links imperdíveis

O relógio tem sido implacável por aqui (e no resto do universo, convenhamos).
Por isso, vou ser curto e grosso e listar os links que têm me deixado mais curioso nesta semana:

Para Paul Bradshaw, o problema dos jornais impressos não é bem a queda do número de leitores, mas o decréscimo na publicidade no meio. Por isso, ele enumera “10 ways that ad sales can save the newspapers”. Pessoalmente, não concordo com tudo, mas nesta fase de futurologia, acompanhar os palpites alheios é – no mínimo – divertido.

Diego Levis publicou na Razón y Palabra um artigo que se pergunta se a formação docente em TICs é o ovo ou a galinha. Vale ler!

Adriamaral avisa do novo site da Association of Internet Researchers (AOIR), e destaca o Guia de Ética em Pesquisa na web.

Alex Primo criou novo blog, mas não abandonou o antigo. A nova investida tem um foco bem claro: oferecer os primeiros passos para quem quer pesquisar Cibercultura. Útil, relevante e, agora, indispensável.

Manuel Pinto, com base em Henry Jenkis, lista oito mitos sobre os videogames.

Mindy McAdams repensa a educação para jornalistas. Para ler e guardar.

Por falar nesse assunto, passe pelo The Journalism Iconoclast e leia o que chama de “grande debate sobre o ensino de jornalismo”.

O aclamado e influente Jeff Jarvis oferece seus materiais pedagógicos sobre Jornalismo Interativo.

senado aprova projeto de azeredo. e agora?

Direto ao ponto. O senado aprovou nesta madrugada o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que muito contribuirá para penalizar boa parte da internet brasileira. A reação da blogosfera foi imediata. Tem muita gente que foi ao teclado pra avaliar os estragos.

Pedro Doria faz um equilibrado mas nada alentador balanço:

Agora o projeto vai para a Câmara. Havia um erro na descrição do tramite por lá, no último post. Não passa por nenhuma comissão, não pode sofrer emendas. Vai a plenário simplesmente. Os deputados só têm direito a veto. Isto quer dizer que podem vetar um parágrafo (ou um artigo) e aprovar o resto.

Será difícil.

Tramitou rápido no Senado porque a maioria dos parlamentares não se deram ao trabalho de compreender a fundo a questão. Há um acordo político entre todos os partidos – o senador Aloísio Mercadante, do PT, auxiliou o senador tucano relator do projeto. Para qualquer veto, os deputados teriam que fazer um novo acordo político, derrubando o do Senado, costurado por dois nomes peso-pesados do governo e oposição.

Após, ainda há a esperança de veto presidencial de um artigo ou outro.

Raquel Recuero enumera dois pontos que a incomodam na aprovação. Pontos que mais funcionam como sofismas do que como argumentos mesmo. Aliás, ela mostra – em bom juridiquês – que a matéria é muito enviesada e mal compreendida pelo legislador…

Adriana Amaral deixa o fígado falar e desce a lenha na aprovação. Para ela, o Brasil não tem mais jeito mesmo diante de tal absurdo.

Carlos D´Andrea vai pelo pragmatismo. Reúne posts informativos e analíticos para que retomemos o fio da meada e compreendamos – nós, sociedade brasileira – o tamanho da coisa. Particularmente, gosto deste pragmatismo, afinal é assim – reagindo rápido e de forma estratégica – que podemos tentar algo.

Algumas possibilidades – umas viáveis, outras nem tanto:

1. É preciso ganhar tempo. Procrastinar. O projeto não pode ser votado assim, de afogadilho, na Câmara. Ainda mais porque pode entrar num pacote de negociação entre governo e oposição, dependendo dos interesses. Então, é preciso reduzir a marcha da coisa…

2. É preciso abrir um canal de comunicação com os deputados. E neste sentido, seria o caso de quem sabe iniciarmos uma nova onda de emails, agora aos deputados, e mais importante, ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), tentando uma audiência pública sobre o tema. A idéia é simples: dizer que a sociedade não está devidamente informada, que a blogosfera está preocupada com os descaminhos, e que aquela Casa de Leis precisa ser a caixa de ressonância da sociedade e abrir uma discussão ampla para a coisa. Feito isso, na audiência pública, devemos – a parte interessada – colocar os pingos nos is, apontar o estrago e a miopia da medida.

3. É necessário agir em duas frentes. Tentar abrir um canal de comunicação com o Parlamento e com o Executivo, afinal, o presidente Lula pode vetar o projeto em partes ou no todo. Neste sentido, não sei se o caminho é a Secretaria de Comunicação ou mesmo o ministro Franklin Martins, que é jornalista, é do mercado, e pode entender que a coisa é delicada.

4. Não podemos deixar de rechear a petição de novas assinaturas. Ela é uma parte importante e que demonstra a articulação dos internautas, é uma carta que pode pesar em algum convencimento.

Como eu acredito que a internet é um projeto de inteligência coletiva. Como acredito que podemos ser melhores juntos. Chamo os colegas a pensarem também em mais formas de combate desse projeto de lei nefasto. Juntos, seguimos remando com força, e contra a maré que pode nos conduzir ao buraco.

bombando a petição online contra projeto de azeredo

Em três dias, mais de 7,5 mil pessoas assinaram a petição online que pede o veto ao projeto de lei do senador Eduardo Azeredo sobre cibercrimes.

O projeto tem atrocidades que podem penalizar o compartilhamento de arquivos e a própria evolução da internet brasileira. A blogosfera está reagindo à ação. Para saber mais sobre o texto, leia a análise de Sergio Amadeu e a de Raquel Recuero.

jornalismo online: um observatório e um congresso

Desde o dia 5, isto é, há dois dias, está em funcionamento o Observatório de Ciberjornalismo, uma iniciativa que visa acompanhar o desenvolvimento do jornalismo online em Portugal e no mundo. Estão à frente da iniciativa os membros do Cetac.media, o Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação.

O mesmo pessoal organiza em 11 e 12 de dezembro, na Universidade do Porto, o primeiro Congresso Internacional de Ciberjornalismo, sob o tema geral “Jornalismo 3G“. Quem abre o evento é o Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra, e que recentemente esteve no Brasil.

um manifesto para a web e sua fauna

De tempos em tempos, palavras conseguem dar sentidos que parecem definitivos aos desejos e vontades das pessoas. Às vezes, essas palavras resultam em plataformas eleitorais; em outras, transformam-se em odes; em outras ainda, viram manifestos.

Pois recebi um link para um texto de Marco Gomes que eu já chamaria de um Manifesto para a Web, palavras de ordem para o mundo que estamos construindo com cliques, bits, sentimentos e razões as mais diversas. “Eu faço parte da revolução” lembra – com links, claro! – como a web e seus usuários produtores e compartilhadores de conteúdo têm modificado não apenas a comunicabilidade mundial, mas também as formas como nos associamos.

Vale a pena ler e guardar. Ler e voltar a ler de tempos em tempos.

pesquisadores em cibercultura

Eugenio Trivinho disparou emails à comunidade dos pesquisadores em comunicação esta semana dando conta de que foram concluídos os trâmites burocráticos para a criação formal da ABCiber, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura.

De acordo com Trivinho, a entidade foi se desenhando ao longo de três eventos: no 1º Simpósio Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Cibercultura (setembro de 2006), na Conferência Pró-ABCiber (março de 2007) e na 1ª reunião do Conselho Deliberativo da associação (novembro de 2007).

Trivinho, que preside a ABCiber, informa ainda que a diretoria tem mandato de dois anos (2007-2009), e conta com onze membros mais 21 do Conselho Científico Deliberativo, todos nomes de peso da pesquisa do gênero no país.