ombudsman e ouvidorias no df

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chyperpunks, criptojornalismo e assange

capa-cypherpunks-provisc3b3riaCoincidências, ah, as coincidências… Bem na semana em que começo a ler “Cypherpunks – liberdade e futuro da internet”, o novo livro de Julian Assange, tropeço em “Cryptoperiodismo – manual ilustrado para periodistas”, de nelson fernandes (assim mesmo, sem iniciais maiúsculas) e Pablo Mancini. O primeiro traz quase 170 páginas de diálogo do rosto à frente do Wikileaks com três importantes ativistas e programadores sobre quebra de privacidade na web, segurança, vigilância e outros temas relacionados. Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann dividem com Assange preocupações sobre a nossa convivência online no presente e além. De quebra, fortalecem o movimento dos chyperpunks, os criptopunks, que defendem privacidade para as pessoas comuns e transparência para os poderosos. Polêmico, instigante, atual.

“Cryptoperiodismo” não mergulha tanto, mas vai na mesma trilha: a necessidade de os jornalistas se resguardarem em ambientes virtuais, preservando identidade, fontes e informações. É um guia, em espanhol, e disponível no site do livro.

Se você é jornalista ou não, pouco importa. Mas se eu fosse você, não desviaria dos alertas que esses dois livros trazem. Na pior das hipóteses, fazem a gente pensar.

indústrias culturais, um evento

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governo deu pra trás!

As coisas azedaram definitivamente entre o governo federal e as entidades da sociedade que lutam pela democratização dos meios de comunicação. Veja a nota oficial lançada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, o FNDC:

A declaração do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, no último dia 20, de que este governo não vai tratar da reforma do marco regulatório das comunicações, explicita de forma definitiva uma posição que já vinha sendo expressa pelo governo federal, seja nas entrelinhas, seja pelo silêncio diante do tema.

A justificativa utilizada – a de que não haveria tempo suficiente para amadurecer o debate em ano pré-eleitoral – é patética. Apesar dos insistentes esforços da sociedade civil por construir diálogos e formas de participação, o governo Dilma e o governo do ex-presidente Lula optaram deliberadamente por não encaminhar um projeto efetivo de atualização democratizante do marco regulatório. Mas o atual governo foi ainda mais omisso ao sequer considerar a proposta deixada no final do governo do seu antecessor e por não encaminhar quaisquer deliberações aprovadas na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009. O que fica claro é a ausência de vontade política e visão estratégica sobre a relevância do tema para o avanço de um projeto de desenvolvimento nacional e a consolidação da democracia brasileira.

A opção do governo significa, na prática, o alinhamento aos setores mais conservadores e o apoio à manutenção do status quo da comunicação, nada plural, nada diverso e nada democrático. Enquanto países com marcos regulatórios consistentes discutem como atualizá-los frente ao cenário da convergência e países latino-americanos estabelecem novas leis para o setor, o Brasil opta por ficar com a sua, de 1962, ultrapassada e em total desrespeito à Constituição, para proteger os interesses comerciais das grandes empresas.

Ao mesmo tempo em que descumpre o compromisso reiterado de abrir um debate público sobre o tema, o governo federal mantém iniciativas tomadas em estreito diálogo com o setor empresarial, acomodando interesses do mercado e deixando de lado o interesse público.

No setor de telecomunicações, na mesma data, foi anunciado um pacote de isenção fiscal de 60 bilhões para as empresas de Telecom para o novo Plano Nacional de Banda Larga em sintonia com as demandas das empresas, desmontando a importante iniciativa do governo anterior de recuperar a Telebrás, e encerrando o único espaço de participação da sociedade no debate desta política – o Fórum Brasil Conectado. Somando-se ao pacote anunciado de benesses fiscais, o governo declara publicamente a necessidade de rever o texto do Marco Civil da Internet que trata da neutralidade de rede, numa postura totalmente subserviente aos interesses econômicos.

Na radiodifusão, faz vistas grossas para arrendamentos de rádio e TVs, mantém punições pífias para violações graves que marcam o setor, conduz a portas fechadas a discussão sobre o apagão analógico da televisão, enquanto conduz de forma tímida e errática a discussão sobre o rádio digital em nosso país. Segue tratando as rádios comunitárias de forma discriminatória, sem encaminhar nenhuma das modificações que lhes permitiriam operar em condições isonômicas com o setor comercial.

Diante desta conjuntura política e do anúncio de que o governo federal não vai dar sequência ao debate de um novo marco regulatório das comunicações, ignorando as resoluções aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, manifestamos nossa indignação, ao mesmo tempo em que reiteramos o nosso compromisso com este debate fundamental para o avanço da democracia.

De nossa parte, seguiremos lutando. A sociedade brasileira reforçará sua mobilização e sua unidade para construir um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações.

Coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC:

Associação das Rádios Públicas do Brasil – Arpub
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço
Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões – Aneate
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações – FITTEL
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão – Fitert
Intervozes – – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Xiiiiii…

stardust: coltrane

Depois de uma semana com asteróide raspando a Terra e de meteorito varrendo a Rússia, só mesmo fechando com poeira de estrela…

Depois de um entardecer suspirante como este, do último dia do horário de verão, depois na chuva e do arco-íris e do sol insistente… poeira de estrela…

Coltrane conta como.

o céu que nos protege

Ryuichi Sakamoto só precisa de um piano para construir um céu.

urano vai voltar

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Margarida e Faleiro, em registro de Paulo Wolf

Há dez anos, eu pesava menos, tinha mais cabelos e nem pai era. Entre a política sindical e o jornalismo, estava envolvido também com teatro. Atuava com um grupo, a Persona, e me arriscava a escrever. Numa dessas aventuras, fiz Urano Quer Mudar, peça para dois atores, que teve uma afetuosa leitura dramática no Festival de Teatro Universitário de Blumenau, em julho de 2003. Margarida Baird e José Ronaldo Faleiro me deram esse presente, e um ano depois, Pepe Sedrez dirigiu uma única apresentação do texto com um jovem elenco.

O mundo girou uma porção de vezes, e dez anos depois, Urano volta pra valer, com direção de Brígida Miranda e meu querido casal de amigos no palco. Eles nunca tinham contracenado, daí que fui convencido a me desaposentar…

As canções são de Ana Laux, a produção executiva é de Claudia Venturi e a direção de arte de Paulo Wolf. Fábio Yokomizo está na assistência de direção e a iluminação é de Ivo Godois. Pedro Loch assina a direção musical, e a cenografia está a cargo de Brígida Miranda.

A peça está em fase de montagem, com ensaios diários no Círculo Artístico Teodora, realizador do espetáculo. A estreia já tem data: 23 e 24 de março, durante a 3ª Maratona Cultural de Florianópolis.

O enredo? Margarida e Faleiro estão de mudança e, em meio aos preparativos, redescobrem um texto que não encenaram. Na leitura improvisada daquelas páginas, vasculham o passado, e se questionam sobre a vida, a morte, a memória e a arte…

nem tente me encontrar por aqui

pernasproarAs visitas a este blog despencaram nas últimas semanas fruto das teias de aranha que se acumularam no botão “Atualizar”. É culpa única e exclusiva do inquilino do lugar. O mais correto seria dizer “proprietário”. Mas, na verdade, sabemos todos que ele não é proprietário nem da própria vontade e muito menos do tempo que lhe resta. Daí que nesses dias senegalezes de Florianópolis e de folias familiares diversas este será o lugar que ele menos virá. O registro mais recente dele é este ao lado. Na verdade, nem foi o titular que escreveu este post. Sou um robô do Google, perfeitamente programado para simular o autor. Moderno!

é campeão; e eu já sabia!

O futebol não é só um jogo, uma metáfora de guerra num território cercado de quatro linhas, marcadas a cal. É um drama, é uma dimensão da vida. E como ela, é feita de gestos. Bons e ruins.

Ontem, dezenas de jogadores fizeram uma belíssima homenagem na despedida dos gramados do goleiro Marcos, eternamente Palmeiras. Claro, era um jogo festivo, uma celebração. Edmundo sofreu pênalti e o estádio todo insistiu que o guarda-metas batesse. O goleiro inverteu a natureza das coisas: tornou-se algoz, fez o gol, fez a festa. Homenagem. Gestos de reconhecimento e reverência.

Agora à noite, na final da Sulamericana, vi dois gestos. Um de covardia, de falta de brio, de descompasso. O Tigre não voltou para o segundo tempo, alegando ter sofrido agressões e ameaças, não documentadas, não mostradas e mal-porcamente explicadas.

Mas o que fez me emocionar e vibrar foi o gesto de generosidade de Rogério Ceni, outro goleiro. Capitão do São Paulo, cabia a ele erguer a taça no momento de consagração. Ele subiu no ponto mais alto, puxou Lucas consigo. Passou a ele a braçadeira de campeão e deu as honras ao menino de 20 anos que estava se despedindo do time, do Brasil, daquela torcida. Lucas, assustado, emocionado, extasiado, ergueu a taça e o resto é história e chuva de papel picado. Ceni, quase com 40 anos, deve jogar mais uma temporada e talvez tenha perdido sua última chance de levantar um troféu. Talvez. Mas não importa. Gestos contam mais. É com esse que eu fico. Foi com esse que eu olhei com cara de choro para meu filho hoje à noite…

com a mão na coisa…

BXK1684_SaoPaulofc800… eu quis dizer que o São Paulo Futebol Clube pode hoje se sagrar Campeão da Copa Sulamericana, um título inédito… Tamos com a mão na taça! Vamo, São Paulo! Vamo, São Paulo! Vamo ser campeão!

comunicação pública e democrática…

… é o tema do Leituras Contemporâneas com Bernardo Kucinski!

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regulação de mídia no reino unido

Screenshot 2012-12-03 10.55.06Os britânicos levam a mídia muito a sério. Eles têm órgãos fortes que atuam nesse campo, têm regras rígidas e um sistema de comunicações que compreende a dimensão dos cidadãos na equação comunicativa. Mesmo com tudo isso acontecem algumas barbaridades por lá, e o caso mais evidente é o escândalo dos grampos do News of the World.

Recentemente, foi lançado um amplo relatório – com quase 2 mil páginas! – tratando de questões relativas à cultura, à sociedade, à política, à ética e aos meios de informação.

O aspecto mais forte é que há um entendimento de que a mídia precisa de uma nova regulação nas terras da rainha…

Você pode ler o Leveson Inquiry aqui, mas se quiser uma mãozinha, The Guardian te dá: veja um sumário visual do documento…

Já pensou um negócio desses por aqui?

crimes contra jornalistas: impunidade!

impunity3_1A IFEX, uma das mais atuantes organizações não-governamentais no campo da liberdade de expressão, divulgou há pouco um relatório sobre a impunidade em crimes contra jornalistas na América Latina e Caribe. O documento aborda casos ocorridos em 2012 no Chile, Bolívia, Peru, Argentina, Brasil, Guatemala, México, Caribe, Honduras, Colômbia, Equador e Venezuela. São 66 páginas, em formato PDF, em espanhol e com arquivo de 11,67 Megas.

Vale a pena conferir e acompanhar a evolução de casos tão polêmicos e revoltantes.

Como está o Brasil nessa história toda? Nada bem…

crimes contra jornalistas na ditadura

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internet faz mal pra saúde?

O infográfico do Insurance dá pistas para responder…

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(dica de Clases de Periodismo)

marsalis, o branford

Essa família Marsalis é talentosíssima, e um dos filhos – Wynton – é certamente o mais famoso. Mas tem Branford, que assina uma das peças mais tocantes deste filme de Spike Lee de 1990. O filme é Mo’ better blues, e a música é Again Never. Feche os olhos e abra os ouvidos…

duas questões éticas na semana

Dois episódios em latitudes distintas, envolvendo jornalistas, ajudam a fechar a semana com a cabeça fervilhante. São eventos provocantes, que nos levam a fazer sérios e oportunos questionamentos éticos:

No Reino Unido, a Press Complaints Comission julgou que usar fotos retiradas de páginas do Facebook não é uma violação ética. Que implicações isso pode ter em termos de privacidade e uso de materiais de terceiros?

No Brasil, um sequestro terminou após o apresentador de TV José Luiz Datena negociar a liberação dos reféns, ao vivo, pela TV. Felizmente, tudo terminou bem. Mas fica a pergunta: até onde o jornalista pode ir em casos delicados como este?

A pensar…

520 páginas e uma década de quadrinhos

Não são muitos os títulos nas livrarias brasileiras sobre quadrinhos. Me refiro a livros, já que – cada vez mais e ainda bem! – as livrarias têm destinado algum espaço para as HQs nos últimos anos. De uns tempos pra cá, publicações em capa dura, em formatos diversos, para distintos bolsos têm cavado espaço nas estantes, mostrando que quadrinhos são produtos rentáveis para várias faixas de público… mas eu dizia que o mercado editorial nacional tem poucos livros sobre quadrinhos… Se você acompanha a área, deve se lembrar de Alvaro de Moya, Moacy Cirne, Goida ou Gonçalo Jr, cujos trabalhos ajudam a compreender a história das HQs. São referenciais indispensáveis, mas que voltam as cabeças ora para outras geografias, ora para décadas remotas…

E se você quer algo com maior frescor, calma, seus problemas acabaram! A Devir lançou neste ano “Revolução do Gibi”, livro que promete (e cumpre) escanear a primeira década deste século, período que ajudou a definir uma nova cara para o mercado de quadrinhos no país. Quem assina o livro é o jornalista Paulo Ramos, titular do Blog dos Quadrinhos e um dos principais nomes na cobertura especializada.

O livro é, na verdade, uma coletânea de textos e posts já publicados que, juntos, compõem um completo e complexo mosaico do que aconteceu de mais importante na área por aqui. Por si só, a compilação já teria valor na medida em que recupera fatos e permite uma visão linearmente histórica. Mas Paulo Ramos “atualiza” os posts com comentários, quase sempre complementando informações ou desfazendo mal entendidos.

Dividido em vinte seções, “Revolução do Gibi” organiza os conteúdos em temas como as produções na internet, o uso das HQs na escola, as adaptações literárias, a febre das graphic novels, o circuito independente, os mangás, as tirinhas, as polêmicas, além de episódios que realçam velhos mestres (Mauricio de Sousa, Laerte, Angeli, Glauco…) e talentos mais atuais (Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Grampá, João Montanaro…). Tem de tudo, de tudo mesmo. Se você ficou fora do ar nos últimos dez anos, taí uma ótima chance de zerar a fatura.

Bem escrito e muito informativo, o livro só tem dois defeitinhos na minha opinião. O primeiro é o título, que é muito alegórico e não faz jus ao que ali vai se encontrar. O segundo está nas margens do livro, muitíssimo estreitas, o que dificulta a leitura da extrema direita nas páginas pares, muito coladas à costura, e oferece um bloco muito largo de texto, fácil de a gente cair de uma linha para outra… É muito possível que os editores da Devir tenham optado por margens tão estreitas para um maior aproveitamento da espessura da página, evitando que o livro ficasse muito grosso. Vã ilusão! Mesmo assim, a “Revolução do Gibi” chega aos leitores com 520 páginas. É um tijolaço, mas que se devora fácil-fácil…

ataques em sc: o pior já passou?

Enquanto você pensa na resposta, que tal olhar pras capas dos principais jornais nesses dias em que o crime fez o governo, a imprensa e a população de gato e sapato…

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conferência sobre ética jornalística

A Faculdade de Comunicação da Universidade de Sevilha, na Espanha, está divulgando a chamada de textos para a segunda edição da Conferência Internacional sobre Ética Jornalística. O evento acontece em abril de 2013, e contribuições são aceitas até 15 de março.

Mais informações em: http://congreso.us.es/mediaethics/index.html

o governo do jornalismo: chamada

A revista internacional Sobre Jornalismo está com chamada aberta para artigos, e o tema é “O Governo do Jornalismo”. O prazo para envio dos textos completos é 15 de janeiro de 2013.
Veja a chamada aqui.

um seminário sobre as transformações no jornalismo

 

oriente médio e a crise de narrativas