ética na web: chamada de textos

O International Journal of Internet Research Ethics está com chamadas abertas para colaborações.
O prazo para recebimento se esgota em 15 de abril.

Special Issue: Research Ethics, Policies, Law: International Perspectives
Call for Papers
This issue welcomes papers dealing with any aspect of international policy and internet research ethics. Specifically, we are interested in papers from researchers and scholars exploring data protection laws; policies and regulations; and ethical models of research protections. We seek practical, applied discussions – i.e., as informed by and focusing on one or more case studies or real-world examples – as well as theoretical papers. Suitable topics include: reviews of existing research protections laws and policies in specific countries or broader units of analysis such as Scandinavia, the European Union, Africa, South Asia, developing countries, and so forth; reviews of existing laws and policies vis-à-vis emerging technologies; cross-cultural analyses of research ethics and online research; specific analyses of related issues such as privacy, attribution, copyright, ownership, consent models; or discussions of online research in action, such as ethnographies, participant observations, research with/on minors, and discourse/content analyses.”

Mais informações: http://www.uwm.edu/Dept/SOIS/cipr/ijire/submit.html

confiança e credibilidade: questões

O sempre inquieto Rogério Kreidlow deixou comentário neste blog que me deixou fervilhante de idéias.

Tomo a liberdade de reproduzir o texto aqui na forma de um diálogo. Assim: as provocações dele me impelem a responder (ou a perguntar) mais sobre credibilidade e confiabilidade.

“Estou lendo o Confiança, credibilidade e reputação: no jornalismo e na blogosfera e uma coisa que me ocorreu agora: a credibilidade não passaria também por uma identificação pessoal, personalista, com quem transmite a notícia? Será que critérios de afinidade não podem, de alguma maneira, solapar uma pretensa objetividade?”

Sim, eu acho que a credibilidade passa por diversos estágios e afeta várias dimensões, que vão tanto de fatores externos quanto internos. Passa por autoria, por estilo, pela autoridade (ou legitimidade) de quem escreve ou narra. É curioso perceber, por exemplo, que autoria e autoridade têm o mesmo radical. E a credibilidade se dá numa medida em que se confia, se delega poderes, se confia atributos a alguém. Isto é, reconhece-se uma autoridade, uma legitimidade naquele que narra.

Sobre a objetividade, acho que outros fatores também contribuem para a sua corrosão e não diretamente a credibilidade. Mas é algo a se pensar…

“Penso nos seguintes casos: alguém que assiste determinado apresentador (não vou citar nomes, mas pode-se imaginar), mesmo que ele seja sensacionalista, seja “comprado”, etc., não lhe delega credibilidade pelo simples fato de gostar dele, de ter afinidade com ele? Digo porque se de repente aparece um apresentador desbocado, por exemplo, xingando deus, a política e o mundo, e vai haver ibope, vai haver audiência. Se essa pessoa for para um blog, principalmente se tiver saído de um meio televisivo, vai ter audiência também.”

Sim, pode vir a ter audiência sim. Há pesquisas nacionais e internacionais que mostram que personas mais conhecidas tendem a ter mais visibilidade ainda em blogs do que anônimos nas mesmas circunstâncias. Mas no seu exemplo, acho que incidem ainda outros aspectos, como o fator polêmica, o fator conservadorismo, etc…
“Será que o público busca só credibilidade ou busca o que lhe agrada, mesmo com credibilidade duvidosa? Se a segunda opção for verdadeira, como estabelever pesquisas de opinião que pretendam medir a credibilidade  ou tratar dela de maneira mais ampla (quando passa por critérios particulares e não universais)?”

Sinceramente, não acho que o público busque credibilidade. Penso que ele busque informações que possa confiar, que possa tomar como verdadeiras. Se nesta procura, passa-se a gostar do estilo de certo comunicador, a tendência é se convencer com mais facilidade. A identificação atuaria como um catalisador deste processo. O público, em minha hipótese, não se preocupa com credibilidade, mas com veracidade, com confiabilidade. Como se tivéssemos a seguinte operação: você busca informação verdadeira e se percebe em mim algo semelhante, passa a me ter como confiável e a me dar créditos por isso. Aliás, perceba como credibilidade e crédito têm parentescos. Quando acredito em alguém, dou créditos a ele, transfiro reputação, reforço suas credenciais de alguém confiável.

Sobre a sua segunda pergunta, eu precisaria pensar mais. (Mas outros leitores deste blog podem entrar na discussão. Socorram-nos!!!)

“Outro caso: colunistas esportivos. Busca-se o que dá a informação melhor, mesmo que mais seca, ou o que polemiza mais, mesmo que exagere? Tem gente para os dois casos, é claro. Na política a coisa se complica mais: confio mais nesse jornalista porque simpatizo, também, com tal partido do qual ele fala bem, e por isso ele tem “mais credibilidade” para mim? Na religião nem se fala, estamos assistindo os (maus) exemplos.”

Acho que há público para todos os gostos e mau gostos. E a questão da credibilidade em si é mesmo muitíssimo complexa. Não é à toa que se pesquisa, se fala e se busca tanto isso. Qual um santo graal.

(Obrigado, Kreidlow, pela oportunidade do diálogo. Continuemos matutando e ruminando)

observatório: nova edição

Já está disponível a primeira edição do ano da revista Observatório, editada pelo Obercom, de Portugal.

O sumário é o seguinte:

  • Approaches to Cross-National Analysis: The EU Kids Online Project – Leslie HaddonYoung Italians’ Cross-media Cultures – Giovanna Mascheroni, Francesca Pasquali, Barbara Scifo, Anna Sfardini, Matteo Stefanelli, Nicoletta Vittadini
  • Making Sense of Broadband in Rural Alberta, Canada – Maria Bakardjieva
  • The Digital Review of Asia-Pacific (2003-2006) – Lelia Green
  • Application of an Integral Methodological Approach to Measuring the Dynamics of the Basic Digital Divide – Vesna Dolničar
  • Audiovisual Digitalization in Spain and Italy: from Neo-Television to Post-Television – Marta Roel
  • Springfield, Italia. Processi produttivi e variazioni di significato nell’adattamento di una serie televisiva statunitense – Luca Barra
  • Bandeira e Multidão, Dois Símbolos Nacionais – Eduardo Cintra Torres
  • TV e Internet nelle Diete di Consumo Mediatico: Analisi Comparativa dei Casi Italiano e Portoghese – Angela Castellano
  • Os Grandes Grupos Familiares de Comunicación Cambian de Paso – Francisco Campos
  • Jornalismo Digital em Ambientes Dinâmicos. Propriedades, Rupturas e Potencialidades do Modelo JDBD – Suzana Oliveira Barbosa
  • Desconstruindo “Propriedade Intelectual” – Jorge Machado
  • Proyección Internacional de las Marcas Universitarias Españolas a través de la World Wide Web – Ana Castillo, Javier Trabadela
  • Women Stereotypes Portrayed in Print Ads by Luxury Fashion Brands. A Content Analysis, 2002-2005 – Paloma Díaz Soloaga, Carlos Muñiz Muriel
  • Reflexões para uma Epistemologia da Comunicação Digital – Elizabeth Saad Corrêa
  • Criticismo Ludológico: Simulação Ergódica (Jogabilidade) vs Ficção Narrativa – Luís Filipe B. Teixeira

políticos avançam na mídia

271. Este é o número de políticos brasileiros que são sócios, proprietários ou diretores de emissoras de rádio e TV, contrariando a lei. O assédio de políticos sobre a mídia é muito maior, se fôssemos considerar ainda os meios impressos…

O levantamento é recente, e foi feito pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom).

A maioria deles é prefeito, seguidos dos deputados estaduais. DEM, PMDB e PSDB são os partidos com mais “donos da mídia”, o que é uma notícia desairosa: afinal, somadas, essas legendas detêm a grande maioria das cadeiras no Congresso, o que impossibilitaria – por exemplo – mudanças na legislação que contrariasse tais interesses.

Veja o estudo do Epcom em detalhes.

tics na escola: publicações da unesco

Já está disponível para baixar em formato PDF uma série de publicações da Unesco sobre TICS na escola.

Como anuncia o site oficial, “Tecnologia, informação e inclusão é uma série de folhetos destinada a jornalistas atuantes na mídia comunitária, estudantes e ao público em geral. Seu objetivo é estimular a disseminação de informação e o debate sobre a contribuição das novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento social no Brasil. A série é composta por vários volumes temáticos apresentados em folhetos que tratam de aspectos específicos de cada tema”.

O site oferece links para baixar os 15 arquivos, divididos em quatro volumes. No total, 60 páginas.

volume 1: Acesso às novas tecnologias:

  • n. 1: Brasil no rumo da inclusão (PDF – 4 p.)
  • n. 2: o papel das ongs (PDF – 4 p.)
  • n. 3: o papel do governo (PDF – 4 p.)
  • n. 4: telecentros no país (PDF – 4 p.)

volume 2: Informação para todos:

  • n. 1: acesso do portador de necessidade especial (PDF – 4 p.)
  • n. 2: telecentros acessíveis (PDF – 4 p.)
  • n. 3: acesso muda a vida das pessoas (PDF – 4 p.)

volume  3: Computador na escola:

  • n. 1: a dura realidade nas escolas (PDF – 4 p.)
  • n. 2: o futuro anunciado (PDF – 4 p.)
  • n. 3: tecnologia e aprendizagem (PDF – 4 p.)

volume  4: Juventude e Internet:

  • n. 1: sonho de jovem inclui emprego e um computador (PDF – 4 p.)
  • n. 2: do maracatu atômico ao hip-hop digital (PDF – 4 p.)
  • n. 3: indígenas recriam a própria imagem em vídeo (PDF – 4 p.)
  • n. 4: o caso de três jovens brasilienses (PDF – 4 p.)
  • n. 5: ameaças na rede (PDF – 4 p.)

desplugaram paulo henrique

A notícia não é nova. É de quatro dias atrás. O IG tirou o blog de Paulo Henrique Amorim do ar, sem avisar o leitor, sem comunicar ao autor. André Deak faz um apanhado da história, com base no Renato Rovai.

Não é a primeira vez que isso acontece: desplugarem jornalista. Nem ao menos com Paulo Henrique, que já foi escanteado pelo UOL uma vez. Assim como o próprio Observatório da Imprensa, de Alberto Dines, Luiz Egypto e tantos mais.

Outros exemplos poderiam vir à tona para mostrar que jornalistas e seus comentários podem se tornar muito incômodos (e até insuportáveis) em blogs que alcançam altos contingentes de leitores e constrangem empresas e governos. Essa zona de tensão faz parte do próprio DNA do jornalismo, qualquer que seja a sua plataforma de difusão.

Paulo Henrique, no caso mais recente, menciona algo, meio em tom de resignação, meio na forma de desdenho: grandes blogs, blogs influentes no terreno da política não se penduram em portais. Era o caso dele. É o caso de outros, como o do Fernando Rodrigues, do Jozias de Souza, de William Waack para citar só alguns dos mais proeminentes. Na verdade, na verdade, não são blogs, conforme já bem diferenciou Marcos Palacios: são colunas eletrônicas, que se limitam a oferecer links apenas para sites e blogs do mesmo portal, que reforçam uma chamada “endogenia explícita” em detrimento da heterogeneidade inerente à web.

Ricardo Noblat fez o caminho contrário. Iniciou independente, depois foi para Estadão, Globo…

O caso Paulo Henrique não será o último capítulo tenso entre formadores de opinião e grandes portais com grandes interesses. Talvez o episódio até recheie a seção que cabe ao Brasil por violações a direitos de expressão no relatório anual dos Repórteres Sem Fronteiras. Talvez Paulo Henrique seja nominado como um ciberdissidente por lá… O fato é que – ao menos para mim – este caso nos lembra em alto e bom som a dinâmica tensa, delicada, perigosa e às vezes insustentável que o jornalismo tem com os poderes financeiro e político.

mídia e educação: palestra

O grupo de pesquisa Monitor de Mídia, o Programa de Mestrado Acadêmico em Educação da Univali e a Pró-Reitoria de Pesquisa, Extensão e Cultura convidam para a palestra da professora doutora Alexandra Bujokas. A jornalista vem conversar com os professores dos cursos de Comunicação Social sobre Mídia-Educação e sobre leitura e escrita com o uso de mídias digitais.
O encontro será na próxima quarta-feira, dia 26 de março, às 19h30min, na sala 204 do bloco 10. Neste período, os alunos estarão liberados das aulas da noite pois têm Fórum do Caicom agendado.

 
Quem é
Alexandra Bujokas?
Jornalista, doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), pesquisadora de pós-doutorado em Media Studies na Open University, Inglaterra (2006/2007), e professora do curso de jornalismo da Universidade do Sagrado Coração (USC, Bauru, SP). É colaboradora do Análise de Mídia , observatório de imprensa regional mantido pela USC, líder do grupo de pesquisa “Mídia, educação e democracia” e desenvolve pesquisas sobre leitura e escrita usando mídias digitais. Mantém o blog Midialab , especializado em conceitos de Mídia e Educação.

pós em mídia e cultura na era digital

O Curso de Jornalismo da Univali está com inscrições abertas até 31 de março para a especialização “Mídia e Cultura na Era Digital”. Em nível de pós-graduação, o curso é voltado ao mercado de trabalho e dirigido aos profissionais das áreas de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) e da Educação e Cultura. Seu objetivo é aprofundar e analisar os fenômenos comunicacionais contemporâneos.

 

A pós-graduação é composta das seguintes disciplinas:

  • Jornalismo e Ética no século XXI
  • Mídia Digital
  • Linguagens Midiáticas
  • Mídia Regional
  • Mídia e Poder
  • Métodos de Pesquisa em Comunicação
  • Mídia e Educação
  • Mídia e Violência
  • Mídia e Cultura

O curso não exige a elaboração de uma monografia. Somente quem optar pela formação para o Magistério Superior terá que fazê-la. O investimento é de R$ 319,00 na inscrição e mais 16 parcelas de R$ 319,00. São 35 vagas e os ex-alunos da Univali têm 15% de desconto nas mensalidades. As inscrições podem ser feitas na Gerência de Pós-Graduação da Univali, na Rua Uruguai, 458 – centro, em Itajaí/SC. Outras informações podem ser obtidas através dos telefones 47-3341-7534 ou com o prof. Carlos Golembiewski, cel. 47-84210834.

Mais informações aqui.

pesquisadores em cibercultura

Eugenio Trivinho disparou emails à comunidade dos pesquisadores em comunicação esta semana dando conta de que foram concluídos os trâmites burocráticos para a criação formal da ABCiber, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura.

De acordo com Trivinho, a entidade foi se desenhando ao longo de três eventos: no 1º Simpósio Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Cibercultura (setembro de 2006), na Conferência Pró-ABCiber (março de 2007) e na 1ª reunião do Conselho Deliberativo da associação (novembro de 2007).

Trivinho, que preside a ABCiber, informa ainda que a diretoria tem mandato de dois anos (2007-2009), e conta com onze membros mais 21 do Conselho Científico Deliberativo, todos nomes de peso da pesquisa do gênero no país.

simpósio internacional sobre wikis

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W i k i S y m    2 0 0 8

The International Symposium on Wikis
Wiki Research and Practice in One Event!

http://www.wikisym.org/ws2008  

September 8-10, 2008, Porto, Portugal

análise do discurso e web

A dica vem da Lilian Starobinas:

Estudos Pós-Graduados em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL) da PUC/SP e Pós-Graduação em Letras – CCL da Universidade Presbiteriana Mackenzie convidam para palestra de Dominique Maingueneau, professor na Universidade Paris XII. O tema é “A Análise do Discurso posta à prova pela internet: o caso dos sites de relacionamento

26 de março de 2008, às 9 horas no Auditório 333

3o. andar – Prédio Novo da PUC/SP

uma revista de ética!

Esbarrei hoje na sala dos professores com um exemplar de Ética & Meios, revista editada pelo Espaço Ética.

A publicação está no seu primeiro número, que data de fevereiro de 2008, tem 24 páginas em papel couché, e se destina a pensar a mídia, assuntos que estão fora dela e ética em geral. Com o slogan “Por uma crítica construtiva da mídia”, a revista tem como publisher o professor Clóvis de Barros Filho, bastante conhecido nos meios acadêmicos por seus textos e pesquisas acerca do assunto Ética da Comunicação.

O lançamento – discretíssimo, diga-se de passagem – não chegou a essas bandas do sul, mas a iniciativa merece elogios. Afinal, alguém já ouviu falar de uma revista sobre ética no Brasil? Alguém aí já viu alguma publicação impressa sobre crítica de mídia circulando? Pois é…

Nesta edição, um perfil de Mario Vitor Santos (ex-ombudsman da Folha e atual do IG), uma pensata sobre a ética das coligações partidárias, uma reportagem sobre corrupção e outros textos.

A revista é agradável e importante, mas tem um porém: faltou ao leitor um expediente com dados de como assinar, como mandar sugestões e críticas…

journalism studies: novo número disponível

Já pode ser consultados os abstracts do volume 9, nº 2, da Journalism Studies. O tema dessa edição é Jornalismo e Linguagem, e para acessá-la, clique aqui.

O sumário é o que segue:

  • LANGUAGE AND JOURNALISM, An expanding research agenda, 152 – 160, Author: John E. Richardson
  • MEDIA(TED) DISCOURSE AND SOCIETY, Rethinking the framework of Critical Discourse Analysis, 161 – 177, Author: Anabela Carvalho
    “UPSCALE” NEWS AUDIENCES AND THE TRANSFORMATION OF LABOUR NEWS, 178 – 194, Author: Christopher R. Martin
  • LANGUAGE DEVELOPMENT, KNOWLEDGE AND USE AMONG JOURNALISTS OF EUROPEAN MINORITY LANGUAGE MEDIA, 195 – 211, Authors: Iñaki Zabaleta;  Nicolás Xamardo;  Arantza Gutierrez;  Santi Urrutia; Itxaso Fernandez
  • “OBJECTIVITY” AND “HARD NEWS” REPORTING ACROSS CULTURES, Comparing the news report in English, French, Japanese and Indonesian journalism, 212 – 228, Authors: Elizabeth A. Thomson;  Peter R. R. White; Philip Kitley
  • UNNAMED SOURCES AS RHETORICAL CONSTRUCTS IN NEWS AGENCY REPORTS, 229 – 243, Author: Maija Stenvall
  • BRANDING NEWSPAPERS, Visual texts as social practice, 244 – 259, Authors: David Machin; Sarah Niblock
  • THE DISCOURSE OF THE BROADCAST NEWS INTERVIEW A typology, 260 – 277, Author: Martin Montgomery
  • THE BBC’S DISCURSIVE STRATEGY AND PRACTICES VIS-À-VIS THE PALESTINIAN-ISRAELI CONFLICT, 278 – 294, Author: Leon Barkho

blogs corporativos e rrpp: evento

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mídia, religião e cultura: evento

6ª Conferência sobre Mídia, Religião e Cultura
Diálogos na Diversidade
11-14 agosto de 2008
Universidade Metodista de São Paulo, Brasil

A 6ª Conferência Mídia, Religião e Cultura tem como objetivo a
formação para a interface com os temas da religião e cultura
relacionados à mídia, trazendo contribuições científicas
e profissionais para o enfrentamento e superação de
questões globais.

Inscrições até 31 de março.

Mais informações no site do evento

confiança e credibilidade…

Jaciara de Sá Carvalho retoma o assunto que me faz perder o sono, vez em quando: confiança.

No meu caso em particular, confiabilidade e, por extensão, credibilidade.

Vamos por partes, como já disse o rapaz dos becos de Londres.

Jaciara volta ao assunto para comentar suas leituras mais recentes. Ela menciona artigo de Rogério Costa – denominado “Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais e inteligência coletiva – que ressalta a importância da confiança para o fortalecimento e manutenção dos laços das comunidades na web.

O assunto me interessa quando se fala de confiança das instituições (como a mídia) e de credibilidade dos meios de comunicação. No ano passado, concluí a orientação de uma pesquisa – financiada pelo UOL – em que tentávamos identificar elementos para a credibilidade dos blogs no jornalismo online. Por enquanto, apenas dois artigos resultantes da pesquisa, foram publicados (em co-autoria com Ana Paula França Laux), e podem ser consultados online:

Blogs jornalísticos e credibilidade: cinco casos brasileiros – revista Communicare

Confiabilidade, credibilidade e reputação: no jornalismo e na blogosfera – revista da Intercom

Ando escrevendo e pensando ainda sobre isso, mas nada muito sistematizado. Quando sair fumaça branca, aviso. No momento, a credibilidade na qual venho trabalhando é a que pode estar associada à Wikipedia como fonte de pesquisa escolar. No Mestrado em Educação, concluo a orientação de uma dissertação que trata exatamente desse tema. Por razões óbvias, não posso adiantar os resultados a que minha orientanda – Marli Vick Vieira – chegou, mas posso garantir que o trabalho está muito interessante. Para professores, alunos e pesquisadores da área.

contribuições ao seminário de jornalismo

Reproduzo notícia do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina 

As contribuições para os debates do II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico serão aceitas até 18 de março. O evento, marcado para Florianópolis, de 27 a 30 de março, juntamente com o I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo, será consultivo. O objetivo é elaborar atualizações dos dois programas a serem encaminhadas para deliberação no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, no mês de agosto, em São Paulo.

Profissionais, professores, estudantes, Cursos de Jornalismo e Sindicatos de Jornalistas inscritos devem encaminhar suas propostas para o e-mail formacao@fenaj.org.br . Os documentos-base para os debates são:

Programa Nacional de Projetos de Estágio Acadêmico 2006 

Programa de Qualidade de Ensino 2004

Os organizadores do evento solicitam que as contribuições a cada um dos programas sejam encaminhadas separadamente, que não ultrapassem cinco páginas cada uma e que sigam os formatos dos dois programas. Após o dia 18, as contribuições serão disponibilizadas no site da FENAJ para que os interessados possam analisá-las e imprimi-las”.

competência em TICs para professores

Já está disponível em inglês e espanhol o documento da Unesco sobre competências em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para docentes. Esses padrões foram lançados no começo de janeiro em Londres, mas só agora tiveram sua tradução para o espanhol, conforme conta o ProfEblog.

Em inglês, o documento está em formato word e dividido em quatro arquivos. Aqui.

Em espanhol, o documento está em formato PDF, tem 28 páginas e não chega a um mega. Aqui.

Vale a pena conhecer esses standards e comparar com a própria realidade…

mais jornalismo em portugal

Jorge Pedro Sousa avisa que está no ar o site Teorização do Jornalismo em Portugal, uma iniciativa da Universidade Fernando Pessoa e da Fundação Fernando Pessoa.

Conforme explica o próprio Jorge Pedro, “trata-se da versão inicial e experimental do sítio de um projecto que estamos a desenvolver (…) e que visa recuperar o pensamento jornalístico português produzido até ao 25 de Abril de 1974. Pretendemos fazer do referido sítio uma espécie de biblioteca de resumos de livros sobre jornalismo publicados em Portugal, por autores portugueses, antes de 1974. Dos 350 livros que inventariámos em bibliotecas (primeira
fase do projecto), já temos fichas de leitura de cerca de 120, maioritariamente elaboradas pelos alunos de Ciências da Comunicação da UFP (sem dinheiro da FCT, não foi possível fazer as coisas de outra maneira). Também se encontram no sítio do projecto textos de interpretação, contexto e resultados”.

O projeto tem previsão de conclusão no ano que vem. Entre os pesquisadores envolvidos, está minha querida amiga Monica Delicato, brasileira que faz mestrado do outro lado do Atlântico.

jornalismo no brasil e em portugal: um livro

O professor José Marques de Melo manda o convite para o lançamento de “História, Teoria e Metodologia da Pesquisa em Jornalismo”, que co-organizou com Felipe Pena e Antonio Hohlfeldt. O evento acontece no dia 14, próxima sexta, às 9 horas, no salão nobre da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal. Acontece lá porque o professor Jorge Pedro Sousa, um dos autores da coletânea, atua como anfitrião.

Veja o sumário do livro:

O jornalismo como forma de conhecimento: Uma abordagem qualitativa (Eduardo Meditsch)

Uma história breve do jornalismo no Ocidente (Jorge Pedro Sousa)

Uma história do jornalismo em Portugal até ao 25 de Abril de 1974 (Jorge Pedro Sousa)

Uma história do jornalismo em Portugal: o pós-25 de Abril (João Carlos Correia)

Jornalismo no Brasil: Dois séculos de história (Marialva Barbosa)

Pesquisa e reflexão sobre jornalismo: Até 1950… e depois (Jorge Pedro Sousa)

A teoria do jornalismo no Brasil – após 1950 (Felipe Pena)

A teorização do jornalismo no Brasil: Das origens à actualidade (José Marques de Melo)

A teorização do jornalismo em Portugal até 1974 (Jorge Pedro Sousa, Nair Silva, Gabriel Silva, Carlos Duarte)

Os estudos jornalísticos em Portugal: 30 anos de história (João Carlos Correia) Métodos de pesquisa em jornalismo (Antônio Hohlfeldt e Aline Strelow)

efeito universal na força sindical

Se a Igreja Universal ficou ofendida com as reportagens da Folha de S.Paulo, agora é a vez do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que ameaça uma enxurrada de processos contra o jornal. Tudo porque a Folha trouxe matérias sobre repasses do Ministério do Trabalho à central sindical.

Se você não está entendendo, lembre-se que o ministro do Trabalho Carlos Lupi é presidente do PDT, mesmo partido de Paulinho da Força.

E se você não se lembra, recordo que o mesmo ministro foi pressionado a deixar o cargo pela Comissão de Ética do governo federal, já que era complicadíssimo manter-se presidente de um partido e ministro de estado. Deu no que deu. Ele não saiu da pasta, caiu o presidente da comissão de Ética – Marcílio Marques Moreira -, houve repasse de dim-dim par entidade de Paulinho e Paulinho, bravinho, ameaça vir com mil, dois mil processos pra cima da Folha.

Leia matéria aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u379159.shtml

A Fenaj reagiu contra a ofensiva da Universal. A Fenaj é filiada à Central Única dos Trabalhadores, que rivaliza com a Força Sindical no campo da representação classista no país. Meu bom senso me faz supor que a Fenaj vai bater na Força, agora. Será?

contra a censura na internet

A Unesco e os Repórteres Sem Fronteiras promovem no próximo dia 12 de março o primeiro Dia Internacional da Liberdade de Expressão Online. A idéia lançada é de que os internautas do mundo todo protestem por 24 horas contra os países considerados “inimigos da internet”, já que são eles quem constrangem, perseguem e oprimem jornalistas, blogueiros e demais usuários.

De acordo com os Repórteres Sem Fronteiras, existem hoje 63 pessoas consideradas ciberdissidentes, que estão atrás das grades.

Para a ONG, os países “inimigos da internet” são a Birmânia, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Eritréia, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã.

monitor de mídia 136

Nova edição na rede.

Confira!

http://www.univali.br/monitor

 

 

gaveta do autor: mais uma atualização

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internet na sala de aula: um evento

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Na Espanha, acontece de 26 a 28 de junho próximos, o 1º Congresso Nacional de Internet na Sala de Aula. O evento acontecerá simultaneamente em Madri, Granada, Santander e Barcelona. Mas se você, como eu, não está na Espanha nem deve aparecer por lá naqueles dias, tem outra chance de acompanhar: há uma modalidade virtual do evento que acontece de 1º de abril a 30 de outubro.

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mais duas chamadas de texto

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Rosana Soares, uma das editoras da Rumores, avisa que o primeiro número já está disponível na web. E mais: chama para novas colaborações.

Informações: http://www.rumores.usp.br

A publicação é mantida pelo Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas, da ECA/USP

***

A Revista Em Questão, da Fabico/UFRGS, também está de portas abertas a artigos.

O prazo para a próxima edição se esgota em 31 de março.

Mais informações: http://www.ufrgs.br/revistaemquestao


 

fórum de professores: hotsite

A Comissão Organizadora do 11º Fórum Nacional de Professores de Jornalismo manda avisar que já está na rede um hotsite do evento. Passe por lá!

www.fnpj.org.br/11-enpj

sobre grupos e sobre doenças

Nas relações humanas, dois aspectos vêm chamando muito a minha atenção nos últimos dias: relacionamentos em grupo e doenças ocupacionais. As duas coisas parecem distantes entre si, mas estão diretamente vinculadas à minha rotina de trabalho, aos projetos em que estou envolvido, enfim, à vida produtiva.

Na semana passada, uma colega de trabalho passou mal durante uma defesa de dissertação. Sua pressão explodiu, pensou que estava enfartando. Suava e sentia fortes dores no peito. Não porque o trabalho em si era ruim, mas por cansaço extremo e grande sobrecarga de trabalho. Mal terminou a defesa, ela correu ao hospital. Não. Ela não enfartou, mas também não foi afastada para se tratar.

Dias depois, outra colega passou mal. Nervosismo agravado pelo terrorismo do cumprimento de metas e por sucessivos cortes de verbas em seu departamento. Esta também permanece no batente.

Ontem, conversando virtualmente com uma colega de outro estado, ouvia queixas semelhantes de exaustão, desânimo e desesperança no ambiente do trabalho.

Hoje, durante uma reunião, outra amiga passou mal. Teve uma crise de hipoclicemia, somatizada por dissabores diversos.

Todas as colegas citadas acima andam bem nervosas, e todas são professoras.

Não sou médico nem nada, mas na pele do doutor Gregory House eu arriscaria um diagnóstico: Síndrome de Burnout, cada vez mais frequente em profissionais dessa área.

***

Ao mesmo tempo em que assisto a colegas adoecer, vejo projetos em grupo naufragar por dois sintomas: falta de senso coletivo e incapacidade no gerenciamento do próprio tempo. Isso sim vem me deixando doente.

O que percebo ao meu redor é o total egocentrismo, a falta de um compromisso maior com conquistas grupais, a mesquinhez de sempre. Tenho me sentido um idiota em insistir em tantas frentes.

Qual o remédio para isso?

crise na américa latina

A Colômbia pulou o muro do vizinho Equador pra pegar um peixe grande das FARC. Matou o cidadão e violou tratados internacionais. O Equador fez beicinho e exigiu desculpas. A Colômbia contra-atacou, dizendo que o Equador não tinha do que reclamar, afinal ele e a Venezuela davam dinheirinho pros bandidos das FARC. Lá em Miraflores, Chávez ficou chateado e tirou seus tanques de guerra da caixa. Pegou os soldadinhos de chumbo também. Em Brasília, Celso Amorim dourou as pílulas, mas assentiu que um pedido formal de desculpas era de bom tom.

Tô sentindo falta da Condoleeza Rice nesse angu. Esse governo Bush não tem política para a América Latina, não?

Quer saber?

Acho que não vai dar em nada.

uma lista para edublogueiros

Lilian Starobinas  criou uma lista no GoogleGroups para pensar e discutir educação, novas tecnologias e comunicação. Vá conferir, está aberta e crescendo:

Edublogosfera

Eu já estou por lá…