Este blog faz 20 anos hoje

Vinte anos é muito ou pouco?

A resposta a esta pergunta não importa muito quando se trata da idade de um blog. Isso mesmo. Este espaço aqui completa vinte anos hoje e foi uma vida e um piscar de olhos. No dia em que surgiu, blogs eram a grande novidade na internet a tal ponto de alimentar a ideia de que blogueiros substituiriam jornalistas. Isso não aconteceu por completo, e os blogs foram paulatinamente dando lugar às redes sociais, que se mostraram mais aconchegantes, interessantes e viciantes.

Hoje em dia é fora de moda manter um blog, mas eu não ligo. De diversas maneiras, isso me manteve por aqui. Às vezes, o post era um desabafo, noutras uma forma de guardar impressões, e em outras ainda uma forma de registrar coisas que eu fazia ou faria. O fato é que o blog está aí, menos ativo que antes – é verdade! -, mas não totalmente abandonado.

Sem querer, este blog acabou se tornando um misto de site profissional e diário pessoal, funcionando como a página em branco de um pouco do que vivi. Eu posso dizer sem exagerar que os últimos vinte anos foram os mais felizes da minha vida: formei uma família, me realizei profissionalmente, ganhei o mundo, conheci muita gente boa e passei por momentos que são inesquecíveis também porque deixei escrito em alguma parte por aqui.

Se isso servir para mais alguém além de mim, já será algo…

O que os jornalistas brasileiros pensam sobre credibilidade?

A Brazilian Journalism Research (BJR), revista da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR), acaba de publicar o artigo “Credibilidade no cotidiano profissional: percepções de jornalistas brasileiros”, que assino com Denise Becker. O texto está disponível em português e inglês e é um dos resultados do projeto “Índice de Credibilidade Jornalística: formulação de indicadores de fortalecimento do jornalismo para o combate aos ecossistemas de desinformação (ICJOR)”. O artigo deu um trabalhão pois colhemos 446 respostas de jornalistas das cinco regiões brasileiras tentando mapear o que eles pensam e sentem sobre credibilidade e confiança na mídia.

O jornalismo espanhol e o apagão

fazia imaginar que alguma coisa terrível estava acontecendo na Europa: ciberataque dos russos para sinalizar para as fragilidades da UE, atos terroristas pulverizados pelo continente e o início da Terceira Guerra Mundial… felizmente, nada disso.

Mas eu fiquei particularmente curioso para ver como o jornalismo espanhol lidaria com um evento tão impactante como esse. Resumo o que percebi em quatro tópicos rápidos:

  • Como na pandemia e em outras crises, o radinho de pilha “salvou” muita gente. Soube que em Portugal, o item esgotou rapidinho nas lojas de Lisboa, Porto, Coimbra e até Aveiro. Na Espanha, 62% da população recorreram ao aparelho para se manter informada, revelou pesquisa do Centro de Investigaciones Sociales (CIS) ontem. As rádios públicas foram muito elogiadas;
  • Assim que a energia foi religada, as emissoras de TV montaram programas com comentaristas discutindo o assunto até ninguém mais aguentar. Isso não é bem uma novidade por aqui porque os espanhóis adoram uma tertúlia, e fazem esses programas de debates sobre tudo (da alta do preço do azeite ao fim do contrato do governo para comprar balas de Israel). Depois de dias, as mesas redondas esbarraram na grande interrogação do evento: o que aconteceu, afinal? Os especialistas estavam exaustos e os jornalistas não sabiam mais como fazer as mesmas perguntas.
  • Passada uma semana ainda não foram divulgadas as razões do apagão. O governo cobra a resposta das empresas energéticas, o parlamento cobra do governo, a imprensa e os cidadãos cobram de todo o mundo e ainda nada. A pauta não vai esfriar tão rápido…
  • Fazer a edição do dia seguinte ao apagão foi um desafio inédito para muitos jornais. Soledad Alcaide, a ombudsman de El País, contou em sua coluna os malabarismos que a equipe fez para dar conta do problema: repórteres se deslocaram a pé – pois o trânsito nas maiores cidades estava caótico sem os semáforos; todos priorizaram o uso dos telefones fixos, que ainda estavam em operação; colunistas entregaram seus textos diretamente na sede do jornal; para manter a atividade no prédio foram acionados geradores de energia movidos a gasolina; para economizar a pouca energia dos geradores, foram desligadas lâmpadas e aparelhos de ar condicionado; as impressoras só rodaram porque ainda tinha combustível nos geradores; e diferente da pandemia – quando foi priorizado o home office -, a equipe optou pelo trabalho presencial, o que mostra como redações ainda são importantes e funcionam como bunkers de resistência do jornalismo. A ombudsman avaliou que o jornal reagiu bem à crise porque acionou o seu Plano Meteorito, um protocolo interno para continuar a produção, mesmo em condições muito adversas. O plano tem esse nome porque o nível mais grave de cenários é justamente a queda de um objeto espacial na sede em Madri e sua total destruição. Achei bacana. Mas me diga aí: você conhece quantos meios de comunicação que têm um planejamento desse tipo?

Guardar para publicar depois: questões éticas

Jornalistas não publicam tudo o que sabem. Pode parecer chocante, mas é verdade, e nem sempre isso é um problema.

Como tem acesso a muitas informações, o repórter precisa escolher, filtrar, selecionar o que precisa ser comunicado, deixando coisas de fora. Como tem acesso a muitas fontes de informação e nem todas querem ser identificadas, o repórter precisa adicionar algumas camadas de camuflagem para manter o anonimato dessas pessoas, inclusive por questões de segurança. Deixar de publicar também é um ato jornalístico, pois faz parte da profissão.

Mas e quando o jornalista guarda uma informação para publicar quando é da sua conveniência? Uma repórter que cobre os bastidores da política pode separar casos, versões, revelações para escrever um livro depois, reservando para si furos de reportagem?

As respostas não são fáceis, e Sophia Scolman trata disso nesse artigo para o Center for Journalism Ethics da Universidade de Wisconsin-Madison. Vale a leitura e não custa pensar sobre.

9ª MediaEthics Conference prorrogada

Atendendo a pedidos, os organizadores da Media Ethics Conference decidiram estender um pouco mais o prazo para recebimento de trabalhos. A nova data final é 15 de maio!

O evento acontece de forma híbrida: no dia 25 de junho de forma remota, e em 26 e 27 de junho, presencialmente, em Valência, na Espanha. Tudo o que você precisa saber do encontro está aqui: https://mediaethicsconference.com/

Indicadores de credibilidade jornalística: uma live

Na próxima quarta-feira, 26, às 19 horas (horário de Brasília), participo do primeiro Café Intercom do ano. Junto com os professores Danilo Rothberg, Josenildo Guerra, Rafiza Varão e Ana Prado, vamos abordar indicadores de credibilidade jornalística que formulamos nos últimos três anos na pesquisa do Projeto ICJOR.

A live é gratuita e pode gerar certificado de participação a quem acompanhar.

Será por aqui: https://www.youtube.com/live/HFOlVG2MsDI

Covid-19, 5 anos depois

No final da tarde, fechei a porta da sala com a esperança de que voltaria ao trabalho na semana seguinte. Tanto é que deixei um vaso de flores que havia ganhado de presente. Eu nunca mais resgataria o vaso porque as plantas morreram em poucas semanas e eu só voltaria à sala muitos meses depois.

Hoje faz exatamente cinco anos que isso aconteceu, e a pandemia atravessou as nossas vidas de uma maneira única. Como muita gente, perdi pessoas queridas, adoeci, vivi confinado e me emocionei quando tomei a primeira dose de vacina. Como pouca gente, mantive o emprego, nunca deixei de receber salário, pude conviver com minha mulher e filho numa casa segura e ampla, e nada me faltou. Esses privilégios me ajudaram a seguir adiante, e eu me afundei no trabalho. Todas as manhãs, de segunda a sexta, despachava com o secretário e a subcoordenadora da pós-graduação que eu dirigia. Fazia turnos de 12 horas para dar conta das aulas a distância, da gestão, de orientações de teses, de pesquisas que me recusei a paralisar. Também me preocupava com colegas de trabalho e com alunos, e ligava para um ou outro para tentar amenizar algo que eu não tinha a menor ideia de como lidar.

E me afundei no trabalho não porque era contra um lockdown ou porque era um louco produtivista. Me refugiei no trabalho como se pudesse cancelar a pandemia, anular as inaceitáveis mortes e soterrar todo desespero. Baixei a cabeça e segui olhando os próprios passos como se pudesse ignorar a tempestade. Não deu, sabemos todos, mas foi minha maneira de viver. Isso não evitou que eu fizesse como você que me lê agora: chorei escondido, temi pelo pior e fiquei com a boca seca, sem palavras de alento.

Armazenei minhas emoções em potes e guardei num porão qualquer. Confesso que deixei poucas memórias desse tempo à mostra . E por anos resolvi não mais pensar na pandemia e no que ela fez de nós. Penso mais agora. Desço de vez em quando no porão para abrir um pote ou outro. De alguma forma, sobrevivi e sou muito afortunado por isso. Vivi ligeiramente diferente nos últimos cinco anos, e talvez libertar as memórias e emoções me possa mudar mais ainda. Foi autodefesa e algum egoísmo, mas eu não tinha um plano quando o vírus se espalhou. Quem tinha?

Não tenho medo de uma nova pandemia, e é estatisticamente muito provável que novas aconteçam nas próximas décadas. Tenho medo é que eu não tenha aprendido pouco com a Covid-19, e que o tempo faça dissolver tudo o que passamos. Essas linhas são para me lembrar e não me deixar esquecer. Que possamos ser dignos de viver esse tempo extra.

Vagas para mestrado e doutorado em jornalismo

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJOR) está com inscrições abertas para a sua seleção de estudantes. São 11 vagas para mestrado e 6 para doutorado. Os cursos são gratuitos, presenciais e acontecem no campus de Florianópolis, inclusive com boas perspectivas de bolsas de estudo!

As inscrições são gratuitas e vão até 25 de março. O processo de seleção é online, e isso facilita a participação de interessados de qualquer parte. O PPGJOR é também o mais inclusivo do país, com 50% de suas vagas destinadas a pessoas negras (pretas e pardas), quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans e refugiadas.

A UFSC é um centro de excelência em estudos de jornalismo, com mais 45 anos de graduação e 18 de pós-graduação na área. Conheça o edital e se inscreva aqui.

Abri duas vagas: uma para mestrado e outra para doutorado. Quem sabe a gente não trabalha juntos?

MediaEthics 2025: prorrogado!

Os organizadores da nona edição da Media Ethics Conference decidiram estender um pouco mais o prazo para recebimento de trabalhos. Agora o deadline é 31 de março!

O evento acontece em modo híbrido: no dia 25 de junho de forma remota, e em 26 e 27 de junho, presencialmente, em Valência, na Espanha. Tudo o que você precisa saber do encontro está aqui: https://mediaethicsconference.com/

Ameaças ao jornalismo: um seminário em Valência

Participo nesta semana do Seminario Internacional “Periodismo: ¿una actividad de riesgo? Amenazas, desinformación y autorregulación en el panorama internacional”, promovido pelo Observatorio de Gobernanza, Transparencia y RSC da Universidad CEU Cardenal Herrera, em Valência.

O evento faz parte do projeto “Ética y Autorregulación de la Comunicación Social”, liderado pelo professor Hugo Aznar. O seminário acontece em duas partes. Na primeira, o profesor Manuel Chávez, da Michigan University, apresenta condições de exercício do jornalismo nos Estados Unidos. No segundo dia do evento, abordo condições de trabalho dos jornalistas no Brasil, acesso à informação, violência, precariedade e autorregulação ética no país.

O seminário é aberto, limitado apenas à capacidade dos ambientes onde vai acontecer, mas ele é direcionado a alunos da graduação em Jornalismo.

Mais informações aqui.

Primeiras páginas: Bolsonaro denunciado por golpe

O procurador geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra o ex-presidente e mais 33 pessoas – 23 militares! – por tentativa de golpe de Estado e mais outros crimes relacionados.

As primeiras páginas dos jornais de hoje são históricas. Guarde!

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Escola de Verão da Alaic com inscrições abertas

A Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (ALAIC) abriu inscrições para a 11ª edição de sua Escola de Verão, evento que reúne estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores para discutir metodologias e desenvolvimento de pesquisas na área da comunicação. Neste ano, o tema é “Comunicação, cultura e feminismos na América Latina e no Caribe”, com lugar na Costa Rica e data entre 28 de julho e 1º de agosto.

Todas as informações para participar estão na Circular 1, com link para o formulário de inscrição. A data-limite é 15 de março!

Jornalismo (ainda) faz pouco para ser confiável

Todo o mundo diz que as instituições estão perdendo a confiança pública nos últimos anos, e a imprensa não estaria a salvo disso. Confiança é um tema delicado e difícil de ser compreendido. Há pelo menos três anos estou pesquisando o assunto com uma equipe incrível. Neste curto artigo para The Conversation explico algumas razões para afirmar que o jornalismo brasileiro tem feito menos do que pode para se mostrar mais confiável.

Se você ainda não sabe, as partes mais importantes dessa pesquisa sobre credibilidade estão documentadas neste site.

As decisões da Meta são incompatíveis com a democracia

A Meta anunciou que não terá mais moderação de conteúdo nos Estados Unidos, e que vai deixar para a “comunidade” decidir o que pode e o que não pode em suas redes sociais.

Depois disso, os barões do Vale do Silício vestiram seus ternos impecáveis para beijar o anel de Donald Trump em sua posse em Washington.

Veremos muito mais danças e contradanças entre o poder financeiro e tecnológico e o poder político nos próximos tempos.

Dei uma entrevista para o jornal da Apufsc para comentar esses temas todos e como eles não combinam com a democracia como construímos nos últimos séculos.

A reportagem pode ser lida na íntegra aqui.

O caso Bocardi e a ética jornalística

O Nexo Jornal fez uma reportagem repercutindo a demissão do jornalista Rodrigo Bocardi pela TV Globo, após infringir “normas éticas”, conforme divulgou o setor de compliance. Lucas Zacari me entrevistou sobre o caso e abordei a importância das organizações de notícia não apenas terem departamentos que cuidem da correção interna, mas também da necessidade de estabelecer regras, divulgá-las amplamente e orientarem seus funcionários. Tratei também de um dos temas mais importantes da ética jornalística que é o conflito de interesses.

A reportagem pode ser lida aqui (na íntegra, apenas para assinantes).

Ética e autorregulação do jornalismo: um livro

Lançado em 2022, Jornalismo e Qualidade no Mundo de Expressão Portuguesa é um objeto raro porque junta olhares diversos para um objeto convergente: o jornalismo praticado em língua portuguesa.

O livro reúne diagnósticos de como a profissão se organiza em nove territórios da lusofonia. Estão lá Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste, descritos por especialistas e estudiosos da ética jornalística.

Editado pela University of Saint Joseph Press, de Macau (China), o livro foi organizado por Carlos Camponez, José Manuel Simões e eu, e agora está disponível para download gratuito. Sirva-se!

MediaEthics 2025: mande seu resumo

Já está aberta a temporada de envio de resumos para a Media Ethics Conference 2025, que acontecerá em junho em Valência. O tema central é Comunicação e Saúde Mental, e há outros eixos temáticos paralelos.

Acesse o site para mais informações: https://mediaethicsconference.com/

2025 terá 13 meses

O ano novo já começou pra mim e, diferente de todos os outros anos, ele será um pouco mais longo, com 13 meses. Será um período sabático para um segundo pós-doutorado, desta vez na Universidad de Valencia.

Desembarquei ontem na Espanha com muitas agendas e planos. Estou muito animado com as perspectivas. Devo dar sequência a um projeto internacional sobre sistemas de ética jornalística envolvendo seis países em três continentes e ainda preciso arrancar com dois novos projetos de cooperação, um reunindo cientistas brasileiros que atuam no exterior, e outro com colegas brasileiros e alemães. Isso sem contar na conclusão de meus dois projetos envolvendo credibilidade jornalística, que envolvem equipes brasileiras incríveis.

Como dá pra ver, serão treze meses alucinantes. CNPq e Capes financiam essas iniciativas e sem eles, nada seria possível.

Como dizem por aqui: Ya está!

Desinformação e crise de confiança

Participo amanhã do programa CIDAD Convida para falar sobre desinformação e crise de confiança. Este é um projeto de extensão da Udesc e da Biblioteca Universitária da UFSC que aborda aspectos da confiabilidade informacional. Terá transmissão ao vivo pelo YouTube e até certificados para quem assistir.

É amanhã, 19, às 19 horas.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=eBcLdLyydto 

 

Baixe o livro Credibilidade Jornalística

O Projeto ICJOR está lançando o livro Credibilidade Jornalística e você pode ter o seu exemplar de graça!

objETHOS faz 15 anos

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) está completando 15 anos de pesquisas, formação de mestres e doutores e publicações ininterruptas. É um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina que criei com Francisco José Karam para ajudar a fortalecer os debates sobre a conduta de profissionais, a qualidade de coberturas jornalísticas e a responsabilidade de empresas do setor. Pelo objETHOS passaram muitas pessoas incríveis e o projeto se consolidou como um laboratório para se pensar o jornalismo e se exercer a crítica de mídia. Desde 2013 ele é coordenado pelo professor Samuel Pantoja Lima e por duas doutorandas, Kalianny Bezerra e Natália Huf. Amanhã tem um seminário para marcar esta data e mirar no futuro próximo do projeto e do jornalismo. Haverá transmissão ao vivo pela TV UFSC.

Viva o objETHOS!

Diretrizes éticas na pesquisa em humanidades: live de lançamento

Imperdível! Quem vamos?

As Diretrizes podem ser baixadas aqui.

A live pode ser assistida aqui.

Baixe o livro Jornalismo: reflexão e inflexão

Acaba de sair “Jornalismo: reflexão e inflexão”, segundo volume da Coleção Horizontes do Jornalismo, da EdUFSC.

Com 13 capítulos, o livro aborda temas que atravessam a prática, as técnicas, a estética e a ética jornalísticas, atualizando discussões e oferecendo novas abordagens. São 31 autoras e autores, como Fabiana Moraes, Sylvia Debossan Moretzsohn, Carlos Camponez, Fábio Pereira, Florence Le Cam, entre outros.

Para baixar de graça, clique aqui ou aponte a câmera para o QR-Code abaixo.

Plataformas digitais e jornalismo ético: um evento

A Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e o Fórum Permanente Diálogo do Judiciário com a Imprensa promovem hoje, 10, um seminário sobre regulação das plataformas digitais e a necessidade de um jornalismo ético. A iniciativa pretende debater formas de enfrentar os desafios da definição de limites legais para as big techs e os papeis que jornalistas e meios de comunicação têm na atualidade no Brasil.

Sou um dos conferencistas ao lado do desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto e do presidente da Escola de Magistratura, o desembargador Fernando Foch.

O evento pode ser acompanhado pelo YouTube: www.youtube.com/user/EMERJeventos/live

Começa hoje o Media Ethics 2024

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A oitava edição do Media Ethics Conference começa hoje, 9, e vai até o dia 12, em formato híbrido. Os dois primeiros dias têm conferências e apresentação de trabalhos online, e os dois seguintes terão atividades presenciais nas dependências da Universidade de Coimbra, em Portugal.

Confira a programação aqui, e conheça os palestrantes, aqui.

O tema deste ano é “A ética da comunicação na viragem da inteligência artificial”, e o congresso teve o maior número de inscritos de sua história.

Além de moderar uma sessão temática e apresentar os livros em lançamento, também estarei numa mesa redonda que vai tratar da formação ética em comunicação no Brasil, Espanha e Portugal.

O 8º Media Ethics Conference é uma realização da Universidade de Coimbra com apoio das universidades de Sevilla e da Federal de Santa Catarina.

Uma pesquisa sobre credibilidade e confiança no jornalismo

Estou desenvolvendo uma pesquisa sobre credibilidade no jornalismo.

Se você é jornalista atuante no mercado, que tal responder algumas perguntas sobre este tema? É rápido e, no final, te presenteio com uma surpresinha.

A pesquisa é financiada pelo CNPq e o questionário está aqui: https://forms.gle/ZDWoA2RMSF3DxKQL6 

Se quiser, pode compartilhar com seus colegas.

Para saber mais da pesquisa, confira aqui.

Um decálogo para uso ético da IA na mídia (mais um!)

O Colégio Basco dos Jornalistas e a Diocese de Bilbao, ambos na Espanha, lançaram um documento com diretrizes éticas para o uso de inteligência artificial nos meios de comunicação. O decálogo se junta a outras iniciativas semelhantes, como a Carta de Paris sobre IA e Jornalismo, e finca o pé em princípios importantes, como a transparência, a busca por confiabilidade nos sistemas, e a supervisão de humanos.

Confira o documento aqui.

Enquanto ainda não temos regulações concretas sobre o uso dessas tecnologias, movimentos como esse ajudam a cristalizar ideias para a formação de bons consensos…

Uma conversa sobre censura e violência contra jornalistas no Brasil

Logo mais à noite participo dos Seminários sobre Ética do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (PPGJ/UFPB). A disciplina é liderada pelos professores Zulmira Nóbrega e Alfredo Vizeu. Vou comentar sobre como estamos em termos de violência e censura contra jornalistas. Gratuito e aberto.

Congresso sobre mídia e governança na iberoamérica

A partir de amanhã, 15, participo do Congreso Internacional Medios y Gobernanza en América Latina, España y Portugal, evento que vai discutir qualidade do jornalismo em tempos de precarização da profissão e desordem informativa. O congresso vai até a sexta, 17, e é uma promoção do MediaFlows, grupo de pesquisa da Universidad de Valencia, na Espanha. Silvio Waisbord (George Washington University) e Mireya Márquez-Ramírez (Universidad Iberoamericana do México) serão alguns dos conferencistas. Vou moderar uma mesa online e apresentar uma análise da estrutura da mídia brasileira e fatores que dificultam o aprimoramento da qualidade do jornalismo local. O trabalho é uma revisão de um texto que escrevi há 20 anos, e meu objetivo é ver o que mudou desde então.

Para saber mais do evento: https://mediaflows.es/2023/12/23/medios-y-gobernanza-en-america-latina-espana-y-portugal/

Um debate sobre ética numa rádio argentina

Participei de um debate sobre ética e deontologia jornalística no programa de rádio “Conversaciones Integradas”, da Universidad Nacional de La Matanza, da Argentina. A atração é um projeto do Departamento de Humanidades e Ciência Sociais, e foi transmitido hoje, 12, com a participação de outras cinco especialistas: Silvia Martínez Martínez (Espanha), María del Carmen Llontop Castillo (Peru), Diana Lucía Álvarez Macías (México), Eugenia Herrero e Norma Unzain (ambas da Argentina). Com apresentação de Florencia Romano e 55 minutos de duração, o programa abordou desafios do ensino de jornalismo, impactos da inteligência artificial e a necessidade de uma discussão integrada sobre ética jornalística na América Latina.

Assista à versão do YouTube: