estadão X blogs: o debate (1)

Só agora sistematizei minhas idéias do que li, vi e ouvi sobre o debate na TV Estadão sobre Responsabilidade e Conteúdo Digital.

Inicialmente, me chamou muito a atenção o título da mesa redonda. “Responsabilidade”… “Conteúdo Digital”… Ressoa as preocupações anteriores do Estadão – quando por exemplo lançou seu brevíssimo código de conduta online – e não trata diretamente da questão que motivou o próprio debate: Credibilidade. (É só lembrar a campanha publicitária que enaltecia o jornal em detrimento de sites e blogs…)

Não vi o debate ao vivo. E foi bom. Me permitiu pensar com calma.

Assisti depois ao vídeo deixado no YouTube, cujo arquivo não traz a totalidade da discussão, mas que dá uma boa visão geral.

De início, destaco algumas questões levantadas:

  • Vivemos uma adolescência da internet no Brasil?

  • Com todo o mundo sendo produtor, emissor de informação, está faltando receptor?

  • Tem muito lixo na blogosfera?

  • A blogosfera só tem lixo?

  • Há tanto lixo na blogosfera porque falta qualidade no receptor?

estadão X blogs: o debate (2)

Sinceramente, não sei se estamos numa puberdade da internet no país. E nem me interessa saber disso, ou tentar classificar a coisa nesses termos. Não acredito que a mera taxonomia resolva muitas questões. Não acho que ao menos nos possibilite entender melhor o cenário mutante que vivemos. De qualquer forma, é muito infantil reverberar o segundo questionamento acima.

Ora bolas! Jornalistas são produtores de informação, certo? Certo. Mas também se informam, lêem livros e jornais, conversam, pesquisam, buscam dados e assistem à TV. Quer dizer: são consumidores de informação também. Trocando em miúdos: a vigência de um estado não elimina o outro. Produtores de informação também são consumidores, são receptores e emissores. Se isso já acontece com a mídia tradicional, a interpenetração das personas se agudiza mais na web, na blogosfera, facilitado pelas condições de difusão de informação e pelo acesso razoavelmente fácil a muitas outras.

Então, é uma tremenda idiotice temer que falte público porque “todos estão se tornando emissores, todos estão virando blogueiros”. Até porque todos NÃO estão se tornando blogueiros. Isso é uma ilusão. Basta levantar números da internet no país e no mundo, basta cotejar com dados de alfabetização e indicadores sociais, sanitários e de mobilidade. O mais próximo é dizer que a blogosfera vem crescendo muito nos últimos tempos, em tão poucos anos, o que nos dá a impressão de um dia todos terem possibilidade de contribuírem para isso.

Daí, já passo para as duas questões seguintes, as do lixo demasiado na web.

Toda a raiva que li e ouvi pelos blogs nas semanas de ofensiva contra a campanha do Estadão parecia ter escorrido pelo ralo. Os blogueiros na mesa redonda eram uns lordes, autênticos aristocratas que deleitavam-se em franca tertúlia. Vários chegaram a dizer que concordavam com a campanha, e que havia mesmo muito lixo na blogosfera. O máximo que se falou foi um “merda” e um “puta”, ambos vocalizados pela única moça na mesa, a Bruna Calheiros.

Quer dizer: mal andaram pelo tabuleiro e já caíram na primeira armadilha. Ao aceitar aquela pérola – afinal, onde não há lixo? Nos jornais? Na TV? Na academia? No Congresso Nacional? -, ao convir com seus interlocutores, permitiram que o debate seguisse para uma via mais moralista e higiênica do que propriamente discutirem credibilidade e padrões de confiabilidade.

O problema não é o lixo, senhores!

Mas sim o que se faz com ele.

O ser humano produz lixo irremediavelmente. E esse subproduto é cada vez maior per capta no mundo. E isso é irreversível. O que se tem que pensar é o que fazer com isso, de que forma transformar o descartável em aproveitável.

O lixo, a irrelevância, o substrato faz parte do processo de produção. Cabe aos blogueiros e aos leitores triarem, selecionarem, escolherem. Alguém aí poderá dizer: mas a quantidade de lixo polui, atrapalha a escolher. Talvez, mas ela é inerente ao sistema. O blog de qualidade precisa do ruim para se destacar. E há leitor que não está atrás do blog de qualidade, mas quer ler coisas pessoais, paranóias, piadas sem graça, coisas absurdas, sandices. Ora, que deixem o lixo!

É preciso observar em torno do lixo e ver que condições tornaram-no descartável, diferentemente de outras coisas. (Neste meu blog, por exemplo, posto de tudo. Inclusive o que podem considerar lixo. Aliás, não definiram lixo no debate, mas ficaram repetindo – como papagaios – o exemplo do blog que fala do papagaio…)

Essa heterogeneidade é própria, característica do sistema. A própria mesa redonda do Estadão poderia ilustrar o que digo. Havia blogueiros altamente articulados, se expressando com facilidade e com segurança, trazendo à tona dados e exemplos, e havia blogueiros que alimentavam a estereotipia dos escritores-de-diários-adolescentes. Assim como em uma mesa de bar, rodeada por jornalistas (situação meramente hipotética), veremos jornalistas que transmitam credibilidade em suas piadas e jornalistas totalmente sem graça.

estadão X blogs: o debate (3)

Mas voltando ao tema da credibilidade para blogs, Pedro Doria pareceu tatear no escuro e encontrar algo que pode ser ouro ou apenas uma pedra reluzente. Ele lembrou que jornalistas se preocupam com a divisão Igreja-Estado em seus meios, e que – de maneira geral ou ideal – separam conteúdos editoriais/noticiosos de publicitários/propagandísticos. Doria dá a entender que talvez os blogueiros devam se preocupar com isso também, e que não apenas se seduzam com os adsenses da vida e com a rápida monetização de seus blogs. Particularmente, gosto de pensar que a credibilidade passe por aí, mas não me convenço totalmente. (Acho que Doria também não apostaria nisso como a chave para o sucesso, mas um fator entre outros). Esses tempos, publiquei um artigo resultante de pesquisa financiada pelo UOL sobre credibilidade na blogosfera. Estou escrevendo outros dois. E as minhas conclusões apontam para um emaranhado complicadíssimo de se desatar.

Em algum momento do debate, mais pro final, Gilson Schwartz chegou a nos lembrar de que reputação era mais do que números, que era mais do ser linkado muitas vezes e aparecer entre os primeiros resultados de uma busca no Google. Concordo, mas essa confusão não é originária das novas mídias. A própria noção de campeões de audiência na TV se apóia na quantidade medida projetada de aparelhos receptores sintonizados num mesmo canal num determinado horário. Isto é, o sujeito pode estar dormindo diante da TV, mas é contado como ponto no Ibope. Claro! É uma distorção. Mas ela é inerente ao sistema. Com isso, ainda confundimos audiência com satisfação, quantidade com qualidade…

Por isso, a discussão sobre credibilidade na blogosfera foi apenas arranhada no debate transmitido pela TV Estadão. A mesa redonda também não serviu para colocar os pingos nos is na trombada entre Estadão e blogs. Talvez nem tenha sido mesmo a idéia. Talvez a estratégia tenha sido mesmo não-cooptar a parte descontente, mas replicar o assunto, fermentá-lo e com isso fazer ecoar a polêmica. Pois gera conteúdo, opiniões de réplica sobre tréplica, etc. etc. Boa parte dos blogueiros à mesa gravitou em torno do desgaste produzido pela campanha da Talent, quando na verdade, ela é periférica, colateral. A campanha trouxe à tona um assunto para ser levado adiante. João Livi, o diretor da agência, deveria estar à mesa apenas para cumprir tabela, porque se não estivesse, teria blogueiro chiando. Os participantes poderiam ter se concentrado mais no tema da credibilidade, não para satisfazer ao Estadão ou a quem quer que seja. Este é um assunto da maior importância e interesse, inclusive de quem produz lixo.

estadão X blogs: o debate (de novo)

Se você não acompanhou pela TV Estadão, no dia 29, teve o debate entre blogueiros e o pessoal da Talent – agência responsável pela campanha do Grupo Estado que desagradou parte da blogosfera.

Rodrigo Barba colocou o vídeo no YouTube. O arquivo tem pouco mais de uma hora, 71 minutos, mas vale a pena ver e ouvir. Ponderar e discutir.

Vou dizer o que achei. Mas não agora.

Se quiser, leia o que disseram o Edney Souza e o  Pedro Doria, que estavam na mesa redonda. Tem também matéria de Renato Cruz, no Estadão. Até meu sogro entrou no tema. Ele indica artigo do lendário Ivan Lessa sobre blogs e blogueiros… uma cachaça!!!

Depois, digo o que acho (talvez você nem queira saber…)

porque todo dia é blogday

Tá, eu não indiquei cinco blogs ontem, no já famoso BlogDay.

Não deu.

Correria.

E porque todo dia é dia de blogar, é dia de blogueiro e de blog, faço agora as indicações.

PontoMedia – o português António Granado é dos caras mais antenados quando o assunto é jornalismo-em-mutação (o termo maluco é meu, não se preocupe)

Conversas Furtadas – a idéia de Marcelo Träsel é simplesmente ótima: postar trechos de conversas pinçadas do cotidiano ( ouvidas no ponto de ônibus, por exemplo) e mostrar como a gente fala coisas o tempo todo. Tá no meu RSS, mas sempre que tou mal, vou ao blog para rir e sorrir.

Dude! We are Lost! – Para quem curte, acompanha e está totalmente perdido na e pela série Lost.

Patifaria – a seriíssima diretora científica da SBPJor, Marcia Benetti, revela-se uma pinta metafísica-e-indignada, sardônica-e-abusada (termos meus, também. Ela vai me processar, fazer o quê?)

Imagens do Jazz – preciso explicar?

coletivo de blogs

Hoje, BlogDay 2007, um conjunto de blogueiros catarinas lançam uma nova fase do +D1, agora um coletivo de blogs.

Passe por lá e confira o que acontece neste canto da blogosfera.

Parabéns, pessoal!

 

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três letrinhas

O irriquieto Rogério Kreidlow manda avisar: mudou de endereço na blogosfera.

Se antes estava no Blogospot agora está no Blogsome.

Anote aí: http://rogerkrw.blogsome.com

box e blog

Parece trocadilho ou trava-línguas, mas não é.

Alessandro Martins conta o que Muhamad Ali ensina a um blogueiro em seis rounds.

Inspirado e divertido.

10 mil visitas ganha bônus!

Este blog ultrapassou há pouco a marca das 10 mil visitas, o que é motivo pra muita satisfação minha. Afinal, estamos neste endereço há apenas pouco mais de três meses apenas. Estamos no WordPress há exatos 99 dias e, neste breve período, conseguimos um acumulado de visitas que custamos dois anos no endereço anterior, no UOL.

Você, leitor, merece então algumas satisfações:

  • Até agora, postei 253 mensagens (incluindo esta) neste blog
  • Até agora (às 20h20), este blog recebeu 302 comentários
  • Nosso contador automático acusa neste mesmo horário 10106 visitas desde 20/05/2007, quando inauguramos este blog no WordPress
  • Esses dados nos dão uma média de 102 visitas/dia
  • O dia em que este blog mais recebeu leitores foi 23/08, quando o serviço de estatísticas do WordPress registrou 385 acessos

Apresento esses dados porque – com eu – muita gente ainda tenta se convencer da força, do alcance e da permanência do blog como meio de comunicação. Eu não tenho mais dúvidas da sua agilidade, da facilidade de manejo e administração e da cada vez mais crescente influência no mundo contemporâneo.

Pesquiso blogs e me divirto com eles. Me informo por meio deles, mas não só. Me comunico com gente próxima e distante por comentários, por pings, por links. Quando decidi me aproximar dessa coisa de quatro letras, tive uma certeza apenas: era preciso blogar para entender o que é isso, como se faz e até onde isso pode nos levar. A primeira coisa eu já entendi. A segunda, aprendo todos os dias. A terceira, eu tenho uma vaga intuição.

Blogueiro há menos de 740 dias, arrisco três certezas sobre a coisa:

  • O blog é mais que um meio de comunicação. É uma experiência.
  • O blog é uma mídia de transição. É possível que daqui a dois anos, evapore diante de nossos teclados e outra coisa avassaladora surja.
  • Os blogs já mudaram o mundo da comunicação e do jornalismo. Queiramos ou não.

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BÔNUS: Se você é um visitante freqüente por aqui, já percebeu. Se não, eu digo. Ultrapassamos a marca dos cinco dígitos no contador e fizemos uma rápida cirurgia plástica no blog. Deixamos de lado o layout – Neo-Sapien – e adotamos Connections, ambos oferecidos gratuitamente pelo WordPress. Como antes, entre e fique muito à vontade.

cadê a cobertura do blogcamp?

Procurei por aí e não achei nenhuma cobertura decente do Blogcamp, que aconteceu este final de semana em São Paulo.

Outro dia, reclamei da mesma ausência no Congresso Nacional Extraordinário de Jornalistas, que aconteceu em Vitória e definiu o novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro. Pois é, eu dizia “casa de ferreiro, espeto de pau!”. E repito. Cadê a cobertura do Blogcamp? Nenhum dos blogueiros resolveu fazer cobertura? MeioBit anunciou cobertura exclusiva, mas deu cinco posts. Bom, mas é pouco.

Em compensação, Nick Ellis dá um banho com links e ligações sobre a Semana na Blogosfera Brasileira. Valeu!!!

Sobre o mesmo evento, Wagner Fontoura pode ser acessado em seu Boombust.

seis perguntas sobre o futuro

Alessandro Martins pegou o rojão que apontei pro lado e ricocheteou de volta.
Ele propõe agora seis perguntas futuras sobre blogs.

Tento responder em pouquíssimas linhas.

1. Haverá um dia uma cadeira sobre blogs – ou seu equivalente futuro – nos cursos de comunicação? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
Acho que não, nem precisa. Blogs são meios de transição.

2. E em outros cursos?
Idem, idem.

3. O que habilitaria alguém a dar aulas sobre isso?
Deveria ser blogueiro, mas como penso que não haverá tal disciplina…

4. Há como um curso universitário acompanhar as mudanças rápidas que acontecem nesse meio (pense no que eram os blogs há cinco anos e no que são hoje)?
Os cursos não. Os alunos e alguns professores sim. Os primeiros por vontade, os segundos pra não perder o bonde.

5. Haverá, no futuro, regulamentação do uso profissional de um blog ou seu equivalente? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
Sou a favor das regulamentações profissionais, mas blogueiro ainda não é profissão. Nem sei se precisará, embora ache que as empresas de comunicação venham a absorver esses caras.

6. As leis hoje existentes são suficientes ou não para abranger a complexidade dos blogs? O que falta para elas serem suficientes?
As leis não são suficientes. Lei de Imprensa é de 1967. Lei de regulamentação do jornalista, de 1979. Não temos sequer Lei de Comunicação Eletrônica de Massa. A lei de direitos autorais é de 1998, mas já está defasada. O que falta? É mais fácil responder o que não falta…

blogcamp em sampa

Cheguei atrasado, mas tá valendo.

Rolou ontem e hoje em São Paulo o Blogcamp.

Confira aqui.

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já somos 100 milhões

Já existem mais de 100 milhões de blogs no planeta.
A informação é do Technorati, que monitora o setor.

estadão X blogs: o debate

Pedro Doria avisa:

O Estado de S. Paulo promove, no dia 29 próximo, um debate a respeito de responsabilidade e credibilidade do conteúdo online. Talvez interesse a alguns de vocês. Será às 19h30, no Hotel WTC (Avenida das Nações Unidas, 12.559, Sampa). A mesa redonda será transmitida em vídeo, ao vivo, pelo Portal Estadão. O objetivo é dar prosseguimento ao debate iniciado na blogosfera. Paulo Lima, da Trip, vai moderar a discussão. A mesa será composta pelo mestre Alberto Dines (Observatório da Imprensa), João Livi (da Talent, que concebeu a campanha do Estado), Carlos Merigo (Brainstorm #9, blog que disparou a polêmica), Marcelo Salles Gomes (Meio & Mensagem) e Bruna Calheiros (do blog Sedentário & Hiperativo). Representando o Grupo Estado, cá este blogueiro estará também à mesa. Quem quiser se inscrever para assistir ao debate pode se registrar no site do Estadão“.

Recado dado!

blog: repensando a coisa

No Mestrado em Educação, oriento uma moça que está pesquisando a relação entre professores e blogs. Hoje, no final de uma conversa-orientação, provoquei-a: crie o seu blog! Não basta apenas passar pelos dos outros. Não basta apenas deixar comentários (ou às vezes, escapar sorrateiramente). É preciso passar pela experiência.

(Esta idéia vem me perseguindo há tempos, e escrevo sobre isso depois)

A moça topou o desafio e a blogosfera ganhou mais uma curiosa…

No final da tarde, no trânsito, eu lembrava disso e brincava comigo mesmo: isso dá um post! Aliás, pensar sobre a própria natureza do blog dá posts. O Alex Primo, por exemplo, fez isso esta semana uma, duas vezes. Primo insiste numa tecla que lhe é muito cara (e a mim também): a interação entre as pessoas, o blog como a possibilidade do encontro.

Rogério Kreidlow se pergunta – no melhor estilo Hamlet – o que é isso, de onde e para onde vai. (Mindy McAdams aposta num futuro do jornalismo, e ela ficou esperançosa mesmo. Mas isso é outra conversa derivada)
É claro que muita gente já respondeu a essas questões. Mas não tem problema. Acomodar-se, cristalizar é o problema. A blogosfera é dos lugares mais movimentados, fertilizados e efervescentes que existe por aí. Tudo é lava. Rochas são cuspidas…

estadão contra os blogs: o lado de lá

Para quem ficou magoado, fez beicinho ou rangeu os dentes, lá vai a resposta da Talent, a agência de publicidade responsável pela campanha desastrada do Estadão.

Alessandro Martins fez certinho. Foi ouvir o outro lado, e entrevistou João Livi, o diretor de criação da agência. Veja.

Marcos Palácios repete a nota da agência e faz um rápido comentário.

filosofia às clicadas

Pincei do Comunix:

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quando chegaremos lá?

No mês que vem, acontece o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Bolivianos. Veja aqui.

E quando teremos um neste continental país?

100 links na lista dos pesquisadores-blogueiros!

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Cem blogs de pesquisadores em comunicação no Brasil, reunidos colaborativamente.

A lista você encontra aqui.

Continue mandando suas sugestões.
Vale de tudo, desde que seja BLOG e que o autor seja PESQUISADOR EM COMUNICAÇÃO NO PAÍS…

 

 

 

vou cantar a bola: munição contra o estadão

Ainda sobre a discussão sobre a campanha de O Estado de S.Paulo que desacredita e ridiculariza blogs e blogueiros…

Deu no Observatório da Imprensa uma pesquisa da Harvard que sugere que a internet seja mesmo uma ameaça aos jornais.
Veja aqui.

Alguém vai usar esses dados para “demonstrar” que o Estadão estava mesmo com medo dos blogs.
Quer apostar?

 

 

 

o terremoto no peru e a blogosfera

Orihuela sugere links para se acompanhar a tragédia no país andino.
O tremor causou mais vítimas em Ica, cidade a 300 km de Lima. Veja o mapa.

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Ainda sobre credibilidade e novas mídias

Três cliques sobre esse assunto tão importante e fascinante, e que não se esgotará neste post:

Carlos Castilho, do Código Aberto, mostra – com base em estudos do Pew Research Center – que a relação entre imprensa e público não vai nada bem.

Outra pesquisa da Association of Online Publishers mostrou recentemente que entre os leitores britânicos tanto faz se informar em meios impressos quanto pela internet. Eles confiam tanto nuns quanto noutra.

Ainda entre os britânicos, caiu a confiança na poderosa BBC, conforme revela pesquisa.

É por isso que no post anterior chamei credibilidade de Santo Graal da mídia.
Afinal, quem não está à procura disso?

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Estadão contra os blogs: cuidado com as armadilhas!

Pegou mal. Mas a blogosfera já reagiu e fortemente.

Uma campanha publicitária de O Estado de S.Paulo desqualifica blogs e sites, tentando se posicionar como um ponto seguro no mar de informações que nos cerca. O anúncio de TV e as peças para os meios impressos adotam tom bem humorado, puxando para situações ridículas, patéticas. Quem serve de escada para a piada são os blogs, e por conseqüência os blogueiros.

Alessandro Martins adotou um tom moderado na resposta. Para ele, “os blogs bons devem vestir a carapuça, sim!” Carlos Merigo, do Brainstorm 9, critica a posição generalizora da campanha, alertando que as coisas vêm mudando.

Bruno Alves, do BrPoint, decidiu minimizar o fato, considerando que “se estou incomodando, estou no caminho certo”. É uma leitura da situação, mas pode escamotear alguma arrogância e insensibilidade a críticas.

Joel Minusculi radicaliza e ataca a postura do Estadão, a quem atribui a campanha ao “medo da mudança e falta de tino jornalístico para com o desenvolvimento” . Discordo. O Estadão não parece ter medo da mudança, ele já prepara a mudança, seu portal mostra isso, bem como as parcerias estratégicas que tem há tempos. (Há 15 anos, participei do Simpósio Jornalismo no Século XXI nas dependências do Estadão que tinha como palestrantes gente graúda da Knight Ridder, e naquela época já se falava em jornal virtual, em suportes não físicos, em junção de mídias – a palavra “convergência” ainda não era moda). O Estadão tem muito tino jornalístico, se não tivesse não estaria no terceiro século editando seu jornal, nem expandido seus tentáculos para outras tantas empresas do setor.

O fato é que o episódio em questão gira em torno do Santo Graal da mídia: credibilidade. Isso mesmo! Nem mídia impressa, nem eletrônica quanto mais instantânea, vive sem credibilidade, sem a confiança de seu público. Para jornalistas, blogueiros, empresas de comunicação – mas também para outras tantas áreas -, credibilidade é o maior patrimônio que se pode querer ter num ambiente de competitividade. E esta é a arena da qual estamos falando: de muita gente despejando informação a todo momento e os públicos não podendo consumir tudo o que se oferece. Caetano já cantou: “Quem lê tanta notícia?”

Credibilidade é o nome do jogo.

Não acho que o Estadão quis ofender os blogueiros, que está com medo do avanço dos blogs ou coisa do tipo. As empresas grandes não ficam de fora do mercado, seja ele emergente ou não. No portal da Globo, da Folha, do Estadão, há blogs. Eles não ficam de fora. O que o Estadão quer é convencer o público de que oferece a informação mais confiável, de melhor qualidade, mais necessária. Talvez – num segundo momento – coloque nas ruas uma campanha em que tente convencer que os melhores blogs são os de seus colunistas e tal. Não importa o suporte, senhores! Importa que a empresa forneça o serviço, e que este aparente as melhores condições de qualidade, preço e conveniência.

O próprio publisher do New York Times já disse que não está tão certo de que esteja com versão impressa em cinco anos. O que isso quer dizer? Quer dizer que não importa o suporte, a embalagem. Importa é que as grandes empresas vendam informação, e isso pode vir embalado nas mais diversas formas: jornal, revista, portal noticioso ou blogs hiperlocais (como o fez o Chicago Tribune com o seu Triblocal)

Em suma: blogosfera, não é nada pessoal! It´s just business!!

bombando: lista de pesquisadores-blogueiros

Já estamos com

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links na lista.

 

Para conhecer,

copiar,

aproveitar

e mandar adiante!

5 anos de Ecuaderno

Jose Luis Orihuela está apagando velinhas em seu blog, um dos mais influentes na blogosfera de língua espanhola e portuguesa, por que não?

Ecuaderno faz cinco anos.

Parabéns!

blogosfera à brasileira

É fácil encontrar pela web todo tipo de publicação eletrônica que discuta blogosfera, ainda mais com foco nos Estados Unidos. Quase não se vê com tanta nitidez os debates e o pensamento acerca dos esforços brasileiros para viabilização, inovação, monetização e criatividade na blogosfera tupiniquim. Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural, entrevista o Alessandro Martins, e mostra o que há por essas bandas.

O post está datado para a sexta, dia 10. Mas você pode ler já aqui.

a lista dos pesquisadores blogueiros: pra facilitar

A lista dos pesquisadores em Comunicação do Brasil que mantêm blogs já passou dos 73 links.

Desde que lancei a idéia, há uma semana, atualizei sete vezes, graças às muitas sugestões de toda a parte.
Agradeço a todos por isso e por replicarem o chamado aos quatro cantos da web.
A lista – como disse aquela vez – não é minha: é uma construção coletiva.

Pra facilitar, você não precisa descer o scroll. Pegue um atalho por aqui.

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a quinta no sábado

Já estamos na 5ª atualização da lista de pesquisadores de comunicação brasileiros que mantém blogs.

Cheque!

mais lista de pesquisadores-blogueiros

Apenas para registro.
Esta já é a quarta atualização da lista e já passamos de 50 links.
Não paramos por aqui. Se você quiser replicar a lista em seu blog ou site, fique à vontade.
Se quiser mandar sugestões, manda ver.

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a lista dos pesquisadores blogueiros

A blogosfera é mesmo um organismo vivo e pulsante.
Reage com rapidez e potência.
Por isso, em 24 horas, já atualizei três vezes a lista.
Veja aqui.
E passe adiante.

 

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