exaustos de plantão

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 Contagem regressiva para terminar o ano. O que significa que isso nos obriga a resolver as pendências até lá, ou antes disso. Por isso, ao meu redor e na blogosfera mais íntima – aquela dos amigos e chegados -, estão todos cansadíssimos, exaustos, estressados, zumbis…

Adriana Amaral até comete pequenos delírios, como esquecer chaves de mala dentro da mala fechada…

Marcia Benetti faz até um haikai. Você sabe, haikai é poesia de preguiçoso… ela está mais zen, zen energia…

Eu, bem, eu…zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

prestando contas: 30 mil visitas!

Este blog acaba de passar das 30 mil visitas, o que muito nos honra.

Estamos neste endereço há exatos 192 dias, pouco mais de seis meses.

 Como já fiz quando alcançamos 10 mil e 20 mil visitas, devo satisfações a você, leitor.

·         Até agora, deixei aqui 415 mensagens (incluindo esta)

·         Neste mesmo período, o blog recebeu 658 comentários

·         Abrimos os trabalhos neste endereço do wordpress em 20/05/2007

·         Levamos 99 dias para chegar às primeiras 10 mil visitas

·         Levamos 47 dias para chegar às 20 mil visitas

·         Levamos 46 dias para alcançar as 30 mil

·         Em 28/08/2007, nossa média era de 102 visitas diárias

·         Em 14/10/2007, a visitação média estava na casa dos 212 por dia

·         Hoje, recebemos diariamente uma média de 217 visitas

·         O dia em que este blog mais recebeu leitores foi 23/08, quando o serviço de estatísticas do WordPress registrou 385 acessos  

Atendendo a pedidos, desta vez, não mudaremos o template do blog, o que vínhamos fazendo toda vez que alcançávamos 10 mil visitas. Parece que desta vez, agradamos em cheio com o visual.

Mais uma vez, agradeço a sua visita, e espero contar com isso mais e mais vezes.

contagem regressiva

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Se o querido leitor (ou leitora) for lembrar de mim neste Natal, vou dar uma dica: gostaria muito de ganhar um relógio que marcasse 36 horas. Isso mesmo! Talvez com um desses no pulso eu desse conta do caminhão de coisas despejadas diariamente sobre essa cabecinha aqui.

Falta um pouquinho mais de um mês para 2007 virar pó e hoje eu tenho a nítida impressão de que é capaz de ele não terminar dessa vez. Quer dizer: antes de eu acabar o ano, talvez ele acabe comigo.

Chega de choradeira.

Organize seu tempo, rapaz!

Anote aí os compromissos para não esquecer:

  • Participar da banca de qualificação de sua orientanda Laura
  • Escrever o capítulo de livro que Clóvis Reis lhe encomendou
  • Escrever o capítulo de livro que Adriana Amaral está esperando (já não dá pra pedir mais prazo…)
  • Participar do exame de qualificação da Ely
  • Concluir as aulas de Legislação e Ética em Jornalismo na graduação
  • Dar os pareceres aos processos da Câmara de Pesquisa
  • Honrar o compromisso com o Comitê de Pesquisa do centro e dar pareceres aos relatórios parciais dos projetos de iniciação científica
  • Retomar a escrita do livro sobre ética
  • Participar do processo seletivo para disciplina da nova matriz no jornalismo
  • Dar instruções de férias para as orientandas do mestrado
  • Recepcionar os novos orientandos do mestrado
  • Editar mais dois informativos do PMAE
  • Concluir mais uma edição do Monitor de Mídia
  • Produzir o catálogo das publicações Qualis para os professores do mestrado
  • Mandar mais uma entrevista para o Gaveta do Autor
  • Atender ao frila dos colegas de Brasília
  • Encaminhar para a gráfica a última edição da Contrapontos deste ano

Não necessariamente nesta ordem.

limpando as gavetas

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Como diz a Adriana Amaral, hoje é dia de amélia. Isso quer dizer que dei uma limpada nos feeds por aqui. Porque o tempo é implacável, serei rápido e rasteiro.

Credibilidade dos blogs: a velha discussão continua. Os links que indico não são nada novos, mas valem a visita. Alex Primo aqui e aqui. Pedro Serra aqui e aqui.

Ética no jornalismo: António Granado indica aqui uma lista de manipulações fotográficas históricas.

Cibercultura: Alex Primo propõe um mapa mental da coisa.

Ensino de jornalismo na era digital: Marcos Palacios, aqui.

aviso aos navegantes

Pessoas, deixei o orkut.

Agora, contatos virtuais só pelo e-mail e por este blog.

o estado das coisas

mortinho.jpg

Foi uma semana aquelas.
Na volta, demorei 17 horas para o trajeto Aracaju-Itajaí.
Tem muita coisa acumulada.
E esta semana está apenas começando.
Hoje, dou uma palestra no Seminário do Iepes. Amanhã, estarei numa mesa no evento da Fonoaudiologia. E tem mais coisa vindo por aí…

Déficit de sono. Déficit de atenção. Olheiras. Dor nas costas. Cansaço físico e emocional.

Vou salvar a alma porque o corpo já foi…

três descobertas

  1. Encontrei algo mais barulhento que o aparelho de ar condicionado do quarto onde estou hospedado: o frigobar.

  2. Percebi que só há duas tomadas elétricas no quarto. Numa, estão ligados a TV, o decodificador do sistema a cabo e o frigobar. A outra tomada fica no banheiro: foi lá que deixei carregando o laptop.

  3. House já sabe o que os motoqueiros estão fazendo no hotel. A orla marítima de Aracaju está tomada por eles: é a MotoFest, evento que reúne amantes das duas rodas, empresas de acessórios e equipamentos, vestuário e motocagem…

em aracaju

Troquei Salvador pela capital sergipana há pouco. Hoje, começa o 5º encontro da SBPJor. Ainda devo um post-balanço do Fórum Internacional Mídia, Poder e Democracia. Vou deixar por aqui, logo-logo. Por aqui, continuo fora do horário de verão e o calor é quase senegalês. Sempre na faixa dos 30 graus. O ar condicionado de meu novo quarto é valente, embora barulhento. Estou no Nascimento Praia Hotel, indicação de um amigo. É bem na orla da praia, pena que há muitos afazeres no evento. (Ainda não terminei de preparar minha comunicação, por exemplo…)

O hotel é simples, e acaba de chegar uma turma de motoqueiros, tipo Hell´s Angels, mas com motos mais potentes. House já quer fazer amizade…

house procura uma agenda

Doutor Gregory House usa uma agenda muito pequena. Não passa de dez ou doze centímetros de altura o livrinho. Mais parece um daqueles pequenos volumes do Novo Testamento dos Gideões… Sua estratégia é simples: usar uma agenda pequena para ter uma vida mais tranqüila. Quanto menor a página da agenda, menos espaço no dia para compromissos… é lógico e linear.

Há dois anos, usa agendas do tipo. Já teve grandes como cadernos e livros, e hoje se vale dessas pequenas. Não é fácil encontrar esse tipo de agenda. Nem toda livraria vende, embora seja fabricada por uma empresa bastante conhecida.

Estamos em meados de novembro, e House vê se aproximar o ano novo. Precisará de mais uma agenda. Se não fosse agenda – que é algo que já vem com data de vencimento -, ele comprava uma dúzia delas e não precisaria se preocupar durante a próxima década. Mas não é assim…

House está em Salvador para um congresso médico e foi atrás da tal agenda. Tentou em New Jersey, nos arredores do hospital escola, em São Paulo (nos dois aeroportos que visitou) e nada.

Arrastando a perna no Campo Grande, Centro e arredores da cidade velha, House foi atrás da agenda. Como bofetadas, recebeu todo tipo de resposta:

“Tem não, moço!”

“Ôxi! Precisa ser dessa pequenininha? Leva da grande!”

“Homi, o que tem de agenda tá naquele balaio!”

“Rapaizi, tem essa daqui, que é bem pequititinha!”

House explica que a agenda mostrada é de endereços. Ele procura a de compromissos.

“Ôxi! Num é a mesma coisa? Usa assim mesmo!”

House resmunga, rumina e continua aventurando sua perna arrebentada nas ladeiras íngrimes de calçamento irregular. House já se arrepende de estar em novembro. Se pudesse, voltava para março. O médico não quer mais acabar 2007 e começar um novo ano.

ê vidinha mais ou menos

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Nesta segunda, começa um período bem agitadinho na minha vidinha-mais-ou-menos. Serão duas semanas TREPIDANTES. Duvida? Então, veja:

Segunda, 12: embarco para Salvador. Começa o Fórum Internacional Mídia, Poder e Democracia.

Terça, 13: pela manhã, participo da mesa Observatórios de Mídia e a Democracia, junto com Bernardo Kucinsky, Clóvis Barros Filho, Carlos Tibúrcio e Ignacio Ramonet. À noite, tem mais Fórum.

Quarta, 14: manhã agitada no Fórum. À tarde, participo de uma mesa informal sobre Política Públicas de Comunicação na Faculdade de Comunicação da UFBA. Debato com os alunos e com Kucinsky e Laurindo Leal. À noite, mais Fórum.

Quinta, 15: sigo para Aracaju. À noite, começa o 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. Conferência com Maxwell McCombs. Jantar de trabalho com os colegas da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi)

Sexta, 16: dia tomado pelo Encontro da SBPJor. Eleição da nova diretoria. Tomamos posse.

Sábado, 17: pela manhã, coordeno mesa e apresento trabalho no evento. À tarde, assisto a outras mesas e participo da reunião das redes de pesquisa.

Domingo, 18: volto a Itajaí. Se a TAM, a ANAC, a Infraero, Deus e o Destino forem legais, devo demorar umas nove horas viajando…

Segunda, 19: reunião de orientação com mestrandas. Participo de banca de entrevistas com candidatos ao mestrado em Educação.

Terça, 20: participo de mesa sobre Mídia, Educação e Violência no seminário sobre violência e criminalidade do Iepes, em Itajaí

Quarta, 21: participo de mesa sobre Jogos Eletrônicos e Educação no Simpósio Catarinense sobre Tecnologias em Distúrbios da Comunicação, na Fonoaudiologia da Univali.

Quinta, 22: início de fechamento da edição 135 do Monitor de Mídia.

Sexta, 23: atendimento a alunos de graduação e aula de Legislação e Ética em Jornalismo, à noite.

Vida mole a minha, hein?
Quer trocar?

amigos

Sem querer, sem procurar, esbarrei em três grandes amigos na internet hoje. São amigos queridos e distantes. Ao menos geograficamente.

Tive um papo cabeça com Luiz Egypto, a quem admiro como jornalista e como homem. O cara é de uma sensibilidade e de uma elegância que deixam lordes e poetas nos chinelos.

Agorinha, soube que outro amigo, Josenildo Guerra, tornou-se pai esta semana. Deve estar em êxtase. E merece. A garotinha veio ao mundo com saúde e com sorte: o pai é gente finíssima.

Avery Verissimo está de volta. O espírito vingador da Amazônia voltou ao seu blog bissexto. Deu uma paulada em Umberto Eco e escreveu um bem-humorado decálogo do bom pesquisador, que roubo para reproduzir aqui.

1 – O prazo é meu inimigo mortal. Não devo me aproximar dele;
2 – Jamais irei à pesquisa de campo sem ulterior pesquisa bibliográfica;
3 – Meu trabalho é o mais importante, sempre;
4 – Tempestades ocasionais não interromperão meu trabalho;
5 – Terremotos e inundações , tampouco;
6 – Cataclismas de qualquer ordem e outros incidentes não interferirão no meu cronograma;
7 – Meu orientador é meu pastor e nada me faltará;
8 – Ele me guia por bibliografias complexas e apacenta meu problema metodológico;
9 – Jamais dispensarei orientação, pois sou jovem pesquisador honesto e determinado;
10 – Meu objetivo é produzir um projeto de pesquisa. Agora ou no ano que vem, Amém.

Quem tem amigo e saúde, tem tudo.

tempo, o implacável

As últimas duas semanas têm sido terríveis.

  • Segurei as pontas na Coordenação do Mestrado porque a titular viajou
  • Saiu o resultado da avaliação trienal da pós pela Capes
  • Participei de duas reuniões desgastantes para a reforma curricular nos cursos de Comunicação da Univali
  • Minha mãe passou por uma cirurgia
  • Encaminhei artigos da Contrapontos para os pareceristas avaliarem
  • Fui banca de uma qualificação (o que significa que tive que ler o trabalho e organizar uma arguição)
  • Preparei uma orientanda minha para a qualificação dela
  • Atualizamos o Monitor de Mídia
  • Levei meu filho ao dentista
  • Participei de uma reunião no Colegiado do Jornalismo
  • Corrigi três capítulos da dissertação de outra orientanda no mestrado
  • Teve o feriadão do dia das crianças (já viu, né?)
  • Participei de reunião do grupo de pesquisa no mestrado
  • Acertei detalhes na página da Anpedsul
  • Devorei “O caçador de pipas”
  • Postei alguma coisa por aqui…

Alguém aí quer ter a vida mole que eu tenho???

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meus professores

Tive uma meia dúzia de professores inesquecíveis em toda a minha vida. Mas passei por vários, sabe…

A lembrança mais antiga é da dona Angela, do jardim de infância. E só me lembro duas coisas dela: que era muito carinhosa e não tinha metade de um braço. Era um cotozinho, o que significa que ela cuidava da turma toda com uma mão só.

Depois, me lembro da dona Regina (da 3ª série), que chegou a me dar aulas de reposição de graça em sua casa. É que eu fiquei no estaleiro um tempo após contrair uma hepatite braba. Que dedicação aquilo! E a idéia foi dela!

Mais tarde ainda, me lembro de dois professores inesquecíveis, esses do tempo da faculdade: José Fulanetti de Nadai, um mito no curso por sua sabedoria e humor refinado, e Manoel Gonçalves Correa, que hoje está na USP e que me influenciou positivamente a seguir na carreira acadêmica. No mestrado, tive Pedro de Souza, que foi meu orientador e hoje é um amigo (friso, porque para muita gente os dois substantivos se repelem…)

Mas minha mãe também é professora. Dos filhos, fui o único a não tê-la na sala de aula. Meus irmãos dizem “ainda bem”, pois ela era disciplinadora, exigente, terrível. Pois ela não precisou me dar aulas pra ensinar um monte de coisas que hoje tento ensinar pro meu filho. Minha melhor professora fez da vida a minha escola.

20 mil visitas!

Este blog acaba de passar das 20 mil visitas, o que muito nos honra.
Estamos neste endereço há exatos 146 dias, menos de cinco meses.
Como já fiz quando alcançamos 10 mil visitas, devo satisfações a você, leitor.
  • Até agora, deixei aqui 340 mensagens (incluindo esta)
  • Neste mesmo período, o blog recebeu 524 comentários
  • Abrimos os trabalhos neste endereço do wordpress em 20/05/2007
  • Levamos 99 dias para chegar às primeiras 10 mil visitas
  • Para chegar às 10 mil visitas seguintes foram necessários outros 47 dias
  • Em 28/08/2007, nossa média era de 102 visitas diárias
  • Atualmente, a visitação média está na casa dos 137 por dia
  • O dia em que este blog mais recebeu leitores foi 23/08, quando o serviço de estatísticas do WordPress registrou 385 acessos
Quando este blog ultrapassou a marca de cinco dígitos no contador, brindamos os leitores com uma cirurgia plástica, adotando um novo template, um novo visual de página. Agora, com dez mil visitas a mais, mantemos o hábito com a esperança de que se torne uma tradição. Deixamos o modelo Connections, de Patrícia Muller, via-Wordpress, e adotamos Digg 3 Column, de WPDesigner.
 
Mais uma vez, agradeço a sua visita.
Volte mais vezes, volte quando quiser.
Ou se quiser: permaneça por aqui.

balanço de leituras

O antenado-zen Dauro Veras escreve em seu blog um post que mais me parece um meme. É um balanço de leituras. Faço o meu abaixo…

Lendo:

  • Os jornais podem desaparecer (Phillip Meyer): O respeitado professor de Jornalismo da North Carolina University reúne informações mercadológicas e estruturais da atividade jornalística para propor formas de salvar a pátria nas redações. Para quem procura saídas.

Recém-lido:

  • O caçador de pipas (Khaled Hosseini): Um emocionante romance sobre a amizade, a vida, as traições que cometemos, a honra que desonramos e os sacrifícios necessários para resgatar a paz no coração. Para quem procura a si mesmo.
  • O que Sócrates diria a Woody Allen (J.A. Rivera): Premiado livro ensaístico que junta cinema e filosofia, investigando em filmes aspectos psicológicos e morais. Vai na mesma linha de O cinema pensa, de Julio Cabrera. Para quem lê o cinema.

Na fila:

  • Metodologia de Pesquisa em Jornalismo (Claudia Lago e Marcia Benetti Machado): Coletânea de doze capítulos sobre métodos e técnicas de investigação científica no jornalismo. Para quem pesquisa na área.
  • Memória de elefante (António Lobo Antunes): Parte da trilogia em que o melhor autor português vivo narra as lembranças do psiquiatra de retorna da Guerra de Angola. Para quem gostar de ficção de qualidade.

Em pausa:

  • As principais teorias do cinema (J.D. Andrew): Reunião quase que didática de teoria da área, com assento francês. Para quem quer entender o cinema.

sobre paulo autran

A morte torna os clichês tão banais, mas absolutamente necessários no seu uso.

Por isso, dizer que “a morte de Paulo Autran é uma grande perda” é – ao mesmo tempo – um lugar-comum e uma verdade difícil de contornar. O desaparecimento dele deixa uma ferida aberta no teatro brasileiro, e nas artes da interpretação de um modo geral. Ele, que dizia que “o teatro é a arte do ator; o cinema, a arte do diretor; e a TV, a arte do anunciante”, era sim um monstro sagrado, expressão desgastada pelo mau uso, pelo exagero espetaculoso de alguns.

Precisamos reconhecer. Nós, brasileiros, não temos ou tivemos ainda um autor do quilate de um Shakespeare; ou um pintor do naipe de um Van Gogh. Mas já tivemos compositores maiúsculos (como Vila-Lobos e Tom Jobim), que não devem nada a Chopin e Gershwin. E tivemos um ator que estava no mesmo patamar (ou melhor dizendo, tablado) de um Lawrence Olivier, só pra citar um emblemático. Ele era o Paulo Autran.

Alguém que viveu 85 anos, começou tarde na profissão, fez uns 20 filmes, umas quatro ou cinco novelas e noventa (isso mesmo!), noventa peças de teatro. E fez de tudo: da comédia aos clássicos, do moderno ao trágico, encarnando alguns dos personagens mais insondáveis. Basta pensar na galeria mítica de Shakespeare e escolher um grande caracter. Pensou? Pois, Paulo Autran passou por Shakespeare, Moliére, Tennessee Williams, Sófocles, Millôr Fernandes, Pirandello, Sartre, Beckett, Bernard Shaw, Arthur Miller, Flavio Rangel, Mauro Rasi, João Cabral de Mello Neto, Vianinha, Harold Pinter, Ibsen, Brecht, Maria Adelaide Amaral, e tantos mais.

Foi dirigido por dezenas. Contracenou com várias gerações. Foi premiado e homenageado, e tornou-se uma espécie de símbolo do teatro brasileiro, como outros foram em seus países.

 Faz uns quatro anos, eu o vi em “Variações Enigmáticas”, ótimo texto de Eric-Emmanuel Schmitt. Autran dividia o palco com Cécil Thiré, filho de sua parceira em outras tantas produções (Tonia Carrero). Paulo Autran esbanjava. Ocupava a cena com grande facilidade e familiaridade, como se conhecesse cada centímetro do palco. Dava os textos como se pensasse aquelas frases e não apenas as decorasse. Sentia os diálogos e – mais importante para os atores – ouvia os colegas, jogava. Ele já tinha mais de oitenta anos e se mostrava mais em forma que Thiré. Jovial sempre, Paulo Autran morreu num dia da criança.

dá nojo, viu!

Outro dia, o Luciano Huck fez beicinho por ter sido assaltado e perder o seu relógio caríssimo.

Mês passado, a Hebe e o João Dória Jr. faziam cara de indignados, cantando o Virundum em seu protesto-chique.

Dia desses, vi que Sergio Malandro, Gretchen, Léo Áquila e Rita Cadilac filiaram-se a partidos e devem disputar eleições municipais ano que vem.

Dias atrás, passei pelo programa do Amaury Jr e o vi abraçado com Orestes Quércia, gargalhando no rol do Jóquei Clube de São Paulo.

Soube ainda que Boninho e Narcisa Tamborindengui atiram coisas contra pobres de suas confortáveis sacadas.

Semanas atrás, Aloisio Mercadante defendeu Renan Calheiros, enquanto Ideli Salvati se aliava a José Sarney para a mesma manobra.

Estamos bem. Nossos artistas, nossos modelos de conduta, nossas autoridades mostram – a cada dia – que é possível se superar.

blade runner e o que veio depois

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 A conectada Adriana Amaral comenta a entrevista que Ridley Scott deu à Wired sobre os 25 anos de lançamento de Blade Runner. Na versão eletrônica da badalada revista, pode-se ler e ouvir a entrevista, e é maravilhoso revisitar um futuro tão perturbador numa obra tão poderosa. Tanto é que a própria Wired traz num bem produzido infográfico as influências causadas pelo filme em diversas manifestações culturais, que vão da música à linguagem, da arquitetura aos quadrinhos, do cinema à moda.

Sou suspeitíssimo para comentar Blade Runner. É o filme da minha vida. Onde o policial tromba com o filosófico, onde as aparências chapam a realidade e nos conduzem para equívocos certeiros. Onde o drama de um solitário se espalha como grande questão da humanidade. Ontologia, globalização, sobrevivência, multiculturalismo, podridão ambiental, estética noir, robôs que choram, humanos que não choram.

25 anos depois de ser lançado, Blade Runner não descoloriu, não amarelou, não ficou esmaecido. É recente, é atual, é perene. Não adivinhou o futuro, mas quem disse que ele se propunha a isso? E quem disse que, de certas formas, não tenha antecipado o futuro? Nos acotovelamos com ciborgues nos elevadores, nos submetemos a tratamentos que desafiam a ciência e a lógica, nos afundamos em nossas vidinhas medíocres, sucumbimos à catástrofe ambiental, e cada vez menos sabemos o que é, afinal, ser humano…

tempo, ele ainda

Na circunferência mais próxima do bambolê que chamo de blogosfera, tá todo o mundo assim.

Adri Amaral reclama da pauleira.

Raquel Recuero diz que passa depois.

Marcia Benetti não tem tempo, mas sono e saudade de sobra.

o coelho de alice

Hoje, não estou sem assunto. Estou sem tempo.

O coelho de Alice vive me perseguindo. Impertinente, bate com o indicador no vidro do relógio, e tamborila o chão com a patinha.

Para exorcizá-lo, invoco Caetano Veloso e sua “Oração ao tempo”:

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho 
Tempo Tempo Tempo Tempo, 
vou te fazer um pedido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Compositor de destinos, 
tambor de todos os ritmos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
entro num acordo contigo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
és um dos deuses mais lindos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
ouve bem o que te digo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
quando o tempo for propício 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
e eu espalhe benefícios 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
apenas contigo e migo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
E quando eu tiver saído para fora do círculo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
não serei nem terás sido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
num outro nível de vínculo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
nas rimas do meu estilo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
 

house compra a estante

Finalmente.

Depois de tanto perambular – mancando – pra lá e pra cá, dr. Gregory House encontrou uma estante de livros pra comprar.

Claro que o sensível homem queria um modelo como o abaixo.

aestante.jpg

Entretanto, não foi possível. A divisão de narcóticos está rastreando a área do doutor.
Então, arrematou o modelo a seguir.

aestante2.jpg

 

de volta à base

Cheguei de Brasília na quinta à noite.
Chuvisco. Temperatura na casa dos 16 graus.
Bem diferente de lá.

Preciso colocar a vida em ordem agora.

brasília 30º (2)

Hoje, a coisa não foi diferente por aqui. Calor forte e seco, mas pelo menos ventou um pouquinho. Um taxista bigodudo com quem conversei disse que vai chover nos próximos dias. Ele contradiz os meteorologistas, mas disse com segurança. Não apostei.

De novo, foi um dia de muito trabalho. Aliás, taí uma informação importante: se você pretende fazer a capacitação de avaliadores do INEP/MEC, venha com vontade e energia. Trabalha-se muito. De manhã à noite. E quando a gente volta ao quarto do hotel, tem que responder e-mails, resolver pendências, e cuidar das coisas lá fora, pois o mundo continua a girar apesar do confinamento. (Nestes dias todos, nunca fui dormir antes da 1 da madrugada e acordava sempre às 7. O trabalho não deixava relaxar…)

Pois é um curso de imersão. Você fica no mesmo hotel onde acontecem as dinâmicas e as palestras. Hoje, ficamos até depois das 19 horas na frente de computadores, testando os formulários eletrônicos de preenchimento em simulações de visita. Amanhã, termina.

Estou louco pra voltar pra casa. As saudades são infinitas.

brasília, 30º

É possível que as postagens diminuam nos próximos dias neste blog.

Desde ontem estou em Brasília para um curso de capacitação de avaliadores de curso do Inep. É gente do país todo, de todas as áreas, reunidos num hotel onde acontece o treinamento de três dias.

Saí de Santa Catarina com temperatura baixa e dias carrancudos. Por aqui, reina um sol abrasador. Hoje, fez 30 graus. A umidade relativa do ar despencou a 13%, a mais baixa em dois anos. Também, pudera. Não chove desde maio na cidade. E os homens do tempo só anunciam terra molhada daqui a três semanas.

Estou preso no hotel: hospedado e confinado para o tal curso. Protegido pelo ar condicionado. Mais ou menos. A gente desperta pela manhã com um muco estranho na garganta. As narinas ofegam, a boca seca e a gente toma mais água.

Consegui escapar esta noite e andei cinco minutos até o Brasília Shopping. Não ventava. O jardineiro de um hotel regava os gramados marrons com uma mangueira d´água. A lua se abanava lá em cima.

A dor de garganta que eu trouxe de casa piorou. Dá-lhe pastilhas!

a música da saudade

ColdPlay: Easy to Please

(eu ouço agora, repetidamente)

10 mil visitas ganha bônus!

Este blog ultrapassou há pouco a marca das 10 mil visitas, o que é motivo pra muita satisfação minha. Afinal, estamos neste endereço há apenas pouco mais de três meses apenas. Estamos no WordPress há exatos 99 dias e, neste breve período, conseguimos um acumulado de visitas que custamos dois anos no endereço anterior, no UOL.

Você, leitor, merece então algumas satisfações:

  • Até agora, postei 253 mensagens (incluindo esta) neste blog
  • Até agora (às 20h20), este blog recebeu 302 comentários
  • Nosso contador automático acusa neste mesmo horário 10106 visitas desde 20/05/2007, quando inauguramos este blog no WordPress
  • Esses dados nos dão uma média de 102 visitas/dia
  • O dia em que este blog mais recebeu leitores foi 23/08, quando o serviço de estatísticas do WordPress registrou 385 acessos

Apresento esses dados porque – com eu – muita gente ainda tenta se convencer da força, do alcance e da permanência do blog como meio de comunicação. Eu não tenho mais dúvidas da sua agilidade, da facilidade de manejo e administração e da cada vez mais crescente influência no mundo contemporâneo.

Pesquiso blogs e me divirto com eles. Me informo por meio deles, mas não só. Me comunico com gente próxima e distante por comentários, por pings, por links. Quando decidi me aproximar dessa coisa de quatro letras, tive uma certeza apenas: era preciso blogar para entender o que é isso, como se faz e até onde isso pode nos levar. A primeira coisa eu já entendi. A segunda, aprendo todos os dias. A terceira, eu tenho uma vaga intuição.

Blogueiro há menos de 740 dias, arrisco três certezas sobre a coisa:

  • O blog é mais que um meio de comunicação. É uma experiência.
  • O blog é uma mídia de transição. É possível que daqui a dois anos, evapore diante de nossos teclados e outra coisa avassaladora surja.
  • Os blogs já mudaram o mundo da comunicação e do jornalismo. Queiramos ou não.

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BÔNUS: Se você é um visitante freqüente por aqui, já percebeu. Se não, eu digo. Ultrapassamos a marca dos cinco dígitos no contador e fizemos uma rápida cirurgia plástica no blog. Deixamos de lado o layout – Neo-Sapien – e adotamos Connections, ambos oferecidos gratuitamente pelo WordPress. Como antes, entre e fique muito à vontade.

F. no YouTube

Há seis anos, escrevi uma peça para a Persona Cia de Teatro.
Foi uma experiência única e inesquecível.

O dramaturgo se aposentou, mas a companhia continua.
Veja um clipe da segunda montagem.

mais um zerado

Faz uma horinha zerei God of War II, o game do PlayStation II que coloca Kratos pra caçar Zeus.
Dez notas rápidas sobre a experiência:

1. Animações de qualidade bastante superior ao primeiro.

2. Cenários e trilha sonora continuam lindos e empolgantes.

3. Quem joga esbarra com mais figuras da mitologia grega Pégasus, Perseu, o Colosso de Rodes, Gaia, Atlas, Cronos e Zeus.
4. O jogo vem com dois discos, mas é mais curto.

5. Os puzzles são mais fáceis de solução.

6. As mulheres (ou seres divinais) têm corpos mais torneados.

7. A gente conhece mais quem é Kratos: um cara facilmente manipulável.

8. O final não termina.

9. Não se desenvolve nenhuma habilidade a mais que no jogo anterior.

10. God of War III ainda não saiu. Quando sair, aí é que eu quero ver…

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house procura uma estante de livros

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Dr. House queria uma estante para acomodar os livros empilhados em casa. Foi ao centro de cidade.

Na primeira loja, perguntou:

– Vocês têm estante para livros?

– Para livros?! Não! Temos só estante normal.

(Claro, que burro esse médico! House recolocou sua camisa de força, entrou na ambulância e foi para a próxima loja)

– Vocês têm estante para livros?

– Livros??!!!

(House se sentiu um E.T. Por isso, baixou as antenas e reembarcou em sua nave e foi para a próxima loja de móveis)

– Vocês têm estante para livros?

– Ih, chefe! Isso é mais complicado. Tem estante pra TV, serve?

(Primeiro: House não é seu chefe. Se fosse, te colocava na rua agora. Isso não é jeito de tratar um cliente. Cliente não pede favor, paga. Segundo: livro é livro, TV é TV. Tente abrir a TV na página 52 no banheiro…)

– Vocês têm estante para livros?

– Estante assim? (o vendedor indica a altura de sua cintura)

– Estante! (House indica a altura de sua cabeça)

– Ah, estante! (O vendedor deixa desabar os braços e o sorriso)

– Para livros… (House junta as palmas e as abre, simulando o objeto)

– ??…

(House passou em oito lojas. Oito. Tirou duas conclusões. A primeira: Que gente mais ignorante! Não vendem estantes para livros porque não lêem livros, porque não têm livros em casa. A segunda: Que nada, médico burro! Eles não precisam de livros. Já sabem de tudo. Quem precisa se cercar de livros é você que não entende nada de comércio de móveis e nada da alma humana)

(Os livros de House continuam empilhados em cima do piano)

final de tarde… domingo

Porque é domingo.
Porque não há sol por aqui.
Porque não gostaria de estar trabalhando agora.
E porque escapei apenas para postar a canção que martela minha mente agora!

Jamie Cullum canta e toca “What a difference a day made”.