livro sobre metodologia de pesquisa em jornalismo

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Reproduzo o release… 

A Editora Vozes acaba de lançar o livro “Metodologia de Pesquisa em Jornalismo”, endereçado a todos aqueles que pensam o Jornalismo como ciência.

Organizado por Cláudia Lago e Marcia Benetti, com prefácio de José Marques de Melo, o livro reúne doze textos de autores de vários estados brasileiros e do exterior, divididos em três partes: Métodos, Conceitos e Intersecções com o Jornalismo, Aplicação de Métodos de Pesquisa em Jornalismo e Exemplos de Pesquisa e seus Métodos.

Na primeira parte os autores Richard Romancini, Cláudia Lago, Sônia Serra e Luiz Martins da Silva trabalham, respectivamente, a intersecção entre Jornalismo e os métodos próprios da Pesquisa Historiográfica e da Antropologia, os aportes da Economia Política da Comunicação e a Teoria do Agenda Setting, aplicada aos estudos de jornalismo brasileiro.

Na segunda parte Marcia Benetti apresenta a análise de discurso e Heloiza Herscovitz  discute a análise de conteúdo nos estudos sobre jornalismo, enquanto Luiz Gonzaga Motta trabalha a narrativa jornalística e Isabel Ferin Cunha discorre sobre a aplicação de programa estatístico – o SSPS – em estudos do jornalismo.

Por fim, a terceira parte discute pesquisas específicas à luz dos métodos que as geraram. É o caso de Elias Machado e Marcos Palacios, que apresentam a metodologia aplicada pelo Grupo de Pesquisa de Jornalismo On-Line (GJOL), a pesquisa levada a cabo por Alfredo Vizeu que analisou o newsmaking no telejornalismo brasileiro, enquanto Zélia Leal Adghirni e Francilaine de Moraes discutem os critérios que nortearam sua pesquisa sobre instantaneidade e memória no jornalismo on-line. Por fim, José Luiz Aidar Prado e Sérgio Bairon apresentam a metodologia utilizada na pesquisa que analisa discursivamente a representação do Outro na mídia das revistas semanais, notadamente a revista Veja.

O resultado final é uma obra que reúne não só autores de formação e campos distintos, pesquisadores que trabalham em diversas universidades, mas também textos que procuram dar uma noção da amplitude e abrangência das discussões relacionadas à esfera metodológica. O livro não esgota as inúmeras faces da discussão da ordem do método, mas contribui para o aprofundamento dessa temática, absolutamente crucial para todos aqueles que se aventuram a eleger o jornalismo enquanto objeto de estudo.

“Metodologia de Pesquisa em Jornalismo”
Claudia Lago e Marcia Benetti Machado (Orgs.)
Editora Vozes
286 páginas
R$ 32,00

 

 

 

 

jornalismo 2.0

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Juan Varela já anunciou o Periodismo 3.0, mas Mark Briggs trata de um Journalism 2.0.
Para saber mais de um e de outro, vá direto às fontes.
Aqui, você encontra o artigo de Varela (na revista Telos); e aqui, você baixa o livro (na versão PDF) de Briggs.

Tudo de graça. Graças aos autores.

farpas

Ontem, a lista eletrônica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) foi chacoalhada com a troca intensa e tensa de emails de membros das duas chapas que concorrem à direção da Fenaj. A Chapa 2, de oposição, denunciava “uso da máquina” pela Chapa 1, da situação, para se manter à frente da entidade. A Chapa 1, por sua vez, repudiava os ataques, afirmando jocosamente que a oposição já chorava a derrota.

Vou a Florianópolis hoje para deixar meu voto.

eleições entre jornalistas

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Acontece de hoje a quarta (18), as eleições para a direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Duas chapas concorrem.

Aliás, fazia tempo que eu não via tanta disputa entre os concorrentes…

No primeiro dia de votação, já se registra um incidente, independente das chapas. A comissão organizadora até que tentou colocar uma urna no Comitê de Imprensa do PAN, no Rio, mas não conseguiu. Tem nota repudiando a recusa no site da federação.

luz no fim do túnel

Mark Glaser, do MediaShift, vê com esperança o futuro. Ele lista 10 razões para um futuro brilhante do jornalismo.

Se você tem preguiça de ir até lá, veja o lead aqui:

1. More access to more journalism worldwide.

2. Aggregation and personalization satisfies readers.

3. Digital delivery offers more ways to reach people.

4. There are more fact-checkers than ever in the history of journalism.

5. Collaborative investigations between pro and amateur journalists.

6. More voices are part of the news conversation.

7. Greater transparency and a more personal tone.

8. Growing advertising revenues online.

9. An online shift from print could improve our environmental impact.

10. Stories never end.

É uma forma de enxergar luz no final do túnel. E que não seja o trem…

o que pensam da imprensa (francesa)

Meu amigo Clóvis Reis me manda email com os seguintes resultados de uma enquete na Nouvelle Observateur:

Os jornalistas são independentes?

Sim – 5,79 %
Não – 39,33 %
Não me faça rir – 35,02 %
Depende do vento – 19,87 %

Curioso, passei pelo site da revista e vi outra bem interessante também:

A imprensa francesa é

Livre – 6,95%
Servil – 77,67%
Desinteressada – 5,9%
Passional – 2,08%
Me informa pela internet – 7,41%

(resultados de agora: 21h15)

jornalismo, inovação e futuro

Quem inventou a liberdade de imprensa?

Quem teve a idéia do ombudsman?

Quais são os países mais avançados em direitos e civilidade?

Tudo isso aconteceu na Escandinávia, região que reúne Suécia, Finlândia, Dinamarca e Noruega. E vem justamente da Finlândia, da Universidade de Tampere, um relatório de pesquisa sobre Jornalismo, Inovação e Futuro, que merece ao menos uma olhada. Tudo bem que aqui estamos abaixo do Equador, cortados pelos trópicos, assistindo gente honesta ser morta por bala perdida e político roubando nas nossas barbas. Mas não custa nada ver como pensam e projetam os caras que estão sempre tão avançados…

(Em PDF e em inglês: 92 páginas)

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