disputa

Duas chapas concorrem à direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e as eleições acontecem de 16 a 18 de julho deste ano. A situação tenta a reeleição de Sérgio Murillo de Andrade à presidência com a Chapa 1 – Orgulho de ser Fenaj. O grupo de oposição articulou a Chapa 2 – Luta Fenaj!, tendo à frente Dorgil Marinho.

A briga está esquentando. Há algumas semanas, na lista eletrônica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), membros das duas chapas fizeram investidas, tentando capitalizar apoios. Sobraram algumas farpas aqui e ali. Natural.

Conheço poucos colegas da Chapa 2, mas sinto que desta vez a oposição vem mais articulada do que em vezes anteriores. Já fui muito ligado a alguns colegas da Chapa 1, e sinto também que o grupo sofreu muito desgaste nos últimos anos por conta do projeto de criação de Conselho Federal de Jornalismo, da Guerra pelo Diploma, e agora por conta do apoio a Hugo Chávez. Acho que a Chapa 2 não tem ainda condições políticas nacionais de vencer nas urnas. Por outro lado, vejo a Chapa 1 comprometida com alguns ranços que só corróem suas bases.

Em Minas, no dia 5, aconteceu o primeiro debate entre as chapas, mas a coisa deve pegar mesmo a partir de agora. Pela internet, os torpedos já começam a chegar. A Chapa 1 tem site e dispara e-mails pedindo apoio. A Chapa 2 não fica atrás. Seu site também tem seção para deixar apoios. Aliás, o site dá, inclusive, na página de entrada número de conta bancária para quem quiser $$$ ajudar $$$.

Veja o programa da Chapa 1.

Veja a composição da Chapa 1.

Conheça o programa da Chapa 2.

Conheça a Chapa 2.

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crítica de mídia

Da Argentina, há um projeto interessantíssimo chamado Centro de Estudios y Observación de Medios (CEOM), da Universidad Nacional de La Plata.

Da Espanha, há o SOI, Servicio de Observación sobre Internet, um observatório digital.

Da Bahia, existe o blog Leia Mídia, de Marvin Kennedy.

lançamento

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Do release…

“A Intercom e a ECA-USP estão lançando o livro Ensino da comunicação: qualidade na formação acadêmico-profissional, resultante  do I  Endecom – Fórum Nacional em Defesa da Qualidade do Ensino de Comunicação, realizado em São Paulo em 2006, numa parceria entre a Intercom e a ECA-USP.  O evento do I Endecom, centrado no tema  “Ensino de qualidade para todos: a batalha do novo século”, integrou a comemoração dos 40 anos de fundação da ECA-USP (1966-2006) e o lançamento do livro ocorre no ensejo da comemoração dos 30 anos da Intercom (1977-2007).

A obra teve o patrocínio da Arco – Associação de Apoio à Arte e à Comunicação, podendo ser requisitada através dos e-mails arco_central@yahoo.com.br ou intercom@usp.br. Organizada por Margarida M. Krohling Kunsch, ela se divide em três partes: Qualidade no ensino superior; Mercado de trabalho de comunicação; Padrões de qualidade para o ensino de comunicação. Em 216 páginas, se reproduzem as contribuições trazidas para as sessões plenárias pelos seguintes autores, aqui mencionados em ordem alfabética: Claudia Moura, Eduardo Meditsch, Eugênio Bucci, Eunice Durham, Ivone Oliveira, Jaime Giolo, João Winck, Joaquim Valverde, José Schiavoni, José Marques de Melo, Margarida Kunsch e Neusa Gomes”.

mais media on

Ainda do Terra, um dos realizadores do Media On, junto com o Itaú Cultural, com apoio da BBC Brasil, CNN.com e Abracom:

Internauta é colaborador, segundo diretora da BBC

 Mídia tradicional não deve temer força da internet

Veja mais no site do evento

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media on

O Portal Terra está cobrindo o Media On, que discute o futuro do jornalismo online. O evento termina hoje, mas você já pode acompanhar as coisas por aqui…

Seminário discute a formação do jornalista

Internet englobará todas as mídias

Media On discute relevância dos blogs

New York Times não teme internet (vídeo)

Fluxo das informações na internet

Vozes independentes na web (vídeo)

Hoje, a programação é esta:

Painel 5 – A construção do conteúdo e o jornalismo colaborativo

  • O impacto dos blogs, podcasts: a interatividade na produção jornalística.
  • O processo de produção e edição no ambiente online.
  • Como conviver com a inevitável automação de conteúdo e agregar valor à produção de notícias e reportagens.
  • A qualidade e checagem de informação e de textos no tempo real.

Mediador:
Helio Gurovitz – Diretor de Redação da Revista Época

Debatedores:
– Ricardo Noblat – Blogueiro e Colunista do Jornal Globo
– Sally Thompson – Diretora de Novas Mídias da BBC
– Julián Gallo – Jornalista Argentino especializado em temas tecnológicos e consultor de meios interativos. Edita o blog Mira!

Painel 6 – Desafios para a mídia tradicional

  • Os valores do jornalismo e as novas mídias
  • Como reinventar os produtos jornalísticos e enfrentar novas audiências e novos mercados
  • A reorganização das redações

Mediador:
Milton Jung – Âncora da Rádio CBN

Debatedores:
– Mário Magalhães – Ombudsman da Folha de São Paulo
– Sidnei Basile – Diretor Secretário Editorial e de Relações Institucionais da Editora Abril
– Caio Túlio Costa – Diretor Presidente de Internet da Brasil Telecom

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antenadíssimo

Manuel Pinto, em seu blog, lista algumas leituras bacanérrimas sobre as discussões mais acaloradas e atuais sobre o jornalismo. Cito textualmente:

  • Que potencialidades tem um blogue? – Responde Jay Rosen: “A Blog is a Little First Amendment Machine” e o impacto sobre o jornalismo é grande. “As it moves toward the Web, journalism will have to adjust to these conditions, but a professionalized press is having trouble with the shift because it still thinks of the people on the other end as an audience–an image very deeply ingrained in professional practice.”
  • Futuro dos jornais: dez coisas – Ryan Sholin, do blogue Invisible Inkling apresenta “10 obvious things about the future of newspapers you need to get through your head“. Vale pelos dez pontos e vale pelos comentários.

uol sai na frente

Em 1989, a Folha de S.Paulo veio com a novidade: ombudsman!

Depois, outros jornais adotaram a idéia.

Teve até emissora de rádio e de TV, a TV Cultura de São Paulo, que abraçou o conceito.

Agora, é a vez da web. O Uol anunciou a criação do cargo de ombudsman. Bom, muito bom.

RSS…

Quem, afinal, usa RSS?

BlogMundi responde, explica e sugere vídeo que ensina usar.

Fácil, fácil.

compós

Tá rolando em Curitiba a 16ª Compós.

Veja o site do evento.

Passe pelo blog do evento.

Já estão disponíveis os anais do evento.

marta tem razão

Não entendo o brasileiro.

Teve gente que ficou brava diante do conselho da ministra do Turismo, Marta Suplicy, sobre como reagir frente às imensas filas dos aeroportos. Ela disse: Relaxa e Goza!

Não entendo porque tanto diz-que-diz. A ministra é sexóloga. Há 20 anos falava na TV de vagina, pênis e outras regiões pudentas. Ensinava educação sexual. Então, a ministra falar em gozar é coerente, inclusive politicamente.

Tem outra: a ministra gozou da nossa cara. Eta, povinho sem humor!

A semana

Sexta, dia 8: uma deliciosa surpresa, o coração em festa.

Sábado, 9: outra visita prazerosa, um robalo grelhado, camarões com catupiry, o estômago em festa.

Domingo, 10: preguiça, memórias, descanso, o esqueleto em festa.

Segunda, 11: trabalho, fechamento de ciclos e novos contatos.

Terça, 12: trabalho, trabalho e trabalho, discussão, desgaste, decepção.

Quarta, 13: ergo a cabeça, sacudo a poeira e parto pra vida. Ela precisa ser vivida.

Ausência

Estive fora da casinha uns dias. Não posto há quase uma semana, tempo o suficiente para colocar as idéias no lugar e embaralha-las novamente.

Desculpe a ausência. Agradeço os comentários dos últimos dias. E o jeitão emotivo – muitos de vocês já acertaram: é a idade. Fiz 35. Para alguns, é pouco; para outros, já é o bastante; para mim, é o que conta.

Sendo realista ao extremo, posso considerar que se tiver alguma sorte, estou na metade do caminho, restariam mais uns 35 pela frente. Não é pouco nem muito.

Se eu tiver um pouco mais de sorte, verei os 70 pelo retrovisor, mas a marcha já estará mais lenta. De qualquer forma, a gente segue. A vida é mais.

contabilidade

Hoje é dia 9 de junho.

Comecei os trabalhos neste endereço no dia 20 de maio, após dois num outro endereço, no UOL.

E passados vinte dias de intensa blogagem, as estatísticas aí ao lado apontam para mais de mil visitas neste período.

Agradeço a todos que por aqui passaram. E agradeço mais aqueles que deixaram seus comentários.

(Esses dias ando emotivo. E nunca é demais agradecer. Merci mon amis)

dia da criação (1)

Trechinhos de “O dia da Criação”, do sempre maravilhoso Vinicius de Moraes:

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

 

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

 

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

dia da criação (2)

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.

Vida moderna

Larissa Tietjen conta as ciber-doenças já diagnosticadas pela revista New Scientist.

Se formos ver com cuidado, não sobra ninguém… Tá tudo dominado e contaminado.

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Mais coisas na Gaveta

O site literário Gaveta do Autor está com nova edição.

Vá conferir!

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Inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho

A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo recebe as inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo até o dia 15 de agosto, nas categorias Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Sênior.
A premiação pretende institucionalizar a pesquisa em jornalismo e reconhecer anualmente os colegas que apresentaram contribuições relevantes para o campo. Os primeiros colocados receberão um diploma e uma placa durante o V Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, 15 a 17 de novembro em Aracaju (SE).
A partir desta edição, qualquer associado poderá indicar candidaturas para receber o Prêmio Adelmo Genro Filho na categoria Sênior, destinada a reconhecer anualmente o pesquisador que, pelo conjunto da trajetória, tenha colaborado com a consolidação do jornalismo como área científica. As candidaturas deverão ser apresentadas em formulário próprio disponível na seção PAGF do sítio web da SBPJor, de acordo com o calendário oficial da premiação. Com a modificação do regulamento para a categoria Sênior, a diretoria científica espera estimular a participação dos associados e aumentar o interesse nesta modalidade que não registrou nenhuma inscrição em 2006.

diário de vitória (3)

 

 

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Já passou das 20 horas e estou exausto.
Preciso de um banho urgente.
Vamos interromper nossa programação para a troca de transmissores.

Próximos passos

O encontro da Renoi terminou na noite deste sábado com perspectivas muito positivas para a continuidade dos trabalhos da rede. Entre as próximas ações estão a publicação do livro Observatórios de Imprensa: olhares da cidadania, o estudo para implantação do site da rede, e a definição de uma política de auxílio aos nós em formação da Renoi.

Evento de imersão

O terceiro e último dia do Encontro da Renoi foi marcado por profundas discussões sobre a natureza da rede, seu foco, direção e futuro. Logo pela manhã, os participantes da rede debateram exaustivamente essas questões, preparando o terreno para a plenária marcada para o final da tarde.

Por consenso, foi alterada a programação do evento, antecipando a plenária para o início da tarde e colocando a mesa de discussão de metodologias de análise de mídia em seguida.

A plenária iniciou depois das 15 horas e só terminou quando já passavam das 18. Cansados, suados e determinados, os heróis da resistência que sobreviveram à maratona do encontro assistiram à apresentação de Victor Gentilli e à proposta de Josenildo Guerra de produção experimental monitorada.

maratona

O segundo dia do evento não foi fácil: começou às 8 e não parou antes das 20 horas, exceto para almoço de hora e meia. A programação previa atividades até as 18h30, mas os muitos debates sobre a natureza e função atual do jornalismo estenderam o encontro para além do esperado.

Alunos e professores, valentemente, mantiveram-se na sala até fim.

Por falar em valentia, Valentina – a filha de Angela Loures – deu provas cabais de que não se verga. A garotinha de onze anos acompanhou a mãe o dia inteiro no evento. E não a vi reclamar nem um minuto… bicha braba!

mantras

Os mantras mais evocados hoje no segundo dia do encontro da Renoi foram:

– Precisamos ter um diferencial para a rede;

– Precisamos focar mais e definir metodologicamente a Renoi.

Influência no desenvolvimento pode sustentar atuação dos observatórios

Guilherme Canela, da ANDI, defendeu de forma categórica a estreita relação que devem ter imprensa e desenvolvimento como justificativa para uma efetiva crítica de mídia. “Diversas entidades e organismos têm eleito a ligação e a contribuição para o desenvolvimento como suas prioridades. Claro que há muitos conceitos para isso, mas escolhemos essa noção para o trabalho da ANDI e seus parceiros”, disse, lembrando que a Rede ANDI contém onze pólos de atuação no país e reúne treze países na América Latina. (Para se ter uma idéia, a ANDI monitora diariamente 220 jornais no continente!)

Segundo Canela, essa ligação entre meios de comunicação e desenvolvimento dos países pode se manifestar em diversas temáticas. A ANDI percebeu que, ao menos no Brasil e no início dos anos 90, as preocupações com as coberturas de infância e adolescência eram prioritárias no que tange ao desenvolvimento social, fato que ajudou a definir o próprio perfil da entidade.

Para Guilherme Canela, ao se apegar ao conceito de desenvolvimento, os observatórios de imprensa conseguem sair do mero monitoramento dos meios e retroalimentam a imprensa, contribuindo para seu verdadeiro aumento de qualidade.

Projetos em consolidação aceleram

A mesa com os relatos sobre as experiências mais recentes da Renoi mostrou que esses projetos em formação estão em ritmo acelerado. Ângela Loures, da Renoi Vale do Paraíba, informou que está estruturando sua equipe, já colocou seu site na internet e busca de apoio da Pró-reitoria de Extensão da Unitau para atualizações mais freqüentes e mais infra-estrutura operacional. Em paralelo, a própria Ângela atua junto à imprensa local, dando visibilidade do monitoramento feito pelo seu projeto. A pesquisadora faz parte do Conselho de Leitores do jornal Vale Paraibano, o mais influente na sua região.

No Rio Grande do Sul, Marcos Santuário lidera o Mídia em Foco, projeto em gestação na Feevale. Lá, o site do projeto que deve monitorar a imprensa gaúcha está em fase de preparação e há planos para programas televisivos de debates.

Ananias de Freitas, o Zeca, relatou que na PUC de Minas os esforços para a instalação de mais um observatório de imprensa visam vincular fortemente o projeto à estrutura curricular do curso de Comunicação, onde ele mesmo ministra a disciplina de Ética e Crítica de Mídia. “Vem sendo articulado um outro projeto também, o Observatório das Metrópoles, e queremos acoplar o nosso observatório de meios de comunicação a isso”, completou.

Da Paraíba, Wellington Pereira contou a trajetória de seu grupo de pesquisa, o Grupecj, que existe desde 2002 e sempre se pautou nos estudos da sociologia do jornalismo, imersos nas discussões sobre o cotidiano neste campo. “O Grupecj ainda está buscando parceiros e sustentação para a análise da mídia, e estamos prioritariamente trabalhando com jornais impressos”, disse. Suas preocupações são de ordem metodológica. “Não se trata de fazer da crítica da mídia, a mídia das críticas, é preciso mais”.

Mesmo tendo uma longa trajetória de observador dos meios de comunicação, Victor Gentilli fechou a mesa das experiências recentes da Renoi, relatando a sua trajetória desde o final dos anos 80.

Renoi preocupada com sua vocação

“O que é que nós viemos fazer aqui? O que queremos com a Renoi”. Os questionamentos foram feitos por dois destacados participantes neste segundo dia do 1º Encontro Nacional de Observatórios de Imprensa da Renoi: Luiz Gonzaga Motta, do Mídia e Política, e Guilherme Canela, da ANDI.

As indagações surgiram em meio aos debates da mesa sobre os relatos das experiências mais recentes, logo no meio da manhã. E trouxeram à tona a discussão sobre a estrutura atual que sustenta a rede e os seus futuros passos. “Precisamos discutir como acentuar os laços que unem os projetos da Renoi, e isso passa por uma organização interna”, completou Josenildo Guerra, da UFSE, que sugeriu que abríssemos um espaço na programação do evento, específico para essa discussão.

Os participantes agendaram essa reunião para a manhã deste sábado, esforço que deve ajudar a organizar a plenária final do evento no final da tarde.

Ela existe sim

Contrariando as lendas que já circulavam sobre a sua real existência, ela apareceu logo cedo no encontro da Renoi. “Jordânia”, a mítica figura que embalou as conversas e o imaginário de alguns participantes do evento, é uma aluna da UniBH, de Minas Gerais, e atua na Rede Andi naquele mesmo estado.

Sorridente e bem informada, ela contava vantagem para as amigas: “Já sou uma celebridade”, brincava.

diário de vitória (2): a personagem

Após a conferência de Luiz Gonzaga Motta, ontem à noite, Victor Gentilli chamou dois táxis para que deixássemos a UFES em direção a algum restaurante aberto. Um carro chegou em seguida. Outro estacionou logo em seguida. Mas este não queria que alguns de nós embarcasse: ele tinha sido chamado por uma tal “Jordania”.

Acontece que não havia ninguém por ali com aquele nome. O taxista teimou. E tiveram que chamar um outro carro.

Claro que a piada da noite foi a tal “Jordania”. Lendas circularam pela mesa: seria uma aluna da UFES que queria fazer crítica de mídia e teria se frustrado, morrido, e seu fantasma assombrasse os corredores escuros da universidade? seria uma das alunas de Gentilli, envolvida na organização do evento?  Afinal, quem é essa “Jordania”?

Quem quer que seja, já é também uma personagem deste 1º Encontro. Mesmo sem querer.

petit comité

O encontro da Renoi segue hoje com mini-curso oferecido por Luiz Martins da Silva (SOS Imprensa) e relatos das experiências mais consolidadas em crítica de mídia na rede. Participam desta mesa Fábio Pereira (Mídia e Política), Ana Prado (Agência Unama), Luiz Martins da Silva (SOS Imprensa) e eu, pelo Monitor de Mídia.

À tarde, novos relatos, agora dos grupos mais recentes.  Marcos Santuário fala do Mídia em Foco; Ananias de Freitas conta como andam as coisas na Puc de Minas; Wellington Pereira fala de seu Grupecj e Angela Loures atualiza as informações da Renoi-Vale do Paraíba.

No final do dia,  o evento avança com a mesa A imprensa diante da crítica de dimensão nacional, com Luiz Egypto (Observatório da Imprensa), Guilherme Canela (ANDI) e Thaís Mendonça (Mìdia e Política).

O evento é restrito, verdadeiro petit comité. Com os alunos participantes e os diversos convidados, não devemos ser mais que trinta pessoas. Grupo pequeno, mas muito concentrado. Aliás, ficaremos três, quatro dias no mesmo hotel, com a mesma rotina, convivendo e articulando soluções para a Renoi e o seu futuro. Não é pouco. E pra pouca gente, é muito…

isso é que é pontualidade

Passavam 18 minutinhos da meia-noite e já era 1º de junho. A diretora científica da SBPJor, Marcia Benetti Machado, mandou email abrindo oficialmente a temporada de envio de artigos ao evento. Vai ser pontual assim lá no Rio Grande do Sul.