é depois de amanhã: donsbach na ufsc

Qual a relação do Jornalismo com o Conhecimento? Em uma época marcada pelas megafusões midiáticas, pelo infoentretenimento, pelo império das audiências, pelo marketing do poder político e econômico que embala a informação, haveria ainda sentido acreditar que o Jornalismo esteja ressurgindo com sua força de contrapoder, de investigação dos poderes públicos e privados quando estes impactam na vida social? Quando alguns autores e profissionais acreditam que o jornalismo dos sonhos foi sepultado, haveria sentido defender que o jornalismo tem ainda grande contribuição para manter a vitalidade democrática e disseminar controvérsias e possibilitar escolhas lúcidas?

O trecho acima é do comentário da semana no objETHOS, assinado pelo professor Francisco José Castilhos Karam. Ele aborda as relações entre jornalismo, conhecimento e ethos profissional, e saúda a vinda de Wolfgang Donsbach depois de amanhã – dia 17! – na conferência de abertura do semestre no POSJOR/UFSC.

Para ler a íntegra, clique aqui.

arte, ativismo e tecnologia da comunicação

(Reproduzindo…)

Permanece aberta a chamada para a seleção de artigos a serem publicados nas seções Dossiê e Conexões da segunda edição de 2014 da Revista Contemporânea, publicação acadêmica eletrônica semestral e interdisciplinar do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGC/UERJ).
Edição no 24 – Dossiê Arte, Ativismo e Tecnologias da Comunicação – 2014/2
Este número reunirá artigos que discutam as relações entre arte, novos ativismos sociais e práticas participativas na contemporaneidade. Interessam-nos trabalhos que privilegiem: as principais transformações no mundo contemporâneo abarcando as problemáticas no âmbito cultural e tecnológico; análises e interpretações sobre a relação e a simbiose entre a sociedade e as tecnologias de informação e comunicação; os processos identitários contemporâneos fruto desses novos processos sociotécnicos; bem como o crescimento de iniciativas colaborativas de coletivos e o surgimento de novas cenas sociopolíticas culturais no espaço urbano. O que se propõe é reunir um conjunto de artigos que reflitam sobre: o papel significativo das redes sociais para a construção de experiências socioculturais; os usos artísticos das tecnologias de comunicação para realizar novas formas de ação política; as novas práticas de ativismo e ações críticas nos espaços públicos e na internet; e, finalmente, as ações críticas de artistas que, por meio de tecnologias de comunicação, apresentam formas de participação e colaboração, mesclando arte e ativismo.
Prazo para os artigos: 30/09/2014.
Mais informações aqui

os presidenciáveis e a comunicação no brasil

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação divulgou documento com propostas para o setor de comunicações aos candidatos à presidência da república. A proposta se apoia em 20 itens que o coletivo de entidades considera prioritárias para democratizar e tortalecer a área, e que compõem uma agenda do FNDC.

Veja aqui.

qual é o seu signo, detetive?

A literatura policial é dessas artes que permitem muitas extrapolações. Volta e meia, estudiosos propõem classificações por ciclos históricos, pela nacionalidade dos autores e até por modalidades de crimes. Rótulos são criados (noir, hardboiled…), períodos são determinados (era de ouro, etc…) e um cânone vai se formando. Mas poderíamos ir muito além. Quem sabe elaborar listas de detetives fumantes, de mulheres que investigam, de serial-killers com traumas de infância, de mortes esquisitas e de vítimas excêntricas?
Como a literatura policial é dessas artes que permitem extrapolações, vou propor uma nova classificação, a zodiacal.

(leia a íntegra de Sob o Signo do Crime que publiquei no Almanaque da Literatura Policial)

o que rola com o jornalismo agora?

Imagine uma ocasião em que se reúnem editores, gestores e publishers dos jornais The Telegraph, The Guardian, The Independent e The Times, e das revistas The Economist, Dazed Magazine, Private Eye e Vice para discutir não o futuro do jornalismo, mas o que está acontecendo como ele AGORA.

Este é o propósito do encontro “Forget the Future: What’s Happening in Journalism Now?”, promovido pelo Frontline Club na série de eventos Grapevine, que acontece no dia 11 de setembro, em Londres.

Para saber mais, acesse:
http://www.frontlineclub.com/forget-the-future-whats-happening-in-journalism-now/

 

25 anos sem o pai de maigret

georges_simenon1Faz um quarto de século que Georges Simenon mudou de endereço, passando a martelar seu teclado em outra dimensão. Um dos escritores mais produtivos de todos os tempos, o pai do Comissário Jules Maigret foi lembrado hoje por Ana Paula Laux no Almanaque da Literatura Policial.

Leia na íntegra aqui.

última chamada para “os correspondentes”

A revista trilingüe Sobre Jornalismo/About Journalism/Sur Le Journalisme está com chamada aberta para artigos para uma edição cujo tema é “Os correspondentes: história, identidade e desafios contemporâneos”

A equipe editorial aceita submissões de resumos até o próximo dia 15 de setembro. Os textos devem ser encaminhados até 15 de janeiro de 2015.

Mais informações: aqui

um mapa nacional da mídia digital

Mapeamento da Mídia Digital no Brasil imagesgstsAcaba de cair na rede um estudo amplo e aprofundado sobre os meios digitais no país. “Mapeamento da Mídia Digital no Brasil” é uma iniciativa da Open Society, assinado por Pedro Mizukami, Jhessica Reia e Joana Varon. Tem oito capítulos espalhados em 173 páginas que tratam de consumo, relações com a sociedade, jornalismo, tecnologia, negócios e formas de financiamento, leis, regulações e políticas. Em linguagem clara, com textos analíticos e recorrendo a diversas fontes, o estudo merece leitura atenta e muita discussão. Tem mais: está bem atualizado, já que a ele foram adicionadas informações sobre o Marco Civil da Internet, aprovado e sancionado em abril passado.

Acesse aqui. (em PDF, em português e com arquivo de 7,6 Mega)

narrativas midiáticas contemporâneas…

Este é o tema da edição mais recente da revista Verso e Reverso, da Unisinos, que acaba de chegar à rede.

Acesse aqui

ciberjor começa hoje

 

Mais informações em http://www.ciberjor.ufms.br/ciberjor5/
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lançamento: “máquinas de ver, modos de ser”

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gente estranha, nomes esquisitos

Esta semana, passei a colaborar para o site Almanaque da Literatura Policial.

No debut, fiz uma lista de nomes estranhíssimos do gênero… Leia um trechinho:

A literatura policial é um universo frequentado por quem não é muito bom da cabeça. Tem os assassinos em série, os obcecados por pistas, os acumuladores de casos insolúveis. Encontramos também os que ficam paranóicos com a pilha de corpos, os que desenvolvem explicações conspiratórias e aqueles que sofrem com a abstinência por não ter nenhum mistério para resolver. O mundo dos crimes é paradoxal: tem gente que não bate bem, mas para sobreviver nele é preciso ter raciocínio lógico, inteligência e outras habilidades mentais. Mas nessas páginas não basta ser um sujeito estranho. Veja como ter um nome esquisito também ajuda…

Ficou curioso? Leia a íntegra aqui.

“na epiderme da rocha” na bienal

Meu irmão, Rodrigo Christofoletti, lança amanhã na Bienal do Livro de São Paulo mais um livro: Na epiderme da rocha (Ed. Leopoldianum). O trabalho também é uma organização assinada por Cesar Agenos F. da Silva.

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eduardo campos e o livro a jato

Não é figura de linguagem! O corpo do presidenciável Eduardo Campos nem foi enterrado e já tem livro nas prateleiras com um perfil biográfico dele. Tá duvidando? Veja o anúncio abaixo!

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pesquisa vai mapear hábitos de jovens internautas

Screenshot 2014-08-13 05.23.35Uma rede de pesquisadores de todos os estados brasileiros está colhendo informações sobre as práticas de consumo e participação de jovens internautas de 18 a 24 anos.

O estudo é desenvolvido pela Rede Brasil Conectado por meio de um formulário eletrônico para a Pesquisa Nacional Jovem e o Consumo Midiático em Tempos de Convergência, sob coordenação da professora Nilda Jacks. O quesionário tem perguntas sobre o uso de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos,  e vai permitir comparar resultados entre as regiões, compondo também um cenário da realidade brasileira.

Para participar, basta acessar: www.redebrasilconectado.com.br

que ano trágico estamos tendo!

Dois terços de 2014 já se foram e com eles muita gente.

Difícil não pensar diante de tanto pesar.

Entre gente importante e celebridades, a lista é imensa: os escritores Ariano Suassuna, Nadine Gordimer, Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro e Ivan Junqueira;  a atriz Lauren Bacall; os atores Robin Williams, José Wilker, Bob Hoskins, Philip Seymour Hoffmann e James Garner; o político Eduardo Campos; os futebolistas Bellini, Marinho Chagas, Fernandão e Eusébio; o humorista Canarinho; o furacão Rubin Carter; o cineasta Eduardo Coutinho; os narradores Luciano do Valle e Maurício Torres; o cantor Jair Rodrigues; o músico Paco de Lucia; os intelectuais Stuart Hall e Jacques Le Goff… entre tantos outros.

Tristeza não tem fim…

hackers, marmotas e jornalistas

(produzido originalmente para o objETHOS e reproduzido pelo Observatório da Imprensa)

O primeiro mês da campanha eleitoral já oferece lições importantes para candidatos, correligionários, mídia e eleitores. Embora a artilharia pesada fique tradicionalmente reservada ao horário gratuito no rádio e na TV, episódios recentes trazem à tona hábitos e mentalidades arcaicas, usados em outras ocasiões para desgastar os oponentes e confundir o eleitorado. Se antes essas táticas davam resultados mais efetivos, agora, com tantos canais de informação, mostram-se obsoletos, e às vezes até contraproducentes. Quer dizer: o jogo sujo pouco ajuda na atração de votos e na qualificação do debate político, encardindo os sapatos de quem está por trás dessas manobras.

Três episódios recentes ilustram.

Em maio passado, o candidato tucano Aécio Neves entrou na Justiça para barrar páginas na web por calúnia e difamação. Segundo seus advogados, as ações viriam de uma funcionária pública da Prefeitura de Guarulhos (SP), administrada pelo PT. Equipamentos e instalações da Secretaria de Comunicação teriam sido usados para atingir a imagem pública do senador mineiro. A denúncia veio à tona pela imprensa e o caso demonstrou não só má-fé da servidora, como seu despreparo e alguma ingenuidade ao pensar que não seria identificada. Justamente hoje, quando é possível rastrear cada clique ou movimento no teclado. O tiro saiu pela culatra.

Em julho, foi a vez da candidata da situação, Dilma Rousseff, reclamar. Um comunicado enviado pelo Banco Santander a clientes de alta renda alertava que o crescimento da presidente nas pesquisas poderia piorar a situação econômica do país. A imprensa deu o assunto, o banco se desculpou, cortou cabeças, mas ficou a má impressão. Restou um ranço de outros carnavais, quando a estratégia do medo foi usada pelo mercado para alarmar a sociedade. O tiro foi no pé.

Na semana passada, o jornal O Globo denunciou que perfis de dois de seus comentaristas teriam sido alterados na Wikipedia por computadores do Palácio do Planalto. Houve quem temesse pela liberdade de imprensa e até quem classificasse o caso como um “novo Watergate”. O Gabinete da Presidência se desgastou mais uma vez, prometeu descobrir e punir os (ir)responsáveis, e foi difícil evitar o mal estar. Para o senso comum, pareceu que o governo estava oprimindo jornalistas e calando opiniões contrárias, em plena campanha eleitoral. Bala perdida.

Realidade virtual

É muita ingenuidade acreditar que uma simples funcionária em Guarulhos possa acabar com a candidatura do principal nome da oposição. Alimentar essa ideia é apequenar o candidato e seu projeto. O temor era o efeito massivo: espalhar de forma viral um punhado de inverdades que aumentaria em muito as suas dimensões.

É demais esperar também que a cartinha de um banco faça despencar as pilastras da sexta economia do planeta. De forma sagaz, a campanha de Dilma se aproveitou da ocasião para se vitimizar. De forma geral, o brasileiro tem especial simpatia pelos fracos e oprimidos, e a correspondência de um banco multinacional poderia se mostrar um golpe abaixo da linha de cintura.

Por fim, chega a ser burrice chamar de “novo Watergate” a edição de páginas na Wikipedia. O caso que levou à renúncia de Richard Nixon em 1974 é muito mais complexo e grave, e tinha por trás dos abusos o presidente norte-americano, o que ainda não foi provado no episódio brasileiro.

A alteração de páginas faz parte da dinâmica e do funcionamento da Wikipedia, e seus procedimentos têm se aperfeiçoado bastante nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que se incentiva criar novos conteúdos, existem regras claras para a sua edição, revisões contínuas e hierarquia para a certificação de informações. É verdade que postagem de conteúdos falsos e outras fraudes não são tão incomuns, mas a comunidade de editores da enciclopédia se preocupa muito com essas práticas que minam a credibilidade do projeto. Quando se percebe que mentiras foram adicionadas, há uma correria para restaurar a ordem. O risco de algum leitor se deparar com dados incorretos é real, mas isso não acontece apenas na Wikipedia. O mesmo se dá na mídia em geral, nos livros de história, em outras fontes informativas.

Alterar dados é uma maneira de reescrever as páginas do presente e afetar os sentidos da realidade. Mas existem outras formas, como alterar a ordem dos resultados em mecanismos de buscas na internet, por exemplo. Funciona como se mudassem a localização dos livros nas prateleiras de uma biblioteca, colocando alguns títulos mais à vista e outros, com as lombadas viradas para trás…

Em março de 2010, hackers manipularam os algoritmos do Google para vincular a página do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Wikipedia aos primeiros resultados da busca pela palavra “mentiroso”. A brincadeira não era novidade. Constrangimento semelhante se deu em setembro de 2007 quando vincularam o site do Senado Federal à pesquisa pela expressão “vergonha nacional” no buscador.

Esses e outros casos mostram que novos atores infiltraram-se na arena política. Se antes havia os políticos, os ativistas, os eleitores e os jornalistas, agora a eles fazem companhia os hackers, os “trolladores” e as marmotas que se arrogam a fazer guerrilha digital.

E as lições?

A disputa eleitoral começou em 6 de julho passado e já acumula muito “mimimi”,’ para usar um termo fartamente usado nas redes sociais. Aécio se queixa do PT, que se queixa do Santander, e os jornalistas se queixam do governo. É natural que as reclamações se multipliquem durante esse período, e veremos muita gente espernear até os resultados das urnas. Depois também. Como ainda temos quase dois meses de campanha, talvez possamos utilizar algumas lições já percebidas.

Correligionários e ativistas precisam entender que não se pode usar a internet impunemente. A tecnologia oferece instrumentos para fustigar os rivais, mas também para que percebam de onde vieram os torpedos que os alvejaram. E-mails anônimos podem ser identificados; todo tipo de navegação deixa marcas que são rastreáveis; a revolução não se faz do sofá; e ciberativismo exige dedicação, profissionalismo e inteligência.

Políticos devem ver na rede oportunidades para se aproximar de seus eleitores e estabelecer relacionamentos mais francos, transparentes e dialógicos. Se os candidatos não tiverem essa disposição, melhor não fingir. Na rede, a mentira emerge rápido, em poucos cliques. Políticos precisam entender que a internet não é mais um mundo à parte das ruas e das cidades. E os internautas não se restringem a um bando de jovens que gastam seus tempos diante de monitores nas madrugadas. Enfrentar os eleitores no corpo-a-corpo reserva um conjunto de estratégias que nem sempre funciona online. Mudar a mentalidade, neste caso, é um bom primeiro passo.

Jornalistas e meios de informação precisam aguçar ainda mais os seus sentidos para desviar de banalidades e desimportâncias que a rede cria e alimenta. Os boatos de antigamente são os hoaxes do momento, os virais da hora. Os dossiês que chegavam às redações, agora, são os leaks que lotam a caixa postal eletrônica. Não se destrair com miragens e cobrir o que realmente interessa ainda parece ser uma função relevante do jornalismo.

Os eleitores nunca tiveram tantas informações acessíveis sobre os candidatos. Verdadeiras e mentirosas. Por isso, usar a rede é fundamental não só para conferir o passado do político e o que ele promete para o futuro, mas também para colocar à prova os contextos que os cercam. Se antes já era preciso não acreditar ingenuamente nos candidatos, agora, é necessário também desconfiar das informações que temos sobre eles.

Com tanta tecnologia e inteligência, era pra ser mais fácil, né? Era, mas não podemos relegar a fios e chips os destinos que escolhemos para nossas vidas. Para votar bem, o eleitor não precisa ser hacker ou jornalista, mas necessariamente deve evitar agir como uma marmota.

o tentacular google, por assange

Daqui a cinco dias, Julian Assange completa dois anos confinado em seu asilo na Embaixada do Equador em Londres.

Apesar dessa condição, o líder do WikiLeaks não deixa de influenciar pessoas, denunciar abusos e refletir sobre a realidade atual. Ontem, O Estado de S.Paulo publicou mais uma entrevista com Assange – concedida a Guilherme Russo -, e que vale a leitura. Em pauta, o massacre em Gaza, uma guerra fria na Ucrânia, a posição do Brasil na geopolítica internacional e o imenso poder de corporações tecnológicas como o Google. Um trecho:

O Google se tornou essencialmente um monopólio de coleta e integração de informações, que sabe muito sobre a maioria das pessoas que têm qualquer tipo de influência no mundo. E em razão de sua ligação com Washington e sua localização, na jurisdição dos Estados Unidos, isso estendeu dramaticamente o alcance do governo americano no mundo todo.

lá vem bellini!

Não, não. Não é o capitão da seleção que avança pela lateral com o coração na boca e a bola na ponta da chuteira…

É o detetive Remo Bellini, criatura de Tony Bellotto numa série de livros policiais com a cara, a fauna e a paisagem paulistana. Distante das prateleiras desde 2005, o personagem prepara o seu retorno, conforme conta Ana Laux na entrevista exclusiva que fez com o escritor. Aqui, no Almanaque da Literatura Policial.

5 links de jornalismo para hoje

economia política da comunicação, um evento

Screenshot 2014-08-05 11.27.26Estão abertas até 15 de agosto as inscrições para o congresso da Ulepicc, a União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura.

Em 2014, o evento acontece no final de novembro no Rio de Janeiro.

Divulgação dos aceites dos trabalhos 15 de setembro

Versão final dos trabalhos – até 20 de outubro

Informações em:

http://ulepiccbrasil5.org.br

http://www.ulepicc.org.br/ulepiccbrasil5

os sujeitos das mídias, em revista

Reproduzindo…

A revista Verso e Reverso está recebendo contribuições para o último número do ano: artigos inéditos que respondam à política editorial, em regime de fluxo contínuo, e artigos voltados ao seguinte dossiê:

Dossiê: Os sujeitos das mídias.

As imagens que entram em nossa casa a cada dia, durante anos, são tão familiares como as pessoas que vivem ao nosso lado.Na sociedade contemporânea, marcada pela personalização e o individualismo, há um sistema representacional da mídia e uma mídia apresentacional que trabalham na produção de exemplares de indivíduos (Marshall, 2014, p. 5).

Quem são estes indivíduos que, chamados a compor uma história, constituem um poderoso fator de identificação ou uma fonte, entre outras, que dá credibilidade ao relato do jornalista?

O pacto de dar a voz em troca da credibilidade da notícia parece não mais ser o núcleo de uma relação de mão única. O que se constituía em fonte, oficial ou não-oficial, controlada pela forma-notícia, mostra potência em modos de narração que atravessam a reportagem.

Celebridades, autoridades ou homem das ruas, estes indivíduos compõem um conjunto de identidades que de alguma maneira respondem às demandas do consumo.

Nesta voragem surgem diferentes jornalismos: jornalismo etnográfico, jornalismo popular; planos mercadológicos que poderiam comprometer o que se apresenta, igualmente, como uma virada subjetiva do jornalismo.

Fechamento: 20/10/2014
Mais informações: aqui

não acho normal…

… que de um lado da guerra morram mais de mil e do outro, menos de cem;

… que uma rede de túneis clandestinos seja construída por inimigos sem ninguém perceber;

… que o conselho de segurança da ONU não mova um dedo diante de massacre de civis;

… que ninguém ou quase ninguém ligue para o Ebola que se alastra na África ocidental;

… que médicos e agentes de saúde morram contraindo vírus que estariam combatendo;

… que mais ninguém se importe com a guerra civil na Síria, as instabilidades no Egito e no Iêmen;

… que aviões de carreira sejam derrubados por mísseis…

… que os russos armem milicianos na Ucrânia para bagunçar o coreto por lá…

… que a NSA continue a espionar milhões de pessoas dentro e fora dos Estados Unidos;

… que as tropas norte-americanas continuem no Afeganistão;

… que por isso e muito menos Obama tenha ganho um prêmio Nobel da Paz…

Tudo isso é o mundo; nada nele é normal.

sbpjor prorroga prazo

curtirA Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) atendeu aos muitos pedidos e estendeu até o dia 3 de agosto, domingo, o prazo para recebimento de artigos para sessões livres e coordenadas em seu congresso, que acontece em novembro na Unisc, em Santa Cruz do Sul (RS).

Saiba mais aqui.

kucinski lança alice

alice de kucinskiBernardo Kucinski não para. Depois de estrear na ficção com “K”, chamar a atenção da crítica e do público, ser traduzido no exterior, mudar de editora, lançar um título de contos (“Você vai voltar pra mim…”), ele apronta mais uma. Chega às livrarias “Alice”, sua primeira novela policial, uma incursão que ele já ensaiava há algum tempo.

Aqui em casa, recebemos um exemplar do autor, o que nos deixou muito felizes. Minha mulher foi uma das leitoras dos originais. Ela se assombrou com a história de crime acontecida em plena USP. Eu me assombro com a capacidade de reinvenção do Bernardo…

feira de arte no campeche

Não sei se todos sabem, mas me arrisco um pouco escrevendo peças para o teatro.
Neste ano, o Círculo Artístico Teodora está montando meu texto mais recente – Shakespiradas – um delírio cômico em homenagem aos 450 anos de William Shakespeare.
Como forma de captação de recursos para o espetáculo, o Círculo está promovendo no Campeche uma Feira de Amostras no próximo sábado, dia 26, com música, exposição de arte e de fotos, exibição de curtas catarinenses, e outras atrações. A feira começa às 15 horas e se estende ao longo do dia.

feira no CAT

por uma tv de qualidade

CouvTVdequaliteO professor Eduardo Cintra-Torres avisa do lançamento do livro “Por une télévision de qualité”, organizado por François Jost.

Aliás, ambos participaram do dossiê do mesmo tema que lançamos na revista Estudos em Jornalismo e Mídia (confira aqui).

O novo livro tem 278 páginas e custa 20 euros.

Mais informações em http://www.inatheque.fr/publications-evenements/publications-2014/pour-une-t-l-vision-de-qualit-.html

previsões e o imponderável

236b-big-o-sinalNate Silver é um americano que vem maravilhando quem se interessa por baseball, pôquer, eleições, economia e outros campos onde as previsões têm um grande peso.

Ele costuma “acertar” com precisão de duas casas decimais. Seu site, o FiveThirtyEight, apresenta um generoso painel de análises estatísticas sobre quase tudo. Além disso, Nate escreveu um livro inspirados sobre o tema: O Ruído e O Sinal.

Estou vasculhando nele razões para acreditar que alguém seria capaz de prever o que se deu no Mineirão na última terça.

Imprevisível? Impossível? Inadiável?

So-bre-na-tu-ral.

o futebol que fez chorar

Jornal da Tarde - 06.07.1986Eu tinha dez anos quando a Itália de Paolo Rossi derrotou a seleção de Zico, Sócrates e Falcão.

Diante daquele inacreditável 3 a 2, engoli o choro e só vi uma maneira de enfrentar aquilo: junto com outros meninos da rua, desci até o campinho da esquina e lá “vingamos” a seleção. Jogamos até murchar, e a derrota em Sarriá nunca mais foi esquecida.

Meu filho tem dez anos e, ontem, ele assistiu ao devastador 7 a 1 para a Alemanha. Vestido de verde amarelo, o pequeno não conseguiu segurar, e o dique cedeu em lágrimas que me molharam os ombros.

O que se diz nessas horas?

Eu só pude contar a minha história, e de como – doze anos depois! – assisti ao Tetra. Ele esboçou um sorriso, enxugou o rosto envergonhado, e respirou fundo. Mas a dor da derrota estava lá no fundindo daqueles olhos…

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