maioria quer jornalista com diploma

Reproduzindo…

Mais de 70% da população brasileira quer jornalista com diploma

A pesquisa de opinião nacional CNT/Sensus, divulgada hoje (22), em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam.

Os dados foram muito comemorados pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e pelos sindicatos de jornalistas. Para o presidente da FENAJ, Sergio Murillo de Andrade, este é melhor apoio
que a campanha poderia obter e o resultado da pesquisa renova as forças dos que estão lutando pela regulamentação profissional. “Esses números da pesquisa CNT/Sensus mostram que a população brasileira tem a real dimensão da importância do jornalismo para o País e que quer receber informações de qualidade, apuradas por jornalistas formados”.

Murillo afirmou, também, que esses dados ficam ainda mais importantes com a proximidade da votação da exigência do diploma pelo STF e espera que ministros percebam o desejo da sociedade. “O STF tem a chance de mostrar à população que anda junto com seus anseios, reconhecendo que
jornalismo precisa ser feito por profissionais com formação teórica, técnica e ética e que o jornalismo independente e plural é condição indispensável para a verdadeira democracia”.

A Pesquisa CNT/Sensus quis saber, também, o que a população acha da criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Para a pergunta: o sr. (a) acha que deveria ou não deveria ser criado um Conselho Federal dos Jornalistas, para a regulamentação do exercício da profissão no País – como as OAB’s para os Advogados e os CREA’s para os Engenheiros, o resultado foi que 74,8 % acham que o Conselho deveria ser criado, 8,3% que não deveria ser criado, para 6,5% depende e 10,4% não sabem ou não responderam.

A última pergunta relacionada ao tema foi sobre a credibilidade das notícias. Parte dos entrevistados, 42,7%, disseram que acreditam nas notícias que lêem, ouvem ou assistem, 12,2% que não acreditam, 41,6% que acreditam parcialmente e 3,5% não sabem ou não responderam.

A Pesquisa foi realizada de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho – PPT. A margem de erro é de mais ou menos 3%.

mec estuda: outros profissionais poderiam exercer o jornalismo

Deu na Folha, hoje:

O MEC (Ministério da Educação) estuda autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro Fernando Haddad (Educação) também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia.

Ainda neste mês, o ministro disse que vai constituir um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. “A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma.”

Ele disse à Folha que seu objetivo não é entrar na discussão travada no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Ministério do Trabalho sobre a obrigatoriedade do diploma, mas tratar da formação do jornalista. Do ponto de vista prático, se o STF –que deve julgar ação neste semestre– entender que o diploma de jornalista é obrigatório, a discussão se tornará inócua.

“No mundo inteiro as pessoas se formam nessa área, mesmo onde não há obrigatoriedade. Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional.”

Para um profissional formado em outra área ser habilitado ao diploma de jornalista, ele precisaria cursar disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação, disse ele.

Para Max Monjardim, chefe da comunicação do Trabalho, a discussão poderia se dar no grupo que discute a regulamentação da profissão, do qual participa: “Seria bom se o ministro indicasse algum representante da Educação para participar do grupo que já está funcionando [no Trabalho]”.

O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, considerou a proposta de Haddad “inoportuna”. Ele também participa do grupo criado pelo Trabalho. “É uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão.” A ANJ (Associação Nacional de Jornais) disse que não comentaria a idéia por ser só uma proposta e porque o assunto está sob o exame do STF.

No Supremo, o relator é Gilmar Mendes, que já autorizou profissionais da área a se registrarem sem possuir o diploma.

debate hoje sobre qualidade da imprensa catarinense

Acontece hoje à noite, a partir das 19h30, no Auditório do Centro de Vivência da Univali (em Itajaí-SC), um debate sobre a Qualidade da Imprensa Catarinense. A discussão reúne os professores Laura Seligman, Valquíria John e eu, que trarão suas turmas de alunos da sexta para uma atividade conjunta. O debate deve apresentar pesquisas em andamento sobre o tema e um balanço do projeto Monitor de Mídia, que acaba de completar sete anos.

Após o debate, teremos ainda o lançamento do livro “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”.

o futuro do jornalismo e o jornalismo futuro

Este é o tema de partida do 4º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, que acontecem juntos nos dias 17 e 18 de outubro no Ielusc, em Joinville (SC).

A programação pode ser consultada aqui.

São seis os Grupos de Trabalho:

(1) Atividades de Extensão;
(2) Pesquisa na Graduação;
(3) Projetos Pedagógicos e Metodologia de Ensino:
(4) Produção Laboratorial – Impressos;
(5) Produção Laboratorial – Eletrônicos;
(6) Ética e Teorias do Jornalismo

As normas de envio de trabalhos estão aqui.

Inscrições até 30 de setembro.

links imperdíveis

O relógio tem sido implacável por aqui (e no resto do universo, convenhamos).
Por isso, vou ser curto e grosso e listar os links que têm me deixado mais curioso nesta semana:

Para Paul Bradshaw, o problema dos jornais impressos não é bem a queda do número de leitores, mas o decréscimo na publicidade no meio. Por isso, ele enumera “10 ways that ad sales can save the newspapers”. Pessoalmente, não concordo com tudo, mas nesta fase de futurologia, acompanhar os palpites alheios é – no mínimo – divertido.

Diego Levis publicou na Razón y Palabra um artigo que se pergunta se a formação docente em TICs é o ovo ou a galinha. Vale ler!

Adriamaral avisa do novo site da Association of Internet Researchers (AOIR), e destaca o Guia de Ética em Pesquisa na web.

Alex Primo criou novo blog, mas não abandonou o antigo. A nova investida tem um foco bem claro: oferecer os primeiros passos para quem quer pesquisar Cibercultura. Útil, relevante e, agora, indispensável.

Manuel Pinto, com base em Henry Jenkis, lista oito mitos sobre os videogames.

Mindy McAdams repensa a educação para jornalistas. Para ler e guardar.

Por falar nesse assunto, passe pelo The Journalism Iconoclast e leia o que chama de “grande debate sobre o ensino de jornalismo”.

O aclamado e influente Jeff Jarvis oferece seus materiais pedagógicos sobre Jornalismo Interativo.

encontros de professores de jornalismo de sc e pr

Dias 17 e 18 de outubro acontece em Joinville a 3ª edição do Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e o 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina. Pra quem não sabe, os docentes dos dois estados resolveram “casar” seus eventos para fortalecer a área e dar mais visibilidade aos seus fóruns.

A coordenação geral é do professor Samuel Pantoja Lima, o Samuca, do Ielusc, com importante apoio da professora Maria José Baldessar, a Zeca, da UFSC.

Como nos anos anteriores e como no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, há diversos grupos de trabalho, focados nas mais diversas atividades docentes: Extensão, Pesquisa na Graduação, Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo, Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino, Produção Laboratorial (Eletrônicos e Impressos), além da reunião dos coordenadores de cursos.

Estão envolvidos professores de jornalismo da Unicemp, Unochapecó, Univali, UEL, Ielusc, Unidavi, UFSC, Unisul, Cesumar e Unicentro.

Mais informações em breve.

força total na campanha pelo diploma

(Clique para ampliar)

marques de melo fala sobre gêneros (a continuação)

Lia Seixas, conforme prometido, postou ontem a segunda parte da entrevista que fez com José Marques de Melo sobre os gêneros jornalísticos.

Aqui, você lê (ou ouve) a primeira parte .

(Aproveite pra ouvir a rádio do blog dela também. De primeira linha…)

jornalismo univali inaugura blog

O curso de Jornalismo da Univali abriu hoje à tarde o seu blog.

A iniciativa visa estreitar mais a comunicação entre alunos e professores, bem como difundir com mais rapidez e intensidade das produções do primeiro curso de Jornalismo do interior de Santa Catarina.

Se você sabe pouco do curso – que já tem 16 anos e formou mais de 600 jornalistas – ou não passou pelo blog, dê uma passadinha por lá: http://blogdojornalismo.wordpress.com

marques de melo fala dos gêneros jornalísticos

A perspicaz Lia Seixas entrevistou – no último sábado – o professor José Marques de Melo, a “maior referência brasileira no assunto gêneros jornalísticos”.

A primeira parte da entrevista foi ao ar hoje. Veja aqui.

A segunda virá na próxima terça.

(A entrevista, longa, com bom ritmo e com diversas surpresas, vale uma aula e um seminário sobre o tema)

ainda o ensino de jornalismo

Carlos Castilho postou em seu Código Aberto uma análise bastante balanceada do atual momento vivido por professores e alunos de jornalismo: grande oferta de vagas nas escolas, procura catalisada por modismos profissionais, mudanças graves na forma de ver e fazer jornalismo e a queda no número de postos de trabalho para os recém-formados são alguns dos elementos levantados por Castilho para concluir:

“Os professores de jornalismo, e eu sou um deles, não tem alternativas senão mudar o sistema de ensino para ampliar o tempo dedicado à atividades criativas em grupo, dando aos alunos melhores condições de entrar no mercado de trabalho, seja em empresas seja como autônomo”.

Concordo que mudança em métodos de ensino sejam iminentes, incontornáveis e inevitáveis. Estamos alterando nossa postura em sala de aula, diante dos alunos e dos desafios técnicos e pedagógicos que se apresentam. Nossos alunos já chegam à escola com a possibilidade de acesso a um grau de informação muito maior que anos atrás. Nossos alunos já chegam à escola dominando máquinas, softwares e sistemas que antes eram restritos aos profissionais. Nossos alunos, muitas vezes, estão mais atualizados em termos de novas tecnologias do que supomos.

Professores de disciplinas técnicas precisam refletir sobre o que lhes sobra nessa história toda.

Professores de disciplinas teóricas precisam pensar sobre que tipo de peso e influência suas disciplinas terão na formação desse novo profissional.

Coordenadores pedagógicos devem olhar para o alunado não mais como uma massa amorfa e passiva, mas como elementos ativos que chegam – inclusive – a sinalizar por onde ir.

Coordenadores de curso precisam traçar estratágias de gestão e condução que coordenem evolução de métodos, dinamicidade nos processos, diálogo com os setores produtivos, inovação e experimentação, formação crítica e insistência na formação ética.

Aos alunos caberia o quê? Ora, continuar na marcha pela ocupação de um lugar menos passivo no processo de ensino e aprendizagem. Parece pouca coisa, mas só isso já ajuda a redimensionar a escola e o papel do professor nesse cenário. Perdoem o clichê, mas é uma revolução.

pós em mídia e cultura na era digital

O Curso de Jornalismo da Univali está com inscrições abertas até 31 de março para a especialização “Mídia e Cultura na Era Digital”. Em nível de pós-graduação, o curso é voltado ao mercado de trabalho e dirigido aos profissionais das áreas de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) e da Educação e Cultura. Seu objetivo é aprofundar e analisar os fenômenos comunicacionais contemporâneos.

 

A pós-graduação é composta das seguintes disciplinas:

  • Jornalismo e Ética no século XXI
  • Mídia Digital
  • Linguagens Midiáticas
  • Mídia Regional
  • Mídia e Poder
  • Métodos de Pesquisa em Comunicação
  • Mídia e Educação
  • Mídia e Violência
  • Mídia e Cultura

O curso não exige a elaboração de uma monografia. Somente quem optar pela formação para o Magistério Superior terá que fazê-la. O investimento é de R$ 319,00 na inscrição e mais 16 parcelas de R$ 319,00. São 35 vagas e os ex-alunos da Univali têm 15% de desconto nas mensalidades. As inscrições podem ser feitas na Gerência de Pós-Graduação da Univali, na Rua Uruguai, 458 – centro, em Itajaí/SC. Outras informações podem ser obtidas através dos telefones 47-3341-7534 ou com o prof. Carlos Golembiewski, cel. 47-84210834.

Mais informações aqui.

contribuições ao seminário de jornalismo

Reproduzo notícia do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina 

As contribuições para os debates do II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico serão aceitas até 18 de março. O evento, marcado para Florianópolis, de 27 a 30 de março, juntamente com o I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo, será consultivo. O objetivo é elaborar atualizações dos dois programas a serem encaminhadas para deliberação no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, no mês de agosto, em São Paulo.

Profissionais, professores, estudantes, Cursos de Jornalismo e Sindicatos de Jornalistas inscritos devem encaminhar suas propostas para o e-mail formacao@fenaj.org.br . Os documentos-base para os debates são:

Programa Nacional de Projetos de Estágio Acadêmico 2006 

Programa de Qualidade de Ensino 2004

Os organizadores do evento solicitam que as contribuições a cada um dos programas sejam encaminhadas separadamente, que não ultrapassem cinco páginas cada uma e que sigam os formatos dos dois programas. Após o dia 18, as contribuições serão disponibilizadas no site da FENAJ para que os interessados possam analisá-las e imprimi-las”.

fórum de professores: hotsite

A Comissão Organizadora do 11º Fórum Nacional de Professores de Jornalismo manda avisar que já está na rede um hotsite do evento. Passe por lá!

www.fnpj.org.br/11-enpj

qualidade de ensino de jornalismo: eventos

Reproduzo:

eventos1.jpg

jornalismo online: ensino e princípios básicos

Mindy McAdams concluiu hoje o seminário que iniciou dia 11 no Poynter. O tema é mais do que interessante para professores de jornalismo e mesmo aqueles que se interessam sobre evolução pedagógica em tempos de web 2.0: Multimedia Journalism for College Educators. Mindy disponibilizou o material que produziu para esta atividade, veja aqui.

Para saber mais desses seminários do Poynter, vá por aqui.

Do Reino Unido, Paul Bradshaw fez a primeira de uma série de cinco postagens sobre os princípios básicos do jornalismo online. O autor começa com B, de Brevidade. Acompanhe por aqui.

Fiz questão de juntar as duas iniciativas neste mesmo post por várias razões: são contemporâneas (da mesma semana), vêm de lugares distintos (EUA e Inglaterra), de gerações distintas de autores e são muito, mas muito estimulantes para se pensar ensino, tecnologias, valores e práticas.

mais uma chamada de textos

Juliano Maurício, editor da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (REBEJ), manda avisar que a publicação está com chamada aberta a trabalhos para o seu terceiro número.

O prazo final para envio é 10 de março de 2008.

Informações: http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs/policies.php

ensino de jornalismo na áfrica

Pense em jornalismo. Agora pense na África. Isso: jornalismo na África. Mas vá adiante: pense em como se formam os jornalistas no continente esquecido. Isso… ensino de jornalismo na África.

Para saber mais sobre isso, há diversos artigos na edição 28 da revista African Journalism Studies, editada pela Universidade de Wisconsin.

Veja parte do índice desse número:

Journalism education as a vehicle for media development in Africa: The AMDI project
 
[Abstract] [PDF]  – Patrick M. McCurdy and Gerry Power

In search of journalism education excellence in Africa: Summary of the 2006 Unesco project
[Abstract] [PDF]  – Guy Berger

Contextualising journalism education and training in Southern Africa
[Abstract] [PDF] – Fackson Banda, Catherine M. Beukes-Amiss, Tanja Bosch, Winston Mano, Polly McLean, and Lynette Steenveld

Institutional and governmental challenges for journalism education in East Africa
 
[Abstract] [PDF] ]- Terje S. Skjerdal and Charles Muiru Ngugi

West African journalism education and the quest for professional standards
 
[Abstract] [PDF] – Folu F. Ogundimu, Olusola Yinka Oyewo, and Lawrence Adegoke

South African journalism education: Working towards the future by looking back
[Abstract] [PDF] – Nicolene Botha and Arnold S. de Beer

Revisiting the journalism and mass communication curriculum: Some experiences from Swaziland
 
[Abstract] [PDF] – Richard Rooney

Para chegar à edição na íntegra,
acesse aqui: http://ajs.uwpress.org