na correria (pra variar)

Hoje, eu tô assim…

Fui!

jornais vão melhor aqui que lá fora

Eu sei. Pode não ser lá grande novidade, mas vale replicar aqui. Para registro.
Deu na Folha de S.Paulo em 2 de junho.

“A venda de jornais no Brasil avançou 11,8% no ano passado, superando a média mundial, que foi de 2,57%, de acordo com a WAN (Associação Mundial de Jornais, na sigla em inglês). O mesmo cenário já tinha ocorrido em 2006, quando a circulação no Brasil cresceu 6,5%, e a mundial, 2,3%.

Os números brasileiros são idênticos aos que já foram apresentados pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), que mostraram que a circulação diária de jornais pagos ultrapassou 8 milhões de exemplares no ano passado.

O crescimento das vendas no Brasil foi o maior na América Latina e um dos mais expressivos no mundo, superado apenas por algumas antigas repúblicas soviéticas, como o Cazaquistão, países da África (Quênia, Gâmbia e Líbia), Malásia e Kuait. Nos últimos cinco anos, a circulação de jornais no país cresceu 24,93%. Na América do Sul, por exemplo, a Argentina teve alta de 22,7% no período, e o Equador, de 15,2%.

Segundo o levantamento da WAN em 232 países e territórios, mais de 532 milhões de exemplares foram vendidos em média todos os dias no mundo em 2007 -17 milhões a mais do que no ano anterior. Ainda de acordo com a associação, o número de pessoas que lêem um jornal diário subiu para 1,7 bilhão, 300 milhões a mais. As vendas cresceram ou ficaram estáveis em aproximadamente 80% dos países pesquisados (elas caíram nos EUA, na União Européia e no Japão).

A China é o país em que mais se vendem jornais: 107 milhões de cópias diárias. Mas, em média, os japoneses são os maiores consumidores: 624 exemplares vendidos para cada 1.000 adultos. O Japão é o terceiro maior mercado, com 68 milhões de exemplares comercializados, atrás também da Índia. Os Estados Unidos e a Alemanha são o quarto e o quinto maiores mercados, respectivamente.

Os turcos passam 74 minutos lendo jornais diariamente, 20 minutos mais que os belgas, que estão em segundo lugar.

O faturamento mundial com publicidade dos jornais pagos aumentou 0,86% em 2007 em relação ao ano anterior -havia crescido quase 4% na comparação entre 2006 e 2005. Nos últimos cinco anos, essa receita avançou 12,84%.

Na América Latina, a receita dos jornais com publicidade se expandiu em 10,77% entre 2006 e o ano passado, só perdendo para o avanço no Oriente Médio e na África, de 13,17%.

Apesar do avanço, os jornais tiveram uma pequena perda na fatia do mercado mundial de publicidade: de 28,7% para 27,5%. Ainda assim, eles continuam como o segundo meio de comunicação que mais fatura com propaganda (atrás da TV, com 38%) e com uma receita superior à de internet, rádio, cinema e mídia ao ar livre somadas, de acordo com a WAN.”

OJR acabou!

Robert Niles anunciou ontem que a University of Southern California´s suspendeu a Online Journalism Review, prestigiosa publicação da Annenberg School for Communication que existia há dez anos.
Sob o título de Goodbye, Niles se despede e faz um balanço do legado da revista eletrônica:

“After a decade, the University of Southern California’s Annenberg School for Communication has suspended publication of OJR.
One of OJR’s goals over the years has been to help mid-career journalists make a successful transition from other media to online reporting and production. I’m pleased to say that USC Annenberg will continue to provide support in that area, through the Knight Digital Media Center. I encourage OJR readers to click over to the KDMC website and its blogs, if you are not already a regular reader there.

The decision to suspend OJR for now means that I have left the University of Southern California. But I am not going offline. I will continue to write, daily, about new media and journalism at my new website, SensibleTalk.com. I hope that many of you will click over and visit me there.

Finally, on behalf of OJR, I want to thank you. Thank you for your readership, tips, corrections, kind words and support. And I want to wish you success as you work to build engaging, informative and sustainable websites, to better serve your audiences.

So… in that spirit, I suppose that I will borrow a classic sign-off from the world of journalism, one that’s been borrowed by another recently:

Good night, and good luck”.

livro-bomba na web

Se você está em Santa Catarina tem acompanhado a história. Se não, a situação é a seguinte:

– A Polícia prendeu o dono de uma revista, acusado de estar extorquindo o governo do Estado.

– O empresário argumenta que vendeu serviços ao governo e estava cobrando dele mais de um milhão de reais.

– O governo desmente e diz que o empresário ameaçava publicar um livro com os podres da gestão de Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

– Detalhe: a revista em questão é a Metrópole, de Blumenau, um dos pivôs de um processo que pedia a cassação do governador.

Entre uma versão e outra, claro que a população está desinformada.

O livro-bomba não foi publicado, não circula pelas livrarias de Santa Catarina. Mas se você é muito curioso ou preocupado com as coisas daqui, leia o livro. Ele foi escaneado e pode ser lido no Cangablog.

congresso estadual de jornalistas

(clique para ampliar)

o dia e uma dúvida

Sexta-feira 13 também é dia de sorte pro Zagallo?

o estado atual das coisas

Por aqui, no entorno do meu ego e cercanias, RINITE.

 

sindicato inicia discussão sobre sucessão

Este ano tem eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina.
O calendário eleitoral prevê que até dia 26 de junho chapas possam se inscrever na disputa.

Ao que se sabe, apenas a atual diretoria manifesta interesse e disposição para conduzir a entidade. No entorno, não se vê nenhuma movimentação maior para a formação de uma chapa de oposição. Até porque – geralmente – o elemento surpresa é uma eficiente arma nesse tipo de contenda.

O fato é que a atual diretoria, motivada por outros jornalistas, deflagrou um processo de discussão junto à categoria para a montagem de uma chapa mais representativa. A agenda leva em conta as principais praças do estado, e é a seguinte:

  • Dia 5: Criciúma
  • Dia 6: Lages
  • Dia 9: Chapecó
  • Dia 11: Blumenau
  • Dia 12: Itajaí –
  • Dia 17: Joinville
  • Dia 19: Florianópolis

A iniciativa – claro! – é importante, oportuna e saudável. Não existe sindicato sem categoria. Não existe movimento sem diálogo, sem troca, sem ação conjunta. Tenho acompanhado de longe esses lances porque acredito que o sindicato precisa se aproximar mais da categoria, repensar-se como entidade e jogar um outro papel na luta de classes e junto à sociedade.

 

direitos humanos, 60 anos: um evento

Outro amigo, o competente advogado especializado em Direitos Humanos Prudente Mello convida:

(clique para ampliar)

propaganda no rádio: lançamento de livro

Meu amigo Clóvis Reis convida:

amanhã, dia 11, às 19 horas na Biblioteca da Furb – Blumenau -, ele lança seu livro Propaganda de rádio: os formatos dos anúncios.

ainda sobre o futuro dos jornais

O caderno Mais! da Folha de ontem veio com o tema que mais preocupa os publishers pelo mundo afora: o futuro dos jornais. Com um texto de abertura da editora executiva Eleonora Lucena, a Folha trouxe um longo artigo do jornalista Eric Alterman, que saiu originalmente na New Yorker em 31 de março passado. Trouxe isso, consumiu 5,5 páginas e deu. Ponto. Nem mais um pio sobre o assunto, ninguém mais escreveu ou discutiu o palpitante momento na edição.

Para um jornal como a Folha, é pouco.
Para a crise que se anuncia sobre o setor, é pouco.
Para o momento da imprensa brasileira, que comemorou no início do mês 200 anos, foi pouco.

Foi insuficiente, mas não só.

Conforme escreveu Adriana Alves Rodrigues no GJOL, o leitor atento percebeu uma certa confusão nos discursos ali estampados. A editora da Folha adota um tom otimista, despejando estatísticas que mostram um desempenho positivo do setor em no Brasil e nas economias emergentes (leia o texto dela aqui: para assinantes). Eleonora Lucena tem razão: por aqui, a coisa ainda não pegou pra valer, e uma certa reinvenção da imprensa se deu com o desembarque nas bancas da chamada penny press, formada por jornais mais baratos, mais quentes e voltados para um público ainda inexplorado.

Já o artigo de Eric Alterman beira o tom sombrio (veja aqui. Para assinantes). Ele escancara a situação norte-americana, a queda das tiragens, a migração de parte do bolo publicitário, uma disputa cada vez mais acirrada entre jornalistas e blogueiros. É uma aula de jornalismo. Uma aula de mercado. Mas jornalismo e mercado norte-americanos.

Neste sentido, a Folha falhou mesmo. Faltou complementar o tema com textos de gente daqui que pudessem oferecer tanta análise e interpretação quanto Alterman. O texto de Eleonora é claro, interessante, mas pouco analítico, mais informativo. Por aqui, já temos uma história de mídia na web e gente como Carlos Castilho, Marcelo Tas, Beth Saad, Pedro Doria, entre outros, poderiam oferecer análises tão densas e amplas quanto à gringa.

Alguns dados fazem pensar:

  • 2,6% é quanto crescem os jornais no mundo atualmente
  • 11,8% é quanto eles crescem no Brasil
  • Os jornais abocanharam em março 19,4% do bolo publicitário no país
  • 42% a menos valem as empresas de jornais nos EUA, e a queda tem sido impiedosa
  • Os leitores têm sido cada vez mais raros entre os mais jovens
  • O mercado norte-americano tem extinguido postos e mais postos de trabalho nas redações
  • Pesquisas lá mostram a queda vertiginosa da confiança na mídia
  • Aqui, também cresce a desconfiança, mas a mídia não é a única instituição a perder terreno

A crise dos jornais, a invenção de novas plataformas de consumo e distribuição de informações e a convergência midiática têm levado a indústria do setor a um comportamento esquizofrênico: tenta ser audaciosa em alguns casos, buscando soluções, mas atirando sem mira; ao mesmo tempo em que fica imóvel, fingindo-se de morta e aguardando uma solução dos céus…

O Mais! de ontem, na Folha, mostra o quanto a mídia ainda peca na análise de seu próprio mètier. Não consegue um distanciamento seguro que lhe permita uma avaliação mais ampla e serena do caso. Não mobiliza mais recursos para o debate que se faz necessário. Não contagia – para além dos diretamente interessados: empresários, jornalistas e pesquisadores da área – mais ninguém com o assunto. Um tema que deveria interessar a todos da esfera pública.

(Se você não é assinante da Folha e não consegue ler os textos da edição de ontem, não desanime. O artigo de Alterman, no original, está aqui… aberto para leitura.)

(Enquanto isso, nos Estados Unidos, durante a FreePress – a conferência internacional que discute reforma na mídia e transformações na democracia -, o jornalista Bill Moyers deixou a platéia eletrizada com sua fala e as perspectivas sobre o futuro das grandes corporações midiáticas. Leia aqui ou assista aqui)

jogo subterrâneo, o filme e o site

 

Sábado à noite, zanzando pela TV, acabei trombando com Jogo Subterrâneo, filme de Roberto Gervitz que foi exibido pela Cultura. A história é curiosíssima e a sua execução, singela, tocante e competente. Um solitário pianista de bar cria um jogo pessoal para encontrar a mulher da sua vida. Cola uma planta das linhas do metrô de São Paulo na parede e escolhe aleatoriamente uma estação para onde irá. No caminho, escolhe uma mulher sozinha e a segue pelas linhas do subterrâneo, mentalmente dirigindo seus passos. Quando a musa escapa de sua programação, ele desiste. Afinal, ele acredita que a mulher da sua vida seguiria a mesma direção dele… Martin, o pianista, recomeça o jogo todos os dias até se deparar com três outras mulheres: uma misteriosa e compreensiva, outra carente e materna, e uma terceira sinônimo de perigos e problemas.

O enredo de Jogo Subterrâneo foi inspirado em “Manuscrito encontrado em um bolso”, conto de Julio Cortázar, publicado na coletânea Octaedro. No cinema, o jogo se esvai com o avançar das estações, muito bem exploradas pela fotografia do filme, atirando em nossos olhos esse lugar incomum que é o metrô: cercado por tantas pessoas e olhares, estamos mais é absolutamente sozinhos, mergulhados em nossos pensamentos-sonhos-memórias.

No elenco, Felipe Camargo, Maria Luisa Mendonça, Julia Lemertz e Daniela Escobar. Aliás, casting bem dirigidinho, extração profunda de emoções. Destaque ainda para a sensível e pungente música de Luiz Henrique Xavier.

Outro destaque: o site do filme. Nele, como não poderia deixar de ser, o visitante participa de um jogo, passando de estação a estação nas linhas do metrô que vão se descortinando. Para isso, tem que adquirir os bilhetes e assim, as paradas vão se apresentando… Trailers, papéis de parede, fotos, informações sobre a película e vídeos… Cortázar adoraria esse site!

Confira o trailer aqui!

pauta geral: nova edição na rede

A editora Tattiana Teixeira avisa:

Já está disponível na rede a edição n.09 da Pauta Geral – Revista Brasileira de Jornalismo. Neste número, o dossiê é sobre História do Jornalismo e traz artigos dos pesquisadores Ana Paula Goulart Ribeiro, Jorge Pedro Souza, Rogério Martins de Souza e Aníbal Pozzo, do Paraguai.Um dos destaques da edição é a entrevista com Christa Berger, ganhadora do Prêmio Adelmo Genro Filho, em 2007. Na seção artigos, trazemos textos de Márcia Amaral e Josenildo Luiz Guerra e nas resenhas, a contribuição de nomes como Antônio Hohlfeldt e Xosé Pereira. A partir de 2008, a Pauta Geral passa a editar dois números ao ano. Outra novidade é que todo o processo de submissão e avaliação de artigos está online, já que a revista está integrada ao SEER.
Para conferir, acesse http://pautageral.editoracalandra.com.br

lista dos blogs: crescendo e crescendo

Nossa lista de links dos blogueiros da comunicação está se espalhando.

O diretório que reúne blogs brasileiros chegou a 150 endereços, e está na sua 38ª atualização.

A lista dos blogs de Portugal e demais países de língua portuguesa soma 43 entradas, e está na 29ª atualização.

Se o seu blog ainda não está nessas listas… se você tem alguma sugestão de link… ajude a engrossar a fila aqui…

jornalismo no limite da vida

Sou um cara relativamente educado. Mas isso não faz com que eu doure a pílula para meus alunos. Para eles, sou franco e direto: jornalismo não é uma profissão cor-de-rosa, fácil, glamourosa, tranquila. Digo sempre dos perigos, dos riscos e da quantidade enorme de razões que podem fazer gente equilibrada desistir. Eu alerto: precisamos de gente capaz tecnicamente, comprometida eticamente e consciente do papel a ser exercido.

Se é uma profissão de riscos também é um exercício fascinante, empolgante, pulsante. Uma redação é um ambiente que fervilha, que fermenta, que transborda vida. Nossa rotina é estressante mas traz recompensas. É o furo de reportagem. É a matéria pacata que orienta e instrui o público. É a informação que interessa e ajuda o cidadão comum. É a publicação de algo que estava oculto, privando a coletividade de saber dos detalhes…

Rogério Kreidlow reflete com muita propriedade sobre os limites perigosos do jornalismo. Seu foco inicial é a fotografia, mas a coisa não muda nas demais funções que exercemos. É preciso coragem, vontade, paciência, insistência e preparo. Às vezes físico, e sempre emocional. Acho que não se trata de se queixar, de achar que a profissão é um martírio, um inferno. Quem pensa e age assim – na minha visão -, tem dois caminhos: deixar a coisa pra trás ou atuar para fazer a coisa melhorar. Seja na luta por melhores condições de trabalho; seja na lida diária, oferecendo o sangue e o suor para aperfeiçoar as práticas e procedimentos jornalísticos.

Ficar choramingando não é a melhor atitude. Submeter-se a qualquer degradação também. É preciso estar atento e forte. Há uma escalada da precarização das condições de trabalho, mas não apenas para jornalistas. Há também uma demanda ainda não satisfeita do público de saber das coisas, de se informar. Sim, ainda somos muito úteis.

Kreidlow conta a história de uma fotógrafa que se arrisca pra valer, ficando a poucos passos do risco real de morte. Alguém pode se perguntar: mas vale a pena? Claro que vale. Acho que a própria profissional responderia com a mesma ênfase. O prazer profissional, a realização nesse que é uma das dimensões mais importantes da nossa vida – o trabalho -, a sensação de estar sendo útil para a sociedade, tudo isso, seja no jornalismo, na medicina ou em qualquer ofício, isso é o que nos move. Dinheiro, fama, notoriedade, respeito são substratos do trabalho incansável.

Discutir a profissão nos faz rever percursos, alinhavar novas metas e redimensionar os esforços que nos propomos a tornar a vida melhor. Mesmo que estejamos no limite dela.

sensacionalismo custa caro

Deu no Consultor Jurídico:

Um jornal de Uberaba (MG) foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil por ter publicado uma reportagem considerada sensacionalista pela Justiça. Segundo os desembargadores da 10ª Câmara Cível do TJ-MG, o jornal extrapolou seu direito de informar ao expor a intimidade de uma médica da cidade.

Para ler na íntegra, clique aqui.

gaveta do autor, mais uma atualização

www.gavetadoautor.com

um clipe basicão mas inteligente

Vamos tentar começar a semana hoje, tá?

Para isso, vamos aumentar o som e chacoalhar as cadeiras.

Adoro esse clipe do OK GO. Simples e inusitado. Parece até sem cortes…

poeira: sobre o tudo e sobre o nada neste blog

Faz dias que não alimento esse meu bloco de notas.

Tem acontecido muita coisa por aqui e nada do que espero. Isto é, acontece tudo e não acontece nada.

Há muito a fazer. Muito mesmo. Mas existe uma densa fumaça diante dos olhos. Eu tateio no escuro e não encontro absolutamente nada que me oriente. Tentarei abrir uma janela para deixar um vento bom entrar. Quem sabe ele não dissipa essa nebulosidade toda. Quem sabe não varre a poeira desse blog…

chamem o ladrão!

Manchete do Jornal do Brasil de hoje: “Preso o ex-chefe da Polícia”.

Não é só isso. O cidadão em questão cumpria mandato de deputado estadual. Ontem, a Polícia Federal cumprindo mandado de prisão foi até a casa do ilustre para prendê-lo. Detalhe: o ex-governador do Rio de Janeiro, e patrão do preso, também foi arrolado no processo.

(Capa de O Dia de hoje, 30 de maio de 2008)

(Primeira página de O Globo do mesmo dia)

(O Extra também deu…)

Com manchetes como essas, com o Rio do jeito que está, só resta mesmo chamar o ladrão quando a gente precisar…

justiça implica com blog

Pedro Doria conta que um banner em seu blog motivou intimação da Justiça a um político.

Traduzindo:

A Justiça não quer propaganda eleitoral na web.

O Pedro Doria expressou sua preferência política num banner em seu próprio blog.

O blog dele não recebeu dinheiro para isso.

O político em questão é o Fernando Gabeira, que é um dos primeiros candidatos à prefeitura do Rio.

A Justiça não gostou. Acha que foi propaganda fora de hora. Implicou com o Gabeira.

Doria está irritadíssimo e denuncia a censura.

O que eu acho disso?

A Justiça vai na contramão dos acontecimentos. Decretos não vão conter a internet, a blogosfera ou coisas do tipo. A medida pode ser encarada como censura à opinião política, um direito previsto constitucionalmente. Acho que vamos ver e ouvir mais casos desse nos próximos meses. Infelizmente.

Não voto no Rio. Não poderia manifestar meu voto no Gabeira, embora simpatize com ele. Mas será que a Justiça vai me censurar também por comentar a censura ao blog do Pedro Doria???

escola base: um novo capítulo

Reproduzo matéria do Portal Imprensa:

Grupo Folha da Manhã é condenado a indenizar garoto envolvido no caso Escola Base

28/05/2008 |
Redação
Portal Imprensa

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou, 14 anos depois, o Grupo Folha da Manhã no caso da Escola Base. Para o TJ, o jornal usou uma manchete escandalosa e sensacionalista que extrapolou a liberdade de informar, e não resguardou a honra moral de uma criança de quatro anos.

Em março de 1994, o jornal Folha da Tarde, assim como outros veículos de comunicação, afirmou – com informações repassadas pelo delegado que conduzia o inquérito policial, a partir dos depoimentos de duas mães de alunos – que seis pessoas estavam envolvidas no abuso sexual de crianças numa escola de educação infantil, localizada no bairro da Aclimação.

O jornal saiu com a chamada de primeira página: “Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. A empresa terá de pagar indenização de R$ 200 mil para o garoto R.F.N, que hoje tem 18 anos. Ele foi apontado pelo jornal como vítima de abuso sexual dos próprios pais.

A empresa Folha da Manhã sustentou que a manchete se limitou a reproduzir as informações oficiais, tomando todo o cuidado para evitar pré-julgamentos ou especulações de ordem subjetiva, e que não existiria prova de dano moral. Mas a Justiça entendeu de forma contrária.

Outras empresas de comunicação já sofreram condenação pelas notícias divulgadas na época, que resultaram no fechamento da escola, na prisão e no julgamento público de inocentes. A Folha de S.Paulo e o Estado de S.Paulo foram condenados a pagar R$ 750 mil, a Rede Globo R$ 1,35 milhão, e a Editora Três, responsável pela publicação da revista IstoÉ, R$ 360 mil.

Na área cível, várias ações foram propostas. A primeira delas, contra o Estado, para pedir indenização por danos morais e materiais. Em 1996, o juiz Luís Paulo Aliende mandou o governo paulista pagar cem salários mínimos – R$ 30 mil em valores atuais – ao casal proprietário da escola e ao motorista Maurício Alvarenga. O advogado Kalil Rocha Abdalla, considerou o valor baixo e recorreu ao TJ paulista reclamando 25 mil salários mínimos.

O TJ paulista julgou o recurso o fixou o valor de R$ 100 mil para cada um, por danos morais, e uma quantia a ser calculada para ressarcir os danos materiais. Pela decisão, a professora Maria Aparecida Shimada iria receber, ainda, uma pensão vitalícia por ter sido obrigada a abandonar a profissão.

acompanhe dois eventos do sul pela web

Você não pôde ir ao Intercom Sul, em Guarapuava (PR)?

Não pode ir a Porto Alegre para a Maratona que discute jornalismo e internet na PUC?

Não tem problema. Acompanhe tudo isso pela web.

O pessoal da Católica de Pelotas montou um blog para a cobertura do Intercom Sul. Veja aqui.

A revista Cyberfam acompanha a maratona na Famecos.

uma revista de feeds

Saiu a primeira edição da primeira revista no país sobre agregador de feeds, os tais RSS.
O título é um chiclete bem humorado.
Você pode baixar a revista por aqui.

O que eu achei?
Bem, a idéia é interessante e talvez até seja oportuna. Agora tanto o projeto gráfico quanto alguns textos mereceriam mais atenção… De qulquer forma, tá aí. Vale!

vem aí uma batalha entre microblogs???

Dias atrás, li no meu Twitter muitas reclamações sobre a instabilidade do sistema. Trocando em miúdos: quem queria blogar (só 140 toques por post no Twitter) estava irritado com as constantes quedas do site. Li ontem que alguns estavam comentando sobre um tal Jaiku, que é um sistema semelhante e que foi comprado pela Google tempos atrás.

Hoje, no UnderGoogle, o nandokanarski sinaliza que estaria em curso uma debandada de usuários do Twitter para o Jaiku, teoricamente mais estável. Será que estamos à beira de uma disputa entre microblogs???

Acho que é cedo…

seminário de jornalismo na ufpe

Alfredo Vizeu manda avisar:

O Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE, promove, nesta quarta-feira (28), o I Seminário de Jornalismo Contemporâneo, no mini-auditório do Centro de Artes e Comunicação da instituição.

O evento, que contará com a participação de pesquisadores das universidades federais de Sergipe, Paraíba e Pernambuco, tratará de temas como jornalismo e cotidiano, novas tecnologias, objetividade e pesquisa/metodologia. As inscrições, que foram gratuitas, estão esgotadas desde a semana passada.

Todas as palestras e discussões serão transmitidas online por estudantes de Jornalismo da UFPE. A cobertura será realizada no site do grupo (http://jornalismocontemporaneo.wordpress.com)

Programação

28/05/2008
Manhã – das 9h às 12h
Estudos, Teorias e Metodologias do Jornalismo
Mediador: Prof. Dr. Alfredo Vizeu, vice-coordenador PPGCOM UFPE
Prof. Dr. Carlos Franciscato, Departamento de Comunicação UFSE, presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

Jornalismo e Objetividade
Prof Dr. Josenildo Guerra, Departamento de Comunicação UFSE

Tarde – das 14 às 17h
Jornalismo e Cotidiano
Prof. Dr. Wellington Pereira, vice-coordenador PPGCOM da UFPB e professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia

Jornalismo e Novas Tecnologias
Prof. Dr. Afonso Jr, Programa de Pós-Graduação em Comunicação/UFPE
Local: mini-auditório do CAC – UFPE, Recife
Promoção: PPGCOM/UFPE

INFORMAÇÕES:
email: jornalismocontemporaneo@grupos.com.br
Site: http://jornalismocontemporaneo.wordpress.com

maratona sobre jornalismo e internet

Marcelo Träsel manda avisar:

Maratona de 24 horas na Famecos discute uma década de jornalismo na internet

Para discutir o jornalismo praticado em uma década de internet, a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS realizará durante 24 horas ininterruptas o evento “10/24 – Notícia não tem hora”. As atividades ocorrerão das 18h desta quarta-feira (28/5) até as 18h de quinta-feira com um duplo objetivo: integrar a programação do + SET (série de eventos preparatórios para o 21º SET Universitário) e comemorar os 10 anos de funcionamento da Cyberfam, a pioneira das revistas eletrônicas desenvolvidas em um estágio de jornalismo online no Brasil.

Pela primeira vez no país, ocorrerá uma transmissão em alta definição (HD) via internet. Tudo que ocorrer nesta maratona poderá ser acompanhado no site http://cyberfam.pucrs.br. No site, haverá links para teleconferências, bate-papo online e apresentação de imagens captadas por câmeras instaladas na Famecos. Ainda ocorrerá transmissão de aulas do curso de Jornalismo por celular.

Para marcar os 10 anos da Cyberfam, serão entrevistados professores e alunos que já trabalharam na publicação. Um time de profissionais que atuam em Porto Alegre e em outras cidades do Brasil, dos Estados Unidos e da China foi convidado para a discussão sobre o impacto da internet no jornalismo. Os vários debates e entrevistas planejados podem ser acompanhados pelo site da Cyberfam ou por meio de televisões de plasma instaladas no saguão da Famecos (Av. Ipiranga, 6.681, prédio 7 – Porto Alegre).

já temos a “barriga” do ano!

No Observatório da Imprensa desta semana – que acaba de chegar à rede -, há vários textos comentando o erro jornalístico mais ruidoso da imprensa nacional em 2008. Isso mesmo! A suposta queda de um avião de passageiros da Pantanal sobre um prédio em São Paulo. Na verdade, tratava-se apenas de um incêndio. Mas a blogosfera reagiu mal à pressa dos jornalistas.

Para saber mais:

Sobre as contradições do jornalismo – texto de Venício A. Lima no Observatório da Imprensa

Noticiário de telejornal derruba avião – de Gilson Caroni Filho, também no OI

Avião atinge prédio, ou loja de colchões, ou de tapetes – de Urariano Mota, no OI

Guerra dos Mundos nas chamas de MoemaMauricio Pontes, no OI

GloboNews derruba avião da PantanalManuel Muñiz, no OI

Divulga-se primeiro, para se confirmar depoisAdriano Faria, também no OI

No blog do GJOL, há três links:

UOL derruba avião da Pantanal em cima de loja de colchões

Avião que Record, Globo e UOL derrubaram chega à Espanha e Alemanha

Como se derruba um avião: efeito dominó

Que barriga!

links do momento: educação

[ * ] Prensa-Escuela: da Espanha, um projeto do jornal La Voz de la Galícia para fomentar a criação de novos leitores.

[ * ] Já está disponível o mais recente número da revista Educação e Tecnologia, do CEFET de Minas. (dica da Gladis L.Santos)

[ * ] Um coletivo de blogs educativos no Brasil

[ * ] 4º Seminário Jogos eletrônicos: narrativas, aprendizagem e desenvolvimento. Na Bahia, em agosto, mas com chamadas abertas.

[ * ] TV e professores: um site em inglês que pode oferecer material e idéias sobre o uso da telinha na sala de aula.