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Estive num dos círculos do inferno nos últimos dias. E não é exagero.

A gripe que me assaltou, me jogou na cama, me sacudiu a temperatura, revolveu meus miolos e afetou colateralmente o nervo ciático. Sim, tô ficando velho. Minha esposa já acusou isso. Meus pulmões também. Fazer o quê? Ora, salvar a alma já que o corpo se foi…

Por isso a figurinha ali embaixo. Do velho Dante passando por um dos infernos. E porque também ando lendo – e me arrastando nisso – Os crimes do mosaico, um desses romances a la Dan Brown em que Dante Alighieri é uma espécie de detetive de crimes que acontecem em Florença. É divertido, bem construído, e Dante se apresenta carrancudo, esnobe,  mandão, moralista. Ele é prior da cidade, e se esgueira na noite escura atrás do assassino.

Qual Dante – na sua jornada e não na poesia -, atravessei os infernos desde quinta. Tossi, ardi, doí. Transpirei como uma bica nas madrugadas a ponto de o suor se congelar nas costas quando o edredom escapava. Meu nariz era um chafariz. Meu rosto é um capacho.

Mas venci. Tô quase 100%. Agora, as etapas para quem estava no estaleiro: responder emails; fechar o diário de classe de uma disciplina; avaliar uma dissertação para o exame de qualificação; avaliar uma monografia de dissertação; terminar um artigo; jogar futebol com meu filhote – faz uma semana que não faço isso; e reativar esse blog.

Pelo que você leu. Estou fazendo tudo isso na ordem inversa. Hora do futebol!

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o passado do futebol

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Hoje, faz 25 anos que o rapaz aí em cima tirou o doce da nossa boca.

Eu era apenas um menino e chorei. Enxuguei as lágrimas e desci com meus irmãos e vizinhos para o rapadão da esquina de casa. Fui vingar a nossa derrota para a Itália na Copa de 1982.

retorno

Não tenho sido um bom menino.
Não tenho respondido aos comentários de meus raros leitores.
Por isso, farei isso aqui e agora. Senta que lá vem história!

No post utopias tecnológicas, Rogério Kreidlow sugeriu mais algumas:

1) Web via satélite, gratuita como a TV, sem queda de conexão e com uma largura de banda igual a do Pentágono.
2) Celular que funcionasse como mp3 player, câmera de vídeo e foto (de alta resolução), gravador, GPS via Google Earth e cuja bateria durasse pelo menos uma semana (detalhe: com conexão via satélite, para nunca ficar fora de área);
3) Integração total entre esse celular (via wireless) com o PC, a TV, o carro, o guarda-chuva, sei lá…
4) Um aplicativo on-line (que servisse tanto pra esse celular, como pra tv, o carro e o guarda-chuva) que agrupasse e-mail, grupos de discussões, bookmarks e o que mais seja útil (detalhe: customizável).
5) Uma multifuncional extremamente potente, capaz de imprimir dinheiro de verdade, para que a gente pudesse ter acesso a tudo isso…
Assim que lembrar de mais alguma coisa, comento. Tem várias. Abraços

No mesmo, Larissa reforçou a necessidade:

HAHAHAHA! Eu fui editora de imagem de uma TV por quatro meses e ainda faço isso pra ganhar uma graninha por fora. Sei o que é um monte de fios infernizando minha vida. Sim, os fios! Odeio. Me livrar deles já seria um fardo a menos pra carregar.

Monitorando responde:

Rogério, eu apenas inverteria a ordem das suas utopias e colocaria a multifuncional antes de tudo… hehehe…
Larissa, vamos acabar com os fios do mundo!Vamos montar uma brigada anti-fios!  hehehehe…

***

No post  esperando godot, Rogério Kreidlow trouxe dois rabiscos:

 Como te disse pessoalmente na sexta, o ritmo do blog está ótimo. Os PDFs linkados são boas referências – é muita coisa sendo produzida, é até difícil de ficar por dentro e conhecer a maioria na íntegra, mas o fato de linkar a produção já ajuda a organizar um pouco a “bagunça”. E quanto aos projetos aí acima, se for pra produzir conhecimento, investimento nunca é demais. Mas o legal mesmo (talvez seja só minha opinião momentânea) é se uns 10% desse conhecimento todo tivesse espaço em nosso mercado de apertadores de parafusos… Uma pena. Abraços

E ainda…

Só pra complementar, depois de ler alguns estudos em PDF, e meio que ligando ao que disse no outro comentário: talvez, para nossa realidade de mercado precisássemos de mais pesquisas como a das rádios comunitárias (”Coronelismo eletrônico de novo tipo”), que mexe mais diretamente com políticos, com a estrutura que mantém a coisa. A “revolta” é um pouco no sentido de termos pesquisas de ponta para o ensino do Jornalismo, sua discussão, etc., e várias iniciativas do mercado, cheias de traços retrógrados, às vezes até desdenharem de tudo isto, considerando coisa de “estudioso” e que não serve muito bem para “se ganhar dinheiro”. Não digo que pesquisas de ponta sejam desnecessárias, pelo contrário. Também não digo que a culpa é toda do mercado, porque, afinal, a gente sabe que a lei do mercado é baseada no lucro, etc. etc. O que deveria ocorrer é um estudo mais debruçado sobre a realidade e o cotidiano da profissão, que – a gente também sabe – tem uma série de problemas, que vai desde a preparação do jornalista até a estrutura da empresa na qual ele trabalha (e hoje em dia muitas já nem tem mais empresas…). Só para fazer uma comparação: na medicina, você passa anos estudando uma vacina, uma técnica cirúrgica ou preventiva, mas a finalidade daquilo é eminentemente prática – afinal, de que adianta descobrir e divulgar a cura de uma doença, se essa cura não for aplicada, né? Na nossa profissão, isso parece não ocorrer. Descobrem-se os agentes causadores de problemas, sugerem-se até mais de um remédio. Mas o remédio fica arquivado, guardado, sendo citados em novos estudos de novos remédios. E os problemas prosseguem, as vezes se alastram, longe dessas sugestões e soluções. Sei também que é complicado penetrar na realidade do mercado para conseguir dados, fazer estudos mais sérios e, ainda mais, sugerir melhorias, porque se trata de uma estrutura privada, repleta de interesses, etc. Mas é que só dispormos de estudos de ponta, de visões abrangentes, “globais”, que tratam do crescimento mundial dos blogs, para citar um exemplo, é residir a anos-luz de muitas práticas “precárias” de mercado. Com esse discurso cada vez mais voltado para o “local”, os problemas e soluções locais, essa disparidade mercado-pesquisa talvez merecesse bem mais atenção. Sei que é um defeito de nós mesmos, que quando vamos estudar, na ânsia de abraçarmos o mundo, acabamos tratando de temas mais amplos. Mas a pesquisa de cunho mais “pragmático” bem que mereceria um incremento. O comentário foi um pouco na pressa, mas é um pouco do que me ocorre conversando com colegas, tanto do mercado quanto da academia. Abraços

Marcia dá uma espetadinha:

e vê se não esquece de mandar trabalho pra SBPJOR. (

Monitorando responde:

Rogério, valeu pelas palavras. Mas como somos xarás, o pessoal vai desconfiar que é tudo armação. Que você não existe, e não passa de um desdobramento de minhas personalidade doentia. De qualquer forma, obrigado.

Sobre as pesquisas e os estudos, sabe, já cheguei num ponto em que não agüento mais esperar. Então, pra mim, tem que acontecer tudo ao mesmo tempo e agora. Pesquisas sobre políticas de comunicação (como a do Venício), sobre a vida dos jornalistas (como a da Zélia Adghirni, também da UnB), sobre narrativas e discursividades (como as do Luiz Gonzaga Motta, do Fernando Resende, da Marcia Benetti…) e por aí vai. Tem espaço pra tudo. Tempo é o que não temos. Não precisamos esperar que as pessoas se alfabetizem pelas vias convencionais para, depois, adestrá-las a mexer em computadores. Temos que fazer tudo junto. Queimando etapas. Como sempre o Brasil fez. É assim que a gente morde os carcanhá dos caras…

Marcia, o artigo já está engatilhado…

esperando godot

Estou aflito. À espera de resultados em um monte de apostas no campo profissional:

– um projeto de pesquisa que encaminhei para o CNPq (edital Universal)

– um outro projeto que apresentei para o Programa Integrado de Graduação e Pós-Graduação da Univali (PIPG)

– uma proposta de comunicação científica para o Colóquio Bi-nacional Brasil Argentina de Ciências da Comunicação

– um projeto de pesquisa que apresentarei nesta segunda para o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic-Cnpq)

– a renovação de minha pesquisa junto ao UOL Bolsa Pesquisa

– a minuta de contrato para o financiamento de minha pesquisa aprovada pela Fapesc

Pra variar, os anúncios dos aprovados estão atrasados; deveriam sair em junho.
Se conseguir a metade disso, já estarei bem atribulado no segundo semestre que hoje se inicia…

Não é fácil ganhar R$ 50 mil por mês… heheheh

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ê, vidão!

Depois de avançar dois níveis no God of War, tive que trabalhar. Fiquei três horas lendo dois projetos de cursos de pós. Na semana que vem, tem reunião na Câmara de Pesquisa e o papai aqui é relator nos dois projetos e revisor num terceiro. Maior responsa, ui! Uff… terminei.

Agora, no headphone, ouço People are strange, dos Doors, acompanhado de duas pedrinhas e um amigo de doze anos.

Tá na hora da caminha!

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balanço

Este blog completa hoje um mês neste endereço.

E tenho motivos de sobra para estar muito satisfeito.

1. Consegui um visual mais modernoso e, segundo alguns comentários, mais “aconchegante”

2. Encontrei mais facilidade nas postagens e na administração dessa coisa chamada blog

3. Nossas visitas cresceram muito. Se em dois anos acumulamos 10 mil visitas no antigo endereço, aqui – em 30 dias – ultrapassamos os 1600.

As estatísticas do wordpress atestam:

  • Até este momento, foram 1615 visualizações totais
  • O melhor dia de todos já é hoje: 99 passagens até agora
  • Escrevi 91 posts
  • Registramos 55 comentários
  • Listamos 35 tags

A você que passou por aqui, que já é de casa ou que só chegou agora, Obrigado. E Fique à Vontade!

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4 ou 5 coisas de 4 ou 5 negócios

O Labirinto do Fauno: filme esteticamente lindo; mágico; envolvente; mas algo não funciona ali naquela mescla entre fantasia e ditadura franquista.

Dorm – O espírito: filme tailandês que os ocidentais classificaram de terror por apresentar um elemento sobrenatural na trama; terror o escambau; é doce e terno.

Happy Feet: filme pra crianças (e pros pais delas); pingüins fofinhos; muito branco com muitas manchas pretas; diversão; gostei mais do que meu filho de 3 anos.

Chivas 12 anos: amarelo suave; perfume que entra pelos olhos; com ele a gravidade é mais implacável ainda: desce pela garganta com velocidade vertiginosa.

Play Station 2: vai ser difícil manter a pontualidade agora.

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