“falta de educação”, danos morais, indenização, orkut e uma decisão brasileira

(Deu no UOL Educação)

A Justiça de Rondônia condenou 19 pais de estudantes a pagar indenizações a um professor de matemática de Cacoal (500 km de Porto Velho) que, somadas, resultam em R$ 15 mil.

O professor foi alvo de ofensas dos alunos no Orkut. Eles criaram, em 2006, a comunidade virtual “Vamos Comprar uma Calça para o Leitão”, ilustrada com a foto e o nome do professor Juliomar Reis Penna, 33. Na comunidade, dez alunos da oitava série, com idades de 12 a 13 anos, escreveram ofensas, piadas, questionaram notas e ameaçaram o professor.

“Eu ajudo a furar os pneus do Vectra dele […] Vamos quebrar os vidros, jogar açúcar dentro do tanque de gasolina”, foram alguns dos recados deixados pelos alunos.

Condenados em primeira instância, os pais dos alunos recorreram ao Tribunal de Justiça de Rondônia. Alegaram que o fato fora apenas uma “brincadeira infantil”. O argumento foi rejeitado pelo juiz relator da 2ª Câmara Cível do TJ-RO, Edenir da Rosa, que avaliou como “grave” o teor dos comentários publicados na internet.

No recurso, os pais disseram ser “impossível” vigiar os filhos vinte e quatro horas por dia, justificativa considerada “frágil” pelo TJ-RO.

Denunciados pelo professor ao Juizado da Infância e da Juventude, os alunos reconheceram a criação da página e a autoria dos recados. Como medida socioeducativa, oito estudantes tiveram de apresentar palestras para adolescentes sobre o uso responsável da internet.


(SE A MODA PEGA…)

pesquisa mostra que crianças digitais são “multitarefas”

O canal televisivo pago Cartoon Network realizou uma pesquisa com 7 mil usuários de seu site, entre 7 e 15 anos, e chegou a resultados impressionantes sobre os usos e apropriações desses meninos e meninas da tecnologia e de atividades cotidianas. A conclusão mais ruidosa é de que 73% dos sujeitos da pesquisa têm o hábito de combinar o uso de diversas tecnologias ao mesmo tempo, revelando um comportamento “multitarefa”. Realizada todos os anos, a pesquisa Kids Experts acompanha o comportamento infanto-juvenil. 

A idéia do estudo é entender como os pequenos “nativos digitais” consomem diferentes meios enquanto fontes de informação e ferramentas de entretenimento, desvendando seu lado multitarefa – o hábito que as crianças têm de utilizar mais de uma ferramenta e executar mais de uma atividade ao mesmo tempo: baixar arquivos enquanto falam com os amigos pelo MSN, terminar um trabalho de escola enquanto postam scraps no Orkut, jogar videogame enquanto ouvem música.

Para auxiliar na obtenção dos resultados, também foi utilizado o método qualitativo batizado de “observação com registro”, no qual as mães de meninos e meninas registravam em um diário, durante quatro dias, as atitudes de seus filhos em relação aos mais diversos aparatos.

Outras conclusões da pesquisa:

– Uma em cada cinco crianças já postou algum vídeo no YouTube;

– Crianças entre 6 e 8 anos usam a tecnologia de forma mais passiva, com foco no entretenimento, fazendo atividades que não exijam a divisão da atenção;

– Entre 9 e 11 anos começa a existir maior interação, com busca também por informação – é quando acontece o pico da utilização dos videogames pelos meninos;

– A partir dos 12 anos, a comunicação também passa a ser elemento primordial, com a criança dominando totalmente as ferramentas. Nesta fase, elas conseguem executar até oito combinações diferentes entre tecnologias;

– A TV é o primeiro aparelho com o qual as crianças têm contato e está presente durante toda a infância, mas a música em aparelhos como rádio e MP3 players surge logo depois e ocupa espaço permanente;

– O computador cresce em influência a partir dos 9 anos e se transforma justamente no equipamento mais usado em combinação com outros, registrando presença em 57,5% das combinações entre meios;

– O celular é o equipamento que tarda mais a ser incorporado, já que seu uso regular aparece entre os 9 ou 10 anos. O estudo sinaliza ainda que o celular pode cada vez mais assumir um papel importante como integrador de todas as tecnologias.

– Mais de 70% das meninas pesquisadas usam programas de comunicação instantânea, sendo que 46% das meninas usam o MSN todos os dias e 22% passam de uma a duas horas conversando por meio do software;

– Nas comunidades online (Orkut, Facebook, MySpace), as meninas também dominam: 66% delas são membros, mantendo uma média de 80 contatos;

– Nas redes sociais, as crianças têm em média 23 amigos que não moram na mesma cidade, sendo que 73% diz que em suas listas de amigos têm mais pessoas que conhecem pessoalmente;

– 23% das meninas têm blog, fotolog ou videolog;

– 75% dos meninos têm videogame, sendo que o Playstation é o console favorito;

– Em comum, meninos e meninas entram em contato com o mundo digital cedo: 77% das crianças entre 7 e 9 anos entraram pela primeira vez em um site de comunidade online quando tinham entre 5 e 8 anos de idade;

– Duas em cinco das crianças pesquisadas já trocaram com amigos algum conteúdo de mídia na web (música, vídeo, fotos);

Para ler matéria do Rio Mídia sobre a pesquisa, clique aqui.

Para saber mais como “funciona” a chamada Geração Multitarefa, veja matéria do espanhol La Vanguardia.

EM TEMPO: Por falar em geração multitarefa, Paco Tejero comenta o livro de Jeroen Boschma – La generacion Einstein -, lançado recentemente e que aponta esta “nueva generación de jóvenes más intelligentes, más sociables y más rápidos”. Mas Paco Tejero é bem crítico quanto a isso. Aliás, Alex Gamela faz o mesmo, se perguntando: será que nossos alunos de jornalismo estão preparados para o que vislumbramos em nossos cursos e disciplinas? 

ganhou bolsa, se mandou, não voltou. mas vai pagar…

Vocês sabem: há muito dinheiro para pesquisa científica no Brasil. Qualquer um consegue recursos para construir seus laboratórios espaçosos-modernosos-bem-equipados. Qualquer um que entra em mestrado ou doutorado consegue bolsa antes mesmo de se matricular. E, claro, hoje, somos potências científicas à frente da Eritréia e do Turcomenistão…

Pois bem. Mesmo com essa torrente de dinheiro, tem gente que abusa.

Imagina que tem gente que consegue bolsa pra fazer doutorado fora do país, se qualifica e decide não voltar pro Brasil. Imagina que esse mesmo pessoal, ao receber o benefício, se compromete por escrito a retornar e devolver à sociedade, ao país que investiu na sua formação, o investimento feito.

E vocês imaginam que o Supremo condenou uma professora a ressarcir o CNPq em R$ 160 mil porque ela simplesmente não retornou ao país após ter passado nababesca temporada na Inglaterra?

Não acredita? Então, leia aqui a notícia completa.

pmae abre seleção para novos mestrandos

O Programa de Mestrado Acadêmico em Educação acaba de lançar edital para nova seleção de alunos para 2009. São 25 vagas e as inscrições para o processo seletivo vão de 29 de setembro a 10 de outubro.

A primeira etapa – a prova escrita – está marcada para o dia 17 de outubro, à tarde. O resultado sai em 30 de outubro. Os pré-selecionados passam por nova fase de avaliação – entrevista – entre os dias 3 e 7 de novembro.

A lista dos aprovados será divulgada em 14 de novembro, e as matrículas poderão ser feitas entre 1º e 5 de dezembro.

Mais informações no edital: edital-pmae_2009
Veja ainda o modelo de intenção de pesquisa a ser apresentado pelos candidatos: modelo_intencao

estão lendo mais no brasil, e a culpa é da escola

É verdade que a metodologia mudou e que há quem desconfie dos números. Mesmo assim, os resultados da segunda edição dos “Retratos da Leitura no Brasil”, pesquisa feita pelo Ibope Inteligência para o Instituto Pró-Livro, mostram alguns números alentadores e direções inequívocas para as políticas de leitura no Brasil.

A melhor notícia é o aparente aumento do índice médio de leitura dos brasileiros com mais de 15 anos e pelo menos três anos de escolaridade, que dobrou em sete anos: de 1,8 para 3,7 livros per capita anuais. Aparente porque esse nicho é o único que permite algum tipo de comparação com a primeira edição da pesquisa, realizada em 2000/2001. Naquela oportunidade, foram ouvidas pessoas, em 44 municípios e 19 Estados, que, em projeção, representavam os hábitos de 86 milhões de brasileiros, ou 49% da população total do país então.

O trecho acima é da reportagem Fotografia do óbvio, que saiu na revista Educação, e que mostra que

A pesquisa evidencia a importância da família e da escola na formação de leitores. Para 49%, a mãe é a principal incentivadora, superando o professor (33%). Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% citam as mães como maior fonte de estímulo. E, em que pese a importância da escola, identificada como palco privilegiado para a formação de leitores, o estudo também revela que a instituição falha em seu papel de promover o letramento para além das atividades escolares, pois a leitura despenca com a saída da escola.

força total na campanha pelo diploma

(Clique para ampliar)

mestrado em educação agora tem blog

O Programa de Mestrado Acadêmico em Educação (PMAE) da Univali agora tem um blog, o PMAE informa. O veículo é a evolução do boletim eletrônico que chegava a mestrandos, pesquisadores, professores e outros assinantes, em formato PDF e a cada quinze dias. O boletim circulava desde fevereiro de 2007, mas a Coordenação do PMAE sentiu a necessidade de estreitar ainda mais a comunicação com o seu público, ganhando em agilidade, atualidade e interatividade.

Acesse: http://pmaeinforma.wordpress.com

cnpq lança nova versão do lattes

Você está no Orkut? No Facebook? No Gazzag ou qualquer desses sites de redes sociais?

Pois saiba que até mesmo os cientistas mais sérios têm lá seus sistemas parecidos. O CNPq tem a chamada Plataforma Lattes, rede de currículos eletrônicos da comunidade acadêmica. Por meio dela é possível localizar a produção, presença e atuação de 1,14 milhão de mestres, doutores, estudantes de graduação e pós-graduação, figurões, técnicos e o escambau na ciência nacional. Mais: você pode ver quem orientou quem, quais os links entre grupos de pesquisa e instituições e tal… Não parece um Orkut acadêmico?

Pois hoje o CNPq lançou uma nova versão do Lattes. Saiba mais nas informações da própria assessoria de comunicação do órgão

links do momento: educação

[ * ] Prensa-Escuela: da Espanha, um projeto do jornal La Voz de la Galícia para fomentar a criação de novos leitores.

[ * ] Já está disponível o mais recente número da revista Educação e Tecnologia, do CEFET de Minas. (dica da Gladis L.Santos)

[ * ] Um coletivo de blogs educativos no Brasil

[ * ] 4º Seminário Jogos eletrônicos: narrativas, aprendizagem e desenvolvimento. Na Bahia, em agosto, mas com chamadas abertas.

[ * ] TV e professores: um site em inglês que pode oferecer material e idéias sobre o uso da telinha na sala de aula.

jornalismo univali inaugura blog

O curso de Jornalismo da Univali abriu hoje à tarde o seu blog.

A iniciativa visa estreitar mais a comunicação entre alunos e professores, bem como difundir com mais rapidez e intensidade das produções do primeiro curso de Jornalismo do interior de Santa Catarina.

Se você sabe pouco do curso – que já tem 16 anos e formou mais de 600 jornalistas – ou não passou pelo blog, dê uma passadinha por lá: http://blogdojornalismo.wordpress.com

celulares na sala de aula

Vejam o que aconteceu numa escola portuguesa quando a professora irritada com os ring-ring decidiu confiscar o celular da aluna…

Seria cômico não fosse trágico!

faxina de links: games & kids

laptops na educação, o evento

Sergio Lima está contando tudo do que rolou no 2º Encontro sobre laptops na educação, no Rio de Janeiro.

Veja aqui.

ATUALIZAÇÃO: O professor Simão Pedro Marinho também postou sobre o evento. Aqui.

chamada de trabalhos: icbl 2008

Saiu a chamada de trabalhos para a edição 2008 da Conferência Internacional da Interactive Computer Aided Blended Learning, que acontece no em novembro em Florianópolis.

Veja o site aqui.

Deadline no começo de junho.

Esta é a segunda edição do evento que, segundo os organizadores, objetiva “focar na troca de
relevantes tendências e resultados de pesquisas, bem como na apresentação de experiências práticas obtidas com o desenvolvimento e teste de elementos da aprendizagem assistida por computador”.

Por isso, vale tudo: projetos-piloto, aplicações, relatos e produtos…

 

wikis e dicionários: não, eu não mudei

Recebi um email que me obriga fazer um anúncio público: não! eu não mudei!
Claro que não vou dizer o santo, mas divido o milagre.
A mensagem em questão é esta:
“…quando fui tua aluna, você implicava até com o Aurélio [o dicionário] que é a nossa ‘última palavra’. Já faz tempo, tenho visto você credibilizando a wiki [pedia] que é construção coletiva…. Você está mudando mesmo, hein? Eu fui fazer citações no meu pré-projeto do trabalho de final de curso usando a wiki e já levei pau. Me falaram muitchas e a nota já desceu. Eu gosto dela, mas parece que o povo da academia nao…”
Como já disse aquele rapaz dos becos de Londres, vamos por partes:
1. Implico sim quando o aluno entrega um trabalho ou texto que começa com definição de dicionário. Quando o trabalho é do tipo monográfico ou científico, pior ainda. Pior porque geralmente o aluno usa a definição de dicionário para fechar a questão, sintetizar o que quis dizer, balizar com o pai-dos-burros. Dicionário é ponto de partida, e um trabalho científico deve trazer o diálogo entre autores, com diferentes visões. O sentido não é fechar, mas abrir para fechar. Se o dicionário resolvesse tudo, não precisaríamos dos outros milhões de livros que existem, tentando explicar as coisas…
2. Usar a wikipédia é diferente, embora muita gente faça o mesmo acima. Usa-se a wikipédia e fecha-se a questão. Enciclopédias, como dicionários, são pontos de partida. Por isso, iniciam a busca, não a finalizam. Pode-se usar dicionários ou enciclopédias, mas o que não se pode é ficar restrito a uma ou duas referências apenas. Taí o perigo.
3. Tenho falado da wikipédia porque ela é um fenômeno cada vez mais crescente e influente na web, é irreversível e incontornável. Não podemos fechar os olhos diante dela, até porque a sua própria existência tem influenciado a existência de outras enciclopédias.
4. Tenho falado da wikipédia também porque precisei estudá-la junto com minha ex-orientanda de mestrado, cujo trabalho foi defendido hoje sobre a confiabilidade (ou não) dessa enciclopédia como referência de pesquisas escolares.
5. A pesquisa em questão ouviu alunos e professores sobre o uso, a aceitação e a confiabilidade dessa fonte como referência para as pesquisas de universitários. O processo de credibilização, de reputação está em franco desenvolvimento, e por isso, é muito possível que alguns (ou muitos) professores não aceitem a wikipedia em trabalhos. Mesmo os que aceitam isso, não podem tolerar que só uma referência sirva de base de sustentação de textos e pesquisas.
Será que me fiz entender?

2 links apressados: voltarei a isso

Porque é noite de feriado, e a semana será curta para tanta coisa.

Porque tenho um capítulo de livro para concluir e entregar amanhã.

Porque amanhã cedo tenho banca de uma das minhas orientandas do mestrado e ainda preciso me preparar.

Porque ainda costuro um projeto para mandar ao CNPq até depois de amanhã.

Só por isso, indico dois links que – à primeira vista – me parecem altamente relevantes, embora eu ainda não tenha mergulhado neles. Mas o farei…

1. The impact of the media on children and young people with a particular focus on computer games and the internet. Estudo liderado pelo renomado David Buckingham, do Instituto de Educação da University of London. Foi concluído em dezembro do ano passado e só agora está liberado na web. Em inglês, formato PDF e com 77 páginas.

2. Relatório Vigilância e Defesa da Liberdade de Imprensa na América Latina e Caribe. Documento em inglês ou espanhol, elaborado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas e o Programa de Mídia do Open Society Institute (OSI) reunindo dados de quase 50 organizações dedicadas ao monitoramento e defesa da liberdade de imprensa nessas regiões. Em PDF, 46 páginas.

 

menos tecnologia, mais pedagogia

Hoje em dia, começamos a construir a casa pela janela. De que vale tanta tecnologia se nos falta um mínimo de planejamento pedagógico, se não temos clareza didática, se não há conceito de ensino?

Quem põe o dedo na ferida é Francisco Herrera no blog do Grupo Nodos_Ele.

(Por outro lado, em Bloc de Blocs, há uma remissão a um artigo de 2003 de Bartlett-Bragg sobre os cinco estágios de uso de blogs na educação. O link para o comentário está aqui)

paulo freire on the world

Links do pedagogo brasileiro mais influente no planeta. Paulo Freire para todos os gostos:

Na Finlândia: http://paulofreirefinland.org

International Project for Critical Pedagogy: http://freire.education.mcgill.ca

Cátedra Paulo Freire na PUC-SP: http://www.pucsp.br/paulofreire

No Peru: http://www.paulofreire.org.pe

Na Alemanha: http://www.freire.de

Na California: http://www.paulofreireinstitute.org

Na África do Sul: http://www.ukzn.ac.za/cae/pfi/index.htm

Na Espanha: http://www.institutpaulofreire.org

Em Portugal: http://www.uevora.pt/index.php?module=investigacao&action=centro&id=A7676D71-BEAB-44B8-A9EB-08A1ECFFD384

Instituto Paulo Freire, SP: http://www.paulofreire.org

Na Áustria: http://www.pfz.at

No Canadá: http://freire.education.mcgill.ca

Na Itália: http://www.unisantos.br/catedra/File/Carta_de_Bolonha.pdf

 

mídia-educação: banca de mestrado

Meu amigo Silvio Costa Pereira convida para sua defesa pública no Mestrado em Educação na UFSC.

A dissertação tem como título “Mídia-educação no contexto escolar: mapeamento crítico dos trabalhos realizados nas escolas de ensino fundamental de Florianópolis“.

Acontece no dia 14 de abril, às 14 horas, no auditório do CED-UFSC.

Parabéns, Silvio!

anpedsul: divulgados aceitos

Saiu a lista com os trabalhos aprovados no 7º Seminário de Pesquisa em Educação na Região Sul (Anpedsul), que acontece em junho na Univali. Os aceitos podem ser consultados no site do evento, na seção Notícias da Anpedsul.

anpedsul divulga trabalhos aceitos na sexta

O Comitê Científico do 7º Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul (Anpedsul) anuncia na próxima sexta, dia 4 de abril, a lista dos trabalhos aceitos nos Eixos de Trabalho do evento. Os aprovados estarão na página da Anpedsul: www.univali.br/anpedsul  

A Organização lembra ainda àqueles que desejam participar da Anpedsul e que ainda não fizeram suas inscrições, que não deixem para a última hora. “Estamos muito próximo de chegar ao limite de inscrições que o sistema permite”, completa a professora Valéria da Silva Ferreira, coordenadora do PMAE e que lidera os preparativos para o evento. Com data marcada para junho – de 22 a 25 -, a Anpedsul é o maior seminário de pesquisa da área no sul do Brasil, e esta é a primeira vez que a Univali sedia o evento. Para se inscrever, acesse: http://fiaiweb03.univali.br/elis2/usuario/web/index.php/  

wiki e youtube: dicas para professores

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 Juha Suoranta e Tere Vadén assinam Wikiworld: policital economy of digital literacy, and the promise of participatory media. O livro – disponível aqui em PDF – foi recentemente editado pelo Paulo Freire Research Center, pelo Open Source Research Group, Hypermedialab, todos da Finlândia.

Com 215 páginas, em inglês, a obra reflete as modificações paradigmáticas que as novas tecnologias – e em especial as muitíssimas possibilidades colaborativas (wiki) – têm provocado nos meios educativos, e na sociedade em geral. São Seis capítulos:

  • A critical paradigm of education
  • Digital literacy and political economy
  • Radical monopolies: schools, computer softwares and social media
  • The world divided in two
  • Edutopias and the promise of active citizenship
  • From social media to socialist media

E se falamos em wiki, em web 2.0, não podemos deixar de mencionar o maior fenômeno em sites de vídeo da internet: o YouTube. Pois já postei aqui que existem diversas modalidades para diferentes públicos – do religioso ao pornográfico. Se você é professor e quer ter acesso a vídeos de aulas e apresentações didáticas, a opção é o TeacherTube.

O repositório funciona, mas ainda está pouco recheada de conteúdos. A imensa maioria deles em inglês. Mas vale uma navegada…

chamadas de textos: educação a distância

A “Revista da ANPG: ciência, tecnologia e políticas educacionais” prorrogou até 10 de Maio o prazo para envio de artigos sobre Educação a Distância.

As normas para publicação podem ser encontradas em www.anpg.org.br/revista/normas.htm e qualquer dúvida pode ser dirimida através do e-mail revista@anpg.org.br .

tics na escola: publicações da unesco

Já está disponível para baixar em formato PDF uma série de publicações da Unesco sobre TICS na escola.

Como anuncia o site oficial, “Tecnologia, informação e inclusão é uma série de folhetos destinada a jornalistas atuantes na mídia comunitária, estudantes e ao público em geral. Seu objetivo é estimular a disseminação de informação e o debate sobre a contribuição das novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento social no Brasil. A série é composta por vários volumes temáticos apresentados em folhetos que tratam de aspectos específicos de cada tema”.

O site oferece links para baixar os 15 arquivos, divididos em quatro volumes. No total, 60 páginas.

volume 1: Acesso às novas tecnologias:

  • n. 1: Brasil no rumo da inclusão (PDF – 4 p.)
  • n. 2: o papel das ongs (PDF – 4 p.)
  • n. 3: o papel do governo (PDF – 4 p.)
  • n. 4: telecentros no país (PDF – 4 p.)

volume 2: Informação para todos:

  • n. 1: acesso do portador de necessidade especial (PDF – 4 p.)
  • n. 2: telecentros acessíveis (PDF – 4 p.)
  • n. 3: acesso muda a vida das pessoas (PDF – 4 p.)

volume  3: Computador na escola:

  • n. 1: a dura realidade nas escolas (PDF – 4 p.)
  • n. 2: o futuro anunciado (PDF – 4 p.)
  • n. 3: tecnologia e aprendizagem (PDF – 4 p.)

volume  4: Juventude e Internet:

  • n. 1: sonho de jovem inclui emprego e um computador (PDF – 4 p.)
  • n. 2: do maracatu atômico ao hip-hop digital (PDF – 4 p.)
  • n. 3: indígenas recriam a própria imagem em vídeo (PDF – 4 p.)
  • n. 4: o caso de três jovens brasilienses (PDF – 4 p.)
  • n. 5: ameaças na rede (PDF – 4 p.)

internet na sala de aula: um evento

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Na Espanha, acontece de 26 a 28 de junho próximos, o 1º Congresso Nacional de Internet na Sala de Aula. O evento acontecerá simultaneamente em Madri, Granada, Santander e Barcelona. Mas se você, como eu, não está na Espanha nem deve aparecer por lá naqueles dias, tem outra chance de acompanhar: há uma modalidade virtual do evento que acontece de 1º de abril a 30 de outubro.

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steven johnson no roda viva

A TV Cultura exibiu há pouco o Roda Viva, que entrevistou o professor e crítico cultural Steven Johnson, bastante conhecido por quem se interessa pelas discussões sobre games, mídias digitais e desenvolvimento humano.

Johnson, como sabem também, esteve no Brasil para a Campus Party, onde deu autógrafos, palestras, sorrisos e ainda lançou seu mais novo livro, O mapa fantasma. Mas Johnson é mais conhecido por outros dois títulos polêmicos: Cultura da interface, Every thing bad is good for you.

A coletiva do Roda Viva ficou bastante centrada na relação entre games e aprendizagem, uso de games para além da diversão. Em praticamente metade do programa, muitas perguntas bateram na mesma tecla, fazendo com que o professor tivesse que explicar seus argumentos de que games, TV e sites de relacionamento, por exemplo, embora pareçam nocivos às pessoas, podem deixa-las mais inteligentes, já que despertam nelas potencialidades pouco exigidas nas mídias tradicionais e livrescas. Johnson se refere a coisas como tomadas de decisão rápidas, resolução de problemas mais simples e – em seguida – mais complexos, raciocínio rápido e destreza manual, amplitude e orientação espacial, etc…

A concentração das perguntas sobre games me pareceu demasiada, mas também sinaliza uma situação: fora a PlayTV – voltada para o público gamer -, não há oportunidades na TV brasileira para se discutir e pensar o assunto. Geralmente, os games viram notícia em duas situações: no seu lançamento – e aí, é jabá – ou na sua proibição ou condenação pelos “malefícios que provoca às novas gerações”. Para a grande mídia, game ainda é brincadeira de criança, e não a indústria de entretenimento que mais cresce no planeta e que já até desbancou a cinematográfica em movimentação de ativos.

De qualquer forma, me fez pensar…

(Neste blog, já tratei de games e educação aqui e aqui)

(O blog do Steven Johnson está aqui)

5 links para professores (antenados)

Twitter for Academia
http://academhack.outsidethetext.com/home/2008/twitter-for-academia

Academic Commons
http://www.academiccommons.org

LifeHacker
http://lifehacker.com

Blog on Wiki Patterns
http://www.ikiw.org

Wikipedia e o novo currículo
http://www.scienceprogress.org/2008/02/wikipedia-and-the-new-curriculum

 

Divirta-se e passe adiante!

 

6 links para professores (inquietos)

(1) 10 maneiras de usar blogs no ensino: http://edublogs.org/10-ways-to-use-your-edublog-to-teach

(2) Plágio, Wikipedia e ética online para os estudantes: http://www.speedofcreativity.org/2008/01/29/plagiarism-wikipedia-and-encouraging-students-to-care-about-digital-ethics

(3) Twitter na sala de aula: http://novasm.blogspot.com/2008/01/twitter-em-sala-de-aula.html

(4) Videogames e mudanças na educação: http://www.pbs.org/idealab/2008/02/video-games-mobile-devices-inf.html

(5) Discuting direitos autorais, creative commons, propriedade intelectual e educação: http://www.speedofcreativity.org/2008/02/15/discussing-copyright-creative-commons-ip-and-education

(6) Edufuturo, um projeto equatoriano: http://www.edufuturo.com/entrada.php?c=43

jornalismo online: ensino e princípios básicos

Mindy McAdams concluiu hoje o seminário que iniciou dia 11 no Poynter. O tema é mais do que interessante para professores de jornalismo e mesmo aqueles que se interessam sobre evolução pedagógica em tempos de web 2.0: Multimedia Journalism for College Educators. Mindy disponibilizou o material que produziu para esta atividade, veja aqui.

Para saber mais desses seminários do Poynter, vá por aqui.

Do Reino Unido, Paul Bradshaw fez a primeira de uma série de cinco postagens sobre os princípios básicos do jornalismo online. O autor começa com B, de Brevidade. Acompanhe por aqui.

Fiz questão de juntar as duas iniciativas neste mesmo post por várias razões: são contemporâneas (da mesma semana), vêm de lugares distintos (EUA e Inglaterra), de gerações distintas de autores e são muito, mas muito estimulantes para se pensar ensino, tecnologias, valores e práticas.

inflação e educação

O que mais tenho ouvido nas últimas semanas é que a educação está em crise. Isto é, que o mercado da educação está em crise, já que diversos números mostram que:

  • Hoje, as vagas oferecidas nas instituições de ensino superior são superiores ao número de candidatos na faixa dos 18 a 24 anos
  • Os custos ainda são muito altos para absorver parcela significativa dos “consumidores”
  • A concorrência cresceu brutalmente: as escolas particulares explodiram e o governo federal acordou, e vem polvilhando novas unidades em diversas partes
  • As federais querem reduzir abrupta e brutalmente a sua ociosidade: vai ter até curso noturno!
  • Tem IES colocando ações em bolsa pra captar recursos
  • Tem tubarões comprando as menores
  • Tem mais de 35 mil cursos de pós (especializações apenas) no país no momento

Aí, eu pergunto (inocentemente): isso é universalização da educação ou sofremos uma inflação de oportunidades?

Existe mesmo uma crise na educação?