Assisti pela TV a abertura oficial do Record News, o auto-alardeado primeiro canal 24 horas de notícias de sinal aberto. A “cerimônia” foi rapidinha, meia hora. Mas foi entre o brega e o paroquial. Explico.
- Celso Freitas adotou um tom cerimonioso, usando formas de tratamento não usuais na TV, como “excelentíssimo senhor”, “ilustríssimo”, etc.
- Lula, Serra, Kassab prestigiaram o evento. Ficaram sentadinhos e bonitinhos. Os dois primeiros falaram, o prefeito não. Acho que houve um certo temor de que ele enxotasse alguém aos berros…
- Celso Freitas confidenciou que em 1989 a Record quase faliu, mas “um projeto inovador” salvou a emissora. Ele tava se referindo à Igreja Universal…
- Celso Freitas anunciou a palavra do “proprietário”, isso mesmo, proprietário da Rede Record, o bispo Macedo. E ele falou. Claro que terminou falando de deus…
- Lula terminou seu discurso recitando versos do Hino à República: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós…”
- Lula e Edir Macedo – no maior estilo inauguração de hidrelétrica ou início de pregão na bolsa – deram início às operações do canal, apertando o botão NO AR.
- Fafá de Belém, isso mesmo, cantou o hino nacional.
- Em rápidos takes na platéia, deu pra perceber que havia lugares vazios. Mas não dá pra reclamar: tinha o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e ministros como o dos Esportes (Orlando Silva) e do Turismo (Marta Suplicy)…
- Terminou rápido porque os salgadinhos estavam esfriando.
Pode parecer brincadeira, mas foi assim mesmo que aconteceu.
Pessoalmente, torço para que o canal dê certo e que seja mesmo aberto. Eu tenho TV a cabo, mas o sinal da ex-Rede Mulher não chega aqui. Então, de 24 horas de jornalismo em sinal aberto, o “aberto” é só um adjetivo vazio pra mim.
Mas torço pra dar certo, sim. Só que eles podiam me poupar as risadas na abertura…
Quer dizer que perdi a comédia da semana? Estava em Florianópolis, curtindo um belo espetáculo de dança no CIC. Vou tentar sintonizar aqui em casa e conto como foi a experiência.
Isso, depois me conta…
(Gente chique vai ao balé. Gente grossa assiste aos vexames na TV aberta)