lançamento: políticas de comunicação

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  Fernando Paulino manda convidar:

“Em nome da equipe de pesquisadores e colaboradores do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília, LapCom/UnB, gostaríamos de convidá-los (as) para o lançamento do livro Políticas de Comunicação: buscas teóricas e práticas, no próximo dia 24, quarta-feira, a partir das 19h, no restaurante Carpe Diem, em Brasília. Seria um grande prazer contar com a presença de vocês.

Autores: Murilo César Ramos, Suzy Santos (orgs); Érico da Silveira; César Ricardo Bolaño; Valério Brittos; Othon Jambeiro; Lara Haje; Regina Luna Santos de Souza; Fernando Oliveira Paulino; Francisco Sierra; Francisco Javier Moreno Gálvez; Geórgia Moraes; Samuel Possebon; Marcus A. Martins; Israel Bayma; André Barbosa Filho; Cosette Castro; Sayonara Leal.”

Mais informações pelo brasilia@paulus.com.br  

anpedsul amplia prazo

Agora, é oficial. A Comissão Organizadora do 7º Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul (Anpedsul) prorrogou a data de recebimento de trabalhos – nas modalidades pôster e apresentação oral. A data limite agora é 19 de novembro.

Mais detalhes no site: http://www.univali.br/anpedsul

esses gaúchos

Meu post sobre os gaúchos produziu risadas e ranger de dentes. Um pouco de cada, na verdade. E uma ou outra ameaça de morte por parte de umas amigas do Rio Grande. Mas como sou corajoso – sou casado com uma gaúcha, o que significa viver com uma mulher-com-faca-na-bota -, retomo o assunto que me é sempre fascinante: identidades.

Ando por aí e não conheço nenhum povo brasileiro com identidade mais marcada e esbravejada que os gaúchos. Não apenas os reforços dos estereótipos de plantão, mas um conjunto de traços que desaguam num sentimento que me parece genético entre eles: o orgulho. São orgulhosos de seus feitos, de sua história, de sua terra, de sua cultura. São tão orgulhosos que transpiram arrogância ou um pouco de presunção. Alguns são hiperbólicos, outros megalomaníacos. Mas são invejáveis na sua disposição por fazer e acontecer, e na grande satisfação de mostrar seus feitos.

Orgulham-se de um passado sangrento; de lutar pela terra; de seus times de futebol viverem epopéias; de seus livros serem épicos; de suas vidas serem tragédias cantadas em verso e prosa. São fascinantes porque contagiam, porque envolvem e porque teorizam sobre suas existências.

Agora à noitinha, apanhei um livrinho – por conta do tamanho e não da importância, não me trucidem, gaúchos! – de um grande compositor gaúcho, Vitor Ramil: A estética do frio. Na verdade, o livro é a versão escrita bilíngüe (português, francês) de uma conferência que o músico deu na Suíça, sob o pretexto de falar de sua trajetória e de sua relação com a cultura que o cerca e que o ajuda a ser o que é. Pois Vitor Ramil, em vinte e poucas páginas, percorre sua vida e a formação de seu imaginário íntimo para determinar uma busca estética que ajude a unificar seus trabalhos e sua produção musical.

Ramil – o irmão menos conhecido da dupla Cleiton e Cledir, e o mais talentoso de todos – elege o frio como um traço distintivo do que faz e a milonga, como expressão aglutinadora do sentimento-canção que o move no seu fazer cotidiano. Ok, o frio e a milonga, a contemplação e a melancolia, mas o que tem a ver com os gaúchos? Ora, penso que muito. Se há uma intensa alegria nas tertúlias, vigora também uma saudade-de-não-sei-o-quê. Se há um orgulho de ser da terra, esse sentimento lateja em qualquer latitude que os gaúchos estejam: seja porque está feliz junto à terra natal, seja porque sente a nostalgia de um exilado, de um expatriado.

Ainda corroboro com a lenda de que há um grande plano gaúcho para conquistar o mundo. As células de disseminação disso seriam os CTGs (Centros de Tradição Gaúcha), espalhados por todo o globo. Tem gaúcho em tudo o que é lugar. Há CTGs em Rondônia, churrascarias nos Estados Unidos, torrões do pampa no Japão globalizado. Como diria Flávio Rangel, citado por Vinicius de Morais, “são as raízes!”

crise da imprensa: novas notas sobre um velho vaticínio

O jornalista e blogueiro Ricardo Noblat esteve esta semana em Florianópolis palestrando a convite da Assembléia Legislativa. Foi enfático, conforme Galarça, e até apocalíptico com relação ao fim dos jornais. Eles vão acabar loguinho e a saída pode ser os blogs, e certamente a internet.

No início do mês, a Comissão de Negócios da Cultura do Senado Francês tornou público um relatório de análise sobre a chamada Crise da Imprensa. O relatório pode ser lido na íntegra aqui, e traça inicialmente um panorama do mercado na Europa, avalia os negócios do ramo, o papel dos sindicatos, dos jornalistas e dos editores e, por fim, faz proposições.

Em resumo, as saídas propostas pelos parlamentares franceses, são:

  • Reencontrar e fidelizar o leitor
  • Conquistar o leitor
  • Sensibilizar as novas gerações
  • Favorecer a entrada dos jornais no universo numérico (leia-se aqui: tornar o negócio dos jornais perene e estável)
  • Garantir o estatuto profissional dos jornalistas (leia-se aqui: reafirmar o ethos profissional e o papel deles na sociedade)

(O relatório tem 58 páginas, em formato PDF e está em francês)

tecnologia: americanos, argentinos e gaúchos

Minha amiga Laura, que é gaúcha, mandou a seguinte notícia.  Ela jura de pé junto que saiu no jornal. Eu acredito.

“Durante escavações nos EUA arqueólogos descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam de do ano 1000. Os americanos concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época.

Os argentinos, para não ficarem para trás, escavaram também seu sub-solo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2.000 anos de idade. Os argentinos concluíram, triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital a base de fibra óptica quando Jesus nasceu!

Uma semana depois, no Rio Grande do Sul, foi publicado o seguinte anúncio:
‘Após escavações arqueológicas no sub-solo de Bagé, Santa Maria, Pelotas, Cotiporã, Fagundes Varela, Vila Flores, Vila Maria, Itapuca e diversas outras cidades, até uma profundidade de 500 metros, os cientistas gaúchos não encontraram absolutamente nada. Eles concluem que os antigos gaúchos já dispunham há 5.000 anos de uma rede de comunicações
sem-fio.”

meme da página 161

Dauro Veras me incumbiu (e a mais quatro blogueiros) a dar continuidade a este meme, surgido originalmente no Inagaki . Como Dauro manda…  passo adiante:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abrir na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.

O meu livro é Os jornais podem desaparecer?, de Philip Meyer.

A frase é:
“Primeiro, vamos fazê-lo do ponto de vista do leitor e contar apenas a percentagem bruta de erros”
Repasso a mais cinco blogueiros a missão de prosseguir com a corrente: Joel Minusculi, RogerKW, Larissa Tjelsen, Marcia Benetti e Adri Amaral.

tempo, o implacável

As últimas duas semanas têm sido terríveis.

  • Segurei as pontas na Coordenação do Mestrado porque a titular viajou
  • Saiu o resultado da avaliação trienal da pós pela Capes
  • Participei de duas reuniões desgastantes para a reforma curricular nos cursos de Comunicação da Univali
  • Minha mãe passou por uma cirurgia
  • Encaminhei artigos da Contrapontos para os pareceristas avaliarem
  • Fui banca de uma qualificação (o que significa que tive que ler o trabalho e organizar uma arguição)
  • Preparei uma orientanda minha para a qualificação dela
  • Atualizamos o Monitor de Mídia
  • Levei meu filho ao dentista
  • Participei de uma reunião no Colegiado do Jornalismo
  • Corrigi três capítulos da dissertação de outra orientanda no mestrado
  • Teve o feriadão do dia das crianças (já viu, né?)
  • Participei de reunião do grupo de pesquisa no mestrado
  • Acertei detalhes na página da Anpedsul
  • Devorei “O caçador de pipas”
  • Postei alguma coisa por aqui…

Alguém aí quer ter a vida mole que eu tenho???

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anpedsul: mais informações

O 7º Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul, a popular Anpedsul, que acontece em junho de 2008 na Univali, já tem conferencista de abertura. Trata-se do professor Nilton Bueno Fischer, da UFRGS. Ele deve centrar sua fala no tema do evento: Pesquisa em Educação e Inserção Social.

Outra novidade: a comissão organizadora deve estender o prazo de recebimento de trabalhos. Antes, era até dia 31 de outubro. Agora, trabalhos podem ser mandados até o dia 5 de novembro.

Mais informações: http://www.univali.br/anpedsul

meus professores

Tive uma meia dúzia de professores inesquecíveis em toda a minha vida. Mas passei por vários, sabe…

A lembrança mais antiga é da dona Angela, do jardim de infância. E só me lembro duas coisas dela: que era muito carinhosa e não tinha metade de um braço. Era um cotozinho, o que significa que ela cuidava da turma toda com uma mão só.

Depois, me lembro da dona Regina (da 3ª série), que chegou a me dar aulas de reposição de graça em sua casa. É que eu fiquei no estaleiro um tempo após contrair uma hepatite braba. Que dedicação aquilo! E a idéia foi dela!

Mais tarde ainda, me lembro de dois professores inesquecíveis, esses do tempo da faculdade: José Fulanetti de Nadai, um mito no curso por sua sabedoria e humor refinado, e Manoel Gonçalves Correa, que hoje está na USP e que me influenciou positivamente a seguir na carreira acadêmica. No mestrado, tive Pedro de Souza, que foi meu orientador e hoje é um amigo (friso, porque para muita gente os dois substantivos se repelem…)

Mas minha mãe também é professora. Dos filhos, fui o único a não tê-la na sala de aula. Meus irmãos dizem “ainda bem”, pois ela era disciplinadora, exigente, terrível. Pois ela não precisou me dar aulas pra ensinar um monte de coisas que hoje tento ensinar pro meu filho. Minha melhor professora fez da vida a minha escola.

20 mil visitas!

Este blog acaba de passar das 20 mil visitas, o que muito nos honra.
Estamos neste endereço há exatos 146 dias, menos de cinco meses.
Como já fiz quando alcançamos 10 mil visitas, devo satisfações a você, leitor.
  • Até agora, deixei aqui 340 mensagens (incluindo esta)
  • Neste mesmo período, o blog recebeu 524 comentários
  • Abrimos os trabalhos neste endereço do wordpress em 20/05/2007
  • Levamos 99 dias para chegar às primeiras 10 mil visitas
  • Para chegar às 10 mil visitas seguintes foram necessários outros 47 dias
  • Em 28/08/2007, nossa média era de 102 visitas diárias
  • Atualmente, a visitação média está na casa dos 137 por dia
  • O dia em que este blog mais recebeu leitores foi 23/08, quando o serviço de estatísticas do WordPress registrou 385 acessos
Quando este blog ultrapassou a marca de cinco dígitos no contador, brindamos os leitores com uma cirurgia plástica, adotando um novo template, um novo visual de página. Agora, com dez mil visitas a mais, mantemos o hábito com a esperança de que se torne uma tradição. Deixamos o modelo Connections, de Patrícia Muller, via-Wordpress, e adotamos Digg 3 Column, de WPDesigner.
 
Mais uma vez, agradeço a sua visita.
Volte mais vezes, volte quando quiser.
Ou se quiser: permaneça por aqui.

pitacos sobre a mídia

Como é domingo, e como estamos no final dele, nada demais em jogar conversa fora. Ainda mais sobre a mídia.

Nas bancas de jornal, três capas me chamaram muito a atenção ontem. Duas delas trouxeram um assunto de fundamental importância, de interesse altamente público, pauta histórica para nossas redações: o assalto a Luciano Huck.

A Revista da Semana veio com “Os ricos não podem reclamar?” Nem vou mostrar. De vergonha…

A Época – veja abaixo – faz um close-up em preto e branco e coloca uma tarja na boca do apresentador, como se tivesse sido censurado. A sorte é que a tarja não é preta, e mais parece um post-it. Só falta o Huck fazer mais beicinho e dizer que foi perseguido, silenciado…

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Mas nas bancas há coisas que nos aborrecem menos. A capa da Exame deste mês – anunciada como uma das três especiais de celebração dos 40 anos da revista – é um primor de planejamento gráfico, de criatividade e de equilíbrio. Para mim, uma das melhores capas do ano. Layout de dar inveja!!!

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Comecei com as revistas, mas terminar com a TV. TV fechada. Há poucas horas, eu me dividia entre três emissoras na transmissão da excepcional estréia brasileira nas Eliminatórias da Copa de 2010: Globo, ESPN Brasil e BandSports. Enquanto as duas primeiras enviaram narradores, repórteres e comentaristas para Bogotá, a BandSports colocou Silvio Luiz para narrar o jogo de seus estúdios em São Paulo. O repórter – vez em quando – falava ao celular com o narrador. E o comentarista era ninguém menos que o Ademar, aquele carequinha do São Caetano, lembra?

Nossa! Foi chato até. Teve uma hora em que a geradora colombiana mostrou imagens de baixo para cima que focalizavam as luzes do estádio se acendendo e gotículas de chuva ainda manchavam a lente da câmera. Silvio Luiz confundiu tudo aquilo com a chegada da lua aos céus de Bogotá…

Pior que isso só mesmo a final do Mundial de Futebol Feminino. A Band não mandou ninguém pra China e Luciano do Vale narrou o jogo daqui mesmo. No final, na hora de entrevistar as craques, a Band precisou que Pedro Bassan – da Globo – fizesse perguntas a Marta… Pode?

balanço de leituras

O antenado-zen Dauro Veras escreve em seu blog um post que mais me parece um meme. É um balanço de leituras. Faço o meu abaixo…

Lendo:

  • Os jornais podem desaparecer (Phillip Meyer): O respeitado professor de Jornalismo da North Carolina University reúne informações mercadológicas e estruturais da atividade jornalística para propor formas de salvar a pátria nas redações. Para quem procura saídas.

Recém-lido:

  • O caçador de pipas (Khaled Hosseini): Um emocionante romance sobre a amizade, a vida, as traições que cometemos, a honra que desonramos e os sacrifícios necessários para resgatar a paz no coração. Para quem procura a si mesmo.
  • O que Sócrates diria a Woody Allen (J.A. Rivera): Premiado livro ensaístico que junta cinema e filosofia, investigando em filmes aspectos psicológicos e morais. Vai na mesma linha de O cinema pensa, de Julio Cabrera. Para quem lê o cinema.

Na fila:

  • Metodologia de Pesquisa em Jornalismo (Claudia Lago e Marcia Benetti Machado): Coletânea de doze capítulos sobre métodos e técnicas de investigação científica no jornalismo. Para quem pesquisa na área.
  • Memória de elefante (António Lobo Antunes): Parte da trilogia em que o melhor autor português vivo narra as lembranças do psiquiatra de retorna da Guerra de Angola. Para quem gostar de ficção de qualidade.

Em pausa:

  • As principais teorias do cinema (J.D. Andrew): Reunião quase que didática de teoria da área, com assento francês. Para quem quer entender o cinema.

evento: distúrbios na comunicação

O curso de Fonoaudiologia e o Laboratório de Inteligência Aplicada, ambos da Univali, promovem de 19 a 21 de novembro próximos o Simpósio Catarinense de Tecnologias Aplicadas aos Distúrbios da Comunicação.

O evento é voltado para pesquisadores e profissionais das áreas da Saúde, da Educação e da Tecnologia, e traz como palestrante internacional a professora Martha S. Burns, da Nortwest University, de Chicago.

Participo do evento, compondo a mesa “Jogos aplicados à estimulação da linguagem e consciência fonológica”, junto com os doutores Rudimar Luis Scaranto Dazzi, Maria Thereza Mazorra dos Santos e Dra. Anita Maria da Rocha. É no dia 21, quarta, a partir das 16h30. 

sobre paulo autran

A morte torna os clichês tão banais, mas absolutamente necessários no seu uso.

Por isso, dizer que “a morte de Paulo Autran é uma grande perda” é – ao mesmo tempo – um lugar-comum e uma verdade difícil de contornar. O desaparecimento dele deixa uma ferida aberta no teatro brasileiro, e nas artes da interpretação de um modo geral. Ele, que dizia que “o teatro é a arte do ator; o cinema, a arte do diretor; e a TV, a arte do anunciante”, era sim um monstro sagrado, expressão desgastada pelo mau uso, pelo exagero espetaculoso de alguns.

Precisamos reconhecer. Nós, brasileiros, não temos ou tivemos ainda um autor do quilate de um Shakespeare; ou um pintor do naipe de um Van Gogh. Mas já tivemos compositores maiúsculos (como Vila-Lobos e Tom Jobim), que não devem nada a Chopin e Gershwin. E tivemos um ator que estava no mesmo patamar (ou melhor dizendo, tablado) de um Lawrence Olivier, só pra citar um emblemático. Ele era o Paulo Autran.

Alguém que viveu 85 anos, começou tarde na profissão, fez uns 20 filmes, umas quatro ou cinco novelas e noventa (isso mesmo!), noventa peças de teatro. E fez de tudo: da comédia aos clássicos, do moderno ao trágico, encarnando alguns dos personagens mais insondáveis. Basta pensar na galeria mítica de Shakespeare e escolher um grande caracter. Pensou? Pois, Paulo Autran passou por Shakespeare, Moliére, Tennessee Williams, Sófocles, Millôr Fernandes, Pirandello, Sartre, Beckett, Bernard Shaw, Arthur Miller, Flavio Rangel, Mauro Rasi, João Cabral de Mello Neto, Vianinha, Harold Pinter, Ibsen, Brecht, Maria Adelaide Amaral, e tantos mais.

Foi dirigido por dezenas. Contracenou com várias gerações. Foi premiado e homenageado, e tornou-se uma espécie de símbolo do teatro brasileiro, como outros foram em seus países.

 Faz uns quatro anos, eu o vi em “Variações Enigmáticas”, ótimo texto de Eric-Emmanuel Schmitt. Autran dividia o palco com Cécil Thiré, filho de sua parceira em outras tantas produções (Tonia Carrero). Paulo Autran esbanjava. Ocupava a cena com grande facilidade e familiaridade, como se conhecesse cada centímetro do palco. Dava os textos como se pensasse aquelas frases e não apenas as decorasse. Sentia os diálogos e – mais importante para os atores – ouvia os colegas, jogava. Ele já tinha mais de oitenta anos e se mostrava mais em forma que Thiré. Jovial sempre, Paulo Autran morreu num dia da criança.

web 2.0: fácil, fácil

Michael Wesch, professor assistente de Antropologia Cultural da Kansas State University, fez um videozinho de quatro minutos que é uma aula sobre web 2.0. Nele, você encontra escrita colaborativa, pensamento não-linear, agregação de conteúdo, etnografia digital, e os impactos de uma web em expansão com as nossas impressões digitais.

A dica do vídeo é da minha orientanda no mestrado, Marli Vick Vieira, e o vídeo é este aí embaixo…

é a vez de renan na playboy

Meu amigo Frank Maia tem uns contatos fortes na Playboy.
Como as coisas andam muito bem por lá – a edição da Monica Veloso “tá bombando” -, os caras da Abril querem continuar na mesma linha. Já até decidiram quem será a capa do mês que vem

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dá nojo, viu!

Outro dia, o Luciano Huck fez beicinho por ter sido assaltado e perder o seu relógio caríssimo.

Mês passado, a Hebe e o João Dória Jr. faziam cara de indignados, cantando o Virundum em seu protesto-chique.

Dia desses, vi que Sergio Malandro, Gretchen, Léo Áquila e Rita Cadilac filiaram-se a partidos e devem disputar eleições municipais ano que vem.

Dias atrás, passei pelo programa do Amaury Jr e o vi abraçado com Orestes Quércia, gargalhando no rol do Jóquei Clube de São Paulo.

Soube ainda que Boninho e Narcisa Tamborindengui atiram coisas contra pobres de suas confortáveis sacadas.

Semanas atrás, Aloisio Mercadante defendeu Renan Calheiros, enquanto Ideli Salvati se aliava a José Sarney para a mesma manobra.

Estamos bem. Nossos artistas, nossos modelos de conduta, nossas autoridades mostram – a cada dia – que é possível se superar.

eleições na sbpjor

A Comissão Eleitoral da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) anunciou oficialmente que apenas uma chapa se inscreveu para o processo sucessório da entidade. As eleições acontecem durante o 5º Encontro Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo que vai de 14 a 16 de novembro próximo em Aracaju, Sergipe.

A única chapa inscrita é liderada por Carlos Eduardo Franciscato, professor da Federal de Sergipe, que deve suceder Elias Machado, que permaneceu à frente da SBPJor por dois mandatos, desde a sua criação em 2003.

A composição da chapa Diálogo e sua carta-programa podem ser conhecidos aqui: carta-programa-da-chapa.pdf

uma charada para o domingo

 Aos fiéis leitores, aos visitantes bissextos e aos pára-quedistas bem-vindos,

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Afinal, de quem são os olhos monitoradores do banner aí acima neste blog?

(O primeiro a acertar leva como prêmio um livro à escolha)

Wikipedia agitou o debate sobre a blogosfera brasileira

Ouvi o arquivo em áudio do debate promovido pelo Digestivo Cultural sobre blogs no Brasil. Com mediação de Julio Daio Borges, a discussão durou quase duas horas e teve na mesa Alexandre Inagaki, Marcelo Tas e Pedro Doria. A conversa, que aconteceu em São Paulo, foi bastante animada, com cara de papo de boteco, bem divertida.

 

Foi interessante ouvir o que pensam alguns dos blogueiros mais antigos e bem sucedidos no país. Inagaki, por exemplo, queixou-se da ainda incipiente profissionalização da blogosfera nacional. Para ele, ainda há muito copia-e-cola e pouca apuração, pouca disciplina de postagem e controle de qualidade. Doria é mais otimista e pensa que o que temos hoje ainda não é a blogosfera brasileira que podemos ter, mas que isso é uma questão de tempo. Tas se diz cada vez mais interessado nas produções em vídeo na internet (e particularmente em blogs), um oásis de criatividade e ousadia que dá um banho na publicidade mainstream.

 

Mas o debate pegou fogo mesmo quando Pedro Doria deu de ombros para a Wikipedia, argumentando que ela não era confiável. Tas, sempre bem humorado, reagiu: “Que isso?! Pedro, fala baixo! Pessoal, pára de gravar. Corta! Corta aí”. A gargalhada foi geral. Polarização. Pedro Doria reforçou sua descofiança com a Wikipedia, dizendo que fraudar verbetes é muito fácil e rápido. Tas rebateu, citando pesquisa recente que compara a enciclopédia virtual à tradicional Britânica e revela margem de erro idêntica entre elas.

De novo a questão de credibilidade, da confiabilidade, assunto que sempre retomo. No Mestrado em Educação da Univali, oriento uma dissertação que investiga essa questão, centrada basicamente no uso da Wikipedia em ambiente escolar e por alunos do ensino superior. Como a pesquisa está em andamento, não posso adiantar seus resultados. No entanto, acho que esse tema já fertiliza os corredores das escolas e as salas de professores. Os mestres discutem se aceitam ou não trabalhos que tenham como referência a Wikipedia. Alunos – numa assustadora maioria – fazem o copy-paste dos verbetes da enciclopédia virtual (como antes faziam à mão das enciclopédias de papel nas bibliotecas).

O que você pensa disso? A Wikipedia é confiável? Você já a usou como referência em trabalhos escolares? Seus professores aceitaram? Você, professor, recomenda a Wikipedia a seus alunos?

blade runner e o que veio depois

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 A conectada Adriana Amaral comenta a entrevista que Ridley Scott deu à Wired sobre os 25 anos de lançamento de Blade Runner. Na versão eletrônica da badalada revista, pode-se ler e ouvir a entrevista, e é maravilhoso revisitar um futuro tão perturbador numa obra tão poderosa. Tanto é que a própria Wired traz num bem produzido infográfico as influências causadas pelo filme em diversas manifestações culturais, que vão da música à linguagem, da arquitetura aos quadrinhos, do cinema à moda.

Sou suspeitíssimo para comentar Blade Runner. É o filme da minha vida. Onde o policial tromba com o filosófico, onde as aparências chapam a realidade e nos conduzem para equívocos certeiros. Onde o drama de um solitário se espalha como grande questão da humanidade. Ontologia, globalização, sobrevivência, multiculturalismo, podridão ambiental, estética noir, robôs que choram, humanos que não choram.

25 anos depois de ser lançado, Blade Runner não descoloriu, não amarelou, não ficou esmaecido. É recente, é atual, é perene. Não adivinhou o futuro, mas quem disse que ele se propunha a isso? E quem disse que, de certas formas, não tenha antecipado o futuro? Nos acotovelamos com ciborgues nos elevadores, nos submetemos a tratamentos que desafiam a ciência e a lógica, nos afundamos em nossas vidinhas medíocres, sucumbimos à catástrofe ambiental, e cada vez menos sabemos o que é, afinal, ser humano…

bienal ibero-americana de comunicação

Já podem ser lidos, baixados e consultados todos os textos da VI Bienal Iberoamericana de Comunicación, que aconteceu no mês passado em Córdoba, Argentina. O tema foi “Movimentos Sociais e meios na consolidação das democracias”.

Vá à fonte!

credibilidade da mídia: novos números, velhas questões

A questão mais importante para a mídia é a da credibilidade. Tanto faz se estamos falando de jornais tradicionais ou de novos meios de comunicação. O problema da confiabilidade do veículo e das informações que transmite está intimamente ligado a aspectos como a qualidade do serviço de comunicação prestado, a penetração e manutenção em mercados, e a própria sustentabilidade dos negócios da mídia.

Neste sentido, não é exagerado dizer – como já o fez Eugenio Bucci em seu Sobre Ética e Imprensa – que a credibilidade é o maior patrimônio que um jornalista pode ter. Sem ela, não há respeito por parte dos pares e das fontes de informação, não há respeito por parte dos empregadores e consumidores de informação. Jornalista sem credibilidade é como cirurgião sem mãos. Não há saída.

 A dança dos números
Nesta semana, li duas pesquisas que me chamaram a atenção. A primeira delas foi patrocinada pela Associação dos Magistrados do Brasil sobre a imagem e a confiabilidade de instituições públicas. Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, a pesquisa ouviu por telefone 2011 pessoas em todo o Brasil no período de 4 a 20 de agosto passado. Lanço alguns dados aleatórios:

  • 75,5% das pessoas disseram confiar na Polícia Federal
  • 74,7% disseram confiar nas Forças Armadas
  • 81,9% disseram não confiar nos políticos
  • 50% não confiam na Justiça, mas 71,8% dizem confiar nos juizados de pequenas causas
  • 84,9% dos ouvidos acreditam que a corrupção pode ser combatida
  • 59,1% confiam na imprensa enquanto que 32,4% não confiam

A segunda pesquisa a que tive acesso foi desenvolvida pelo Ibope e concentra-se em elementos para determinar sustentabilidade. Para isso, foram ouvidos 537 executivos de 361 grandes empresas brasileiras.

Lanço alguns resultados:

  • Instituições governamentais inspiram maior confiabilidade
  • No Estado, o setor que ainda se mantém bem é o Correio
  • Para 52% dos entrevistados, a Tv aberta é confiável sempre. Mas este percentual era de 61% há dois anos
  • Os índices de alta confiabilidade caíram também para os jornais (de 79 a 73%), para a TV fechada (de 74 a 67%) e para as emissoras de rádio (de 81 para 71%)
  • Os índices de “confia sempre” se mantiveram entre as revistas (87%)
  • Só na internet é que a coisa melhorou um pouquinho, de 49% passou para 50%
  • Apesar da queda da confiabilidade alta, o jornal impresso ainda é o de maior credibilidade entre os entrevistados

Quando se olha para outro aspecto, a percepção de eficiência dos meios, um aspecto chama a atenção. Internet e TV fechada são os principais meios. A internet saltou de 29% em 2005 para 75% este ano. TV fechada passou de 24% para 54%. Do outro lado da gangorra, ainda no quesito “percepção de eficiência dos meios”, os jornais despencaram de 34% para 18%, as revistas caíram de 48% para 25%, a TV aberta caiu de 65% para 49% e as emissoras de rádio de 34% para 20%.

Dos números às conclusões 
Pesquisas existem aos montes. Umas mais confiáveis, outras menos. Inclusive as pesquisas sobre confiabilidade das instituições. No caso das que acabei de citar, trata-se de estudos que, se não acertam na pinta, não ficam muito longe do alvo. As duas pesquisas convergem no sentido de que a mídia vem perdendo credibilidade como outras instituições nos últimos anos. E é possível perceber – pelo menos no estudo do Ibope – que a queda da credibilidade dos meios tradicionais pode estar diretamente ligada à queda da percepção de suas eficiências como veículos. Basta juntar os números e perceber.

Os meios tradicionais têm caído no conceito das pessoas porque não têm atendido às suas expectativas. Isto é, credibilidade rima como eficiência, com qualidade.

Na verdade, esse vínculo necessário não é nenhuma descoberta milagrosa dessas pesquisas. Os números apenas reforçam e nos lembram que não se pode fazer omeletes sem quebrar ovos. Isto é: jornalismo de qualidade/comunicação eficiente garante os corações e as mentes do público…

nova edição do monitor de mídia

Acabamos de colocar na rede a edição nº 133 do Monitor de Mídia.

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www.univali.br/monitor

gaveta do autor atualizado

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Vá ao site

um manual que deixa a desejar

A Fenaj deixou em sua página a versão eletrônica para download do seu Manual de Assessoria de Comunicação Imprensa 2007. Esta é a quarta edição “revista e ampliada” e conta com 45 páginas. Para baixar, clique aqui. Mas não se anime tanto: o manual poderia ser bem melhor. Rapidamente, aponto seis problemas:

  • A contextualização histórica do exercício profissional em assessoria “no mundo” e “no Brasil” é apressada e até primária. Penso até que um manual como esse poderia prescindir disso, mas como ele inicia com isso…
  • A seção “O que o futuro reserva” é limitada, e não traça perspectivas tão claras e confiáveis.
  • No trecho do perfil do profissional, acho que a Fenaj poderia trazer dados de pesquisas que mostrem como é esse assessor no Brasil, por regiões, quem sabe por setores de atuação, etc… Além do que, esses dados permitiria pensarmos em públicos e mercados nesse segmento…
  • Na parte em que o manual afirma que “assessoria de imprensa é função de jornalista”, a Fenaj relaciona trechos da legislação que regulamenta a profissão de jornalista, pinçando frases que podem sustentar uma defesa nesse sentido. Ok, mas há um problema. A Fenaj nem menciona que os relações públicas têm uma regulamentação profissional mais atual que a nossa e que eles, sim, estão tecnicamente habilitados (isto é, regulares diante da lei) para atuar na área.
  • A bibliografia no final do volume não é atual, e conta com títulos que há muito deixaram as estantes das livrarias, pois estão esgotados ou superados;
  • O manual traz a composição da Comissão de Jornalistas em Assessoria de Comunicação da Fenaj desde 1990. A quem interessa isso?

Pra não dizer que só falei mal, destaco dois pontos positivos no manual:

  • Ele traz o novo código de ética dos jornalistas, aprovado há poucos meses;
  • O manual traz um modelo de contrato de prestação de serviços que os jornalistas – enquanto assessores – podem usar.

uma série para não perder de vista

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O Observatório da Imprensa está publicando uma série de quatro artigos de Eugenio Bucci sobre jornalismo, liberdade e responsabilidade social. O conjunto tem o título geral “A imprensa e o dever da liberdade – a responsabilidade social do jornalismo em nossos dias”. Alguns dos textos vão compor um livro que a ANDI deve lançar ainda este ano, articulando conceitos como desenvolvimento humano, políticas públicas e jornalismo responsável.

  • O primeiro artigo do jornalista foi “A missão de servir ao cidadão e vigiar o poder” e pode ser lido aqui.
  • O segundo artigo, publicado esta semana no OI, é “A liberdade de imprensa entendida como um dever”, e pode ser conferido aqui.

Esta é uma série que não pode ser ignorada por aqueles que se interessam por pensar o jornalismo na sua dimensão ética e prática com a sociedade.

claude-jean bertrand: um tributo

Outro dia, estranhei a nota de Manuel Pinto no Mediascopio de que Claude-Jean Betrand teria morrido.

Cacei a informação nas edições eletrônicas dos jornais franceses e norte-americanos e não vi nada. Deixei um comentário no Mediascopio, e Manuel Pinto tornou a confirmar o ocorrido reproduzindo, inclusive, email com a informação encaminhado por familiares.

É uma pena o passamento de Claude-Jean Bertrand. O teórico francês foi responsável internacionalmente por uma retomada – sob um certo viés – da discussão sobre a responsabilização das mídias pelos efeitos que causam as notícias. No Brasil, a Editora da Universidade do Sagrado Coração (Edusc) lançou dois títulos de Bertrand: A Deontologia das Mídias e O Arsenal da Democracia. E temos ainda tão poucos trabalhos de fôlego na área da ética e da deontologia que tais títulos foram fácil e rapidamente absorvidos por professores e alunos, que logo os trouxeram para suas bibliografias básicas.

Betrand cunho o conceito de MARS ou MAS, dependendo do título e da tradução. Trata-se de meios para assegurar a responsabilização dos meios de comunicação. Esse conjunto de dispositivos e ações vão de ombusman a revistas especializadas, conselhos de imprensa a quadros nas redações, etc.

Embora eu tenha uma ligeira crítica ao conceito, ele vem a calhar e muito nos auxilia a pensar um outro lugar para os meios de comunicação no panorama contemporâneo e na vida social como um todo. Bertrand contribuiu, e a perda de um intelectual nos dias de hoje não é luxo que podemos ter. 

saem os premiados do Adelmo Genro Filho

Foram divulgados hoje os vencedores do Prêmio Adelmo Genro Filho, uma promoção da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR).

Reproduzo a nota oficial de anúncio:

“A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo revela os resultados do Prêmio Adelmo Genro Filho – edição 2007. A coordenadora do prêmio, professora Márcia Franz Amaral, da Universidade Federal de Santa Maria, informa que houve 30 trabalhos de 24 instituições diferentes inscritos nas categorias Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Sênior. A entrega do Prêmio será feita durante o 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, na cidade de Aracaju (SE), de 15 a 17 de novembro.As Comissões Julgadoras das categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado foram formadas de cinco membros, designados pela coordenadora da premiação, sendo quatro membros entre os sócios plenos (doutores) da entidade, e o quinto membro escolhido entre os integrantes do Conselho Cientifico da SBPJor. A categoria sênior foi julgada pelo conjunto dos membros do Conselho Científico e da diretoria executiva da SBPJor.
As Comissões avaliaram os seguintes quesitos: mérito científico, adequação ao campo do jornalismo, metodologia, originalidade, uso correto da bibliografia, inovação conceitual/teórica ou experimental/aplicada sobre o jornalismo.
Os vencedores foram os seguintes:

  • Categoria: Sênior
    Profa. Dra. Christa Berger
    Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Categoria: Doutorado
    Título do Trabalho: Uma trajetória em redes: modelos e características operacionais das agências de notícias: modelos e características operacionais das agências de notícias, das origens às redes digitais: com estudo de caso de três agências de notícias
    Autor: José Afonso da Silva Júnior
    Orientador: Marcos Silva Palácios
    Instituição: Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia
  • Categoria: Mestrado
    Título do Trabalho: A qualidade da informação jornalística: uma análise da cobertura da grande imprensa sobre os transgênicos em 2004
    Autor: Carina Andrade Benedeti
    Orientador: Luiz Gonzaga Figueiredo Motta
    Instituição: Mestrado em Comunicação/Universidade de Brasília (UnB)
  • Categoria: Iniciação Científica
    Título do Trabalho: O uso da infografia na revista Saúde!
    Autor: Elaine Aparecida Manini
    Orientador: Tattiana Teixeira
    Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina
  • *Menção Honrosa na categoria Iniciação Científica
    Título do Trabalho: Nuances de Análise Histórica do Jornalismo: homens, mulheres e a cidade nas páginas do Diário dos Campos (1910-1923)
    Autor: Felipe Simão Pontes
    Orientador: Sérgio Luiz Gadini
    Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa”

PARABÉNS AOS VENCEDORES E A SEUS ORIENTADORES!!!

a família está completa

Acaba de sair mais uma geração de livros da Coleção Plurais Educacionais, que coordenamos lá no Mestrado em Educação da Univali.

No ano passado, lançamentos Mídia e Conhecimento – Percursos Transversais (org. de Solange Puntel Mostafa e Rogério Christofoletti), Estética e Pesquisa – Formação de Professores (org. de Luciane M. Schlindwein e Angel Pino Sirgado), Currículo e Avaliação – Investigações e Ações (org. de Amândia Maria de Borba, Cassia Ferri e Verônica Gesser) e Ética e Metodologia – Pesquisa na Educação (org. de Antonio Fernando Guerra, Valéria Silva Ferreira e Tânia Raitz).

Agora, saíram Educação Ambiental – Fundamentos, Práticas e Desafios (org. Antonio Fernando Guerra e José Erno Taglieber), Educação e Trabalho – Itinerários de Pesquisa (org. de Tania Raitz e Elisabeth Caldeira Villela), Infância e Linguagem Escrita – Práticas Docentes (org. Valéria Silva Ferreira) e Educação e Lingüística – Ensino de Línguas (org. José Marcelo de Freitas Luna).

Esses títulos serão lançados na 30ª Reunião Anual da Anped, que acontece na semana que vem em Caxambu (MG) e podem ser encontrados na Editora da Univali.

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