jornalismo no limite da vida

Sou um cara relativamente educado. Mas isso não faz com que eu doure a pílula para meus alunos. Para eles, sou franco e direto: jornalismo não é uma profissão cor-de-rosa, fácil, glamourosa, tranquila. Digo sempre dos perigos, dos riscos e da quantidade enorme de razões que podem fazer gente equilibrada desistir. Eu alerto: precisamos de gente capaz tecnicamente, comprometida eticamente e consciente do papel a ser exercido.

Se é uma profissão de riscos também é um exercício fascinante, empolgante, pulsante. Uma redação é um ambiente que fervilha, que fermenta, que transborda vida. Nossa rotina é estressante mas traz recompensas. É o furo de reportagem. É a matéria pacata que orienta e instrui o público. É a informação que interessa e ajuda o cidadão comum. É a publicação de algo que estava oculto, privando a coletividade de saber dos detalhes…

Rogério Kreidlow reflete com muita propriedade sobre os limites perigosos do jornalismo. Seu foco inicial é a fotografia, mas a coisa não muda nas demais funções que exercemos. É preciso coragem, vontade, paciência, insistência e preparo. Às vezes físico, e sempre emocional. Acho que não se trata de se queixar, de achar que a profissão é um martírio, um inferno. Quem pensa e age assim – na minha visão -, tem dois caminhos: deixar a coisa pra trás ou atuar para fazer a coisa melhorar. Seja na luta por melhores condições de trabalho; seja na lida diária, oferecendo o sangue e o suor para aperfeiçoar as práticas e procedimentos jornalísticos.

Ficar choramingando não é a melhor atitude. Submeter-se a qualquer degradação também. É preciso estar atento e forte. Há uma escalada da precarização das condições de trabalho, mas não apenas para jornalistas. Há também uma demanda ainda não satisfeita do público de saber das coisas, de se informar. Sim, ainda somos muito úteis.

Kreidlow conta a história de uma fotógrafa que se arrisca pra valer, ficando a poucos passos do risco real de morte. Alguém pode se perguntar: mas vale a pena? Claro que vale. Acho que a própria profissional responderia com a mesma ênfase. O prazer profissional, a realização nesse que é uma das dimensões mais importantes da nossa vida – o trabalho -, a sensação de estar sendo útil para a sociedade, tudo isso, seja no jornalismo, na medicina ou em qualquer ofício, isso é o que nos move. Dinheiro, fama, notoriedade, respeito são substratos do trabalho incansável.

Discutir a profissão nos faz rever percursos, alinhavar novas metas e redimensionar os esforços que nos propomos a tornar a vida melhor. Mesmo que estejamos no limite dela.

sensacionalismo custa caro

Deu no Consultor Jurídico:

Um jornal de Uberaba (MG) foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil por ter publicado uma reportagem considerada sensacionalista pela Justiça. Segundo os desembargadores da 10ª Câmara Cível do TJ-MG, o jornal extrapolou seu direito de informar ao expor a intimidade de uma médica da cidade.

Para ler na íntegra, clique aqui.

gaveta do autor, mais uma atualização

www.gavetadoautor.com

um clipe basicão mas inteligente

Vamos tentar começar a semana hoje, tá?

Para isso, vamos aumentar o som e chacoalhar as cadeiras.

Adoro esse clipe do OK GO. Simples e inusitado. Parece até sem cortes…

poeira: sobre o tudo e sobre o nada neste blog

Faz dias que não alimento esse meu bloco de notas.

Tem acontecido muita coisa por aqui e nada do que espero. Isto é, acontece tudo e não acontece nada.

Há muito a fazer. Muito mesmo. Mas existe uma densa fumaça diante dos olhos. Eu tateio no escuro e não encontro absolutamente nada que me oriente. Tentarei abrir uma janela para deixar um vento bom entrar. Quem sabe ele não dissipa essa nebulosidade toda. Quem sabe não varre a poeira desse blog…

chamem o ladrão!

Manchete do Jornal do Brasil de hoje: “Preso o ex-chefe da Polícia”.

Não é só isso. O cidadão em questão cumpria mandato de deputado estadual. Ontem, a Polícia Federal cumprindo mandado de prisão foi até a casa do ilustre para prendê-lo. Detalhe: o ex-governador do Rio de Janeiro, e patrão do preso, também foi arrolado no processo.

(Capa de O Dia de hoje, 30 de maio de 2008)

(Primeira página de O Globo do mesmo dia)

(O Extra também deu…)

Com manchetes como essas, com o Rio do jeito que está, só resta mesmo chamar o ladrão quando a gente precisar…

justiça implica com blog

Pedro Doria conta que um banner em seu blog motivou intimação da Justiça a um político.

Traduzindo:

A Justiça não quer propaganda eleitoral na web.

O Pedro Doria expressou sua preferência política num banner em seu próprio blog.

O blog dele não recebeu dinheiro para isso.

O político em questão é o Fernando Gabeira, que é um dos primeiros candidatos à prefeitura do Rio.

A Justiça não gostou. Acha que foi propaganda fora de hora. Implicou com o Gabeira.

Doria está irritadíssimo e denuncia a censura.

O que eu acho disso?

A Justiça vai na contramão dos acontecimentos. Decretos não vão conter a internet, a blogosfera ou coisas do tipo. A medida pode ser encarada como censura à opinião política, um direito previsto constitucionalmente. Acho que vamos ver e ouvir mais casos desse nos próximos meses. Infelizmente.

Não voto no Rio. Não poderia manifestar meu voto no Gabeira, embora simpatize com ele. Mas será que a Justiça vai me censurar também por comentar a censura ao blog do Pedro Doria???

escola base: um novo capítulo

Reproduzo matéria do Portal Imprensa:

Grupo Folha da Manhã é condenado a indenizar garoto envolvido no caso Escola Base

28/05/2008 |
Redação
Portal Imprensa

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou, 14 anos depois, o Grupo Folha da Manhã no caso da Escola Base. Para o TJ, o jornal usou uma manchete escandalosa e sensacionalista que extrapolou a liberdade de informar, e não resguardou a honra moral de uma criança de quatro anos.

Em março de 1994, o jornal Folha da Tarde, assim como outros veículos de comunicação, afirmou – com informações repassadas pelo delegado que conduzia o inquérito policial, a partir dos depoimentos de duas mães de alunos – que seis pessoas estavam envolvidas no abuso sexual de crianças numa escola de educação infantil, localizada no bairro da Aclimação.

O jornal saiu com a chamada de primeira página: “Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. A empresa terá de pagar indenização de R$ 200 mil para o garoto R.F.N, que hoje tem 18 anos. Ele foi apontado pelo jornal como vítima de abuso sexual dos próprios pais.

A empresa Folha da Manhã sustentou que a manchete se limitou a reproduzir as informações oficiais, tomando todo o cuidado para evitar pré-julgamentos ou especulações de ordem subjetiva, e que não existiria prova de dano moral. Mas a Justiça entendeu de forma contrária.

Outras empresas de comunicação já sofreram condenação pelas notícias divulgadas na época, que resultaram no fechamento da escola, na prisão e no julgamento público de inocentes. A Folha de S.Paulo e o Estado de S.Paulo foram condenados a pagar R$ 750 mil, a Rede Globo R$ 1,35 milhão, e a Editora Três, responsável pela publicação da revista IstoÉ, R$ 360 mil.

Na área cível, várias ações foram propostas. A primeira delas, contra o Estado, para pedir indenização por danos morais e materiais. Em 1996, o juiz Luís Paulo Aliende mandou o governo paulista pagar cem salários mínimos – R$ 30 mil em valores atuais – ao casal proprietário da escola e ao motorista Maurício Alvarenga. O advogado Kalil Rocha Abdalla, considerou o valor baixo e recorreu ao TJ paulista reclamando 25 mil salários mínimos.

O TJ paulista julgou o recurso o fixou o valor de R$ 100 mil para cada um, por danos morais, e uma quantia a ser calculada para ressarcir os danos materiais. Pela decisão, a professora Maria Aparecida Shimada iria receber, ainda, uma pensão vitalícia por ter sido obrigada a abandonar a profissão.

acompanhe dois eventos do sul pela web

Você não pôde ir ao Intercom Sul, em Guarapuava (PR)?

Não pode ir a Porto Alegre para a Maratona que discute jornalismo e internet na PUC?

Não tem problema. Acompanhe tudo isso pela web.

O pessoal da Católica de Pelotas montou um blog para a cobertura do Intercom Sul. Veja aqui.

A revista Cyberfam acompanha a maratona na Famecos.

uma revista de feeds

Saiu a primeira edição da primeira revista no país sobre agregador de feeds, os tais RSS.
O título é um chiclete bem humorado.
Você pode baixar a revista por aqui.

O que eu achei?
Bem, a idéia é interessante e talvez até seja oportuna. Agora tanto o projeto gráfico quanto alguns textos mereceriam mais atenção… De qulquer forma, tá aí. Vale!

vem aí uma batalha entre microblogs???

Dias atrás, li no meu Twitter muitas reclamações sobre a instabilidade do sistema. Trocando em miúdos: quem queria blogar (só 140 toques por post no Twitter) estava irritado com as constantes quedas do site. Li ontem que alguns estavam comentando sobre um tal Jaiku, que é um sistema semelhante e que foi comprado pela Google tempos atrás.

Hoje, no UnderGoogle, o nandokanarski sinaliza que estaria em curso uma debandada de usuários do Twitter para o Jaiku, teoricamente mais estável. Será que estamos à beira de uma disputa entre microblogs???

Acho que é cedo…

seminário de jornalismo na ufpe

Alfredo Vizeu manda avisar:

O Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE, promove, nesta quarta-feira (28), o I Seminário de Jornalismo Contemporâneo, no mini-auditório do Centro de Artes e Comunicação da instituição.

O evento, que contará com a participação de pesquisadores das universidades federais de Sergipe, Paraíba e Pernambuco, tratará de temas como jornalismo e cotidiano, novas tecnologias, objetividade e pesquisa/metodologia. As inscrições, que foram gratuitas, estão esgotadas desde a semana passada.

Todas as palestras e discussões serão transmitidas online por estudantes de Jornalismo da UFPE. A cobertura será realizada no site do grupo (http://jornalismocontemporaneo.wordpress.com)

Programação

28/05/2008
Manhã – das 9h às 12h
Estudos, Teorias e Metodologias do Jornalismo
Mediador: Prof. Dr. Alfredo Vizeu, vice-coordenador PPGCOM UFPE
Prof. Dr. Carlos Franciscato, Departamento de Comunicação UFSE, presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

Jornalismo e Objetividade
Prof Dr. Josenildo Guerra, Departamento de Comunicação UFSE

Tarde – das 14 às 17h
Jornalismo e Cotidiano
Prof. Dr. Wellington Pereira, vice-coordenador PPGCOM da UFPB e professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia

Jornalismo e Novas Tecnologias
Prof. Dr. Afonso Jr, Programa de Pós-Graduação em Comunicação/UFPE
Local: mini-auditório do CAC – UFPE, Recife
Promoção: PPGCOM/UFPE

INFORMAÇÕES:
email: jornalismocontemporaneo@grupos.com.br
Site: http://jornalismocontemporaneo.wordpress.com

maratona sobre jornalismo e internet

Marcelo Träsel manda avisar:

Maratona de 24 horas na Famecos discute uma década de jornalismo na internet

Para discutir o jornalismo praticado em uma década de internet, a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS realizará durante 24 horas ininterruptas o evento “10/24 – Notícia não tem hora”. As atividades ocorrerão das 18h desta quarta-feira (28/5) até as 18h de quinta-feira com um duplo objetivo: integrar a programação do + SET (série de eventos preparatórios para o 21º SET Universitário) e comemorar os 10 anos de funcionamento da Cyberfam, a pioneira das revistas eletrônicas desenvolvidas em um estágio de jornalismo online no Brasil.

Pela primeira vez no país, ocorrerá uma transmissão em alta definição (HD) via internet. Tudo que ocorrer nesta maratona poderá ser acompanhado no site http://cyberfam.pucrs.br. No site, haverá links para teleconferências, bate-papo online e apresentação de imagens captadas por câmeras instaladas na Famecos. Ainda ocorrerá transmissão de aulas do curso de Jornalismo por celular.

Para marcar os 10 anos da Cyberfam, serão entrevistados professores e alunos que já trabalharam na publicação. Um time de profissionais que atuam em Porto Alegre e em outras cidades do Brasil, dos Estados Unidos e da China foi convidado para a discussão sobre o impacto da internet no jornalismo. Os vários debates e entrevistas planejados podem ser acompanhados pelo site da Cyberfam ou por meio de televisões de plasma instaladas no saguão da Famecos (Av. Ipiranga, 6.681, prédio 7 – Porto Alegre).

já temos a “barriga” do ano!

No Observatório da Imprensa desta semana – que acaba de chegar à rede -, há vários textos comentando o erro jornalístico mais ruidoso da imprensa nacional em 2008. Isso mesmo! A suposta queda de um avião de passageiros da Pantanal sobre um prédio em São Paulo. Na verdade, tratava-se apenas de um incêndio. Mas a blogosfera reagiu mal à pressa dos jornalistas.

Para saber mais:

Sobre as contradições do jornalismo – texto de Venício A. Lima no Observatório da Imprensa

Noticiário de telejornal derruba avião – de Gilson Caroni Filho, também no OI

Avião atinge prédio, ou loja de colchões, ou de tapetes – de Urariano Mota, no OI

Guerra dos Mundos nas chamas de MoemaMauricio Pontes, no OI

GloboNews derruba avião da PantanalManuel Muñiz, no OI

Divulga-se primeiro, para se confirmar depoisAdriano Faria, também no OI

No blog do GJOL, há três links:

UOL derruba avião da Pantanal em cima de loja de colchões

Avião que Record, Globo e UOL derrubaram chega à Espanha e Alemanha

Como se derruba um avião: efeito dominó

Que barriga!

links do momento: educação

[ * ] Prensa-Escuela: da Espanha, um projeto do jornal La Voz de la Galícia para fomentar a criação de novos leitores.

[ * ] Já está disponível o mais recente número da revista Educação e Tecnologia, do CEFET de Minas. (dica da Gladis L.Santos)

[ * ] Um coletivo de blogs educativos no Brasil

[ * ] 4º Seminário Jogos eletrônicos: narrativas, aprendizagem e desenvolvimento. Na Bahia, em agosto, mas com chamadas abertas.

[ * ] TV e professores: um site em inglês que pode oferecer material e idéias sobre o uso da telinha na sala de aula.

comidinhas estranhas

Maçã-come-dedo!

Carioca-da-gema…

Homem-melancia.

Pão-duro.

Tomate-mestre e couve-flor-carneiro.

a amazônia é de todos

Basta dar uma olhadinha na banca de jornais, uma rodadinha pelos canais de TV ou uma voltinha na web e a gente se depara com a falação do momento: os gringos estão crescendo o olho sobre a Amazônia.
A capa da revista Isto É desta semana é sintomática:

No outro canto da banca, O Estado de S.Paulo berra: A Amazônia tem dono. E na semana que passou assisti a duas vezes, ao menos, a veiculação de um editorial da Band sobre o tema, conclamando o governo a tomar pé da situação. Joel Betting e José Luiz Datena leram “a opinião da Band”.

Não sei nada de Amazônia. Nunca fui até lá. Não sei nada de direito internacional e tenho uma idéia vaga de soberania nacional. Mas de qualquer forma não custa perguntar: Não é estranho que essa gritaria toda ganhe a mídia logo após a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente? Se eu fosse um sujeito persecutório e encanado, diria que uma parcela influente da comunidade internacional estaria pressionando o governo brasileiro pelos flancos, os flancos ambientais. Lembra daquela queda de braço do biodiesel brasuca e do biodiesel à base de milho?

Todos parecem querer falar da Amazônia, pôr as mãos nos seus recursos, tirar fotinhos com macacos e indiazinhas ribeirinhas. A Amazônia é de todos. Ao menos nos sonhos…

pesquisa: 82% dos jornalistas usariam blogs

Deu no Comunique-se, matéria de Carla Soares Martin:

Uma pesquisa da empresa de comunicação Textual afirma que 82% dos jornalistas utilizam blogs como fonte de pesquisa para suas matérias e reportagens. A empresa entrevistou, por questionário, 100 profissionais da mídia, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, durante o mês de maio.

testando o firefox 3, versão beta 5

Decidi que estou numa semana de test-drives… tô fazendo isso com softwares e sistemas e otras cositas mas. Hoje à noite, foi a vez do navegador. Tô querendo assumir totalmente meu romance com a raposinha do Firefox… e tô aprendendo um monte com ela…

(acabei de publicar este post usando uma extensão direta do navegador. No popular: não precisei entrar na página do wordpress, me logar, botar senha, entrar na página de administrador e aí sim postar. Cliquei num botãozinho no pé da página e abriu uma janelinha para escrever e postar. A-do-rei!)

jornais comemoram lucros e sindicato quer piso maior

Nota no Expresso Digital, o boletim eletrônico do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, alfineta o empresariado do ramo:

Profetas que previram o fim do meio jornal: aproveitem para ler o caderno de empregos. A frase acima faz parte da campanha promovida pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e foi veiculada na edição de hoje do Diário Catarinense, pg 10. Em linhas gerais, os textos destacam a alegria do patronal com o aumento na venda de exemplares, ampliação da publicidade no setor e, conseqüentemente, os lucros produzidos pela mídia impressa, que crescem anualmente.

O presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, também presidente do grupo RBS, é o principal negociador com o Sindicato dos Jornalistas.

A peça publicitária da Associação destaca ainda: “Quem poderia prever que o jornal iniciaria o ano crescendo? Qualquer pessoa bem informada, já que ele fechou o ano passado com números extremamente positivos”.

“No primeiro trimestre de 2008 a tendência se acentuou e o investimento publicitário aumentou 23,72%, segundo a Intermeios. Em março, o percentual de participação dos jornais no bolo publicitário ficou em 19,4%, contra 18,3% no mesmo mês do ano anterior. Mas ainda sobrou um espaço para quem disse que o jornal iria acabar: a errata”.

Os dados da campanha publicitária mostram que o patronal tem amplas condições de pagar o piso mínimo de R$ 1.500,00 para os trabalhadores jornalistas.

 

A nota do SJSC bate forte porque a categoria está em plena negociação salarial. O período é delicado, sentar à mesa com os interlocutores é sempre complicado, uma cantilena de reclamações dos patrões: sempre a situação está difícil, quase nunca há condições de se pagar melhor os trabalhadores, etc…

Agrava a situação o fato de que a categoria é pouquíssimo unida e quase nada articulada. Quase sem respaldo, os dirigentes sindicais tentam desobstruir os diálogos, mostrando a necessidade de aumento e a incorporação de novos direitos e garantias. Não é fácil. Participei de ao menos duas negociações do tipo quando fui vice-presidente do SJSC, e ao final das reuniões o cansaço mental e emocional de todos era visível. Havia também outros sentimentos: uma raiva diante do teatro dos patrões e uma indignação incontornável. Apesar de tudo, é preciso resistir, de forma intransigente. É necessário sentar e negociar, brigar por direitos, pois eles nunca são concedidos, são conquistados.

jefferson peres

Responda rápido: para quantos políticos você destinaria um post no seu blog?

Para quais?

A exemplo de muitos, eu dedicaria poucas linhas a poucos. O Jefferson Peres, que morreu há pouco de um ataque cardíaco fulminante, seria um deles. Uma montanha de clichês poderia ser suportada naquela estrutura corporal frágil: “reserva moral”, “político sério”, “homem público”, “bastião da moralidade e da ética”…

Esse sim mereceria luto de três dias.

Mais um clichê: o Senado perde uma voz respeitada dentro e fora dali.

nelson rodrigues: 10 frases definitivas

Não conheço a Renata Correa, mas soube no Twitter que ela compilou 10 frases definitivas e memoráveis do Nelson Rodrigues.

Você pode não concordar com todas, mas não pode deixar de reconhecer que ele era um frasista espetacular. (Obrigado, GPavoni, pela dica!)

As frases, mastigadinhas:

Todo canalha é magro.

Toda família tem um momento em que começa a apodrecer. Lá um dia aparece um tio pederasta, uma irmã lésbica, um pai ladrão…

Toda coerência é, no mínimo, suspeita.

 Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica.

 Amar é ser fiel a quem nos trai.

Desconfie da esposa amável, da esposa cordial, gentil. A virtude é triste, azeda e neurastênica.

O carioca é o único sujeito capaz de berrar confidências secretíssimas de uma calçada para outra calçada.

O brasileiro é um feriado.

O pior cego é o surdo. Tirem o som de uma paisagem e não haverá mais paisagem.

A pior forma de solidão é uma compania de um paulista.

marques de melo fala sobre gêneros (a continuação)

Lia Seixas, conforme prometido, postou ontem a segunda parte da entrevista que fez com José Marques de Melo sobre os gêneros jornalísticos.

Aqui, você lê (ou ouve) a primeira parte .

(Aproveite pra ouvir a rádio do blog dela também. De primeira linha…)

pelo aumento das horas

Alex Primo – que engrossa a fila de desesperados como nós – lançou um abaixo-assinado solicitando a ampliação de horas no dia. O documento é endereçado a Bento 16. Você pode assinar aqui e participar dessa ofensiva pela libertação de homens e mulheres em busca de dias mais largos.

Eu também assinaria, não fosse o destinatário.

Acho que o documento deveria seguir direto pro chefe, sem intermediários. Mas como Deus anda bastante ocupado – o mundo está uma loucura! -, talvez a concorrência queira aproveitar a ocasião…

6º encontro da sbpjor já tem site

Já está na rede o site do evento, que acontece de 19 a 21 de novembro, na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo (SP).

Mais informações, no site!

3ª edição do prêmio adelmo genro filho

A Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) acaba de lançar a chamada para a 3ª edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo.

Veja os detalhes:

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo destina-se a reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades ou nos centros/institutos de pesquisa credenciados/reconhecidos pelo MEC, valorizando a atuação individual dos pesquisadores. Sua finalidade é identificar anualmente quais os pesquisadores que apresentaram contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo, de modo a construir/consolidar a identidade do nosso campo científico.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo é atribuído em quatro modalidades:

A. Iniciação Científica, que premiará a melhor pesquisa em iniciação científica ou monografia de conclusão de curso no campo do jornalismo;

B. Mestrado, que premiará a melhor dissertação de mestrado no campo do jornalismo;

C. Doutorado, que premiará a melhor tese de doutorado no campo do jornalismo.

D. Sênior, que premiará a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do jornalismo.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que será entregue em cerimônia pública pelo presidente da SBPJor, consiste em “Diploma e placa ao agraciado e a seu orientador nas categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado”, além do homenageado na categoria Sênior.

A avaliação dos trabalhos inscritos será feita com base nos critérios de (1) mérito científico, (2) adequação ao tema ao campo do jornalismo, (3) metodologia, (4) uso correto da bibliografia, (5) originalidade e (6) inovação conceitual/teórica ou experimental/aplicada sobre o jornalismo.

Nas inscrições individuais são necessários:

A) Ficha de inscrição devidamente preenchida (enviada em arquivo digital anexo, separado).

B) Os trabalhos de iniciação científica e/ou monografia deverão ser apresentados na forma de um artigo para comunicação científica, conservando o título original, com um resumo de no máximo 10 linhas (em português), introdução, descrição da pesquisa, metodologia empregada, análise dos resultados, conclusões e referências bibliográficas. O trabalho deve ser enviado por e-mail (pagf2008@yahoo.com.br em arquivo PDF), acompanhado de uma declaração da instituição (em arquivo anexo) que ateste se o trabalho é de iniciação científica ou de monografia, período em que foi desenvolvido e professor orientador. No caso de trabalhos de iniciação científica, podem ser enviados trabalhos relativos a pesquisas em andamento ou concluídas em 2007 e, no caso de haver dois bolsistas de um mesmo projeto, o artigo deverá ser individual. O tamanho do texto deve ficar entre 40 mil a 60 mil caracteres (com espaços), incluindo bibliografia, fonte Times New Roman, corpo 12, em espaço 1,5. As comissões julgadoras não apreciarão trabalhos enviados fora destas especificações.

C) Para os trabalhos de mestrado e doutorado exigir-se-á o encaminhamento, vai e-mail (pagf2008@yahoo.com.br), com título, resumo e sumário descritivo dos capítulos do trabalho. O sumário descritivo deve ocupar no máximo 10 mil caracteres com espaço. Os trabalhos devem ser enviados com pseudônimo do autor e sem qualquer tipo de identificação do autor, do orientador e da instituição (no corpo do arquivo). Os trabalhos deverão ser encaminhados pelos próprios autores em arquivo PDF, via e-mail, acompanhados de uma declaração da Instituição atestando a aprovação e a nota obtida, bem como da ficha de inscrição com os dados de identificação, ambas em arquivo anexo, em separado. No corpo do texto do trabalho não deverá constar o nome do autor, e sim seu pseudônimo. Também não deverão constar os nomes do orientador nem da Instituição onde o trabalho foi desenvolvido, excluindo-se deste todos os agradecimentos ou citações que possam vir a identificar o autor do trabalho, sua instituição ou orientador.

D) Os trabalhos inscritos nas categorias Mestrado e/ou Doutorado devem, necessariamente, encaminhar, também em arquivo separado (versão PDF), a versão integral da dissertação e/ou tese, além do formato indicado na letra ‘C’, artigo 9º, deste Regulamento.

E) No caso da candidatura a Sênior, o proponente deverá enviar uma justifica da indicação do pesquisador, em que conste um resumo de sua trajetória acadêmica e de sua contribuição para o campo da pesquisa em jornalismo, de, no máximo, 10 mil caracteres (com espaço), em arquivo PDF, via e-mail (pagf2008@yahoo.com.br).

 

Calendário da Edição 2008 (III Prêmio AGF)

Lançamento da edição 2008 do Prêmio AGF: Abril de 2008

Recebimento de trabalhos (inscrições): 31 de julho de 2008

Prazo para Homologação das inscrições: 31 de agosto de 2008

Avaliação (julgamento) dos trabalhos inscritos: até 10 de outubro 2008

Solenidade de entrega do Prêmio aos vencedores: 19 de novembro de 2008

Inscrições por e-m: pagf2008@yahoo.com.br Outras Informações: www.sbpjor.org.br

jornalismo univali inaugura blog

O curso de Jornalismo da Univali abriu hoje à tarde o seu blog.

A iniciativa visa estreitar mais a comunicação entre alunos e professores, bem como difundir com mais rapidez e intensidade das produções do primeiro curso de Jornalismo do interior de Santa Catarina.

Se você sabe pouco do curso – que já tem 16 anos e formou mais de 600 jornalistas – ou não passou pelo blog, dê uma passadinha por lá: http://blogdojornalismo.wordpress.com

prêmios para blogs e inovação na web

Saíram os vencedores do 2º Prêmio Espiral Edublogs 2008!

Saíram os vencedores do Knight News Challenge!

 

marques de melo fala dos gêneros jornalísticos

A perspicaz Lia Seixas entrevistou – no último sábado – o professor José Marques de Melo, a “maior referência brasileira no assunto gêneros jornalísticos”.

A primeira parte da entrevista foi ao ar hoje. Veja aqui.

A segunda virá na próxima terça.

(A entrevista, longa, com bom ritmo e com diversas surpresas, vale uma aula e um seminário sobre o tema)

desembarques no governo lula

É natural que um governante troque seus subordinados e companheiros de batalha política.

É normal que alguns desses aliados deixem o governo por insatisfação, por questões pessoais ou por insustentabilidade política.

É normal o troca-troca, ainda mais quando se vai além do primeiro mandato.

Mas tava hoje cedo – no trânsito – contando os desembarques mais evidentes do governo Lula:

– Zé Dirceu saiu

– Gushiken deixou a pasta

– Ricardo Kotscho voltou pra São Paulo

– Berzoini não está mais lá

– Palocci continua em Brasília, mas não no Ministério

– Zé Genoino desembarcou

– Saíram também o André Singer, o Bernardo Kucinski e o Eugenio Bucci

– Nilcéia Freire e Waldir Pires também lá se foram

– Agora, foi a vez de Marina Silva

 

Rapidinho a gente percebe como um mesmo governante pode ter dois governos completamente diferentes. Evolução? Dissenção? Sei lá, mermão!