ganhou bolsa, se mandou, não voltou. mas vai pagar…

Vocês sabem: há muito dinheiro para pesquisa científica no Brasil. Qualquer um consegue recursos para construir seus laboratórios espaçosos-modernosos-bem-equipados. Qualquer um que entra em mestrado ou doutorado consegue bolsa antes mesmo de se matricular. E, claro, hoje, somos potências científicas à frente da Eritréia e do Turcomenistão…

Pois bem. Mesmo com essa torrente de dinheiro, tem gente que abusa.

Imagina que tem gente que consegue bolsa pra fazer doutorado fora do país, se qualifica e decide não voltar pro Brasil. Imagina que esse mesmo pessoal, ao receber o benefício, se compromete por escrito a retornar e devolver à sociedade, ao país que investiu na sua formação, o investimento feito.

E vocês imaginam que o Supremo condenou uma professora a ressarcir o CNPq em R$ 160 mil porque ela simplesmente não retornou ao país após ter passado nababesca temporada na Inglaterra?

Não acredita? Então, leia aqui a notícia completa.

livros de graça… em 50 sites!

O Education Portal disponibilizou endereços de cinquenta sites na internet que permitem baixar livros completos gratuitamente e em diversos idiomas.

As referências estão divididas em “Livros de Ficção e Não-Ficção”, “Livros-Texto e Livros de Educação”, “Áudio-books” e “Livros de referência”.

Veja e baixe!

lançamentos de “observatórios de mídia: olhares da cidadania”

Atualize a sua agenda. Temos lançamentos do livro em diversas partes.

[@] 04 de setembro, às 16h15, no 3º Publicom, em Natal (RN)

[@] 05 de setembro, às 19h30, na Univali, em Itajaí (SC)

[@] 13 de outubro, às 19 horas, na Livraria Cultura, em Brasília (DF)

[@] 18 de outubro, no 2º Fórum de Professores de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, em Brasília

não pense que estamos parados…

Só porque não atualizo esse blog desde agosto – e já estamos no dia 2 de setembro!!! -, não pense nossa meia dúzia de leitores que estamos parados. Na-na-ni-na-não!

Nossos técnicos estão enfurdados em seus laboratórios testando as potencialidades do Blip e do Google Chrome. Nossos especialistas estão discutindo com nossos orientandos o uso da participação do usuário nos portais noticiosos brasileiros, as apropriações dos microblogs pelo jornalismo nacional, o uso dos blogs por professores e o cinema na sua relação de dispositivo midiático pedagógico.

Estamos trabalhando duro para melhor servi-los. Obrigado pela preferência.

blogday, as minhas indicações

Não vou lá explicar porque o leitor já deve saber.
Vamos direto ao ponto.

Minhas indicações hoje são:

1. House, o médico – sobre o doutor que gostaríamos de ser

2. E Deus criou a mulher – uma prova definitiva sobre a existência de um ser superior

3. Dude! We are lost! – sobre o seriado que mais deixa a gente perdido

4. Faz caber – sobre projetos gráficos, infografias, deleites visuais

5. Samuel Casal – porque sou fã do trabalho desse cara!

o futuro do jornalismo e o jornalismo futuro

Este é o tema de partida do 4º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, que acontecem juntos nos dias 17 e 18 de outubro no Ielusc, em Joinville (SC).

A programação pode ser consultada aqui.

São seis os Grupos de Trabalho:

(1) Atividades de Extensão;
(2) Pesquisa na Graduação;
(3) Projetos Pedagógicos e Metodologia de Ensino:
(4) Produção Laboratorial – Impressos;
(5) Produção Laboratorial – Eletrônicos;
(6) Ética e Teorias do Jornalismo

As normas de envio de trabalhos estão aqui.

Inscrições até 30 de setembro.

agenda de lançamentos

“Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania” começa a chegar nas principais casas do ramo.

O primeiro lançamento já tem lugar, data e hora:

Dia 4 de setembro, às 16h15, no 3º Publicom, o encontro de editores e autores dos congressos da Intercom.

O 31º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação acontece em Natal, de 2 a 6 de setembro.

Depois, devemos lançar o livro em Belém (PA), Itajaí (SC), Brasília (DF), São Bernardo do Campo (SP), e em outras latitudes…

links imperdíveis

O relógio tem sido implacável por aqui (e no resto do universo, convenhamos).
Por isso, vou ser curto e grosso e listar os links que têm me deixado mais curioso nesta semana:

Para Paul Bradshaw, o problema dos jornais impressos não é bem a queda do número de leitores, mas o decréscimo na publicidade no meio. Por isso, ele enumera “10 ways that ad sales can save the newspapers”. Pessoalmente, não concordo com tudo, mas nesta fase de futurologia, acompanhar os palpites alheios é – no mínimo – divertido.

Diego Levis publicou na Razón y Palabra um artigo que se pergunta se a formação docente em TICs é o ovo ou a galinha. Vale ler!

Adriamaral avisa do novo site da Association of Internet Researchers (AOIR), e destaca o Guia de Ética em Pesquisa na web.

Alex Primo criou novo blog, mas não abandonou o antigo. A nova investida tem um foco bem claro: oferecer os primeiros passos para quem quer pesquisar Cibercultura. Útil, relevante e, agora, indispensável.

Manuel Pinto, com base em Henry Jenkis, lista oito mitos sobre os videogames.

Mindy McAdams repensa a educação para jornalistas. Para ler e guardar.

Por falar nesse assunto, passe pelo The Journalism Iconoclast e leia o que chama de “grande debate sobre o ensino de jornalismo”.

O aclamado e influente Jeff Jarvis oferece seus materiais pedagógicos sobre Jornalismo Interativo.

observatórios de mídia: lançamento!

Chega às principais livrariarias do país esta semana o volume “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”, que organizei com o professor Luiz Gonzaga Motta.

O livro sai pela Paulus e conta com 230 páginas. É uma reunião de textos de 17 pesquisadores brasileiros, de todas as regiões do país, e que compõem a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), surgida em 2005. O prefácio é assinado pelo jornalista Alberto Dines, fundador do Observatório de Imprensa.

Veja o sumário:

Introdução

A cidadania se mobiliza para monitorar a mídia

Parte 1 – Por que observar?

Observatórios: da resistência ao desenvolvimento humanoLuiz Gonzaga Motta

A mídia e a construção do cotidiano: uma epistemologia do social-midiático – Wellington Pereira

Monitoramento de mídia e estratégias de cooperação com as personagens da notícia: a importância do diálogo informado com a imprensa nos processos de desenvolvimento – Guilherme Canela

Parte 2 – Como observar?

Ver, olhar. Observar – Rogério Christofoletti

Monitorando telejornais: desafios e perspectivas – Fernando Arteche Hamilton

Por que os observatórios não observam “boas práticas”? – Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira Paulino

Crianças e adolescentes em pauta: observando a mídia na Amazônia – Ana Prado, Danila Cal e Vânia Torres

Parte 3 – Passado, presente e futuro

Pequena história da crítica de mídia no Brasil – Angela Loures

Um observatório, mais observatórios – Luiz Egypto e Mauro Malin

O futuro do jornalismo: democracia, conhecimento e esclarecimento – Victor Gentilli

Media Literacy na Inglaterra e no Brasil – Danilo Rothberg e Alexandra Bujokas

Notas da vigilância – Avery Veríssimo

armínio fraga de olho na rbs

RBS negocia venda de parte de suas ações a fundo do ex-presidente do Banco Central

O grupo RBS, que possui TVs, rádios e jornais no sul do Brasil, está negociando a venda de 15% de seu capital ao fundo de investimentos Gávea, segundo O Estado de S.Paulo. O fundo pertence a Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. O negócio deve ser concluído até 30 de setembro.

É a primeira incursão de Fraga no negócio da comunicação. Nos últimos meses, seu fundo comprou participação em diversas empresas, da aviação ao entretenimento.

Segundo o jornal O Globo, o negócio pode ter sido intermediário por Pedro Parente, vice-presidente executivo da RBS, que foi colega de Armínio Fraga na equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.

A RBS existe há 50 anos. Possui atualmente 21 emissoras de TV, 26 de rádio, oito jornais, dois portais de internet, uma editora, uma gravadora e uma empresa de logística, entre outras, segundo o jornal. Até poucos dias atrás, o presidente do grupo, Nelson Sirotsky, presidia a Associação Nacional de Jornais.

Em junho, a Standard & Poor’s considerou consistente a situação financeira da empresa e melhorou sua classificação de risco para investimentos.

(Notícia dada no blog do Knight Center for Journalism in the Americas)

o destino do jornal: um livro, um comentário e muitas questões

Acabo de ler “O destino do jornal”, livro de Lourival Sant’Anna, editado pela Record. A leitura é rápida, o texto é claro e atraente, e o assunto – o leitor deste blog já sabe – me interessa muito. Mas para além dessas rápidas impressões, muitas outras coisas ficam dessa leitura.

A primeira delas é que o livro vem em boa hora, afinal é rara no Brasil a bibliografia que discute jornalismo pelo prisma de negócio, pela vertente mais mercadológica. Parece reinar entre nós um pudor ao tratar de notícias e informações como produtos. Como eu disse, há pouquíssimas obras que se debruçam sobre o nosso jornalismo sem melindres para analisá-lo pela ótica de um mercado, de uma indústria. Vém-me à cabeça o livro da Cremilda Medina – “Notícia: um produto à venda” -, mas que foi editado há pelo menos duas décadas. Outros títulos poderiam ser aqui citados, mas a ligação que faço entre “O destino do jornal” é com outro livro: “O papel do jornal”, de Alberto Dines.

Essa correspondência se faz para mim por algumas razões um tanto óbvias: os dois livros partem de ambientes de crise para discutir jornalismo, sua natureza e seu futuro. Os dois livros concentram-se nas empresas nacionais do ramo. Os dois livros já nasceram como clássicos porque, mesmo tratando de questões conjunturais, não deixam de considerar os aspectos estruturais que afetam o negócio do jornalismo. Se o gatilho de Dines havia sido a alta do papel de imprensa nos anos 70, o de Sant’Anna é a alardeada queda nas tiragens dos jornais, detectada no mundo todo, mas com algum respiro visível por aqui na última década.

É verdade que talvez o livro de Dines tenha mais perenidade que o de Sant’Anna, mas os dois volumes não apenas nos convidam a pensar em soluções para esse negócio de vender informações, como também nos incitam a discutir o próprio destino de um meio que sempre foi capital para as sociedades democráticas.

Aspectos como rentabilidade, equilíbrio contábil, busca de receitas e inovação tecnológica são tratados por Sant’Anna na mesma proporção de que se defrontam com “bens intangíveis”, como prestígio, credibilidade e fidelidade do leitor.

O livro de Dines nasceu de suas reflexões à época, enquanto que o de Sant’Anna é a versão livresca de sua dissertação de mestrado. Dines não foca sua análise num meio em especial, mas Sant’Anna se pergunta como três dos maiores jornais brasileiros – a Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo – vêm enfrentando um cenário de concorrência maior (com a web, as revistas e a TV a cabo), de mudanças nos hábitos de consumo dos leitores (queda no tempo de leitura e diminuição de tiragens pelo mundo afora) e de necessidade de adaptação e inovação tecnológica.

Outro dia, mencionei o livro de Philip Meyer – “Os jornais podem desaparecer?” -, ressaltando a necessidade de termos uma reflexão brasileira sobre essa transição de mídia tão ruidosa. Bem, o livro de Sant’Anna vem neste sentido, sem esgotar a questão, evidentemente. Poderá abrir espaço para novos lançamentos e discussões. O acento de Sant’Anna – entre o acadêmico e o profissional – também é muito bem vindo, já que essa oposição é improdutiva, preconceituosa e limitante.

Ontem mesmo, meu chapa PHSousa comentou a entrevista de Rosenthal Calmon Alves ao Estadão. PH escreve:

Eu acho que devem abandonar o hard news, que fica para TV e internet. Os jornais de papel devem se voltar para reportagens menos factuais. O que você acha?

Bem, não penso muito diferente, apesar de ter uma certeza: o problema é complexo. Isto é, diversas variáveis incidem na sobrevivência de alguns meios e na própria convivência das diferentes mídias. Não se pode deixar de lado, por exemplo, o conjunto de movimentos na audiência e nos hábitos de consumo. O Pew Research Center for the People and Press publicou esses dias um estudo muitíssimo interessante sobre as mudanças que a audiência vem exibindo a partir do desenvolvimento de novas mídias. O relatório da pesquisa, em suas 129 páginas, aponta para diversas “chaves” para o entendimento do cenário da mídia, a norte-americana, mas que pode se projetar por aqui também.

O estudo mostra que as notícias online ainda está em compasso de crescimento, mas mostra ainda que os consumidores de informação cruzam as mídias, buscam integrá-las em sua dieta informacional, entre outros aspectos.

Gestores e jornalistas precisam estar atentos a isso.

Ao mesmo tempo, ReadWriteWeb aponta para o NewsCred, sistema que promete distribuir as notícias com mais credibilidade, agregando conteúdos de diversos meios. É semelhante ao Digg e ao NewsTrust. Mas quem está por trás do NewsCred se apressa em mostrar as diferenças:

We love Digg and other social ranking sites, but NewsCred is completely different. We are using technology and the ratings from our user community to select the most credible articles. NewsCred selects quality, while Digg presents popularity. This is a fundamental difference in our approach, and we feel this difference is what will change the way we access news content forever.

We’re taking content from traditional, mainstream new sources, combining them with established blogs, and selecting only the highest quality articles that are relevant to you. We’re throwing in some real innovation to make the selection and filtering process the easiest you’ll see on the web, and fun too.

Esta é uma solução? Não sabemos ainda. O fato é que a corrida já está acelerada. Tem muita gente preocupada com o futuro dos jornais, com o presente da internet. O 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que aconteceu esta semana, não se esquivou dessas questões. O discurso em uníssono é o de que qualidade e credibilidade andam juntas, mas deve -se atentar sempre para as questões de equilíbrio financeiro. Mesmo assim, os proprietários de jornais têm sorrido de orelha a orelha. A carta de abertura do evento, dirigida aos empresários do setor, não poderia ser mais otimista:

Depois do excelente desempenho do ano passado, quando tiveram aumento de circulação de 11,80% e subiram sua participação no bolo publicitário para 16,28%, os jornais brasileiros continuam a exibir números muito positivos. O mais recente levantamento do Projeto Inter-Meios, principal referência do mercado brasileiro, mostrou que no primeiro trimestre de 2008 os investimentos publicitários nos jornais cresceram 23,72%, comparando-se com igual período do ano passado. Com isso, em março a fatia dos jornais no bolo publicitário chegou a 19,40%.

Então, o livro de Lourival Sant’Anna está vendo fantasmas onde eles não existem?

Claro que não. O livro traz alertas, coloca o dedo nas feridas e deixa nervos expostos. O mercado brasileiro não está isolado numa bolha de prosperidade, blindado contra crises. Há questões estruturais que já afetam a indústria dos jornais por aqui. Sant’Anna não é o arauto do apocalipse, mas está de olho.

pmae abre seleção para novos mestrandos

O Programa de Mestrado Acadêmico em Educação acaba de lançar edital para nova seleção de alunos para 2009. São 25 vagas e as inscrições para o processo seletivo vão de 29 de setembro a 10 de outubro.

A primeira etapa – a prova escrita – está marcada para o dia 17 de outubro, à tarde. O resultado sai em 30 de outubro. Os pré-selecionados passam por nova fase de avaliação – entrevista – entre os dias 3 e 7 de novembro.

A lista dos aprovados será divulgada em 14 de novembro, e as matrículas poderão ser feitas entre 1º e 5 de dezembro.

Mais informações no edital: edital-pmae_2009
Veja ainda o modelo de intenção de pesquisa a ser apresentado pelos candidatos: modelo_intencao

controle da internet brasileira: uma entrevista

Joel Minusculi entrevistou o Sérgio Amadeu para o Monitor de Mídia. O assunto ainda é o controle que alguns “nobres parlamentares” querem impor à internet brasileira.

Ficou curioso? Vai lá ler!

felini, eminem, beatles e um bando de zumbis

Dois vídeos do YouTube que são simplesmente insanos e muito divertidos. São os mash-ups!

Eminem, sim o rapper branquelo, se encontra com Marcelo Mastroiani, em Felini 8 e Meio…

Beatles fogem de fãs e de uma turba de mortos vivos

o futuro dos jornais… mais uma vez

Especialmente para meus alunos de Introdução ao Jornalismo.

Rosenthal Calmon Alves, jornalista brasileiro que dirige o Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas, em Austin, deu uma entrevista ao Estadão sobre o futuro do jornalismo.
São quase 28 minutos de uma entrevista interessante, esclarecedora e instigante.
O áudio não está uma maravilha, mas vale ouvir.
A repórter é Marili Ribeiro e vocês podem ouvi-los aqui.

cotidiano volta a se atualizar

Maria José Baldessar, a Zeca, manda avisar que seu projeto Cotidiano – portal de notícias sobre a UFSC – está de volta e com força total.

“Projeto de extensão do Núcleo de Estudos e Produção Hipermídia Aplicados ao Jornalismo, o portal traz notícias da UFSC, da cidade e outros assuntos de interesse da comunidade universitária nos diversos suportes como texto e vídeo. Produzido pelos alunos do curso de Jornlaismo, sob a supervisào de dois professores,  grande diferencial do Portal são as experimentações em hipermídia, onde sào combinados numa mesma notícia, elementos de aúdio, texto, vídeo e fotos”.

As novidades neste segundo semestre letivo são uma parceria com o Jornal de Debates, de São Paulo, para a realização de uma série de reportagens sobre as eleições municipais, e maior interatividade no portal.

7º congresso brasileiro de jornais

Começa hoje e segue até amanhã a 7ª edição do Congresso Brasileiro de Jornais, evento promovido pela ANJ. Não se pode pensar o mercado sem ver e saber o que querem e o que farão os proprietários de jornais…

Veja a programação aqui: http://www.anj.org.br/cbj/programa

faxina de links

O que os jornalistas da CNN não podem fazer

O prisma da conversação na web

A cara do jornalismo no futuro

Para ler e guardar…

200 blogs de comunicação em português

Em julho de 2007, criamos aqui uma lista de blogs de pesquisadores da comunicação.
Pouco mais de um ano depois, chegamos a 200 links para blogueiros brasileiros e portugueses, que tratam de diversos assuntos: de suas pesquisas a amenidades, de hobbies a especialidades pessoais antes desconhecidas.

São 157 blogs do Brasil e 43 de Portugal.
Evidentemente, esses números não esgotam a criatividade e expressão dos blogueiros da área, mas dão uma amostra considerável do global.

Agradeço aos colegas que levaram essa lista adiante, dando links e sugerindo novos endereços. Bem como corrigiram alguns pontos inativos ou quebrados.
Do primeiro post sobre a lista até hoje, atualizei 40 vezes o rol de blogueiros nacionais, e outras 31 vezes os dos patrícios portugas.

Nos 200 anos da imprensa no Brasil, esses 200 links são apenas uma amostra de como buscamos incessantemente nos comunicar, expressar nossas paixões e ódios e nos fazermos sujeitos de nossos próprios posts.

Adiante!

monitor de mídia: edição 141 no ar!

Tá na rede a edição de aniversário de sete anos do Monitor de Mídia.

Vai lá, vai!

http://www.univali.br/monitor

corrupção: veja um infográfico feito de lama

Compra de votos. Desvio de verbas. Favorecimento de empresas. Compra de consciências. Compra de mandatos. Roubo de dinheiro público. CPIs fajutas. Negócios escusos. Relações promíscuas entre funcionários públicos e empresas. Conflito de interesses. Relacionamentos espúrios. Condutas condenáveis. Interesses abjetos.

O UOL preparou um esclarecedor (e triste) infográfico sobre os principais escândalos políticos do Brasil desde a redemocratização em meados dos anos 80. Veja aqui.

criou fakes no orkut e foi pro xilindró

Deu na Folha:

Um advogado foi preso na noite de quarta-feira (13) em Florianópolis, sob suspeita de criar perfis falsos para difamar uma colega de trabalho e o noivo dela. Segundo a Polícia Civil, ele deve ser indiciado sob acusação de falsidade ideológica e difamação.

A prisão, realizada em uma LAN house da cidade, ocorreu após cerca de oito meses de investigação. De acordo com a polícia, o advogado criou três perfis falsos no Orkut –dois com imagens da vítima e um com o noivo dela. No momento da prisão, foi encontrado com o suspeito um CD com fotos das vítimas.

A polícia afirma que o advogado trabalhava com a mulher no Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) e ele “provavelmente tinha atração, amor pela vítima”. “Como não era correspondido, ele começou a fazer perfis falsos no Orkut”, diz o investigador André Gustavo da Silveira, do 1º Departamento de Polícia.

Em um deles, o noivo da vítima era colocado como homossexual e em outro, com o nome da funcionária do banco, havia imagens pornográficas. O terceiro perfil, com fotos “normais” da vítima, era utilizado pelo advogado para conversar com outras pessoas no Orkut.

Segundo os investigadores, não houve rastreamento do IP (protocolo de internet) do suspeito durante as investigações. Para chegar ao advogado, a vítima apresentou uma lista de nomes que poderiam ser os responsáveis pela ação. Depois, a polícia comparou o modo de escrever do suspeito em seu perfil verdadeiro e os falsos e afirma ter encontrado muitas semelhanças.

A LAN frequentada pelo sujeito também colaborou com as investigações e monitorou suas ações nos computadores da loja.

encontros de professores de jornalismo de sc e pr

Dias 17 e 18 de outubro acontece em Joinville a 3ª edição do Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e o 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina. Pra quem não sabe, os docentes dos dois estados resolveram “casar” seus eventos para fortalecer a área e dar mais visibilidade aos seus fóruns.

A coordenação geral é do professor Samuel Pantoja Lima, o Samuca, do Ielusc, com importante apoio da professora Maria José Baldessar, a Zeca, da UFSC.

Como nos anos anteriores e como no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, há diversos grupos de trabalho, focados nas mais diversas atividades docentes: Extensão, Pesquisa na Graduação, Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo, Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino, Produção Laboratorial (Eletrônicos e Impressos), além da reunião dos coordenadores de cursos.

Estão envolvidos professores de jornalismo da Unicemp, Unochapecó, Univali, UEL, Ielusc, Unidavi, UFSC, Unisul, Cesumar e Unicentro.

Mais informações em breve.

puladas de cerca e políticos em campanha

Katia Bachko fez uma interessante consulta ao “eticista” do The New York Times, Randy Cohen, sobre o caso do senador John Edwards, aquele que admitiu um caso extra-conjugal recentemente. O texto saiu hoje na CJR, e você pode estar se perguntando: o que isso nos interessa? Afinal, Edwards está fora do páreo pela Casa Branca, e nem brasileiro ele é… O que isso pode modificar o rumo das coisas por aqui?

Esse caso em particular não afeta diretamente a minha e a sua vida, mas é sempre importante ler sobre valores da mídia em situações de dilema ético em plenas campanhas eleitorais. Afinal, estamos no meio de uma – de caráter mais restrito, municipal, é verdade -, mas político é político, e escândalo sexual quase sempre provoca impactos no eleitorado…

10 livros de jornalismo investigativo (após dauro veras)

Meu chapa Dauro Veras lista dez livros sobre jornalismo investigativo (ou não) que merecem nota.

Não, ele não quis criar um meme, mas vou na cola.

Listo mais dez:

1. Hiroshima, de John Hersey

2. Meninas da noite, de Gilberto Dimenstein

3. Fábrica de notícias, de Günther Wallraff

4. Watchdog journalism in South America, de Silvio Waisbord

5. Morcegos negros, de Lucas Figueiredo

6. Todos os homens do presidente, de Bob Woodward e Carl Bernstein

7. O homem secreto, de Bob Woordward

8. Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, de Philip Gourevitch

9. Murro na cara, de Vitor Paolozzi

10. Notícias do Planalto, de Mario Sergio Conti

a vanguarda científica joga videogame

É um comportamento padrão entre os gestores de redes nas universidades: implantarem filtros, restringirem acesso a conteúdos “impróprios” e “inadequados”, bloquearem blogs, orkuts, youtubes e outras traquitanas.

Já sofri e sofro com isso.

Nada contra a segurança nas redes, mas a coisa tem que ser inteligente, feita por gente competente… senão, fica um instrumentozinho de poder…

Como será que os principais centros de excelência no mundo fazem?  Como será que o Cern cuida da sua rede de dados? Como será que o MIT faz?

Olha, não sei. Eles devem se cuidar, mas com certeza há menos caretice por aí. Só sei que numa das principais empresas de tecnologia do mundo – a Google -, os funcionários têm um dia da semana para se dedicar a projetos pessoais, que em outra – a Microsoft -, há salas de jogos divertidíssimas, e que num dos principais centros da vanguarda científica – o MIT -, o pessoal estuda e joga videogames. Ah! O curso de Teoria e Análise de Games é aberto e você pode baixar os materiais gratuitamente

gaveta do autor, atualizado

Acesse: http://www.gavetadoautor.com

jornalistas: satisfaction!

O Comunique-se traz informações sobre uma pesquisa feita com 509 jornalistas brasileiros sobre seu nível de satisfação na profissão. O estudo foi feito pela FSB Comunicações e constatou, entre outras coisas, que jornalistas de meios impressos e online são os mais “felizes”, com índices superiores a 50% de satisfação.

Veja a matéria aqui.

A pesquisa está aqui.

E aí, ficou contente?

dia dos pais: uma crônica

Em julho de 2004, escrevi o texto abaixo, que foi publicado no site de um amigo meu.
É divertido ler agora… parece que um século me separa daquele tempo.

 

Faz duas semanas que me tornei pai. Claro, isso não é lá grande novidade já que quase toda a fauna de homens no mundo passa por isso em algum momento da sua vida. Mas é a minha primeira vez, e ainda não percebi a coisa toda… Vasculhando minha agenda essa tarde, em busca de qualquer outra coisa, esbarrei num bilhetinho que escrevi para mim mesmo na capa do caderno. Nem me lembrava mais que havia feito aquilo, mas agora me recordo nitidamente que rascunhei algumas frases no meio da madrugada: minha mulher descansava do parto, o bebê dormia sem culpa nem nada, e eu ainda me refazia de tudo aquilo. É claro que acompanhei a cirurgia, que tirei fotos, que anunciei o nascimento pelo celular, que monitorei cada respiração daquele menino naquela noite. Medo bobo. Medo de pai novo…

No silêncio do quarto, a clínica praticamente vazia, fiquei ali, só assistindo os dois dormirem. Quis gritar, quis dançar, mas me detive: seria ridículo; incompreensível para qualquer enfermeira que ali entrasse de repente. Cocei a mão e apanhei a agenda. Com uma letra miúda, fui deixando escoar uma ou outra palavra, como num conta-gotas. Não que eu pesasse as palavras, mas porque não queria acordá-los. Fui imprensando palavra com palavra, sem pressa, com cuidado na pontuação, fazendo a madrugada só minha.

Tornei-me pai há poucas horas e ainda estou tomado por uma imensa sensação de paz. Não chorei no parto; não fiquei nervoso; só fui sorriso. Não esperava reagir assim, mas acho mesmo que já estava esperando tudo isso. Ser pai me preencheu com tanta força, serenidade e delicadeza que quase nem me reconheço.

A força, eu roubo dos dedinhos dele, que apertam minha mão; a serenidade, eu vejo no soninho leve e contagiante dele; a delicadeza mora nos movimentos suaves dos lábios, quando balbucia historinhas incompreensíveis.

Como será daqui pra frente? Como o mundo vai tratar esse novo passageiro da vida? Eu não sei. Também não quero me preocupar agora com isso. Deixa o mundo girar que eu quero mesmo é velar por esse soninho gostoso.

Se fosse essa noite, escreveria outra mensagem. Talvez mais serena, mais amena. Já mudei bastante desde aquela madrugada. Não é responsabilidade ou o peso da idade. Não é medo, nem coragem. É uma sensação diferente, que me preenche, que me acalma, que me renova. É uma paz imensa, espalhada, inebriante. Só. Nessas duas semanas, a vida mudou bastante. Comi menos, sorri mais. Dormi menos do que o normal, é bem verdade. Mas não foi apenas para amainar algum chorinho sem-causa. Perdi o sono para sonhar com ele crescido, correndo pela praia, chutando a espuma da onda que lambe a areia. Não perdi o sono. Ganhei sonhando acordado.

 

ficha suja, consciência limpa e um desajuste

O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem por 9 votos a 2 que os candidatos que estiverem respondendo processos e que ainda não tiverem nenhuma condenação poderão disputar cargos nas eleições municipais deste ano (leia mais aqui). Claro que a sociedade já chia. Afinal, manda o senso comum que gente com ficha suja não possa assumir cargos públicos, de representação, onde se espera conduta ilibada.

Eu entendi a decisão do STF. Os togados estão preocupados com um princípios do direito: a presunção de inocência, e mais. Ninguém é culpado antes de ser julgado. Seria o caso dos candidatos com processos nas costas. Afinal, eles ainda não foram sentenciados e tal.

Sim, os togados bateram o martelo para ficar com a consciência limpa de que essa garantia será mantida, mesmo que provoque e permita a eleição de um salafrário qualquer.

Sim, é legal a decisão da maior corte do Brasil. É legal, mas não é justa. Tanto é que a sociedade se queixa, rumina e vomita dizendo que o país não tem mais jeito, já que os maiores juízes daqui deixam gente que responde processo ser prefeito ou vereador.

É legal, tá na norma. Mas colide com o que a gente entende por ser justo.

Taí uma lição que é amarga: seguir a lei nem sempre corresponde a fazer justiça.