Estamos nos onze minutos do segundo tempo, e o Tricolor acaba de fazer o segundo. Chega! Deu!
Como dizia o velho e saudoso Fiori Giglioli, “fecham-se as cortinas e termina o espetáculo!”
Cinco títulos nacionais. Três mundiais!
Duas emissoras de TV estão mostrando ao vivo Flamengo X Corinthians: Globo e Band.
Nada na BandSports. Nada na Record. Nada na ESPN Brasil.
Não tem ninguém transmitindo a final do Brasileirão! Estão mostrando o abraço dos afogados…
Dá pra entender?
Não tem ninguém mostrando São Paulo e América (RN).
Tô acompanhando pelas rádio Eldorado e Globo, pela web…
É brincadeira?

Parece mentira, mas não é. Kadw me mostrou o folheto que serve de menu e de propaganda de uma pizzaria de Balneário Camboriú (SP SC), que é simplesmente inacreditável.
A pizzaria é a Polonesa Gospel, e a variedade dos pratos é de rolar de rir: são nomes de personagens bíblicos, livros da Bíblia, apóstolos e por aí vai. A chamada no folder já mostra a que veio: “Conheça a Bíblia através das pizzas e lanches gospel! Comerás do trabalho das tua (sic) mãos; feliz serás, e te (sic) irá bem. 128:2”
Destaco cinco sabores especiais:
Não, a Polonesa não tem site. Mas você pode pedir, que eles entregam. Se quiser conferir todo o cardápio, vá até a própria pizzaria. Ela fica em três endereços, na Vila Real, no Bairro das Nações e no Centro de Balneário Camboriú.
Todos os jornais anunciam em suas primeiras páginas. Todos os telejornais desta noite dão a coisa como se fosse uma grande surpresa. “Amanhã à tarde, direto da Suíça, a Fifa deve anunciar se o Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014. O anúncio é marcado por grande expectativa”…
BLA – BLA – BLÁ!!!!
Quantos candidatos disputam a honraria? Só Brasil.
O que já disseram as autoridades fifescas quando visitaram os estádios por aqui? Sorriram e fizeram joinhas com os polegares.
Alguém acha que o país não será confirmado? Por acaso, a Fifa não quer ter a Copa daqui a sete anos?
Ora, faça-me o favor!

Se não for nesta quarta, será depois, no final de semana ou ainda mais tarde. Mas é irreversível: o São Paulo Futebol Clube será bicampeão brasileiro, acumulando cinco títulos em sua história. Oito razões para isso:
1. A classificação mostra a superioridade do time na competição. A meia dúzia de rodadas do final, temos 70 pontos contra 55 do segundo colocado.
2. Nossa defesa é bem montada, o meio-de-campo é honesto e o ataque até faz gols, embora esteja longe de ser maravilhoso. Não temos nenhum matador.
3. Temos o melhor goleiro do país há anos. Melhor porque sabe se posicionar, porque agarra pênaltis, porque fecha o gol quando é preciso. Basta ver quantos jogos o São Paulo ficou sem levar gols este ano.
4. Rogério Ceni é o melhor porque é o mais moderno goleiro do futebol mundial. Faz a sua obrigação, atua como liderança inteligente em campo, e faz gols, oferecendo uma nova movimentação do time. Bate faltas e pênaltis muito bem, e redefine, redesenha a própria estatura deste personagem que é tão martirizado no futebol que a grana nem cresce sob seus pés. (Olha que eu sei do estou falando. Ceni é o melhor goleiro da história do clube. Sou da época em que tínhamos Toinho, um crioulão que só jogava com camisas cinzas, e de Valdir Peres, careca-frangueiro e que mesmo assim foi pra seleção! O Dunga não sabe de nada!)
5. Dagoberto e Richarlyson são os melhores no país em suas posições.
6. Muricy Ramalho é marrento, mas sabe montar o time (menos contra os Milionários…)
7. O time manteve um ritmo de trabalho que garantiu a pontuação que hoje permite a passagem da faixa a dois meses do final do ano!
8. Não é um time brilhante, nem especial. É um time coeso, regular, linear. Mas é uma equipe que soube impor um ritmo a si mesma e manteve essa coisa por mais rodadas que os demais. O Botafogo tentou. O Santos e o Cruzeiro também. Todos ficaram pelo caminho. A regularidade é o maior trunfo do São Paulo este ano. E não é pouca coisa quando se está falando de um campeonato com tantos competidores e com 38 rodadas…
Claro que estou feliz com essa conquista. É ótimo. Mas será melhor se o Corinthians cair…
PS – Juca Kfoury acaba de dizer uma barbaridade na Linha de Passe, a mesa redonda das segundas à noite na ESPN Brasil. “O São Paulo deveria conquistar o campeonato e dar a taça para o Flamengo, que foi injustiçado em …., quando não lhe deram o quinto campeonato…” Ora, bolas! Quer dizer que uma equipe batalha o ano todo (em mais de uma competição simultaneamente), vence, abre uma diferença de 15 pontos do segundo colocado, e aí, dá o troféu pra quem faz uma campanha medíocre? Em nome do quê? Bom mocismo? Vejam bem: Já deram o Prêmio Nobel da Paz deste ano pro Al Gore… Me poupe!
Kelly McBride, do Everyday Ethics – seção preciosa do Poynter -, se questiona esta semana se não são os serviços de informação sem fins lucrativos a salvação para o jornalismo cão de guarda. Essa expressão soa melhor em inglês mesmo: watchdog journalism. E aponta para repórteres e meios de comunicação que acompanham de perto os movimentos dos poderes, fiscalizando, denunciando e fazendo aquela essencial marcação cerrada.
A questão de Kelly nos parece um pouco alienígena aqui no Brasil. Afinal, não temos por aqui redações mantidas por generosas doações de bilionários, como a ProPublica, mencionada por Kelly. De qualquer forma, o assunto interessa a todos aqueles que vêem no jornalismo uma forma de contrapoder, de instrumento da sociedade frente aos poderes constituídos.
Por aqui, temos soluções como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e ONGs, como a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), que atuam junto aos profissionais, à academia, mas pouco ainda sensibilizam o empresariado e a sociedade como um todo. Claro que isso está condicionado ao tempo e à intensidade dos trabalhos destes atores, mas como seria interessante contar com iniciativas que viessem também das empresas e das elites…
(Para depois: esse assunto me faz lembrar do ótimo Watchdog Journalism in South America, de Silvio Waisbord. Fácil de encontrar na Amazon Books…)
A pouquíssimas rodadas do final do Brasileirão deste ano, recebi previsões do que os corinthianos lerão nas manchetes dos cadernos de esportes em 2008. Maio/2008
Duas dicas telegráficas de leitura:
Pedro Doria esquadrinha uma redação genérica, apresentando os personagens desse ofício
Luís Weiss alerta para não repetirmos a Escola Base

Ainda batendo na tecla da transição de mídias e na crise dos meios impressos… Hal Crowter faz um abrangente painel – com algumas comparações bem-vindas, outras forçadas – sobre as mudanças pelas quais passam as empresas e os produtos jornalísticos. Vale conferir, clique aqui. (em inglês).
Meu time perdeu ontem e está fora da Copa Sulamericana.
No emprego, eu trabalho, trabalho e não dou conta.
Estou perdendo cabelos, mais do que antes.
Briguei com a balança.
Os ursos polares estão se ferrando com o degelo no pólo norte.
Mas nem tudo está perdido.

Segundo o G1, nas bancas de Paris, na segunda…
Recebi por email e reproduzo para reforçar que é BOATO, GOLPE… Como tem gente que não tem o que fazer!!!
“O ator Toni Ramos sofreu um acidente quase fatal em um desabamento de terra no Rio de Janeiro. Com as chuvas, muitos morros do Rio ficaram encharcados e com risco de desabar. O ator logo depois das gravações estava indo com seu carro para casa de amigos, onde foi pego de surpresa e fico soterrado por horas. O ator está internado e respira com aparelhos, mas de acordo com os médicos e questão de tempo que ele volte ao normal.”
Claro que abaixo disso vem a clássica mensagem: “Algumas imagens do acidente, clique aqui”
E tem gente que ainda cai…

Fernando Paulino manda convidar:
“Em nome da equipe de pesquisadores e colaboradores do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília, LapCom/UnB, gostaríamos de convidá-los (as) para o lançamento do livro Políticas de Comunicação: buscas teóricas e práticas, no próximo dia 24, quarta-feira, a partir das 19h, no restaurante Carpe Diem, em Brasília. Seria um grande prazer contar com a presença de vocês.
Autores: Murilo César Ramos, Suzy Santos (orgs); Érico da Silveira; César Ricardo Bolaño; Valério Brittos; Othon Jambeiro; Lara Haje; Regina Luna Santos de Souza; Fernando Oliveira Paulino; Francisco Sierra; Francisco Javier Moreno Gálvez; Geórgia Moraes; Samuel Possebon; Marcus A. Martins; Israel Bayma; André Barbosa Filho; Cosette Castro; Sayonara Leal.”
Mais informações pelo brasilia@paulus.com.br
Meu post sobre os gaúchos produziu risadas e ranger de dentes. Um pouco de cada, na verdade. E uma ou outra ameaça de morte por parte de umas amigas do Rio Grande. Mas como sou corajoso – sou casado com uma gaúcha, o que significa viver com uma mulher-com-faca-na-bota -, retomo o assunto que me é sempre fascinante: identidades.
Ando por aí e não conheço nenhum povo brasileiro com identidade mais marcada e esbravejada que os gaúchos. Não apenas os reforços dos estereótipos de plantão, mas um conjunto de traços que desaguam num sentimento que me parece genético entre eles: o orgulho. São orgulhosos de seus feitos, de sua história, de sua terra, de sua cultura. São tão orgulhosos que transpiram arrogância ou um pouco de presunção. Alguns são hiperbólicos, outros megalomaníacos. Mas são invejáveis na sua disposição por fazer e acontecer, e na grande satisfação de mostrar seus feitos.
Orgulham-se de um passado sangrento; de lutar pela terra; de seus times de futebol viverem epopéias; de seus livros serem épicos; de suas vidas serem tragédias cantadas em verso e prosa. São fascinantes porque contagiam, porque envolvem e porque teorizam sobre suas existências.
Agora à noitinha, apanhei um livrinho – por conta do tamanho e não da importância, não me trucidem, gaúchos! – de um grande compositor gaúcho, Vitor Ramil: A estética do frio. Na verdade, o livro é a versão escrita bilíngüe (português, francês) de uma conferência que o músico deu na Suíça, sob o pretexto de falar de sua trajetória e de sua relação com a cultura que o cerca e que o ajuda a ser o que é. Pois Vitor Ramil, em vinte e poucas páginas, percorre sua vida e a formação de seu imaginário íntimo para determinar uma busca estética que ajude a unificar seus trabalhos e sua produção musical.
Ramil – o irmão menos conhecido da dupla Cleiton e Cledir, e o mais talentoso de todos – elege o frio como um traço distintivo do que faz e a milonga, como expressão aglutinadora do sentimento-canção que o move no seu fazer cotidiano. Ok, o frio e a milonga, a contemplação e a melancolia, mas o que tem a ver com os gaúchos? Ora, penso que muito. Se há uma intensa alegria nas tertúlias, vigora também uma saudade-de-não-sei-o-quê. Se há um orgulho de ser da terra, esse sentimento lateja em qualquer latitude que os gaúchos estejam: seja porque está feliz junto à terra natal, seja porque sente a nostalgia de um exilado, de um expatriado.
Ainda corroboro com a lenda de que há um grande plano gaúcho para conquistar o mundo. As células de disseminação disso seriam os CTGs (Centros de Tradição Gaúcha), espalhados por todo o globo. Tem gaúcho em tudo o que é lugar. Há CTGs em Rondônia, churrascarias nos Estados Unidos, torrões do pampa no Japão globalizado. Como diria Flávio Rangel, citado por Vinicius de Morais, “são as raízes!”
O jornalista e blogueiro Ricardo Noblat esteve esta semana em Florianópolis palestrando a convite da Assembléia Legislativa. Foi enfático, conforme Galarça, e até apocalíptico com relação ao fim dos jornais. Eles vão acabar loguinho e a saída pode ser os blogs, e certamente a internet.
No início do mês, a Comissão de Negócios da Cultura do Senado Francês tornou público um relatório de análise sobre a chamada Crise da Imprensa. O relatório pode ser lido na íntegra aqui, e traça inicialmente um panorama do mercado na Europa, avalia os negócios do ramo, o papel dos sindicatos, dos jornalistas e dos editores e, por fim, faz proposições.
Em resumo, as saídas propostas pelos parlamentares franceses, são:
(O relatório tem 58 páginas, em formato PDF e está em francês)
Minha amiga Laura, que é gaúcha, mandou a seguinte notícia. Ela jura de pé junto que saiu no jornal. Eu acredito.
“Durante escavações nos EUA arqueólogos descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam de do ano 1000. Os americanos concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época.
Os argentinos, para não ficarem para trás, escavaram também seu sub-solo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2.000 anos de idade. Os argentinos concluíram, triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital a base de fibra óptica quando Jesus nasceu!
Uma semana depois, no Rio Grande do Sul, foi publicado o seguinte anúncio:
‘Após escavações arqueológicas no sub-solo de Bagé, Santa Maria, Pelotas, Cotiporã, Fagundes Varela, Vila Flores, Vila Maria, Itapuca e diversas outras cidades, até uma profundidade de 500 metros, os cientistas gaúchos não encontraram absolutamente nada. Eles concluem que os antigos gaúchos já dispunham há 5.000 anos de uma rede de comunicações
sem-fio.”
Dauro Veras me incumbiu (e a mais quatro blogueiros) a dar continuidade a este meme, surgido originalmente no Inagaki . Como Dauro manda… passo adiante:
1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abrir na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.
O meu livro é Os jornais podem desaparecer?, de Philip Meyer.
A frase é: “Primeiro, vamos fazê-lo do ponto de vista do leitor e contar apenas a percentagem bruta de erros” Repasso a mais cinco blogueiros a missão de prosseguir com a corrente: Joel Minusculi, RogerKW, Larissa Tjelsen, Marcia Benetti e Adri Amaral.As últimas duas semanas têm sido terríveis.
Alguém aí quer ter a vida mole que eu tenho???

O 7º Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul, a popular Anpedsul, que acontece em junho de 2008 na Univali, já tem conferencista de abertura. Trata-se do professor Nilton Bueno Fischer, da UFRGS. Ele deve centrar sua fala no tema do evento: Pesquisa em Educação e Inserção Social.
Outra novidade: a comissão organizadora deve estender o prazo de recebimento de trabalhos. Antes, era até dia 31 de outubro. Agora, trabalhos podem ser mandados até o dia 5 de novembro.
Mais informações: http://www.univali.br/anpedsul
Tive uma meia dúzia de professores inesquecíveis em toda a minha vida. Mas passei por vários, sabe…
A lembrança mais antiga é da dona Angela, do jardim de infância. E só me lembro duas coisas dela: que era muito carinhosa e não tinha metade de um braço. Era um cotozinho, o que significa que ela cuidava da turma toda com uma mão só.
Depois, me lembro da dona Regina (da 3ª série), que chegou a me dar aulas de reposição de graça em sua casa. É que eu fiquei no estaleiro um tempo após contrair uma hepatite braba. Que dedicação aquilo! E a idéia foi dela!
Mais tarde ainda, me lembro de dois professores inesquecíveis, esses do tempo da faculdade: José Fulanetti de Nadai, um mito no curso por sua sabedoria e humor refinado, e Manoel Gonçalves Correa, que hoje está na USP e que me influenciou positivamente a seguir na carreira acadêmica. No mestrado, tive Pedro de Souza, que foi meu orientador e hoje é um amigo (friso, porque para muita gente os dois substantivos se repelem…)
Mas minha mãe também é professora. Dos filhos, fui o único a não tê-la na sala de aula. Meus irmãos dizem “ainda bem”, pois ela era disciplinadora, exigente, terrível. Pois ela não precisou me dar aulas pra ensinar um monte de coisas que hoje tento ensinar pro meu filho. Minha melhor professora fez da vida a minha escola.
Como é domingo, e como estamos no final dele, nada demais em jogar conversa fora. Ainda mais sobre a mídia.
Nas bancas de jornal, três capas me chamaram muito a atenção ontem. Duas delas trouxeram um assunto de fundamental importância, de interesse altamente público, pauta histórica para nossas redações: o assalto a Luciano Huck.
A Revista da Semana veio com “Os ricos não podem reclamar?” Nem vou mostrar. De vergonha…
A Época – veja abaixo – faz um close-up em preto e branco e coloca uma tarja na boca do apresentador, como se tivesse sido censurado. A sorte é que a tarja não é preta, e mais parece um post-it. Só falta o Huck fazer mais beicinho e dizer que foi perseguido, silenciado…

Mas nas bancas há coisas que nos aborrecem menos. A capa da Exame deste mês – anunciada como uma das três especiais de celebração dos 40 anos da revista – é um primor de planejamento gráfico, de criatividade e de equilíbrio. Para mim, uma das melhores capas do ano. Layout de dar inveja!!!

Comecei com as revistas, mas terminar com a TV. TV fechada. Há poucas horas, eu me dividia entre três emissoras na transmissão da excepcional estréia brasileira nas Eliminatórias da Copa de 2010: Globo, ESPN Brasil e BandSports. Enquanto as duas primeiras enviaram narradores, repórteres e comentaristas para Bogotá, a BandSports colocou Silvio Luiz para narrar o jogo de seus estúdios em São Paulo. O repórter – vez em quando – falava ao celular com o narrador. E o comentarista era ninguém menos que o Ademar, aquele carequinha do São Caetano, lembra?
Nossa! Foi chato até. Teve uma hora em que a geradora colombiana mostrou imagens de baixo para cima que focalizavam as luzes do estádio se acendendo e gotículas de chuva ainda manchavam a lente da câmera. Silvio Luiz confundiu tudo aquilo com a chegada da lua aos céus de Bogotá…
Pior que isso só mesmo a final do Mundial de Futebol Feminino. A Band não mandou ninguém pra China e Luciano do Vale narrou o jogo daqui mesmo. No final, na hora de entrevistar as craques, a Band precisou que Pedro Bassan – da Globo – fizesse perguntas a Marta… Pode?
O antenado-zen Dauro Veras escreve em seu blog um post que mais me parece um meme. É um balanço de leituras. Faço o meu abaixo…
Lendo:
Recém-lido:
Na fila:
Em pausa:
O curso de Fonoaudiologia e o Laboratório de Inteligência Aplicada, ambos da Univali, promovem de 19 a 21 de novembro próximos o Simpósio Catarinense de Tecnologias Aplicadas aos Distúrbios da Comunicação.
O evento é voltado para pesquisadores e profissionais das áreas da Saúde, da Educação e da Tecnologia, e traz como palestrante internacional a professora Martha S. Burns, da Nortwest University, de Chicago.
Participo do evento, compondo a mesa “Jogos aplicados à estimulação da linguagem e consciência fonológica”, junto com os doutores Rudimar Luis Scaranto Dazzi, Maria Thereza Mazorra dos Santos e Dra. Anita Maria da Rocha. É no dia 21, quarta, a partir das 16h30.
A morte torna os clichês tão banais, mas absolutamente necessários no seu uso.
Por isso, dizer que “a morte de Paulo Autran é uma grande perda” é – ao mesmo tempo – um lugar-comum e uma verdade difícil de contornar. O desaparecimento dele deixa uma ferida aberta no teatro brasileiro, e nas artes da interpretação de um modo geral. Ele, que dizia que “o teatro é a arte do ator; o cinema, a arte do diretor; e a TV, a arte do anunciante”, era sim um monstro sagrado, expressão desgastada pelo mau uso, pelo exagero espetaculoso de alguns.
Precisamos reconhecer. Nós, brasileiros, não temos ou tivemos ainda um autor do quilate de um Shakespeare; ou um pintor do naipe de um Van Gogh. Mas já tivemos compositores maiúsculos (como Vila-Lobos e Tom Jobim), que não devem nada a Chopin e Gershwin. E tivemos um ator que estava no mesmo patamar (ou melhor dizendo, tablado) de um Lawrence Olivier, só pra citar um emblemático. Ele era o Paulo Autran.
Alguém que viveu 85 anos, começou tarde na profissão, fez uns 20 filmes, umas quatro ou cinco novelas e noventa (isso mesmo!), noventa peças de teatro. E fez de tudo: da comédia aos clássicos, do moderno ao trágico, encarnando alguns dos personagens mais insondáveis. Basta pensar na galeria mítica de Shakespeare e escolher um grande caracter. Pensou? Pois, Paulo Autran passou por Shakespeare, Moliére, Tennessee Williams, Sófocles, Millôr Fernandes, Pirandello, Sartre, Beckett, Bernard Shaw, Arthur Miller, Flavio Rangel, Mauro Rasi, João Cabral de Mello Neto, Vianinha, Harold Pinter, Ibsen, Brecht, Maria Adelaide Amaral, e tantos mais.
Foi dirigido por dezenas. Contracenou com várias gerações. Foi premiado e homenageado, e tornou-se uma espécie de símbolo do teatro brasileiro, como outros foram em seus países.
Faz uns quatro anos, eu o vi em “Variações Enigmáticas”, ótimo texto de Eric-Emmanuel Schmitt. Autran dividia o palco com Cécil Thiré, filho de sua parceira em outras tantas produções (Tonia Carrero). Paulo Autran esbanjava. Ocupava a cena com grande facilidade e familiaridade, como se conhecesse cada centímetro do palco. Dava os textos como se pensasse aquelas frases e não apenas as decorasse. Sentia os diálogos e – mais importante para os atores – ouvia os colegas, jogava. Ele já tinha mais de oitenta anos e se mostrava mais em forma que Thiré. Jovial sempre, Paulo Autran morreu num dia da criança.
Michael Wesch, professor assistente de Antropologia Cultural da Kansas State University, fez um videozinho de quatro minutos que é uma aula sobre web 2.0. Nele, você encontra escrita colaborativa, pensamento não-linear, agregação de conteúdo, etnografia digital, e os impactos de uma web em expansão com as nossas impressões digitais.
A dica do vídeo é da minha orientanda no mestrado, Marli Vick Vieira, e o vídeo é este aí embaixo…