Categoria: jornalismo

Jornalismo, localidade e vida comunitária

A revista Sobre Jornalismo/About Journalism/Sur Le Journalisme está com chamada de trabalhos aberta para uma edição especial sobre “Notícias Locais: sustentabilidade, participação e vida comunitária”.

A publicação é trilíngue (português, francês, inglês) e é dirigida por um consórcio internacional de pesquisadores que vêm fazendo um trabalho muito interessante na aproximação de universos acadêmicos.

São esperados textos de 30 mil a 50 mil caracteres com espaço até 30 de março de 2017. Sim, eu sei que parece longe, mas você sabe como o tempo voa…

Os coordenadores dessa edição especial são David Domingo (Université Libre de Bruxelles), Josep-Àngel Guimerà i Orts (Universitat Autònoma de Barcelona) e Andy Williams (Cardiff University).

A chamada completa está aqui:
http://surlejournalisme.com/wp-content/uploads/2016/10/Local-news_cfp_PT.pdf

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Dois faróis para o nosso jornalismo

Se os dias são de trevas e de pessimismo na indústria jornalística, há sempre quem converta a preocupação em entusiasmo. E assim, constrói saídas, pensa soluções, indica caminhos. Entre os bravos dessa tribo tenho grande admiração e respeito por dois projetos, que – coincidência ou não! – escolheram o mesmo símbolo para figurar de brasão: um farol.

Me refiro ao Farol Jornalismo e ao Farol Reportagem.

logo-mini2O primeiro é um projeto de pesquisa, discussão, debate e empreendimento, sediado em Porto Alegre e movido pelos braços de Moreno Osório e Marcela Donini. Semanalmente, sempre no finalzinho da tarde de sexta, eles disparam a melhor newsletter brasileira sobre jornalismo, comunicação, convergência midiática e o que há de mais interessante e pulsante nessa área e seus entornos. Num clima sempre amistoso, sem perder a crítica e o discernimento, a dupla abastece seus leitores com as melhores fontes, os debates mais importantes e as novidades que ninguém pode perder nesse terreno. Não bastasse a newsletter, agora, eles também oferecem um canal com um precioso podcast.

Para assinar a newsletter, clique aqui. Para acessar o podcast, vá por aqui. Para apoiar a iniciativa, já sabe

logofffffDe Florianópolis, pulsa outro facho de luz. O Farol Reportagem é um site que se dedica a dados públicos, transparência e direitos humanos, sempre com reportagens contundentes e relevantes para quem mora sobretudo na capital catarinense. Lúcio Lambranho é o jornalista por trás da máquina, e o site acaba de completar quatro meses de grandes serviços prestados à comunidade local. Uma proposta muito bem-vinda num mercado tão amarrado como o nosso, com ousadia milimétrica…

Considero o Farol Reportagem tão importante para esse momento da mídia local que me aproximei dele com uma proposta: contribuir para uma cobertura mais aprofundada das eleições municipais de 2016. Daí saiu o projeto Farol Eleitoral, que une o site e a minha turma de alunos da disciplina de Reportagem Especializada em Política. Ainda estamos no meio da parceria, mas os resultados já podem ser conferidos em grandes reportagens realizadas por jovens jornalistas.

Para acessar o site, vá por aqui. Para apoiar, clique aqui.

Se o tempo não é de sol claro, se as sombras da incerteza nublam o nosso olhar, por que não seguir as luzes desses faróis?

Mudanças no jornalismo, evento no Canadá

A 4ª edição do Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo (Mejor) já tem data e local definidos: vai acontecer de 3 a 6 de maio de 2017 na Université de Laval, em Quebec, Canadá.

O tema é “O jornalismo incapaz?  Projeto secular do jornalismo e contextos extremos”.

O encontro anterior do Mejor aconteceu em Florianópolis, na UFSC, e foi uma extraordinária ocasião para aproximar pesquisadores brasileiros, belgas, franceses e canadenses.

Mais informações aqui, na chamada de textos, que termina em 20 de outubro.

EBC leva mais um golpe

Um projeto verdadeiro de comunicação pública fica muito mais distante a partir de hoje, com a publicação da Medida Provisória 744, que afeta diretamente a governança da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A MP é assinada por Rodrigo Maia, presidente em exercício, e provoca três efeitos práticos que bombardeiam a comunicação pública. Primeiro: dá amplos poderes para o presidente da República exonerar o presidente da EBC. Temer tentou isso, mas a Justiça mandou voltar atrás. Segundo: tira qualquer participação da sociedade na cúpula da empresa, pois a MP extingue com o Conselho Curador. Terceiro: Temer coloca seus tentáculos na cumbuca, ao colocar cargos estratégicos nas mãos de Mendonça Filho e Marcelo Calero, aparelhando a diretoria.
Para quem pensa numa governança de mídia mais plural, equilibrada, diversa e participativa. Para quem pensa numa comunicação pública e não estatal… Taí!

Jornalismo, hackers, cypherpunks e Wikileaks: um debate

Já está disponível a íntegra do debate “A reconfiguração do jornalismo investigativo e a Influência do Hacktivismo, do Movimento Cypherpunks, e do Wikileaks”, que aconteceu no finalzinho de agosto em Recife. O evento foi uma promoção do Núcleo de Pesquisas em Tecnologia, Lei e Sociedade do Centro de Informática da UFPE. Foi muito bom discutir e refletir com a professora Carolina Dantas de Figueiredo (UFPE) e com o professor e jornalista Luiz Carlos Pinto (Unicap e Coletivo Marco Zero Conteúdo). Tivemos a mediação do professor Ruy de Queiroz (CIn/UFPE).

Não dá pra entender a estratégia da Band

Durante meses a fio a Band martelou o público com a divulgação do seu aplicativo. Com ele, seria possível acompanhar a programação da emissora em qualquer lugar, conectado com a internet por celular, tablet ou dispositivos móveis semelhantes. A jogada era simples: todas as emissoras de TV aberta (e fechada) percebem que a audiência está migrando paulatinamente (ou aceleradamente) para a web e aí, todos tentam reter os grãos de areia nas mãos.

No início desta semana, uma “matéria” do Jornal da Band comemorava que cinco milhões de pessoas têm acompanhado o telejornal que passou a ser transmitido em tempo real no Facebook. Uai! Mas e o aplicativo? Por que a Band está recheando a empada do Facebook se ela já oferecia pastel?

Dá a impressão de que a emissora está atirando para todos os lados, mas isso não é necessariamente acertado. Se você tem um aplicativo que serve de atalho para a sua audiência e também permite que você colha dados que ajudem a monitorar esse consumo, por que joga isso pro alto e adere a um monstro tentacular como Facebook, que controla toda a operação?

Apenas “porque todo o mundo está no Facebook”? É pouco, muito pouco. É suicida.

 

A Nobel tem mão quentinha

20160705_104225Eu tinha certeza de que iria me encontrar com Svetlana Aleksiévitch na Flip. Não havíamos combinado nada (quem dera!), mas eu tinha certeza. Por isso, onde quer que eu fosse, carregava comigo o exemplar de Vozes de Tchernóbil que me marejou os olhos tantas vezes.

No meio de um mar de gente que zanzava pelas ruelas de calçamento ancestral, avistei a jornalista que se notabilizou por contar histórias tristíssimas como a da tragédia nuclear de 1986 na Bielorússia. Svetlana andava com passos miúdos e olhar perdido nas fachadas das casinhas coloniais. Estava acompanhada por sua agente literária na Europa e por uma tradutora. Bendita tradutora!

Abordei Svetlana em inglês e ela me olhou desarvorada. Este idiota esqueceu de décadas de Guerra Fria! A gentil tradutora veio ao nosso socorro e construiu uma simpática ponte entre o Brasil e a Ucrânia, já que eu não sei dizer nem obrigado em russo…

Agradeci Svetlana por ter contado as histórias dos anônimos em Vozes de Tchernóbil. Suas sobrancelhas formaram um triângulo surpreso. Mencionei meu episódio favorito no livro, aquele do homem que deixa tudo na cidade evacuada, mas volta para levar consigo a porta de casa. Sobre ela velou o pai e nela marcou ao longo dos anos as fases de crescimento dos próprios filhos. A escritora sorriu e passou a falar com voz clara e olhos animados.

Eu disse que era professor de jornalismo e que desejava que meus alunos a lessem. Afetuosa, Svetlana disse algumas amabilidades. Apesar de se queixar de uma dor no trigêmeo – o incômodo nervo da face -, sorria e balançava a cabeça.

“Você não tem um livro para ela autografar?”, perguntou a tradutora. Saquei meu exemplar e tirei fotos com ela. Svetlana fez uma dedicatória, apertou minha mão e se foi com as amigas. Tinha a mão quentinha, e o cumprimento foi forte. Como a sua escrita.

Sobre Florianópolis e a inovação no jornalismo

Tenho uma visão preocupante e a ao mesmo tempo otimista quando o tema é jornalismo. Preocupante não apenas pela crise das empresas do setor, mas também pelas muitas mudanças culturais pelas quais a nossa profissão tem passado nas últimas três décadas. Otimista justamente pela potencialidade do que tais mudanças podem provocar em termos de aperfeiçoamento e correção de rotas.

Um post do Alexandre Gonçalves no seu Primeiro Digital acabou me provocando. Ele se pergunta “Por que Florianópolis não é a ‘capital da inovação’ do jornalismo?”. Ele menciona uma característica que a cidade e seu entorno exibem: uma indústria consolidada de tecnologia e seus recursos humanos altamente qualificados. E exorta que jornalistas, veículos e esse promissor e influente segmento econômico dialoguem, buscando formas inovadoras de apresentação de conteúdos e mesmo de modelo de negócio.

Para além do fetiche que a expressão “capital da inovação” causa por aqui – e pelo que conheço do Alexandre, ele foi irônico -, eu gostaria de apimentar mais as coisas, pois quando se trata de inovação, estamos falando não apenas da obssessão pelo novo, mas acima de tudo, pelo busca do diferente e do inconformado. A inovação é um processo, um conjunto de ações e esforços para não fazer do mesmo, na tentativa de fazer melhor. A inovação também ajuda a fertilizar uma cultura dinâmica de desapego, de empreendimento e – cuidado com o palavrão! – de risco.

As empresas jornalísticas e os profissionais da área estão dispostos a correr riscos? Quais? E suportariam quanto?

O Alexandre Gonçalves conhece melhor as empresas locais de tecnologia do que eu, mas alimento uma desconfiança de que esse setor não esteja assim tão aberto ao jornalismo. Isso implica em formar parcerias e elas só se forjam quando há interesse mútuos e cambiáveis. Neste sentido, será mesmo que a indústria tecnológica de Florianópolis precisa do jornalismo que aqui é produzido? Será que depende dele? Será que iria se beneficiar com ele e com seus profissionais?

Essa minha desconfiança se apoia na observação dos fatos. Os grandes monstros da tecnologia global têm se aproximado do jornalismo tão somente para vampirisá-lo. Facebook e Google fazem isso. Não porque se importem ou se interessem por jornalismo. Eles estão atrás de conteúdos que atraem usuários, que carregam consigo dados e mais dados. Facebook não é uma rede social, é uma empresa de dados. Google não é uma páginas amarelas da web, é uma empresa de dados. Jornalismo, mídia ou entretenimento têm mostrado nos últimos dois séculos que comportam em si condições de atrair a atenção das pessoas, e é dessa maneira que os grandes conglomerados tecnológicos mundiais veem. O jornalismo é uma oportunidade.

Numa escala bem menor – Florianópolis -, não seria o mesmo?

Agora, vamos inverter a equação. O jornalismo que se pratica por aqui depende de nova tecnologia? É dependente dela? Iria se beneficiar com ela e seus desdobramentos?

Não arrisco respostas fáceis. Minhas questões têm um propósito simples: colocar em xeque o fascínio que construímos em torno das soluções tecnológicas como se nossa existência e subsistência dependessem delas. Será mesmo? Não estaríamos nós transferindo a terceiros a necessidade de alcançarmos melhores patamares de apuração e apresentação de conteúdos, de interação com públicos, e de sustentabilidade financeira?

Sim, a cidade tem potenciais incríveis, é verdade. De um lado tem um pólo tecnológico inovador, atuante, produtivo e agressivo. De outro, a região oferece pelo menos quatro opções de formação superior em Comunicação, sem contar o único Doutorado em Jornalismo no país, e uma quantidade respeitável de veículos e profissionais na área. No meio disso tudo, há quem empreenda. É o caso do Barato de Floripa, do Desacato, do Estopim, do Maruim, do Catarinas, e do Farol Reportagem, que chega hoje à rede, sedento por fazer coisas. Essas iniciativas ainda não se consolidaram, mas estão erguendo pilares se não de inovação tecnológica, mas de oferta alternativa de informação. Há outros coletivos e empreendimentos surgindo e essa efervescência só melhora o ambiente de discussão, formulação e implantação.

Numa rede de pesquisadores em torno do projeto GPS-JOR, estamos mapeando o cenário, coletando dados e discutindo modelos de governança, formas de financiamento e arranjos produtivos que transcendam a imagem única e poderosa que se consolidou no mercado: a empresa. É possível pensar em jornalismo de qualidade e que seja sustentável, para além de como funciona uma empresa jornalística? Como isso pode ser feito? Quem ganharia com isso? Quem estaria conosco nessa? Afinal, isso também não é uma forma inovadora de se ver o jornalismo?

Transformações no jornalismo: quer que desenhe?

O pesquisador José García Avilés junta num único post oito infográficos que mostram de forma clara, contundente e direta as muitas mudanças pelas quais passa o jornalismo. É um ótimo exercício de síntese para uma equação complexa e dinâmica.

Trocando em miúdos: economia da atenção + crescimento constante das redes sociais como fonte de informação + redução do papel dos meios impressos + consequente reinvenção desses meios + explosão dos ganhos de publicidade dos gigantes da internet + preferência do mobile + retorno do “textão” + fortalecimento do vídeo na web.

Para ver na íntegra, clique aqui.

Vigilância global e os riscos para o jornalismo investigativo

O aumento e a sofisticação dos mecanismos de vigilância global colocam em perigo a privacidade como um direito individual e o jornalismo investigativo como uma engrenagem importante para a democracia. É o que conclui o artigo de Paul Lashmar, publicado na Journalism Practice no final de maio. Em “No more sources? The impact of Snowden’s revelations on journalists and their confidential sources”, o jornalista e acadêmico entrevista 12 repórteres investigativos que apontam os impactos do recrudescimento do Grande Irmão sobre a atividade daqueles que fiscalizam os poderes…

Mais informações aqui

ATUALIZAÇÃO: O próprio Paul Lashmar escreveu um artigo hoje pedindo mais supervisão das agências de inteligência para que não incorram na vigia dos jornalistas (e dos demais seres humanos)…

Ética jornalística, uma entrevista

Há anos, a Rádio Univali FM mantém um interessante programa de entrevistas na sua programação: o Viva Voz. Sempre comandado pela jornalista e professora Liza Lopes Correia e por um estudante de jornalismo, o programa aborda diversos temas da vida social. Em maio estive na universidade para uma palestra e passei pelos estúdios da rádio. A conversa, que teve ainda o acadêmico Lucas Rosa, tratou de ética no jornalismo e cobertura da crise política. Confira!

“Vigilância não tem a ver a com segurança, mas com poder”

A jornalista Marta Peirano, do espanhol El Diário, encontrou-se com Edward Snowden para uma das raras entrevistas do homem mais procurado do mundo. Sentaram-se frente a frente num dos quartos do Hotel Metropol, em Moscou. Ela conta que Snowden escolheu aquele lugar não porque seja uma relíquia do czar Nicolau II, sede dos bolcheviques, onde o próprio Lenin se hospedou com sua esposa. Snowden escolheu o Metropol por razões mais práticas: o prédio tem sete portas de saída…

Na conversa com a repórter, o ex-analista de informação da NSA volta à carga contra os planos de vigilância global e aos ataques frequentes à privacidade dos cidadãos comuns. Desmonta a lógica que vincula o recrudescimento da vigilância a aumento da segurança, e destrói argumentos que sustentam a violação do direito de intimidade para combater o terrorismo.

Vale a pena ler. A entrevista está em duas partes (aqui e aqui).
Marta Peirano conta neste vídeo como foi entrevistar Snowden.

Tendências do jornalismo em língua portuguesa

dispositivaAs revistas Dispositiva (PUC-MG) e Estudos de Jornalismo, do GT Jornalismo e Sociedade da associação portuguesa Sopcom, lançaram há pouco uma edição conjunta com artigos apresentando alguns vetores da investigação em jornalismo.

São dois volumes, e o próximo deve sair em abril.

O primeiro número está em formato PDF, em português, tem 135 páginas e arquivo de 2,5 Megas.

Baixe aqui.

Precisamos falar de crise no jornalismo

Em dezembro, vamos lançar em Florianópolis Questões para um Jornalismo em Crise (Ed.Insular), livro em que reúno treze perguntas incômodas para o presente e o futuro do jornalismo.

É irônico, mas as notícias não têm sido nada boas para o jornalismo. Queda nas tiragens dos meios impressos, redução de verbas publicitárias, demissões nas redações e até fechamento de jornais e revistas. Para piorar, os públicos têm dado sinais claros de desinteresse frente ao que a mídia tradicional oferece.

questoes para um jornalismo em crise

O diagnóstico é de crise e ela não se limita à indústria jornalística brasileira. Está em todas as partes. Diante desse quadro, empresas, gestores e jornalistas se dividem entre lamentos, desespero e busca de soluções. Nos meios acadêmicos, também existe muita apreensão. Nas próximas páginas, pesquisadores e profissionais arriscam perguntas que podem ajudar a encontrar respostas para um cenário tão complexo.

Se o jornalismo ainda tem um lugar importante em nossas vidas, o que poderá ser feito para que voltemos a ler boas manchetes sobre ele?

Mais sobre o livro aqui.

Jornalistas, esses apressadinhos…

Outro dia, num encontro do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), nosso grupo de pesquisa, o professor Francisco José Castilhos Karam falava de um movimento sobre o slow journalism. Na esteira do slow food e de outros esforços para desacelarar a vida, tem repórter combatendo a nossa-pressa-habitual-cotidiana-quase-invencível. Me lembrei de uma revista britânica que tem a mesma orientação, a Delayed Gratification.

Fizemos em tom de comédia, mas não é que tem mais gente achando que a nossa correria não leva a nada?

Vejam o que escreveu o Josh Spector: “ninguém liga mais para furos!”

Leiam mais aqui.

Dias melhores virão

Amanhã começo um semestre daqueles!

Estou muito empolgado com o que vem por aí. Na graduação, terei mais uma turma de Políticas de Comunicação, e vou oferecer uma optativa para aprofundar o tema: Políticas de Comunicação 2. A ideia é mergulhar em alguns assuntos, como Marco Civil da Internet, uma Lei Geral para a Comunicação e a realidade da mídia no país… Quero ver também se conseguimos ter uma atuação para além das paredes da universidade, se é que me entendem…

Terei também outro desafio no curso de Jornalismo: vou assumir a disciplina de Legislação e Ética. Sim, já lecionei a matéria por quase dez anos na Univali e ela é meu objeto de pesquisa há mais de quinze. No entanto, herdo a responsabilidade do grande mestre Francisco José Castilhos Karam, referência nacional nesses estudos. Espero dar conta… Na pós-graduação, dividirei com o mesmo Karam a disciplina Estudos Avançados em Ética Jornalística, um privilégio para mim, para alunos do Mestrado e do Doutorado…

No mais, os desafios do semestre envolvem ainda a continuidade de minhas pesquisas, a renovação do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), a chegada de novos orientandos (mestrandos e graduando) e o lançamento de Questões para um Jornalismo em crise, a sair pela Editora Insular. Há outros projetos e parcerias sendo costurados, mas ainda é cedo pra contar.

O que posso adiantar é que eu e Ana Paula Laux terminamos o primeiro romance policial assinado por Chris Lauxx. O título ainda é segredo, pelo menos até assinarmos com uma editora…

Bem, eu avisei: estou empolgado. Dias melhores virão, e eles estão logo ali na esquina…

Liberdade de Expressão e Regulação da Mídia

Você acha que regular os meios de comunicação é impor censura?

Taí uma chance para entender melhor porque o Brasil precisa criar mecanismos claros, públicos e democráticos para garantir direitos e fixar regras para um mercado predatório.

Mais informações em https://www.facebook.com/events/1609487945991809/

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“Número Zero” desestabiliza

imagesUmberto Eco é um intelectual com uma dose cavalar de coragem.

Quando eruditos e escrachados se agrediam com cotoveladas, ele veio e colocou os devidos pingos nos is falando de apocalípticos e integrados. Analisou quadrinhos com rigor, método e paixão. Assombrou-nos com seu conhecimento enciclopédico sobre a Idade Média e nos deu um belo romance policial com O Nome da Rosa. Nos ensinou e nos envolveu com O Pêndulo de Foucault e outros tantos. Agora, bagunça o coreto com Número Zero.

Tenho uma simpatia enorme pelo professor-bonachão e corri para ler Número Zero. Não só por isso, mas também pelo fuzuê dos comentários sobre o livro. Se você não sabe do que se trata, não é um livro cheio de rococós e empreendimentos rebuscados como os anteriores, mas um volume curto, pouco mais de 200 páginas, e que aborda temas atuais… Um grupo de jornalistas é recrutado para produzir doze edições de teste para um novo jornal em Milão. Não é jornal qualquer, mas será O jornal, algo que vai abalar as estruturas da sociedade local e do próprio jornalismo.

Em tempos difíceis para o jornalismo, claro que o livro me chamou a atenção. Com inteligência, humor refinado, ironia delicada, Eco me fez rir em diversas passagens que bem poderiam passar por anedotas, mas que são reconhecíveis nos meios de comunicação atuais. Estratégias para ocultar a verdade, formas de como atrair o interesse do público para banalidades, esquemas para separar o joio do trigo e publicar o joio estão em todas as partes. A gente ri amarelo em muitas delas, com vergonha alheia. A gente se entristece com os rumos que seguem os veículos e os profissionais.

É um alerta de Eco? Talvez. Mas o fato de ambientar sua trama em 1992 me faz pensar que o sinal vermelho esteja soando atrasado, bem atrasado. Pessoalmente, eu não esperava nenhuma saída milagrosa dele no romance, mas talvez algum alento, alguma esperança. Não, nada disso.

A trama me decepcionou também. Quase nada acontece, e aqueles personagens se colocam em cena como caricaturas, clichês desgastados. O desfecho é incerto e hesitante. E foi assim que fiquei ao final do livro. Não entendi o que levou um homem daquela estatura e volume a cometer aquelas páginas. Tal como as edições produzidas pelos personagens, talvez Número Zero nem devesse ter deixado o prelo…

Um estudo sobre consumo e públicos da mídia

Screenshot 2015-06-14 05.35.13Se tivéssemos no Brasil um Conselho de Comunicação Social de verdade, talvez pudéssemos sonhar com a elaboração de um estudo como o que a portuguesa Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) lançou recentemente.

A pesquisa analisa o consumo de notícias em plataformas digitais e as relações com seus públicos em Portugal e mais dez países, entre eles o próprio Brasil.

Baixe aqui.

O documento está em português, em PDF, tem 116 páginas e seu arquivo tem 5,5 Megabytes.

Começa hoje o Mejor

A 3ª edição do Colóquio Internacional Mudanças Estruturais do Jornalismo (Mejor) começa hoje na UFSC e vai até a próxima sexta, 15 de maio.

O tema que norteia os debates é “Os silêncios do jornalismo”, e reúne pesquisadores de Brasil, França, Bélgica e Canadá. Uma realização do Posjor/UFSC, o Mejor é co-promovido, no Brasil, pela Universidae de Brasília, e no exterior, pela Réseau d´Études sur le Journalism (REJ), Centre de Recherche sur l´Action Politique em Europe (CRAPE) e Centre de Recherche em Information et Communication(ReSIC), vinculados à Universidade de Rennes 1 e à Universidade Livre de Bruxelas.

Sim, algumas das principais atrações como a conferência de abertura com a professora Sylvia Moretzsohn poderão ser acompanhados pela internet:

Sala 1:
http://videoconferencia.cce.ufsc.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=14

Sala 2:
http://videoconferencia.cce.ufsc.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=15

Mais informações em: http://mejor2015.sites.ufsc.br

Fórum Sul de Professores de Jornalismo

Esta semana a Furb, em Blumenau, sedia a terceira edição do principal evento sobre ensino de jornalismo da região sul. O capítulo regional do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo tem como tema os novos currículos e o impacto profissional. Esta é uma oportunidade única para debater o assunto, já que os cursos estão reformando suas grades curriculares por conta das Novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo, do MEC.

É também um momento de rever amigos e reforçar os laços de luta e união. Ainda mais depois do espetáculo dantesco protagonizado pela polícia e pelo governo do Paraná contra os professores na semana passada.

Farei a conferência de abertura, motivo de honra e de extrema responsabilidade…

Mais informações em www.fnpj.org.br

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Regulação econômica da mídia na Câmara

Será que agora vai?

(Reproduzido do FNDC)

Duas propostas importantes para a democratização da comunicação no Brasil serão discutidas em audiência pública na Câmara dos Deputados na próxima semana (7/5): os projetos de lei (PL) 4026/2004, de autoria do ex-deputado Cláudio Magrão (PPS-SP), e 6667/2009, proposto pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP). Ambos regulamentam a Constituição Federal (Art. 220), impondo limites à propriedade dos meios de comunicação e à audiência para combater o monopólio no setor, e tramitam apensados.
A audiência foi requerida pela deputada Luiza Erundina em março e será realizada às 9h30 da próxima quinta-feira (7/5), no plenário 13 do anexo II da Câmara. O ministro Ricardo Berzoini, das Comunicações, é um dos convidados, junto com Ana Carolina Lopes de Carvalho, assessora da presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Murilo Cesar Ramos, professor da Universidade de Brasília (UnB) e Rosane Bertotti, Coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).
O PL 4026/2004 altera o Decreto-Lei 236/67 e limita em no máximo 50% a audiência de uma mesma rede de televisão (em qualquer horário). Esse limite já é realidade em países como os Estados Unidos, onde uma única empresa de comunicação não pode ter mais que 39% da audiência da população em território nacional. A proposta também estabelece limites à propriedade de emissoras por empresas de rádio.
Na justificativa do projeto, o autor observa que o Decreto-Lei 236 tem quase meio século e refletia uma realidade em que as emissoras operavam isoladamente ou formavam pequenas redes, o que não acontece hoje. A ideia é “pensar em alguma forma de administrar essa situação, delimitando o poder de mercado dessas empresas”.
O PL também estabelece suspensão das outorgas de retransmissoras e repetidoras que excederem o índice de audiência estipulado, o que que caracteriza domínio de mercado relevante, nos termos do Art. 20, inciso II, da Lei 8.884/94 (lei do Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O PL foi desarquivado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em fevereiro deste ano.
A proposta do deputado Ivan Valente (PL 6667/2009) responde à demanda da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) por políticas públicas capazes de coibir o monopólio e o oligopólio no setor de radiodifusão. O projeto tipifica a concentração horizontal e vertical nos meios de comunicação, proíbe que empresas do setor tenham acionistas ou cotistas integrantes de empresas de jornais, revistas e outros periódicos impressos, de empresas de televisão por assinatura ou de telecomunicações, além de estabelecer limites para a propriedade de emissoras de rádio e TV.
Bia Barbosa, coordenadora de Comunicação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) comemora a realização da audiência. Para ela, a iniciativa demonstra que a despeito do desinteresse dos empresários do setor em discutir a concentração, “por interesses óbvios”, e da lentidão do governo em fazer a discussão avançar, as entidades sociais organizadas em prol da democratização da comunicação não param de cobrar que o poder público abra um espaço para fazer esse diálogo com a sociedade. “Nossa constituição proíbe o monopólio, mas até hoje não foi colocada em prática, por isso temos que debater esse tema sem melindres”, defente.
Conheça as propostas
Autor: ex-deputado Cláudio Magrão (PPS-SP)
Dispõe sobre os limites à concentração econômica nos meios de comunicação social, e dá outras providências.
Autor: Ivan Valente (PSOL-SP)
Estabelece limites para a propriedade de empresas de comunicação social, proíbe a propriedade cruzada nos meios de comunicação, e dá outras providências.

Espantando abutres

UnknownÉ preciso apurar os ouvidos para poder captar vozes dissonantes em meio ao coro. Por isso, a leitura de “La prensa ha muerto: viva la prensa!”, de Pascual Serrano, é tão interessante e necessária para esses tempos de desassossego jornalístico.

O jornalista valenciano oferece um punhado de razões para acreditar na sobrevivência do jornalismo, e como a tão propalada crise pode trazer em si muitas oportunidades de revisão de percurso. Não se trata de um rosário otimista e acrítico, mas de um volume que mantém a crença (e isso não é ruim) de que precisamos continuar a caminhar.

Para reforçar seu ponto de vista, Serrano destrincha as estruturas de funcionamento, os contextos de sobrevivência, as estratégias e os recursos (sempre limitados) de mais de uma dezena de meios que, diariamente, dão mostras de vigor e espírito: Le Monde Diplomatique, La Jornada, os já centenários La Jornada e The Nation, Brecha, IPS, junge Welt, Democracy Now! e o que o autor chama de um “boom español”.

Em linguagem clara, num tom que oscila entre o descritivo e o analítico, o livro traz diversos momentos de alento aos mais preocupados, e enfatiza as lições que a indústria do setor vem colhendo nas últimas décadas. Mais do que encher páginas e mais páginas de lamúrias, o momento é de buscar soluções, de reinventar procedimentos, de estabelecer um diálogo efetivo com os públicos e de descartar velhas fórmulas.

Modestamente, estou terminando de organizar um livro que também trata do tema. Questões para um jornalismo em crise é composto por treze capítulos que se dedicam a perguntas incômodas para nossos dias. Tratamos de jornalismo em dispositivos móveis, reportagem multimídia, crítica de mídia, das relações entre amadores e profissionais, das redes sociais, de uso de conteúdo gerado pelo usuário, de jornalismo pós-industrial, ensino e formação, entre outros aspectos. Os textos são assinados por jornalistas e pesquisadores do Mestrado e do Doutorado em Jornalismo da UFSC (Posjor), e o volume deve sair nos próximos meses pela Insular. Mais algumas vozes dissonantes que berram contra os abutres do jornalismo.

O fator confiança

Screenshot 2015-02-27 03.07.27A Ethical Journalism Network acaba de lançar um estudo com dados de 16 países sobre como jornalistas monitoram seus erros e os corrigem. O Brasil está no relatório, e a seção a ele dedicada é assinada pelo jornalista Marcelo Moreira, que já presidiu a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

No geral, o estudo é bastante genérico, mas de alguma forma contribui e estimula os debates sobre auto-regulação no setor, um tabu por essas bandas.

O diretor da rede, Aidan White, considerou surpreendentes os resultados da pesquisa que apontou – à exceção da Noruega, um modelo para a auto-regulação – que na grande maioria das vezes, jornalistas e editores se digladiam com controles legais, interferência política e corrupção. Um mundo nada fácil…

Organizada pelo próprio White, a publicação – intitulada The Trust Factor (O fator confiança) – tem 80 páginas, em inglês e formato PDF.

Para baixar o estudo (arquivo de 7 Mb), vá por aqui.

Violência contra jornalistas brasileiros, um dossiê

Screenshot 2015-02-09 02.40.07O título de um filme bastante conhecido poderia resumir 2014 para os profissionais da imprensa brasileira: O Ano Que Vivemos em Perigo.

Duvida? Então, dê uma olhada nesta pesquisa produzida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), recentemente divulgada. É para se preocupar…

O documento tem 52 páginas, está em formato PDF e tem menos de um mega de arquivo.

Baixe aqui!

Mais informações: aqui e aqui

Como veremos as notícias em 2020?

6a00e552985c0d883301bb07e755bc970d-500wiA BBC se arrisca em responder. Em “Future of News”, o conglomerado britânico apresenta uma visão de como as notícias vão se apresentar, como a tecnologia, as empresas e os profissionais funcionarão.

Programas de TV mais participativos, audiências mais ativas, publicidade como mecenato, Big Data nas redações e doses cavalares de jornalismo local estão entre as apostas da BBC.

Ficou curioso? Então, espie o futuro aqui.

Uma agenda para o ministério das comunicações

O coletivo Intervozes, um dos mais atuantes no tema da democratização da mídia no país, esteve junto com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) em audiência com o novo ministro da área, Ricardo Berzoini. As entidades têm se queixado publicamente da lentidão e a quase falta de ações do governo Dilma Rousseff na área.

Para “incentivar” o ministro a “fazer diferente”, o Intervozes listou o que chama de uma agenda de curto prazo para a pasta:

1. Proibição de outorgas para deputados e senadores

2. Combate aos arrendamentos/subconcessões

3. Enfrentamento ao livre mercado de compra e venda de outorgas de rádio e TV

4. Garantia do respeito aos limites à concentração de propriedade já existentes

5. Responsabilização das emissoras por violações de direitos humanos na programação

6. Fim da criminalização às rádios comunitárias

7. Universalização do acesso à banda larga

(para saber mais, vá por aqui)

Congresso de Ética na Mídia prorroga prazo

(reproduzindo o informe dos organizadores)

Ampliado el plazo hasta el día 8 de febrero de 2015 para enviar propuestas de comunicaciones (abstracts) al III International Conference on Media Ethics (http://congreso.us.es/mediaethics/index.php/es/), que tendrá lugar en Sevilla los días 24, 25 y 26 del próximo mes de marzo. El plazo máximo para la entrega del texto completo será el 28 de febrero.

Atendiendo a la petición de algunos investigadores, se aceptaran comunicaciones para ser presentadas a través de internet (por skype o programas similares). Se dedicarán algunas de las sesiones del congreso a estas comunicaciones no presenciales en horarios que tendrán en cuenta la diferencia horaria entre Europa y Latinoamérica.

En esta III edición del Congreso contaremos entre otros ponentes con los profesores John Peters (University of Standford), Basilio Monteiro (Universidad St. Johns – Nueva York-) o  José Manuel de Pablos (Universidad La Laguna). Esta edición, está concebida como un espacio para intercambiar ideas de nuevos proyectos y la búsqueda de socios internacionales. También se ofrecen actividades prácticas para la mejora y calidad de la investigación científica, como una mesa redonda sobre revistas científicas patrocinada por la Revista Latina de Comunicación Social.

Dado el carácter internacional del congreso y los horarios europeos, el congreso se desarrollará en dos sesiones: mañana (9’30h -14’30h) y tarde (16’00h-18’00h), dejando así más tiempo a los congresistas para establecer relaciones con otros colegas o disfrutar de la ciudad si así lo desean. La organización ofrecerá diversas actividades sociales complementarías para quienes deseen prolongar las sesiones académicas con sesiones de trabajo en un contexto más personal y ameno.

Las comunicaciones seleccionadas para su publicación formarán parte de en un libro de actas electrónico publicado por la editorial Dykinson S.L, de Madrid, con su correspondiente ISBN, y un comité científico que avale dicha publicación. En los propios días del congreso se ofrecerá el link desde el cual se podrán descargar los congresistas sus contribuciones.

El primer día, 24 de marzo, las sesiones del congreso serán sólo en español, y en los días sucesivos, 25 y 26, serán tanto en español como en inglés.

Le agradecemos que distribuya esta información entre vuestras redes de contactos.

Más información o cualquier gestión: 3mediaethics@gmail.com

Mejor: prorrogado!

A organização do 3º Mejor informa:

O prazo para o envio de propostas de comunicação ao III Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo foi adiado para a próxima terça-feira, dia 20 de janeiro.
Assim, há mais cinco dias para a submissão de propostas, de acordo com as normas descritas no site http://mejor2015.sits.ufsc.br 

As propostas, com 6.000 caracteres, devem ser enviadas para o e-mail mejor2015ufsc@gmail.com

revista ciberlegenda com chamada aberta

Reproduzindo…

Car@s colegas,
comunicamos que está aberta a chamada para a edição de 2015_1 da Revista Ciberlegenda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF.
A primeira edição de 2015 é dedicada à análise do conceito de “conexão 24/7” e seus desdobramentos para as rotinas cotidianas, e contará com a participação da Profa. Dra. Lilian França, da Universidade Federal de Sergipe, como co-editora convidada.
2015.1
A era da conexão 24/7
Pesquisas na área de comunicação que analisem o conceito de “conexão 24/7” e seus desdobramentos para as rotinas cotidianas: sistemas de vigilância (surveillance e sousveillance), lifecasting, lifelog, GeoTaging, redes sociais, aplicativos para tablets e smartphones, estratégias de monitoramento, rastreamento e compartilhamento ininterrupto de informação; o ideal da alta performance na contemporaneidade; a busca pela vigília estendida
Prazo para envio de artigos02 de março de 2014.
Mais: http://www.proppi.uff.br/ciberlegenda/