gaveta do autor, mais uma atualização

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gaveta do autor, atualização

“em brasília, 19 horas”: uma leitura

Eugênio Bucci é hoje um dos mais atentos e criativos leitores da mídia nacional. Seus argumentos são equilibrados, seus comentários aprofundados e a clareza de seu discurso não só convence, como contagia.

Bucci publicou no início deste ano mais um livro, desta vez, um híbrido que mescla memórias, ensaio e prestação de contas. Presidente da Radiobrás durante o primeiro governo Lula, Bucci assumiu a frente da estatal com o claro propósito de resgatá-la do pântano chapa-branca em que sempre viveu e cresceu para um patamar de empresa pública de comunicação, orientada pelo interesse público e avessa ao patrimonialismo, aparelhamento e clientelismo endêmicos.

“Em Brasília, 19 horas” chegou ao mercado editorial com alguma surpresa. Afinal, não é à toda hora que um insider do governo vem à tona com livro desse porte. Algumas hienas devem ter tremido no Planalto; outros chacais rido nervosamente; as serpentes requebraram no cerrado do DF… Viriam daquelas páginas revelações, escândalos, indiscrições? Nada disso.

O livro de Bucci é, na sua quase integridade, um rigoroso relatório, dando contas de como quis imprimir seu projeto e fazer tomá-lo curso. Claro, há uns rompantes aqui, umas rusgas ali, mas o volume – na minha leitura muito personal – tem ao menos quatro bons motivos para ser lido:

1. O livro nos mostra uma Radiobrás que sempre esteve debaixo de nossos narizes e quase nunca nos interessou. Fale a verdade: a gente sempre pensou naquilo como um setor de Publicidade ou Relações Públicas de qualquer governo de plantão. Não se atrelava a estatal a um lugar onde se pudesse fazer jornalismo mesmo. Bucci relembra a experiência que liderou, comparando com outros momentos da empresa, o que é muito instrutivo.

2. O livro detalha como se pode conceber uma tarefa quase-impossível e como se conduz um projeto desses. Para quem vai assumir cargos semelhantes ou empreendimentos análogos, o livro já valeria como uma envolvente fonte de exemplos.

3. Bucci dá verdadeiras aulas sobre ética jornalística, princípios democráticos, valores republicanos e senso de civilidade. Quem conhece Bucci de outros carnavais ou leu outros livros seus, quem já viu isso sabe que não é só discurso da parte dele.

4. O livro dá dimensões muito precisas das distâncias entre os setores de Publicidade, Relações Públicas e Jornalismo. Cada um tem a sua função e importância. Mas Bucci separa joio e trigo, aveia e centeio. Com isso, revigora as fronteiras entre um campo e outro da área da comunicação, fortalecendo cada qual com seu ethos, seu espírito, suas demandas. Não é pouco isso…

Se o tom do autor no livro é quase sempre relatorial, não há distanciamento. Afinal, ele estava lá, no centro da arena, dos confrontos. Nos últimos capítulos, Bucci fica nu, despe-se de qualquer pudor de falar de si e da sua história e se entrega para o final que prepara. Ele está prestes a deixar o governo e a presidência da Radiobrás e a longa agonia que o separa da porta de saída é contada na riqueza dos sentimentos e nas memórias mais latejantes. O final do livro, bem, o final é matador. Não deixe de ler.

house: um livro sobre bastidores da medicina

Andrew Holtz publicou em outubro de 2006 um livro sobre o seriado House, certo?

Mais ou menos.

O jornalista especializado em Saúde escreveu um livro bem básico sobre medicina para públicos genéricos tendo como tempero a série televisiva. E tempero – a gente sabe – não é só um detalhe na gastronomia: é aquilo que ajuda a comida a ficar mais palatável, aquilo que nos envolve e seduz, ou repulsa num prato.

Neste sentido, “A ciência médica de House” é um bom livro sobre doenças, diagnósticos, médicos e procedimentos hospitalares. É um bom livro porque é claro, fluente, bem organizado. Bem escrito também. Os exemplos ficam por conta dos episódios da primeira temporada de House, o que dá um gostinho de nostalgia para quem acompanha a série que já está no quarto ano de exibição. Holtz, então, se propõe a falar de medicina para leigos tendo como base as andanças-e-tropeços do médico protagonizado por Hugh Laurie e que faz sucesso em muitos países, inclusive o Brasil.

Holtz mostra o que acontece no sistema de saúde dos Estados Unidos e o que é exagero da série. Mostra inconsistências de roteiro e acertos de diagnósticos. Diferencia procedimentos clínicos de chutes dos roteiristas. Mas sem chatices, sem querer aparecer mais que House. (Até porque o infectologista não permitiria…) É um choque de realidade para quem assiste à série, mas sem desmanchar a fantasia.

O autor de “A ciência médica de House” entrevista especialistas de diversas áreas para explicar melhor alguns diagnósticos (como a doença auto-imune ou espasmos mioclônicos…), como funcionam alguns equipamentos médicos (do estetoscópio ao aparelho de ressonância magnética), os efeitos de certos medicamentos (e até mesmo o Vicodin, o analgésico predileto de House), entre outras coisas.

É um livro pra quem gosta da série (e passa a gostar mais ainda). Para quem se interessa por medicina (ao menos amadoramente, como eu). Para quem não se impressiona com livros que tenham títulos chamativos…

O que House diria?
Difícil saber. Só sei que ele adoraria ter o Andrew Holtz sob os seus cuidados…

ensino de história: lançamento

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“Digressões sobre o Ensino de História”

Lançamento na próxima sexta-feira, 4, às 20h, na Casa Aberta.
(rua Lauro Müller, n 83, centro, Itajaí).

jornalismo no brasil e em portugal: um livro

O professor José Marques de Melo manda o convite para o lançamento de “História, Teoria e Metodologia da Pesquisa em Jornalismo”, que co-organizou com Felipe Pena e Antonio Hohlfeldt. O evento acontece no dia 14, próxima sexta, às 9 horas, no salão nobre da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal. Acontece lá porque o professor Jorge Pedro Sousa, um dos autores da coletânea, atua como anfitrião.

Veja o sumário do livro:

O jornalismo como forma de conhecimento: Uma abordagem qualitativa (Eduardo Meditsch)

Uma história breve do jornalismo no Ocidente (Jorge Pedro Sousa)

Uma história do jornalismo em Portugal até ao 25 de Abril de 1974 (Jorge Pedro Sousa)

Uma história do jornalismo em Portugal: o pós-25 de Abril (João Carlos Correia)

Jornalismo no Brasil: Dois séculos de história (Marialva Barbosa)

Pesquisa e reflexão sobre jornalismo: Até 1950… e depois (Jorge Pedro Sousa)

A teoria do jornalismo no Brasil – após 1950 (Felipe Pena)

A teorização do jornalismo no Brasil: Das origens à actualidade (José Marques de Melo)

A teorização do jornalismo em Portugal até 1974 (Jorge Pedro Sousa, Nair Silva, Gabriel Silva, Carlos Duarte)

Os estudos jornalísticos em Portugal: 30 anos de história (João Carlos Correia) Métodos de pesquisa em jornalismo (Antônio Hohlfeldt e Aline Strelow)

gaveta do autor: mais uma atualização

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pseudotraduções da martin claret: dinamite pura!

O blog do Gaveta do Autor traz uma carta-denúncia de um tradutor que coloca mais gasolina na fogueira. Para quem não se lembra, a editora Martin Claret está sob denúncias de que plagiava traduções de livros, que não pagava pelos direitos de algumas outras e demais ilegalidades.

Vale a pena acompanhar…

livro combina com vídeo

Sempre adorei comprar livros. Quando vou a uma livraria, não posso ter pressa, compromisso nem nada. Gosto de vasculhar as estantes, pegar os volumes, acariciar as capas, devorar orelhas e contracapas, escanear os sumários. Comprar livros é um prazer sensorial: envolve tato, visão, olfato e até o paladar (quem não lambe a ponta do dedo para folhear?)

Não renunciei a este prazer, mas não resisto e compro também pela internet. As livrarias virtuais estão cada vez mais interessantes. Entre as nacionais, a minha predileta é a Cultura. Tem visual claro, sem a poluição da Amazon ou as cores berrantes da Submarino. É segura, tem promoções interessantes e a entrega é super rápida.

Esta semana, descobri mais uma novidade que eu gostei lá na Cultura: agora, você clica num dos livros e abaixo das informações técnicas e trechos do livro, tem vídeos (do YouTube) relacionados.

Achei uma sacada! Cultura não tem fronteira: nem de país, de língua, de mídia, de nada…

Livro combina com vídeo sim!

jornalistas…

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 Na noite passada, devorei O gosto da guerra, de José Hamilton Ribeiro.

O livro é o texto clássico do repórter que conta a sua ida ao Vietnã para cobrir a guerra e o acidente que teve no front, ao pisar numa mina, perder uma perna e quase morrer por lá. Para quem não se lembra, o jornalista foi à guerra em 1968 como correspondente da já mítica revista Realidade. O repórter acabou virando a notícia, e Zé Hamilton foi se construindo o repórter-símbolo do jornalismo no país. Não por causa de seu acidente, mas pelo que fez depois disso, ganhando dezenas de prêmios (sete Esso de Jornalismo, só…) e oferecendo centenas de reportagens com R maiúsculo.

O relato é quente, vibrante, cheio de adrenalina. Foi feito à época, mas o livro que me chegou às mãos traz um bônus: uma segunda parte em que Zé Hamilton narra o seu retorno ao Vietnã 23 anos depois. A emoção, a aventura, o jornalismo são espelidos pelos poros das páginas. Por isso, a gente devora o volume.

A apresentação é feita pelo genro de Zé Hamilton, o também excelente repórter Sérgio Dávila, que cobriu o 11 de setembro e a ofensiva ao Iraque, só pra citar os mais famosos.

O gosto da guerra é leitura obrigatória para quem é jornalista ou quer sê-lo. É recomendável para quem se interessa por história contemporânea ou relatos de guerra. É agradável para todos que apreciam uma narrativa ágil, intensa e sem pruridos para mostrar sentimentos.

Em 2008, faz 40 anos que Zé Hamilton perdeu a perna numa mina terrestre.

Não sabe o gosto da guerra? Zé Hamilton conta: é uma mistura de terra, pólvora e sangue que toma a sua boca, que permanece por dias, causa náuseas, vertigens e intensas transformações pessoais.

professores…

Fico pensando aqui o que faz de um professor professor…

Um diploma?

O conhecimento acumulado?

Uma paixão ou uma missão de ensinar?

A vocação, aquele chamado interior?

Pode ser uma dessas respostas, ou todas juntas, ou apenas algumas, ou ainda: nenhuma.

Ok, ok. Onde estou querendo chegar afinal? Não me atrevo a responder o que faz de um professor professor. Apenas passei a pensar e a repensar isso com mais intensidade nesses dias de janeiro depois de ler Ei, professor, de Frank McCourt.

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   Não sabe quem é McCourt?

Eu também não sabia, mas vou te apresentar.

O cidadão nasceu nos Estados Unidos de família irlandesa e passou sua infância toda na Irlanda. Um período bem difícil, conforme ele já contou em seu primeiro livro As cinzas de Angela, que não só virou filme, como lhe deu o Prêmio Pulitzer e outros tantos. Sabe o que é ganhar o tal prêmio com um livro de estréia aos 67 anos? É para poucos…

E por que tanto alarde?

Bem, McCourt lecionou no ensino médio em diversas escolas de Nova York onde mora há décadas. Seus livros são pungentes e verdadeiros, e se prendem ao seu cotidiano de professor. McCourt mostra como uma vida errante, cheia de medos, de inconsistências, de fragilidades pode encontrar algum sentido. Não porque o professor queira, trabalhe nisso ou faça desse propósito o seu caminhar. Mas porque a vida parece se rearranjar a cada passo que damos.

Os episódios que o autor conta em Ei, professor são de uma sinceridade absurda, constrangedora até. McCourt nunca é o herói, nunca tem a ação imediata ou corajosa. São suas deficiências como professor, os desafios, as impossibilidades que constróem seu cotidiano. Sem dourar a pílula, sem Happy End, sem idealismos. Ele não quer moralismos, não quer revelar seus feitos grandiosos, nem nada. Apenas ele se narra, apenas se detém ao que aconteceu, sem grandes recursos retóricos, sem ambições.

Isso não significa uma narrativa fria, ressentida ou rancorosa. Que nada! Há humor, há momentos de grande poesia e sensibilidade nas páginas de McCourt.

Ei, professor nos faz pensar, nos faz lembrar de histórias semelhantes que já assistimos ou protagonizamos. Tanto como alunos quanto como professores. O que fez Frank McCourt manter-se por 35 anos à frente de cinco turmas diariamente e centenas de adolescentes barulhentos? O que fez com que se mantivesse nesse calvário sem grandes satisfações ou honrarias? O que nos faz dar continuidade a isso? Para que servem, então, os professores, se seus alunos mal se lembram de seus nomes após um ano de convívio? Que tipo de falta fariam à educação desses caras? Dá pra pensar a educação sem mestres e mestras?

As perguntas são muitas, como as que os irriquietos alunos de McCourt lhe faziam nos três turnos de aula. As respostas são mínimas, como as que McCourt deixa escorrer pelo seu excelente texto. Biografias são bons pretextos para repensarmos nossas vidas. Ainda mais no início de um novo ano, quando as esperanças, os projetos e os horizontes se refazem.

navegue por 30 bibliotecas online

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Você precisa daquele livro que só a Biblioteca Nacional de España tem? E não pode ir até lá? Queria dar uma olhadinha no acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos? Então, navegue pelas versões eletrônicas dessas e mais 28 bibliotecas.

Clique e se perca nas estantes…

house na livraria

O infectologista foi às compras. Não porque quisesse algo para si. Quem tem toda a ironia do mundo precisa de mais o quê?

Mas o doutor House foi atrás de um livro para uma amiga. Não teve uma recaída não. Só precisava de uma segunda opinião num diagnóstico, e o presente era a melhor forma de voltar a procurar a médica nesses tempos bicudos de dezembro. Na época de Natal, todos amolecem, e House chegaria com um pacotinho na mão, um meio sorriso e o prontuário médico no sovaco.

Acontece que as livrarias são, hoje, um dos círculos infernais de Dante. Têm de tudo, menos atendentes com dois neurônios. Esperar que conheçam este ou aquele autor é uma utopia vã. Digitam de forma errada os nomes dos autores nos terminais e as buscas nunca são frutíferas. Confundem o Espinosa, de García Roza, com o Spinosa da ética aos geômetras; confudem Sócrates, de Estagira, com o meio campo que veio de Ribeirão Preto…

House arrasta a perna de livraria em livraria. Pergunta por um título, soletra o nome do autor, ministra uma pequena aula sobre a diferença entre as edições lançadas, mas nada.

“Podemos encomendar, senhor…”

“Mas eu não quero encomendar. É pro Natal…”

“Mas todo ano tem Natal, senhor…”

“Humpf! Quanto tempo demora pra chegar?”

“Dez dias úteis, senhor”

“Dez dias?”

“Sim, dependemos da distribuidora”

“Vocês não têm internet, não? Já ouviu falar de Amazon?”

“Temos internet, sim. O senhor quer usar o cibercafé?”

“Você sabe o que acontece em dez dias?”

“O ano novo, senhor”

“Não… eu perguntei se você sabe o que se passa em dez dias. É muito tempo. Se alguém morre, em dez dias, a quantidade de microorganismos em seu corpo é capaz de…”

“Senhor, vai querer encomendar o livro?”

“Você já ouviu falar de Amazon, rapaz?”

“É nome ou sobrenome? O senhor sabe me dizer algum título que ele tenha escrito? Neste terminal, acho qualquer coisa…”

“Não, deixa pra lá. Pode me conseguir uma senha pro cibercafé?”

“Claro, senhor”

House apoiou a bengala na mesinha, entrou no site da Amazon e, do cibercafé da livraria, fez o seu pedido. “É por isso que eu prefiro diagnóstico à distância”, resmungou.

jornalismo 2.0: em português!

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Em julho, disse por aqui que Mark Briggs acabara de lançar o livro Journalismo 2.0, com versão em PDF, de graça para baixar. Pois o Knight Center for Journalism in the Americas acaba de anunciar o lançamento das versões em espanhol e português do mesmo livro. A iniciativa democratiza ainda mais as boas e inteligentes reflexões de Briggs.

Em espanhol, a tradução e o prólogo são de Guillermo Franco, o competente editor de El Tiempo, da Colômbia.  A edição em português está a cargo do antenado Carlos Castilho.

Para baixar a versão em português, clique aqui.

a saudade em páginas. ou em bits

Marcelo Träsel anuncia o lançamento de um livro alusivo a um ano de ausência de Gabriel Pillar, seu amigo. A ação vem dos mais íntimos, que reuniram textos e fotos do rapaz que morreu trágica e inesperadamente em 2006.

Não, eu não conheci o Gabriel. Não posso dizer que conheça também o Träsel, só por blog ou por textos. Aliás, quem pode dizer que conhece alguém mesmo?… De qualquer forma, o livro é belíssimo, bem editado, caprichosamente gerado. Oferece retratos de Gabriel Pillar, um cara antenado, sensível, amado e admirado por muitos. A nice guy. Cool and smart. Deu vontade de conhecê-lo.

É a saudade dos amigos e parentes em papel, numa tiragem exclusivíssima de quinhentos exemplares. E como os organizadores sabem que Gabriel tinha mais amigos do que isso, quem quiser – como eu -, pode baixar a saudade na forma de bits.

Viva a saudade. Viva a amizade.

bibliografia de jornalismo online

A dica é de Mindy McAdams, mas a lista é de Paul Bradshaw. Uma lista dos 10 livros mais importantes sobre jornalismo online. Ok, ok, o próprio Bradshaw alerta que o TopTen virou TopSix, mas vale ao menos saber o que se considera – toda lista tem seu subjetivismo – relevante na produção em língua inglesa sobre o campo…

Para encurtar a história, os indicados pelo senior lecturer da Birgmingham City University são:

  1.  Gatewatching by Axel Bruns
  2. Online News by Stuart Allan
  3. Online Journalism Ethics by Friend & Singer
  4. We Media by Dan Gillmor
  5. Journalism Online by Mike Ward
  6. Flash Journalism by Mindy McAdams

No Brasil, a bibliografia sobre jornalismo online ainda é restrita, mas crescente a cada ano. Penso que já temos condições de fazer uma TopTen com os títulos mais influentes e importantes. Quem se habilita?

PS – Por falar nisso, Beatriz Ribas e Marcos Palacios convidam para o lançamento de seu mais novo livro: Manual de Laboratório de Jornalismo na Internet. O evento acontece no sábado, 10, às 17 horas no Corredor da Vitória, em Salvador.

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nova edição do gaveta do autor

Acesse: http://www.gavetadoautor.com

lançamento: políticas de comunicação

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  Fernando Paulino manda convidar:

“Em nome da equipe de pesquisadores e colaboradores do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília, LapCom/UnB, gostaríamos de convidá-los (as) para o lançamento do livro Políticas de Comunicação: buscas teóricas e práticas, no próximo dia 24, quarta-feira, a partir das 19h, no restaurante Carpe Diem, em Brasília. Seria um grande prazer contar com a presença de vocês.

Autores: Murilo César Ramos, Suzy Santos (orgs); Érico da Silveira; César Ricardo Bolaño; Valério Brittos; Othon Jambeiro; Lara Haje; Regina Luna Santos de Souza; Fernando Oliveira Paulino; Francisco Sierra; Francisco Javier Moreno Gálvez; Geórgia Moraes; Samuel Possebon; Marcus A. Martins; Israel Bayma; André Barbosa Filho; Cosette Castro; Sayonara Leal.”

Mais informações pelo brasilia@paulus.com.br  

balanço de leituras

O antenado-zen Dauro Veras escreve em seu blog um post que mais me parece um meme. É um balanço de leituras. Faço o meu abaixo…

Lendo:

  • Os jornais podem desaparecer (Phillip Meyer): O respeitado professor de Jornalismo da North Carolina University reúne informações mercadológicas e estruturais da atividade jornalística para propor formas de salvar a pátria nas redações. Para quem procura saídas.

Recém-lido:

  • O caçador de pipas (Khaled Hosseini): Um emocionante romance sobre a amizade, a vida, as traições que cometemos, a honra que desonramos e os sacrifícios necessários para resgatar a paz no coração. Para quem procura a si mesmo.
  • O que Sócrates diria a Woody Allen (J.A. Rivera): Premiado livro ensaístico que junta cinema e filosofia, investigando em filmes aspectos psicológicos e morais. Vai na mesma linha de O cinema pensa, de Julio Cabrera. Para quem lê o cinema.

Na fila:

  • Metodologia de Pesquisa em Jornalismo (Claudia Lago e Marcia Benetti Machado): Coletânea de doze capítulos sobre métodos e técnicas de investigação científica no jornalismo. Para quem pesquisa na área.
  • Memória de elefante (António Lobo Antunes): Parte da trilogia em que o melhor autor português vivo narra as lembranças do psiquiatra de retorna da Guerra de Angola. Para quem gostar de ficção de qualidade.

Em pausa:

  • As principais teorias do cinema (J.D. Andrew): Reunião quase que didática de teoria da área, com assento francês. Para quem quer entender o cinema.

gaveta do autor atualizado

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Vá ao site

a família está completa

Acaba de sair mais uma geração de livros da Coleção Plurais Educacionais, que coordenamos lá no Mestrado em Educação da Univali.

No ano passado, lançamentos Mídia e Conhecimento – Percursos Transversais (org. de Solange Puntel Mostafa e Rogério Christofoletti), Estética e Pesquisa – Formação de Professores (org. de Luciane M. Schlindwein e Angel Pino Sirgado), Currículo e Avaliação – Investigações e Ações (org. de Amândia Maria de Borba, Cassia Ferri e Verônica Gesser) e Ética e Metodologia – Pesquisa na Educação (org. de Antonio Fernando Guerra, Valéria Silva Ferreira e Tânia Raitz).

Agora, saíram Educação Ambiental – Fundamentos, Práticas e Desafios (org. Antonio Fernando Guerra e José Erno Taglieber), Educação e Trabalho – Itinerários de Pesquisa (org. de Tania Raitz e Elisabeth Caldeira Villela), Infância e Linguagem Escrita – Práticas Docentes (org. Valéria Silva Ferreira) e Educação e Lingüística – Ensino de Línguas (org. José Marcelo de Freitas Luna).

Esses títulos serão lançados na 30ª Reunião Anual da Anped, que acontece na semana que vem em Caxambu (MG) e podem ser encontrados na Editora da Univali.

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mais um lançamento

Claudia Lago e Richard Romancini estão lançando “História do Jornalismo no Brasil”, pela Insular.

A capinha é esta aí embaixo

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Mas se quiser uma prévia, vá ao site que o Richard construiu.

univali põe editora na web

Já é possível comprar os livros da Editora da Univali pela internet, por meio de sua loja virtual e com pagamento por cartão de crédito (Visa). Para uma editora universitária e com títulos voltados mais à academia, a iniciativa é super bem-vinda já que as comerciais estão na grande rede há um bom tempo.

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(clique na imagem para ampliar)

Para acessar, acesse pelo endereço http://www.univali.br/editora

uma resposta: livros e massa funcionando

Isabel Festas não responde nem às minhas nem às questões de Alessandro Martins. Mas seu texto – que prega que “estudar com livros e pensar um pouco” é a saída para a educação – faz pensar.

Aqui.

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mais lançamento de jornalismo

Marialva Barbosa manda avisar que dia 18 de setembro lança o seu “História Cultural da Imprensa – Brasil (1900-2000)”. Vai ser na Livraria Travessa do Leblon, no Rio.

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novos títulos em jornalismo: do sul ao nordeste

Roseli Araújo Batista chama para o lançamento de seu “Mídia e Educação – Teorias do Jornalismo em sala de aula”, que acontece no Café Martinica, em Brasília, dia 30 de agosto.

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Marcos Palacios e Elias Machado convidam para o lançamento de “O ensino de jornalismo em redes de alta velocidade – metodologias e softwares”, que acontece dia 3 de setembro na Livraria Tom do Saber, em Salvador (BA).

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(Clique na figura para ver o convite)

Demétrio Soster, Ângela Filippi e Fabiana Picininin anunciam que, em outubro, chega às livrarias “Metamorfoses Jornalísticas: formas, processos e sistemas”, título que organizaram.

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(Clique na figura para ver o convite)

Parabéns aos autores!!!

mais um ataque do lobo

Antonio Lobo Antunes acaba de lançar mais um livro no Brasil.
Trata-se de Eu Hei-de Amar uma Pedra, de 2004.
A informação é do Gaveta do Autor.

o fim de potter

Quer saber o final de Harry Potter?

Ana Laux e seu Gaveta do Autor dão os caminhos. Siga por aqui.

a gripe e dante (de novo)

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Há dez dias, escrevi que estava de volta ao blogar cotidiano, depois de me reerguer de uma gripe homérica. Vã ilusão a minha.O fato é que desde então, ela me persegue como uma sombra. As dores no corpo foram embora, mas ficou a corisa, o nariz-chafariz e uma tosse de cachorro. Ando combatendo a marvada, mas o friozinho e – agora – a umidade tornam as condições mais favoráveis para a gripe.

Mas eu dizia que escrevi sobre a gripe, mas me lembro também que fiz alusão aos círculos de inferno de Dante, ao deixar o lado enfermo. Pois volto a ele agora. Não o lado enfermo (deus me livre!), mas ao poeta.Por conta do frio e da chuva que tornaram esse domingo mais longo, devorei um livro em que me arrastava há semanas: Os crimes do mosaico, um romance que escala nada menos que Dante Alighieri para investigar um estranho assassinato de um mosaicista na Florença de 1300. O poeta é prior da cidade e sua autoridade é reforçada por astúcia e erudição.

Como em outras situações, o livro transporta o gênero policial para um ambiente clássico, tendo como protagonista um personagem pra lá de interessante. O Dante que Giulio Leoni nos apresenta é irascível, altivo, arrogante, cruel, pavio-curto. É briguento, sangüíneo, temperamental. Deixa a cabeça girar ao contrário por causa de um rabo de saia e é bem beberrão.O livro demora a engrenar, mas lá pela metade a narrativa vai fluída, contagiante. Não vou contar o final, mas descobrir o responsável pelas mortes macabras fica em segundo plano quando se percebe o segredo que provocou toda aquela confusão.

Diversão com ironia fina, inteligência arguta e um personagem que – se conhecêssemos – adoraríamos odiar.

livro sobre metodologia de pesquisa em jornalismo

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Reproduzo o release… 

A Editora Vozes acaba de lançar o livro “Metodologia de Pesquisa em Jornalismo”, endereçado a todos aqueles que pensam o Jornalismo como ciência.

Organizado por Cláudia Lago e Marcia Benetti, com prefácio de José Marques de Melo, o livro reúne doze textos de autores de vários estados brasileiros e do exterior, divididos em três partes: Métodos, Conceitos e Intersecções com o Jornalismo, Aplicação de Métodos de Pesquisa em Jornalismo e Exemplos de Pesquisa e seus Métodos.

Na primeira parte os autores Richard Romancini, Cláudia Lago, Sônia Serra e Luiz Martins da Silva trabalham, respectivamente, a intersecção entre Jornalismo e os métodos próprios da Pesquisa Historiográfica e da Antropologia, os aportes da Economia Política da Comunicação e a Teoria do Agenda Setting, aplicada aos estudos de jornalismo brasileiro.

Na segunda parte Marcia Benetti apresenta a análise de discurso e Heloiza Herscovitz  discute a análise de conteúdo nos estudos sobre jornalismo, enquanto Luiz Gonzaga Motta trabalha a narrativa jornalística e Isabel Ferin Cunha discorre sobre a aplicação de programa estatístico – o SSPS – em estudos do jornalismo.

Por fim, a terceira parte discute pesquisas específicas à luz dos métodos que as geraram. É o caso de Elias Machado e Marcos Palacios, que apresentam a metodologia aplicada pelo Grupo de Pesquisa de Jornalismo On-Line (GJOL), a pesquisa levada a cabo por Alfredo Vizeu que analisou o newsmaking no telejornalismo brasileiro, enquanto Zélia Leal Adghirni e Francilaine de Moraes discutem os critérios que nortearam sua pesquisa sobre instantaneidade e memória no jornalismo on-line. Por fim, José Luiz Aidar Prado e Sérgio Bairon apresentam a metodologia utilizada na pesquisa que analisa discursivamente a representação do Outro na mídia das revistas semanais, notadamente a revista Veja.

O resultado final é uma obra que reúne não só autores de formação e campos distintos, pesquisadores que trabalham em diversas universidades, mas também textos que procuram dar uma noção da amplitude e abrangência das discussões relacionadas à esfera metodológica. O livro não esgota as inúmeras faces da discussão da ordem do método, mas contribui para o aprofundamento dessa temática, absolutamente crucial para todos aqueles que se aventuram a eleger o jornalismo enquanto objeto de estudo.

“Metodologia de Pesquisa em Jornalismo”
Claudia Lago e Marcia Benetti Machado (Orgs.)
Editora Vozes
286 páginas
R$ 32,00