convergência midiática e mudanças na profissão de jornalista

Curto e grosso para dois links:

Converge Magazine é uma revista eletrônica brasileira que trata de transição de mídia, convergência e tecnologia. Na verdade, é um clipping de notícias, e pode ser adquirido por assinaturas.

Manuel Pinto disponibiliza em e-book gratuito as atas do seminário que realizou na Universidade do Minho e que tratou das mudanças na formação de jornalistas com as novas tecnologias. Baixe o livro aqui e leia, por exemplo, a conferência de Jane B.Singer.

realidade regional em comunicação: o livro

Clóvis Reis me avisa que o livro “Realidade Regional em Comunicação” acaba de sair. O volume, organizado por ele, reúne capítulos que tratam das origens e perspectivas da comunicação em Santa Catarina. O lançamento é da Edifurb, tem 156 páginas e custa R$ 28,00.

coleção de livros quer sistematizar teoria brasileira do jornalismo

O Mestrado em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina e a Editora Insular acabam de lançar “Jornalismo, fatos e interesses”, de Wilson Gomes, livro que inaugura a série Jornalismo a Rigor.

A série tem propósitos ousados. “Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual” e “procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente”, afirma o diretor da série, Eduardo Medistch. Os livros da série tendem a se fixar em aspectos conceituais, rompendo a dicotomia teoria-prática na medida em que se põem a enxergar a prática jornalística de uma outra maneira, com o intuito de transformá-la.

“Jornalismo, fatos e interesses” abre o caminho, e os editores pretendem lançar três ou quatro volumes a cada ano, atualizando a bibliografia brasileira sobre o jornalismo e apontando novos patamares para a discussão teórica. Autores internacionais também podem ser publicados, não se descarta. Os livros são voltados prioritariamente ao público acadêmico – alunos e professores da graduação e pós-graduação -, mas os títulos são extensivos também aos profissionais das redações que se dispõem a pensar a atividade.

O próximo volume será sobre padrões de qualidade no jornalismo, assinado por Carina Benedetti e com previsão de lançamento em maio no 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece em Belo Horizonte (MG). Outros títulos já estão no forno, informa o diretor da série Eduardo Meditsch.

notas de férias, porque elas estão no fim

Eu sei que talvez este post nem interesse à meia dúzia de meus leitores fiéis, mas isso aqui é um blog, né? O que significa dizer que também é um bloco de notas, um amontoado de registros cibernéticos…

Nesses dias de férias, não subi o Everest, não cacei tubarões no Pacífico Sul nem desmascarei agentes secretos da ABIN, inflitrados nos meus lugares de convívio social. Eu disse estar de férias, e essas coisas eu só faço quando estou mesmo a trabalho. Mas pra não dizer que minhas férias foram modorrentas, vi uns filminhos, li uns livrinhos, coloquei as correspondências em dia, joguei uns joguinhos e peguei muita praia. Já escrevi alguma coisinha sobre isso aqui, mas ofereço outro aperitivo:

(*) Neuromancer, o livro de William Gibson, é uma experiência impactante. Há pelo menos 15 anos eu queria lê-lo, desde que li Johnny Mnemonic, conto do mesmo autor e que gerou um filme homônimo com Keanu Reeves no papel-título. Lembro que a extinta revista General trouxe o conto encartado numa edição, num formatinho pocket, que arranquei de um amigo meu. Desde então, quis ler mais William Gibson, e só pude agora, numa edição comemorativa dos 25 anos do lançamento (e que traz um posfácio da amiga Adriana Amaral). Neuromancer é um choque no uso da linguagem, na capacidade imaginativa de se conceber pirações cibertrônicas, na intensidade narrativa e na capacidade de se manter em pé. (Nem Case deve ter vislumbrado ir tão longe…)

(*) Já escrevi aqui outras vezes: sim, sou um retardado. Só essa semana assisti a Onde os fracos não têm vez, que levou quatro Oscar ano passado. É um filme melancólico, vertiginoso, atordoante. Daqueles em que a gente passa por uma cena e ainda se pergunta se aquilo mesmo aconteceu ou se os diretores – no caso, os irmáos Cohen – estão aplicando algum golpe na platéia. Que nada! Não tem golpe. Tem cinema de sobra, de gente grande. Cinema que mostra que a vida é mais complicada do que os faroestes antigos mostravam.

(*) House voltou com a quinta temporada. O primeiro episódio – painless – é legalzinho, mas fraco para ser um abre. Se você não viu ainda, calma. Não há mudanças no hospital. Cudy continua tentando adotar um bebê + Kutner e Taub continuam sustentando a escada dos demais + Thirteen e Foreman não foram além daquele beijo + Wilson e Cameron quase nem deram o ar de sua graça + House salvou o dia.

(*) Já Lost está eletrizante. Os dois primeiros episódios vêm em grande forma, com mistérios, conexões improváveis e sacadas de roteiro inacreditáveis. Pra ser sincero, já nem esperava muito da série. Sabe por quê? Os produtores não têm pena da gente. Fazem 11 ou 12 episódios e depois ficam meses hibernando, e nisso, a nossa curiosidade provoca enfartos, surtos de histeria, etc… A série voltou tão boa que até tornei a ler spoilers

(*) Descobri uma nova poeta: Ana Elisa Ribeiro. Jorge Rocha, o ExuCaveiraCover, seu marido, me mandou Fresta por onde olhar, livro da moça que é muito bom. Confesso: tenho o maior preconceito com poetas e livros de poesia. Antes de me espancarem, eu explico: é que parece que todo o mundo escreve poesia ou sabe fazer isso. Então, a gente vê de tudo por aí, e o pior é o que impera. Tem pretensão, tem espalhafato, tem forçação de rima. Com Ana Elisa Ribeiro, não vi nada disso. Existe maturidade, existe bossa e malícia, e existe uma grande intimidade com as palavras.

(*) Bolt – o super-cão é surpreendente. Pra ser uma animação da Disney, vi pouquíssima mídia sobre ele. Mas o resultado é muito bom, muito divertido e tal. Assisti com uma criança de quatro anos e foi ela quem me arrastou pra fora da sala do cinema quando subiam os letreiros. Wall-E é melhor, mas não faz mal. Bolt tem bons diálogos, e uma excelente dublagem brasileira. Maria Clara Gueiros está ótima na voz da gatinha Mittens.

(*) Rygar – The Legendary Adventures é bonzinho, mas seus gráficos perdem muito para os jogos atuais do PlayStation. A história é bobinha: um gladiador com amnésia tem que salvar uma princesa sequestrada. Para isso, transita entre cinco ou seis mundos diferentes, enfrentando seres mitológicos dos mais diversos. O jogo é fácil, sem grandes evoluções. Tanto é que eu consegui zerar sem roubar (lendo detonados na internet…).

As férias não terminaram, e isso não é um balanço. É mesmo um sintoma de que estou aproveitando melhor os dias e as noites. Semana que vem retorno ao trabalho, não sem uma ponta de remorso. Pronto, falei!

50 livros sobre ética jornalística

A bibliografia que menciono abaixo, evidentemente, não é definitiva nem tampouco exaustiva. Como qualquer lista, é questionável e tem profundos aspectos pessoais. Mas de qualquer forma, são minhas indicações para leitura sobre o tema.

Divirta-se!

ABRAMO, C. A regra do jogo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988
ABRAMO, P. Um trabalhador da notícia. SP: Ed. Fundação Perseu Abramo, 1997
ALMINO, João. O segredo e a informação. Ética e política no espaço público. SP: Brasiliense, 1986
ANDRÉ, Alberto. Ética e Códigos de Comunicação Social. Porto Alegre: Sagra, 1994
ARBEX JR., José. Showrnalismo – a notícia como espetáculo. São Paulo: Ed. Casa Amarela, 2001
BALZAC, H. de. Os jornalistas. RJ: Ediouro, 1999
BARROS FILHO, Clóvis de. Ética na comunicação. Ed. Moderna
BERTRAND, Claude-Jean. A deontologia das mídias. Bauru: Edusc, 1999
BERTRAND, Claude-Jean. O arsenal da democracia. Bauru: Edusc, 2002
BRAJNOVIC, Luka. Deontologia periodistica. 2ª edición ampliada y reestructurada. Pamplona: Ed. Universidad de Navarra, 1978
BUCCI, Eugênio. Sobre ética e imprensa. São Paulo: Cia das Letras, 2000
CHRISTIANS, Clifford G. et al. Media Ethics – cases and moral reasoning. 5ª ed. Longman, 1998
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Ética no jornalismo. SP: Contexto, 2008
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Monitores de Mídia – Como o jornalismo catarinense percebe seus deslizes éticos. Univali-UFSC: 2003
CONTI, Mario Sérgio. Notícias do Planalto – A imprensa e Fernando Collor. SP: Cia. das Letras, 1999
CORNU, D. Ética da informação. Bauru (SP): Edusc, 1998
COSTA, Caio Túlio. O relógio de Pascal. SP: Siciliano, 1991
DI FRANCO, C. A Jornalismo, ética e qualidade. Petrópolis: Vozes, 1996
DINES, A. O papel do jornal. Uma releitura. 5ª ed. ampliada e atualizada. SP: Summus, 1986
DORNELES, Carlos. Deus é inocente, a imprensa não. SP: Globo, 2002
DORNELES, Carlos. Bar Bodega. SP: Globo, 2008
DUPAS, Gilberto. Ética e poder na sociedade da informação. 2ª ed. Revista e ampliada. SP: Unesp, 2001
ERBOLATO, M. Deontologia da Comunicação Social. SP: Vozes, 1982
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS. Formação Superior em Jornalismo. Florianópolis: Ed. UFSC, 2002
FRIEND, Cecilia and SINGER, Jane B. Online journalism ethics. London-New York: M.E.Sharpe, 2007
GOMES, Mayra Rodrigues. Ética e jornalismo – uma cartografia dos valores. São Paulo: Escrituras, 2002
GOODWIN, H. Eugene. Procura-se: ética no jornalismo. Rio de Janeiro: Nórdica, 1993
HERRÁN, M.T. & RESTREPO, J.D. Ética para periodistas. 2ª edición aumentada. Bogotá: TM Editores, 1995.
HULTENG, John L. Os desafios da comunicação: problemas éticos. Florianópolis: Editora da UFSC, 1990
KARAM, F. J. Jornalismo, ética e liberdade. SP: Summus editorial, 1997
KARAM, F. J. Ética Jornalística e Interesse Público. SP: Summus, 2004
KUCINSKI, B. Jornalismo na era virtual. SP: Ed. Fund. Perseu Abramo, 2004
KUCINSKI, B. A síndrome da antena parabólica. SP: Fund. Perseu Abramo, 1998
MALCOLM, Janet. O jornalista e o assassino – uma questão de ética. São Paulo: Cia das Letras, 1990
MARCÍLIO, M.L. & RAMOS, E.L. (orgs.) Ética na virada do milênio. 2ª ed. Rev. Amp. SP: Editora LTR, 1999
MARX, Karl. Liberdade de Imprensa. Porto Alegre: L&PM Editores, 1999
MEYER, P. A ética no jornalismo . Rio de Janeiro: Forense, 1989
NALINI, José Renato. Ética Geral e Profissional. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997
NERY, Sebastião. Grandes pecados da imprensa. São Paulo: Geração Editorial, 2000
NOBRE, F. Imprensa e liberdade – os princípios constitucionais e a nova legislação. São Paulo: Summus
PAIVA, Raquel (org.) Ética, cidadania e imprensa. Rio de Janeiro: Mauad, 2002
PERUZZO, Cicília M.K. & KUNSCH, Margarida M.K. (orgs.) Transformações da comunicação: ética e técnicas. Vitória: Intercom/UFES/Prefeitura Municipal de Vitória, 1995
RAMONET, Ignácio. A tirania da comunicação. Petrópolis: Vozes, 2001. 2ª edição
SÁ, Adísia. O jornalista brasileiro. 2ª ed. Rev. e ampliada. Fortaleza: Ed. Fund. Demócrito Rocha, 1999
SCHMUHL, Robert. As responsabilidades do jornalismo. Rio de Janeiro: Nórdica, 1987
SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. São Paulo: Senac, 2000
SILVA, Juremir Machado da. A miséria do jornalismo – As (in) certezas da mídia. Petrópolis: Vozes, 2000
TOFFOLI, Luciene. Ética no Jornalismo. Petrópolis: Vozes, 2008
TRALLI, César. Olhar crônico. São Paulo: Globo, 2001
WAINER, Samuel. Minha razão de viver. Rio de Janeiro: Record, 1987

o futuro da música: um livro de graça!

Sergio Amadeu da Silveira e Irineu Franco Perpetuo lançam no próximo dia 22 no Campus Party “O futuro da música depois da morte do CD”, livro que organizaram e que dá uma geral na área que tem sofrido abalos sísmicos frequentemente com a chegada das novas tecnologias.

Ficou curioso? Baixe o livro então. É de graça!

http://www.futurodamusica.com.br

livro sobre blogs: prontinho pra baixar

Agora, sim!!!

Aqui: http://www.sobreblogs.com.br

livro disseca o fenômeno dos blogs no brasil

capalivroblogsOs blogs já existem há mais de dez anos e têm se espalhado com rapidez e força que impressionam. Já existem no mercado brasileiro alguns títulos que tratam do assunto. Blog, de Hugh Hewitt, e Blog: Comunicação e Escrita Íntima na Internet, de Denise Schittine, são dois deles que merecem atenção.

Mas na próxima semana chega à web um volume que atualiza a bibliografia e oferece muita informação sobre o tema: Blog.com: Estudos sobre Blogs e Comunicação. Coerente com o seu objeto, o livro organizado por Adriana Amaral, Raquel Recuero e Sandra Montardo não desembarca nas estantes e livrarias, mas segue direto para um site, para um espaço virtual onde poderá ser lido, baixado, compartilhado. Naturalmente, esta escolha não se deve apenas ao reforço da coerência, mas também às dificuldades de viabilização do projeto numa editora convencional, de suporte papel. A Momento Editorial responde pela edição em PDF que tem doze capítulos, mais prefácio e posfácio, distribuídos em 293 páginas.

O livro será lançado oficialmente no próximo dia 22 de janeiro, em meio ao Campus Party, e até o início da semana já estará à disposição no site: http://www.sobreblogs.com.br

A disponibilidade do livro gratuito na web amplia o seu acesso e faz ventilar com mais força as idéias ali contidas. Num mercado editorial como o nosso, carente de títulos inovadores e em língua nativa, isso é pra lá de muito bem vindo.

Para quem não sabe, as organizadoras não apenas estudiosas dos blogs, mas blogueiras contumazes, daí a sua familiaridade com a coisa e a facilidade com a qual conseguiram reunir relatos e textos de diversas partes. O prefácio é assinado por André Lemos, o principal pesquisador em cibercultura no país, e o posfácio é de Henrique Antoun, também um nome de peso na área. O sumário você confere abaixo:

SEÇÃO I – BLOGS: DEFINIÇÕES, TIPOLOGIAS E METODOLOGIAS

Blogs: mapeando um objeto – Adriana Amaral, Raquel Recuero e Sandra Portella Montardo

Ciberespaço e a escrita de si na contemporaneidade: repete o velho, o novo blog? – Rosa Meire Carvalho de Oliveira

Teoria e método na análise de um blog: o caso Mothern – Adriana Braga

A vitória de Pirro dos blogs: ubiqüidade e dispersão conceitual na web – Marcelo Träsel

Práticas de blogging na blogosfera em língua alemã: resultados da pesquisa “Wie ich blogge?!” – Jan Schmidt

SEÇÃO II – USOS E APROPRIAÇÕES DE BLOGS

O movimento Cansei na blogosfera: o debate nos blogs de política – Cláudio Penteado, Marcelo dos Santos e Rafael Araújo

Contribuição dos blogs e avanços tecnológicos na melhoria da educação – Helaine Abreu Rosa e Octávio Islas

Pedagogia dos blogs: posts sobre o uso da ferramenta no ensino de jornalismo – Rogério Christofoletti

Blogosfera X Campo Jornalístico: aproximação e conseqüências – Leonardo Foletto

Blogs como nova categoria de webjornalismo – Juliana Escobar

Os blogs na web 2.0: publicação e organização coletiva de informação – Maria Clara Aquino

Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade – Fernando Firmino da Silva

Imperdível.

meme dos livros

Adriamaral me mandou esse meme. Peguei, fiz e repasso pro Dauro, pro Mauricio, pro Frank … e já tá bão

1. Livro/autor(a) que marcou sua infância:

  • Todos os da Coleção Vagalume
  • Os doze trabalhos de Hércules – na visão de Monteiro Lobato e com o pessoal do Sítio do Pica-Pau Amarelo
  • O menino do dedo verde – Maurice Druon
  • Histórias das mitologias grega e romana

2. Livro/autor(a) que marcou sua adolescência:

  • V for Vendetta – Alan Moore
  • Watchmen – Alan Moore
  • Batman Ano Um – David Mazzuchelli e Frank Miller
  • Asilo Arkham – Grant Morrison e Dave McKean
  • Cavaleiro das Trevas – Frank Miller
  • Claro Enigma e A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
  • Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
  • Assim Falava Zaratustra – Friedrich Nietzsche

3. Autor(a) que mais admira:
Shakespeare, Nietzsche, Borges, Fernando Pessoa, Beckett, Foucault, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Vinicius de Morais, Cecília Meireles, João Guimarães Rosa, são tantos…

4. Autor(a) contemporâneo:
Contemporâneo é gente viva? Se é, lá vai:

  • Gabriel Garcia Márquez
  • António Lobo Antunes
  • José Saramago
  • Luiz Alfredo García-Roza
  • Bernardo Carvalho
  • Milton Hatoum
  • Carlos Heitor Cony
  • Rubem Fonseca
  • Raduan Nassar

Acho que estou esquecendo alguém…

5. Leu e não gostou

  • Iracena – José de Alencar
  • Feliz ano velho – Marcelo Rubens Paiva
  • Discurso Filosófico da Modernidade – Jurgen Habermas
  • Vida de Gato – Clarah Averbuck
  • Qualquer texto de Marta Medeiros

Tem mais, mas geralmente quando não gosto, abandono a leitura. Ela é prazer, não tormento…

6. Lê e relê:

Eu nunca releio. Há tanta coisa pra ser lida que sinto estar perdendo tempo…

7. Manias:

  • Ficar horas olhando as prateleiras de livrarias como se as estivesse escaneando
  • Sublinhar frases, anotar as que eu gostaria de ter escrito
  • Quando o livro é novinho em folha, cheirá-lo na capa e no miolo
  • Evitar emprestar livro. Na verdade, o empréstimo pode virar seqüestro, e sem a garantia de que o raptado volte…

o filho eterno

Acabo de ler o romance brasileiro mais premiado do ano, “O filho eterno”, de Cristovão Tezza. Para se ter uma idéia, o livro levou o Jabuti, o Portugal Telecom, o APCA e mais outros prêmios neste ano. Para além dessas credenciais, o livro crava – se alguém tinha alguma dúvida, ela foi dissipada -, crava o nome do seu autor entre os mais importantes na literatura contemporânea.

Em seu lançamento anterior, “O fotógrafo”, Tezza já havia amealhado prêmios importantes, mas com “O filho eterno”, o catarinense radicado em Curitiba lavou a égua. Despontou já um pouco depois da metade do ano como o lançamento de 2008, causando impacto entre críticos e leitores.

Muitos motivos devem ter levado a isso. A qualidade da escrita de Tezza, a pungente história que conta naquelas páginas, a zona porosa que sedimenta entre literatura e realidade… Os críticos, os entendidos podem explicar melhor, eu nem ousaria. Mas eu queria só dividir algumas impressões e sensações que tive ao ler esse belíssimo livro.

o-filho-eternoUma resenhinha de duas linhas diria que “O filho eterno” conta como um escritor reage e reconstrói sua própria vida ao saber que seu tão esperado primeiro filho nasce com Síndrome de Down. Sem pieguice, sem superficialidade e contra qualquer hipocrisia, Tezza constrói um romance-espelho que incomoda pela sinceridade do mal-estar causado, pela vergonha honestamente exposta. Narrado em terceira pessoa, a história esmiuça os sentimentos do jovem escritor que se vê diante de uma espécie de trapaça do destino, um acidente genético que lhe impõe um filho diferente de suas projeções.

Deixa explicar um detalhe: o próprio Tezza tem um filho com trissomia no cromossomo 21, isto é, a anomalia genética dos antigamente chamados “mongolóides”. Esse detalhe do autor contagia inevitavelmente nossa leitura, provocando a pantanosa zona que mescla testemunho e literatura, memória e invenção, relato e construção. E é entre a nossa dúvida e a página seguinte que se avança conhecendo os sentimentos do pai diante do filho cujo mundo tem um diâmetro de dez metros, não mais que isso. O filho preso no próprio mundo, a corrida de cavalos a que o pai se induz para estimular o desenvolvimento do menino, a confusão de sentimentos que demole e reergue o pai todos os dias. “O filho eterno”, na minha leitura, me conta muito mais do pai do que do filho.

Um filho dependente de quase tudo, sem autonomia, ignorante das abstrações mais básicas como as noções de presente, passado e futuro. Um pai espremido entre o desejo de normalidade, a sobrevivência difícil de quem escolhe as letras para fazer os seus passos e a tentativa de compreender a vida e de como ela nos faz ser o que somos.

Por quase duzentas páginas, eu me perguntei se aquele pai amava seu filho. Ficava revirando as linhas na tentativa de algum sentimento que não fosse a compaixão, o remorso, a irritação… mas talvez o ato de escrever seja – mais do que o de ler – uma maneira de entender o que se passa em nossa cabeça, em nosso coração. E talvez, então, Tezza ou o escritor do livro – não importa! – se disponham a escrever para tentar exorcizar as sombras de algum ressentimento e vislumbrar os contornos mais nítidos do que ficou diante daquela experiência. Se foi assim, a viagem é melhor que a chegada ao destino, como sempre.

A afetividade como compreensão do mundo e das coisas, a literatura como a revelação das essências que ajudam a nos constituir, a literatura como resultado do borramento entre a ficção e a realidade… se assim é, assim me ficou. A autoria é uma paternidade. A escritura é uma forma de romper o ciclo de vida e morte. A literatura é uma maneira de eternizar as coisas e as gentes. Ao escrever sobre o filho daquele escritor, Tezza imortaliza aquela filiação, mas eterniza também o pai que é um substrato de sua relação com o menino. O pai aprende a ser pai com o filho. O menino é o pai do homem. Nessa deliberada confusão entre paternidade e literatura, entre o dever de ser pai e o ofício de ser escritor, Cristovão Tezza oferece uma nova dimensão dos retratos paternos que temos na literatura. Kafka pintou o velho Hermann como um déspota maldito em “Cartas ao Pai”; Paul Auster assumiu escrever para não esquecer em “A invenção da solidão”; Carlos Heitor Cony romantiza, idealiza e mitifica um pai a ser idolatrado em “Quase memória”… Cristovão Tezza exibe a fragilidade, a incerteza, a solidão e o aprendizado que é ser pai.

josenildo guerra lança importante livro para o jornalismo

Josenildo Luiz Guerra, professor da Universidade Federal de Sergipe, convida para lançamento de seu livro “O percurso interpretativo na produção da notícia: verdade e relevância como parâmetros de qualidade jornalística”.

O lançamento acontece amanhã, dia 4 de dezembro, às 18 horas, no hall da Reitoria a UFS, em Aracaju.

ATUALIZAÇÃO: Josenildo avisa que pedidos do livro podem ser feitos pelo email percurso.interpretativo@gmail.com

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lançamentos para ficar de olho

Juntei um punhado de títulos de livros que estão chegando às livrarias e que merecem a maior atenção para quem estuda, pesquisa ou se interessa por jornalismo.

Demétrio Soster, Angela Fellipi e Fabiana Piccinin organizaram “Edição de imagens em jornalismo”, segundo livro que aborda o tema – sempre raro – da edição na área.

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Luciene Tófoli faz uma oportuna e bem-vinda reflexão acerca do novo Código de Ética dos jornalistas brasileiros em “Ética no Jornalismo”. O livro se insere numa coleção da Editora Vozes sobre ética das profissões.

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Mauri König é um dos jornalistas brasileiros mais premiados nacional e internacionalmente. Atuando fora do eixo Rio-São Paulo, Mauri vem fazendo um trabalho excepcional no Paraná. Em “Narrativas de um correspondente de rua”, ele reúne algumas das reportagens que lhe renderam prêmios e homenagens. Contundente!

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Roseméri Laurindo adaptou sua tese de doutorado, resultando em “Jornalismo em três dimensões: singular, particular e universal”, onde discute a autoria no jornalismo e retoma a teoria do jornalismo de Adelmo Genro Filho.

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Eduardo Meditsch e Valci Zuculoto organizam o segundo volume de “Teorias do Rádio”, onde convocam os principais pesquisadores do meio no país para revisitar textos seminais da área e refletir sobre eles em perspectiva.

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gaveta do autor, atualizada a edição

Acesse: http://www.gavetadoautor.com

gavvvvvvv

ética no jornalismo, um livro

A Editora Contexto coloca, esta semana, nas principais livrarias do país meu mais recente livro: “Ética no Jornalismo”. Nele, tento reunir algumas das discussões que venho tendo nos últimos nove anos sobre o assunto, tanto com profissionais quanto com pesquisadores e meus alunos nesta disciplina. O livro, portanto, é resultado de um processo de muito aprendizado e crescimento.

Com 128 páginas, o livro aborda dilemas éticos em coberturas especializadas (como as de política e economia, de esportes ou cultura, entre outras), discute o papel dos códigos e das comissões de ética, e ainda inicia um debate sobre o impacto das novas tecnologias na ética jornalística.

Para ler ver o sumário do livro, acesse aqui.

Para conferir a apresentação, clique aqui.

Para comprar, vá ao site da editora.

é daqui a pouco…

… o lançamento de “Observatórios de Imprensa: Olhares da Cidadania” no campus da Quintino da Unama, aqui em Belém (PA). O evento é aberto ao público, começa às 17h30, e terá ainda a presença de três das autoras do volume: Ana Prado, Danila Cal e Vânia Torres, professoras da Universidade da Amazônia.

O livro foi organizado por mim e Luiz Gonzaga Motta, é editado pela Paulus e tem 230 páginas.

O pessoal do Jornalismo da Unama até produziu um material para o lançamento: cartazlancamentolivro

Amanhã, sábado (20), faremos o lançamento no Hangar, em plena Feira Pan-Americana do Livro, na Exposição 200 anos da Imprensa no Brasil, organizada pela CDN e patrocinada pela Vale. É às 19h30.

o futuro do livro (eu sei, de novo…)

Quer ver mais um daqueles protótipos de como serão os livros num futuro próximo?

A Wired mostra aqui.

mais lançamentos de “Observatórios de Mídia”

19 de setembro, às 17h30
Universidade da Amazônia – Unama
Belém – PA

30 de setembro, às 21 horas
Universidade do Vale do Itajaí – Univali
Semana de Comunicação do Caicom
Itajaí – SC

13 de outubro, às 19 horas
Livraria Cultura, em Brasília (DF)

17 de outubro, às 21h30
Ielusc
Fórum de Professores de Santa Catarina e Paraná
Joinville – SC

18 de outubro
Fórum de Professores de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso
Brasília

livros grátis no monitor de mídia

O Monitor de Mídia disponibilizou mais três e-books, reunindo boa parte de sua produção desde 2001. TODOS DISPONÍVEIS NA SEÇÃO BIBLIOTECA MONITOR.
Jornalismo: a tela, a lousa e a quadra
128 páginas (2,2 Mega)

 Ética e Mercado no jornalismo catarinense
152 páginas (4,46 Mega)

 Jornalismo: Olhares de dentro e de fora
141 páginas (4,1 Mega)

debate hoje sobre qualidade da imprensa catarinense

Acontece hoje à noite, a partir das 19h30, no Auditório do Centro de Vivência da Univali (em Itajaí-SC), um debate sobre a Qualidade da Imprensa Catarinense. A discussão reúne os professores Laura Seligman, Valquíria John e eu, que trarão suas turmas de alunos da sexta para uma atividade conjunta. O debate deve apresentar pesquisas em andamento sobre o tema e um balanço do projeto Monitor de Mídia, que acaba de completar sete anos.

Após o debate, teremos ainda o lançamento do livro “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”.

livros de graça… em 50 sites!

O Education Portal disponibilizou endereços de cinquenta sites na internet que permitem baixar livros completos gratuitamente e em diversos idiomas.

As referências estão divididas em “Livros de Ficção e Não-Ficção”, “Livros-Texto e Livros de Educação”, “Áudio-books” e “Livros de referência”.

Veja e baixe!

lançamentos de “observatórios de mídia: olhares da cidadania”

Atualize a sua agenda. Temos lançamentos do livro em diversas partes.

[@] 04 de setembro, às 16h15, no 3º Publicom, em Natal (RN)

[@] 05 de setembro, às 19h30, na Univali, em Itajaí (SC)

[@] 13 de outubro, às 19 horas, na Livraria Cultura, em Brasília (DF)

[@] 18 de outubro, no 2º Fórum de Professores de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, em Brasília

agenda de lançamentos

“Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania” começa a chegar nas principais casas do ramo.

O primeiro lançamento já tem lugar, data e hora:

Dia 4 de setembro, às 16h15, no 3º Publicom, o encontro de editores e autores dos congressos da Intercom.

O 31º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação acontece em Natal, de 2 a 6 de setembro.

Depois, devemos lançar o livro em Belém (PA), Itajaí (SC), Brasília (DF), São Bernardo do Campo (SP), e em outras latitudes…

observatórios de mídia: lançamento!

Chega às principais livrariarias do país esta semana o volume “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”, que organizei com o professor Luiz Gonzaga Motta.

O livro sai pela Paulus e conta com 230 páginas. É uma reunião de textos de 17 pesquisadores brasileiros, de todas as regiões do país, e que compõem a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), surgida em 2005. O prefácio é assinado pelo jornalista Alberto Dines, fundador do Observatório de Imprensa.

Veja o sumário:

Introdução

A cidadania se mobiliza para monitorar a mídia

Parte 1 – Por que observar?

Observatórios: da resistência ao desenvolvimento humanoLuiz Gonzaga Motta

A mídia e a construção do cotidiano: uma epistemologia do social-midiático – Wellington Pereira

Monitoramento de mídia e estratégias de cooperação com as personagens da notícia: a importância do diálogo informado com a imprensa nos processos de desenvolvimento – Guilherme Canela

Parte 2 – Como observar?

Ver, olhar. Observar – Rogério Christofoletti

Monitorando telejornais: desafios e perspectivas – Fernando Arteche Hamilton

Por que os observatórios não observam “boas práticas”? – Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira Paulino

Crianças e adolescentes em pauta: observando a mídia na Amazônia – Ana Prado, Danila Cal e Vânia Torres

Parte 3 – Passado, presente e futuro

Pequena história da crítica de mídia no Brasil – Angela Loures

Um observatório, mais observatórios – Luiz Egypto e Mauro Malin

O futuro do jornalismo: democracia, conhecimento e esclarecimento – Victor Gentilli

Media Literacy na Inglaterra e no Brasil – Danilo Rothberg e Alexandra Bujokas

Notas da vigilância – Avery Veríssimo

o destino do jornal: um livro, um comentário e muitas questões

Acabo de ler “O destino do jornal”, livro de Lourival Sant’Anna, editado pela Record. A leitura é rápida, o texto é claro e atraente, e o assunto – o leitor deste blog já sabe – me interessa muito. Mas para além dessas rápidas impressões, muitas outras coisas ficam dessa leitura.

A primeira delas é que o livro vem em boa hora, afinal é rara no Brasil a bibliografia que discute jornalismo pelo prisma de negócio, pela vertente mais mercadológica. Parece reinar entre nós um pudor ao tratar de notícias e informações como produtos. Como eu disse, há pouquíssimas obras que se debruçam sobre o nosso jornalismo sem melindres para analisá-lo pela ótica de um mercado, de uma indústria. Vém-me à cabeça o livro da Cremilda Medina – “Notícia: um produto à venda” -, mas que foi editado há pelo menos duas décadas. Outros títulos poderiam ser aqui citados, mas a ligação que faço entre “O destino do jornal” é com outro livro: “O papel do jornal”, de Alberto Dines.

Essa correspondência se faz para mim por algumas razões um tanto óbvias: os dois livros partem de ambientes de crise para discutir jornalismo, sua natureza e seu futuro. Os dois livros concentram-se nas empresas nacionais do ramo. Os dois livros já nasceram como clássicos porque, mesmo tratando de questões conjunturais, não deixam de considerar os aspectos estruturais que afetam o negócio do jornalismo. Se o gatilho de Dines havia sido a alta do papel de imprensa nos anos 70, o de Sant’Anna é a alardeada queda nas tiragens dos jornais, detectada no mundo todo, mas com algum respiro visível por aqui na última década.

É verdade que talvez o livro de Dines tenha mais perenidade que o de Sant’Anna, mas os dois volumes não apenas nos convidam a pensar em soluções para esse negócio de vender informações, como também nos incitam a discutir o próprio destino de um meio que sempre foi capital para as sociedades democráticas.

Aspectos como rentabilidade, equilíbrio contábil, busca de receitas e inovação tecnológica são tratados por Sant’Anna na mesma proporção de que se defrontam com “bens intangíveis”, como prestígio, credibilidade e fidelidade do leitor.

O livro de Dines nasceu de suas reflexões à época, enquanto que o de Sant’Anna é a versão livresca de sua dissertação de mestrado. Dines não foca sua análise num meio em especial, mas Sant’Anna se pergunta como três dos maiores jornais brasileiros – a Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo – vêm enfrentando um cenário de concorrência maior (com a web, as revistas e a TV a cabo), de mudanças nos hábitos de consumo dos leitores (queda no tempo de leitura e diminuição de tiragens pelo mundo afora) e de necessidade de adaptação e inovação tecnológica.

Outro dia, mencionei o livro de Philip Meyer – “Os jornais podem desaparecer?” -, ressaltando a necessidade de termos uma reflexão brasileira sobre essa transição de mídia tão ruidosa. Bem, o livro de Sant’Anna vem neste sentido, sem esgotar a questão, evidentemente. Poderá abrir espaço para novos lançamentos e discussões. O acento de Sant’Anna – entre o acadêmico e o profissional – também é muito bem vindo, já que essa oposição é improdutiva, preconceituosa e limitante.

Ontem mesmo, meu chapa PHSousa comentou a entrevista de Rosenthal Calmon Alves ao Estadão. PH escreve:

Eu acho que devem abandonar o hard news, que fica para TV e internet. Os jornais de papel devem se voltar para reportagens menos factuais. O que você acha?

Bem, não penso muito diferente, apesar de ter uma certeza: o problema é complexo. Isto é, diversas variáveis incidem na sobrevivência de alguns meios e na própria convivência das diferentes mídias. Não se pode deixar de lado, por exemplo, o conjunto de movimentos na audiência e nos hábitos de consumo. O Pew Research Center for the People and Press publicou esses dias um estudo muitíssimo interessante sobre as mudanças que a audiência vem exibindo a partir do desenvolvimento de novas mídias. O relatório da pesquisa, em suas 129 páginas, aponta para diversas “chaves” para o entendimento do cenário da mídia, a norte-americana, mas que pode se projetar por aqui também.

O estudo mostra que as notícias online ainda está em compasso de crescimento, mas mostra ainda que os consumidores de informação cruzam as mídias, buscam integrá-las em sua dieta informacional, entre outros aspectos.

Gestores e jornalistas precisam estar atentos a isso.

Ao mesmo tempo, ReadWriteWeb aponta para o NewsCred, sistema que promete distribuir as notícias com mais credibilidade, agregando conteúdos de diversos meios. É semelhante ao Digg e ao NewsTrust. Mas quem está por trás do NewsCred se apressa em mostrar as diferenças:

We love Digg and other social ranking sites, but NewsCred is completely different. We are using technology and the ratings from our user community to select the most credible articles. NewsCred selects quality, while Digg presents popularity. This is a fundamental difference in our approach, and we feel this difference is what will change the way we access news content forever.

We’re taking content from traditional, mainstream new sources, combining them with established blogs, and selecting only the highest quality articles that are relevant to you. We’re throwing in some real innovation to make the selection and filtering process the easiest you’ll see on the web, and fun too.

Esta é uma solução? Não sabemos ainda. O fato é que a corrida já está acelerada. Tem muita gente preocupada com o futuro dos jornais, com o presente da internet. O 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que aconteceu esta semana, não se esquivou dessas questões. O discurso em uníssono é o de que qualidade e credibilidade andam juntas, mas deve -se atentar sempre para as questões de equilíbrio financeiro. Mesmo assim, os proprietários de jornais têm sorrido de orelha a orelha. A carta de abertura do evento, dirigida aos empresários do setor, não poderia ser mais otimista:

Depois do excelente desempenho do ano passado, quando tiveram aumento de circulação de 11,80% e subiram sua participação no bolo publicitário para 16,28%, os jornais brasileiros continuam a exibir números muito positivos. O mais recente levantamento do Projeto Inter-Meios, principal referência do mercado brasileiro, mostrou que no primeiro trimestre de 2008 os investimentos publicitários nos jornais cresceram 23,72%, comparando-se com igual período do ano passado. Com isso, em março a fatia dos jornais no bolo publicitário chegou a 19,40%.

Então, o livro de Lourival Sant’Anna está vendo fantasmas onde eles não existem?

Claro que não. O livro traz alertas, coloca o dedo nas feridas e deixa nervos expostos. O mercado brasileiro não está isolado numa bolha de prosperidade, blindado contra crises. Há questões estruturais que já afetam a indústria dos jornais por aqui. Sant’Anna não é o arauto do apocalipse, mas está de olho.

10 livros de jornalismo investigativo (após dauro veras)

Meu chapa Dauro Veras lista dez livros sobre jornalismo investigativo (ou não) que merecem nota.

Não, ele não quis criar um meme, mas vou na cola.

Listo mais dez:

1. Hiroshima, de John Hersey

2. Meninas da noite, de Gilberto Dimenstein

3. Fábrica de notícias, de Günther Wallraff

4. Watchdog journalism in South America, de Silvio Waisbord

5. Morcegos negros, de Lucas Figueiredo

6. Todos os homens do presidente, de Bob Woodward e Carl Bernstein

7. O homem secreto, de Bob Woordward

8. Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, de Philip Gourevitch

9. Murro na cara, de Vitor Paolozzi

10. Notícias do Planalto, de Mario Sergio Conti

gaveta do autor, atualizado

Acesse: http://www.gavetadoautor.com

estão lendo mais no brasil, e a culpa é da escola

É verdade que a metodologia mudou e que há quem desconfie dos números. Mesmo assim, os resultados da segunda edição dos “Retratos da Leitura no Brasil”, pesquisa feita pelo Ibope Inteligência para o Instituto Pró-Livro, mostram alguns números alentadores e direções inequívocas para as políticas de leitura no Brasil.

A melhor notícia é o aparente aumento do índice médio de leitura dos brasileiros com mais de 15 anos e pelo menos três anos de escolaridade, que dobrou em sete anos: de 1,8 para 3,7 livros per capita anuais. Aparente porque esse nicho é o único que permite algum tipo de comparação com a primeira edição da pesquisa, realizada em 2000/2001. Naquela oportunidade, foram ouvidas pessoas, em 44 municípios e 19 Estados, que, em projeção, representavam os hábitos de 86 milhões de brasileiros, ou 49% da população total do país então.

O trecho acima é da reportagem Fotografia do óbvio, que saiu na revista Educação, e que mostra que

A pesquisa evidencia a importância da família e da escola na formação de leitores. Para 49%, a mãe é a principal incentivadora, superando o professor (33%). Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% citam as mães como maior fonte de estímulo. E, em que pese a importância da escola, identificada como palco privilegiado para a formação de leitores, o estudo também revela que a instituição falha em seu papel de promover o letramento para além das atividades escolares, pois a leitura despenca com a saída da escola.

livro-bomba na web

Se você está em Santa Catarina tem acompanhado a história. Se não, a situação é a seguinte:

– A Polícia prendeu o dono de uma revista, acusado de estar extorquindo o governo do Estado.

– O empresário argumenta que vendeu serviços ao governo e estava cobrando dele mais de um milhão de reais.

– O governo desmente e diz que o empresário ameaçava publicar um livro com os podres da gestão de Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

– Detalhe: a revista em questão é a Metrópole, de Blumenau, um dos pivôs de um processo que pedia a cassação do governador.

Entre uma versão e outra, claro que a população está desinformada.

O livro-bomba não foi publicado, não circula pelas livrarias de Santa Catarina. Mas se você é muito curioso ou preocupado com as coisas daqui, leia o livro. Ele foi escaneado e pode ser lido no Cangablog.

propaganda no rádio: lançamento de livro

Meu amigo Clóvis Reis convida:

amanhã, dia 11, às 19 horas na Biblioteca da Furb – Blumenau -, ele lança seu livro Propaganda de rádio: os formatos dos anúncios.