faz pouco tempo, mas faz uma diferença…

Algumas coisas parecem ter mudado há milhões de anos, mas faz pouco, muito pouco…

  • O cep só tinha cinco dígitos, lembra?
  • As placas dos veículos eram amarelas…
  • … e tinham duas letras e quatro algarismos…
  • Os números de telefone tinham seis dígitos, e você discava. Isso mesmo: os telefones não tinham teclas.
  • Lutar pelo meio ambiente era coisa de gente sem ter o que fazer.
  • Você comprava filmes e mandava revelar fotos.
  • Aparelhos de telefone celular eram grandes, pesados, caros e só faziam ligações.
  • Ninguém tinha e-mail.
  • Todo mundo tinha medo da inflação e se sobrasse uma graninha, você investia no over night…
  • Havia telefones públicos em quase todas as esquinas e eles funcionavam à base de fichas, lembra?
  • Leite se comprava em saquinhos.
  • Professores usavam mimeógrafos e retroprojetores.
  • Contabilistas usavam papel-carbono.
  • Você comprava discos de vinil e nem imaginava baixar músicas ou comprá-las por unidade na internet.
  • Havia cigarrinhos feitos de chocolate, e eles eram vendidos em bares para as crianças.
  • A Varig era a empresa número 1 da aviação.
  • Você não precisava usar o número da operadora em ligações interurbanas.
  • Sedex 10 era coisa de Flash Gordon.
  • Os meninos se deliciavam com as chacretes.
  • Não havia cartão eletrônico de banco, e você conferia o saldo no caixa…
  • Trabalhos escolares eram feitos à base de Barsa e à máquina de escrever.
  • Cantávamos o Hino Nacional no início das aulas às sextas-feiras.
  • Levantávamos das cadeiras assim que o professor entrasse na sala.
  • Quando a gente aprontava, assinávamos o temível livro-preto na diretoria.
  • Éramos condenados a ficar de castigo na biblioteca da escola.(Bem, ainda é assim. Biblioteca é sinônimo de masmorra. Por isso é que tanta gente lê, gosta e compra livros por aí. Por isso é que há tantos escritores milionários nas cidades. Por isso é que temos administradores, gurus e picaretas diversos palestrando e fazendo micagens a preço de ouro em convenções corporativas… Viva o futuro!)

2 comentários em “faz pouco tempo, mas faz uma diferença…

  1. Eu tenho uma Barsa 1998, inteirinha. Foi útil na época em que não existia o Google. Quando não tinha muito o que fazer, ia de verbete em verbete. Era divertido. Hoje, sou um devoto da Wikipedia.

    O orelhão não raro comia umas fichas. Outro ritual, bem mais recente, mas que parece ser ancestral, era o da conexão discada. Esperar meia noite para conectar ou rezar para conseguir acesso a partir da 14h de sábado e ficar conectado até domingo a noite. Meu irmão já foi mais dessa fase, na verdade.

    Esses dias, puseram fogo numa sala de professores duma escola, aqui perto. Brincadeira besta de alunos. Provocaram o incêncio com o álcool usado no mimeaógrafo – sinal de que nem tudo avançou. A educação pública, por exemplo…

    Esses dias ainda mandei revelar um filme colorido e pus outro na minha câmera analógica. A necessidade de economizar e a ditadura das 36 poses fazia a gente selecionar mais o que fotografava. Com a digital, faz 36 fotos de cada cena. Mal e mal gosta de uma, depois. Mas não sou conservador, é apenas o espírito do tempo…

    Uma das coisas mais saudosistas, nunca me esqueço. Era 1994. Tinha uma padariazinha pertinho de casa, depois acabou fechando. Quando lançaram o Real, fui lá com uma nota do beija-flor comprar pão. Dinheiro novinho, desenhos bonitos. Uma coisa nova, uma esperança nova. Até que enfim (lembro dos pais comentando) uma nota de um valia alguma coisa. Com um real comprei um saco com uns dez pães e veio mais da metade de troco em moeda, uma diferente da outra, cheia de desenhos. Era um barato (literalmente). Tempos bons aqueles… Será que tem que ser inventado dinheiro novo pra ficar igual aquele tempo?

    Abraço

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