Vagas para mestrado e doutorado em jornalismo

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJOR) está com inscrições abertas para a sua seleção de estudantes. São 11 vagas para mestrado e 6 para doutorado. Os cursos são gratuitos, presenciais e acontecem no campus de Florianópolis, inclusive com boas perspectivas de bolsas de estudo!

As inscrições são gratuitas e vão até 25 de março. O processo de seleção é online, e isso facilita a participação de interessados de qualquer parte. O PPGJOR é também o mais inclusivo do país, com 50% de suas vagas destinadas a pessoas negras (pretas e pardas), quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans e refugiadas.

A UFSC é um centro de excelência em estudos de jornalismo, com mais 45 anos de graduação e 18 de pós-graduação na área. Conheça o edital e se inscreva aqui.

Abri duas vagas: uma para mestrado e outra para doutorado. Quem sabe a gente não trabalha juntos?

MediaEthics 2025: prorrogado!

Os organizadores da nona edição da Media Ethics Conference decidiram estender um pouco mais o prazo para recebimento de trabalhos. Agora o deadline é 31 de março!

O evento acontece em modo híbrido: no dia 25 de junho de forma remota, e em 26 e 27 de junho, presencialmente, em Valência, na Espanha. Tudo o que você precisa saber do encontro está aqui: https://mediaethicsconference.com/

Ameaças ao jornalismo: um seminário em Valência

Participo nesta semana do Seminario Internacional “Periodismo: ¿una actividad de riesgo? Amenazas, desinformación y autorregulación en el panorama internacional”, promovido pelo Observatorio de Gobernanza, Transparencia y RSC da Universidad CEU Cardenal Herrera, em Valência.

O evento faz parte do projeto “Ética y Autorregulación de la Comunicación Social”, liderado pelo professor Hugo Aznar. O seminário acontece em duas partes. Na primeira, o profesor Manuel Chávez, da Michigan University, apresenta condições de exercício do jornalismo nos Estados Unidos. No segundo dia do evento, abordo condições de trabalho dos jornalistas no Brasil, acesso à informação, violência, precariedade e autorregulação ética no país.

O seminário é aberto, limitado apenas à capacidade dos ambientes onde vai acontecer, mas ele é direcionado a alunos da graduação em Jornalismo.

Mais informações aqui.

Primeiras páginas: Bolsonaro denunciado por golpe

O procurador geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra o ex-presidente e mais 33 pessoas – 23 militares! – por tentativa de golpe de Estado e mais outros crimes relacionados.

As primeiras páginas dos jornais de hoje são históricas. Guarde!

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Escola de Verão da Alaic com inscrições abertas

A Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (ALAIC) abriu inscrições para a 11ª edição de sua Escola de Verão, evento que reúne estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores para discutir metodologias e desenvolvimento de pesquisas na área da comunicação. Neste ano, o tema é “Comunicação, cultura e feminismos na América Latina e no Caribe”, com lugar na Costa Rica e data entre 28 de julho e 1º de agosto.

Todas as informações para participar estão na Circular 1, com link para o formulário de inscrição. A data-limite é 15 de março!

Jornalismo (ainda) faz pouco para ser confiável

Todo o mundo diz que as instituições estão perdendo a confiança pública nos últimos anos, e a imprensa não estaria a salvo disso. Confiança é um tema delicado e difícil de ser compreendido. Há pelo menos três anos estou pesquisando o assunto com uma equipe incrível. Neste curto artigo para The Conversation explico algumas razões para afirmar que o jornalismo brasileiro tem feito menos do que pode para se mostrar mais confiável.

Se você ainda não sabe, as partes mais importantes dessa pesquisa sobre credibilidade estão documentadas neste site.

As decisões da Meta são incompatíveis com a democracia

A Meta anunciou que não terá mais moderação de conteúdo nos Estados Unidos, e que vai deixar para a “comunidade” decidir o que pode e o que não pode em suas redes sociais.

Depois disso, os barões do Vale do Silício vestiram seus ternos impecáveis para beijar o anel de Donald Trump em sua posse em Washington.

Veremos muito mais danças e contradanças entre o poder financeiro e tecnológico e o poder político nos próximos tempos.

Dei uma entrevista para o jornal da Apufsc para comentar esses temas todos e como eles não combinam com a democracia como construímos nos últimos séculos.

A reportagem pode ser lida na íntegra aqui.

O caso Bocardi e a ética jornalística

O Nexo Jornal fez uma reportagem repercutindo a demissão do jornalista Rodrigo Bocardi pela TV Globo, após infringir “normas éticas”, conforme divulgou o setor de compliance. Lucas Zacari me entrevistou sobre o caso e abordei a importância das organizações de notícia não apenas terem departamentos que cuidem da correção interna, mas também da necessidade de estabelecer regras, divulgá-las amplamente e orientarem seus funcionários. Tratei também de um dos temas mais importantes da ética jornalística que é o conflito de interesses.

A reportagem pode ser lida aqui (na íntegra, apenas para assinantes).

Ética e autorregulação do jornalismo: um livro

Lançado em 2022, Jornalismo e Qualidade no Mundo de Expressão Portuguesa é um objeto raro porque junta olhares diversos para um objeto convergente: o jornalismo praticado em língua portuguesa.

O livro reúne diagnósticos de como a profissão se organiza em nove territórios da lusofonia. Estão lá Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste, descritos por especialistas e estudiosos da ética jornalística.

Editado pela University of Saint Joseph Press, de Macau (China), o livro foi organizado por Carlos Camponez, José Manuel Simões e eu, e agora está disponível para download gratuito. Sirva-se!

MediaEthics 2025: mande seu resumo

Já está aberta a temporada de envio de resumos para a Media Ethics Conference 2025, que acontecerá em junho em Valência. O tema central é Comunicação e Saúde Mental, e há outros eixos temáticos paralelos.

Acesse o site para mais informações: https://mediaethicsconference.com/

2025 terá 13 meses

O ano novo já começou pra mim e, diferente de todos os outros anos, ele será um pouco mais longo, com 13 meses. Será um período sabático para um segundo pós-doutorado, desta vez na Universidad de Valencia.

Desembarquei ontem na Espanha com muitas agendas e planos. Estou muito animado com as perspectivas. Devo dar sequência a um projeto internacional sobre sistemas de ética jornalística envolvendo seis países em três continentes e ainda preciso arrancar com dois novos projetos de cooperação, um reunindo cientistas brasileiros que atuam no exterior, e outro com colegas brasileiros e alemães. Isso sem contar na conclusão de meus dois projetos envolvendo credibilidade jornalística, que envolvem equipes brasileiras incríveis.

Como dá pra ver, serão treze meses alucinantes. CNPq e Capes financiam essas iniciativas e sem eles, nada seria possível.

Como dizem por aqui: Ya está!

Desinformação e crise de confiança

Participo amanhã do programa CIDAD Convida para falar sobre desinformação e crise de confiança. Este é um projeto de extensão da Udesc e da Biblioteca Universitária da UFSC que aborda aspectos da confiabilidade informacional. Terá transmissão ao vivo pelo YouTube e até certificados para quem assistir.

É amanhã, 19, às 19 horas.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=eBcLdLyydto 

 

Baixe o livro Credibilidade Jornalística

O Projeto ICJOR está lançando o livro Credibilidade Jornalística e você pode ter o seu exemplar de graça!

objETHOS faz 15 anos

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) está completando 15 anos de pesquisas, formação de mestres e doutores e publicações ininterruptas. É um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina que criei com Francisco José Karam para ajudar a fortalecer os debates sobre a conduta de profissionais, a qualidade de coberturas jornalísticas e a responsabilidade de empresas do setor. Pelo objETHOS passaram muitas pessoas incríveis e o projeto se consolidou como um laboratório para se pensar o jornalismo e se exercer a crítica de mídia. Desde 2013 ele é coordenado pelo professor Samuel Pantoja Lima e por duas doutorandas, Kalianny Bezerra e Natália Huf. Amanhã tem um seminário para marcar esta data e mirar no futuro próximo do projeto e do jornalismo. Haverá transmissão ao vivo pela TV UFSC.

Viva o objETHOS!

Diretrizes éticas na pesquisa em humanidades: live de lançamento

Imperdível! Quem vamos?

As Diretrizes podem ser baixadas aqui.

A live pode ser assistida aqui.

Baixe o livro Jornalismo: reflexão e inflexão

Acaba de sair “Jornalismo: reflexão e inflexão”, segundo volume da Coleção Horizontes do Jornalismo, da EdUFSC.

Com 13 capítulos, o livro aborda temas que atravessam a prática, as técnicas, a estética e a ética jornalísticas, atualizando discussões e oferecendo novas abordagens. São 31 autoras e autores, como Fabiana Moraes, Sylvia Debossan Moretzsohn, Carlos Camponez, Fábio Pereira, Florence Le Cam, entre outros.

Para baixar de graça, clique aqui ou aponte a câmera para o QR-Code abaixo.

Plataformas digitais e jornalismo ético: um evento

A Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e o Fórum Permanente Diálogo do Judiciário com a Imprensa promovem hoje, 10, um seminário sobre regulação das plataformas digitais e a necessidade de um jornalismo ético. A iniciativa pretende debater formas de enfrentar os desafios da definição de limites legais para as big techs e os papeis que jornalistas e meios de comunicação têm na atualidade no Brasil.

Sou um dos conferencistas ao lado do desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto e do presidente da Escola de Magistratura, o desembargador Fernando Foch.

O evento pode ser acompanhado pelo YouTube: www.youtube.com/user/EMERJeventos/live

Começa hoje o Media Ethics 2024

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A oitava edição do Media Ethics Conference começa hoje, 9, e vai até o dia 12, em formato híbrido. Os dois primeiros dias têm conferências e apresentação de trabalhos online, e os dois seguintes terão atividades presenciais nas dependências da Universidade de Coimbra, em Portugal.

Confira a programação aqui, e conheça os palestrantes, aqui.

O tema deste ano é “A ética da comunicação na viragem da inteligência artificial”, e o congresso teve o maior número de inscritos de sua história.

Além de moderar uma sessão temática e apresentar os livros em lançamento, também estarei numa mesa redonda que vai tratar da formação ética em comunicação no Brasil, Espanha e Portugal.

O 8º Media Ethics Conference é uma realização da Universidade de Coimbra com apoio das universidades de Sevilla e da Federal de Santa Catarina.

Uma pesquisa sobre credibilidade e confiança no jornalismo

Estou desenvolvendo uma pesquisa sobre credibilidade no jornalismo.

Se você é jornalista atuante no mercado, que tal responder algumas perguntas sobre este tema? É rápido e, no final, te presenteio com uma surpresinha.

A pesquisa é financiada pelo CNPq e o questionário está aqui: https://forms.gle/ZDWoA2RMSF3DxKQL6 

Se quiser, pode compartilhar com seus colegas.

Para saber mais da pesquisa, confira aqui.

Um decálogo para uso ético da IA na mídia (mais um!)

O Colégio Basco dos Jornalistas e a Diocese de Bilbao, ambos na Espanha, lançaram um documento com diretrizes éticas para o uso de inteligência artificial nos meios de comunicação. O decálogo se junta a outras iniciativas semelhantes, como a Carta de Paris sobre IA e Jornalismo, e finca o pé em princípios importantes, como a transparência, a busca por confiabilidade nos sistemas, e a supervisão de humanos.

Confira o documento aqui.

Enquanto ainda não temos regulações concretas sobre o uso dessas tecnologias, movimentos como esse ajudam a cristalizar ideias para a formação de bons consensos…

Uma conversa sobre censura e violência contra jornalistas no Brasil

Logo mais à noite participo dos Seminários sobre Ética do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (PPGJ/UFPB). A disciplina é liderada pelos professores Zulmira Nóbrega e Alfredo Vizeu. Vou comentar sobre como estamos em termos de violência e censura contra jornalistas. Gratuito e aberto.

Congresso sobre mídia e governança na iberoamérica

A partir de amanhã, 15, participo do Congreso Internacional Medios y Gobernanza en América Latina, España y Portugal, evento que vai discutir qualidade do jornalismo em tempos de precarização da profissão e desordem informativa. O congresso vai até a sexta, 17, e é uma promoção do MediaFlows, grupo de pesquisa da Universidad de Valencia, na Espanha. Silvio Waisbord (George Washington University) e Mireya Márquez-Ramírez (Universidad Iberoamericana do México) serão alguns dos conferencistas. Vou moderar uma mesa online e apresentar uma análise da estrutura da mídia brasileira e fatores que dificultam o aprimoramento da qualidade do jornalismo local. O trabalho é uma revisão de um texto que escrevi há 20 anos, e meu objetivo é ver o que mudou desde então.

Para saber mais do evento: https://mediaflows.es/2023/12/23/medios-y-gobernanza-en-america-latina-espana-y-portugal/

Um debate sobre ética numa rádio argentina

Participei de um debate sobre ética e deontologia jornalística no programa de rádio “Conversaciones Integradas”, da Universidad Nacional de La Matanza, da Argentina. A atração é um projeto do Departamento de Humanidades e Ciência Sociais, e foi transmitido hoje, 12, com a participação de outras cinco especialistas: Silvia Martínez Martínez (Espanha), María del Carmen Llontop Castillo (Peru), Diana Lucía Álvarez Macías (México), Eugenia Herrero e Norma Unzain (ambas da Argentina). Com apresentação de Florencia Romano e 55 minutos de duração, o programa abordou desafios do ensino de jornalismo, impactos da inteligência artificial e a necessidade de uma discussão integrada sobre ética jornalística na América Latina.

Assista à versão do YouTube:

Violência contra jornalistas cresce na Amazônia

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O Instituto Vladimir Herzog lançou esta semana um contundente relatório que mostra o crescimento da violência contra jornalistas na Amazônia. Gigantesca e ao constantemente atacada por grupos especulativos, gananciosos e agressivos, a região oferece riscos permanentes a repórteres, editores e comunicadores.

Leia a matéria da Amazônia Real sobre o relatório.

Baixe o relatório Fronteiras da Informação aqui.

10 anos de Lava-Jato: o que ficou?

A operação mais espetaculosa de combate à corrupção da história recente do país completou 10 anos. A Rádio Nacional produziu uma série de reportagens para fazer um balanço da cobertura midiática e dos desdobramentos jurídicos e políticos. Contribuí com uma rápida análise neste episódio.

Existe um algoritmo para a ética da comunicação?

Jornalismo, ativismo e militância

Jornalista pode ser ativista?

O jornalismo pode ter causas?

Dá pra conciliar militância e objetividade?

Respostas a essas questões estão no dossiê que a Brazilian Journalism Research acaba de lançar com 10 potentes artigos e um instigante ensaio. Fui um dos editores convidados – junto a Denis Ruellan e Salvador de León – e o resultado é uma edição robusta e muito contributiva para os debates sobre o jornalismo na atualidade.

Para acessar: https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/issue/view/68

MediaEthics 2024 vai discutir ética e IA

A Comissão Organizadora da 8ª Media Ethics Conference convida à submissão de comunicações. A ética da comunicação na viragem da inteligência artificial é o tema da Conferência, que acontecerá nos dias 9, 10, 11 e 12 de julho de 2024, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em Portugal. Os dois primeiros dias do programa serão destinados a comunicações online e os dois últimos às comunicações e conferências presenciais.
 
As comunicações podem ser enviadas até 3 de março de 2024, conforme as regras de submissão disponíveis no website https://mediaethics2024.com
 
O Media Ethics é um projeto da Red Intracom, que reúne investigadores da ética da comunicação na Europa e América Latina. A organização do VIII Media Ethics Conference resulta de uma parceria das universidades portuguesas de Coimbra e do Minho (Braga), da Universidade Federal de Santa Catarina, do Brasil, e da Universidade de Sevilha, em Espanha.

Debates sobre populismo, credibilidade e desinformação

A Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi) está com chamada aberta para atrair comunicações para duas mesas de debate para o 21º Encontro da SBPJOR, que acontecerá em novembro, em Brasília. Gilson Porto e Zulmira Nóbrega, que coordenam a Renoi, explicam que não é necessário ser vinculado à rede de pesquisa para submeter trabalhos, desde que as propostas de comunicação se relacionem às temáticas das mesas.

Conheça as ementas:

Jornalismo, populismos e poder

Esta Mesa coordenada proposta pela RENOI tem por objetivo promover o debate sobre as relações entre jornalismo, populismos e poder na contemporaneidade, abrindo espaço para trabalhos que se dediquem a analisar o lugar do jornalismo nas democracias disruptivas, a refletir criticamente sobre o papel do jornalismo no crescimento do fenômeno do populismo – especialmente os de viés autoritário – no chamado “ Zeitgeist populista” (Mudde, 2004; 2019) e as possibilidades de resistência democrática da profissão frente às afinidades entre a lógica midiática e a lógica populista, tais como uso do conflito, personalização e uso de apelos emocionais (Diehl, 2017).Também interessa observar o poder do jornalismo diante de práticas que ultrapassam os limites do seu legítimo poder de informar e se colocam como instrumento para outros propósitos. Nos últimos anos, tem se ampliado o número de estudos sobre as relações entre jornalismo e os novos populismos, especialmente aqueles ligados a lideranças populistas de ultra ou direita radical. Várias pesquisas têm apontado o papel do jornalismo na normalização das agendas ideológicas de atores políticos populistas radicais (especialmente em relação à temática de gênero, ao negacionismo científico e ambiental) (Ekstrom, Patrona e Thornborrow, 2020), e a contribuição das coberturas jornalísticas de denúncias que se utilizam de elementos do mediapopulismo, como o sentimento antiestablishment e a visão de mundo maniqueísta, para a emergência de populistas autoritários (Guazina, Gagliardi e Araujo, 2023). Por outro lado, as tensões politicas derivadas do exercício do poder por lideranças populistas tem levado à reflexão acadêmica e profissional sobre as transformações possíveis do jornalismo, a renovação de seu compromisso com a democracia e a reconfiguração das práticas do jornalismo político em vários países.

Credibilidade Jornalística e Combate à Desinformação
As transformações culturais no consumo de notícias têm sido motivadas nas últimas décadas pela expansão global das mídias sociais e pela emergência de modos alternativos de acesso a informações, como serviços instantâneos de mensagens. Essas mudanças são estruturais e se apresentam na forma de perda gradativa da primazia e do prestígio do jornalismo como meio outrora privilegiado no processo de comunicação (BAKIR; BARLOW, 2007; HAWLEY, 2012). Encolhimento de receitas financeiras e disputa muitas vezes desleal pela atenção de usuários e consumidores ajudam a completar um quadro repleto de más notícias para o jornalismo em escala global (VALLIER, 2021; BLÖBAUM, 2016; 2021). Na academia e no setor produtivo, é crescente o temor de que aumenta a desconfiança no jornalismo como um sistema capaz em nossos tempos para abastecer as sociedades com informação útil, credível e de qualidade (DANILLER et al, 2017; MASULLO et al, 2019). Nas redações e círculos preocupados, é cada vez mais forte o consenso de que jornalistas e meios precisam resgatar parte da credibilidade perdida recentemente (WARDLE; DERAKHSHAN, 2017; PROCHAZKA; SCHWEIGER, 2018; UNESCO, 2019). Além disso, os avanços da inteligência artificial quanto à produção de textos gera um temor quando a possibilidade futura de reconfiguração da profissão. Há uma crise de credibilidade no jornalismo? O espalhamento de pólos de difusão de desinformação agrava essa vulnerabilidade ou esse fenômeno representa uma oportunidade histórica de reafirmação e distinção do jornalismo em relação às redes e às plataformas? Soluções práticas e de ampla instalação podem ser engendradas para combater a desinformação e ampliar as taxas de confiança pública no jornalismo? Como são realizadas as pesquisas atuais para detecção de prestígio e reputação da profissão e quão corretos estão seus diagnósticos? A Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (RENOI) tem um histórico de preocupações sobre o tema (CHRISTOFOLETTI, MOTTA, 2008; CERQUEIRA, 2010; CHRISTOFOLETTI, 2010a e 2010b; GUERRA, 2010; ROTHBERG, 2010; GUERRA, ROTHBERG, MARTINS, 2016) em pesquisas sobre métodos de accountability e avaliação de qualidade que impactam diretamente na confiança da instituição jornalística. Esta mesa coordenada, “Credibilidade Jornalística e Combate à Desinformação”, pretende reunir trabalhos que aprofundem a compreensão do problema a partir de relatos de pesquisa, reflexões teóricas, propostas conceituais e metodológicas a fim de avançar na elaboração de diagnósticos e na busca de soluções para a elevar a credibilidade no jornalismo.

DATAS IMPORTANTES
Submissão de trabalhos: 15 de julho a 14 de agosto
Divulgação dos trabalhos selecionados: 18 de setembro
Data limite do pagamento da inscrição: 2 de outubro
Divulgação da programação detalhada do evento: 9 de outubro
Realização do Encontro da SBPJor: 8 a 10 de novembro de 2023.

Os trabalhos devem ser submetidos de forma completa, formatados nos templates do Congresso.
Para submeter seu trabalho – Submeta aqui

Bolsonaro inelegível nos jornais

O Supremo Tribunal Federal decidiu que ele está fora das eleições até 2030. As primeiras páginas dos jornais de hoje são históricas. Guarde.

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