contabilidade

Hoje é dia 9 de junho.

Comecei os trabalhos neste endereço no dia 20 de maio, após dois num outro endereço, no UOL.

E passados vinte dias de intensa blogagem, as estatísticas aí ao lado apontam para mais de mil visitas neste período.

Agradeço a todos que por aqui passaram. E agradeço mais aqueles que deixaram seus comentários.

(Esses dias ando emotivo. E nunca é demais agradecer. Merci mon amis)

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alegria

Ontem mesmo, devorei A alegria, livrinho editado pela Publifolha que reúne catorze ficções e um ensaio. Tudo sobre ela, ou o que dela sobrou. Isso porque as curtas histórias – por uma exceção ou outra – tratam a alegria num tempo passado, na memória, no seu rastro. Raro é quando a gente enxerga no presente, no momento da contação da história.

Sinal dos tempos? Talvez.

Talvez a alegria seja mesmo uma coisa velha, inchada de cupins. Que ela é efêmera, isso fica evidente nos textos de Fernando Bonassi, Milton Hatoum, Moacir Scliar, João Gilberto Noll, Luiz Vilela e outros.

Mas note que eu disse “alegria” e não “felicidade”. Não confunda as duas. São parentes, mas não são a mesma. (Como a sua irmã e a sua prima. Basta dançar com as duas para saber a diferença).

Sabe que eu ganhei A alegria numa noite triste de sábado? Ela fora comprada a R$ 9,90 nas Lojas Americanas, nesses milagres que só o capitalismo oferece: conseguir a alegria a preço de liqüidação.

Mas sabe que ler o livro me arrancou uns risinhos marotos…

desenvolvimento da linguagem e uma experiência pessoal

No final dos anos 90, quando fazia mestrado em Lingüística na UFSC, ouvia maravilhado o relato de um debate entre Noam Chomsky e Jean Piaget. O lingüista e queridinho da esquerda norte-americana contestava a tese do suíço de que as crianças imitavam seus pais e por isso, desenvolviam seus sistemas de linguagem. Piaget batia o pé. Chomsky, isso nos anos 60, batia também. No final das contas, Chomsky pareceu ter vencido com uma espetacular pergunta que desconcertou o papa da educação. Foi mais ou menos assim:

“Ok. Então, mister Piaget, me explique uma coisa. Se as crianças aprendem imitando os pais, por que elas dizem ‘eu sabo’ ou ‘eu fazo’? Ora, não conheço pai ou mãe nenhuns que dizem isso? A quem as crianças estão imitando?”

A explicação de Chomsky era de que as crianças traziam em sua cabecinha as regras de uma gramática universal e, a partir de um determinado momento em suas vidas, passavam a aplicar essas regras, mesmo que elas fossem “incorretas gramaticalmente”. Assim, se a criança ouviu “Ele sabia”, é natural pensar que o correto seja “Eu sabo”…

Esta semana, me deliciei com meu filho de quase três anos. Ele insiste em dizer “ponhar” ao invés de “pôr”.

A mãe dele o corrige. Eu não. Hihihi

abertura das comportas

Bom dia. Boa tarde. Boa noite.

Estou abrindo os trabalhos neste espaço.

É a continuidade da jornada iniciada em meu primeiro endereço na blogosfera. Agora, seguirei daqui. Não vou excluir o blog anterior. Mas também não vou migrar o conteúdo de lá pra cá. Dois endereços, dois selfs. Nada incomum para um de gêmeos, com ascendente em áries.

Entre e fique à vontade.