Estive num dos círculos do inferno nos últimos dias. E não é exagero.
A gripe que me assaltou, me jogou na cama, me sacudiu a temperatura, revolveu meus miolos e afetou colateralmente o nervo ciático. Sim, tô ficando velho. Minha esposa já acusou isso. Meus pulmões também. Fazer o quê? Ora, salvar a alma já que o corpo se foi…
Por isso a figurinha ali embaixo. Do velho Dante passando por um dos infernos. E porque também ando lendo – e me arrastando nisso – Os crimes do mosaico, um desses romances a la Dan Brown em que Dante Alighieri é uma espécie de detetive de crimes que acontecem em Florença. É divertido, bem construído, e Dante se apresenta carrancudo, esnobe, mandão, moralista. Ele é prior da cidade, e se esgueira na noite escura atrás do assassino.
Qual Dante – na sua jornada e não na poesia -, atravessei os infernos desde quinta. Tossi, ardi, doí. Transpirei como uma bica nas madrugadas a ponto de o suor se congelar nas costas quando o edredom escapava. Meu nariz era um chafariz. Meu rosto é um capacho.
Mas venci. Tô quase 100%. Agora, as etapas para quem estava no estaleiro: responder emails; fechar o diário de classe de uma disciplina; avaliar uma dissertação para o exame de qualificação; avaliar uma monografia de dissertação; terminar um artigo; jogar futebol com meu filhote – faz uma semana que não faço isso; e reativar esse blog.
Pelo que você leu. Estou fazendo tudo isso na ordem inversa. Hora do futebol!
