No mês que vem, acontece o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Bolivianos. Veja aqui.
E quando teremos um neste continental país?
No mês que vem, acontece o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Bolivianos. Veja aqui.
E quando teremos um neste continental país?
Porque é domingo.
Porque não há sol por aqui.
Porque não gostaria de estar trabalhando agora.
E porque escapei apenas para postar a canção que martela minha mente agora!
Jamie Cullum canta e toca “What a difference a day made”.
Cem blogs de pesquisadores em comunicação no Brasil, reunidos colaborativamente.
A lista você encontra aqui.
Continue mandando suas sugestões.
Vale de tudo, desde que seja BLOG e que o autor seja PESQUISADOR EM COMUNICAÇÃO NO PAÍS…
Ainda sobre a discussão sobre a campanha de O Estado de S.Paulo que desacredita e ridiculariza blogs e blogueiros…
Deu no Observatório da Imprensa uma pesquisa da Harvard que sugere que a internet seja mesmo uma ameaça aos jornais.
Veja aqui.
Alguém vai usar esses dados para “demonstrar” que o Estadão estava mesmo com medo dos blogs.
Quer apostar?
O debate terminou agora. Foi interessante, mas para quem acompanha o autor em seus livros e textos, não houve nada de novo. Levy não trouxe nenhum conceito inédito e pouco abordou com clareza sobre o que está fazendo atualmente na universidade. Ele está radicado em Otawa, Canadá.
De qualquer forma, foi importante ele ter batido à mesma tecla: a de que a tecnologia é resultado do que vem primeiro entre os humanos. Parece óbvio, e o é. Mas esquecemos quase sempre.
Boa iniciativa da Fundação Vanzolini e do LInC, Laboratório de Inteligência Coletiva.
“A construção social vem primeiro. A tecnologia vem depois”
Perguntaram a ele se a universidade pode perder o seu lugar na produção do conhecimento.
“A internet foi criada por acadêmicos. Muito do conhecimento que circula por aí veio da universidade. A gestão do conhecimento é ensinada nas universidades. Então, não acho que a universidade fique fora disso. Não há um tipo de instituição contra outro. Precisamos cultivar uma visão muito aberta para visualizar a relação entre as pessoas e a colaboração”
“Um exemplo de uma comunidade colaborativa bem sucedida é a wikipedia. Há milhões de pessoas contribuindo para que se construa a maior enciclopédia que já existiu. Ela é gratuita, precisa, atualizada, multi-língüe. Há regras muito claras para que os conhecimentos ali sejam confiáveis. Há pessoas que revisam o conteúdo, a todo momento. Ele é um bom exemplo desse sucesso. A espontaneidade é a chave.”
“A tarefa do educador vai se tornar mais complexa. Vamos ser sinceros. Como estruturar a arquitetura do conhecimento? Não é só entrar no orkut, auxiliar a pesquisar no google. Quando eu falo da arquitetura do conhecimento, eu penso num código genético. Cada comunidade pode ser vista como uma espécie de conhecimento, algo vivo, com sua própria identidade. Todos os membros da comunidade são as células do organismo e compartilham o mesmo código genético, a mesma ontologia”
Perguntaram para ele: o que esperar de um portal?
Pierre Levy lembrou que o portal, um site ou qualquer forma é suporte, é meio para que as pessoas façam coisas. Logo, o problema é mais complexo, o buraco é mais embaixo. “Criar uma rede é um problema político, social. Como se cria uma comunidade? Esta é uma questão política. Não há comunidade sem identidade, sem memória. Eu acho que hoje, não se pode ter uma comunidade sem uma memória comum, coletiva. O papel de cada membro dessa comunidade é contribuir para cultivar uma memória comum. A comunidade é o centro e cada um de nós está cultivando o que é comum a nós. Você dá e você retira. E quanto mais as pessoas dão, melhor é a qualidade do conhecimento que você tem à disposição. Essa é a nova regra que temos”.
Ele disse: “Formar redes leva tempo. Às vezes, dura mais de uma geração. Quando eu comecei a falar de trabalho colaborativo, de inteligência coletiva há quinze anos, eu me sentia muito sozinho. Hoje, muita gente fala sobre isso. Já não estou sozinho, mas é preciso repetir e repetir para que não demore tanto para que essas redes surjam”.
Errei no post anterior quando eu disse que Pierre Levy palestraria sobre inteligência coletiva, redes sociais e interdependência. É um debate. Um debate sobre redes sociais que já existem, de projetos em andamento como a Educarede.
O evento está acontecendo agora – 19h44 – e só mesmo agorinha, Levy passou a falar. Antes dele, outros interlocutores apresentaram seus projetos. Todos colocaram questões a ele. E Levy começou: “Eu gostaria de dizer que vocês estão trabalhando nesses projetos há anos e eu os conheço há uma hora. Vocês sabem melhor deles do que eu…”
(Na transmissão online, não se ouve a voz de Levy, que fala em inglês. Mas apenas a tradutora…)
Rogerio Kreidlow postou comentário ácido e borbulhante sobre meu post dos fundamentos da nova ordem mundial digital. Adorei.
Se você concorda com os manda-chuvas do universo, tem que ler. Até para saber o que pensa a oposição. Se quer combater a nova ordem, Kreidlow oferece munição pra isso…
Pierre Levy está em São Paulo e palestra hoje seobre Inteligência Coletiva, Interdependência e Projetos Sociais.
Ah, você não está em Sampa?
Não tem problema.
O evento começa às 18h30 e você pode assisti-lo pela web AQUI.
Orihuela sugere links para se acompanhar a tragédia no país andino.
O tremor causou mais vítimas em Ica, cidade a 300 km de Lima. Veja o mapa.

Kadw vem fazendo seu listão de 100 filmes indicados. Pedro Doria hoje convida para listar os dez filmes que mais marcaram a vida de seus leitores. (Na verdade, o convite já é um meme).
Convite aceito.
Blade Runner – Eu sou Deckard.
Cidadão Kane – O choque do velho que me deixa renovado. Sempre.
Cinema Paradiso – Quando eu me transformo em cachoeira.
Antes da Chuva – O tempo é circular. A vida é mais.
O livro de cabeceira – a poesia numa fábula de Peter Greenaway. Livros e olhos rasgados. Janelinhas na telona.
Lavoura Arcaica – Um filme verde, cuja voz ressoa o velho escritor aposentado.
Terra em transe – Glauber pulsa no olho arregalado de Paulo Autran, na voz aveludada de Jardel Filho e no sorriso sacana de Paulo Gracindo.
Apocalipse Now – This is the end, my only frien, the end!
A festa do monstro maluco – Sessão da tarde, o paraíso.
Tubarão – Dá medo até hoje.
A revista Meio Digital oferece nesta edição um facílimo infográfico dando conta dos 10 Fundamentos da Nova Ordem Mundial Digital. A experiência de navegar pelo novo mundo é por aqui. Mas se você é preguiçoso, impaciente ou apressado, saiba que os 10 fundamentos são:
Em Belo Horizonte (Minas), acontece o 4º Seminário de Cibercultura e Convergência Digital. De 20 a 22 de agosto.
Na progrAmação,
Inscrições AQUI.
Los Hermanos têm um karma com repórteres “bem preparados” para entrevistas.
Veja como a repórter da Globo de Brasília troca o nome do vocalista (Marcelo Camelo vira Marcelo Campelo) e veja como não sabe nada de música (para ela, o grupo fez parcerias com Elis Regina!!).
Por fim, note que Rodrigo Amarante sacaneia com a moça, repetindo o “Campelo”…
Nesta, a performance dos repórteres do Ceará é aterradora. Trocam o nome do entrevistado, confundem “boca a boca” com “bate boca”, não sabem quem compôs o quê…
Isso que é profissionalismo!!
Três cliques sobre esse assunto tão importante e fascinante, e que não se esgotará neste post:
Carlos Castilho, do Código Aberto, mostra – com base em estudos do Pew Research Center – que a relação entre imprensa e público não vai nada bem.
Outra pesquisa da Association of Online Publishers mostrou recentemente que entre os leitores britânicos tanto faz se informar em meios impressos quanto pela internet. Eles confiam tanto nuns quanto noutra.
Ainda entre os britânicos, caiu a confiança na poderosa BBC, conforme revela pesquisa.
É por isso que no post anterior chamei credibilidade de Santo Graal da mídia.
Afinal, quem não está à procura disso?
Pegou mal. Mas a blogosfera já reagiu e fortemente.
Uma campanha publicitária de O Estado de S.Paulo desqualifica blogs e sites, tentando se posicionar como um ponto seguro no mar de informações que nos cerca. O anúncio de TV e as peças para os meios impressos adotam tom bem humorado, puxando para situações ridículas, patéticas. Quem serve de escada para a piada são os blogs, e por conseqüência os blogueiros.
Alessandro Martins adotou um tom moderado na resposta. Para ele, “os blogs bons devem vestir a carapuça, sim!” Carlos Merigo, do Brainstorm 9, critica a posição generalizora da campanha, alertando que as coisas vêm mudando.
Bruno Alves, do BrPoint, decidiu minimizar o fato, considerando que “se estou incomodando, estou no caminho certo”. É uma leitura da situação, mas pode escamotear alguma arrogância e insensibilidade a críticas.
Joel Minusculi radicaliza e ataca a postura do Estadão, a quem atribui a campanha ao “medo da mudança e falta de tino jornalístico para com o desenvolvimento” . Discordo. O Estadão não parece ter medo da mudança, ele já prepara a mudança, seu portal mostra isso, bem como as parcerias estratégicas que tem há tempos. (Há 15 anos, participei do Simpósio Jornalismo no Século XXI nas dependências do Estadão que tinha como palestrantes gente graúda da Knight Ridder, e naquela época já se falava em jornal virtual, em suportes não físicos, em junção de mídias – a palavra “convergência” ainda não era moda). O Estadão tem muito tino jornalístico, se não tivesse não estaria no terceiro século editando seu jornal, nem expandido seus tentáculos para outras tantas empresas do setor.
O fato é que o episódio em questão gira em torno do Santo Graal da mídia: credibilidade. Isso mesmo! Nem mídia impressa, nem eletrônica quanto mais instantânea, vive sem credibilidade, sem a confiança de seu público. Para jornalistas, blogueiros, empresas de comunicação – mas também para outras tantas áreas -, credibilidade é o maior patrimônio que se pode querer ter num ambiente de competitividade. E esta é a arena da qual estamos falando: de muita gente despejando informação a todo momento e os públicos não podendo consumir tudo o que se oferece. Caetano já cantou: “Quem lê tanta notícia?”
Credibilidade é o nome do jogo.
Não acho que o Estadão quis ofender os blogueiros, que está com medo do avanço dos blogs ou coisa do tipo. As empresas grandes não ficam de fora do mercado, seja ele emergente ou não. No portal da Globo, da Folha, do Estadão, há blogs. Eles não ficam de fora. O que o Estadão quer é convencer o público de que oferece a informação mais confiável, de melhor qualidade, mais necessária. Talvez – num segundo momento – coloque nas ruas uma campanha em que tente convencer que os melhores blogs são os de seus colunistas e tal. Não importa o suporte, senhores! Importa que a empresa forneça o serviço, e que este aparente as melhores condições de qualidade, preço e conveniência.
O próprio publisher do New York Times já disse que não está tão certo de que esteja com versão impressa em cinco anos. O que isso quer dizer? Quer dizer que não importa o suporte, a embalagem. Importa é que as grandes empresas vendam informação, e isso pode vir embalado nas mais diversas formas: jornal, revista, portal noticioso ou blogs hiperlocais (como o fez o Chicago Tribune com o seu Triblocal)
Em suma: blogosfera, não é nada pessoal! It´s just business!!
António Fidalgo deu antes; Marcos Palacios repetiu; e toco de novo…
Sabe o que acontece quando o repórter não se prepara para a entrevista?
Acontece isso… assista!
Dia 24 de agosto
Em São Paulo
Enovation – Seminário de Inovação Tecnológica na Educação
São sete palestras, veja os temas:
A Revista Imprensa está divulgando a promoção do 2º Seminário Internacional Imprensa Multimídia, que acontece em setembro na PUC de Porto Alegre.
Para saber mais, vá à fonte.
(Clique na figurinha)
1. Jose Luis Orihuela indica ccLearn – divisão da Creative Commons para a Educação. (Uma idéia ousada e assustadora para muita gente que eu conheço…)
2. Educ.ar publica texto de Cecilia Sagol sobre a necessidade e urgência de pensar a infância nas e a partir das novas tecnologias. (Essa proposição também causa alguns calafrios nos mais tradicionais…)
3. Suzana Gutierrez retorna ao tema dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e dos agregadores como ferramentas de professores. (O assunto não causa pavor, mas tem gente que foge dele… nem tanto por medo…)
4. Joel Minusculi e o pessoal do Pega No Meu Blog! publicam um manifesto pela liberdade de blogar na Univali. (São alunos de comunicação reivindicando o direito de ler, postar e administrar seus blogs no ambiente escolar)
Rogério Kreidlow desabafa em seu blog sobre a situação calamitosa que se encontra por aí, no mercado jornalístico. Suas críticas são contundentes, verdadeiras e legítimas. E revoltará mais a quem lê se souber que o autor é um garoto raro, de talento, de inteligência e sensibilidade. E se souber que o menino é jovem, bom de texto e de foto – veja e leia o blog dele! -, antenado e esforçado.
Alguém aí pode dizer: azar do mercado, azar das empresas que perdem um potencial desses…
Que nada! Azar nosso. Nosso.
Robert Logan volta à carga no MediaShift: faz um mcluhan estendido. Retorna ao pensamento do teórico-guru – que já havia visitado antes – e pensa convergência e tecnologias híbridas. Curioso, bem sacado, inteligente…
PS: Logan substitui Mark Glaser – o dono da parada no blog – que está de férias. Blog profi é assim: blogueiros tiram férias, mas a coisa continua… e bem!
Jose Luis Orihuela está apagando velinhas em seu blog, um dos mais influentes na blogosfera de língua espanhola e portuguesa, por que não?
Parabéns!