anpedsul

O site oficial da 7ª edição da Anpedsul já está na rede.
O evento acontece em junho de 2008, aqui na Univali.
Veja mais detalhes, direto na fonte.

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(clique na figura)

sobre games e educação

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Na noite passada, ZEREI “God of War”. Para os não-iniciados, isso significa que cheguei ao final do jogo do PlayStation 2. Ok, e daí?

E daí que quem conclui a jornada imposta pelos games mais modernos e arrojados passa por uma experiência diferente e única. Isso porque jogar um desses games não é tão somente manipular um controle, brincar. É entrar no jogo, apropriar-se daquela narrativa e projetar-se na condição do personagem que funciona como a sua interface com o jogo. E como vencer as tantas fases leva tempo, a experiência de chegar ao final é um misto de sentimentos: glória por ter concluído e vencido; surpresa por saber dos detalhes finais, quase sempre inesperados; felicidade por fechar um ciclo; vazio por saber que a saga terminou – ao menos ali naquela edição – e que você não tornará ao jogo (pelo menos se não for obcecado e quiser passar por tudo de novo em outros níveis de dificuldade).

“God of War” é um jogo fascinante. Conta a história épica de um obstinado guerreiro espartano que não suporta mais viver com a dor da perda de sua mulher e filha. Kratos, então, se rende aos caprichos dos deuses para tentar não enlouquecer, já que permanecera um exílio de dez anos de pesadelos. Com isso, o jogo torna-se uma grande maratona por monumentos da antigüidade grega, por monstros e entidades mitológicas, por deuses e suas confusas personalidades, por cenários de tirar o fôlego. São templos, câmaras, cavernas, jardins, as profundezas do inferno, os píncaros da glória, desfiladeiros, montanhas, ruínas submersas, cidades saqueadas. O jogador – na pele de Kratos – enfrenta minotauros, centauros, medusas, sirenes, gorgons, sátiros, zumbis, ciclopes, arqueiros flamejantes, hidras, harpias e até mesmo o deus da guerra, Áries. É traído, surpreendido, envolvido em tramas que desafiam a credulidade.

Em termos de jogabilidade, “God of War” combina ação, aventura, muita porrada, desafios que testam habilidades como destreza, rapidez e agilidade e inteligência nos vários quebra-cabeças que os deuses lhe impõem como prova. É um jogo que lhe toma pela medula.

Os gráficos são excelentes, a trilha sonora contagiante, os rugidos dos monstros horripilantes e a história flerta com sucesso o universo maravilhoso e fantástico da mitologia grega. O próprio Kratos não se lembra direito de seu passado e, com a evolução do jogo, vai sendo lembrado pelos deuses, como Édipo, como os heróis helenos. Aliás, Kratos é um Hércules. Não apenas porque tenha que executar trabalhos para o Olimpo, mas também por seu temperamento, por sua tragédia pessoal, pelo que lhe reserva o destino.

Mas o que isso tudo tem a ver com educação?

Tudo, oras. Imagine se as nossas escolas usassem esse jogo – e outros, claro! – para ensinar História da Antigüidade, História da Arte Antiga, Mitologia… Imagine trabalhar com alunos conteúdos para desenvolver competências e habilidades como raciocínio rápido, orientação espacial, dedução… Mas e a violência? Ora, isso também pode ser trabalhado com os estudantes, na canalização de energia para o jogo, na distinção do certo e do errado, no incentivo para discussões sobre dilemas éticos, no reforço de valores como o bem para combater o mal…

Há tempos venho pensando no desenvolvimento de um jogo – no estilo RPG – que auxilie no ensino de jornalismo. Parece já haver uma iniciativa neste sentido. Mas gostaria de trabalhar com uma equipe na experiência de criar e desenvolver um game que servisse de apoio pedagógico para ética jornalística, por exemplo.

Alguém aí se habilita? 

ensino e novas tecnologias: um prêmio

Já pensou se houvesse um prêmio para os professores que usam as Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino, de forma criativa, inovadora, inclusiva?

Já pensou se esse prêmio desse reconhecimento e dinheiro àqueles que usam a tecnologia para melhorar as condições de ensino e aprendizagem?

Mas esse prêmio JÁ EXISTE. Só que na Argentina… Educ.ar – Intel

(dica de Octavio Islas)

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Estou aflito. À espera de resultados em um monte de apostas no campo profissional:

– um projeto de pesquisa que encaminhei para o CNPq (edital Universal)

– um outro projeto que apresentei para o Programa Integrado de Graduação e Pós-Graduação da Univali (PIPG)

– uma proposta de comunicação científica para o Colóquio Bi-nacional Brasil Argentina de Ciências da Comunicação

– um projeto de pesquisa que apresentarei nesta segunda para o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic-Cnpq)

– a renovação de minha pesquisa junto ao UOL Bolsa Pesquisa

– a minuta de contrato para o financiamento de minha pesquisa aprovada pela Fapesc

Pra variar, os anúncios dos aprovados estão atrasados; deveriam sair em junho.
Se conseguir a metade disso, já estarei bem atribulado no segundo semestre que hoje se inicia…

Não é fácil ganhar R$ 50 mil por mês… heheheh

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ensino de jornalismo

O Congresso Mundial de Ensino de Jornalismo, que aconteceu neste mês de junho em Cingapura, terminou com um documento oficial. Leia abaixo:

Declaration of Principles of Journalism Education
World Journalism Education Congress

Singapore, June 2007

We, the undersigned representatives of professional journalism education associations share a concern and common understanding about the nature, role, importance, and future of journalism education worldwide. We are unanimous that journalism education provides the foundation as theory, research, and training for the effective and responsible practice of journalism. Journalism education is defined in different ways. At the core is the study of all types of journalism.

Journalism should serve the public in many important ways, but it can only do so if its practitioners have mastered an increasingly complex body of knowledge and specialized skills. Above all, to be a responsible journalist must involve an informed ethical commitment to the public. This commitment must include an understanding of and deep appreciation for the role that journalism plays in the formation, enhancement and perpetuation of an informed society.

We are pledged to work together to strengthen journalism education and increase its value to students, employers and the public. In doing this we are guided by the following principles:

1. At the heart of journalism education is a balance of conceptual, philosophical and skills-based content. While it is also interdisciplinary, journalism education is an academic field in its own right with a distinctive body of knowledge and theory.

2. Journalism is a field appropriate for university study from undergraduate to postgraduate levels. Journalism programs offer a full range of academic degrees including bachelors, masters and Doctor of Philosophy degrees as well as certificate, specialized and mid-career training.

3. Journalism educators should be a blend of academics and practitioners; it is important that educators have experience working as journalists.

4. Journalism curriculum includes a variety of skills courses and the study of journalism ethics, history, media structures/institutions at national and international level, critical analysis of media content and journalism as a profession. It includes coursework on the social, political and cultural role of media in society and sometimes includes coursework dealing with media management and economics. In some countries, journalism education includes allied fields like public relations, advertising, and broadcast production.

5. Journalism educators have an important outreach mission to promote media literacy among the public generally and within their academic institutions specifically.

6. Journalism program graduates should be prepared to work as highly informed, strongly committed practitioners who have high ethical principles and are able to fulfill the public interest obligations that are central to their work.

7. Most undergraduate and many masters programs in journalism have a strong vocational orientation. In these programs experiential learning, provided by classroom laboratories and on-the-job internships, is a key component.

8. Journalism educators should maintain strong links to media industries. They should critically reflect on industry practices and offer advice to industry based on this reflection.

9. Journalism is a technologically intensive field. Practitioners will need to master a variety of computer-based tools. Where practical, journalism education provides an orientation to these tools.

10. Journalism is a global endeavor; journalism students should learn that despite political and cultural differences, they share important values and professional goals with peers in other nations. Where practical, journalism education provides students with first-hand experience of the way that journalism is practiced in other nations.

11. Journalism educators have an obligation to collaborate with colleagues worldwide to provide assistance and support so that journalism education can gain strength as an academic discipline and play a more effective role in helping journalism to reach its full potential.

educação e jornalismo

Manuel Pinto, do Mediascopio, informa que a Unesco publicou em seu site um modelo de currículo para cursos de formação de jornalistas visando o desenvolvimento dos países em democracias emergentes. O documento (em PDF, em inglês e com 150 páginas) pode ser lido aqui.

Confesso que só passei os olhos por ele, mas destaco:

– A proposta tem muita coisa boa, embora se estruture meio que em módulos, o que lembra o antigo currículo mínimo na área;

– Nem tudo o que é proposto é fácil de se encaixar na realidade brasileira para formação de jornalistas;

– Mesmo imperfeito, o documento deveria ser lido por todas as coordenações de curso e pelos professores interessados;

– A proposta traz esquemas para cursos curtos (de um ano) a mais longos (de quatro), tanto de graduação quanto de mestrado;

– As ementas são interessantes, mas as bibliografias são todas estrangeiras;

– Um dos colaboradores na elaboração do documento foi o professor Rosenthal Calmon Alves, brasileiro que dirige o Knight Center for Journalism in Americas da Universidade de Austin, Texas (EUA);

– Outra colaboradora foi a professora Sonia Virginia Moreira, da UERJ

– Por último: se o documento é voltado às democracias emergentes, ele bem que poderia ter versões em português, espanhol, francês (lembre-se das ex-colônias africanas), árabe, etc…

seminário no pmae

Eu, Solange Mostafa, Luis Fernando Maximo e André Raabe estamos concluindo os encontros do seminário temático que oferecemos aos alunos do Programa de Mestrado em Educação aqui na Univali este semestre. O título do seminário é pomposo: O atual e o virtual na educação.

Na última quarta, Valquíria John e Laura Seligman apresentaram parte substancial (e substanciosa) da segunda metade de O que é a filosofia?, de Deleuze e Guattari. Em seguida, Raabe entrou de sola explicando com equações, gráficos e outras traquitanas os conceitos que os dois autores emprestaram das ciências duras:

funções. secantes. abscissas. ordenadas. planos. derivadas. diferenciais. limite…

Uau!

Matemática na veia para entender o que é essa tal filosofia…

mais um rótulo

No começo do século, era cool ser existencialista. Depois, virou chatice.

Nos anos 30 e 40, a fenomenologia era o hype. Depois, cansou.

Nos anos 50 e 60, era chique ser estruturalista. Depois, virou xingamento.

Nos 70, o bom era ser marxista. Depois, virou paranóia.

Nos 80 e 90, a melhor saída era ser neoliberal. Depois, parou de render.

O Cultura, do Estadão de hoje, traz matéria sobre os chamados filósofos neo hedonistas, aqueles que devotariam seu tempo para estudar e refletir sobre os prazeres da vida nesses tempos bicudos. Michel Onfray, Giles Lipovetsky, Michel Maffesoli, Luc Ferri, André Comte-Sponville.

Bobagem.

Filósofoso é filósofo, mesmo quando ele vende 200 mil exemplares de seu livro. Mesmo quando participa de quadro no Fantástico. Mesmo quando dá consultoria a empresas.

O que querem é rotular e desacreditar.

Por que o filósofo precisa ser hermitão? Lunático? Feio e chato? Precisa morar na caverna d Platão? Morrer com dores de cabeça como Nietzsche? Suicidar-se como Deleuze?

Alguém já disse que a filosofia perdeu espaço para a auto-ajuda na vida moderna. E que hoje os filósofos precisam reencontrar uma razão para sua existência. Fala-se de filosofia clínica, hoje em dia.

A discussão é velha e boba: popularizar o saber sem ser superficial; garantir o saber diante da massa ignara, bla-bla-bla, blá-blá-blá!

Nietzsche tinha uma ótima imagem para isso: eles são os turvadores de água. Batem com suas bengalas no rio e fazem com que a areia do fundo suba à tona revolva-se e turve a água. Aí, pensamos: nossa! como são profundos! nem enxergo o fundo…

A filosofia pode ser best-seller. A filosofia pode. E não pode. É caro ao filósofo sensibilidade, inteligência, rigor de análise, criatividade, humanidade, sentido do seu tempo.

seus problemas acabaram…

Se você é professor e, no meio daquela pilha de provas e trabalhos para corrigir, parece cansado e suspeita de que já leu aquilo em outro lugar;

Se você acha que aquele aluno maroto quer dar uma de espertinho pra cima de você;

Se você suspeita que ele usou um Ctrl C-Ctrl V para fazer a pesquisa que você encomendou…

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!

A solução é o Farejador de Plágios. Clique, veja e use!