fabricando o consenso

No Media Channel, Danny Schechter escreve sobre vinte anos do Manufacturing Consent, de Herman e Chomsky. Ele diz:

“Rather than offer a case study of coverage of one issue, or an analysis of this or that flaw or media “mistakes,” they set out to try to make sense of the way the media functions as a “system.” What rules govern the behavior of media institutions in reporting on crisis abroad? They didn’t call it a theory because they believed they were not being speculative but factual. They came up with what they called a “model,” not of journalism, but of propaganda”.

O texto de Schechter.

 

O texto de Herman e Chomsky.

muita marola

Erin Telling, do Bivings Group, escreveu hoje o que muita gente já imaginava: tem muita marola nos mares da blogosfera. Ainda mais nos blogs jornalísticos. Segundo pesquisa rápida que fez nos sites do Washington Post e do USA Today, existe muitos blogs pendurados nas páginas eletrônicas, mas nem todos são alimentados com freqüência e muitos outros são simplesmente esquecidos.

Resultado: muita quantidade e pouca qualidade.

Para ler na íntegra, clique aqui.

tv na web

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Sim, você já ouviu falar de Naked News, o telejornal apresentado por moças que vão se despindo. A idéia é simples: fisgar o público masculino que – claro – se distrai com a paisagem das apresentadoras. O programa existe há uns cinco ou seis anos na web e pode ser acessado aqui.

Mas ao contrário do que anunciam – the program with nothing to hide -, elas não mostram tudo.

censura e mídia

O Mídia e Política, projeto do meu amigo Luiz Gonzaga Motta na UnB, vem esta quinzena com uma edição especialíssima sobre jornalismo e censura, mídia e poder. Imperdível!

na rede

A edição 125 do Monitor de Mídia já está disponível.

acesse 

camaradagem

O user experience dá dicas para o seu blog.

Veja algumas:

  • El usuario debe saber de que se trata el sitio en segundos.
  • Haz el contenido fácilmente consultable (“escaneable”).
  • No uses tipologías decorativas que sean ilegibles.
  • No uses tipologías diminutas.
  • No abras ventanas nuevas del navegador.
  • No cambies el tamaño del navegador.
  • No exijas a tu visitante registrarte a menos de que sea absolutamente necesario.
  • Nunca suscribas a tu visitante a algo sin su consentimiento.
  • No uses en exceso películas en Flash.
  • No pongas música de fondo.
  • Si debes poner un archivo de audio deja que el usuario sea quien lo inicie.
  • No desordenes tu sitio con insignias, emblemas o escudos de otras comunidades.
  • No uses una página inicial que sólo lance el sitio real.
  • Asegúrate de incluir los detalles de contacto.
  • No dañes la funcionalidad del botón “Back” (Atrás).
  • No uses texto parpadeante.
  • Evita URLs complejos y enredados.
  • Usa CSS en lugar de tablas en HTML.
  • Asegúrate de que los usuarios puedan hacer búsquedas en todo el sitio.
  • Evita los menús con “drop down”.
  • Para tu navegación usa texto.
  • Si vinculas archivos PDF infórmale al usuario.
  • No confundas a tu visitante con varias versiones de tu mismo sitio (que HTML, Flash, 56Kbps, 128Kbps…).
  • No mezcles la publicidad con tu contenido.
  • Usa una estructura de navegación sencilla.
  • Evita las “intros”.
  • No uses Microsoft FrontPage para crear tu sitio.
  • Asegúrate de que tu sitio sea compatible con varios navegadores.
  • Asegúrate de que tus vínculos incluyan un texto claro. Evita el “Clic aquí”.
  • No ocultes tus vínculos.
  • Haz tus vínculos visibles. El usuario debe diferenciar claramente qué es un vínculo y qué no.
  • No subrayes o colorees el texto normal.
  • Haz que los vínculos visitados cambien de color.
  • No uses GIFs animados.
  • Asegúrate de usar los atributos ALT y TITLE en tus imágenes.
  • No uses colores fuertes.
  • No uses pop ups.
  • Evita los vínculos en Javascript.
  • Incluye vínculos funcionales en tus pies de página.
  • Evita las páginas demasiado extensas.
  • No generes “scroll” horizontal.
  • No permitas errores de ortografía o gramática.
  • Si usas CAPTCHAs asegúrate de que sean realmente legibles.
  • No uses texto escondido.
  • No vincules sitios prohibidos o penalizados por los buscadores.

    de olho

    Marcos Palacios comenta um caso bem sucedido de monitoramento da mídia norte-americana feito por blogs.

    volver a mirar

    Até que demorei a ver Volver, de Almodovar.

    No filme, Penelope Cruz é Raimunda, uma espécie de Erin Brokovich espanhola, chorona, cheia de garra e transbordando drama. No melhor estilo do diretor de Kika e Ata-me, Volver traz dramalhões, roteiro com reviravoltas de lombriga e uma história lotada de mulheres fortes e verdadeiras.

    Para mim, Almodovar é o cineasta mais autoral do mundo. Em dois minutos, a gente identifica se um filme é dele ou não. Seja pela estética, pelo roteiro, pelas personagens, pelas mulheres.

    Por falar em estética e mulheres, Penelope Cruz está linda, apaixonante, encantadora. Até quando chora. A atriz esbanja o charme que só as mulheres com mais de trinta podem ter.

    alegria

    Ontem mesmo, devorei A alegria, livrinho editado pela Publifolha que reúne catorze ficções e um ensaio. Tudo sobre ela, ou o que dela sobrou. Isso porque as curtas histórias – por uma exceção ou outra – tratam a alegria num tempo passado, na memória, no seu rastro. Raro é quando a gente enxerga no presente, no momento da contação da história.

    Sinal dos tempos? Talvez.

    Talvez a alegria seja mesmo uma coisa velha, inchada de cupins. Que ela é efêmera, isso fica evidente nos textos de Fernando Bonassi, Milton Hatoum, Moacir Scliar, João Gilberto Noll, Luiz Vilela e outros.

    Mas note que eu disse “alegria” e não “felicidade”. Não confunda as duas. São parentes, mas não são a mesma. (Como a sua irmã e a sua prima. Basta dançar com as duas para saber a diferença).

    Sabe que eu ganhei A alegria numa noite triste de sábado? Ela fora comprada a R$ 9,90 nas Lojas Americanas, nesses milagres que só o capitalismo oferece: conseguir a alegria a preço de liqüidação.

    Mas sabe que ler o livro me arrancou uns risinhos marotos…

    ouça

    Agora, o Monitor de Mídia tem parte do seu conteúdo em arquivos de áudio.

    Você pode ouvi-l0s no site, na seção Ouça o Monitor; ou ainda no podcast do Monitor.

    desenvolvimento da linguagem e uma experiência pessoal

    No final dos anos 90, quando fazia mestrado em Lingüística na UFSC, ouvia maravilhado o relato de um debate entre Noam Chomsky e Jean Piaget. O lingüista e queridinho da esquerda norte-americana contestava a tese do suíço de que as crianças imitavam seus pais e por isso, desenvolviam seus sistemas de linguagem. Piaget batia o pé. Chomsky, isso nos anos 60, batia também. No final das contas, Chomsky pareceu ter vencido com uma espetacular pergunta que desconcertou o papa da educação. Foi mais ou menos assim:

    “Ok. Então, mister Piaget, me explique uma coisa. Se as crianças aprendem imitando os pais, por que elas dizem ‘eu sabo’ ou ‘eu fazo’? Ora, não conheço pai ou mãe nenhuns que dizem isso? A quem as crianças estão imitando?”

    A explicação de Chomsky era de que as crianças traziam em sua cabecinha as regras de uma gramática universal e, a partir de um determinado momento em suas vidas, passavam a aplicar essas regras, mesmo que elas fossem “incorretas gramaticalmente”. Assim, se a criança ouviu “Ele sabia”, é natural pensar que o correto seja “Eu sabo”…

    Esta semana, me deliciei com meu filho de quase três anos. Ele insiste em dizer “ponhar” ao invés de “pôr”.

    A mãe dele o corrige. Eu não. Hihihi

    blogs, avaliação e aprendizagem

    Marcos Palacios dá a dica, que retransmito aqui.

    A revista Ariadne traz um interessante artigo de Elisa Foggo sobre o uso de blogs no contexto educativo, principalmente como instrumento de avaliação discente. Leia aqui.

    pós-humanismo

    Dois links para quem se interessa sobre o que vem depois do que conhecemos por Humano.

    1. Francisco Rüdiger publicou recentemente um artigo que faz uma boa revisão do termo pós-humanismo e das teorias que o sustentam. Me pareceu um bom começo. Pelo menos minha parte humana aprendeu muito com ele.

    2. A revista Reconstruction editou em 2004 uma edição especial sobre o pós-humanismo.

    (Conheça antes da extinção)

    tudo sobre ela (ou quase)

    Kludge relaciona 20 coisas que todo o mundo precisa saber sobre a internet.

    Aviso aos navegantes: Kludge é um nerd/geek da Califórnia, tem 29 anos, e mistura em seu HD Três Mosqueteiros, Star Trek, Falcão Maltês e muita cafeína e tecnologia. (Não agite antes de usar)

    chamada de textos

    O Observatório Mídia&Política (www.midiaepolitica.unb.br) organiza para o início do mês de julho de 2007, uma edição especial sobre o governo FHC na mídia.  

    Os interessados em colaborar com o site podem enviar artigos de até 1.000 palavras para os editores do site.

    Veja:

    Luiz Gonzaga Motta: luizmottaunb@yahoo.com.br

    Thaïs de Mendonça Jorge: thaisdemendonca@uol.com.br

    Fábio Pereira : fabiop@gmail.com

    Obercom lança revista

    O Observatório da Comunicação, de Portugal, acaba de lançar uma publicação acadêmica.

    Trata-se de Observatório.

    Confira!

    dois filmes

    Esta semana, vi o filme que deve representar o Brasil no Oscar 2007: Cinema, aspirinas e urubus. Vi em DVD, o que me deixou ir e voltar em algumas cenas e perceber detalhes que nos escapam no frenesi da telona.

    Os cem minutos de duração parecem uma eternidade: o tempo parado no meio do sertão nordestino, no meio do nada, no meio da Segunda Guerra Mundial que chacoalha a Europa em 1942. A luz estourada lembra ao Cinema Novo. A paisagem paupérrima lembra à estética da fome. O choque cultural entre o alemão-que-cruza-o-país-vendendo-aspirinas e o sertanejo-esperto-malemolente-pedro-malazarte lembra a tantos outros filmes étnicos…

    É bom? É ótimo. Mas não gostei. Não é que tenha desgostado, mas é que não me pegou. E olha que sou devoto de são Glauber Rocha…

    ***

    Vi hoje o Homem Aranha 3. Foi no cinema, e com meu filho de quase-três-anos e minha mulher.

    Não se comparam os dois filmes, afinal são dois planetas diferentes. Mas a trama deste terceiro é melhor que as anteriores. Os efeitos são primorosos, e a gente até chega a torcer pro herói. É bom? Num certo sentido, é. Gostei? Num certo sentido, me diverti. Mas Homem Aranha 3 é menos cinema que Cinema, aspirinas e urubus.

    ***

    Entre o que é bom e o que a gente gosta há uma boa distância.

    Entre o que é bom e o que nos diverte, há outra.

    ***

    ética nos novos tempos

    Um link tardio, mas sadio:

    Cultura das novas mídias desafia limites da ética jornalística

    (do Media Channel)

    edublogs em revista(s)

    1.  revista Época: Quer aprender? Crie um blog!
    2. revista Educação: Mestres no Ciberespaço
    3. revista Carta na Educação:  Rede de Edublogs

    abertura das comportas

    Bom dia. Boa tarde. Boa noite.

    Estou abrindo os trabalhos neste espaço.

    É a continuidade da jornada iniciada em meu primeiro endereço na blogosfera. Agora, seguirei daqui. Não vou excluir o blog anterior. Mas também não vou migrar o conteúdo de lá pra cá. Dois endereços, dois selfs. Nada incomum para um de gêmeos, com ascendente em áries.

    Entre e fique à vontade.