jazz me jazz: listas

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(miles davis)

Acordei com todas as blue notes pulsando no corpo.
Daí, resolvi fazer a vitrola trabalhar, pulando de faixa em faixa. DJ mergulhado em cem anos de jazz.
Depois, fiz listinhas muito particulares. Se gostar, faça as suas também. Se não gostar, faça outras contestando…

  • 5 opções para ler jazz:

Ao vivo no Village Vanguard, de Max Gordon.
O proprietário da mais mítica casa de shows de jazz de Nova York conta como ela funcionava e quem passou por lá.

No mundo do jazz, de François Billard.
Sim, os franceses sabem do ritmo também. Nessas páginas, saborosas histórias de anônimos músicos e de suas rotinas de jam sessions, além de contos com monstros sagrados.

História social do jazz, de Eric Hobsbawn.
O famoso historiador escreveu este livro sob o pseudônimo de Francis Newton, só revelando o segredo anos depois. Vale para quem se interessa por contextos e sociologias. Rigor na pesquisa.

Miles Davis – autobiografia
O camaleão conta muita coisa, com absurda sinceridade. Dos tempos em que dividia apartamento com Charlie Parker aos anos em que morou com duas esposas bem mais jovens. Isso sem contar a música…

New jazz – de volta para o futuro, de Roberto Muggiati.
Belo apanhado de músicos, compositores e intérpretes dos últimos vinte ou trinta anos. Para introduzir quem quer conhecer e para revelar quem pensa que já sabe de tudo.

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(billie holiday)
 

  • 10 discos essenciais

Kind of blue, de Miles Davis

Porgy and Bess, de Miles Davis

Marsalis Standart Time vol. 1, de Winton Marsalis

A love supreme, de John Coltrane

My favorite things, de John Coltrane

The Stockholm Concert, de Ella Fitzgerald e Duke Ellington

Lady in satin, de Billie Holiday

She was too good to me, de Chat Baker

Autumn Leaves, de Gil Evans

Francis Albert Sinata and Antonio Carlos Jobim, dos dois

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(john coltrane) 

  • 10 caras inesquecíveis

Miles Davis: versatilidade, modernidade e nenhum medo de errar

Billie Holiday: a tragédia numa voz

John Coltrane: o sax, o encontro com deus e o músico de olhos parados

Chet Baker: outra tragédia, mas com os lábios no trompete

Duke Ellington: o primeiro grande profissional do jazz

Dizzy Gillespie: um sapo bebop coacha no clarim

Thelonius Monk: tentáculos sobre o piano

Sarah Vaugahn: a voz que vence o eco

Tom Jobim: nosso debussi e muito mais

Nina Simone: uma espécie de religião na música

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(jamie cullum)

  • 10 atualíssimos e indispensáveis

Antonio Hart: sax com propriedade e latinidade

Jamie Cullum: ele compõe, canta, dança e sapateia sobre o piano

Norah Jones: com doçura e fragilidade ela se aproxima perigosamente do country

Nicholas Payton: some Armstrong, Gillespie e King Pim e o resultado é este

Diana Krall: a canadense loira mais negra-do-Harlem que já se viu

Madeleine Peiroux: impossível não lembrar de Lady Day

Joshuah Redman: um jogador de basquete de rua tocando jazz

Terence Blanchard: dedos nervosos tamporilam sobre os pistões

Laura Fygi: rica, classuda, charmosa e com pleno domínio na voz

Cassandra Wilson: porte de diva, voz de musa

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7 comentários em “jazz me jazz: listas

  1. Eu acordei com o despertador, mas depois me recuperei e fui a New York com o Sinatra, quando já estava de volta vc me aparece com esta listinha…e quem vai estudar?Não…hj não please.

  2. (Eu comentei na outra postagem por engano. Apaga aquela e deixa esta).

    Show rapaiz! Bela lista, instigantes considerações. Curtes William Parker? Baixo nervoso, mas calmo ao mesmo tempo.

    Só pra me estender um pouco (de praxe), interessante como hoje a gente lê o Jazz e como ele era lido nos seus primórdios. Penso em Adorno, dos frankfurtianos – que tinha seu lado de músico frustrado -, com toda sua carga de preconceito contra os negros americanos que dançavam e se contorciam com seus trumpetes tortos…

    E a história do Hobsbawn, quando ainda era marxista, com aquela paixão escondida por trás da seriedade sociológica (e do pseudônimo). Histórias, causos, curiosidades que só ajudam a curtir mais a arte.

    Faça mais disto por aqui.
    Abraços

  3. Xará, vamos ser sinceros, como eram mal humorados os frankfurtianos né?
    Consegue imaginar Adorno ouvindo jazz? Consegue visualizar ele sem gravata? E Horkheimer? Já pensou nele descalço, deitado no chão da sala, com as pernas pra cima e ouvindo música no último???

    Não…

    Isso não combina com os caras. Daí, o jazz vira fetiche, o rock coisa do diabo e por aí vai…

    O Hobsbawn foi picado pela mesma mosca, mas teve tempo pra virar casaca e sair do armário. Sorte dele…

    Obrigado pela audiência…

  4. Qual transtorno? Só se for para o livro que perdeu a leitora p/ o munitorando. Eu preferi sua lista, ela é maravilhosa e 7 era minha folga de tudo. Agora sim vou desligar o blog,boa noite!

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