que estranha saudade…

Recebo um email de amiga com uma lindíssima foto noturna da praia da Ponta Negra, no Rio Grande do Norte. No retrato, a lua cheia ilumina a paisagem aérea e imprime um clima de beleza, de arrebatamento diante da natureza, de esplendor ao luar. Explica-se o envio da foto pela amiga. Ela está auto-exilada em São Paulo onde faz seu doutorado. Sente saudades do seu nordeste.

Aqui em Itajaí, SC, faz uma manhã amarrotada, com clima insosso, friozinho de leve, acabrunhamento nas nuvens que tampam todo o céu. Um clima paulistano. Aliás, acordei balbuciando “Paulista”, de Eduardo Gudin e Costa Netto, lindíssima canção-poema sobre a avenida mais conhecida da Poluicéia.

Então, porque é domingo, e porque deu uma saudadinha de caminhar na Paulista nos domingos vazios pela manhã, deixo “Paulista”, a letra, e uma versão dela, você ouve aqui.

Na Paulista
Os faróis já vão abrir
E um milhão de estrelas
Prontas pra invadir
Os jardins
Onde a gente aqueceu
Numa paixão
Manhãs frias de abril

 

Se a avenida
Exilou seus casarões
Quem reconstruiria
Nossas ilusões?
Me lembrei
De contar pra você
Nessa canção
Que o amor conseguiu

 

Você sabe quantas noites
Eu te procurei
Nessas ruas onde andei?
Conta onde passeia hoje
Esse seu olhar
Quantas fronteiras
Ele já cruzou
No mundo inteiro
De uma só cidade

 

Se os seus sonhos
Emigraram sem deixar
Nem pedra sobre pedra
Pra poder lembrar
Dou razão
É difícil hospedar
No coração
Sentimentos assim

ando mortinho

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Tenho ouvido e lido muita gente se queixando de excesso de trabalho, de sobrecarga de compromissos, de cansaço extremado. Não, não é o pessoal do “Cansei!”. Não, é gente normal, que trabalha, que respira e que reclama também.

Não tô atrás. O pior é que o semestre acabou de começar.
Também, pudera! Tive três diazinhos de recesso apenas.
Snif!

brrrr…

Ontem, fez 8 graus à noite em Itajaí. Oito!

Hoje, tá chovendo e tá tão frio quanto. Agora, conforme o Canal do Tempo, estamos em 13 graus, mas a sensação é de mais frio por causa da umidade e de dois pingüins que estão sambando na rua da frente (é sério! Tô vendo da minha janela!)

Como é que eu sei desses detalhes todos? Oras! Eu acompanho a meteorologia pela internet. Mas não me oriento por ela não. Veja como os institutos batem a cabeça.

Previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para amanhã:
Nublado com pancadas de chuva.
Temperatura: ligeira elevação máxima de 15°C e mínima de 9°C”

Previsão do Climatempo pro mesmo dia:
Nublado com chuva de manhã. Sol e diminuição de nuvens à tarde. Noite com poucas nuvens.
Temperatura: máxima de 16º C e mínima de 9º C”

Previsão do Tempo Agora:
“Encoberto de manhã, nublado à tarde e com poucas nuvens à noite.
Temperatura: máxima de 17ºC e mínima de 10º C”

Previsão do Canal do Tempo para esta quarta:
“Chuva na manhã.
Temperatura: máxima de 17º C e mínima de 7º C”

E aí? Com que roupa eu vou?

a gripe e dante (de novo)

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Há dez dias, escrevi que estava de volta ao blogar cotidiano, depois de me reerguer de uma gripe homérica. Vã ilusão a minha.O fato é que desde então, ela me persegue como uma sombra. As dores no corpo foram embora, mas ficou a corisa, o nariz-chafariz e uma tosse de cachorro. Ando combatendo a marvada, mas o friozinho e – agora – a umidade tornam as condições mais favoráveis para a gripe.

Mas eu dizia que escrevi sobre a gripe, mas me lembro também que fiz alusão aos círculos de inferno de Dante, ao deixar o lado enfermo. Pois volto a ele agora. Não o lado enfermo (deus me livre!), mas ao poeta.Por conta do frio e da chuva que tornaram esse domingo mais longo, devorei um livro em que me arrastava há semanas: Os crimes do mosaico, um romance que escala nada menos que Dante Alighieri para investigar um estranho assassinato de um mosaicista na Florença de 1300. O poeta é prior da cidade e sua autoridade é reforçada por astúcia e erudição.

Como em outras situações, o livro transporta o gênero policial para um ambiente clássico, tendo como protagonista um personagem pra lá de interessante. O Dante que Giulio Leoni nos apresenta é irascível, altivo, arrogante, cruel, pavio-curto. É briguento, sangüíneo, temperamental. Deixa a cabeça girar ao contrário por causa de um rabo de saia e é bem beberrão.O livro demora a engrenar, mas lá pela metade a narrativa vai fluída, contagiante. Não vou contar o final, mas descobrir o responsável pelas mortes macabras fica em segundo plano quando se percebe o segredo que provocou toda aquela confusão.

Diversão com ironia fina, inteligência arguta e um personagem que – se conhecêssemos – adoraríamos odiar.

a love supreme

Olhe pra baixo e imagine um pôster de quase um metro de altura e meio braço de largura.
Pois é. Ontem, ganhei esse pôster da minha mulher.
Adorei.

As fotos são de Francis Wolff, um sortudo que passou pelos principais clubes de jazz clicando gente como Coltrane, Miles Davis, Thelonius Monk e por aí vai.

Quer ver mais imagens do tipo? Vá ao Imagens do Jazz, blog desativado de Portugal, mas que é um museu da estética visual dos álbuns e da fauna do velho jazz.
(Vá ao blog e ligue as caixinhas de som)

O meu pôster pendurei bem cima do aparelho de som. Como se Coltrane velasse e zelasse pelos artistas que estão empilhados por ali, em CD, DVD e Vinil. Pra variar, Coltrane olha para o nada.

My favorite things não deixa de tocar silencioso naqueles lábios fechados.

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despencou…

… a temperatura.

BRRRRRRRRRRR…

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pinóquio e schwarzenegger

Há quatro dias, disse que estava de volta após uma devastadora gripe.

Até que tentei.

Mas a roda-viva não deixou.

(Hoje, acordei mais cedo que ela e por isso passei por aqui…)

Como disse o Terminator, I will be back!

voltar

Estive num dos círculos do inferno nos últimos dias. E não é exagero.

A gripe que me assaltou, me jogou na cama, me sacudiu a temperatura, revolveu meus miolos e afetou colateralmente o nervo ciático. Sim, tô ficando velho. Minha esposa já acusou isso. Meus pulmões também. Fazer o quê? Ora, salvar a alma já que o corpo se foi…

Por isso a figurinha ali embaixo. Do velho Dante passando por um dos infernos. E porque também ando lendo – e me arrastando nisso – Os crimes do mosaico, um desses romances a la Dan Brown em que Dante Alighieri é uma espécie de detetive de crimes que acontecem em Florença. É divertido, bem construído, e Dante se apresenta carrancudo, esnobe,  mandão, moralista. Ele é prior da cidade, e se esgueira na noite escura atrás do assassino.

Qual Dante – na sua jornada e não na poesia -, atravessei os infernos desde quinta. Tossi, ardi, doí. Transpirei como uma bica nas madrugadas a ponto de o suor se congelar nas costas quando o edredom escapava. Meu nariz era um chafariz. Meu rosto é um capacho.

Mas venci. Tô quase 100%. Agora, as etapas para quem estava no estaleiro: responder emails; fechar o diário de classe de uma disciplina; avaliar uma dissertação para o exame de qualificação; avaliar uma monografia de dissertação; terminar um artigo; jogar futebol com meu filhote – faz uma semana que não faço isso; e reativar esse blog.

Pelo que você leu. Estou fazendo tudo isso na ordem inversa. Hora do futebol!

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o passado do futebol

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Hoje, faz 25 anos que o rapaz aí em cima tirou o doce da nossa boca.

Eu era apenas um menino e chorei. Enxuguei as lágrimas e desci com meus irmãos e vizinhos para o rapadão da esquina de casa. Fui vingar a nossa derrota para a Itália na Copa de 1982.

estado da alma

Gripe homérica.
Hoje, tô me sentindo assim…

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retorno

Não tenho sido um bom menino.
Não tenho respondido aos comentários de meus raros leitores.
Por isso, farei isso aqui e agora. Senta que lá vem história!

No post utopias tecnológicas, Rogério Kreidlow sugeriu mais algumas:

1) Web via satélite, gratuita como a TV, sem queda de conexão e com uma largura de banda igual a do Pentágono.
2) Celular que funcionasse como mp3 player, câmera de vídeo e foto (de alta resolução), gravador, GPS via Google Earth e cuja bateria durasse pelo menos uma semana (detalhe: com conexão via satélite, para nunca ficar fora de área);
3) Integração total entre esse celular (via wireless) com o PC, a TV, o carro, o guarda-chuva, sei lá…
4) Um aplicativo on-line (que servisse tanto pra esse celular, como pra tv, o carro e o guarda-chuva) que agrupasse e-mail, grupos de discussões, bookmarks e o que mais seja útil (detalhe: customizável).
5) Uma multifuncional extremamente potente, capaz de imprimir dinheiro de verdade, para que a gente pudesse ter acesso a tudo isso…
Assim que lembrar de mais alguma coisa, comento. Tem várias. Abraços

No mesmo, Larissa reforçou a necessidade:

HAHAHAHA! Eu fui editora de imagem de uma TV por quatro meses e ainda faço isso pra ganhar uma graninha por fora. Sei o que é um monte de fios infernizando minha vida. Sim, os fios! Odeio. Me livrar deles já seria um fardo a menos pra carregar.

Monitorando responde:

Rogério, eu apenas inverteria a ordem das suas utopias e colocaria a multifuncional antes de tudo… hehehe…
Larissa, vamos acabar com os fios do mundo!Vamos montar uma brigada anti-fios!  hehehehe…

***

No post  esperando godot, Rogério Kreidlow trouxe dois rabiscos:

 Como te disse pessoalmente na sexta, o ritmo do blog está ótimo. Os PDFs linkados são boas referências – é muita coisa sendo produzida, é até difícil de ficar por dentro e conhecer a maioria na íntegra, mas o fato de linkar a produção já ajuda a organizar um pouco a “bagunça”. E quanto aos projetos aí acima, se for pra produzir conhecimento, investimento nunca é demais. Mas o legal mesmo (talvez seja só minha opinião momentânea) é se uns 10% desse conhecimento todo tivesse espaço em nosso mercado de apertadores de parafusos… Uma pena. Abraços

E ainda…

Só pra complementar, depois de ler alguns estudos em PDF, e meio que ligando ao que disse no outro comentário: talvez, para nossa realidade de mercado precisássemos de mais pesquisas como a das rádios comunitárias (”Coronelismo eletrônico de novo tipo”), que mexe mais diretamente com políticos, com a estrutura que mantém a coisa. A “revolta” é um pouco no sentido de termos pesquisas de ponta para o ensino do Jornalismo, sua discussão, etc., e várias iniciativas do mercado, cheias de traços retrógrados, às vezes até desdenharem de tudo isto, considerando coisa de “estudioso” e que não serve muito bem para “se ganhar dinheiro”. Não digo que pesquisas de ponta sejam desnecessárias, pelo contrário. Também não digo que a culpa é toda do mercado, porque, afinal, a gente sabe que a lei do mercado é baseada no lucro, etc. etc. O que deveria ocorrer é um estudo mais debruçado sobre a realidade e o cotidiano da profissão, que – a gente também sabe – tem uma série de problemas, que vai desde a preparação do jornalista até a estrutura da empresa na qual ele trabalha (e hoje em dia muitas já nem tem mais empresas…). Só para fazer uma comparação: na medicina, você passa anos estudando uma vacina, uma técnica cirúrgica ou preventiva, mas a finalidade daquilo é eminentemente prática – afinal, de que adianta descobrir e divulgar a cura de uma doença, se essa cura não for aplicada, né? Na nossa profissão, isso parece não ocorrer. Descobrem-se os agentes causadores de problemas, sugerem-se até mais de um remédio. Mas o remédio fica arquivado, guardado, sendo citados em novos estudos de novos remédios. E os problemas prosseguem, as vezes se alastram, longe dessas sugestões e soluções. Sei também que é complicado penetrar na realidade do mercado para conseguir dados, fazer estudos mais sérios e, ainda mais, sugerir melhorias, porque se trata de uma estrutura privada, repleta de interesses, etc. Mas é que só dispormos de estudos de ponta, de visões abrangentes, “globais”, que tratam do crescimento mundial dos blogs, para citar um exemplo, é residir a anos-luz de muitas práticas “precárias” de mercado. Com esse discurso cada vez mais voltado para o “local”, os problemas e soluções locais, essa disparidade mercado-pesquisa talvez merecesse bem mais atenção. Sei que é um defeito de nós mesmos, que quando vamos estudar, na ânsia de abraçarmos o mundo, acabamos tratando de temas mais amplos. Mas a pesquisa de cunho mais “pragmático” bem que mereceria um incremento. O comentário foi um pouco na pressa, mas é um pouco do que me ocorre conversando com colegas, tanto do mercado quanto da academia. Abraços

Marcia dá uma espetadinha:

e vê se não esquece de mandar trabalho pra SBPJOR. (

Monitorando responde:

Rogério, valeu pelas palavras. Mas como somos xarás, o pessoal vai desconfiar que é tudo armação. Que você não existe, e não passa de um desdobramento de minhas personalidade doentia. De qualquer forma, obrigado.

Sobre as pesquisas e os estudos, sabe, já cheguei num ponto em que não agüento mais esperar. Então, pra mim, tem que acontecer tudo ao mesmo tempo e agora. Pesquisas sobre políticas de comunicação (como a do Venício), sobre a vida dos jornalistas (como a da Zélia Adghirni, também da UnB), sobre narrativas e discursividades (como as do Luiz Gonzaga Motta, do Fernando Resende, da Marcia Benetti…) e por aí vai. Tem espaço pra tudo. Tempo é o que não temos. Não precisamos esperar que as pessoas se alfabetizem pelas vias convencionais para, depois, adestrá-las a mexer em computadores. Temos que fazer tudo junto. Queimando etapas. Como sempre o Brasil fez. É assim que a gente morde os carcanhá dos caras…

Marcia, o artigo já está engatilhado…

esperando godot

Estou aflito. À espera de resultados em um monte de apostas no campo profissional:

– um projeto de pesquisa que encaminhei para o CNPq (edital Universal)

– um outro projeto que apresentei para o Programa Integrado de Graduação e Pós-Graduação da Univali (PIPG)

– uma proposta de comunicação científica para o Colóquio Bi-nacional Brasil Argentina de Ciências da Comunicação

– um projeto de pesquisa que apresentarei nesta segunda para o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic-Cnpq)

– a renovação de minha pesquisa junto ao UOL Bolsa Pesquisa

– a minuta de contrato para o financiamento de minha pesquisa aprovada pela Fapesc

Pra variar, os anúncios dos aprovados estão atrasados; deveriam sair em junho.
Se conseguir a metade disso, já estarei bem atribulado no segundo semestre que hoje se inicia…

Não é fácil ganhar R$ 50 mil por mês… heheheh

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ê, vidão!

Depois de avançar dois níveis no God of War, tive que trabalhar. Fiquei três horas lendo dois projetos de cursos de pós. Na semana que vem, tem reunião na Câmara de Pesquisa e o papai aqui é relator nos dois projetos e revisor num terceiro. Maior responsa, ui! Uff… terminei.

Agora, no headphone, ouço People are strange, dos Doors, acompanhado de duas pedrinhas e um amigo de doze anos.

Tá na hora da caminha!

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balanço

Este blog completa hoje um mês neste endereço.

E tenho motivos de sobra para estar muito satisfeito.

1. Consegui um visual mais modernoso e, segundo alguns comentários, mais “aconchegante”

2. Encontrei mais facilidade nas postagens e na administração dessa coisa chamada blog

3. Nossas visitas cresceram muito. Se em dois anos acumulamos 10 mil visitas no antigo endereço, aqui – em 30 dias – ultrapassamos os 1600.

As estatísticas do wordpress atestam:

  • Até este momento, foram 1615 visualizações totais
  • O melhor dia de todos já é hoje: 99 passagens até agora
  • Escrevi 91 posts
  • Registramos 55 comentários
  • Listamos 35 tags

A você que passou por aqui, que já é de casa ou que só chegou agora, Obrigado. E Fique à Vontade!

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4 ou 5 coisas de 4 ou 5 negócios

O Labirinto do Fauno: filme esteticamente lindo; mágico; envolvente; mas algo não funciona ali naquela mescla entre fantasia e ditadura franquista.

Dorm – O espírito: filme tailandês que os ocidentais classificaram de terror por apresentar um elemento sobrenatural na trama; terror o escambau; é doce e terno.

Happy Feet: filme pra crianças (e pros pais delas); pingüins fofinhos; muito branco com muitas manchas pretas; diversão; gostei mais do que meu filho de 3 anos.

Chivas 12 anos: amarelo suave; perfume que entra pelos olhos; com ele a gravidade é mais implacável ainda: desce pela garganta com velocidade vertiginosa.

Play Station 2: vai ser difícil manter a pontualidade agora.

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A semana

Sexta, dia 8: uma deliciosa surpresa, o coração em festa.

Sábado, 9: outra visita prazerosa, um robalo grelhado, camarões com catupiry, o estômago em festa.

Domingo, 10: preguiça, memórias, descanso, o esqueleto em festa.

Segunda, 11: trabalho, fechamento de ciclos e novos contatos.

Terça, 12: trabalho, trabalho e trabalho, discussão, desgaste, decepção.

Quarta, 13: ergo a cabeça, sacudo a poeira e parto pra vida. Ela precisa ser vivida.

Ausência

Estive fora da casinha uns dias. Não posto há quase uma semana, tempo o suficiente para colocar as idéias no lugar e embaralha-las novamente.

Desculpe a ausência. Agradeço os comentários dos últimos dias. E o jeitão emotivo – muitos de vocês já acertaram: é a idade. Fiz 35. Para alguns, é pouco; para outros, já é o bastante; para mim, é o que conta.

Sendo realista ao extremo, posso considerar que se tiver alguma sorte, estou na metade do caminho, restariam mais uns 35 pela frente. Não é pouco nem muito.

Se eu tiver um pouco mais de sorte, verei os 70 pelo retrovisor, mas a marcha já estará mais lenta. De qualquer forma, a gente segue. A vida é mais.

contabilidade

Hoje é dia 9 de junho.

Comecei os trabalhos neste endereço no dia 20 de maio, após dois num outro endereço, no UOL.

E passados vinte dias de intensa blogagem, as estatísticas aí ao lado apontam para mais de mil visitas neste período.

Agradeço a todos que por aqui passaram. E agradeço mais aqueles que deixaram seus comentários.

(Esses dias ando emotivo. E nunca é demais agradecer. Merci mon amis)

torneira

Hoje tá difícil.

Podem me chamar de Homem-Rinite.

Snif!

alegria

Ontem mesmo, devorei A alegria, livrinho editado pela Publifolha que reúne catorze ficções e um ensaio. Tudo sobre ela, ou o que dela sobrou. Isso porque as curtas histórias – por uma exceção ou outra – tratam a alegria num tempo passado, na memória, no seu rastro. Raro é quando a gente enxerga no presente, no momento da contação da história.

Sinal dos tempos? Talvez.

Talvez a alegria seja mesmo uma coisa velha, inchada de cupins. Que ela é efêmera, isso fica evidente nos textos de Fernando Bonassi, Milton Hatoum, Moacir Scliar, João Gilberto Noll, Luiz Vilela e outros.

Mas note que eu disse “alegria” e não “felicidade”. Não confunda as duas. São parentes, mas não são a mesma. (Como a sua irmã e a sua prima. Basta dançar com as duas para saber a diferença).

Sabe que eu ganhei A alegria numa noite triste de sábado? Ela fora comprada a R$ 9,90 nas Lojas Americanas, nesses milagres que só o capitalismo oferece: conseguir a alegria a preço de liqüidação.

Mas sabe que ler o livro me arrancou uns risinhos marotos…

desenvolvimento da linguagem e uma experiência pessoal

No final dos anos 90, quando fazia mestrado em Lingüística na UFSC, ouvia maravilhado o relato de um debate entre Noam Chomsky e Jean Piaget. O lingüista e queridinho da esquerda norte-americana contestava a tese do suíço de que as crianças imitavam seus pais e por isso, desenvolviam seus sistemas de linguagem. Piaget batia o pé. Chomsky, isso nos anos 60, batia também. No final das contas, Chomsky pareceu ter vencido com uma espetacular pergunta que desconcertou o papa da educação. Foi mais ou menos assim:

“Ok. Então, mister Piaget, me explique uma coisa. Se as crianças aprendem imitando os pais, por que elas dizem ‘eu sabo’ ou ‘eu fazo’? Ora, não conheço pai ou mãe nenhuns que dizem isso? A quem as crianças estão imitando?”

A explicação de Chomsky era de que as crianças traziam em sua cabecinha as regras de uma gramática universal e, a partir de um determinado momento em suas vidas, passavam a aplicar essas regras, mesmo que elas fossem “incorretas gramaticalmente”. Assim, se a criança ouviu “Ele sabia”, é natural pensar que o correto seja “Eu sabo”…

Esta semana, me deliciei com meu filho de quase três anos. Ele insiste em dizer “ponhar” ao invés de “pôr”.

A mãe dele o corrige. Eu não. Hihihi

abertura das comportas

Bom dia. Boa tarde. Boa noite.

Estou abrindo os trabalhos neste espaço.

É a continuidade da jornada iniciada em meu primeiro endereço na blogosfera. Agora, seguirei daqui. Não vou excluir o blog anterior. Mas também não vou migrar o conteúdo de lá pra cá. Dois endereços, dois selfs. Nada incomum para um de gêmeos, com ascendente em áries.

Entre e fique à vontade.