fenaj e o novo código

Neste final de semana, a nova diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas tomou posse.
Na mesma ocasião, durante o Congresso Nacional Extraordinário dos Jornalistas, a categoria discutiu e revisou o seu Código de Ética. O texto final ainda não está disponível na página da Comissão Nacional de Ética e Liberdade de Imprensa da Fenaj.

vitória, hoje: congresso e posse

Toma posse hoje à noite a nova diretoria da Fenaj. Isso acontece na abertura do Congresso Extraordinário de Jornalistas, em Vitória (ES), onde será definido um novo código para a categoria. O evento vai até domingo. Já tratei disso aqui, mas voltarei. Deixa só eu respirar.

um novo código de ética

Começa depois de amanhã, dia 3, o Congresso Extraordinário dos Jornalistas, evento que vai discutir e definir um novo Código de Ética para a profissão. O encontro vai até o dia 5, e acontece no Hotel Bristol, bem em frente à Praia de Camburi, em Vitória. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) anuncia que delegações de vinte estados brasileiros estarão presentes, e esse alarde não é mera propaganda. O próprio Código de Ética em vigência estabelece que reformas ao documento só podem acontecer em congressos nacionais da categoria, na presença de ao menos dez delegações (art. 27).

Participei menos do que gostaria do processo de discussão do novo Código. Como leciono a matéria e como pesquiso na área, sempre me dispus a discutir a questão. Em fevereiro do ano passado, elaborei uma proposta de novo código e enviei à comissão que sistematizava as sugestões. Em maio, fui a Londrina para o 1º Seminário de Ética no Jornalismo, mas me frustrei á época porque pensei que discutiríamos a coisa por lá. Qual nada. Foi tirada uma comissão para ordenar o material e encaminhar as mudanças, apresentando as minutas do código à categoria.

Dei uma olhada na proposta e não vejo muitas mudanças. Veja você também.

Me organizei para ir a Vitória para o Congresso Extraordinário, mas as aulas e os compromissos me impedem. Vou passar.

De qualquer forma, acredito que um novo código de ética para o jornalista brasileiro é uma questão imperativa. Mas é preciso ter em conta uma coisa. Não basta que se tenha um excelente código se não forem fortalecidas as comissões de ética da Fenaj e dos sindicatos, pois são elas que recebem as denúncias, que encaminham os processos e aplicam possíveis sanções. Já escrevi isso em Jornalismo em Perspectiva (Ed. UFSC, 2005), e em Monitores de Mídia (Ed.UFSC-Univali, 2003). Então, é um processo lento, de educação da categoria, de convencimento da sociedade de que se pode ter um bom código e de que ele é eficaz, eficiente e serve à coletividade e não apenas aos profissionais.

Volto a esse assunto depois.

eleições na fenaj: deu o esperado

Venceu a Chapa 1, liderada por Sérgio Murillo de Andrade, que agora segue para um segundo mandato à frente da entidade classista dos jornalistas.

O resultado oficial  foi:

A chapa 1, Orgulho de ser FENAJ, encabeçada por Sérgio Murillo de Andrade, foi eleita com 3.614 votos. A chapa 2, encabeçada por Dorgil Marinho, obteve 1239 votos. Já para a Comissão Nacional de Ética, foram eleitos Armando Rollemberg (2.794 votos), Washington Mello (2.526 votos), Carmem Lúcia Pereira (2.478 votos), Regina Deliberai (2.356 votos) e Rossini Barreira (2.347 votos). Os demais candidatos, Arthur Poerner e Venício Lima, obtiveram 1.254 e 1.368 votos, respectivamente”.

Sérgio Murillo, a exemplo do primeiro mandato, tem uma pedreira pela frente: quer retomar a discussão do Conselho Federal de Jornalismo, a regulamentação da categoria e as investidas do empresariado para precarizar as condições de trabalho dos jornalistas. Sérgio tem fibra, mas a diretoria patinou bastante no primeiro mandato, cometendo erros fatais – como o encaminhamento político desastrado do projeto que criava o CFJ e o apoio ao fechamento da RCTV por Hugo Chávez.

A nova diretoria toma posse no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, que acontece de 3 a 5 de agosto em Vitória (ES). O evento deve definir um novo Código de Ética para a profissão.

já faz 35 anos

Alicia C. Shepard, no PoynterOnline, lembra os 35 anos do Caso Watergate, o mais importante evento jornalístico norte-americano do século passado. Leia.

Alícia é autora de Woodward and Bernstein: the life in the shadow of Watergate, livro que traz bastidores sobre a investigação jornalística dos dois repórteres do Washington Post que ajudaram a derrubar o presidente Richard Nixon.

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