winehouse: será que ela se rendeu?

Amy Winehouse aceitou ser internada numa clínica de desintoxicação. (Para saber mais, leia a notícia no G1, aqui).

Justo ela que canta a plenos pulmões

“Tentaram me mandar pra reabilitação mas eu disse
não não não
Sim, eu tenho estado mal mas quando eu voltar vocês vão saber, saber, saber
Eu não tenho tempo e se meu pai acha que estou bem
Ele tentou me mandar pra reabilitação mas eu não vou, vou, vou”

O trechinho é de Rehab – Rehabilitação – do excelente CD Back to Black.

Será que ela se rendeu mesmo?

proibição da venda de bebidas nas estradas

Tenho visto e ouvido muita besteira nos últimos dias sobre a medida do governo que proíbe o comércio de bebidas em estradas federais. Tem chiadeira dos comerciantes, lei da mordaça entre os patrulheiros e algumas manifestações de motoristas. O argumento mais usado por quem vende bebidas em postos de gasolina, bares e restaurantes é o de que a medida não irá impedir o consumo de bebidas alcoólicas por quem realmente quer beber. Basta trazer suas garrafas ou latinhas no próprio carro. Ou ainda passar em qualquer estabelecimento em área urbana.

Ok, é verdade. Mas é um sofisma.

A medida do governo não tem a pretensão de erradicar o consumo de bebidas nas estradas. Seria muita pretensão ou alguma ingenuidade. O propósito é simples: não fazer vista grossa para este comércio nas estradas federais, nos locais da sua jurisdição. E claro: não facilitar o acesso.

O governo está certo? Está. E a medida demorou. Deveria ter sido implementada antes, bem antes. O governo tardou em atuar. E agora, faz apenas o necessário, nada mais que isso. A medida vem em bom tempo porque já vale para este carnaval. Mas penso aqui: e se tivesse sido antecipada em seis meses? Certamente, não teríamos os mesmos números vistos nos feriados de Natal e Reveillon…

E a medida precisa ser estendida para as estradas estaduais, por meio de leis específicas. Em São Paulo, já é assim. Minas e Santa Catarina, sempre na dianteira das tristes estatísticas, deveriam fazer o mesmo.

A lei não é a panacéia, mas é uma ação. O governo e a sociedade não podem se omitir. Agir é o contrário de se omitir.

Milhares de pessoas morrem no trânsito todos os anos. Muitos dos acidentes estão diretamente associados ao consumo de álcool. Há campanhas cada vez insistentes sobre a não combinação entre bebida e trânsito. A sociedade cada vez mais está consciente desses riscos.

A proibição da venda de bebidas em estradas federais não é populista, nem moralista. As mortes no trânsito são questões de saúde pública. As estatísticas são suficientemente claras e trágicas. Quem já perdeu alguém assim sabe o que é isso. Quem ainda não perdeu, não pode esperar que isso aconteça. Os argumentos dos comerciantes são movidos apenas por um interesse: o financeiro.

Até quando ficaremos vendo e revendo imagens e fotos de acidentes, com corpos mutilados, metal retorcido e gente sofrendo pelas perdas?

de volta

Após um curto período afastado das blogagens, retorno pra valer.

Não foi férias não!

Apenas mudei de casa, fiquei sem telefone, internet, tempo e energia para isso.

Agora, com tudo mais ou menos ajeitado – nunca nada está em ordem, abandone essa ilusão! -, estamos de volta com nossa programação anormal. Porque fiquei de jejum, não quero agora matar a fome, mas lá vão alguns links de aperitivo

logo, logo

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As coisas estão se ajeitando.

Estou muito feliz.

Voltarei a qualquer momento.

man at work

Estou com os cabelos em pé e a cabeça na lua.
Estou de mudança.
Dá um trabalho insano.

Por isso, ficaremos fora do ar para a troca de nossos transmissores. Na sequência, voltaremos com nossa programação anormal.

meme do “onde você estava em…”

Adriamaral me passa um meme. Eu respondo e convoco DVerasRobson, Larissa e RogerKW. Para repassarem a mais alguns por aí.

1. O que você estava fazendo em 1978 (há 30 anos)?

Estudava na escolinha infantil Emílio Carlos, em São Caetano do Sul (no ABC, certo). Me maravilhava com Sítio do Pica-Pau Amarelo e adorava uma macarronada que serviam na escola nas sextas, com danone. Já tinha dois manos.

2. E em 1983, há 25?

Em Rio Claro (SP), Ouvia Thriller de carona. Minha vizinha tinha comprado, e o prato não descolava do disco. Meses depois, eu e toda a periferia imitaríamos os passos de Michael Jackson em gincanas escolares. Pode?

3. O que você estava fazendo em 1988?

Frequentava bailinhos juvenis. Beijava umas meninas. Me metia em poucas confusões, e estudava muito. Era do tipo CDF. Pensava em ser astronauta, zoólogo, militar, escritor e jornalista. Eu optaria pelos dois últimos.

4. E em 1993?

Já era adulto. Já trabalhava em jornal em Bauru (SP) e estava devidamente amasiado. A vida se descortinava à minha frente.

5. O que estava fazendo há 10 anos?

Já estava em Florianópolis, Santa Catarina, para um exílio voluntário. Frilava no jornalismo e fazia o mestrado. A terra prometida.

6. E há cinco?

Estava prestes a defender o doutorado, já tinha deixado o jornalismo diário e casado mais uma vez. Na verdade, já estava grávido…

ensino de jornalismo na áfrica

Pense em jornalismo. Agora pense na África. Isso: jornalismo na África. Mas vá adiante: pense em como se formam os jornalistas no continente esquecido. Isso… ensino de jornalismo na África.

Para saber mais sobre isso, há diversos artigos na edição 28 da revista African Journalism Studies, editada pela Universidade de Wisconsin.

Veja parte do índice desse número:

Journalism education as a vehicle for media development in Africa: The AMDI project
 
[Abstract] [PDF]  – Patrick M. McCurdy and Gerry Power

In search of journalism education excellence in Africa: Summary of the 2006 Unesco project
[Abstract] [PDF]  – Guy Berger

Contextualising journalism education and training in Southern Africa
[Abstract] [PDF] – Fackson Banda, Catherine M. Beukes-Amiss, Tanja Bosch, Winston Mano, Polly McLean, and Lynette Steenveld

Institutional and governmental challenges for journalism education in East Africa
 
[Abstract] [PDF] ]- Terje S. Skjerdal and Charles Muiru Ngugi

West African journalism education and the quest for professional standards
 
[Abstract] [PDF] – Folu F. Ogundimu, Olusola Yinka Oyewo, and Lawrence Adegoke

South African journalism education: Working towards the future by looking back
[Abstract] [PDF] – Nicolene Botha and Arnold S. de Beer

Revisiting the journalism and mass communication curriculum: Some experiences from Swaziland
 
[Abstract] [PDF] – Richard Rooney

Para chegar à edição na íntegra,
acesse aqui: http://ajs.uwpress.org

férias (5): vídeo dá a dica do que fazer

A equipe do Monitor de Mídia é quem dá as sugestões, faça chuva ou faça sol…

uma campanha mentirosa

el_grito.jpg 

Quem tem TV a cabo sabe o que estou dizendo.

No meio da programação, um rapaz levemente calvo com ar grave e tom ameaçador diz que se um tal projeto de lei for aprovado haverá uma hecatombe na TV a cabo. Não poderemos mais escolher o que assistimos, pois “eles” escolherão pra gente. A liberdade vai acabar. Oh!!!

Uma pinóia!

A discussão gira em torno do projeto de lei 29/2007, que – entre outras coisas – define cotas de programação nacional na TV por assinatura. O anúncio da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) é super apelativo (veja aqui). O tom é apocalíptico. E mentiroso, sejamos claros.

Afinal, não é o telespectador quem define o que assiste. Se fosse assim, na minha casa, não teria os canais Canção Nova, Shoptime, Mercado Persa, Canal do Boi, TV Turfe, e por aí vai. A gente escolhe o pacote e a operadora, e olhe lá. Então, os caras vêm fazer beicinho porque alguns parlamentares querem instituir uma reservinha de mercado para os produtores nacionais (o que gera emprego e renda AQUI, promove a cultura regional, a diversidade de conteúdos, coisas sem importância, né?)…

Os caras são tão manipuladores que, no alto do site da campanha, acima do contador, eles colocam “Até agora são …. pessoas participando”. Como se quem passasse por ali estivesse engajado numa batalha.

Ora, faça-me o favor!

Para saber mais, veja o site da campanha da ABTA ou leia a resposta do deputado Jorge Bittar ao ataque.

Em tempo: O projeto de lei prevê cota de 50% para canais pagos brasileiros , mais 10% de programação nacional nos canais estrangeiros – que hoje somam 75% da programação da TV por assinatura no Brasil.

retrato da mídia na iberoamerica

O antenadíssimo Ramón Salaverria, do blog e-periodistas, informa que a Fundação Telefónica acaba de lançar mais uma edição do anuário Tendencias 7 – Medios de Comunicación, que trata do cenário ibero-americano na mídia.

O arquivo pode ser baixado aqui, mas vou avisando que é pesadinho: 10,2 Mb. São 421 páginas em PDF, fartamente ilustrada com gráficos coloridos e demais imagens. Entre os colaboradores do documento estão nomes de peso como Luis Ramiro Beltrán, Octavio Islas, Jesús Martín-Barbero, German Rey. No comitê científico, também: Antonio Fidalgo e Guillhermo Mastrini. Três brasileiros apenas nos créditos: José Marques de Melo, Matías Molina e Maria Immacolatta Lopes.

Se você quer saber sobre blogs, mas tem preguiça ou pressa, Salaverria destaca alguns pontos, que reproduzo:

“En la parte 3, la investigadora Bella Palomo publica un capítulo sobre “Blogs en el espacio iberoamericano” (pp. 215-225), donde expone los resultados de una encuesta realizada entre periodistas-bloggers iberoamericanos, a la que contribuí con mis respuestas. Los resultados principales son:

  • El 75% de los periodistas-bloggers tiene menos de 40 años.
  • Tres de cada diez blogs son elaboradas por mujeres periodistas.
  • La mitad de los periodistas iberoamericanos con blog tiene varias ocupaciones profesionales.
  • Los periodistas menos atraídos por el periodismo 3.0 son los dedicados al sector audiovisual y a la comunicación institucional.
  • Tres de cada cuatro encuestados consideran que con el blog practican periodismo de opinión.
  • El 61,9%cree que el mayor logro de su blog ha sido hablar con la audiencia.
  • El 52,4% ha logrado una libertad editorial que no tiene en el medio para el que trabaja.
  • Sólo un 3% ha logrado por esta vía otra fuente de ingresos.
  • El 63% recibe comentarios ofensivos.
  • El 40% ha recibido ofertas de trabajo a través de su blog.
  • Al 63% no le preocupa la cuestión del copyright.
  • El 35% sabe que en alguna ocasión han plagiado contenidos de su blog.
  • El 60% ha incorporado alguna vez elementos multimedia en su blog.”

Evidentemente, o documento não pode ser resumido a isso.
Há muito mais. Principalmente, nas partes finais, das tendências…
Merece longa degustação… enjoy it.

estímulo à pesquisa

O Brasil responde hoje por 1,7% da produção mundial em ciência e tecnologia. É pouco, eu sei. Mas já foi pior. Outro dia, passamos Suíça e Suécia nessa corrida.

Este índice se refere à quantidade de artigos publicados em periódicos internacionais indexados em importantes bases de dados. Estados Unidos e Japão estão à frente. Por várias razões: têm políticas científicas perenes e consistentes; os investimentos vêm das empresas também; e as áreas de Ciência e Tecnologias (C&T) e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) são consideradas prioritárias, estratégicas.

Nos países da vanguarda científica, pesquisadores são muito bem tratados: contam com tempo para se dedicar, com infra-estrutura para trabalhar e até mesmo com incentivos financeiros.

Por aqui, a coisa vai caminhando nessa direção, mas a passos bem mais lentos. O governo Lula anunciou enxurrada de recursos (R$ 41 bilhões até 2010), concedeu aumento para bolsas e tem universidades que até dão prêmios para quem publica em revistas respeitadas lá fora. É o caso da Unesp, que lançou um programa que dará R$ 15 mil às equipes de pesquisadores que publicarem artigos na Science e na Nature, as mais proeminentes publicações do gênero. Na Unicamp, os 20 melhores professores do ano recebem prêmios de R$ 25 mil. Na Federal de Viçosa, o pacote de incentivos prevê pagamento por serviços de tradução e medalha anual conferida ao pesquisador de maior destaque da instituição. Em dez anos, a UFV aumentou sua produção científica em 640%!!

No Paraná, o governo aumentou em 25,7% o orçamento da pasta de Ciência e Tecnologia, o que significa contar com R$ 694 milhões por ano.

Aqui em Santa Catarina, o prefeito da capital lava as mãos e a pesquisa com cobaias é proibida. Na esfera do governo estadual, dia 15, sai a nova lei de inovação, que vai criar um conselho estadual para a área. Apesar disso, as torneiras parecem entupidas: recursos ainda não foram repassados para pesquisadores contemplados em editais e prêmios…

Mais detalhes no Jornal da Ciência.

férias (4): dois clipes

Jamie Cullum é descolado, talentoso, jovem, pulsante e mal começou a botar pra quebrar.

Porque os dias têm sido lindos por aqui, ofereço dois clipes legaizinhos. 

Everlasting lover

Get your way

revista na rede

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 De Portugal vem a notícia: já está na rede a versão eletrônica da revista Estudos em Comunicação/Communication Studies, editada pela Universidade de Beira Interior.

O segundo número da publicação semestral, datado de dezembro de 2007, vem com a seguinte composição:

  • MUDs and power – Reducing the democratic imaginary? – Nico Carpentier, Niky Patyn
  • What is Visual and What is Evident About Racial Definitions in Media Representations? Journalism rhetoric, crimes reports and racial profiling practices – Juliana Santos Botelho
  • Risco, dispositivos de informação e a questão do governo em sua relação com a saúde nas sociedades contemporâneas – Mónica Carvalho
  • O preto no branco: democracia midiática no Brasil e a presença de negros nas fotos dos jornais – Rogério Christofoletti, Marjorie K. J. Basso
  • Journal télévisé et information d’urgence vers une nouvelle approche sémiodiscursive. Alexandre Manuel
  • Horizontes do webjornalismo. Rui Torres
  • Verdade e rigor no Jornalismo. Heitor Costa Lima da Rocha
  • La ideología liberal y los medios de comunicación en Polonia. Radoslaw Sajna
  • O Espaço Público na rádio do sec. XXI. Vítor Soares
  • Evolução da regulamentação da mídia eletrônica no Brasil. Edgard Rebouças, Mariana Martins
  • A verdade dos Factos – Excurso sobre o serviço “FactCheck” no jornalismo político Isabel Salema Morgado
  • Entre crime e terrorismo: o dilema apresentado pela Folha de S. Paulo. Beatriz Marocco
  • Comunicação, participação política e deliberação nas democracias contemporâneas. Gil Batista Ferreira
  • Espaço público no Brasil: visões da tragédia – Verónica Aravena Cortes, Célia Regina da Silva, Maria Cleidejane Esperdião
  • Investigative Romanian journalism in electoral campaigns: 2000 vs. 2004 – Valentina Marinescu
  • Cibercidadania na República Tecnológica: contribuições info-inclusivas dos novos paradigmas transculturais canadenses(Unesp-Bauru/UofT-Canadá /CAPES) – Ricardo Nicola
  • Oposição não convencional em Portugal e em Espanha entre 1980 e 1995 – Um primeiro estudo comparativo – António Rosas
  • Comunicação e política nos discursos presidenciais de tomada de posse: 1974-2006 -Paula Espirito Santo
  • A eleição do centro vista da periferia: as legislativas na imprensa regional – José Ricardo Carvalheiro
  • Versão completa em PDF está aqui: http://www.labcom.ubi.pt/ec/02/pdf/EC02.pdf

    O editor de Estudos em Comunicação é o professor João Carlos Correia.

    um prêmio e duas chamadas de texto

    O prêmio:

    Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio IETV de Pesquisa sobre Televisão. O objetivo do prêmio é ajudar a estreitar as relações entre aqueles que fazem e aqueles que pensam a televisão: o mercado e o meio acadêmico. O prêmio contempla os trabalhos finais de cursos de graduação e pós-graduação, produzidos entre 2006 e 2007. Nesta primeira edição, o prêmio contemplará o tema “O desafio da construção de conteúdo original para a televisão digital”.O prêmio se divide em três faixas:

    – Tese de Doutorado: R$4.000,00
    – Dissertação de Mestrado: R$2.000,00
    – Monografia de Conclusão de Curso: R$1.000,00

    As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de março de 2008 pelo site do IETV ou na sede do Instituto: Rua Barão do Flamengo, 32, 3º andar, Flamengo – Rio de Janeiro. CEP. 22220-080.
    Para ver o regulamento, acesse o site: www.ietv.org.br

    Chamada de texto nº 1:

    The journal Brazilian Journalism Research is now announcing a call for paper for its next issue, to be printed during Semester I, 2008. The deadline is february 15th, 2008. Brazilian Journalism Research is a semi-annual scientific journal published by the Brazilian Journalism Researchers Association (SBPJor). For further information about SBPJor, please visit our website ( www.sbpjor.org.br). The association is dedicated to theory and research on journalism (both theoretical and empirical work). The journal is totally edited in English.

    Chamada de texto nº 2:

    La Revista de Comunicación de la Facultad de Comunicación de la Universidad de Piura, Perú convoca a los autores que lo deseen a participar en el número 7 de la Revista de Comunicación, que edita la Facultad de Comunicación de la Universidad de Piura (Perú) y que saldrá a finales de octubre de 2008. Esta publicación -de periodicidad anual e indizada en Catálogo de Latindex- pretende difundir material de alta calidad teórica, filosófica, empírica y metodológica sobre temas de comunicación desarrollados tanto en el ámbito académico como el profesional.

    La publicación cuenta con tres secciones:

    Artículos de investigación (Research Papers):   Material académico de investigación que permita un manejo de información más   conceptual, metodologías más complejas, revisiones o réplicas a teorías.

    Artículos de divulgación  (Working Papers):   Material académico divulgativo, orientado hacia la identificación de problemas en la profesión y sus posibles soluciones, así como estudios que introduzcan nuevos campos de trabajo, etc. 

    Reseñas Bibliográficas (Book Reviews). 

    Informações: http://www.fcom-udep.net/rcom_col.html

    outra avalanche no contador

    Aconteceu aqui o que havia ocorrido ao blog do GJOL em 30 de maio de 2007. De repente, percebi que a catraca não parava de girar. Fui rastrear e vi a razão: Ricardo Noblat indicou o Monitorando na sua seção Vale a pena acessar.

    Para se ter uma idéia, apenas ontem, tivemos quase dez vezes a média de visitas que temos diariamente. A maioria delas seguindo o link de Noblat, um dos blogueiros mais populares e influentes do país.

     

    Nossos sistemas marcaram 1175 visitas ontem, um novo recorde.

    Obrigado, Noblat, pela maré.

    Obrigado a você também que passou por aqui.
    Seja estreante ou íntimo. Volte quando quiser.

    atlas de mediawatchers: 1

    Que tal uma lista de sites de observatórios de mídia, de ombudsmen e de blogs que se ocupam de acompanhar criticamente os meios de comunicação?

    Comecemos pelo Brasil. Quer participar? Mande a sua sugestão de link!

    Próximos capítulos:

    • América Latina

    • Estados Unidos e Canadá

    • Europa

    • África, Ásia e Oceania

    jornalistas…

    gostoda.jpg

     Na noite passada, devorei O gosto da guerra, de José Hamilton Ribeiro.

    O livro é o texto clássico do repórter que conta a sua ida ao Vietnã para cobrir a guerra e o acidente que teve no front, ao pisar numa mina, perder uma perna e quase morrer por lá. Para quem não se lembra, o jornalista foi à guerra em 1968 como correspondente da já mítica revista Realidade. O repórter acabou virando a notícia, e Zé Hamilton foi se construindo o repórter-símbolo do jornalismo no país. Não por causa de seu acidente, mas pelo que fez depois disso, ganhando dezenas de prêmios (sete Esso de Jornalismo, só…) e oferecendo centenas de reportagens com R maiúsculo.

    O relato é quente, vibrante, cheio de adrenalina. Foi feito à época, mas o livro que me chegou às mãos traz um bônus: uma segunda parte em que Zé Hamilton narra o seu retorno ao Vietnã 23 anos depois. A emoção, a aventura, o jornalismo são espelidos pelos poros das páginas. Por isso, a gente devora o volume.

    A apresentação é feita pelo genro de Zé Hamilton, o também excelente repórter Sérgio Dávila, que cobriu o 11 de setembro e a ofensiva ao Iraque, só pra citar os mais famosos.

    O gosto da guerra é leitura obrigatória para quem é jornalista ou quer sê-lo. É recomendável para quem se interessa por história contemporânea ou relatos de guerra. É agradável para todos que apreciam uma narrativa ágil, intensa e sem pruridos para mostrar sentimentos.

    Em 2008, faz 40 anos que Zé Hamilton perdeu a perna numa mina terrestre.

    Não sabe o gosto da guerra? Zé Hamilton conta: é uma mistura de terra, pólvora e sangue que toma a sua boca, que permanece por dias, causa náuseas, vertigens e intensas transformações pessoais.

    professores…

    Fico pensando aqui o que faz de um professor professor…

    Um diploma?

    O conhecimento acumulado?

    Uma paixão ou uma missão de ensinar?

    A vocação, aquele chamado interior?

    Pode ser uma dessas respostas, ou todas juntas, ou apenas algumas, ou ainda: nenhuma.

    Ok, ok. Onde estou querendo chegar afinal? Não me atrevo a responder o que faz de um professor professor. Apenas passei a pensar e a repensar isso com mais intensidade nesses dias de janeiro depois de ler Ei, professor, de Frank McCourt.

    eiprofessor.gif

       Não sabe quem é McCourt?

    Eu também não sabia, mas vou te apresentar.

    O cidadão nasceu nos Estados Unidos de família irlandesa e passou sua infância toda na Irlanda. Um período bem difícil, conforme ele já contou em seu primeiro livro As cinzas de Angela, que não só virou filme, como lhe deu o Prêmio Pulitzer e outros tantos. Sabe o que é ganhar o tal prêmio com um livro de estréia aos 67 anos? É para poucos…

    E por que tanto alarde?

    Bem, McCourt lecionou no ensino médio em diversas escolas de Nova York onde mora há décadas. Seus livros são pungentes e verdadeiros, e se prendem ao seu cotidiano de professor. McCourt mostra como uma vida errante, cheia de medos, de inconsistências, de fragilidades pode encontrar algum sentido. Não porque o professor queira, trabalhe nisso ou faça desse propósito o seu caminhar. Mas porque a vida parece se rearranjar a cada passo que damos.

    Os episódios que o autor conta em Ei, professor são de uma sinceridade absurda, constrangedora até. McCourt nunca é o herói, nunca tem a ação imediata ou corajosa. São suas deficiências como professor, os desafios, as impossibilidades que constróem seu cotidiano. Sem dourar a pílula, sem Happy End, sem idealismos. Ele não quer moralismos, não quer revelar seus feitos grandiosos, nem nada. Apenas ele se narra, apenas se detém ao que aconteceu, sem grandes recursos retóricos, sem ambições.

    Isso não significa uma narrativa fria, ressentida ou rancorosa. Que nada! Há humor, há momentos de grande poesia e sensibilidade nas páginas de McCourt.

    Ei, professor nos faz pensar, nos faz lembrar de histórias semelhantes que já assistimos ou protagonizamos. Tanto como alunos quanto como professores. O que fez Frank McCourt manter-se por 35 anos à frente de cinco turmas diariamente e centenas de adolescentes barulhentos? O que fez com que se mantivesse nesse calvário sem grandes satisfações ou honrarias? O que nos faz dar continuidade a isso? Para que servem, então, os professores, se seus alunos mal se lembram de seus nomes após um ano de convívio? Que tipo de falta fariam à educação desses caras? Dá pra pensar a educação sem mestres e mestras?

    As perguntas são muitas, como as que os irriquietos alunos de McCourt lhe faziam nos três turnos de aula. As respostas são mínimas, como as que McCourt deixa escorrer pelo seu excelente texto. Biografias são bons pretextos para repensarmos nossas vidas. Ainda mais no início de um novo ano, quando as esperanças, os projetos e os horizontes se refazem.

    navegue por 30 bibliotecas online

    library.gif

    Você precisa daquele livro que só a Biblioteca Nacional de España tem? E não pode ir até lá? Queria dar uma olhadinha no acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos? Então, navegue pelas versões eletrônicas dessas e mais 28 bibliotecas.

    Clique e se perca nas estantes…

    eleições nos EUA: Chuck Norris na parada

    Vamos ser francos: nunca tínhamos ouvido falar do cara antes. Mas agora que ele se deu bem na largada da campanha eleitoral norte-americana, é bom não perder de vista: Mike Huckabee, do partido do Bush.

    Bem, sabe quem está apoiando o homem? Ninguém menos que Chuck Norris. Isso mesmo, porrada pra valer!

    Veja o videozinho abaixo:

    Com Arnold Chuarzeneger (não me peça para escrever direito isso) como governador da Califórnia, Chuck também quer uma boquinha, quem sabe mandando no Bronx ou qualquer lugar barra-pesada.

    A campanha mal começou, mas pergunto aos meus botões:

    – Quem Bruce Willis vai apoiar?

    – E Jack Chan?

    – E Steven Seagal?

    leis: você não manda em nada

    Da promulgação da Constituição Federal, em 1988, até hoje, apenas quatro projetos de iniciativa popular viraram leis. Isso mesmo: quatro. Você acha pouco? E é. Não chega a meio por cento das quase 9,5 mil leis surgidas no período.

    A Constituição prevê que as leis possam ser criadas de três formas: pelas mãos de parlamentares (afinal, eles compõem o Poder Legislativo), pelas mãos do Poder Executivo (prefeitos, governadores e presidente da República) e pela vontade da população. Para isso, é necessário juntar 1% de assinaturas do eleitorado, o que hoje significa 1,27 milhão.

    Quer dizer, poder fazer lei, o povo pode! Só que a realidade mostra que não faz!

    Para saber mais, vá à reportagem da Folha de S.Paulo (para assinantes) ou leia análise no Consultor Jurídico.

    meme-anamnese

    house5chicoul4.jpg

    Quando você vai ao médico, o cara do jaleco branco faz umas perguntinhas, não faz?
    A gente chama isso de entrevista, os médicos de anamnese.

    O palavrão vem do grego e quer dizer trazer à memória, fazer lembrar.

    Então, vamos começar 2008 com um meme-anamnese.

    Cinco perguntas.

    1. Quem já fez a sua cabeça?

    2. Quem corta os seus cabelos?

    3. Quem te enche os olhos?

    4. Quem enche o seu saco?

    5. Quem não sai da sua cabeça?

    Respondo as cinco agora, mas mando o bumerangue para mais cinco blogueiros, que devem fazer o mesmo: Danilo Azevedo, Adriamaral, Raquel Recuero, Pedro Serra e Dani Bertocchi.

    Minhas respostas, doutor.

    1. Stan Lee, Nietzsche, Peter Greenaway, Miles Davis, Bill Sienckiewicz, Frank Miller, Mark Knopfler, Renato Russo, Jerry Lewis, Gilberto Dimenstein

    2. Marinho, um barbeiro das antigas que atende num salão perdido no tempo.

    3. Vini

    4. Palermas, folgados e puxa-sacos

    5. Ana

    agora com musiquinha

    Se você está navegando por aqui sem áudio, ligue as caixas de som.

    Agora, o Monitorando tem musiquinha.

    Optei por uma trilha entre o aconchegante e o vibrante.

    Entre, sente e ouça.

    E se quiser mandar sugestões, fique à vontade.

    férias (3): a queridinha

    eimi.jpg

     Sim, ela é complicada.

    Sim, ela é encrenqueira.

    Sim, está viciadona e vem cometendo erro atrás de erro.

    Sim, sim, sim. Ela frequenta o noticiário em pelo menos duas editorias: música e policia.

    A queridinha da hora é Amy Winehouse, cantora com personalidade, timbre forte e uma estética retrô. Sua música, seus cabelos, as sombras nos olhos, tudo remete a algum lugar perdido nos anos 60, entre o rithim e o blues.

    Não sabe de quem estou falando? Vai conferir, vai…

    liquidação de verão

    Janeiro é mês de pôr a mão no bolso. IPVA, IPTU, cartão de crédito com as dívidas do Natal, reservinha para os gastos com material escolar das crianças… e liquidação das lojas!

    Magazine Luiza torra com até 70% de desconto. Casas Bahia não ficam atrás.

    Se você for às compras, este blog te facilita a vida e sugere sete presentinhos

    Dica de compra nº 1
    Lençol para solteiros

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    Dica de compra nº 2
    Conjunto de jantar para manetas

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    Dica de compra nº 3
    Mochila para Jedis

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    Dica de compra nº 4
    Geladeira com abridor de garrafas

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    Dica de compra nº 5
    Porta-canetas para dias de raiva

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    Dica de compra nº 6
    Lixeira das galáxias

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    Dica de compra nº 7
    Teclado das antigas

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    férias (2)

    Sim, sim. Já estamos em 2008.

    Os parentes foram embora, ainda há muito sol no céu, os termômetros bombam, a água da praia continua daquele jeitinho, e ainda falta assistir oito episódios da segunda temporada de House, mais a terceira inteirinha que deixei para este mês abençoado.

    Ai, ai… vidinha mais ou menos…

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    2008: três desejos pessoais

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    1. Voltar a escrever para teatro

    2. Ter mais dias de cigarra que de formiga

    3. Viajar mais. Com a família

    retrospectiva 2007

    2007 está no finalzinho. Por isso, cabe um balanço rápido.

    O ano foi muito para este blog:

    Mudamos de endereço em maio, passando do UOL para o WordPress. Com isso, ganhamos mais visibilidade e mais visitas. Em sete meses, mais de 34 mil passaram pela catraca aqui. Para um blog individual, sem nada de especial, foi sensacional.

    Criamos duas listas de blogueiros da Comunicação: uma lusófona e outra de brasileiros. A comunidade abraçou a idéia e chegamos a 180 links.

    As visitas e os links em outros sites e blogs turbinaram a reputação deste Monitorando. No Technorati, nossa autoridade está na casa dos três dígitos, e na lista dos Top 500 em língua portuguesa, do Obvius, estamos entre os 330 mais-mais.

    O que esperamos para 2008?

    Sinceramente, gostaria de ter mais tempo para posts mais elaborados, coberturas de novos eventos e a certeza da sua visita sempre.

    férias (1)

    trumpet.jpg 

    Tem um monte de blogueiros por aí que estão tirando férias.
    Pois bem, faremos o mesmo.

    Então, comecemos com três linquezinhos de jazz.

    Um. Site oficial de John Coltrane. Você mal entra e ele e seu conjunto já te esperam com A love supreme. Bem recebido assim, você vai adiante, passe por fotos, por músicas e até por um vídeo histórico de 1959, quando ele acompanha Miles Davis. Numa das cenas, dá pra ver Trane solando e Miles atrás conversa com a galera, cigarrinho na mão.

    Dois. Já que falamos no homem: site oficial de Miles Davis, onde você encontra um Miles Davis Music Player. Clique e viaje. Design arrojado, como não poderia deixar de ser. Discografia, biografia, fotos… O site promete vídeos e músicas baixáveis para breve.

    Três. JazzTrumpetSolos. Nele, você encontra trechinhos de solos antológicos de trompete. Não só, você ouve e acompanha as cifras, caso queira acompanhar. Se não tiver tanta agilidade, não esquenta. Dá pra fazer download das partituras dos solos em arquivos em PDF compactados.

    filmes ciberpunks, por décadas

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     A dica é do conectado André Lemos. O site Cyberpunk Review traz muito material sobre o tema, mas vale a pena passar pela seção dos filmes ciberpunks de 1980 pra frente. Além disso, tem wiki e você pode dar notinhas para os filmes.

    Por aqui, por favor.