encontro de professores de jornalismo, lá vou eu!

Começa hoje em Belo Horizonte a 12ª edição do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, promovido pelo FNPJ. O evento acontece em três instituições de ensino da capital mineira: Faculdades Pitágoras, UNA e Uni-BH. São 76 trabalhos divididos em seis grupos de pesquisa. Já estou em Minas para participar do encontro, onde apresento o trabalho “Formação ético-profissional: presença e evolução nos currículos de um curso de Jornalismo” no GP Ensino de Ética e de Teorias de Jornalismo.

Na medida do possível, vou postar algumas informações por aqui, ou mesmo pelo twitter. Mas o leitor não se engane: na ordem do dia, devem estar nas rodas de discussões dois assuntos. A proximidade do julgamento pelo STF da polêmica do diploma e o trabalho da comissão que trabalha nas Novas Diretrizes Curriculares para os cursos de Jornalismo.

(Aliás, o próprio evento conta com blog e com twitter para manter sua cobertura. Acompanhem!)

crítica de mídia, o estado da arte

Reproduzo um super convite:

Como tem sido feita a crítica da mídia no Brasil?

Doze anos após o lançamento do primeiro site de media watching, o Observatório da Imprensa, a análise crítica sobre a cobertura jornalística se consolidou no Brasil. Desse pontapé inicial, multiplicaram projetos de crítica da mídia em diferentes regiões do país. Eles se propõem a realizar diagnósticos do que é produziro nas redações e abrir espaço para discussões entre diferentes setores da sociedade – a comunidade acadêmica, o mercado de trabalho, as entidades corporativas e os consumidores de produtos informativos.

Tendo esse cenário como pano de fundo, o Observatório Mídia&Política, coordenado pelo Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, quer discutir o estado da arte da crítica da mídia no Brasil. Este é o tema de edição que será lançada em maio de 2009. Convidamos pesquisadores, jornalistas, analistas e observadores da mídia a discutir o assunto, relatar sobre suas experiências, enfim, fazer uma crítica da crítica da mídia no país.

As normas de redação e outras informações estão no site Mídia&Política ou http://www.midiaepolitica.unb.br/normas.htm. Os artigos devem ter em torno de 1.000 palavras. Os textos podem ser enviados para os editores Thaïs de Mendonça Jorge (thaisdemendonca@uol.com.br) e Fábio Pereira (fabiop@gmail.com)

Prazo: 8 de maio de 2009.

brazilian journalism research, 2008(2): na web!

Está disponível o número 2, volume 4 da Brazilian Journalism Research, periódico internacional editado pela SBPJor. A edição é do segundo semestre de 2008, e em breve, estará com artigos também em português.

O sumário é o seguinte:

Editorial
QUALITY IN THE TEACHING OF JOURNALISM
Claudia Quadros e Tattiana Teixeira

Dossier
TRENDS IN JOURNALISTS’ TRAINING: In the Spanish and Portuguese language environments in the 21st century
Xosé Lopes Garcia

RESEARCH ON PARTICIPATORY JOURNALISM IN BRAZIL: A survey of the state of the art
André Holanda, Claudia Quadros, Jan Alyne Barbosa Silva e Marcos Palacios

CHALLENGES AND NEW WAYS OF TEACHING JOURNALISM IN TIMES OF MEDIA CONVERGENCE
Lorena Tárcia e Simão Pedro P. Marinho

GRASSROOTS ONLINE JOURNALISM: Public intervention in Kuro5hin and Wikinews
Marcelo Träsel

Articles
IMAGES IN THE HEAT OF THE MOMENT OR THE REBORN PHOENIX OF THE DOCUMENTAL IMAGE
Kati Caetano

THE END OF OBJECTIVITY AND NEUTRALITY IN CIVIC AND ENVIRONMENTAL JOURNALISM
Beatriz Dornelles

ECONOMIC JOURNALISM AND THE CONCEPTION OF MARKET: A content analysis of the economy sections of Folha de S.Paulo and O Estado de S.Paulo
Maria Lucia Jacobini

THE RULE OF TRANSPARENCY: as an element of democratization in the journalism production process
Marta Regina Maia

THE BODY OF THE POWER: A semiotic study of Lula’s figure in the 1989 presidential campaign as portrayed in the Brazilian weekly newsmagazines Veja and Istoé
Dalva Ramaldes e José Luiz Aidar Prado

THE DELICATE RELATIONSHIP IN JOURNALISM: Where content and production meet in the content management system. A comparative study of US and Brazil Newsroom Operations
Amy Schmitz Weiss e Carla Schwingel

Book reviews
CONECTADO: O que a Internet fez com você e o que você pode fazer com ela
Maria José Baldessar

Cultura da Convergência
Rogério Christofoletti

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E por falar em SBPJor, em breve, estarão disponíveis mais informações sobre a edição 2009 do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A Diretoria Científica da SBPJor e a Coordenação do prêmio estão revisando o regulamento e logo, logo, estarão abertas as inscrições. O objetivo é ampliar o alcance do PAGF, que já é uma referência importante na área.

coleção de livros quer sistematizar teoria brasileira do jornalismo

O Mestrado em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina e a Editora Insular acabam de lançar “Jornalismo, fatos e interesses”, de Wilson Gomes, livro que inaugura a série Jornalismo a Rigor.

A série tem propósitos ousados. “Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual” e “procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente”, afirma o diretor da série, Eduardo Medistch. Os livros da série tendem a se fixar em aspectos conceituais, rompendo a dicotomia teoria-prática na medida em que se põem a enxergar a prática jornalística de uma outra maneira, com o intuito de transformá-la.

“Jornalismo, fatos e interesses” abre o caminho, e os editores pretendem lançar três ou quatro volumes a cada ano, atualizando a bibliografia brasileira sobre o jornalismo e apontando novos patamares para a discussão teórica. Autores internacionais também podem ser publicados, não se descarta. Os livros são voltados prioritariamente ao público acadêmico – alunos e professores da graduação e pós-graduação -, mas os títulos são extensivos também aos profissionais das redações que se dispõem a pensar a atividade.

O próximo volume será sobre padrões de qualidade no jornalismo, assinado por Carina Benedetti e com previsão de lançamento em maio no 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece em Belo Horizonte (MG). Outros títulos já estão no forno, informa o diretor da série Eduardo Meditsch.

monitor de mídia, edição 146

Confira na edição 146 do MONITOR DE MÍDIA

REPORTAGEM
É ilegal, imoral, mas acontece – Pirataria e Descaminho
Nossa equipe percorreu os chamados “camelódromos” de Balneário Camboriú e descobriu que a pirataria é apenas um dos crimes contra o sistema.

DIAGNÓSTICO
O Rótulo dos Jornais
O Monitor de Mídia analisou as capas dos seis jornais da região e constatou que eles seguem os padrões jornalísticos.

EDITORIAL
Um diálogo que interessa a comunidade
O Diálogo que Interessa: setores organizados da sociedade se preparam para a primeira conferência de comunicação.

MUNDO
Soy loco por ti, Obama
Karis Cozer analisou como jornais norte-americanos retrataram Barak Obama em sua primeira semana de governo.

BIBLIOTECA
Glossário de Termos Técnicos Científicos
Alunos de jornalismo elaboraram e o Monitor publica glossário de termos científicos para sanar dúvidas do dia-a-dia.

publish or perish: duas revistas científicas

A prestigiadíssima revista Journalism acaba de lançar sua edição de fevereiro e desta vez enfoca a produção científica brasileira. O número foi coordenado por José Marques de Melo e por Sonia Virginia Moreira.

O sumário é este:

Brazilian journalism — the state of research, education and media
Special Issue of Journalism: Theory, Practice and Criticism

Journalistic thinking: Brazil’s modern tradition – José Marques de Melo

Journalists and intellectuals in the origins of the Brazilian press (1808—22) – Heci Regina Candiani

The past and the future of Brazilian television news – Beatriz Becker and Celeste González de Bustamante

Cultural journalism in Brazil: Academic research, visibility, mediation and news values – Cida Golin and Everton Cardoso

Notes on media, journalism education and news organizations in Brazil – Sonia Virgínia Moreira and Carla Leal Rodrigues Helal

Journalism in the age of the information society, technological convergence, and editorial segmentation: Preliminary observations – Francisco José Castilhos Karam

O acesso é restrito, mas o link é http://jou.sagepub.com/current.dtl

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Já o Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da USP anuncia o lançamento de Signos d0 Consumo, revista eletrônica da área.

apertem os cintos: o ano já começou mesmo!

A Quarta-Feira de Cinzas funciona para os brasileiros como o 1º de janeiro de cada ano, quando renovamos nossas esperanças, fazemos planejamentos, prometemos mudanças radicais e iniciamos nova etapa de nossas vidas. Por isso é que dizemos que, por aqui, o ano começa após o Carnaval, rei dos clichês do qual ninguém abaixo do Equador está livre.

Por tudo isso e por muito mais, aviso à minha meia dúzia de fiéis leitores que o bicho vai pegar por aqui nos próximos meses. E embora a agenda esteja lotada, sempre aparecem encaixes e demandas inevitáveis. Desta forma, a melhor maneira é afivelar os cintos e segurar firme…

Em 2009, estarei particularmente envolvido com duas grandes pesquisas. A primeira se ocupa do ensino de ética jornalística nos cursos superiores da área no Brasil. Meu foco é observar quais são as metodologias, as pedagogias e as tecnologias utilizadas pelos professores dos 100 cursos mais antigos do país, o que significa um intervalo que vai de 1931 a 2000. A pesquisa foi aprovada no edital Universal e por isso tem financiamento do CNPq por dois anos.

A segunda pesquisa é resultado de uma parceria entre a Renoi e a UNESCO, e tem por objetivo levantar parâmetros para avaliação da qualidade de empresas jornalísticas brasileiras. O projeto tem prazo mais curto e envolve uma montanha de leituras e outros procedimentos de pesquisa, o que vai me ensinar muito a trabalhar em rede este ano.

Para além das pesquisas, vou orientar quatro alunos de graduação e uma no mestrado. São três monografias no Jornalismo, uma na Publicidade e uma dissertação no Mestrado em Educação. Os projetos são todos muito empolgantes: o papel dos microblogs no jornalismo brasileiro contemporâneo, a emergência do jornalismo participativo no jornalismo online catarinense, o papel do Last.FM no consumo de música em comunidades de usuários, representações sociais da identidade de publicitários, e a tensão permanente entre tecnofobia e tecnofilia no cotidiano de professores que lidam com informática na Educação.

Por falar em dissertações, acabei de liberar duas orientandas para a defesa de seus trabalhos. Uma fez análise de blogs de professores para observar vestígios de suas identidades profissionais; outra identificou formas de abuso infantil em dez filmes do cinema nacional no século XXI.

Na sala de aula, vou lecionar duas disciplinas na graduação no primeiro semestre: Técnicas de Projetos em Jornalismo e Temas Contemporâneos: Redes Sociais. No segundo semestre, pego mais uma – ainda não definida – no mestrado em Educação.

Afora isso, tenho outros compromissos profissionais: 

Isso sem contar a vida pessoal. Se a patroa não me der as contas este ano, não vai pedir nunca!!

novas diretrizes para os cursos de jornalismo: o que podemos esperar

O Ministério da Educação divulgou esta semana a formação de uma comissão de especialistas que irá reformar o documento que hoje define as diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo. A comissão terá a trabalhosa missão de revisar uma norma que é um verdadeiro monstro de Frankenstein, isso porque o documento de que estou falando é tão amplo que abrange todos os cursos de Comunicação, indo do Jornalismo à Publicidade e Propaganda, da Editoração ao Cinema, da Fotografia ao Radialismo. Isso mesmo! Um único documento do MEC sinaliza para gestores, professores e comunidade como devem se guiar os cursos de graduação nas chamadas habilitações da Comunicação.

Neste sentido, a notícia da criação da dita comissão é uma boa notícia. Outra boa nova é a própria composição desse coletivo, que será presidido pelo professor José Marques de Melo, o mais proeminente nome da área na academia brasileira. Os demais componentes da comissão são os professores Alfredo Vizeu (UFPE), indicado pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Eduardo Meditsch (UFSC), indicado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Luiz Motta (UnB), indicado pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Manuel Carlos Chaparro (USP), Sonia Virginia Moreira (UERJ), da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Sérgio Mattos (UFBA) e Lúcia Maria Araújo, do Canal Futura.

Pelo que pude acompanhar em dois ou três fóruns eletrônicos da área, a comissão foi bem recebida por seus pares, seja pelo histórico que acumula ou ainda pelo amplo arco de entidades que indicaram a sua composição. O trabalho começa já e a comissão tem 180 dias para concluir suas tarefas. Mas o que se pode esperar disso?

Uma chance histórica

Antes de tudo, o momento é muito importante para a área da Comunicação em geral e para o Jornalismo em particular. Relevante porque a comissão de notáveis pode reparar equívocos como a esquizofrenia do documento das diretrizes atuais. Ao propor um documento voltado para o Jornalismo, certamente a comissão vai desencadear movimentos semelhantes nos demais campos assemelhados que compõem o amplo espectro da Comunicação. Assim, se publicitários estiverem bem articulados e suficientemente organizados, eles também poderão trabalhar por Diretrizes Curriculares mais afinadas com os objetivos e especificidades de sua profissão. Mas não só isso.

A elaboração de um documento próprio para o Jornalismo tende a reforçar a luta de diversos segmentos da academia que batalham por uma maior valorização e autonomia do campo entre as áreas de conhecimento. Essa luta vem se dando ultimamente na defesa de uma especificidade do Jornalismo na Tabela de Areas de Conhecimento do CNPq, na proposição de cursos de graduação e pós em Jornalismo – veja o caso da UFSC – e na tentativa de fixação de uma prova exclusiva para o Jornalismo no Enade… (Estive na comissão que prescreveu as diretrizes para essas provas, mas fomos vencidos pela burocracia do INEP e pela indisposição de dedicar mais de recursos nesse produto, objetivando uma avaliação mais condizente e mais coerente…)

A elaboração de um documento voltado para o Jornalismo vem a calhar também num momento delicado para a profissão. Como todos sabem, o Supremo Tribunal Federal está para julgar o mérito da liminar que desobriga o porte de diplomas de ensino superior para a obtenção de registros profissionais de jornalistas. A edição de um documento que padronize, organize e sinalize bons caminhos para os cursos de graduação auxilia na compreensão geral da nação de que estudar faz bem, e que sempre é muito melhor contar com profissionais bem capacitados do que “talentosos de plantão” ou “práticos”.

É importante lembrar ainda que outra comissão – na verdade, um grupo de trabalho – joga outro papel importante nos próximos meses. Desde o final de 2008, o Ministério do Trabalho constituiu um coletivo que tem por missão elaborar uma nova regulamentação profissional para os jornalistas. Conjugados os documentos – uma nova lei da profissão, a decisão do STF e novas diretrizes curriculares -, teremos um novo panorama para o jornalismo no Brasil. Podem apostar…

Melhor ou pior?

É difícil prever o resultado do julgamento do Supremo sobre a liminar de 2001, e não é muito fácil imaginar que tipo de regulamentação teremos nos próximos anos. Mas os resultados do trabalho da comissão de especialistas é possível de adiantar. Os erros do passado – como o currículo mínimo e a esquizofrenia atual – não serão repetidos. A variedade e amplitude das entidades que sustentam os membros das comissão também garantem que não haja um isolamento da academia frente o mercado.

Ouso em dizer que podemos esperar dias melhores. Mas não posso deixar de me preocupar com o longo prazo destinado aos trabalhos. Sei que o trabalho não é pouco, mas seis meses é muito para a discussão, elaboração e redação do documento. Pior: se for demorar seis meses, o MEC vai se encarregar de demorar mais seis até editar a medida, e aí adentraremos 2010. Por isso, acho que a celeridade é fundamental nos encaminhamentos das próximas semanas. Se a comissão for ágil e não comprometer a qualidade, teremos mais condições de colher um documento melhor e mais determinante para o jornalismo. A tarefa não é nada simples, mas seus executores têm totais condições de cumpri-las, digo sem qualquer bajulação.

Se conseguirmos chegar à metade de 2009 com a decisão do STF – qualquer que seja ela -, com uma nova regulamentação profissional e com novas diretrizes curriculares, poderemos iniciar uma nova fase para o jornalismo brasileiro. A partir de 2010, estaremos começando uma nova década e não apenas no calendário…

renoi e unesco fecham parceria para criar indicadores de qualidade para o jornalismo

A Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi) e a representação da UNESCO no Brasil, por meio do setor de Comunicação e Informação, estabeleceram um acordo de cooperação científica para o desenvolvimento de indicadores da qualidade jornalística. A parceria prevê a execução de uma pesquisa que apontará as bases conceituais de parâmetros para aferir concretamente o que significa informação jornalística de qualidade para os meios brasileiros.

Pesquisadores da Renoi executarão o projeto conjugando debates acadêmicos, aspectos mercadológicos e profissionais e compromissos sociais que os meios de comunicação devem manter com as comunidades a que servem. Neste sentido, o projeto “Indicadores de Qualidade da Informação Jornalística” objetiva propor instrumentos de medição de excelência e contribuir para o desenvolvimento do setor no país. A parceria UNESCO-Renoi se juntará, no Brasil, às discussões do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC) que originaram, no ano passado, o documento Media Development Indicators.

A publicação do IPDC sistematizou categorias para compreender de forma equilibrada a tríade mídia, democracia e desenvolvimento, entre elas a que trata de um sistema regulatório que conduza à liberdade de expressão, ao pluralismo e à diversidade da mídia. O projeto “Indicadores de Qualidade da Informação Jornalística” buscará na literatura específica do jornalismo e da gestão de qualidade critérios que reforcem essas ações, sempre envolvendo os profissionais das redações e de empresários do setor na elaboração de conceitos e iniciativas que atestem a excelência na mídia.

A parceria UNESCO-Renoi se estenderá até o final de 2009, quando a etapa conceitual do projeto dos indicadores deve ser concluída. Na sequência, pesquisadores da Renoi agregarão os resultados num sistema informatizado que possa servir de ferramenta para a avaliação da qualidade dos meios de comunicação brasileiros.

notas e números sobre a pesquisa em jornalismo

A pesquisa em Jornalismo no Brasil caminha a largos passos, e isso se deve ao esforço conjunto de alguns influentes cientistas nacionais, à definição de um foco claro para o dispêndio da energia produzida e a um bom momento da ciência nacional, entre outros fatores.

A última década tem sido pródiga no aumento da produção de artigos e livros sobre a área e na formação de capacitados recursos humanos para a pesquisa, notadamente mestres e doutores. O trabalho da SBPJor, neste sentido, tem sido capital, aliado a uma estratégia de conjugação de esforços com outras entidades, como a Intercom, o FNPJ, a Fenaj, a Compós, etc… Com isso, os pesquisadores do jornalismo vêm ganhando prestígio e respeito pelos seus pares, e vêm conseguindo – em alguma proporção – financiamento para seus projetos.

Alguns dados ajudam a moldar o perfil da área nos últimos anos: o Brasil tende a puxar a pesquisa em Jornalismo na América Latina, apesar da língua. E, no Brasil, o Rio Grande do Sul já chama a atenção pela articulação e coordenação de seus pesquisadores, pela presença em eventos e pela produção qualificada.

A diretora científica da SBPJor, Marcia Benetti Machado, e o coordenador do Grupo de Trabalho de Jornalismo na Alaic, Eduardo Meditsch, distrincharam a produção científica nacional na área numa mesa redonda durante o 6º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, em São Bernardo do Campo, em novembro passado. Sim, já faz dois meses que esses dados foram publicizados, mas não houve mudanças significativas.

  • O Brasil tem 33 programas de pós-graduação em Comunicação;
  • Apenas o Brasil tem doutorado na área! O que significa dizer que os pesquisadores latinos geralmente buscam se doutorar em outros países;
  • Dois terços dos países da América Latina nunca apresentou trabalhos no GT de Jornalismo da Alaic nos últimos dez anos;
  • O GT de Jornalismo é forte na Alaic: ele reuniu 194 dos 203 trabalhos no período;
  • O Brasil é forte no GT: respondeu por 59% dos trabalhos na década assinalada. Argentina ficou em segundo – com 20% -, seguida do Chile;
  • Nelson Traquina e Mauro Wolf são os autores mais citados nos trabalhos do GT da Alaic. Na seqüência, vêm Miguel Alsina, Eliseo Verón, Teun Van Djik. Entre os brasileiros, Nilson Lage é o mais mencionado;
  • 64 autores foram citados ao menos duas vezes de 1998 a 2008 nos trabalhos do GT de Alaic, sem considerar autoc-citação.  Os brasileiros são os mais citados  (em 32% dos casos), seguidos de autores franceses e norte-americanos;
  • Em termos de categorias, Meditsch identificou que o GT de Jornalismo da Alaic agregou 28% de seus trabalhos em “Enquadramentos, Temáticas e Coberturas” e 17% de “Linguagens, Narrativas, Formas e Formatos”, as categorias mais produtivas;
  • Nos trabalhos apresentados nos eventos da SBPJor de 2006 a 2008, os microcampos “Jornalismo e Linguagem” e “Jornalismo Online” somam praticamente 50%. Microcampos identificam mais do que temáticas, mas também áreas de atuação;
  • A diretora científica da SBPJor identificou ao menos nove microcampos entre os trabalhos apresentados no período;
  • A SBPJor surgiu há apenas seis anos, e já promoveu seis encontros nacionais e dois internacionais. Conta com mais de 370 associados, a maioria doutores.

Evidentemente, os dados acima auxiliam na definição de um perfil da produção nacional, mas também projetam a força da investigação científica em jornalismo do Brasil sobre o continente. Nada além do que se poderia esperar, dadas a trajetória histórica da área no país e as atuais condições de emergência do campo. Crescer é bom, mas é preciso manter a saúde, o vigor, o equilíbrio.

(A propósito: o UOL abriu inscrições para o seu programa de bolsas. Entre as áreas de interesse, estão Jornalismo, blogs e redes sociais, que podem muito bem ser desenvolvidas por pesquisadores da área. Estão previstas bolsas para graduandos, mestrandos e doutorandos, além das bolsas aos seus orientadores. Entre 2006 e 2007, conduzi uma pesquisa pelo mesmo programa na modalidade iniciação científica. A experiência foi muito boa porque a equipe do Bolsa UOL é muito competente, profissional e respeitosa com os pesquisadores. A iniciativa de uma empresa de tecnologia como esta precisa ser louvada num país onde a ciência quase nunca tem apoio da iniciativa privada. As inscrições para projetos vão até 15 de fevereiro)

uso da web pelos jornais americanos

O Bivings Group soltou hoje um relatório de 29 páginas sobre o uso da internet pelos jornais norte-americanos.

Não, ainda não li. Mas se você quiser se servir, fique à vontade.

Sabe como é, nesses dias de dezembro, por conta das comprinhas de Natal, das visitas e da proximidade das férias, a gente desacelera mesmo…

ecos do 6º encontro da sbpjor

Promessa é dívida. Então, lá vão alguns apontamentos muito pessoais sobre o 6º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que aconteceu na Universidade Metodista – em São Bernardo do Campo, entre 19 e 21 de novembro.

Ainda produzimos pouco

Um dos representantes da área da Comunicação no CNPq, Juremir Machado da Silva, contou um pouco dos bastidores da carnificina que é disputar e distribuir bolsas de produtividade para pesquisadores no país. Segundo ele, a comissão de área avaliou 136 processos contra mais de 600 dos cientistas da Física e Astronomia. Nas ciências duras, a demanda é maior, logo a “quota” também tende a ser mais generosa. Na Comunicação, por exemplo, a fatia das bolsas de produtividade distribuídas é de 0,89%, uma miséria, convenhamos.

Ainda conforme Juremir, a comissão de área recebe as propostas, avalia e indica prioridades de concessão. Leva-se em conta o currículo do pesquisador (70% da nota), a sua capacidade de formação de novos pesquisadores (20%) e quesitos como liderança e experiência de gestão. A nota geral é o que se convencionou chamar de IPQ, Índice Geral de Produtividade.

O trocadilho do evento

Silvio Waisbord, da George Washington University, foi o conferencista do encontro. Simpático e bem humorado, começou sua fala em tom grave. Ele teve que tomar uma decisão ao elaborar a conferência: ou destruía o português falado ou o escrito. Optou pelo segundo. “Eu sei que o poder corrompe, mas o powerpoint corrompe mais”, disse, provocando gargalhadas na platéia.

Sua apresentação em powerpoint realmente maltratava a língua daqui, mas a palestra foi inspirada e particularmente interessante para se pensar pesquisa em jornalismo e democracia.

Há que se registrar ainda que Waisbord não foi um conferencista comum, desses que cumprem o compromisso acertado, fazem suas malas e se vão. Não. O argentino radicado nos Estados Unidos há décadas participou de todas as atividades do evento nos dias seguintes, fazendo anotações, conversando com as pessoas e contribuindo com perguntas e comentários.

Novo portal e coleção de livros

Muito em breve, a SBPJor inaugura um novo site. A idéia é agora oferecer um portal de referência para a pesquisa em jornalismo no Brasil. Segundo a diretora editorial da entidade, a Tattiana Teixeira, o internauta terá acesso a todos os textos apresentados nas edições do encontro nacional e da Brazil Conference, com motor de busca próprio e outras novidades. A seção da bibliografia básica de jornalismo será reformulada, podendo ser acessada de forma exclusiva pelos associados. Fotos, vídeos e outros badulaques devem dar uma turbinada no site. A se conferir…

Outro anúncio feito por Tattiana é o lançamento breve de uma coleção de livros bem básicos de jornalismo, voltados para auxiliar a graduandos, mestrandos e doutorandos. O objetivo é editar obras curtas, que tratem de conceitos-chave da área, e que ofereçam uma revisão de literatura sobre eles, de modo a apresentar de forma panorâmica uma metodologia, um modelo ou algo semelhante. Ainda sem nome definido, a coleção terá livros assinados por renomados pesquisadores nacionais, e deve ser lançada em formato eletrônico (e-books).

Próximos encontros e BJR

As sétima e oitava edições do Encontro da SBPJor já têm locais definidos. Em 2009, ele acontece em São Paulo, na USP, e no ano seguinte, em São Luís, no Maranhão. A Brazil Conference ainda está em banho maria. A razão é simples: o evento é complicado para organizar, e a crise mundial que está elevando o dólar à estratosfera só torna a situação mais complexa (e cara) ainda.

A partir de 2009, a Brazilian Journalism Research – editada pela SBPJor – será editada apenas em versão eletrônica, mas com uma novidade: bilíngüe. Com isso, a entidade quer ampliar a leitura e o alcance da publicação. Ao torná-la eletrônica, desaparecem as fronteiras geográficas, e cai consideravelmente o custo de edição. Ao publicar em inglês e português, tanto o público brasileiro quanto o estrangeiro podem acessar e consumir os artigos.

Explico: autores brasileiros mandam seus textos em português e inglês. Os estrangeiros mandam em inglês, e a SBPJor cuida de traduzi-los. Ficou bom assim?

Homenagens merecidas

A plenária dos associados da SBPJor decidiu a concessão – em 2009 – de dois títulos especiais a pesquisadores brasileiros que merecem recebê-lo: sócia honorária: Cremilda Medina e sócio benemérito: Luiz Gonzaga Motta. Essas modalidades estão previstas no Estatuto da entidade.

encontro de pesquisadores em jornalismo começa amanhã

sbpjor

Tem início amanhã à noite em São Bernardo do Campo a 6ª edição do Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, evento que deve reunir cerca de 300 participantes de todas as regiões e alguns estrangeiros. A iniciativa é da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) em parceria com a Universidade Metodista, e apoio do CNPq, Capes e Fapesc. O Santander patrocina.

O site do evento é o http://www.sbpjor.org.br/6sbpjor

A seqüência de apresentação dos trabalhos pode ser acessada aqui.

Embarco pela manhã para São Paulo e sigo direto para o ABC. No evento, vou coordenar uma mesa sobre Qualidade da Informação Jornalística, junto com meus colegas da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), vou frequentar outras reuniões, lançar dois livros – veja no lado direito desta página -, fazer contatos e rever amigos. Na medida do possível, quero postar novidades aqui e também no Twitter.

lançamentos para ficar de olho

Juntei um punhado de títulos de livros que estão chegando às livrarias e que merecem a maior atenção para quem estuda, pesquisa ou se interessa por jornalismo.

Demétrio Soster, Angela Fellipi e Fabiana Piccinin organizaram “Edição de imagens em jornalismo”, segundo livro que aborda o tema – sempre raro – da edição na área.

edicao_soster

Luciene Tófoli faz uma oportuna e bem-vinda reflexão acerca do novo Código de Ética dos jornalistas brasileiros em “Ética no Jornalismo”. O livro se insere numa coleção da Editora Vozes sobre ética das profissões.

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Mauri König é um dos jornalistas brasileiros mais premiados nacional e internacionalmente. Atuando fora do eixo Rio-São Paulo, Mauri vem fazendo um trabalho excepcional no Paraná. Em “Narrativas de um correspondente de rua”, ele reúne algumas das reportagens que lhe renderam prêmios e homenagens. Contundente!

mauri

Roseméri Laurindo adaptou sua tese de doutorado, resultando em “Jornalismo em três dimensões: singular, particular e universal”, onde discute a autoria no jornalismo e retoma a teoria do jornalismo de Adelmo Genro Filho.

rosemeri_laurindo

Eduardo Meditsch e Valci Zuculoto organizam o segundo volume de “Teorias do Rádio”, onde convocam os principais pesquisadores do meio no país para revisitar textos seminais da área e refletir sobre eles em perspectiva.

teorias_do_radio

pesquisa: jornalistas “mais estudados” ganham mais

Deu no Portal Imprensa

(A matéria no site da Fenaj – mais completa – pode ser lida aqui)

A FENAJ concluiu, em outubro de 2008, a etapa nacional de um estudo qualitativo sobre as condições de trabalho dos jornalistas da América Latina e Caribe. Os números expostos pela pesquisa revelam que a maioria dos profissionais atua na área urbana e que há um equilíbrio de gênero nas vagas ocupadas pelo setor e que a escolaridade interfere diretamente nos ganhos salariais. O levantamento também mostra que a violação dos direitos trabalhistas está entre as maiores preocupações dos profissionais. A realização do estudo é de competência da Federação Internacional dos Jornalistas, em parceria com a ONG norte-americana Centro de Solidariedade.

No Brasil, o levantamento foi coordenado pelo Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da FENAJ. Segundo o diretor do órgão, José Carlos Torves, a amostragem escolhida levou em conta profissionais presentes ao 33º Congresso Nacional de Jornalistas, segundo informa a Federação.

Na divisão entre gêneros, a pesquisa aponta igualdade entre homens e mulheres no quadro de profissionais da categoria, 50,8% e 49,2%, respectivamente. Outro dado fornecido pelo estudo revela que nas redações a faixa etária dos jornalistas fica, em média, entre os 41 e 55 anos.

A pesquisa mostra também que o aumento da remuneração dos profissionais está diretamente relacionado ao nível escolar apresentado. Nos que possuem mestrado e doutorado, os quais somam mais de 12%, os salários giram entre mil a cinco mil dólares.

Com relação às questões trabalhistas, a falta de vínculos empregatícios, o não comprometimento entre empresa e funcionário nas datas e salários fixados e a morosidade no cumprimento de obrigações sociais são pontos mais abordados pelos profissionais do setor.

os anais vêm aí

O coordenador local do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina e 4º do Paraná, Samuel Lima, confirma que em breve estarão prontos os anais dos eventos. O CD ROM sairá conforme manda o figurino: com ISSN, ficha catalográfica, os textos das conferências e dos trabalhos apresentados, além de fotos e vídeos.

Para quem não esteve em Joinville, os eventos foram um sucesso, com participação recorde: 109 inscritos.

saem os premiados do adelmo genro filho

A Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) divulga os vencedores da edição 2008 do Prêmio Adelmo Genro Filho:

INICIAÇÃO CIENTÍFICA: Gabriela Jardim Rocha (PUC-Minas), “Mediações sociais no jornalismo colaborativo” – orientadora: Geane Alzamora
Menção honrosa: Mariana de Almeida Costa (UFF), “Jornalistas e marginalidade social” – orientadora: Sylvia Moretzsohn

MESTRADO: Marcelo Ruschel Träsel (UFRGS), “A pluralização no webjornalismo participativo” – orientador: Alex Primo
Menção honrosa: Ana Paula Ferrari Lemos Barros (UnB), “Saúde, sociedade e imprensa” – orientadora: Dione Moura

DOUTORADO: Suzana Barbosa (UFBA), “Jornalismo digital em base de dados” – orientador: Marcos Palacios

PESQUISADOR SÊNIOR: Marcos Palacios (UFBA)

sobre nossa precariedade e insuficiência teóricas

Fiquei particularmente satisfeito com a conferência de Jacques Mick no segundo dia do Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e Santa Catarina, que aconteceu em Joinville na sexta e ontem. O foco de Mick eram os novos desafios à pesquisa, ensino e extensão na perspectiva do jornalismo do futuro, e sua fala foi secundada por comentários de Maria José Baldessar (UFSC), Tomás Barreiros (Universidade Positivo) e Elaine Tavares (SJSC).

Mick centrou sua fala na crítica de que os professores de jornalismo ainda sofremos de grande insuficiência teórica para justificar a profissão e o campo que constituímos. Para o autor, avançou-se pouco no Brasil em termos de Teoria do Jornalismo desde o lançamento de O Segredo da Pirâmide, de Adelmo Genro Filho, em 1987. Nos últimos anos, o país viu se espalharem as escolas de Jornalismo e os cursos de pós-graduação em Comunicação, condições que ajudaram a formar quadros qualificados para a academia e o mercado, mas para Mick, esses esforços se traduziram muito pouco em avanços verdadeiros na teorização do campo. “Esse desenvolvimento, o desenvolvimento teórico é uma necessidade do jornalismo”.

Em tom acadêmico, mas flagrantemente provocativo, Jacques Mick apontou dois aspectos que são marcantes na academia: a) Persiste uma obediência à normatividade técnica, reforçando e reproduzindo práticas do mercado, em detrimento da inovação; b) Há pouco espaço para a produão teórica na área.

Esses aspectos, segundo Mick, acabam criando um cenário bastante complacente, permissivo até entre os autores brasileiros. É “raro o pensamento novo”; as obras são quase sempre recebidas sem muita discussão; parece prevalecer entre os acadêmicos um compadrio – este termo não é dele -, sobrando generosidade e generalidades nas resenhas de livros e artigos. Mick põe o dedo na ferida de todos nós, com muita razão (ouso dizer), alertando para o pouco enfrentamento teórico, prática que torna vulnerável a nossa produção teórica.

Para Mick, hoje – vinte anos depois de Adelmo Genro Filho -, quando dispomos de mais escolas, de mais força na academia, de mais doutores e mestres nos corpos das universidade, os desafios para o ensino-pesquisa-extensão no jornalismo são mais acadêmicos que institucionais. Isto é, a bola está no nosso pé…

Minha satisfação ao ouvir Jacques Mick não se deve ao fato de que torço contra o campo do jornalismo. Claro que não. Mas é preciso reconhecer que ainda temos muito o que fazer, muito o que amadurecer na compreensão do jornalismo e nos seus entornos. Essa insuficiência, essa carência, essa precariedade teórica vem minando nossos passos. Já disse isso com relação à discussão sobre o diploma.

Enfrentar essa realidade é olhar-se no espelho e reconhecer falhas, para depois, traçar novos rumos e passar a caminhar com mais força e vigor.

renoi terá duas mesas coordenadas na sbpjor

A Renoi estará com duas mesas coordenadas no 6º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, da SBPJor.
Agende-se!

Mesa Coordenada – 20/11/2008, às 14 horas
ENSINO DE JORNALISMO E A QUALIDADE DA INFORMAÇÃO
Coordenação: Gerson Luiz Martins

Qualidade da informação jornalística: o jornal laboratório em questão
Ana Prado

As potencialidades do ciberjornalismo no ensino de jornalismo
Gerson Luiz Martins

A pós-graduação em Jornalismo e a aproximação com os jornalistas que atuam no mercado de trabalho
Marcos Santuário

Mídia e intolerância: trabalhando a questão da alteridade com alunos de jornalismo
Valquíria Michela John

A hora da nova utopia
Victor Gentilli

Mesa Coordenada – – 21/11/2008, às 14 horas
QUALIDADE DA INFORMAÇÃO JORNALÍSTICA
Coordenação: Rogério Christofoletti

Jornalismo e informação de diagnóstico: um valor para a democracia
Danilo Rothberg

Responsabilidade social da mídia: análise conceitual e perspectivas de aplicação no Brasil, Portugal e Espanha
Fernando O. Paulino

Avaliação de qualidade jornalística: desenvolvendo uma metodologia a partir da análise da cobertura sobre segurança pública
Josenildo Luiz Guerra

Jornais populares de qualidade: ética e sensacionalismo em um novo fenômeno no mercado de jornalismo impresso
Laura Seligman

O jornalismo como teoria democrática
Luiz Martins da Silva

Concentração de mídia, padronização jornalística e qualidade do noticiário: o caso de Santa Catarina
Rogério Christofoletti

brazilian journalism research: nova edição

A edição Volume 4 nº 01 da revista científica da SBPJor já está disponível. Veja aqui: McCombs, Miguel Rodrigo Alsina, jornalismo online, etc…

encontro de pesquisadores em jornalismo no pr

O Paraná realiza seu 6º Encontro de Pesquisa em Jornalismo na UEPG. Quem manda o convite é o Sérgio Gadini. Acontece de 7 a 9 de outubro. Inscrições podem ser feitas até dia 25 de setembro. Podem participar estudantes, professores, profissionais e demais interessados.

NÃO TEM TAXA DE INSCRIÇÃO!

Mais informações: agenciadejornalismo@uepg.br

mas o que é mesmo o jornalismo?

A professora Ann Cooper, da Escola de Jornalismo de Columbia, escreve um interessante artigo na edição mais recente da Columbia Journalism Review (setembro-outubro de 2008). Para ela, pouco importa discutir o que é o jornalista na atualidade, mas sim o que é jornalismo.

Ela discute a emergência de novas formas de comunicação, a chegada de novos atores no processo da informação – como os blogueiros – e novas concepções sobre as competências que jornalistas devem ter. A partir do influente Jay Rosen – que propôs que se pensasse um modelo híbrido de produzir notícias online -, Ann Cooper chama a atenção para o fato de que a sugestão de Rosen muda o foco da questão. Não mais interessa saber quem é que faz a coisa, mas como é a coisa em si, o que a define e tal.

A autora sinaliza os próximos passos. Se vamos pensar um modelo híbrido de jornalismo, precisamos articular esforços entre os tradicionais e os recém-chegados:

Old media will have to let go of some attitudes and assumptions that are no longer relevant, and new media will need to recognize standards that can infuse credibility and trust into this new journalism. Working together will require everyone in the bigger tent to drop their animosities and check their egos. It’s not about us, after all. It’s about keeping watch on those in power, about ensuring an informed citizenry, about maintaining a democratic culture that is strengthened by vibrant reporting on vital institutions.

Claro. Esta luz no final do túnel não é inteiramente nova, mas é sempre bom repensar a questão e revisar os passos dados anteriormente.

o futuro do jornalismo e o jornalismo futuro

Este é o tema de partida do 4º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, que acontecem juntos nos dias 17 e 18 de outubro no Ielusc, em Joinville (SC).

A programação pode ser consultada aqui.

São seis os Grupos de Trabalho:

(1) Atividades de Extensão;
(2) Pesquisa na Graduação;
(3) Projetos Pedagógicos e Metodologia de Ensino:
(4) Produção Laboratorial – Impressos;
(5) Produção Laboratorial – Eletrônicos;
(6) Ética e Teorias do Jornalismo

As normas de envio de trabalhos estão aqui.

Inscrições até 30 de setembro.

200 blogs de comunicação em português

Em julho de 2007, criamos aqui uma lista de blogs de pesquisadores da comunicação.
Pouco mais de um ano depois, chegamos a 200 links para blogueiros brasileiros e portugueses, que tratam de diversos assuntos: de suas pesquisas a amenidades, de hobbies a especialidades pessoais antes desconhecidas.

São 157 blogs do Brasil e 43 de Portugal.
Evidentemente, esses números não esgotam a criatividade e expressão dos blogueiros da área, mas dão uma amostra considerável do global.

Agradeço aos colegas que levaram essa lista adiante, dando links e sugerindo novos endereços. Bem como corrigiram alguns pontos inativos ou quebrados.
Do primeiro post sobre a lista até hoje, atualizei 40 vezes o rol de blogueiros nacionais, e outras 31 vezes os dos patrícios portugas.

Nos 200 anos da imprensa no Brasil, esses 200 links são apenas uma amostra de como buscamos incessantemente nos comunicar, expressar nossas paixões e ódios e nos fazermos sujeitos de nossos próprios posts.

Adiante!

sbpjor recebe 217 propostas de trabalho

A diretoria científica da SBPJor divulgou dados da submissão de trabalhos para o 6º Congresso Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece em novembro na Metodista de São Bernardo do Campo.

– Foram submetidos 217 textos, sendo 149 propostas de Comunicações Individuais e 68 trabalhos distribuídos em 13 propostas de Comunicações Coordenadas

– Todos os trabalhos serão analisados por uma equipe de 64 pareceristas

– Em 2006, foram submetidos 159 textos (113 foram selecionados), com 7 Coordenadas.

– Em 2007, foram submetidos 166 textos (114 foram selecionados), com 8 Coordenadas.

O crescimento da demanda é de 30,7% em relação a 2007, bastante expressivo. Na minha visão, três fatores contribuíram para esses números:

1. A localização do evento. Nos anos anteriores, o congresso da SBPJor aconteceu em Aracaju (2007) e Porto Alegre (2006), isto é, em pontos mais extremados do país. A escolha de São Paulo, e de São Bernardo em particular, deve ter atraído pesquisadores de toda a região sudeste, sempre muito numerosa na participação.

2. A expansão das redes de pesquisa. É notório o crescimento dos coletivos de pesquisadores no Brasil, e em especial no campo do jornalismo. A SBPJor tem papel central nesse fenômeno, pois vem incentivando e fomentando a criação de redes há pelo menos cinco anos. O formato de mesas coordenadas privilegia o encontro dos pesquisadores de uma mesma rede, e já há alguns congressos vem funcionando como reuniões de trabalho desses pesquisadores.

3. A consolidação da SBPJor. A entidade já não é mais um grupo seleto e restrito, e a realização de cinco encontros nacionais já pavimentou o nome e o trabalho da SBPJor como uma entidade séria, ágil e focada na evolução da pesquisa em jornalismo no Brasil. Em tão pouco tempo de existência – de 2003 pra cá -, a associação criou uma importante revista científica de padrão internacional para a área (a Brazilian Journalism Research), realizou cinco congressos nacionaisem quatro regiões do país, e promoveu outros dois eventos internacionais. Hoje, conta com quase 400 associados, de doutores a graduandos.

Diante dos dados, fica o cenário: a pesquisa em jornalismo no país está em curva ascendente e a taxa de crescimento da qualidade acompanha essa evolução.

um barômetro do acesso à informação

Esbarrei num interessante levantamento da Fundação Konrad-Adenauer sobre como a mídia chilena tem acesso a informações naquele país. O estudo é uma consulta com mais de 400 jornalistas que apontam as suas maiores dificuldades para trabalhar, os piores lugares para conseguir informações e as principais causas dessas barreiras.

O estudo pode ser lido aqui. O relatório – de novembro de 2007, e o quarto de uma série – está em espanhol, formato PDF e tem 42 páginas, fartamente ilustradas com gráficos. Não conheço nada tão abrangente da mesma temática aqui no Brasil, mas está aí uma pesquisa oportuna e necessária para ser feita no país. As conclusões a que chegaram nossos vizinhos são de que “la ‘poca disposición de las autoridades e instituciones’ para entregar información, junto a la ‘autocensura’ de los propios medios, son dos de los aspectos que más dificultan el acceso a la información pública en el país”.

Acho que por aqui não seria lá muito diferente…

sbpjor prorroga prazo de envio de trabalhos

Marcia Benetti Machado, diretora científica da SBPJor, manda avisar:

A SBPJor decidiu prorrogar o prazo de inscrição de trabalhos para o VI Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo.

Os trabalhos podem ser submetidos até o dia 31 de julho, neste endereço: http://www.sbpjor.ufsc.br/artigos2008/

As regras dos trabalhos (Comunicação Individual e Comunicação Coordenada) estão disponíveis no endereço http://www.sbpjor.ufsc.br/6sbpjor/index.php?sbpjor=chamada

A data de divulgação dos selecionados passa a ser 24 de setembro.

prêmio adelmo genro filho de jornalismo

O amigo Sergio Gadini manda dizer:

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

III PRÊMIO ADELMO GENRO FILHO DE PESQUISA EM JORNALISMO 2008

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo destina-se a reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades ou nos centros/institutos de pesquisa credenciados/reconhecidos pelo MEC, valorizando a atuação individual dos pesquisadores. Sua finalidade é identificar anualmente quais os pesquisadores que apresentaram contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo, de modo a construir/consolidar a identidade do nosso campo científico.

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) lança a III edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que visa reconhecer a contribuição de estudos e pesquisadores que fortalecem o jornalismo como campo de conhecimento científico no Brasil. Para a edição 2008, poderão concorrer os trabalhos apresentados/defendidos no ano pleno de 2007 (de 01 de janeiro a 31 de dezembro), desde que os trabalhos não tenham sido publicados integralmente e/ou premiados em outros concursos.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo é atribuído em quatro modalidades:

A. Iniciação Científica, que premiará a melhor pesquisa em iniciação científica ou monografia de conclusão de curso no campo do jornalismo;

B. Mestrado, que premiará a melhor dissertação de mestrado no campo do jornalismo;

C. Doutorado, que premiará a melhor tese de doutorado no campo do jornalismo.

D. Sênior, que premiará a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do jornalismo.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que será entregue em cerimônia pública pelo presidente da SBPJor, consiste em “Diploma e placa ao agraciado e a seu orientador nas categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado”, além do homenageado na categoria Sênior.

A avaliação dos trabalhos inscritos será feita com base nos critérios de (1) mérito científico, (2) adequação ao tema ao campo do jornalismo, (3) metodologia, (4) uso correto da bibliografia, (5) originalidade e (6) inovação conceitual/teórica ou experimental/aplicada sobre o jornalismo.

Nas inscrições individuais são necessários:

A) Ficha de inscrição devidamente preenchida (enviada em arquivo digital anexo, separado).

B) Os trabalhos de iniciação científica e/ou monografia deverão ser apresentados na forma de um artigo para comunicação científica, conservando o título original, com um resumo de no máximo 10 linhas (em português), introdução, descrição da pesquisa, metodologia empregada, análise dos resultados, conclusões e referências bibliográficas. O trabalho deve ser enviado por e-mail (pagf2008@yahoo.com.br em arquivo PDF), acompanhado de uma declaração da instituição (em arquivo anexo) que ateste se o trabalho é de iniciação científica ou de monografia, período em que foi desenvolvido e professor orientador. No caso de trabalhos de iniciação científica, podem ser enviados trabalhos relativos a pesquisas em andamento ou concluídas em 2007 e, no caso de haver dois bolsistas de um mesmo projeto, o artigo deverá ser individual. O tamanho do texto deve ficar entre 40 mil a 60 mil caracteres (com espaços), incluindo bibliografia, fonte Times New Roman, corpo 12, em espaço 1,5. As comissões julgadoras não apreciarão trabalhos enviados fora destas especificações.

C) Para os trabalhos de mestrado e doutorado exigir-se-á o encaminhamento, vai e-mail (pagf2008@yahoo.com.br), com título, resumo e sumário descritivo dos capítulos do trabalho. O sumário descritivo deve ocupar no máximo 10 mil caracteres com espaço. Os trabalhos devem ser enviados com pseudônimo do autor e sem qualquer tipo de identificação do autor, do orientador e da instituição (no corpo do arquivo). Os trabalhos deverão ser encaminhados pelos próprios autores em arquivo PDF, via e-mail, acompanhados de uma declaração da Instituição atestando a aprovação e a nota obtida, bem como da ficha de inscrição com os dados de identificação, ambas em arquivo anexo, em separado. No corpo do texto do trabalho não deverá constar o nome do autor, e sim seu pseudônimo. Também não deverão constar os nomes do orientador nem da Instituição onde o trabalho foi desenvolvido, excluindo-se deste todos os agradecimentos ou citações que possam vir a identificar o autor do trabalho, sua instituição ou orientador.

D) Os trabalhos inscritos nas categorias Mestrado e/ou Doutorado devem, necessariamente, encaminhar, também em arquivo separado (versão PDF), a versão integral da dissertação e/ou tese, além do formato indicado na letra ‘C’, artigo 9º, deste Regulamento.

E) No caso da candidatura a Sênior, o proponente deverá enviar uma justifica da indicação do pesquisador, em que conste um resumo de sua trajetória acadêmica e de sua contribuição para o campo da pesquisa em jornalismo, de, no máximo, 10 mil caracteres (com espaço), em arquivo PDF, via e-mail (pagf2008@yahoo.com.br).

Calendário da Edição 2008 (III Prêmio AGF)

Lançamento da edição 2008 do Prêmio AGF: Abril de 2008

Recebimento de trabalhos (inscrições): 31 de julho de 2008

Prazo para Homologação das inscrições: 31 de agosto de 2008

Avaliação (julgamento) dos trabalhos inscritos: até 10 de outubro 2008

Solenidade de entrega do Prêmio aos vencedores: 19 de novembro de 2008

Inscrições por e-m: pagf2008@yahoo.com.br Outras Informações: www.sbpjor.org.br

pauta geral: nova edição na rede

A editora Tattiana Teixeira avisa:

Já está disponível na rede a edição n.09 da Pauta Geral – Revista Brasileira de Jornalismo. Neste número, o dossiê é sobre História do Jornalismo e traz artigos dos pesquisadores Ana Paula Goulart Ribeiro, Jorge Pedro Souza, Rogério Martins de Souza e Aníbal Pozzo, do Paraguai.Um dos destaques da edição é a entrevista com Christa Berger, ganhadora do Prêmio Adelmo Genro Filho, em 2007. Na seção artigos, trazemos textos de Márcia Amaral e Josenildo Luiz Guerra e nas resenhas, a contribuição de nomes como Antônio Hohlfeldt e Xosé Pereira. A partir de 2008, a Pauta Geral passa a editar dois números ao ano. Outra novidade é que todo o processo de submissão e avaliação de artigos está online, já que a revista está integrada ao SEER.
Para conferir, acesse http://pautageral.editoracalandra.com.br

acompanhe dois eventos do sul pela web

Você não pôde ir ao Intercom Sul, em Guarapuava (PR)?

Não pode ir a Porto Alegre para a Maratona que discute jornalismo e internet na PUC?

Não tem problema. Acompanhe tudo isso pela web.

O pessoal da Católica de Pelotas montou um blog para a cobertura do Intercom Sul. Veja aqui.

A revista Cyberfam acompanha a maratona na Famecos.