de dar a voz em troca da credibilidade da notícia parece não mais ser o núcleo de uma relação de mão única. O que se constituía em fonte, oficial ou não-oficial, controlada pela forma-notícia, mostra potência em modos de narração que atravessam a reportagem.

Celebridades, autoridades ou homem das ruas, estes indivíduos compõem um conjunto de identidades que de alguma maneira respondem às demandas do consumo.

Nesta voragem surgem diferentes jornalismos: jornalismo etnográfico, jornalismo popular; planos mercadológicos que poderiam comprometer o que se apresenta, igualmente, como uma virada subjetiva do jornalismo.

Fechamento: 20/10/2014
Mais informações: aqui

por uma tv de qualidade

CouvTVdequaliteO professor Eduardo Cintra-Torres avisa do lançamento do livro “Por une télévision de qualité”, organizado por François Jost.

Aliás, ambos participaram do dossiê do mesmo tema que lançamos na revista Estudos em Jornalismo e Mídia (confira aqui).

O novo livro tem 278 páginas e custa 20 euros.

Mais informações em http://www.inatheque.fr/publications-evenements/publications-2014/pour-une-t-l-vision-de-qualit-.html

revista completa 10 anos

cover_issue_2108_pt_BRA Estudos em Jornalismo e Mídia, publicação científica do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, acaba de lançar a edição comemorativa de dez anos.

O número dedica um dossiê sobre os 50 anos do golpe militar de 1964, e traz ainda artigos de temas livres, como curadoria de comunicação e jornalismo de dados.

Com novo logotipo e projeto gráfico, a revista tem 313 páginas, em formato PDF, e com acesso totalmente gratuito. A EJM publica artigos teóricos, relatos de pesquisa e outros textos científicos que abordam os universos do jornalismo e da mídia em geral, em português, inglês e espanhol. Indexada em nove bases de dados, a revista é classificada como um periódico B1 pelo sistema Qualis/Capes de avaliação.

Para acessar, clique aqui.

ética na comunicação, um dossiê

 

cover_issue_148_pt_PTA revista Comunicação e Sociedade, publicada pela Universidade do Minho (Portugal), acaba de chegar à web com um dossiê sobre ética na comunicação.

Ajudei a editar o número com o professor Joaquim Fidalgo, e o sumário dá uma amostra da variedade e atualidade das pesquisas sobre o tema no amplo arco da área da comunicação:

  • Panorâmica da ética dos media no plano internacional  – Clifford G. Christians
  • Sem medo do futuro: ética do jornalismo, inovação e um apelo à flexibilidade – Jane B. Singer
  • Novos desafios para uma deontologia jornalística duradoura: o modelo de negócio dos media face às exigências éticas e à participação cidadã – Carlos Maciá-Barber
  • Entre verdade e respeito – por uma ética do cuidado no jornalismo – Carlos Camponês
  • Ética e teorias da comunicação: poder, interações e cultura participativa – Luis Mauro Sá Martino e Ângela Cristina Salgueiro Marques
  • O respeito pela privacidade começa na recolha de informação – Paulo Martins
  • Credibilidade das redes sociais online: aos olhos dos jornalistas profissionais finlandeses – Mohammad Ofiul Hasnat
  • A (não) regulação da blogosfera: a ética da discussão online – Elsa Costa e Silva
  • Preocupações éticas no jornalismo feito por não-jornalistas – Rogério Christofoletti
  • Para além da propaganda e da Internet: a ética do jornalismo – J. Paulo Serra
  • Agendamento em publicidade: compreender os dilemas éticos de um ponto de vista comunicativo – Marius-Adrian Hazaparu
  • A prioridade ética da retórica publicitária – Paulo Barroso

Editada em português e inglês, a revista pode ser acessada em:
http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/comsoc/issue/current/showToc

 

conteúdo gerado pelo usuário, um estudo

Screenshot 2014-06-04 02.47.20O Town Center for Digital Journalism, da Escola de Jornalismo de Columbia, acaba de disponibilizar ao grande público um estudo global sobre como sites, blogs e emissoras de TV usam e aproveitam os materiais enviados por suas audiências, os chamados Conteúdos Gerados pelos Usuários (CGU).

A pesquisa pode ser acessada aqui (em PDF, inglês, 153 páginas num arquivo de 2,8 megas).

Entre as conclusões, convém destacar que:

  • Os meios não sabem dar os devidos créditos nos casos de fotos e vídeos;
  • Esses materiais são utilizados todos os dias pela mídia!
  • Na pesquisa, 40% do CGU analisado estava relacionada à guerra civil síria, o que demonstra que os meios geralmente usam a colaboração amadora quando não têm acesso ou condições para fazer seu trabalho profissional;
  • As agências de notícia quase nunca conseguem verificar ou checar as informações embutidas nesses conteúdos, uma brecha perigosa para o jornalismo…
  • Os staffs editoriais não estão capacitados para lidar com os conteúdos dos colaboradores;
  • Nas redações, perdura um grande medo de que o uso de CGU gere ações judiciais, por violação de direitos autorais, de imagem, entre outros…

vida e morte dos blogs de comunicação

Em setembro de 2007, criei uma lista lusófona de blogs mantidos e alimentados por pesquisadores da comunicação. À época, reuni num mesmo link as iniciativas de colegas sobretudo brasileiros e portugueses que se deslumbravam com as potencialidades de se ter um canal exclusivo, barato e poderoso de comunicação. (Sim, os blogs já foram isso!)

A lista foi crescendo, crescendo, crescendo à base de indicações de blogueiros de todos os cantos. Cheguei a fazer 47 atualizações do post e a lista alcançou o expressivo número de 223 blogs de comunicação, sendo 178 do Brasil e 45 de Portugal e outros lugares.

Passados quase sete anos, fiquei curioso em saber a quantas andavam aqueles blogs. Na verdade, já faz algum tempo que escuto a sentença de que os blogs estão morrendo. Não é totalmente mentirosa a afirmação. Este meu espaço ficou mais de 100 dias sem nenhuma atualização entre 2013 e 2014, afundado numa crise de existência virtual. Outro dia, li um post da jornalista e blogueira de primeira hora Cora Rónai que me fez novamente perguntar: como estariam os blogs daquela lista lusófona?

Fui conferir.

Dos 45 blogs listados de Portugal e cercanias, dez foram simplesmente desativados (22%), 24 não são atualizados há mais de um ano e, portanto, morreram (53%), e apenas onze sobreviveram. Considerei blogs ativos aqueles que tiveram ao menos um post novo nos últimos 90 dias. Na parcial, a taxa de mortalidade foi de 75%. Apenas um em cada quatro blogs se manteve vivo nesses quase sete anos que nos separam da primeira lista.

Entre os brasileiros, as baixas foram maiores ainda. Dos 178 blogs, 48 foram desativados no período (27%) e 100 não são alimentados com novos conteúdos há mais de um ano (56%). Apenas 30 blogs são ativos, o que significa 17% do total. A taxa de mortalidade da parcela brasileira é de 83%.

No consolidado da lista lusófona de blogs de pesquisadores da comunicação, apenas 41 dos 223 sobreviveram, o que equivale a menos de um quinto (18,3%). Impressionante!

Como explicar isso?

É difícil apontar uma única razão. Fatores combinados poderiam justificar: cansaço do modismo, falta de tempo, desmotivação pessoal, emergência de redes sociais com muitos recursos e grande visibilidade como o Facebook… O fato é que os blogs já não são mais o que costumavam ser. E isso aconteceu muito, mas muito rápido…

violações à liberdade de expressão: um dossiê

Relatório-Violações-à-Liberdade-de-Expressão-418x600A ONG Artigo 19 acaba de lançar um amplo relatório sobre ataques e agressões à liberdade de expressão no Brasil, durante o ano de 2013.

A publicação tem linguagem simples, é fartamente ilustrada e traz conclusões sobre o assunto no país. Além disso, faz recomendações ao Estado, à mídia, e a outros atores da sociedade. Vale a pena conferir e guardar.

Acesse aqui.
(arquivo de 2,6 Mega, em PDF, português e 41 páginas)

erros e mais erros…

Os erros jornalísticos têm sido um assunto recorrente em minhas pesquisas. Em 2005, junto com um inquieto aluno de graduação, abordei o erro como um problema que afetava a qualidade no produto jornalístico. Nós nos debruçamos sobre três diários locais e observamos como eles lidavam com as próprias falhas, se as reconheciam, se as explicitavam, se as corrigiam…

Tempos depois, o assunto voltou à carga, e uma rigorosa e atenta aluna de mestrado me procurou para levarmos adiante um outro estudo, mais focado nas versões online de importantes jornais brasileiros. Esta mestranda não só fez um intenso monitoramento de como as empresas jornalísticas erram, como propôs uma tipologia de erros e as bases para uma política de gestão de identificação de erros e qualidade editorial. O resultado é a dissertação “Parâmetros éticos para uma política de correção de erros no jornalismo online”, que Lívia de Souza Vieira defende publicamente na próxima sexta-feira, 11 de abril, no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR/UFSC).

Um segundo orientando também se envolveu com esse assunto e está lustrando seu projeto de dissertação, para ser defendida em 2015. Enquanto isso, ele mergulha no tema, lendo, discutindo e escrevendo sobre erros jornalísticos. Na segunda-feira passada – ontem! -, ele assinou um artigo na seção Comentário da Semana do site Observatório da Ética Jornalística (objETHOS). Sob o título “O alargamento do espaço de reverberação e suas consequências, o caso Ipea”, o artigo de Thiago Amorim Caminada merece leitura, e comentários… Como se pode perceber, o autor tratou da derrapada de um dos institutos de pesquisa mais influentes do país e de como a mídia embarcou nessa história.

Como se pode perceber rapidamente, os erros jornalísticos são assuntos palpitantes, instigantes e muito férteis para debates profissionais e acadêmicos. Se o leitor se resigna e acredita que isso é mais que natural e que errar é humano, sugiro que olhe ao redor e perceba que o equívoco não é só das órbitas humanas. Robôs também erram, e robôs jornalísticos o fazem sem qualquer dor na consciência. Nicholas Diakopoulos mostra isso em seu artigo “Bots on the Beat”, publicado no Slate, com uma versão brasileira assinada por Fernanda Lizardo e Leticia Nunes, no Observatório da Imprensa.

Essa coisa de robôs fazendo notícias malucas me lembrou uma história recente. Em 2008, tropas russas invadiram a Geórgia, em mais um daqueles embates separatistas da região que já foi uma união de repúblicas soviéticas.  Acontece que os robôs do GoogleNews “montaram” relatos da ação e ilustraram as matérias com um mapa do estado norte-americano da Geórgia e não o país vizinho russo… Os mais afobados ficaram muito preocupados: os russos estão atacando os Estados Unidos… pura barbeiragem dos robôs!

 

mestrado e doutorado em jornalismo

logo_posjorO Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (POSJOR) lançou seu edital para o processo seletivo de Mestrado e Doutorado. 

As inscrições vão de 14 a 25 de abril de 2014. 

São oferecidas 20 vagas para o Mestrado e 5 para o Doutorado. 

O edital pode ser conferido aqui e mais informações sobre como elaborar e formatar o seu projeto de pesquisa estão aqui.

pesquisa em jornalismo investigativo

Se você se interessa pelo assunto, veja a oportunidade: a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo vai promover um seminário específico com pesquisadores.
Reproduzo a chamada:
O 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI, a ser realizado de 24 a 26 de julho de 2014 na cidade de São Paulo, incluirá em sua programação o I Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo.
Esta chamada de trabalhos pretende selecionar de 10 a 15 artigos inéditos para apresentação e discussão no seminário, tendo como foco os temas a seguir:
● A teoria e a prática do jornalismo investigativo no Brasil
 ● Aspectos jurídicos da investigação jornalística
● Lei de Acesso à Informação no Brasil e no mundo
 ● Jornalismo Guiado por Dados e Reportagem Assistida por Computador
 ● Pedagogia do jornalismo investigativo, RAC e Jornalismo Guiado por Dados
Os artigos submetidos para avaliação podem discutir quaisquer aspectos dos temas mencionados acima e não devem ter sido apresentados em eventos acadêmicos anteriores, nem veiculados em periódicos. Os trabalhos apresentados serão publicados em anais eletrônicos do seminário.
Instruções
 ● Enviar um artigo em português com até 40.000 caracteres com espaços (levar em conta notas de rodapé, bibliografia, títulos e outros elementos paratextuais na contagem) para o endereço cfp@abraji.org.br até 15 de abril de 2014.
 ● O artigo deve ser escrito a partir do modelo específico, disponível em formatos .DOCX e .ODT.
● Os artigos serão submetidos a avaliação cega por um comitê de pareceristas ad-hoc.
 ● O resultado da seleção será divulgado até o dia 15 de maio de 2014.
 ● Os autores selecionados deverão arcar com os custos da viagem e hospedagem. Não precisarão realizar o pagamento da inscrição no Congresso.
 ● A publicação dos artigos nos anais está condicionada à apresentação dos mesmos no seminário.

o objethos voltou

O projeto Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) está retornando do recesso de final de ano. Atualizado semanalmente com comentários, artigos e materiais didáticos, o site volta à carga com um artigo meu sobre a “Pesquisa Brasileira de Mídia”, elaborada pelo Ibope/Inteligência e encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O estudo apresenta um detalhado retrato dos hábitos de consumo de mídia pela população nacional. Você pode ler meu artigo na íntegra aqui.

revista chama textos sobre ditadura

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia anuncia a chamada de artigos para suas edições de 2014:

V. 11 nº 1 – janeiro a junho de 2014
Eixo Temático: 50 anos do Golpe Militar de 64

Em 31 de março de 2014, completa-se meio século do movimento que instaurou uma ditadura militar no Brasil. A revista Estudos em Jornalismo e Mídia aproveita a efeméride para incentivar a análise, a reflexão e o debate sobre esse marco histórico e suas relações com a sociedade e a mídia. São esperados artigos que relatem pesquisas sobre o tema, bem como textos de aporte teórico. Subtemas de interesse: jornalismo e repressão; censura e liberdade de expressão no contexto da ditadura e da democracia; tensões sociais e coberturas jornalísticas; propaganda política, do Estado e de mercado; militarismo e ativismo civil nos meios de comunicação; poderes e contrapoderes; revolução, golpe e contra-revolução; contextos, cenários e personagens, entre outros.

Também serão aceitos artigos com outros temas, mas serão priorizados para análise os que se enquadrarem no eixo temático da edição.

Deadline: 20 de março de 2014

V. 11 nº 2 – julho a dezembro de 2014
Eixo Temático: Esporte e Mídia

Num curto intervalo de quatro anos, o Brasil vai sediar três importantes competições globais: a Copa das Confederações (2013), o Mundial de Seleções da Fifa (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). A revista Estudos em Jornalismo e Mídia incentiva autores e pesquisadores a refletir sobre as relações e sentidos entre esportes e meios de comunicação. São aguardados artigos que relatem pesquisas sobre o tema, assim como textos teóricos. Subtemas de interesse: Coberturas de grandes eventos esportivos; problemas e desafios das coberturas cotidianas; política e esporte; políticas do esporte; jornalismo esportivo; grupos de pressão, relações de interesse, disputa política e atividade esportiva; gastos públicos, legado estrutural, acompanhamento cidadão e transparência, entre outros.

Também serão aceitos artigos com outros temas, mas serão priorizados para análise os que se enquadrarem no eixo temático da edição.

Deadline: 20 de setembro de 2014

Mais informações sobre como submeter artigos, aqui.