Só agora sistematizei minhas idéias do que li, vi e ouvi sobre o debate na TV Estadão sobre Responsabilidade e Conteúdo Digital.
Inicialmente, me chamou muito a atenção o título da mesa redonda. “Responsabilidade”… “Conteúdo Digital”… Ressoa as preocupações anteriores do Estadão – quando por exemplo lançou seu brevíssimo código de conduta online – e não trata diretamente da questão que motivou o próprio debate: Credibilidade. (É só lembrar a campanha publicitária que enaltecia o jornal em detrimento de sites e blogs…)
Não vi o debate ao vivo. E foi bom. Me permitiu pensar com calma.
Assisti depois ao vídeo deixado no YouTube, cujo arquivo não traz a totalidade da discussão, mas que dá uma boa visão geral.
De início, destaco algumas questões levantadas:
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Vivemos uma adolescência da internet no Brasil?
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Com todo o mundo sendo produtor, emissor de informação, está faltando receptor?
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Tem muito lixo na blogosfera?
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A blogosfera só tem lixo?
- Há tanto lixo na blogosfera porque falta qualidade no receptor?
Interessantíssimo o debate, Rogério. Andei meio por fora nos últimos dias, sem postar e tal. Mas ainda bem que tem o Monitorando pra deixar a gente atualizado. Devo ter postando em algum lugar, não me lembro onde, sobre essa questão de visibilidade x credibilidade. Infelizmente – mais ou menos na linha daquele site sobre acidentes, tragédia etc. – os que mais logram acessos (e o pior, os que se su$tentam), pelo que vejo, são os que MENOS têm credibilidade. A discussão sobre monetização vai longe, e em certos aspectos é cada vez mais apelativa. A sobre a credibilidade agora que tá tomando algum corpo, e olhe lá. Antigamente, para escrever um texto como este aí acima, tu tiravas o grana pro leite das crianças. Hoje, a gente tá queimando neurônio, atarefado, atribulado, enquanto texto, bom texto, notícia, informação, opinião, viraram comodities. Como tudo que dispende um bom trabalho requer energia, e energia não vem do nada também – o cara precisa comer, precisa estudar, ter saúde, conforto, estar numa boa –, é legal ir levantando esses assuntos. Abraço
Xará, a gente é grosso, chato e insistente. Por isso, a gente continua a bater, mesmo que o ferro esteja frio.
Abs