Há alguns dias o UOL e a Folha de S.Paulo anunciaram um acordo para ceder seus conteúdos jornalísticos para o treinamento de modelos de inteligência artificial da OpenAI, a dona do ChatGPT. Isso é mesmo uma boa notícia?
Nesta entrevista que dei para o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho, abordo alguns desafios da adoção da Inteligência Artificial pelo jornalismo, preocupações éticas e alguns perigos com a assimilação desatenta de certas ideologias, como o tecnosolucionismo.
A entrevista foi gravada em novembro de 2025 no CECS, que fica em Braga e é uma das principais referências em pesquisa na área em Portugal.
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A entrevista foi gravada em novembro de 2025 no CECS, que fica em Braga, e é uma das principais referências de pesquisa em Portugal.
O Colégio Basco dos Jornalistas e a Diocese de Bilbao, ambos na Espanha, lançaram um documento com diretrizes éticas para o uso de inteligência artificial nos meios de comunicação. O decálogo se junta a outras iniciativas semelhantes, como a Carta de Paris sobre IA e Jornalismo, e finca o pé em princípios importantes, como a transparência, a busca por confiabilidade nos sistemas, e a supervisão de humanos.
Enquanto ainda não temos regulações concretas sobre o uso dessas tecnologias, movimentos como esse ajudam a cristalizar ideias para a formação de bons consensos…