Durante muito tempo, era remota a possibilidade de professores das universidades federais chegarem à condição de titular. Havia uma quantidade limitada dessas vagas e muitos colegas, por mais que dedicassem vidas inteiras ao trabalho, não alcançavam essa condição. Felizmente, o governo brasileiro alterou essa situação, criando uma classe na carreira, fazendo com que se tornar professor titular pudesse ser resultado de uma progressão funcional. A minha geração se beneficia dessa mudança, e amanhã, dia 11, é a minha vez de passar por um rito que pode resultar em mais um passo na minha trajetória.
A partir das 9 horas, defendo meu memorial de atividades acadêmicas e jornalísticas que compreende 26 anos de profissão. É metade do que já vivi… Fazem parte da banca como avaliadores as professoras Andréia Guerini (UFSC) e Márcia Benetti (UFRGS) e os professores André Lemos (UFBA) e Eugênio Bucci (USP). A sessão é pública e pode ser acompanhada ao vivo aqui.
É uma sensação esquisita remexer as memórias e os documentos para sintetizar o que fiz e o que fui nesse tempo todo. À medida que escrevia o memorial, parecia que eu narrava a jornada de um outro, estranhamente familiar e conhecido. Foi uma oportunidade incrível poder fazer isso. A vida é surpreendentemente boa, e eu tenho muito a agradecer.