mudou!

O blog do Gaveta do Autor mudou.

Agora, ele também está aqui, no wordpress.

Siga a direção do site. Siga a direção do blog.

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fechamento

O jornal O Estado – o mais antigo diário em circulação em Santa Catarina – anunciou que vai deixar de ser diário e só chegará às bancas nos finais de semana. É uma pena!

Por aqui, quase ninguém deu isso. Cesar Valente deu em sua coluna no Diarinho e na transcrição para o seu blog. O Sindicato dos Jornalistas não deu uma linha sequer. O Monitor de Mídia publica um editorial sobre isso na próxima edição, que cai na rede na segunda. Mas adianto o texto por aqui.

Hora de fechamento

A imprensa catarinense sofreu novo golpe na semana que passou. O diário mais antigo de Santa Catarina – O Estado – anunciou que circulará apenas nos finais de semana por conta da gravíssima crise que o corrói há anos.

A notícia é ruim, muito ruim. Não apenas para o mercado jornalístico que vê fechar postos de trabalho, fornecedores amargarem com as dívidas e uma empresa cair de joelhos. O anúncio é ruim para a sociedade como um todo, que perde uma tribuna para manifestar sua opinião, uma alternativa informativa e um patrimônio da comunicação.

Mas o leitor deve estar pensando que este MONITOR DE MÍDIA está se antecipando ao velar o jornal, já que O Estado apenas comunicou a mudança de sua periodicidade, e que ainda manterá sua circulação. Na verdade, não. Entendemos que a decisão dos controladores da empresa tenta apenas adiar o inevitável: o fechamento do jornal. Até porque a empresa que edita O Estado vem se arrastando há anos em condição pré-falimentar, amargando dívidas, e vendo a qualidade do produto despencar vertiginosamente. Para quem chegou a tirar 20 mil exemplares por dia e cobrir todo o estado, o retrato dos últimos anos é desolador: a tiragem não passa dos 5 mil e fica restrita à Grande Florianópolis.

Sob o título “Sacrifício Inevitável”, uma nota oficial foi publicada na edição do domingo, 17 de junho, e dizia que a decisão de apenas circular aos finais de semana só foi tomada “depois de muita reflexão, angústia e sofrimento” e que isso se tornou “inadiável”. Por isso, a empresa optou por suspender “por tempo indeterminado” as edições diárias. A mesma nota tenta afastar o boato – sempre constante – de que o portal fechará as portas em seguida. Segundo o comunicado, a medida “não é definitiva” e vai durar o tempo necessário para a recuperação da empresa.

Este MONITOR DE MÍDIA vê com pesar o desfecho dessa crise na imprensa catarinense. Afinal, o fim de um jornal não é bom para ninguém, nem mesmo para a concorrência, pois ela se acomoda, perde referências e o ímpeto de competir. Alguns historiadores da imprensa local afirmam que O Estado adoeceu quando o Diário Catarinense foi lançado, em 1986. Pode ser, pois o Grupo RBS trouxe um novo jornalismo e um novo tipo de gestão de empresas no setor. O Estado, por sua vez, apegou-se a uma tradição insustentável, pois esse ramo produtivo é muito mutável. O jornal não se modernizou, perdeu mercado, definhou e agora está na UTI.

Torcemos para que ele surpreenda e se recupere, voltando às bancas com saúde suficiente para caminhar com as próprias pernas. Torcemos para que a expressão “fechamento” – que no jornalismo significa “hora de concluir a edição” – não tenha outro significado para O Estado.

balanço

Este blog completa hoje um mês neste endereço.

E tenho motivos de sobra para estar muito satisfeito.

1. Consegui um visual mais modernoso e, segundo alguns comentários, mais “aconchegante”

2. Encontrei mais facilidade nas postagens e na administração dessa coisa chamada blog

3. Nossas visitas cresceram muito. Se em dois anos acumulamos 10 mil visitas no antigo endereço, aqui – em 30 dias – ultrapassamos os 1600.

As estatísticas do wordpress atestam:

  • Até este momento, foram 1615 visualizações totais
  • O melhor dia de todos já é hoje: 99 passagens até agora
  • Escrevi 91 posts
  • Registramos 55 comentários
  • Listamos 35 tags

A você que passou por aqui, que já é de casa ou que só chegou agora, Obrigado. E Fique à Vontade!

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millôr pra presidente

Millôr Fernandes é um dos gênios da raça.

Millôr ensina a todos.

Por isso, repito o que recebi por email hoje:

“Millôr lançou um desafio: Qual a diferença entre Politico e Ladrão?

Um leitor respondeu:
‘Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o politico é que, um eu escolho e o outro me escolhe.  Estou certo?’ –  Fabio Viltrakis, Santos-SP.

Eis a réplica do Millor:  ‘Poxa, Viltrakis, você é um gênio … conseguiu achar uma diferença entre ladrão e politico! Parabéns’.”

RBS: atrás do din-din

Deu no Valor Econômico, ontem. Transcrevo…

RBS faz captação para investir e alongar dívida

Maior grupo de mídia da região Sul, a RBS concluiu a captação, em reais, de R$ 300 milhões em bônus de dez anos colocados no mercado internacional. Emitidos pela controlada Zero Hora Editora Jornalística, que reúne oito jornais impressos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os títulos foram tomados por investidores institucionais dos Estados Unidos, Europa e Ásia e servirão para alongar e reduzir o custo do endividamento atual, informou o diretor executivo de finanças, Eduardo Damasceno Ferreira.

Os recursos também ajudarão a financiar investimentos na área de TV digital, na modernização do parque gráfico e em projetos ligados à Internet. Hoje o grupo dispõe de dois portais na web. Segundo Ferreira, os planos prevêem o crescimento orgânico das operações e eventuais aquisições dependem do surgimento de ‘oportunidades’ de novos negócios. A última incorporação feita pela RBS foi o jornal ‘A Notícia’, de Santa Catarina.

De acordo com o executivo, a emissão concluída sexta-feira é uma operação de características inéditas para uma empresa privada não-financeira do Brasil. A demanda pelos bônus foi mais de duas vezes superior à oferta e a remuneração aos investidores ficou em 11,25% ao ano, prefixados, com desembolso semestral de juros em junho e dezembro e pagamento do principal em 15 de junho de 2017. A captação foi liderada pelo Standard Bank e os títulos receberam rating ‘BB-‘ da Standard & Poor’s (S&P).

Parte dos recursos será utilizada na liquidação antecipada de US$ 56,8 milhões em bônus externos remanescentes de uma emissão de US$ 125 milhões realizada em 1997 para financiar, na época, operações nas áreas de telecomunicações e TV a cabo. Os títulos venceriam em 2010 comjuros anuais de 11% e a quitação vai eliminar os custos com hedge atrelados ao financiamento. A RBS já abriu uma oferta pública para recompra dos papéis, válida até 29 deste mês e com pagamento de um prêmio aos credores que aderirem até o dia 22, explicou Ferreira.

O grupo também utilizará parte da captação no pagamento de dívidas bancárias domésticas com custos mais elevados do que os novos bônus, disse o executivo. A RBS tem cerca de R$ 60 milhões em vencimentos a pagar por ano até 2009 e, segundo o diretor financeiro, a operação elevou o prazo médio doendividamento financeiro de dois a três anos para oito a nove.

mais um rótulo

No começo do século, era cool ser existencialista. Depois, virou chatice.

Nos anos 30 e 40, a fenomenologia era o hype. Depois, cansou.

Nos anos 50 e 60, era chique ser estruturalista. Depois, virou xingamento.

Nos 70, o bom era ser marxista. Depois, virou paranóia.

Nos 80 e 90, a melhor saída era ser neoliberal. Depois, parou de render.

O Cultura, do Estadão de hoje, traz matéria sobre os chamados filósofos neo hedonistas, aqueles que devotariam seu tempo para estudar e refletir sobre os prazeres da vida nesses tempos bicudos. Michel Onfray, Giles Lipovetsky, Michel Maffesoli, Luc Ferri, André Comte-Sponville.

Bobagem.

Filósofoso é filósofo, mesmo quando ele vende 200 mil exemplares de seu livro. Mesmo quando participa de quadro no Fantástico. Mesmo quando dá consultoria a empresas.

O que querem é rotular e desacreditar.

Por que o filósofo precisa ser hermitão? Lunático? Feio e chato? Precisa morar na caverna d Platão? Morrer com dores de cabeça como Nietzsche? Suicidar-se como Deleuze?

Alguém já disse que a filosofia perdeu espaço para a auto-ajuda na vida moderna. E que hoje os filósofos precisam reencontrar uma razão para sua existência. Fala-se de filosofia clínica, hoje em dia.

A discussão é velha e boba: popularizar o saber sem ser superficial; garantir o saber diante da massa ignara, bla-bla-bla, blá-blá-blá!

Nietzsche tinha uma ótima imagem para isso: eles são os turvadores de água. Batem com suas bengalas no rio e fazem com que a areia do fundo suba à tona revolva-se e turve a água. Aí, pensamos: nossa! como são profundos! nem enxergo o fundo…

A filosofia pode ser best-seller. A filosofia pode. E não pode. É caro ao filósofo sensibilidade, inteligência, rigor de análise, criatividade, humanidade, sentido do seu tempo.

direito de imagem

PARA MEUS ALUNOS DE LEGISLAÇÃO E ÉTICA:

Em São Paulo, mãe e filho ganham na Justiça indenização por IG publicar foto e vinculá-la à Parada Gay.
Leia no Consultor Jurídico.

Em Belo Horizonte, um lixeiro não conseguiu o mesmo ganho por ter sua foto divulgada no caderno de Meio Ambiente.
Leia no Consultor Jurídico também.

As duas sentenças saíram na mesma semana e parace que a Justiça é louca, não é mesmo? Na verdade, os dois casos são bem diferentes, mas a alegação da mãe paulistana também não cola. Isto é: vale reclamar dano moral diante da orientação sexual; não vale reclamar frente à discriminação social e pobreza.

podcast do monitor

Ouça o Monitor de Mídia desta semana.

Podcast atualizado! 

Ouça!

Ouça!

Ouça!

o bicho tá pegando

Matéria de capa da revista Imprensa deste mês afirma que 86% dos jornalistas brasileiros já sofreram algum tipo de pressão, e que quanto menor a cidade, menor a liberdade de imprensa. Veja.

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já faz 35 anos

Alicia C. Shepard, no PoynterOnline, lembra os 35 anos do Caso Watergate, o mais importante evento jornalístico norte-americano do século passado. Leia.

Alícia é autora de Woodward and Bernstein: the life in the shadow of Watergate, livro que traz bastidores sobre a investigação jornalística dos dois repórteres do Washington Post que ajudaram a derrubar o presidente Richard Nixon.

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ditando regras

António Granado, do PontoMedia, cita Michael Rosenberg e suas nove regras para o jornalismo. Se quiser na íntegra, clique aqui. Se tiver preguiça, leia abaixo. Se tiver com mais preguiça ainda e não quiser ler em inglês, mude de profissão. Ou vá dormir!

1. Afflict the comfortable and comfort the afflicted; then, after the afflicted become comfortable, afflict them again. This should provide an endless supply of news stories.

2. Be balanced. No matter what anybody says, find somebody to say the opposite. If a scientist claims to have a cure for cancer, find somebody who says cancer does not exist. If a man says “My name is Fred,” make sure you find somebody who says “No, your name is Diane.” Etc.

3. When deciding which tragedies deserve the most prominent coverage, use this simple math: 10,000 foreigners = one cute white American chick.

4. If the President of the United States is accused of violating the law on the same day that an African country erupts into civil war and an especially gloomy economic report is released, and you must decide which one is your lead story, ask yourself this: Did the local sports team just win a big game?

5. Internet, Schminternet. It will be gone in five years. People will always love reading a newspaper — and so will you, our intrepid reporter, once you accept our buyout offer.

6. When working at the New York Post, make sure your story includes all six W’s: Who, What, When, Where, Why and With What Kind of Lubricant.

7. When appearing on television, insinuate that all newspaper reporters are biased. When writing for a newspaper, imply that all television people are boobs with no credibility. When at the bar afterward, complain that nobody trusts journalists anymore.

8. Keep each of the following on speed dial: a wacko religious leader who believes that God loves all his children, except the ones who skip church once in awhile; a gun nut who put semiautomatic weapons on his baby registry; an anti-weapons nut who thinks there should be a 10-day waiting period before buying steak knives; a legendary, highly quotable politician who has not been sober past noon since 1991, and a self-designated leader of each of the following minority groups: African Americans, Asians, Latinos, American Indians, homosexuals, transsexuals, fat people, skinny people, people with absolutely no distinguishing physical attributes, and foot fetishists.

9. When threatening to kill other human beings, make sure they do not live in your coverage area. I knew I should have read to the end.

briguinha (de leve)

Suzana Barbosa comenta no GJOL que o anúncio da criação do ombudsman do UOL provocou imediata reação do IG, que já tinha tido a idéia antes. O portal colocou na rede o blog do seu ombudsman, Mario Vitor Santos, que por sinal já foi ombudsman da Folha de S.Paulo. A Folha é uma das acionistas do UOL…

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4 ou 5 coisas de 4 ou 5 negócios

O Labirinto do Fauno: filme esteticamente lindo; mágico; envolvente; mas algo não funciona ali naquela mescla entre fantasia e ditadura franquista.

Dorm – O espírito: filme tailandês que os ocidentais classificaram de terror por apresentar um elemento sobrenatural na trama; terror o escambau; é doce e terno.

Happy Feet: filme pra crianças (e pros pais delas); pingüins fofinhos; muito branco com muitas manchas pretas; diversão; gostei mais do que meu filho de 3 anos.

Chivas 12 anos: amarelo suave; perfume que entra pelos olhos; com ele a gravidade é mais implacável ainda: desce pela garganta com velocidade vertiginosa.

Play Station 2: vai ser difícil manter a pontualidade agora.

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ainda a disputa

A chapa vencedora nas eleições da Fenaj em julho toma posse no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, que acontece de 3 a 5 de agosto em Vitória (ES). O evento foi marcado não apenas para empossar os vitoriosos, mas também deve aprovar um novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro, um processo de discussão que já se estende por mais de um ano.

Para a conferência de abertura, foi convidado o jornalista colombiano Javier Restrepo, autoridade no continente quando o assunto é ética. Membro fundador da Fundación para unl Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI) – criada por Gabriel García Márquez -, Restrepo tem larga experiência como jornalista, como ombudsman e como consultor em ética jornalística. Tacada certa!

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disputa

Duas chapas concorrem à direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e as eleições acontecem de 16 a 18 de julho deste ano. A situação tenta a reeleição de Sérgio Murillo de Andrade à presidência com a Chapa 1 – Orgulho de ser Fenaj. O grupo de oposição articulou a Chapa 2 – Luta Fenaj!, tendo à frente Dorgil Marinho.

A briga está esquentando. Há algumas semanas, na lista eletrônica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), membros das duas chapas fizeram investidas, tentando capitalizar apoios. Sobraram algumas farpas aqui e ali. Natural.

Conheço poucos colegas da Chapa 2, mas sinto que desta vez a oposição vem mais articulada do que em vezes anteriores. Já fui muito ligado a alguns colegas da Chapa 1, e sinto também que o grupo sofreu muito desgaste nos últimos anos por conta do projeto de criação de Conselho Federal de Jornalismo, da Guerra pelo Diploma, e agora por conta do apoio a Hugo Chávez. Acho que a Chapa 2 não tem ainda condições políticas nacionais de vencer nas urnas. Por outro lado, vejo a Chapa 1 comprometida com alguns ranços que só corróem suas bases.

Em Minas, no dia 5, aconteceu o primeiro debate entre as chapas, mas a coisa deve pegar mesmo a partir de agora. Pela internet, os torpedos já começam a chegar. A Chapa 1 tem site e dispara e-mails pedindo apoio. A Chapa 2 não fica atrás. Seu site também tem seção para deixar apoios. Aliás, o site dá, inclusive, na página de entrada número de conta bancária para quem quiser $$$ ajudar $$$.

Veja o programa da Chapa 1.

Veja a composição da Chapa 1.

Conheça o programa da Chapa 2.

Conheça a Chapa 2.

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crítica de mídia

Da Argentina, há um projeto interessantíssimo chamado Centro de Estudios y Observación de Medios (CEOM), da Universidad Nacional de La Plata.

Da Espanha, há o SOI, Servicio de Observación sobre Internet, um observatório digital.

Da Bahia, existe o blog Leia Mídia, de Marvin Kennedy.

lançamento

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Do release…

“A Intercom e a ECA-USP estão lançando o livro Ensino da comunicação: qualidade na formação acadêmico-profissional, resultante  do I  Endecom – Fórum Nacional em Defesa da Qualidade do Ensino de Comunicação, realizado em São Paulo em 2006, numa parceria entre a Intercom e a ECA-USP.  O evento do I Endecom, centrado no tema  “Ensino de qualidade para todos: a batalha do novo século”, integrou a comemoração dos 40 anos de fundação da ECA-USP (1966-2006) e o lançamento do livro ocorre no ensejo da comemoração dos 30 anos da Intercom (1977-2007).

A obra teve o patrocínio da Arco – Associação de Apoio à Arte e à Comunicação, podendo ser requisitada através dos e-mails arco_central@yahoo.com.br ou intercom@usp.br. Organizada por Margarida M. Krohling Kunsch, ela se divide em três partes: Qualidade no ensino superior; Mercado de trabalho de comunicação; Padrões de qualidade para o ensino de comunicação. Em 216 páginas, se reproduzem as contribuições trazidas para as sessões plenárias pelos seguintes autores, aqui mencionados em ordem alfabética: Claudia Moura, Eduardo Meditsch, Eugênio Bucci, Eunice Durham, Ivone Oliveira, Jaime Giolo, João Winck, Joaquim Valverde, José Schiavoni, José Marques de Melo, Margarida Kunsch e Neusa Gomes”.

mais media on

Ainda do Terra, um dos realizadores do Media On, junto com o Itaú Cultural, com apoio da BBC Brasil, CNN.com e Abracom:

Internauta é colaborador, segundo diretora da BBC

 Mídia tradicional não deve temer força da internet

Veja mais no site do evento

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media on

O Portal Terra está cobrindo o Media On, que discute o futuro do jornalismo online. O evento termina hoje, mas você já pode acompanhar as coisas por aqui…

Seminário discute a formação do jornalista

Internet englobará todas as mídias

Media On discute relevância dos blogs

New York Times não teme internet (vídeo)

Fluxo das informações na internet

Vozes independentes na web (vídeo)

Hoje, a programação é esta:

Painel 5 – A construção do conteúdo e o jornalismo colaborativo

  • O impacto dos blogs, podcasts: a interatividade na produção jornalística.
  • O processo de produção e edição no ambiente online.
  • Como conviver com a inevitável automação de conteúdo e agregar valor à produção de notícias e reportagens.
  • A qualidade e checagem de informação e de textos no tempo real.

Mediador:
Helio Gurovitz – Diretor de Redação da Revista Época

Debatedores:
– Ricardo Noblat – Blogueiro e Colunista do Jornal Globo
– Sally Thompson – Diretora de Novas Mídias da BBC
– Julián Gallo – Jornalista Argentino especializado em temas tecnológicos e consultor de meios interativos. Edita o blog Mira!

Painel 6 – Desafios para a mídia tradicional

  • Os valores do jornalismo e as novas mídias
  • Como reinventar os produtos jornalísticos e enfrentar novas audiências e novos mercados
  • A reorganização das redações

Mediador:
Milton Jung – Âncora da Rádio CBN

Debatedores:
– Mário Magalhães – Ombudsman da Folha de São Paulo
– Sidnei Basile – Diretor Secretário Editorial e de Relações Institucionais da Editora Abril
– Caio Túlio Costa – Diretor Presidente de Internet da Brasil Telecom

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antenadíssimo

Manuel Pinto, em seu blog, lista algumas leituras bacanérrimas sobre as discussões mais acaloradas e atuais sobre o jornalismo. Cito textualmente:

  • Que potencialidades tem um blogue? – Responde Jay Rosen: “A Blog is a Little First Amendment Machine” e o impacto sobre o jornalismo é grande. “As it moves toward the Web, journalism will have to adjust to these conditions, but a professionalized press is having trouble with the shift because it still thinks of the people on the other end as an audience–an image very deeply ingrained in professional practice.”
  • Futuro dos jornais: dez coisas – Ryan Sholin, do blogue Invisible Inkling apresenta “10 obvious things about the future of newspapers you need to get through your head“. Vale pelos dez pontos e vale pelos comentários.

uol sai na frente

Em 1989, a Folha de S.Paulo veio com a novidade: ombudsman!

Depois, outros jornais adotaram a idéia.

Teve até emissora de rádio e de TV, a TV Cultura de São Paulo, que abraçou o conceito.

Agora, é a vez da web. O Uol anunciou a criação do cargo de ombudsman. Bom, muito bom.

RSS…

Quem, afinal, usa RSS?

BlogMundi responde, explica e sugere vídeo que ensina usar.

Fácil, fácil.

compós

Tá rolando em Curitiba a 16ª Compós.

Veja o site do evento.

Passe pelo blog do evento.

Já estão disponíveis os anais do evento.

marta tem razão

Não entendo o brasileiro.

Teve gente que ficou brava diante do conselho da ministra do Turismo, Marta Suplicy, sobre como reagir frente às imensas filas dos aeroportos. Ela disse: Relaxa e Goza!

Não entendo porque tanto diz-que-diz. A ministra é sexóloga. Há 20 anos falava na TV de vagina, pênis e outras regiões pudentas. Ensinava educação sexual. Então, a ministra falar em gozar é coerente, inclusive politicamente.

Tem outra: a ministra gozou da nossa cara. Eta, povinho sem humor!

A semana

Sexta, dia 8: uma deliciosa surpresa, o coração em festa.

Sábado, 9: outra visita prazerosa, um robalo grelhado, camarões com catupiry, o estômago em festa.

Domingo, 10: preguiça, memórias, descanso, o esqueleto em festa.

Segunda, 11: trabalho, fechamento de ciclos e novos contatos.

Terça, 12: trabalho, trabalho e trabalho, discussão, desgaste, decepção.

Quarta, 13: ergo a cabeça, sacudo a poeira e parto pra vida. Ela precisa ser vivida.

Ausência

Estive fora da casinha uns dias. Não posto há quase uma semana, tempo o suficiente para colocar as idéias no lugar e embaralha-las novamente.

Desculpe a ausência. Agradeço os comentários dos últimos dias. E o jeitão emotivo – muitos de vocês já acertaram: é a idade. Fiz 35. Para alguns, é pouco; para outros, já é o bastante; para mim, é o que conta.

Sendo realista ao extremo, posso considerar que se tiver alguma sorte, estou na metade do caminho, restariam mais uns 35 pela frente. Não é pouco nem muito.

Se eu tiver um pouco mais de sorte, verei os 70 pelo retrovisor, mas a marcha já estará mais lenta. De qualquer forma, a gente segue. A vida é mais.

contabilidade

Hoje é dia 9 de junho.

Comecei os trabalhos neste endereço no dia 20 de maio, após dois num outro endereço, no UOL.

E passados vinte dias de intensa blogagem, as estatísticas aí ao lado apontam para mais de mil visitas neste período.

Agradeço a todos que por aqui passaram. E agradeço mais aqueles que deixaram seus comentários.

(Esses dias ando emotivo. E nunca é demais agradecer. Merci mon amis)

dia da criação (1)

Trechinhos de “O dia da Criação”, do sempre maravilhoso Vinicius de Moraes:

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

 

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

 

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

dia da criação (2)

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.