Jornalistas, posições políticas e a democracia no Brasil

O Estado de S.Paulo publicou editorial recentemente alertando seus leitores sobre os perigos de eleger Flavio Bolsonaro à presidência do país. Segundo o jornal – que representa e repercute valores conservadores -, a eleição do candidato de extrema-direita possibilitará a ascensão das milícias ao mais alto posto da República. Nas redes, jornalistas e artistas fazem questão de manifestar suas preferências eleitorais por Lula. E a esperada neutralidade política do jornalismo? Por que isso está acontecendo justamente agora? Onde entra a democracia nesta equação?

A Latam Journalism Review explica em reportagem de Leonardo Coelho.

Vale ler e pensar sobre imparcialidade e objetividade…

Ética como elemento central na formação de jornalistas

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) comemorou seus 17 anos, promovendo um seminário nacional que discutiu a ética como elemento central na formação de jornalistas.

O evento aconteceu no dia 25 de setembro passado e teve duas mesas.

Na primeira, o professor Eugênio Bucci (USP) e eu tratamos de ética jornalística, democracia e opinião pública.

Na segunda mesa, a ombudsman da Folha de S.Paulo Alexandra Moraes e a jornalista Amanda Miranda (ICL) responderam qual jornalismo e qual democracia precisamos.

Foi um dia muito rico de ideias, que divido com vocês.

Assista à primeira mesa.

Assista à segunda mesa

Media Ethics 2027

A partir de hoje estão abertas as inscrições para a 11ª Media Ethics Conference. Após dez edições na Europa, o maior evento internacional sobre ética da comunicação desembarca em Florianópolis, Brasil, de 22 a 25 de março do próximo ano. Os dois primeiros dias da conferência serão dedicados às sessões online e, em 24 e 25 de março, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza o evento em formato presencial. No site do evento, pesquisadoras e pesquisadores podem se inscrever e submeter resumos expandidos de 500 a 1000 palavras.

Com o tema “As verdades e as liberdades em colapso no mundo contemporâneo”, a Media Ethics 2027 recebe trabalhos em seis linhas temáticas: 1) Desinformação e Integridade da Informação; 2) Censura, Violência e Perseguição a Comunicadores; 3) Debates éticos sobre inovação e tecnologia; 4) Deontologia, regulação e autorregulação; 5) Educação e formação profissional; 6) Outros temas éticos em comunicação. Aceites e resultados saem em até 30 dias após o envio do trabalho.

A Media Ethics Conference aceita trabalhos em português, inglês e espanhol, e tem taxas de inscrição diferenciadas para estimular a participação de estudantes (em formação, ainda sem doutorado).

O evento é uma realização do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJOR-UFSC) e conta com o apoio de SBPJOR, Compós, Alaic, Fenaj, ICIE, CECS e Sopcom.

Mais informações sobre as linhas temáticas, as modalidades de participação, taxas e o processo de submissão estão disponíveis no site https://mediaethicsconference.com/.

SERVIÇO 
Chamada de trabalhos para 11ª Media Ethics Conference
Período de submissão: 21 de setembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027
Modalidades online e presencial
Sede oficial: Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, Brasil
Contato: mediaethics.cce@contato.ufsc.br

True crime, podcast e ética jornalística

Você se lembra de A Mulher da Casa Abandonada, o podcast que fez um tremendo sucesso e causou grandes debates sobre espetacularização das notícias e os limites de uma investigação jornalística?

Em julho de 2022, escrevi no Observatório da Imprensa um artigo que discutia ética jornalística, artifícios narrativas e o desconforto que isso causava pra muita gente, inclusive eu.

Passados quatro anos, a jornalista Gisele Sobrinho volta ao caso em outro podcast, que aprofunda esses temas todos e aborda o fascínio sobre narrativas de true crime: De volta à Casa Abandonada. O podcast foi o trabalho de conclusão de curso de Gisele e foi orientado pelo professor Andriolli Costa no Laboratório de Podcasts Narrativos. Vale a pena ouvir!

Ética para humanos num mundo cheio de robôs

Os cursos de Jornalismo e de Publicidade da PUC de Goiás me convidaram para falar sobre ética da comunicação e inteligência artificial. Será hoje à noite.

Jornalistas catalães atualizam seu código de ética

No começo do mês, um congresso do Colégio de Periodistas de Cataluña aprovou uma nova versão do Código de Ética da categoria. O evento discutiu a atualização do documento, incorporando temas como combate à mentira, uso responsável de IA, e cuidados com as imagens em tempos de emergência climática.

A (sempre excelente) revista La Marea fez uma síntese das mudanças no código, e o documento original em catalão pode ser acessado aqui.

Ética na investigação e integridade acadêmica: conferência em Coimbra

Nesta sexta-feira, 14, estarei na Universidade de Coimbra para uma conferência sobre ética na pesquisa e integridade acadêmica. O evento é um convite do professor Carlos Camponez, com quem colaboro há mais de uma década e que ainda me dá a honra de ser um amigo.

Embora a fala seja dirigida a estudantes da pós-graduação, o evento é aberto a todas as pessoas que se preocupam com protocolos de cuidados éticos na coleta e interpretação de dados científicos, na publicação de resultados e devolutiva aos participantes.

Se estiverem por perto, venham mais perto!

Comunicação, Ética e IA: um livro

Acaba de sair “Comunicação, Ética e IA: Diálogos sobre desafios e perspectivas na era digital”, livro que organizei com Carlos Camponez e Juan Carlos Suarez Villegas.

A obra reúne 16 textos de pesquisadores de Espanha, Itália, Portugal, Brasil e Uruguai que se debruçam sobre os desafios éticos de uso e adoção da inteligência artificial, e de dilemas contemporâneos na comunicação. Publicados em seus idiomas originais (inglês, espanhol e português), os textos são inéditos e foram selecionados a partir dos debates da 8ª edição da Media Ethics Conference, que aconteceu em 2024 em Coimbra.

Como escrevemos na apresentação do livro, não é difícil entender porque a IA é um dos temas da atualidade. “Bots e sistemas (pretensamente) autónomos capturam a nossa atenção com a mesma intensidade que apresentam incertezas sobre os riscos e os impactos que causarão no mundo do trabalho e na vida social”.

O livro se junta a outros esforços para tentar compreender o que alguns consideram ser um divisor de águas na história da humanidade. “A solução não é perguntar à inteligência artificial como este livro discute a ética aplicada, a moralidade e as transformações nos processos comunicacionais. Sobre este e outros assuntos da ética dos média são autores humanos que respondem”.

É o vigésimo livro que escrevo ou organizo, e ele tem um sabor especial porque trabalhei com dois queridos amigos e parceiros dos últimos anos. A vida é trabalho, mas também reserva espaço para a amizade e o respeito.

“Comunicação, Ética e IA” foi editado pela UMinho e pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), tem 367 páginas, e pode ser baixado gratuitamente aqui.

Comissões de ética e o aperfeiçoamento do jornalismo

Nesta semana, publiquei um artigo no Observatório da Imprensa sobre como as comissões regionais de ética, ligadas aos sindicatos, podem contribuir para o aperfeiçoamento contínuo da profissão jornalística.

O texto traz algumas ideias sobre a necessidade de criarmos no país as condições para uma formação permanente para jornalistas, e que também leve em consideração as preocupações com a ética na prática.

Os desafios são muitos, e é claro que eu não tenho respostas e soluções para muitos deles. De qualquer forma, dei meus dois centavos sobre a questão.

Leia o texto na íntegra em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/etica-no-jornalismo/293152/

Alfabetização midiática: um dossiê

A revista Eco-Pós acaba de publicar um dossiê completíssimo sobre alfabetização midiática. São mais de 400 páginas com artigos, entrevistas e resenhas, e mais 200 com conteúdos sobre outros assuntos. Você pode acessar a edição completa aqui.

Eu colaboro com o dossiê com um artigo em que proponho um programa de news literacy fundamentado em crítica de mídia e em ética jornalística. O artigo acaba juntando um punhado de ideias minhas acumuladas nos últimos 25 anos, a partir das minhas experiências com observação e crítica do jornalismo e com pesquisas sobre ética jornalística. Se interessar, vá direto ao artigo.

O dossiê tem uma capa caprichada, edição cuidadosa e é um excelente material para docentes, comunicadores e todas as pessoas que se interessam por este importante tema.

Qual o limite para jornalistas correrem riscos?

Na Espanha, a fiscalização do trabalho impôs uma multa de 50 mil euros a uma rede de televisão pública por expor seus repórteres a riscos durante a cobertura do gravíssimo desastre socioambiental que matou mais de 200 pessoas em Valência, em outubro de 2024.

A denúncia de abuso partiu dos próprios trabalhadores através de seus sindicatos e a cadeia À Punt foi penalizada, conforme conta El Diario.es.

Para cobrir as fortes chuvas e enchentes, repórteres cinematográficos saíram às ruas sem os necessários equipamentos de segurança, e repórteres ficaram expostos a riscos inéditos até então. Outros episódios escancararam a precariedade das condições de trabalho dos jornalistas locais.

De maneira cínica, a emissora de TV argumenta que ninguém pediu para os profissionais se arriscassem, mas o debate lembra que ninguém também impediu ou zelou pela segurança dos empregados. Falaram mais alto as imagens de impacto, o alarma social, a exploração exaustiva de uma tragédia coletiva. O caso ressuscita velhas perguntas que rondam as redações: que notícia vale uma vida? Até onde se pode arriscar para conseguir imagens e informações exclusivas? Quem é responsável pela segurança dos jornalistas?

Guardar para publicar depois: questões éticas

Jornalistas não publicam tudo o que sabem. Pode parecer chocante, mas é verdade, e nem sempre isso é um problema.

Como tem acesso a muitas informações, o repórter precisa escolher, filtrar, selecionar o que precisa ser comunicado, deixando coisas de fora. Como tem acesso a muitas fontes de informação e nem todas querem ser identificadas, o repórter precisa adicionar algumas camadas de camuflagem para manter o anonimato dessas pessoas, inclusive por questões de segurança. Deixar de publicar também é um ato jornalístico, pois faz parte da profissão.

Mas e quando o jornalista guarda uma informação para publicar quando é da sua conveniência? Uma repórter que cobre os bastidores da política pode separar casos, versões, revelações para escrever um livro depois, reservando para si furos de reportagem?

As respostas não são fáceis, e Sophia Scolman trata disso nesse artigo para o Center for Journalism Ethics da Universidade de Wisconsin-Madison. Vale a leitura e não custa pensar sobre.

9ª MediaEthics Conference prorrogada

Atendendo a pedidos, os organizadores da Media Ethics Conference decidiram estender um pouco mais o prazo para recebimento de trabalhos. A nova data final é 15 de maio!

O evento acontece de forma híbrida: no dia 25 de junho de forma remota, e em 26 e 27 de junho, presencialmente, em Valência, na Espanha. Tudo o que você precisa saber do encontro está aqui: https://mediaethicsconference.com/

MediaEthics 2025: prorrogado!

Os organizadores da nona edição da Media Ethics Conference decidiram estender um pouco mais o prazo para recebimento de trabalhos. Agora o deadline é 31 de março!

O evento acontece em modo híbrido: no dia 25 de junho de forma remota, e em 26 e 27 de junho, presencialmente, em Valência, na Espanha. Tudo o que você precisa saber do encontro está aqui: https://mediaethicsconference.com/

Ameaças ao jornalismo: um seminário em Valência

Participo nesta semana do Seminario Internacional “Periodismo: ¿una actividad de riesgo? Amenazas, desinformación y autorregulación en el panorama internacional”, promovido pelo Observatorio de Gobernanza, Transparencia y RSC da Universidad CEU Cardenal Herrera, em Valência.

O evento faz parte do projeto “Ética y Autorregulación de la Comunicación Social”, liderado pelo professor Hugo Aznar. O seminário acontece em duas partes. Na primeira, o profesor Manuel Chávez, da Michigan University, apresenta condições de exercício do jornalismo nos Estados Unidos. No segundo dia do evento, abordo condições de trabalho dos jornalistas no Brasil, acesso à informação, violência, precariedade e autorregulação ética no país.

O seminário é aberto, limitado apenas à capacidade dos ambientes onde vai acontecer, mas ele é direcionado a alunos da graduação em Jornalismo.

Mais informações aqui.

O caso Bocardi e a ética jornalística

O Nexo Jornal fez uma reportagem repercutindo a demissão do jornalista Rodrigo Bocardi pela TV Globo, após infringir “normas éticas”, conforme divulgou o setor de compliance. Lucas Zacari me entrevistou sobre o caso e abordei a importância das organizações de notícia não apenas terem departamentos que cuidem da correção interna, mas também da necessidade de estabelecer regras, divulgá-las amplamente e orientarem seus funcionários. Tratei também de um dos temas mais importantes da ética jornalística que é o conflito de interesses.

A reportagem pode ser lida aqui (na íntegra, apenas para assinantes).

Ética e autorregulação do jornalismo: um livro

Lançado em 2022, Jornalismo e Qualidade no Mundo de Expressão Portuguesa é um objeto raro porque junta olhares diversos para um objeto convergente: o jornalismo praticado em língua portuguesa.

O livro reúne diagnósticos de como a profissão se organiza em nove territórios da lusofonia. Estão lá Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste, descritos por especialistas e estudiosos da ética jornalística.

Editado pela University of Saint Joseph Press, de Macau (China), o livro foi organizado por Carlos Camponez, José Manuel Simões e eu, e agora está disponível para download gratuito. Sirva-se!

Plataformas digitais e jornalismo ético: um evento

A Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e o Fórum Permanente Diálogo do Judiciário com a Imprensa promovem hoje, 10, um seminário sobre regulação das plataformas digitais e a necessidade de um jornalismo ético. A iniciativa pretende debater formas de enfrentar os desafios da definição de limites legais para as big techs e os papeis que jornalistas e meios de comunicação têm na atualidade no Brasil.

Sou um dos conferencistas ao lado do desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto e do presidente da Escola de Magistratura, o desembargador Fernando Foch.

O evento pode ser acompanhado pelo YouTube: www.youtube.com/user/EMERJeventos/live

Começa hoje o Media Ethics 2024

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A oitava edição do Media Ethics Conference começa hoje, 9, e vai até o dia 12, em formato híbrido. Os dois primeiros dias têm conferências e apresentação de trabalhos online, e os dois seguintes terão atividades presenciais nas dependências da Universidade de Coimbra, em Portugal.

Confira a programação aqui, e conheça os palestrantes, aqui.

O tema deste ano é “A ética da comunicação na viragem da inteligência artificial”, e o congresso teve o maior número de inscritos de sua história.

Além de moderar uma sessão temática e apresentar os livros em lançamento, também estarei numa mesa redonda que vai tratar da formação ética em comunicação no Brasil, Espanha e Portugal.

O 8º Media Ethics Conference é uma realização da Universidade de Coimbra com apoio das universidades de Sevilla e da Federal de Santa Catarina.

Um decálogo para uso ético da IA na mídia (mais um!)

O Colégio Basco dos Jornalistas e a Diocese de Bilbao, ambos na Espanha, lançaram um documento com diretrizes éticas para o uso de inteligência artificial nos meios de comunicação. O decálogo se junta a outras iniciativas semelhantes, como a Carta de Paris sobre IA e Jornalismo, e finca o pé em princípios importantes, como a transparência, a busca por confiabilidade nos sistemas, e a supervisão de humanos.

Confira o documento aqui.

Enquanto ainda não temos regulações concretas sobre o uso dessas tecnologias, movimentos como esse ajudam a cristalizar ideias para a formação de bons consensos…

Uma conversa sobre censura e violência contra jornalistas no Brasil

Logo mais à noite participo dos Seminários sobre Ética do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (PPGJ/UFPB). A disciplina é liderada pelos professores Zulmira Nóbrega e Alfredo Vizeu. Vou comentar sobre como estamos em termos de violência e censura contra jornalistas. Gratuito e aberto.

Congresso sobre mídia e governança na iberoamérica

A partir de amanhã, 15, participo do Congreso Internacional Medios y Gobernanza en América Latina, España y Portugal, evento que vai discutir qualidade do jornalismo em tempos de precarização da profissão e desordem informativa. O congresso vai até a sexta, 17, e é uma promoção do MediaFlows, grupo de pesquisa da Universidad de Valencia, na Espanha. Silvio Waisbord (George Washington University) e Mireya Márquez-Ramírez (Universidad Iberoamericana do México) serão alguns dos conferencistas. Vou moderar uma mesa online e apresentar uma análise da estrutura da mídia brasileira e fatores que dificultam o aprimoramento da qualidade do jornalismo local. O trabalho é uma revisão de um texto que escrevi há 20 anos, e meu objetivo é ver o que mudou desde então.

Para saber mais do evento: https://mediaflows.es/2023/12/23/medios-y-gobernanza-en-america-latina-espana-y-portugal/

Um debate sobre ética numa rádio argentina

Participei de um debate sobre ética e deontologia jornalística no programa de rádio “Conversaciones Integradas”, da Universidad Nacional de La Matanza, da Argentina. A atração é um projeto do Departamento de Humanidades e Ciência Sociais, e foi transmitido hoje, 12, com a participação de outras cinco especialistas: Silvia Martínez Martínez (Espanha), María del Carmen Llontop Castillo (Peru), Diana Lucía Álvarez Macías (México), Eugenia Herrero e Norma Unzain (ambas da Argentina). Com apresentação de Florencia Romano e 55 minutos de duração, o programa abordou desafios do ensino de jornalismo, impactos da inteligência artificial e a necessidade de uma discussão integrada sobre ética jornalística na América Latina.

Assista à versão do YouTube:

UOL erra feio com Nath Finanças

Nesta semana, o UOL publicou chamada em suas redes sociais sobre alguns membros do Conselhão de Lula, e no caso de Nath Finanças, reduziu uma das maiores influenciadoras financeiras do país a “ficante de BBB”… A reação veio forte e o portal precisou se retratar.
A história é contada em detalhes por Rafael Capanema no Núcleo.

 

Cobertura jornalística de massacres em escolas precisa melhorar

O programa Além da Notícia, da TV ALMG, debateu a necessidade de ajustes nas coberturas jornalísticas sobre massacres e ataques a escolas e creches. Participei junto com a professora Lola Aronovich, da UFC, uma referência nacional em discurso de ódio machista nas redes. O programa é apresentado pelo jornalista Alexandre Campello. Clique na imagem para assistir:

 

Temos vagas!

Aqui no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) estamos com vagas abertas para novos pesquisadores e pesquisadoras.

Com o lançamento do edital do Processo Seletivo 2022 do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, nosso grupo de pesquisa pode ampliar a equipe. O PPGJOR vai selecionar pós-graduandos e pode preencher até 20 vagas, sendo 11 de Mestrado e 9 de Doutorado. Como no ano passado, 50% das vagas são destinadas às ações afirmativas: pessoas pretas e pardas, indígenas, quilombolas, refugiados, pessoas trans e pessoas com deficiência.

No objETHOS, são três vagas.

O professor Samuel Lima tem duas vagas para orientar um mestrado e um doutorado. Esses trabalhos devem se alinhar aos assuntos de sua especialidade: jornalismo como profissão: perfil profissional, identidade e condições de trabalho; teoria do jornalismo – jornalismo como forma social de conhecimento; e crise no jornalismo e sustentabilidade do negócio jornalístico.

Eu tenho uma vaga para doutorado, e meus temas de interesse de orientação são: ética jornalística; crise no jornalismo; transparência no jornalismo e media accountability; privacidade, e credibilidade jornalística.

A seleção tem três etapas, todas a distância por causa da pandemia: análise de currículo e projeto, prova escrita, e entrevista. O prazo de inscrição vai até 13 de março.

Não quer aproveitar?

Ética e desinformação: um debate

No finalzinho de janeiro, debati ética jornalística, desinformação e outros temas afins com meu amigo e companheiro Samuel Lima . O vídeo, na verdade, é uma entrevista que demos para os colegas do Observatório Internacional Estudantil da Informação (ObservInfo), da UnB.

Veja aqui:

Limites éticos no jornalismo e na publicidade

No próximo sábado, participo do painel de abertura do 8º Seminário de Pesquisa da Abraji, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.

Estarei com o ombudsman da Folha de S.Paulo, José Henrique Mariante, para falar sobre limites éticos no jornalismo e em anúncios publicitários. A ideia é abordar o caso do polêmico anúncio dos Médicos pela Vida, assinado por profissionais da saúde e que prescrevia o uso de substâncias comprovadamente ineficazes no tratamento de sintomas da Covid-19.

Um pouco do que eu penso sobre isso está neste artigo. O resto eu conto no debate.

E a ética jornalística na pandemia?

Participo amanhã, dia 28, de um debate com a Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, e com o Mauri König, da Uninter, sobre reflexos da pandemia na ética jornalística. É às 19 horas, ao vivo pela página do Facebook do Sindijor-PR, com acesso público para perguntas e comentários.

A jornalista e professora Lenise Klenk, presidenta da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, será a mediadora. Aliás, o evento é uma realização da Comissão Estadual de Ética.

Crises do jornalismo? Um podcast

Em fevereiro, conversei com o jornalista Vitor Struck, da Folha de Londrina, sobre as crises que afetam o jornalismo. Foi para o podcast da casa, disponível aqui. Tem 26 minutos.