o dia e uma dúvida

Sexta-feira 13 também é dia de sorte pro Zagallo?

um clipe basicão mas inteligente

Vamos tentar começar a semana hoje, tá?

Para isso, vamos aumentar o som e chacoalhar as cadeiras.

Adoro esse clipe do OK GO. Simples e inusitado. Parece até sem cortes…

comidinhas estranhas

Maçã-come-dedo!

Carioca-da-gema…

Homem-melancia.

Pão-duro.

Tomate-mestre e couve-flor-carneiro.

nelson rodrigues: 10 frases definitivas

Não conheço a Renata Correa, mas soube no Twitter que ela compilou 10 frases definitivas e memoráveis do Nelson Rodrigues.

Você pode não concordar com todas, mas não pode deixar de reconhecer que ele era um frasista espetacular. (Obrigado, GPavoni, pela dica!)

As frases, mastigadinhas:

Todo canalha é magro.

Toda família tem um momento em que começa a apodrecer. Lá um dia aparece um tio pederasta, uma irmã lésbica, um pai ladrão…

Toda coerência é, no mínimo, suspeita.

 Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica.

 Amar é ser fiel a quem nos trai.

Desconfie da esposa amável, da esposa cordial, gentil. A virtude é triste, azeda e neurastênica.

O carioca é o único sujeito capaz de berrar confidências secretíssimas de uma calçada para outra calçada.

O brasileiro é um feriado.

O pior cego é o surdo. Tirem o som de uma paisagem e não haverá mais paisagem.

A pior forma de solidão é uma compania de um paulista.

pelo aumento das horas

Alex Primo – que engrossa a fila de desesperados como nós – lançou um abaixo-assinado solicitando a ampliação de horas no dia. O documento é endereçado a Bento 16. Você pode assinar aqui e participar dessa ofensiva pela libertação de homens e mulheres em busca de dias mais largos.

Eu também assinaria, não fosse o destinatário.

Acho que o documento deveria seguir direto pro chefe, sem intermediários. Mas como Deus anda bastante ocupado – o mundo está uma loucura! -, talvez a concorrência queira aproveitar a ocasião…

guernica em três dimensões

No YouTube, há um video curtinho que oferece uma experiência agradável e interessante: nele, o internauta viaja com profundidade de campo pelo painel GUERNICA, de Pablo Picasso, pintado por ocasião dos bombardeios aéreos sofridos pela cidade espanhola de mesmo nome.

Sim, você leu certo. O quadro de duas dimensões – altura e comprimento – passa a ter mais uma, a largura, revelando volume de formas, diferenças de intensidade de luz, projeção de sombras… Literalmente, a tela se mexe, ganha vida.

Veja você mesmo.

 

porque é domingo: haja o que houver

Um dia parado, sereno, em que os minutos se esgueiram bem esquecidos no funil da ampulheta.

Um dia em que a gente se permite sentir saudades.

A saudade e a certeza do reencontro na poesia fina de Pedro Ayres Magalhães, na voz de Teresa Salgueiro e nos violões cuidadosos de Madredeus.

“Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor…

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…

Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…”

 

 

 

house: um livro sobre bastidores da medicina

Andrew Holtz publicou em outubro de 2006 um livro sobre o seriado House, certo?

Mais ou menos.

O jornalista especializado em Saúde escreveu um livro bem básico sobre medicina para públicos genéricos tendo como tempero a série televisiva. E tempero – a gente sabe – não é só um detalhe na gastronomia: é aquilo que ajuda a comida a ficar mais palatável, aquilo que nos envolve e seduz, ou repulsa num prato.

Neste sentido, “A ciência médica de House” é um bom livro sobre doenças, diagnósticos, médicos e procedimentos hospitalares. É um bom livro porque é claro, fluente, bem organizado. Bem escrito também. Os exemplos ficam por conta dos episódios da primeira temporada de House, o que dá um gostinho de nostalgia para quem acompanha a série que já está no quarto ano de exibição. Holtz, então, se propõe a falar de medicina para leigos tendo como base as andanças-e-tropeços do médico protagonizado por Hugh Laurie e que faz sucesso em muitos países, inclusive o Brasil.

Holtz mostra o que acontece no sistema de saúde dos Estados Unidos e o que é exagero da série. Mostra inconsistências de roteiro e acertos de diagnósticos. Diferencia procedimentos clínicos de chutes dos roteiristas. Mas sem chatices, sem querer aparecer mais que House. (Até porque o infectologista não permitiria…) É um choque de realidade para quem assiste à série, mas sem desmanchar a fantasia.

O autor de “A ciência médica de House” entrevista especialistas de diversas áreas para explicar melhor alguns diagnósticos (como a doença auto-imune ou espasmos mioclônicos…), como funcionam alguns equipamentos médicos (do estetoscópio ao aparelho de ressonância magnética), os efeitos de certos medicamentos (e até mesmo o Vicodin, o analgésico predileto de House), entre outras coisas.

É um livro pra quem gosta da série (e passa a gostar mais ainda). Para quem se interessa por medicina (ao menos amadoramente, como eu). Para quem não se impressiona com livros que tenham títulos chamativos…

O que House diria?
Difícil saber. Só sei que ele adoraria ter o Andrew Holtz sob os seus cuidados…

deus, o cnpq e a vida acadêmica

Em tempos de lançamentos editoriais que (re)discutem o teísmo e o ateísmo, tem muita coisa rolando na internet sobre isso. Enquanto Richard Dawkins escreve seriamente contra deus, outros riem da situação. Recebi de uma amiga – que não é atéia! – o texto abaixo. Como é domingo – dia santo, ui! -, divido com vocês.

Aviso: não é provocação, é bom humor…

“Deus nunca chegará a ser professor titular ou pesquisador do CNPq.
Saiba porque:

1. Só tem uma publicação;

2. Essa publicação não foi escrita em inglês, mas em hebraico (mesmo
que tenha sido traduzida para vários idiomas);

3. A publicação não contém referências;

4. Não tem outras publicações em revistas indexadas ou com comissão editorial;

5. Há quem duvide que sua publicação foi escrita por ele mesmo –
nota-se a mão de pelo menos 11 colaboradores;

6. Talvez tenha criado o mundo, mas o que tem feito ou publicado desde então?

7. Dedica pouco tempo ao trabalho, apenas 6 dias seguidos;

8. A comunidade científica tem muita dificuldade para replicar seus resultados;

9. Seu principal colaborador caiu na desgraça ao desejar uma linha de
pesquisa própria;

10. Nunca pediu autorização aos comitês de ética para trabalhar com humanos;

11. Quando os resultados não foram satisfatórios, tentou afogar a população;

12. Se um participante não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;

13. Dá poucas aulas e o estudante, para ser aprovado, tem de ler
apenas o seu livro, o que caracteriza endogenia de idéias;

14. Segundo parece, deixou suas aulas para serem ministradas por seu
filho em seu lugar;

15. Ainda que seu programa básico de curso tenha apenas 10 pontos, a
maior parte de seus estudantes é reprovada nas aulas;

16. Além de suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas
atende seus estudantes no cume da montanha;

17. Expulsou aos seus próprios orientados por aprenderem muito;

18. Não teve aulas e não fez mestrado com PH Deuses;

19. Não defendeu dissertação de mestrado, tese de doutorado ou livre-docência;

20. Não se submeteu à banca de doutores titulados;

21. Não fez proficiência em inglês;

22. De mais a mais, não existe comprovação de participação em bancas
examinadoras e de publicação de artigos no exterior.”

livro combina com vídeo

Sempre adorei comprar livros. Quando vou a uma livraria, não posso ter pressa, compromisso nem nada. Gosto de vasculhar as estantes, pegar os volumes, acariciar as capas, devorar orelhas e contracapas, escanear os sumários. Comprar livros é um prazer sensorial: envolve tato, visão, olfato e até o paladar (quem não lambe a ponta do dedo para folhear?)

Não renunciei a este prazer, mas não resisto e compro também pela internet. As livrarias virtuais estão cada vez mais interessantes. Entre as nacionais, a minha predileta é a Cultura. Tem visual claro, sem a poluição da Amazon ou as cores berrantes da Submarino. É segura, tem promoções interessantes e a entrega é super rápida.

Esta semana, descobri mais uma novidade que eu gostei lá na Cultura: agora, você clica num dos livros e abaixo das informações técnicas e trechos do livro, tem vídeos (do YouTube) relacionados.

Achei uma sacada! Cultura não tem fronteira: nem de país, de língua, de mídia, de nada…

Livro combina com vídeo sim!

essas manchetes…

Uma passada rápida de olhos pelos jornais deixam a gente de queixo caído:

Lucro do Itaú quase dobra em um ano e vai a R$ 8,473 bilhões

Presidente do Timor Leste encontra-se em estado crítico, segundo organização

Governo manobra para emplacar aliados nos principais cargos da CPI

Resumo da ópera: bancos lucram, atiram no Nobel da Paz e o governo joga sujeira debaixo do tapete.

fim das férias: séries e a vida que a gente leva

Não é porque é agora não. Mas os anos 90 e esta década são simplesmente o supra-sumo das excelentes séries de TV. Elas são numerosas, bem escritas, bem produzidas, envolventes, viciantes. Sei que antes já tivemos ótimos produtos, mas penso que agora não temos só bons, mas muitos e muito bons. (se você discorda, comente!)

Fiquei parado com Lost. Vi as três temporadas e me intriguei com a trama caleidoscópica.

No final da temporada de 2007, lá por junho ou julho, pensei: e agora? Os episódios só retornariam no final de janeiro. Eu tinha que conseguir algo para “pôr no lugar”, preencher o lobo de entretenimento do cérebro. Parti para os videogames. Enfrentei God of War, e fui até o final. Segui com a sequência e God of War II também foi zerado.

Voltei aos seriados e caí com o queixo em House.

Nestas poucas férias devorei as três temporadas inteirinhas. Terminei ontem mesmo.

Hoje, nos Estados Unidos, recomeça o Lost, a quarta temporada, curta por causa da greve dos roteiristas. Claro que vou voltar a acompanhar…

Mas você, que está aí do outro lado da tela, deve estar pensando: “Que besteira isso tudo. São apenas filmes e personagens que não existem. Tramas rocambolescas, ficção pura”.

Concordo. Claro que é. E é justamente por isso que importa tanto. Precisamos de fantasia, precisamos de ficção. Precisamos de narrativas todos os dias, como de ar ou de alimento. Essas narrativas me desviam o olhar, me mostram novos horizontes, me fazem ver para além da minha vidinha. A arte, a literatura, o cinema, as fofocas cotidianas, tudo isso me leva a surfar na vida contemporânea. Me dá alívio, frescor nas narinas, vento nos cabelos. 

Acompanhar o delegado Espinosa, dos romances de Luiz Alfredo García-Roza, não resolve meus problemas, não paga as minhas contas. Mas eu não o procuro para isso. Procuro para me divertir, para me envolver em outros problemas. Os meus eu faço questão de resolver. E se eu não os resolver, outros tantos ficarão na fila…

poeira e naftalina

Me diverti muito vasculhando o Blog do Dodô, mantido pelo Marcos Palacios. Embora seja produzido lá de Salvador, o blog não trata nem de trio elétrico nem do artilheiro baiano. Trata de velharias, de quinquilharias e curiosidades que a era da informação parece tentar esconder:

Mapas antigos

Marcadores de livros

Fotos em preto e branco

 Previsões malucas do futuro

Revistas velhas

Coleções

Velhas tecnologias

E por aí vai…

Ah, por que chama Blog do Dodô?
Ora, porque trata de coisas extintas ou em extinção.
Como a ave desajeitada e com bico curvo. Cuóoooooooo!

minhas virtualidades

  • Sim, deixei o orkut no ano passado. Eu tinha mais de 400 amigos. Quando mandei mensagem à lista anunciando minha saída, apenas três pessoas se manifestaram. Isso provou que eu não faria muita falta.
  • Não, não estou no Second Life.
  • Sim, já fiz compras pela net.
  • Não, quase nem uso o MSN.
  • Sim, quase nem uso o Skipe, mas gosto dele.
  • Não vivo sem RSS, vou de Bloglines.
  • Tenho quatro contas de email: no UOL, no webmail da Univali, no Hotmail e no CNPq.
  • Tenho um blog e uma página pessoal que precisa ser recauchutada.
  • Sim, me rendi de curiosidade e estou experimentando o Twitter.

são paulo, a cidade

Em Sampa, hoje é feriado. Mas todo o mundo sabe que a cidade não pára. Nem na canção, nem na realidade.

Outro dia, senti uma estranha saudade de lá.

Hoje, foi nostalgia.

A ironia move meus dedos no teclado agora. Volto cem, duzentos, trezentos anos. Tempo das bandeiras, do faroeste caboclo…

Os bandeirantes cortaram picadas, avançaram sobre a grande muralha da Mata Atlântica, construíram cidades e expulsaram os selvagens. Mataram os bugres, não é mesmo?

Claro que sim. Basta olhar nas placas das ruas, nos obeliscos, no mapa:

Tietê

Morumbi

Cupecê

Paranapiacaba

Anhangüera

Pacaembu

Itapemirim

Anhembi

Jaraguá

Ipiranga

Ibirapuera

Anhangabaú

Jaçanã…

Não sobrou nadinha dos índios…

logo, logo

feliz.jpg

As coisas estão se ajeitando.

Estou muito feliz.

Voltarei a qualquer momento.

meme do “onde você estava em…”

Adriamaral me passa um meme. Eu respondo e convoco DVerasRobson, Larissa e RogerKW. Para repassarem a mais alguns por aí.

1. O que você estava fazendo em 1978 (há 30 anos)?

Estudava na escolinha infantil Emílio Carlos, em São Caetano do Sul (no ABC, certo). Me maravilhava com Sítio do Pica-Pau Amarelo e adorava uma macarronada que serviam na escola nas sextas, com danone. Já tinha dois manos.

2. E em 1983, há 25?

Em Rio Claro (SP), Ouvia Thriller de carona. Minha vizinha tinha comprado, e o prato não descolava do disco. Meses depois, eu e toda a periferia imitaríamos os passos de Michael Jackson em gincanas escolares. Pode?

3. O que você estava fazendo em 1988?

Frequentava bailinhos juvenis. Beijava umas meninas. Me metia em poucas confusões, e estudava muito. Era do tipo CDF. Pensava em ser astronauta, zoólogo, militar, escritor e jornalista. Eu optaria pelos dois últimos.

4. E em 1993?

Já era adulto. Já trabalhava em jornal em Bauru (SP) e estava devidamente amasiado. A vida se descortinava à minha frente.

5. O que estava fazendo há 10 anos?

Já estava em Florianópolis, Santa Catarina, para um exílio voluntário. Frilava no jornalismo e fazia o mestrado. A terra prometida.

6. E há cinco?

Estava prestes a defender o doutorado, já tinha deixado o jornalismo diário e casado mais uma vez. Na verdade, já estava grávido…

férias (5): vídeo dá a dica do que fazer

A equipe do Monitor de Mídia é quem dá as sugestões, faça chuva ou faça sol…

férias (4): dois clipes

Jamie Cullum é descolado, talentoso, jovem, pulsante e mal começou a botar pra quebrar.

Porque os dias têm sido lindos por aqui, ofereço dois clipes legaizinhos. 

Everlasting lover

Get your way

eleições nos EUA: Chuck Norris na parada

Vamos ser francos: nunca tínhamos ouvido falar do cara antes. Mas agora que ele se deu bem na largada da campanha eleitoral norte-americana, é bom não perder de vista: Mike Huckabee, do partido do Bush.

Bem, sabe quem está apoiando o homem? Ninguém menos que Chuck Norris. Isso mesmo, porrada pra valer!

Veja o videozinho abaixo:

Com Arnold Chuarzeneger (não me peça para escrever direito isso) como governador da Califórnia, Chuck também quer uma boquinha, quem sabe mandando no Bronx ou qualquer lugar barra-pesada.

A campanha mal começou, mas pergunto aos meus botões:

– Quem Bruce Willis vai apoiar?

– E Jack Chan?

– E Steven Seagal?

férias (3): a queridinha

eimi.jpg

 Sim, ela é complicada.

Sim, ela é encrenqueira.

Sim, está viciadona e vem cometendo erro atrás de erro.

Sim, sim, sim. Ela frequenta o noticiário em pelo menos duas editorias: música e policia.

A queridinha da hora é Amy Winehouse, cantora com personalidade, timbre forte e uma estética retrô. Sua música, seus cabelos, as sombras nos olhos, tudo remete a algum lugar perdido nos anos 60, entre o rithim e o blues.

Não sabe de quem estou falando? Vai conferir, vai…

liquidação de verão

Janeiro é mês de pôr a mão no bolso. IPVA, IPTU, cartão de crédito com as dívidas do Natal, reservinha para os gastos com material escolar das crianças… e liquidação das lojas!

Magazine Luiza torra com até 70% de desconto. Casas Bahia não ficam atrás.

Se você for às compras, este blog te facilita a vida e sugere sete presentinhos

Dica de compra nº 1
Lençol para solteiros

presentes1.jpg

Dica de compra nº 2
Conjunto de jantar para manetas

presentes2.jpg

Dica de compra nº 3
Mochila para Jedis

presentes3.jpg

Dica de compra nº 4
Geladeira com abridor de garrafas

presentes4.gif

Dica de compra nº 5
Porta-canetas para dias de raiva

presentes5.jpg

Dica de compra nº 6
Lixeira das galáxias

presentes6.jpg

Dica de compra nº 7
Teclado das antigas

presentes7.jpg

férias (2)

Sim, sim. Já estamos em 2008.

Os parentes foram embora, ainda há muito sol no céu, os termômetros bombam, a água da praia continua daquele jeitinho, e ainda falta assistir oito episódios da segunda temporada de House, mais a terceira inteirinha que deixei para este mês abençoado.

Ai, ai… vidinha mais ou menos…

houuuuus.gif

2008: três desejos pessoais

lampppp.jpg

1. Voltar a escrever para teatro

2. Ter mais dias de cigarra que de formiga

3. Viajar mais. Com a família

férias (1)

trumpet.jpg 

Tem um monte de blogueiros por aí que estão tirando férias.
Pois bem, faremos o mesmo.

Então, comecemos com três linquezinhos de jazz.

Um. Site oficial de John Coltrane. Você mal entra e ele e seu conjunto já te esperam com A love supreme. Bem recebido assim, você vai adiante, passe por fotos, por músicas e até por um vídeo histórico de 1959, quando ele acompanha Miles Davis. Numa das cenas, dá pra ver Trane solando e Miles atrás conversa com a galera, cigarrinho na mão.

Dois. Já que falamos no homem: site oficial de Miles Davis, onde você encontra um Miles Davis Music Player. Clique e viaje. Design arrojado, como não poderia deixar de ser. Discografia, biografia, fotos… O site promete vídeos e músicas baixáveis para breve.

Três. JazzTrumpetSolos. Nele, você encontra trechinhos de solos antológicos de trompete. Não só, você ouve e acompanha as cifras, caso queira acompanhar. Se não tiver tanta agilidade, não esquenta. Dá pra fazer download das partituras dos solos em arquivos em PDF compactados.

around the world

Meus amigos são ciganos.

Rodrigo de Fáveri está desde novembro fazendo parte de seu doutorado em Tel-Aviv, Israel. De lá, conta detalhadamente seus passos por Israel.

Avery Verissimo foi fazer comprinhas na Guiana.

Do Porto, Monica Delicato espera o retorno da internet.

Marcia Benetti se maravilha com mandalas, caleidoscópios e configurações do imaginário, da memória e da realidade. De Porto Alegre.

Em Curitiba, Adriana Amaral xinga Ruy Castro e brinca com Baudelaire e Hannibal Lecter

house na livraria

O infectologista foi às compras. Não porque quisesse algo para si. Quem tem toda a ironia do mundo precisa de mais o quê?

Mas o doutor House foi atrás de um livro para uma amiga. Não teve uma recaída não. Só precisava de uma segunda opinião num diagnóstico, e o presente era a melhor forma de voltar a procurar a médica nesses tempos bicudos de dezembro. Na época de Natal, todos amolecem, e House chegaria com um pacotinho na mão, um meio sorriso e o prontuário médico no sovaco.

Acontece que as livrarias são, hoje, um dos círculos infernais de Dante. Têm de tudo, menos atendentes com dois neurônios. Esperar que conheçam este ou aquele autor é uma utopia vã. Digitam de forma errada os nomes dos autores nos terminais e as buscas nunca são frutíferas. Confundem o Espinosa, de García Roza, com o Spinosa da ética aos geômetras; confudem Sócrates, de Estagira, com o meio campo que veio de Ribeirão Preto…

House arrasta a perna de livraria em livraria. Pergunta por um título, soletra o nome do autor, ministra uma pequena aula sobre a diferença entre as edições lançadas, mas nada.

“Podemos encomendar, senhor…”

“Mas eu não quero encomendar. É pro Natal…”

“Mas todo ano tem Natal, senhor…”

“Humpf! Quanto tempo demora pra chegar?”

“Dez dias úteis, senhor”

“Dez dias?”

“Sim, dependemos da distribuidora”

“Vocês não têm internet, não? Já ouviu falar de Amazon?”

“Temos internet, sim. O senhor quer usar o cibercafé?”

“Você sabe o que acontece em dez dias?”

“O ano novo, senhor”

“Não… eu perguntei se você sabe o que se passa em dez dias. É muito tempo. Se alguém morre, em dez dias, a quantidade de microorganismos em seu corpo é capaz de…”

“Senhor, vai querer encomendar o livro?”

“Você já ouviu falar de Amazon, rapaz?”

“É nome ou sobrenome? O senhor sabe me dizer algum título que ele tenha escrito? Neste terminal, acho qualquer coisa…”

“Não, deixa pra lá. Pode me conseguir uma senha pro cibercafé?”

“Claro, senhor”

House apoiou a bengala na mesinha, entrou no site da Amazon e, do cibercafé da livraria, fez o seu pedido. “É por isso que eu prefiro diagnóstico à distância”, resmungou.

para rir e para sorrir

1.

Sabe por que o bispo dom Luiz Cappio encerrou a sua greve de fome, em protesto à transposição do rio São Francisco?

Porque Papai Noel só traz presente pra quem come tudo.

2.

A família do meia Cleber decidiu doar os órgãos do jogador que teve morte cerebral hoje, na Bahia. A doação vai beneficiar onze pessoas. Um time inteiro.

vamos à igreja?

A querida Ana me manda a notícia que saiu no G1: há 25 anos, funciona uma igreja “John Coltrane” em San Francisco.

Ok, você já ouviu falar que Eric Clapton é Deus; que os solos de Hendrix eram demoníacos; que a voz de Billie Holiday te tirava do chão… pois se disserem que os solos de sax tenor de Coltrane eram divinos, isso não é lá exagero.

Na igreja de Coltrane, fundada por um malucão norte-americano, a teologia do jazz funciona. “Você é o que você ouve”. E se você ouve Coltrane, faz contato imediato com o cosmos, com o sagrado, com o místico.

Então, vamos à igreja?

Para se purificar, ouça sete vezes “My Favorite Things”; ouça oito vezes “A love supreme” e mais quatro ou cinco vezes “Central Park West”.

Amém.

corinthians na segundona

Frank – um flamenguista – dá a real no Parque São Jorge:

 bodypart.jpg

Veja o futuro do tal timão. Vale a pena ver de novo.