marcia pergunta; eu respondo

Marcia Benetti jogou a bola no meu colo. Ela dá continuidade a uma corrente que pergunta: o que você está lendo?

Eu respondo.

Profissionalmente, estou terminando Lawrence Kohlberg: ética e educação moral, de Angela Biaggio. No curto volume, a especialista dá uma visão geral deste que ainda é um dos mais influentes autores na área da Psicologia do Desenvolvimento Moral. Não existe nenhum livro de Kohlberg traduzido no Brasil, e a introdução de Biaggio – que estudou o autor por trinta anos – me parece um excelente pontapé inicial.

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Para esfriar a cuca, estou lendo Eu gosto de uma coisa errada, de Pedro Doria. No livro, ele trata da nova fauna e das práticas sexuais após a internet. Tem de tudo: pornógrafos, casais suingueiros, Bruna Surfistinha, gente normal, gente esquisita. Texto gostoso e tranqüilo. Para ler na frente da sogra e chocar pelo título. O miolo não faz nem cosquinha…

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observatórios ignoram caso RCTV

Vasculhei alguns dos observatórios de meios da América Latina e percebi que quase todos estão ignorando solenemente o caso da RCTV na Venezuela.

Passei pelo Observatório Fucatel do Chile, e nada. Pelo Observatorio Ciudadano de la Comunicación, do Equador, e nada; fui até o Foro de Periodismo Argentino e o Observatório da Union de los Trabajadores de Prensa de Buenos Aires (UTPBA) e nada também.

Na Colômbia, há sinais: o blog do Observatorio Independiente de los Medios trouxe em seu blog um breve post com vídeo para o YouTube. No Medios de La Paz, não há nada, embora figure logo no início da página a chamada para o Seminário Internacional Libertad de Prensa: herramientas y estratégias, que acontece amanhã e quinta, dias 30 e 31 de maio.

Victor Solano, em seu blog Comunicación?, traz um post com links para os últimos minutos da RCTV

No Brasil, o Observatório da Imprensa veio à carga contra a ação de fechamento do canal por Hugo Chávez.

Perturbador, foi perceber que no Observatorio Global de los Medios, capítulo Venezuela, nada havia sobre o assunto. Ao invés disso, hoje pela manhã, a entidade distribuía links para um longo estudo sobre o comportamento da imprensa local nas eleições de 2006.

Não entendi, confesso…

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o caso da rctv

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Nunca fui à Venezuela.

Nunca votei em Chávez.

Nunca assisti à RCTV.

Mas sou contra o seu fechamento.

Acho que as outorgas e concessões de rádio e TV não são e não podem ser eternas. Mas daí a fechar o canal porque ele está criticando o presidente é muita distância…

Coisa de ditadorzinho de quinta.

Os Repórteres Sem Fronteiras chamaram uma mobilização internacional contra a truculência de Chávez. Veja.

Enquanto aqui, a Fenaj publica um texto de um professor da UFSC dando razões ao venezuelano.

monitor de mídia 126

Está na rede mais uma edição do projeto Monitor de Mídia.

que orgulho!

A Polícia brasileira não se cansa de dar exemplos de competência, preparo e honestidade.

Outro dia, mostraram que policiais de rua no Rio e São Paulo eram os responsáveis por furtos de rádios de automóveis. Eles abriam os carros, pegavam os aparelhos e ainda faziam cara de sonsos quando os proprietários faziam a queixa.

Nesta semana, foi a brilhante operação em Rondonópolis que vitimou um garoto que participava de uma mutirão solidário. Não sei quem teve a excepcional idéia de apresentar às centenas de populares uma simulação de combate a seqüestro, com tropa de choque invadindo ônibus e fuzilando o que seriam raptor e vítimas. O ponto alto foi ter escolhido munição de verdade ao invés das sem-graça balas de festim.

Uma operação tão inacreditável quanto àquela de 12 de junho de 2000, no Rio, quando os PMs cariocas ficaram à mercê de Sandro do Nascimento, o seqüestrador do ônibus 174. A polícia atirou e matou a refém, e depois asfixiou o bandido.

Que orgulho!

democracia e informação

The Report Colbert entrevistou o criador da Wikipedia, Jimmy Wales.  Vale a pena assistir e ver o homem falando de compartilhamento de informações, de divisão de conhecimento e das conseqüências disso para o mundo atual.

Você pode ir pelo Media Channel ou ir direto à coisa.

Renoi e seu primeiro encontro

Esta semana sigo para Vitória (ES), onde devo me encontrar com pesquisadores de jornalismo de todo o país, principalmente aqueles que se ocupam de crítica de mídia. É que a na bela capital capixaba acontece o 1º Encontro Nacional de Observatórios de Imprensa. O evento é promovido pela Renoi, a Rede Nacional que criamos em 2005 reunindo as principais iniciativas brasileiras nas universidades e no terceiro setor sobre crítica de mídia.

Estarão lá representantes da ANDI, do Observatório da Imprensa, do Canal da Imprensa, do Mídia e Política, do SOS Imprensa e de outros nós da rede. A organização e coordenação local do evento está a cargo de Victor Gentilli. Como coordeno a rede, sou um dos convidados e participo de duas mesas: uma sobre as experiências mais consolidadas de observatórios de imprensa no país, no caso o nosso Monitor de Mídia; e outra sobre os desafios metodológicos que se impõem sobre os leitores da mídia.

Veja a programação:

DIA 31 de Maio (Quinta-Feira)

Solenidade de abertura
20h Auditório do CEFD (Centro de Educação Física e Desportos)

Conferência de abertura
Prof. Dr. Luiz Gonzaga Motta UnB – Mídia & Política – impasses e desafios da crítica de mídia na nova realidade brasileira

Dia 1 de Junho (Sexta-Feira)

8h às 10h – Atividades, oficinas, mini-cursos voltados para estudantes, bolsistas (aplicações e atividades-piIloto de metodologias)

10h30 às 12h30 Mesa 1 (Cemuni V sala 3) – As experiências dos grupos mais consolidados
Rogério Christofoletti (Monitor de Mídia); Allan Novaes (Canal da Imprensa), Ana Prado – Unama e Luiz Martins – UnB (SOS Imprensa)

14h30 às 16h30h  Mesa 2 (Cemuni V Sala 11) – Os grupos mais recentes: problemas e dificuldades
Marcos Santuário Feevale; (Mídia em Foco), Jussara Carvalho de Oliveira (Unilinhares),  Kelly Prudêncio (UPG); Wellington Pereira (UFPB) e Angela Loures (Unitau)

16h30 às 18h30 Mesa 3 (Cemuni V sala 11) – A imprensa diante da crítica de dimensão nacional
Luiz Egypto (Observatório da Imprensa); Guilherme Canela (Andi) e Thaïs de Mendonça (Midia & Política)

Dia 2 de junho (Sábado)

8h às 10h – atividades, oficinas, mini-cursos voltados para estudantes, bolsistas (aplicações e atividades-polito de metodologias)

10h30 às 12h30 Mesa 5 (Cemuni V sala 3) – Apresentações de trabalhos de IC, TCCs, Projetos Experimentais Apresentação de posters

14h30 às 16h30 Mesa 5 (Cemuni V sala 3) – Os novos desafios metodológicos para a crítica de mídia
Josenildo Luiz Guerra – UFS, Fábio Henrique Pereira – UnB; Rogério Christofoletti – Univali; Victor Gentilli – Ufes

14h30  (auditório pequeno) – Reunião plenária

web 3.0 no centro das atenções

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Pelo menos dois grandes eventos este ano enfocam os estudos e pesquisas acerca do que vem-se chamando de Web 3.0, ou internet semântica. Read and Write traz um artigo sobre a 2007 Semantic Technology Conference que aconteceu na semana passada em San Jose, California. A página oficial do evento pode ser vista aqui.

O PointBlog, por sua vez, anuncia evento semelhante mas em dezembro e em Paris. Trata-se da LeWeb3 2007, que acontece entre 11 e 12 de dezembro próximos. Na França, quem organiza o evento é Loic Le Meur.

lost (mais um pouquinho)

Pitacos…

Não, não fiquei com pena de Charlie na câmara da estação submersa.

Foi bonito. Mas não tive pena.

Fiquei com raiva do dentista que deu com a língua nos dentes. Tudo bem que ele disse a Rose que não era o Rambo. Mas daí a dar todo o serviço aos outros…

Sun continua ma-ra-vi-lho-sa.

Ben sangrando pelo nariz é tão bom quanto aberto numa mesa de cirurgia…

lost chega ao fim

Lost chega ao fim da terceira temporada. Foi na quarta passada, anteontem.

Se você não assistiu ao final, NÃO LEIA ESTE POST.

Se você é como minha mulher e detesta a série, NÃO LEIA ESTE POST.

Se você nem sabe o que estou dizendo, o que está fazendo aqui? Você é insistente, hein?!!

***

A série chega ao final da terceira temporada ainda reservando uma série de segredos e mistérios. E arrisco: com fôlego. Os produtores prometem episódios até 2010, o que significa mais duas ou três temporadas. Como a terceira terminou nos Estados Unidos esta semana e a próxima só chega às telinhas em fevereiro de 2008, há tempo para muita discussão e muita quebração de cabeças por parte de fãs e assemelhados.

Os dois episódios finais – que na verdade, são um só – fecham algumas questões: Charlie morre (finalmente!), a pára-quedista também (afinal, ela caiu na trama de pára-quedas), a produção dá uma boa limpada nos Outros, matando mais alguns; Rousseau se reencontra com sua filha; Bakunin morre (finalmente); a professia de Desmond se realiza; Jack dá um cacete bem dado em Ben; Jack diz I Love You a Kate;  temos acessos a dois flash-forward (o contrário de flashback!!); finalmente, interrompem a emissão do may-day de Rousseau no ar há 16 anos; Charlie faz contato com Penélope; Jack faz contato com o exterior da Ilha…

Mas não há apenas respostas. Novas perguntas são lançadas: no futuro, de quem é aquele funeral a qu ninguém foi? Apenas Jack e Kate deixaram a Ilha? Quem são os caras para quem Naomi trabalhava? Como Walt aparece crescidinho ali? Como Lock se cura de um tiro no abdôme?

Pra ser muito sincero, não gostei tanto desses dois capítulos finais. Os flashes do futuro me desfocaram um pouco, porque eu queria saber mais do que podemos chamar de presente na ilha. Acertei quase todas as mortes que havia chutado em meu blog anterior (confira aqui). Mas não fiquei muito empolgado com esse final de trama. Me parece que na segunda temporada fiquei mais elétrico…

Entretanto, já considero que esta terceira temporada é tão boa quanto a primeira. Eu até gostaria de dizer que esta terceira é a melhor de todas, mas seria um desatino. Sem a primeira, ela não faria o menor sentido.

Resumo da ópera: Gostei do final, mas não achei empolgante. Tem mistérios por aí. Mnhas teorias sobre Lost estão mantidas. Vou me congelar até fevereiro de 2008 para administrar minha ansiedade.

PS – Kadw comenta o final também.

torneira

Hoje tá difícil.

Podem me chamar de Homem-Rinite.

Snif!

financiamento de pesquisa

É oficial: o UOL Bolsa Pesquisa, programa de financiamento de pesquisa científica do maior portal, só deve lançar novo edital no segundo semestre de 2007. A informação está no site da iniciativa.

Não é porque fui agraciado com uma dessas bolsas no ano passado não, mas vou dizer: o projeto é muito legal, muito bem organizado, muito profissional. No Brasil, temos poucas oportunidades de ver a iniciativa privada investindo em pesquisa científica e esta é uma rara ocasião para quem atua em comunicação, jornalismo e tecnologias.

A minha pesquisa? Na verdade, oriento um projeto de iniciação científica que tem como título “Elementos para a credibilidade de blogs no jornalismo online”. Tamos nos finalmentes, e em julho, apresentaremos relatório final.

saramago fala

O Jornal da Globo exibiu ontem à noite a segunda parte que Edney Silvestre fez com José Saramago.

Está disponível no site deles:

A primeira parte do diálogo você encontra aqui: em texto e vídeo.

A segunda parte está bem aqui.

Bônus: trechos inéditos, veja aqui.

conferência blogueira para professores

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O blog The Fishbowl lembra que vai até o dia 18 de junho o prazo para submissão de trabalhos para a segunda edição da K12 Online, a conferência voltada para professores que se interessem pelo uso das ferramentas da web 2.0 em seus ambientes formativos.

O evento acontece em duas semanas: de 15 a 19 e de 22 a 26 de outubro.

Na primeira, os eixos de trabalho são: Sala de Aula 2.0 e Novas Ferramentas. Na segunda semana, são: Redes de Aprendizagem Profissional e Obstáculos para Oportunidades.

Aqui vai o site do evento.

fabricando o consenso

No Media Channel, Danny Schechter escreve sobre vinte anos do Manufacturing Consent, de Herman e Chomsky. Ele diz:

“Rather than offer a case study of coverage of one issue, or an analysis of this or that flaw or media “mistakes,” they set out to try to make sense of the way the media functions as a “system.” What rules govern the behavior of media institutions in reporting on crisis abroad? They didn’t call it a theory because they believed they were not being speculative but factual. They came up with what they called a “model,” not of journalism, but of propaganda”.

O texto de Schechter.

 

O texto de Herman e Chomsky.

muita marola

Erin Telling, do Bivings Group, escreveu hoje o que muita gente já imaginava: tem muita marola nos mares da blogosfera. Ainda mais nos blogs jornalísticos. Segundo pesquisa rápida que fez nos sites do Washington Post e do USA Today, existe muitos blogs pendurados nas páginas eletrônicas, mas nem todos são alimentados com freqüência e muitos outros são simplesmente esquecidos.

Resultado: muita quantidade e pouca qualidade.

Para ler na íntegra, clique aqui.

tv na web

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Sim, você já ouviu falar de Naked News, o telejornal apresentado por moças que vão se despindo. A idéia é simples: fisgar o público masculino que – claro – se distrai com a paisagem das apresentadoras. O programa existe há uns cinco ou seis anos na web e pode ser acessado aqui.

Mas ao contrário do que anunciam – the program with nothing to hide -, elas não mostram tudo.

censura e mídia

O Mídia e Política, projeto do meu amigo Luiz Gonzaga Motta na UnB, vem esta quinzena com uma edição especialíssima sobre jornalismo e censura, mídia e poder. Imperdível!

na rede

A edição 125 do Monitor de Mídia já está disponível.

acesse 

camaradagem

O user experience dá dicas para o seu blog.

Veja algumas:

  • El usuario debe saber de que se trata el sitio en segundos.
  • Haz el contenido fácilmente consultable (“escaneable”).
  • No uses tipologías decorativas que sean ilegibles.
  • No uses tipologías diminutas.
  • No abras ventanas nuevas del navegador.
  • No cambies el tamaño del navegador.
  • No exijas a tu visitante registrarte a menos de que sea absolutamente necesario.
  • Nunca suscribas a tu visitante a algo sin su consentimiento.
  • No uses en exceso películas en Flash.
  • No pongas música de fondo.
  • Si debes poner un archivo de audio deja que el usuario sea quien lo inicie.
  • No desordenes tu sitio con insignias, emblemas o escudos de otras comunidades.
  • No uses una página inicial que sólo lance el sitio real.
  • Asegúrate de incluir los detalles de contacto.
  • No dañes la funcionalidad del botón “Back” (Atrás).
  • No uses texto parpadeante.
  • Evita URLs complejos y enredados.
  • Usa CSS en lugar de tablas en HTML.
  • Asegúrate de que los usuarios puedan hacer búsquedas en todo el sitio.
  • Evita los menús con “drop down”.
  • Para tu navegación usa texto.
  • Si vinculas archivos PDF infórmale al usuario.
  • No confundas a tu visitante con varias versiones de tu mismo sitio (que HTML, Flash, 56Kbps, 128Kbps…).
  • No mezcles la publicidad con tu contenido.
  • Usa una estructura de navegación sencilla.
  • Evita las “intros”.
  • No uses Microsoft FrontPage para crear tu sitio.
  • Asegúrate de que tu sitio sea compatible con varios navegadores.
  • Asegúrate de que tus vínculos incluyan un texto claro. Evita el “Clic aquí”.
  • No ocultes tus vínculos.
  • Haz tus vínculos visibles. El usuario debe diferenciar claramente qué es un vínculo y qué no.
  • No subrayes o colorees el texto normal.
  • Haz que los vínculos visitados cambien de color.
  • No uses GIFs animados.
  • Asegúrate de usar los atributos ALT y TITLE en tus imágenes.
  • No uses colores fuertes.
  • No uses pop ups.
  • Evita los vínculos en Javascript.
  • Incluye vínculos funcionales en tus pies de página.
  • Evita las páginas demasiado extensas.
  • No generes “scroll” horizontal.
  • No permitas errores de ortografía o gramática.
  • Si usas CAPTCHAs asegúrate de que sean realmente legibles.
  • No uses texto escondido.
  • No vincules sitios prohibidos o penalizados por los buscadores.

    de olho

    Marcos Palacios comenta um caso bem sucedido de monitoramento da mídia norte-americana feito por blogs.

    volver a mirar

    Até que demorei a ver Volver, de Almodovar.

    No filme, Penelope Cruz é Raimunda, uma espécie de Erin Brokovich espanhola, chorona, cheia de garra e transbordando drama. No melhor estilo do diretor de Kika e Ata-me, Volver traz dramalhões, roteiro com reviravoltas de lombriga e uma história lotada de mulheres fortes e verdadeiras.

    Para mim, Almodovar é o cineasta mais autoral do mundo. Em dois minutos, a gente identifica se um filme é dele ou não. Seja pela estética, pelo roteiro, pelas personagens, pelas mulheres.

    Por falar em estética e mulheres, Penelope Cruz está linda, apaixonante, encantadora. Até quando chora. A atriz esbanja o charme que só as mulheres com mais de trinta podem ter.

    alegria

    Ontem mesmo, devorei A alegria, livrinho editado pela Publifolha que reúne catorze ficções e um ensaio. Tudo sobre ela, ou o que dela sobrou. Isso porque as curtas histórias – por uma exceção ou outra – tratam a alegria num tempo passado, na memória, no seu rastro. Raro é quando a gente enxerga no presente, no momento da contação da história.

    Sinal dos tempos? Talvez.

    Talvez a alegria seja mesmo uma coisa velha, inchada de cupins. Que ela é efêmera, isso fica evidente nos textos de Fernando Bonassi, Milton Hatoum, Moacir Scliar, João Gilberto Noll, Luiz Vilela e outros.

    Mas note que eu disse “alegria” e não “felicidade”. Não confunda as duas. São parentes, mas não são a mesma. (Como a sua irmã e a sua prima. Basta dançar com as duas para saber a diferença).

    Sabe que eu ganhei A alegria numa noite triste de sábado? Ela fora comprada a R$ 9,90 nas Lojas Americanas, nesses milagres que só o capitalismo oferece: conseguir a alegria a preço de liqüidação.

    Mas sabe que ler o livro me arrancou uns risinhos marotos…

    ouça

    Agora, o Monitor de Mídia tem parte do seu conteúdo em arquivos de áudio.

    Você pode ouvi-l0s no site, na seção Ouça o Monitor; ou ainda no podcast do Monitor.

    desenvolvimento da linguagem e uma experiência pessoal

    No final dos anos 90, quando fazia mestrado em Lingüística na UFSC, ouvia maravilhado o relato de um debate entre Noam Chomsky e Jean Piaget. O lingüista e queridinho da esquerda norte-americana contestava a tese do suíço de que as crianças imitavam seus pais e por isso, desenvolviam seus sistemas de linguagem. Piaget batia o pé. Chomsky, isso nos anos 60, batia também. No final das contas, Chomsky pareceu ter vencido com uma espetacular pergunta que desconcertou o papa da educação. Foi mais ou menos assim:

    “Ok. Então, mister Piaget, me explique uma coisa. Se as crianças aprendem imitando os pais, por que elas dizem ‘eu sabo’ ou ‘eu fazo’? Ora, não conheço pai ou mãe nenhuns que dizem isso? A quem as crianças estão imitando?”

    A explicação de Chomsky era de que as crianças traziam em sua cabecinha as regras de uma gramática universal e, a partir de um determinado momento em suas vidas, passavam a aplicar essas regras, mesmo que elas fossem “incorretas gramaticalmente”. Assim, se a criança ouviu “Ele sabia”, é natural pensar que o correto seja “Eu sabo”…

    Esta semana, me deliciei com meu filho de quase três anos. Ele insiste em dizer “ponhar” ao invés de “pôr”.

    A mãe dele o corrige. Eu não. Hihihi

    blogs, avaliação e aprendizagem

    Marcos Palacios dá a dica, que retransmito aqui.

    A revista Ariadne traz um interessante artigo de Elisa Foggo sobre o uso de blogs no contexto educativo, principalmente como instrumento de avaliação discente. Leia aqui.

    pós-humanismo

    Dois links para quem se interessa sobre o que vem depois do que conhecemos por Humano.

    1. Francisco Rüdiger publicou recentemente um artigo que faz uma boa revisão do termo pós-humanismo e das teorias que o sustentam. Me pareceu um bom começo. Pelo menos minha parte humana aprendeu muito com ele.

    2. A revista Reconstruction editou em 2004 uma edição especial sobre o pós-humanismo.

    (Conheça antes da extinção)

    tudo sobre ela (ou quase)

    Kludge relaciona 20 coisas que todo o mundo precisa saber sobre a internet.

    Aviso aos navegantes: Kludge é um nerd/geek da Califórnia, tem 29 anos, e mistura em seu HD Três Mosqueteiros, Star Trek, Falcão Maltês e muita cafeína e tecnologia. (Não agite antes de usar)

    chamada de textos

    O Observatório Mídia&Política (www.midiaepolitica.unb.br) organiza para o início do mês de julho de 2007, uma edição especial sobre o governo FHC na mídia.  

    Os interessados em colaborar com o site podem enviar artigos de até 1.000 palavras para os editores do site.

    Veja:

    Luiz Gonzaga Motta: luizmottaunb@yahoo.com.br

    Thaïs de Mendonça Jorge: thaisdemendonca@uol.com.br

    Fábio Pereira : fabiop@gmail.com

    Obercom lança revista

    O Observatório da Comunicação, de Portugal, acaba de lançar uma publicação acadêmica.

    Trata-se de Observatório.

    Confira!