7 dias com a mídia

Screenshot 2014-03-02 10.16.54Em Portugal, o Grupo de Trabalho Informal sobre Literacia para os Media (GILM) anuncia a iniciativa 7 Dias com os Media. O GILM reúne representantes do governo português, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Universidade do Minho, Unesco, RTP, entre outros parceiros, e sua função é contribuir para a difusão de ações de educação para a mídia.

7 Dias com os Media está programado para a semana de 3 a 9 de maio, e você pode conferir aqui o site do evento. Aliás, visite também o Portal da Literácia Mediática.

nsa para desavisados

Já que estamos sendo monitorados pela NSA, não custa nada saber um pouco mais sobre ela:

1. Claro que você já ouviu falar de CIA e FBI. A NSA pode ser uma novidade para muitos de nós, mas pasme: os EUA têm dezesseis (isso mesmo!), dezesseis agências de inteligência governamentais.

2. A NSA não é nova. Ela surgiu em 1952, o que significa dizer que a agência existe há mais de 60 anos…

3. O objetivo inicial da NSA era investigar fora dos EUA, filtrando informações de outros países que colocassem em risco a segurança norte-americana. As revelações de Edward Snowden mostraram que a agência também atuava internamente, bisbilhotando cidadãos estadunidenses.

4. Aliás, estima-se que 80% das comunicações que passem pelos EUA sejam filtradas pela NSA por meio de seus modernos recursos.

5. A NSA não trabalha sozinha. Ela conta com a colaboração – em diferentes graus de envolvimento e dedicação – de empresas de tecnologia e telecomunicações. Quem? Ora, Facebook, Google, Microsoft, Apple, Vodafone, Verizon, entre outras…

6. O Prism é apenas um dos softwares usados pela NSA para espionar pessoas, governos e empresas, Na verdade, ela dispõe de diversos sistemas para colher, filtrar, agregar e compreender dados.

7. A agência também tem altos investimentos e esforços para a quebra de criptografia, para o uso de alçapões em softwares, para a exploração de falhas deliberadas em máquinas e sistemas para extração de dados, e para a coleta de dados diretamente em cabos submarinos…

8. Na maioria das vezes, não importa muito o conteúdo das mensagens interceptadas, mas sim os dados de geolocalização. Com isso, a NSA consegue “ver” onde você está, por onde passa, com quem estabelece relações, etc…

9. Os dados não são tratados manualmente; há sistemas que comportam grandes quantidades de informação, que são sistematizados e convertidos em unidades compreensíveis.

10. Se você pensa que a NSA fica num sótão, num porão escondido, secreta, esqueça! Ela fica em imensos prédios, cercados por gigantescos estacionamentos. Confira aqui.

facebook, whatsapp e você com isso…

A semana passou e cansei de ver jornalistas na TV anunciarem com um indisfarçável sorriso a compra do WhatsApp pelo Facebook por US$ 16 bilhões. Fiquei intrigado: por que tanta alegria? Quem ganha com um negócio desses?

Os mais entusiastas dirão: os usuários porque agora o WhatsApp vai bombar. Besteira. Nada garante isso.

Pergunto de novo: quem ganha com isso? Só o Facebook. Tenta conter a já alardeada e preocupante sangria de usuários, dá um passo na direção dos mais jovens que uatsapam e concentra mais o mercado da internet.

A concentração de mercado só é uma boa jogada para os peixes grandes que devoram os pequenos. Só.

a mídia e o cuidado como obrigação

David Putnam teve uma longa carreira como produtor de filmes premiados. Depois, cansou, largou tudo e passou a atuar com educação e ativismo social. Chegou a ser o homem forte da Unicef no Reino Unido. No video abaixo – uma intervenção no mundialmente aclamado TED – , ele traz questões bastantes interessantes sobre a mídia. Afinal, ela não deveria ter a obrigação de ser mais cuidadosa?

Para ver e pensar.

os jornais mais belos do mundo

A Society For News Design (SND) apontou os cinco jornais mais bem desenhados do planeta.

Para os avaliadores, os critérios que permitiram apontar os diários mais agradáveis de se ler e ver foram: design que permanece ao longo do tempo, força, enfoque audaz, aparente hierarquia dos elementos gráficos, desenho funcional aos leitores, visuais instigantes, criatividade, consistência e coragem.

Quais são os melhores jornais nesses quesitos?

Confira!

cadê a privacidade que estava aqui?

Capa_PoliTICS_16_100x133Se você é daqueles que andam bem cabreiros quando navegam na internet, vale a pena estar muito informado sobre as principais discussões sobre privacidade e segurança de dados. Existe muita coisa por aí que merece ser conhecida e lida, e uma lista de leituras obrigatórias seria sempre muito limitada. Por isso, nem me arrisco a fazer, até porque por mais que estude o assunto, ainda tenho muito a aprender sobre a tal coisa…

De qualquer forma, me atrevo a indicar a leitura do mais recente número da revista poliTICs, editada pelo Nupef, que circula gratuitamente e pode ser lida tanto em papel quanto em PDF.  O número em questão traz três artigos muito importantes. O professor Pedro Antonio Dourado de Rezende, de Ciências da Computação da UnB, aponta caminhos para se entender melhor as denúncias de espionagem e vigilância global, hipertrofiadas com as ações de Edward Snowden. De quebra, faz um “afago” ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O cultuado ativista Cory Doctorow chacoalha a cadeira para falar de marcos regulatórios para proteção de dados na União Europeia. Você não mora por lá? Não importa. Se algo de grave acontecer do outro lado do Atlântico, o que garante que as ondas não cheguem aqui?

E se você pensa que “privacidade” é apenas manterem seus dados guardadinhos quando você acessa algum site, abra a cabeça com o artigo de Koichi Kameda e Magaly Pazello, pesquisadores do Nupef, que abordam a segurança de dados sobre a saúde das pessoas num ambiente hiperconectado como o nosso.

E já que estamos falando nisso, por que não conferir Os arquivos de Snowden, o livro do jornalista Luke Harding, do The Guardian, sobre o delator dos megaesquemas de espionagem dos EUA? Lendo a trajetória do jovem analista de segurança terceirizado da NSA, dá pra ver como resta quase nada do que chamávamos de segurança na navegação e privacidade…

dingo!

Miles Davis, Michel Legrand e uma ilusão fílmica…

revista chama textos sobre ditadura

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia anuncia a chamada de artigos para suas edições de 2014:

V. 11 nº 1 – janeiro a junho de 2014
Eixo Temático: 50 anos do Golpe Militar de 64

Em 31 de março de 2014, completa-se meio século do movimento que instaurou uma ditadura militar no Brasil. A revista Estudos em Jornalismo e Mídia aproveita a efeméride para incentivar a análise, a reflexão e o debate sobre esse marco histórico e suas relações com a sociedade e a mídia. São esperados artigos que relatem pesquisas sobre o tema, bem como textos de aporte teórico. Subtemas de interesse: jornalismo e repressão; censura e liberdade de expressão no contexto da ditadura e da democracia; tensões sociais e coberturas jornalísticas; propaganda política, do Estado e de mercado; militarismo e ativismo civil nos meios de comunicação; poderes e contrapoderes; revolução, golpe e contra-revolução; contextos, cenários e personagens, entre outros.

Também serão aceitos artigos com outros temas, mas serão priorizados para análise os que se enquadrarem no eixo temático da edição.

Deadline: 20 de março de 2014

V. 11 nº 2 – julho a dezembro de 2014
Eixo Temático: Esporte e Mídia

Num curto intervalo de quatro anos, o Brasil vai sediar três importantes competições globais: a Copa das Confederações (2013), o Mundial de Seleções da Fifa (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). A revista Estudos em Jornalismo e Mídia incentiva autores e pesquisadores a refletir sobre as relações e sentidos entre esportes e meios de comunicação. São aguardados artigos que relatem pesquisas sobre o tema, assim como textos teóricos. Subtemas de interesse: Coberturas de grandes eventos esportivos; problemas e desafios das coberturas cotidianas; política e esporte; políticas do esporte; jornalismo esportivo; grupos de pressão, relações de interesse, disputa política e atividade esportiva; gastos públicos, legado estrutural, acompanhamento cidadão e transparência, entre outros.

Também serão aceitos artigos com outros temas, mas serão priorizados para análise os que se enquadrarem no eixo temático da edição.

Deadline: 20 de setembro de 2014

Mais informações sobre como submeter artigos, aqui.

o beijo gay e o mundo de amanhã

Futebol e telenovela são coisas seríssimas no Brasil, sempre digo isso. E é claro que acompanhamos aqui em casa o capítulo final de “Amor à vida”. A família grudada no sofá esperava com ansiedade os desfechos da trama, e na cena com os personagens Félix e Niko, prendemos a respiração. Eles trocaram declarações de amor, os segundos passaram, a tensão aumentou e meu filho, de nove anos, soltou: “Beija logo, cara!”.

Félix e Niko se beijaram, as redes sociais explodiram em festa e ódio, e assim que subiram os créditos, fui com o filho para o quintal. Ficamos ali em silêncio, olhando nossos gatos, e eu me reconheci muitíssimo feliz com a atitude do filho. Sem preconceito, ele torceu pela felicidade dos personagens, inclusive de um que era o vilão da história até então. Gostei muitíssimo de ver a ousadia da maior empresa de comunicação do país em exibir uma cena que pode afrontar a tanta gente. Mas gostei muito mais de ver uma criança não se importar com o pre-julgamento dos outros, acatar a vontade de amar de pessoas diferentes, enfim…

A frase desabafada aqui na sala de casa me fez sonhar com um mundo melhor amanhã. Mais tolerante, mais aberto, menos preconceituoso, mais afeto ao amor. A todo tipo de amor. Foi um final feliz de novela…

o menino e o mundo: comovente

1379958_524963000924630_537371154_n_1_O que é que fica quando o pai, simplesmente, se vai? Não fica nada. Porque o menino vai atrás.

É assim – simples e direto – que a gente se depara com “O menino e o mundo”, belíssima animação de Alê Abreu, em cartaz nos cinemas a partir deste mês de janeiro. O filme costura com poesia e crueza o descortinar do mundo e da realidade pelos olhos de uma criança. O abandono, a ignorância, a pobreza, a brutalidade dos fatos, está tudo lá. As máquinas, a velocidade, a ferocidade, os ruídos apavorantes, os seres esquisitos, a fome, as cores e as músicas também. Emicida, Barbatuques e Naná Vasconcelos. Traços rápidos, primitivismo, política e crítica social. Lirismo, encantamento, sorrisos e algumas lágrimas.

Desnecessários os diálogos e as frases que possamos entender. Tem muita coisa ali. “Gente, carro, vento, arma, roupa, poste, aos olhos de uma criança. Quente, barro, tempo, carma, roupa, nóis, aos olhos de uma criança…”

Vá ao cinema se emocionar. Leve uma criança para segurar a sua mão durante a sessão…

obama mente!

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mentiu descaradamente ontem para congressistas de seu país, para líderes mundiais e para o resto do planeta. Quis tranquilizar a humanidade, colocando panos quentes sobre as espionagens que os EUA estão operando em escala global, sabe-se lá desde quando.

Disse que Angela Merkel, que foi bisbilhotada por agências norte-americanas, não precisa mais se preocupar. Ignorou Dilma Rousseff, que passou um pito público no homem em plena Assembleia Geral da ONU, queixando-se de violação de direitos individuais e de atropelo da soberania das nações.

Obama mentiu porque as ações de monitoramento de emails, redes sociais e celulares não vão diminuir. Não vão parar. Não vão aguardar permissões judiciais. Não vão se restringir. Não vão. Por que iriam, afinal? Por que os Estados Unidos se arrependeram? Por que se convenceram de que Edward Snowden estava mesmo certo? Por que fizeram uma  autocrítica e passaram a ver o mundo pela ótica de Julian Assange e Chelsea Manning?

Nada disso. Aliás, ao listar os quatro nomes em negrito juntos neste post, emiti um alerta em algum lugar. Não será exagero imaginar que uma tropa de agentes já interceptou todos os meus emails nos últimos dois meses, já rastreou minhas compras online, meus hábitos de consumo, minha árvore genealógica inteira, sabe meu salário, localização de parentes e demais dados que NÃO AUTORIZEI a acessarem.

Sim, amigos. A coisa está assim mesmo. Quanto mais busco entender o assunto, mais me convenço de que a matéria “privacidade” é um animal extinto. E que monitoramento, espionagem, bisbilhotagem, roubo de dados pessoais, desrespeito à privacidade são feitos em altíssima escala, sem qualquer permissão e sem nenhuma justificativa. O que permite que o Estado verifique meus emails com listas de palavras? O que permite que um governo de outro país faça isso? Para evitar terrorismo? MENTIRA. Para “manter nossos cidadãos seguros”? MENTIRA. Para “avançarmos em nossa política externa”? MENTIRA. Para assegurar a liberdade e a vida? Preciso repetir?

Obama mentiu. Sete meses após as primeiras denúncias de que NSA e outras agências fazem o serviço sujo de xeretar governos, empresas, países e sociedades inteiras, o presidente dos Estados Unidos vem a público e se apoia numa pilha de inverdades. Mal sentou na cadeira do salão oval e a academia sueca deu a ele o Prêmio Nobel da Paz! Bajulação pós-colonial… Prêmio Nobel da Paz… irônico é pensar que Obama é justamente o homem que está sepultando a paz de bilhões de usuários da internet e de celulares…

previsões para o jornalismo em 2014

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mãe dinah…

Não tenho bola de cristal, mas há quem tenha. Vale a pena conferir o que alguns dos principais produtores, teóricos e críticos do mundo têm a dizer sobre o jornalismo em 2014. Vale a pena também retornar a este post em janeiro de 2015 para conferir quem acertou e quem fracassou miseravelmente… (marque na sua Google Agenda)

O site britânico Journalism.co.uk lista dez tendências (um resumo em português aqui, com o Newsgames):

  • Mobile e design responsivo
  • Conteúdo geolocalizado
  • Redes sociais privadas
  • Jornalismo feito por drones
  • Vídeos curtos
  • Análise de dados e audiência em tempo real
  • Windows phones
  • Tecnologia “vestível”
  • Notícias “antecipatórias”
  • Publicidade nativa

O Nieman Journalism Lab publicou uma série especial sobre o assunto, ouvindo 52 especialistas, que vão de Amy Webb a Alfred Hermida, passando por Rick Edmonds e Michael Schudson. Tem chute pra todo lado, mas há ideias bem instigantes (confira aqui).

Mas se você ainda não virou a página e ainda está em 2013, não tem problema. The New York Times juntou um punhado de ótimas reportagens multimídia e interativas que você pode ver aqui (sem pressa nenhuma).

este blog morreu. mentira!

O blogueiro Jason Kottke causou alguns tremores de terra com seu post no Nieman Journalism Lab nas vésperas do natal passado. No texto, ele dizia que os blogs como considerávamos desde 1997 estão mortos. E o blog como plataforma morreu justamente porque foi apropriada e absorvida por veículos e organizações que não produziam blogs, mas qualquer coisa que chamavam de blogs. E o blog como plataforma pessoal morreu porque as redes sociais têm servido muito mais a esse propósito, de maneira mais fácil, rápido e com mais recursos.

Kottke celebra: o blog morreu, longa vida ao blog.

Em janeiro de 2010, arrisquei um palpite numa mesa da Campus Party. Estava ao lado de André Lemos, Sérgio Amadeu, Sandra Montardo e Henrique Antoun. Eu disse que não sabia muito do futuro dos blogs, mas achava que eles eram uma mídia de transição, de passagem. Não sei se acertei, nem me interessa na verdade. O fato é que continuei blogando e vou permanecer nessa situação.

Não se aborreça, por favor. Você precisa relevar: sou quase um ancião, não aguentei os trancos das redes sociais e preciso escoar parte de minha tagarelice.

Este blog não era alimentado há mais de 100 dias, desde 30 de setembro de 2013. Não morreu de inanição. Nem eu. Por algum tempo não senti qualquer falta. Na verdade, não tenho lá uma ânsia para publicar conteúdos, mas voltarei sempre que der. Não farei promessas e você – se ainda estiver aí -, não mantenha grandes esperanças. Não sou como o notável e influente Dan Gillmor, que manifestou publicamente sua resolução para 2014 – lutar para impedir que os Estados Unidos se convertam num estado de vigilância plena de todos os internautas. Meus objetivos são bem menos ambiciosos.

Este blog vai continuar. Seja esta uma boa ou má notícia…

garcia márquez manda ver…

Gabo apareceu publicamente e foi efusivo, conforme relata El Universal

gabo

 

ben afleck? no, thanks

Dark Knight Clint Eastwood as Batman by Lee-HowardAssim, ficaria bem melhor… com roteiros de Nolan, direção e música do próprio Clint. Superman pode ser qualquer um mas tem que levar os sopapos originalmente pensados por Frank Miller…

sbpjor já recebe inscrições

(reproduzido do site da associação)

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) está recebendo, desde quarta-feira (18 de setembro), as inscrições para o 11º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (7 a 9 de novembro), para o III Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (manhã do dia 7 de novembro), I Simpósio das Redes de Pesquisa em Jornalismo (I RedesJor) (tarde do dia 7 de novembro) e I Seminário Nacional da Pós-Graduação em Jornalismo (I PósJor) (tarde do dia 8 de novembro), os quais irão acontecer na Faculdade de Comunicação da UnB, Brasília (DF).

O sistema de inscrições pode ser acessado aqui. O primeiro período de valores promocionais vai até 30 de setembro. Os pesquisadores que tiveram trabalhos aprovados deverão pagar a inscrição até 8 de outubro, a fim de que o paper seja publicado nos anais do evento e que o artigo seja incluído na programação das apresentações.

Os valores para associados da SBPJor com anuidade em dia, bem como para os não associados, nas categorias doutor, mestre, especialista, graduado e estudante de graduação, podem ser acessados aqui. Neste link, também estão disponíveis os prazos e o sistema de inscrições, além do passo a passo de como efetuar o pagamento e a inscrição.

O associado que ainda não pagou a anuidade 2013 pode fazê-lo pelo site da SBPJor, na guia de serviços online.

Se a anuidade estiver em atraso mais de uma vez, o valor a ser pago constará no boleto. Em caso de problemas com login e senha, o associado deve entrar  em contato com o diretor administrativo da SBJor, Demétrio de Azeredo Soster (sbpjor.dir.adm@gmail.com), que providenciará a solução.

Os que forem não associados, e tiverem conta no Banco do Brasil, podem pedir a transferência do valor para a conta da SBPJor. O não associado que se associar à SBPJor antes de fazer inscrição para o evento passará a pagar inscrição como associado (valores reduzidos em relação ao não associado). A adesão à SBPJor pode ser feita por meio deste link.

Todos que  tiverem conta no Banco do Brasil, associados ou não associados, podem pedir a transferência do valor para a conta da SBPJor.

Não associados mas que sejam professores ou estudantes da UnB, realizadora do evento, ou da UFG e UCB, parceiras de realização do evento, pagarão valor de inscrição idêntico ao de Associado da SBPJor.

Serviço
Link para inscrições e tabela de valores: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/artigos/2013/auth/index
Data de pagamento de inscrição com desconto: até 30/09/2013
Prazo limite de inscrição para quem irá apresentar artigo: 08/10/2013
Link para atualizar anuidade SBPJor: http://sbpjor.kamotini.kinghost.net/sbpjor/socios/entrada.php\
Link para associar-se à SBPJor: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/?page_id=406

vem fazer pos-doc na ufsc!

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina informa que estão abertas as inscrições para seleção de um pesquisador para pós-doutorado, no âmbito do Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD) com bolsa correspondente da Capes.

O processo seletivo, seu cronograma e demais regras podem ser conferidos em http://ppgjor.posgrad.ufsc.br/files/2013/09/edital-POSJOR-PNPD.pdf

daniela arbex vem aí

A 12ª Semana do Jornalismo da UFSC está trazendo hoje para o palco a jornalista Daniela Arbex, repórter especial da Tribuna de Minas e que é uma das mais respeitadas e premiadas da sua geração. Daniela, para além do currículo recheado, é uma profissional preocupada, comprometida e muito trabalhadora.

Em 2012, ela publicou uma série de reportagens que denunciava nada mais nada menos que 60 mil mortes ao longo de décadas num temido e legendário hospital psiquiátrico em Barbacena (MG). O título da série me pareceu à época um tanto exagerada: Holocausto Brasileiro. Não era, e a grande reportagem levou o Prêmio Esso de Jornalismo a sua autora.

Este ano, a série foi ampliada e editada na forma de livro com o mesmo título. E ele está causando nas livrarias, redações e outros lugares por aí. Está nas principais listas dos mais vendidos, e Daniela tem peregrinado por diversos locais para lançar e discutir a questão delicadíssima dos cuidados que se dispensa a quem precisa nas casas de internação. Aliás, discute-se também o estatuto da internação e tudo o mais…

Daniela Arbex falará hoje à noite na Semana (no Auditório do Centro de Convivência/UFSC, às 19 horas), e se eu fosse você não perdia. Nem deixava de ler o livro, que é tocante e terrível.

o jornalismo para além de sua indústria

O clichê mais desgastado do jornalismo é que ele está mudando muito e rapidamente.

Enquanto quase todo o mundo repete o mantra, alguns alongam a vista e lançam opiniões, previsões e análises. Tem de tudo! Há quem preveja dia, mês, ano e horário em que os jornais pararão de circular; há os que se apeguem às rotativas e às broadcasting com todo o fervor; e há ainda os que culpam as redes sociais pelo colapso da cultura, da civilização e de toda a humanidade.

No mar dos profetas, volta e meia, aparece quem tenha algo robusto e interessante a dizer. Foi assim no ano passado quando C.W. Anderson, Emily Bell e Clay Shirky produziram um alentado relatório sobre o tema para o Tow Center for Digital Journalism da Escola de Jornalismo da Universidade Columbia, uma das mais prestigiadas do mundo. Sob o título “Jornalismo Pós-Industrial”, o documento é o que os autores chamaram de um ensaio para tentar entender o que se passa no mundo do jornalista, entre os profissionais e organizações a que se dedicam a isso, e ao entorno (o que é mais impressionante!).

O documento tem 60 páginas em média e pode ser acessado na íntegra (em PDF e em inglês aqui ou em espanhol aqui). Uma versão para o português foi especialmente traduzida por Ada Félix para a Revista de Jornalismo ESPM. O Observatório da Imprensa reproduziu essa versão em capítulos, que você pode acessar aqui: Introdução (Adaptação aos novos tempos), capítulo 1 (Os jornalistas), capítulo 2 (As instituições), capítulo 3 (O ecossistema) e conclusão (Movimentos Tectônicos).

O jornalista Carlos Castilho, colunista do Observatório, publicou em seu blog dois posts que oferecem um bom resumo do documento (aqui e aqui), mas se você é jornalista, pesquisador, estudante da área ou apenas um interessado no assunto, NÃO DEIXE DE LER o trabalho de cabo a rabo. Claro, faça os devidos descontos: foi elaborado a partir de referências e especialistas norte-americanos e reflete o estado da coisa por lá; é composto por análises, mas também por uma boa dose de futurologia; não tece considerações a longo prazo (sabiamente!); não tem caráter científico, embora se apoie em alguma metodologia… Particularmente, senti falta também de ponderações mais amplas e aprofundadas sobre aspectos éticos na profissão e para os usuários em geral, mas isso é uma cisma minha…

De qualquer maneira, “Jornalismo Pós-Industrial” é hoje uma leitura obrigatória para a área. Não chega a ser um mapa que nos guie para fora da alardeada crise. Não chega também a ser uma bíblia cuja leitura esconjure as muitas ameaças que nos rondam. Mas é um esforço sistematizado, equilibrado e atualizado não apenas dos tremores que nos assustam, mas das muitas oportunidades que se descortinam. Só por isso já vale a pena conferir…

sbpjor divulga trabalhos aprovados

(reproduzido do site da entidade)

A SBPJor divulga as Comunicações Livres e as Comunicações Coordenadas aprovadas pelos pareceristas para o 11º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, e as Comunicações Livres aprovadas pelos pareceristas para o III Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.
Acesse aqui:

jornalismo científico e amazônia

Os professores Samuel Lima e Manuel Dutra estão lançando “Jornalismo científico e pesquisa na Amazônia”, ebook que traz dezessete entrevistas com jornalistas e pesquisadores daquela região. A obra – editada pela Insular – lança luz sobre um assunto que muitos evitam: como se faz ciência em regiões ao mesmo tempo afastadas dos grandes centros e estratégicas para o país?

Confira aqui.

jornalismo-drone: questões éticas

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) retoma suas atualizações semanais hoje com um comentário que fiz sobre o uso de drones por organizações jornalísticas. Os drones são aqueles aviões-robôs, veículos aéreos não tripulados, criados com objetivos militares, mas já devidamente apropriados para outros fins, inclusive os jornalísticos. Meu comentário (que você pode ler na íntegra aqui) aborda cinco questões éticas para o jornalismo…

feche os olhos e ouça

É segunda-feira. Então, siga Astor Piazzolla e Gerry Mulligan…

é hoje e é imperdível

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo inicia suas atividades letivas na próxima segunda-feira, 12 de agosto, com a conferência internacional “Cobertura jornalística da corrupção política: o caso português”. A conferencista é a professora Isabel Ferin Cunha, uma das mais respeitadas pesquisadoras do jornalismo na Universidade de Coimbra.

A atividade acontece a partir das 14 horas no Auditório Elke Hering, da Biblioteca Universitária, e é dirigida a alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais e demais interessados.

Isabel Ferin Cunha é licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, mestre e doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, e pós-doutora pelo CNRS, na França. Como docente, atuou na USP de 1983 a 1991 e na Universidade Católica de Lisboa de 1992 a 2002. Atualmente, é professora Associada com Agregação da Universidade de Coimbra. Foi vice-presidente do Centro de Investigação Media e Jornalismo (2004-2006) e tem coordenado alguns projetos aprovados pela Fundação Ciência e Tecnologia/Portugal. Coordenou de 2003 a 2007 uma equipe que desenvolveu com o apoio do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) o projeto Media, Imigração e Minorias Étnicas. Coordena desde 2006 a seção portuguesa do projeto internacional Observatório de Ficção Ibero-Americano. Integra o projeto Inclusão e Participação Digital desenvolvido pela Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Porto e Universidade de Austin no Texas /EUA (2009-2011). As suas áreas de interesse são: Análise da Mídia (Imprensa e Televisão), públicos, audiências e recepção, ficção televisiva (Telenovelas e Séries) e Comunicação Política.

(reproduzido do site do POSJOR)

que horror essa do uol, hein?

Nesta triste e mal contada história, tem aparecido cada uma… o UOL de repente aprontou essa…

uol derrapa

7 questões éticas para o jornalismo digital

Andrés Azocar, diretor de Meios Digitais do grupo midiático chileno Copesa, perguntou no Webinário de hoje à tarde na Red Ética Segura de Fundación de Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI):

  • Os critérios éticos do jornalismo convencional servem para a web?
  • Deve-se aceitar o erro como forma de evolução?
  • De quem são os cliques: dos meios ou dos agregadores?
  • O que é melhor: opinar ou informar?
  • O que fazer: ser o primeiro ou ser o melhor?
  • Editar ou censurar os comentários?
  • Qual a ética da tecnologia?

Questões muito, muito importantes…