três revistas recebem textos

Se você tem artigos científicos prontos ou em fase de preparação e se atua na área da Comunicação, anote as oportunidades:

  • A revista Intexto receberá até o dia 27 de setembro artigos e  resenhas das áreas da Informação e Comunicação para a segunda edição  de 2010. Os trabalhos deverão ser submetidos pelo SEER  (http://www.seer.ufrgs.br/index.php/intexto ) mediante cadastro do(s)  autor(es). A revista está qualificada como B-2 no sistema Qualis de Periódicos da CAPES.
  • A revista Ciberlegenda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF), recebe textos para publicação em outubro-novembro de 2010. O número estará dedicado ao tema “Mídia e América Latina”. Deadline em 07 de setembro de 2010. Mais informações em http://www.proppi.uff.br/ciberlegenda
  • A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamadas abertas para a sua próxima edição, cujo tema é “Jornalismo e Políticas Públicas”. O número é referente ao segundo semestre de 2010, e a revista deve sair em dezembro. Qualis da revista: B3
    Prazo para submissão:
    20 de setembro de 2010
    Mais:
    http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index
    Veja como formatar seu artigo: aqui

os jornais e as eleições: cartilha grátis!

A campanha eleitoral já começou pra valer. As alianças foram fechadas, debates estão acontecendo e os candidatos já saíram às ruas. Na semana que vem, tem início o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, e aí a coisa pega fogo. Como a mídia é o principal palanque, diversos veículos de comunicação têm normas específicas para este período. Entre os jornais, até mesmo a associação nacional (ANJ) produziu e vem distribuindo uma cartilha para orientar as empresas do setor. Vale a pena conhecer.

Clique aqui pra baixar!

mais duas chamadas para revistas

Existe um mantra entre os cientistas: “Publish or Perish!”
Isto é, quem não publica está frito.

Por isso, se interessar, corra atrás dessas duas chamadas de texto de revistas científicas da área:

Comunicação & Inovação, revista científica do mestrado em Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, informa que receberá até 30 de setembro de 2010 artigos e resenhas para a edição de n.21, referente ao segundo semestre de 2010.
Para formatar: http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_comunicacao_inovacao/index
Se tiver dúvidas, escreva para: gino.giacomini@uscs.edu.br

Comunicação & Sociedade, revista da Universidade Metodista de São Paulo, comunica o lançamento do número 53 e anuncia que está recebendo textos inéditos para as suas próximas edições.
Mais informações em: http://www.metodista.br/comunicacao.sociedade

(E não se esqueça desta chamada aqui)

mark deuze e sua vida midiática

O número 86 da Revista da USP já está disponível nas livrarias e traz um abrangente dossiê sobre Cibercultura. A organização é da Beth Saad, e entre os muitos trabalhos interessantes está uma versão em português e mais sintética de “Media Life”, assinado por Mark Deuze, Laura Speers e Peter Blank. Se quiser dar uma olhada numa outra versão do texto – mais longa e em inglês – veja aqui. Se quiser dar uma olhada no sumário da Revista da USP, clique aqui. E se quiser ler o editorial de Francisco Costa, vá adiante…

Editorial

Incrível como em questão de décadas avançamos tanto nas mais diferentes direções do mundo do conhecimento. Isso não é novidade alguma, está claro, mas de dez ou doze anos para cá o mundo se viu, grosso modo, às voltas tanto com a indefectível globalização, com seu multiculturalismo intrínseco e seu último abalo sísmico – a crise econômica mundial (veja nosso dossiê anterior) –, como com uma outra configuração social e tecnológica que nos envolve e muda e agiliza nossa vida a cada dia.
“Cibercultura” é o nome dado a esse novo estado de coisas, em que o computador, a Internet e a tecnologia de ponta estão moldando um novo modo de vida. Hoje é relativamente comum você ter sua página no Orkut, no Facebook ou no Twitter. Hoje, ao entrar na Internet, por exemplo, você tem acesso a milhões de blogs – e por trás de cada um deles está um ser humano ou um grupo, que o configura e o abastece, conforme a periodicidade e o interesse.
Vive-se a era da sociedade plugada, em que cada vez mais os profissionais levam a tiracolo seu notebook a cada canto do mundo para onde vão – ou de onde vêm. Em que os avatares habitam os games que nossos filhos jogam em casa. Está mais viva do que nunca a famosa ideia de que o centro do conhecimento, hoje, está em toda parte (como já estava anteriormente, mas agora com muito mais ênfase). O que temos, na verdade, é uma gigantesca teia que nos agrega ou nos exclui. À parte o incrível avanço técnico, o mundo continua lutando de forma insana contra a miséria e sua consequente exclusão digital. Esse novo mundo já mencionado propõe novas formas de relacionamento. E essa nova proposta de viver já tem nome: “cibercultura”.
Pois Cibercultura é o dossiê que busca explicar que admirável mundo novo é esse no qual habitamos. Para organizar a seção, convidamos uma especialista, a professora Beth Saad, que se mostrou uma entusiasta da ideia e não poupou esforços pra termos um dossiê digno de nota. Nossos mais sinceros agradecimentos a ela, portanto, que, no seu artigo – que abre o dossiê –, já situa com muita propriedade o leitor dentro desse estado de coisas que vivemos e que atende pelo nome de “cibercultura”. Assim mesmo, com letra minúscula. Afinal, nós já vivemos dentro dela. Para o bem ou para o mal.

jornalismo e políticas públicas: uma revista

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamadas abertas para a sua próxima edição, cujo tema é “Jornalismo e Políticas Públicas”. O número é referente ao segundo semestre de 2010, e a revista deve sair em dezembro.

Veja a ementa:

Fruto e consequência de mobilização social, as democracias modernas amadureceram sistemas de participação popular para a gestão do bem público. Um deles é a implementação das chamadas políticas públicas. Estas são formalizações legais e administrativas que possam garantir ganhos e direitos adquiridos para todo o conjunto da sociedade e não apenas para públicos específicos. Como uma atividade eminentemente social, o jornalismo deve ter, em essência, suas atenções voltadas às questões mais universais. As políticas públicas, portanto, devem pautar permanentemente a imprensa. É isso o que acontece? Como os meios de informação e seus profissionais tratam as políticas públicas? Como as organizações que defendem e articulam a população para as políticas públicas se relacionam com a imprensa? Que modelo de jornalismo prevalece nessa relação entre imprensa e instituições de mobilização social? Estas e tantas outras questões que envolvem o tema e merecem atenção deverão ser objeto de debate nesta edição.

Qualis da revista: B3
Prazo para submissão: 20 de setembro de 2010
Site da revista, totalmente eletrônica a gratuita: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index
Veja como formatar seu artigo: aqui

ferramentas google para jornalistas

O jornalista colombiano Mauricio Jaramillo produziu e disponibilizou um Guia de Ferramentas Google para Jornalistas. São 50 páginas e um arquivo em PDF de 9,3 Mega. É útil, é prático e pode lhe servir. Baixe aqui.

(Dica da @lauraseligman)

ensino e aprendizagem em comunicação

A revista Conexão – Comunicação e Cultura, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), está com chamada de artigos para a edição 19, que tem como dossiê temático “Ensino e Aprendizagem em Comunicação”. Deve sair no primeiro semestre de 2011 e também recebe artigos sobre outros temas.

Para saber as normas de publicação, clique aqui.

O prazo para envio de artigos termina em 10 de dezembro de 2010.

(dica do @felipe_costa)

jornalismo, tecnologia, liberdade e democracia: e-books grátis

Baixe três interessantes publicações, todas atualíssimas e em espanhol, mas que ajudam a refletir sobre as relações entre jornalismo, tecnologia, democratização e consolidação de liberdades individuais.

“El impacto de las tecnologias digitales en el periodismo y la democracis en America Latina y el Caribe” é um estudo organizado por Guillermo Franco, tendo como financiador o Knight Center for Journalism in Americas, da Universidade do Texas. Tem 88 páginas e 11,2 megabites de tamanho de arquivo. Baixe aqui.

“Periodismo digital en un paradigma de transición” é uma publicação organizada por Fernando Irigaray, Dardo Ceballos e Matías Manna, e resulta do 2º Foro de Periodismo Digital de Rosario (Argentina). Tem 109 páginas e o arquivo tem 2 megas. Baixe aqui.

“Libertad de Expression” é uma publicação de 36 páginas em quadrinhos, produzida pela Unesco de Quito. Tem arquivo com 4,2 Megas. Baixe aqui.

mídia e qualidade: indicadores

Acaba de sair há pouco a tradução para o português de um importante documento internacional sobre comunicação e qualidade. Trata-se dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia, publicação produzida e organizada no âmbito da Unesco, reunindo a expertise de profissionais e estudiosos do mundo inteiro.

Vale a leitura do documento. Merece o debate que ele enseja…

Baixe: http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001631/163102por.pdf

mais uma revista aberta a textos

Reproduzindo…

A Revista Comunicação: Veredas recebe artigos, ensaios, resenhas de livros e relatos de pesquisa na área de Comunicação. O prazo para envio dos textos é 15 de junho de 2010.

Comunicação:Veredas é editada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Marília – UNIMAR – e está classificada como Qualis B Nacional. Está aberta a colaborações científicas da área de Comunicação. Os artigos recebidos serão encaminhados ao Conselho Editorial, para apreciação do mérito científico.

As normas para publicação em: http://www.unimar.br/veredas/chamada_veredas.pdf

Os textos devem ser encaminhados o email: rreisoliveira@uol.com.br

chamada de textos para revista

Repassando…

A Revista Ícone (ISSN 2175-215X) é uma publicação on line do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE com mais de dez anos de existência e que, desde 2008, é distribuída exclusivamente on line.
Nas suas últimas edições, abordou questões relacionadas ao entretenimento (2008.1), música popular (2008.2), cinema mundial (2009.1) e jornalismo no século XXI (2009.2), sempre com ótima receptividade na comunidade acadêmica.
Para esta primeira edição de 2010, serão aceitas submissões de temas livres escritas por mestrandos, mestres, doutorandos ou doutores.
Os artigos, resenhas ou entrevistas deverão ser submetidos até 15/07 através do site, mediante cadastro.

quais os principais problemas do jornalismo?

Precariedades no trabalho, insegurança no emprego, predomínio dos interesses políticos e econômicos sobre os jornalísticos, falta de ética profissional e escassa consciência de responsabilidade social por parte dos jornalistas. A resposta vem dos jornalistas de Madri, que responderam a uma ampla pesquisa coordenada pelos professores Carlos Maciá Barber e Susana Herrera Damas, ambos da Universidad Carlos III.

Intitulado “Ética e Excelência Informativa”, o estudo foi publicado na edição de março passado na revista Cuadernos de Periodistas, editada pela Asociación de la Prensa de Madrid (APM). A pesquisa foi realizada entre 2006 e 2010, com base em 410 questionários respondidos por jornalistas mais 30 outras entrevistas em profundidade com profissionais da área. Um dos objetivos era justamente identificar novos dilemas éticos e principais incômodos de repórteres e editores em seus locais de trabalho. Alguns resultados:

  • Para 55,6% dos respondentes, a objetividade não existe, mas mesmo assim o jornalista deve buscá-la
  • Dirigentes esportivos são as fontes menos confiáveis para a maioria dos participantes da pesquisa
  • Em termos de manipulação digital de imagem, cortes para um melhor enquadramento são as atitudes mais aceitáveis, enquanto que usar softwares para maquiar personagens é a mais repudiada
  • Para 59,5% dos jornalistas de Madri, nunca se deve usar disfarces ou identificar-se por outra profissão para obter informações; 37,3% admitem esses recursos em casos excepcionais
  • Segundo 89,8%, nunca se deve pedir compensações financeiras de fontes. Para 9%, às vezes
  • 83,7% dos jornalistas da capital espanhola acham inaceitável receber presentes que custem mais de 200 euros de suas fontes

Resultados interessantes, não? Adoraria conhecer as respostas dos jornalistas brasileiros a essas questões…

um dossiê de ética jornalística

A Brazilian Journalism Research, revista da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), traz um dossiê sobre ética jornalística em seu mais recente número. Além de artigos com outros assuntos, estão no sumário…

ETHICS IN OLD AND NEW JOURNALISM STRUCTURES PDF
Clóvis de Barros Filho e Sérgio Praça
THE ETHICAL CROSSROADS IN THE AGE OF THE “NEW MEDIA” PDF
Sylvia Moretzsohn
THE PARADIGM OF ANTIGONE AND GACEL SAYAH: An approach to historical and contemporary Ethical/moral dilemmas of Journalism PDF
Francisco José Castilhos Karam
COMMUNICATION, ETHICS AND ANTHROPOETHICS PDF
Luiz Martins da Silva
JOURNALISM ETHICS AND ACCEPTANCE OF GIFTS: A view from Madrid journalists PDF
Susana Herrera Damas e Carlos Maciá Baber

revista da intercom, disponível nova edição

Uma das revistas mais prestigiadas do país na área da Comunicação já está na rede, com a primeira edição deste ano. A revista da Intercom está com o seguinte sumário:

Artigos

Muchos medios en pocas manos: concentración televisiva y democracia en América Latina – Raúl Trejo Delarbre

Participação, instituições políticas e Internet: um exame dos canais participativos nos portais da Câmara e da Presidência do Brasil – Francisco Paulo Jamil Almeida Marques

A Comunicação cidadã sob o enfoque do transnacional – Denise Cogo

Uso de marcas verbais para aspectos não-verbais da conversação em salas de bate-papo na Internet – Robson Santos de Oliveira, Luciano R. de Lemos Meira

Companhia Cinematográfica Vera Cruz: inspiração europeia e discurso de brasilidade – Mauricio Reinaldo Gonçalves

El perfil de los periodistas en el cine: tópicos agigantados – Ofa Bezunartea Valencia, César Coca García, María José Cantalapiedra González, Aingeru Genaut Arratibel, Simón Peña Fernández, Jesús Ángel Pérez Dasilva

Peirce na trilha deleuzeana: a semiótica como intercessora da filosofia do cinema – Alexandre Rocha da Silva, Rafael Wagner dos Santos Costa

Origens e implicações dos quadros e configurações das páginas dominicais e tiras em quadrinhos a partir do final do século XIX – Fabio Luiz Carneiro Mourilhe Silva

A transição dos quadrinhos dos átomos para os bits – Marcia Schmitt Veronezi Cappellari

Blogosfera, espaço público e campo jornalístico: o caso das eleições presidenciais brasileiras de 2006 – César Ricardo Siqueira Bolaño, Valério Cruz Brittos

A pílula da longevidade à venda nas páginas da Revista Veja – Lia Hecker Luz

Revistas de divulgação científica e ciências da vida: encontros e desencontros – Ieda Tucherman, Cecilia C. B. Cavalcanti, Luiza Trindade Oiticica

Entrevista
A pesquisa sobre tecnologias de Comunicação no Brasil e na América Latina
– Emile G. McAnany

Opinião
Como Jorge Calmon via o Jornalismo e o jornalista – Sérgio Mattos

Resenhas
O amadorismo no centro do espaço virtual – Maria das Graças Targino

Para além dos conteúdos: rádios comunitárias e gestão cidadã – Denise Cogo, Cristóvão Almeida

A comunicação da ciência em revista – Irene Machado

Reflexão sobre a ética no Jornalismo – Ana Claudia Marques Govatto

duas revistas chamam textos

Atendendo o velho-novo adágio “Publish or Perish”, reproduzo duas chamadas de textos de revistas científicas da Comunicação:

Revista Memex – Informação, Cultura e tecnologia – É uma publicação multidisciplinar de periodicidade bimestral, dedicada à divulgação de estudos relativos à informação, cultura e tecnologia.  A seção Navegar, onde são publicados os artigos, busca contribuir com reflexões e análises que auxiliem na constituição de uma perspectiva crítica acerca da relação sujeito, informação e mediação tecnológica. A seção compreende artigos que contenham relatos completos de estudos ou pesquisas concluídas,matérias de caráter opinativo, revisões da literatura e colaborações assemelhadas. A revista é multílingue, publica trabalhos em português,espanhol, inglês e francês. Estamos recebendo trabalhos para até 20/05/2010.

Mais informações em http://www.eci.ufmg.br/memex

Revista Galaxia – chamada para a edição de dezembro 2010. Os textos deverão ser postados diretamente no site e obedecer às normas da revista (item “sobre” no site http://revistas.pucsp.br/galáxia)
O dossiê contará com um consultor especializado no tema, que será revelado apenas na edição da revista.
Temática: “Comunicação e biopolítica”

sobre livros e percursos

Existem livros que trazem consigo muito mais histórias que suas páginas contam. A trama, os personagens, as ações estão ali, mas o próprio-livro-como-coisa às vezes escreve narrativas a respeito de si mesmo.

Ontem, me deparei com um desses casos. Soube pelo Twitter que o André Lemos estava lançando o seu “Caderno de viagem: Comunicação, Lugares e Tecnologias”, um e-book gratuito sobre seu tempo de pós-doutoramento no Canadá. Fiquei curioso, baixei e depois me pus a olhar as mais de 300 páginas com um misto de curiosidade e encantamento. Quando percebi, já estava lendo, e devorando as páginas curtinhas, caprichadamente editadas para serem lidas com bastante conforto na própria tela do computador.

Lançado em vários formatos – inclusive para kindle e outros leitores digitais, com opção de impressão em papel -, o livro é interessantíssimo. Híbrido de diário de bordo, álbum de fotos inusitadas, e compilação de insights conceituais, “Caderno de Viagem” é atraente até mesmo para quem não quer saber do Canadá, não se interessa por traquitanas tecnológicas ou por quem sequer imagine quem é o seu autor. O livro interessa pois traça um mapa que reúne ideias muitíssimo importantes para todos nós, humanos: comunicação, cidades e caminhos.

Por isso e por outras razões, a gente consome o livro sem parar, em poucas horas. Seja motivado pelos mapas que o próprio André desenha de suas caminhadas pelas ruas de várias cidades; seja pelo que se pode imaginar desse narrador no momento de suas ações.

Produzido em meio a um ano sabático, o livro é um belo exemplo de como ciência e sensibilidade, narrativa agradável e pesquisa social, tecnologia e geografia se encontram. Aliás, não é que cairia bem se os editores lançassem uma versão em audiobook? É que aí, o “leitor” baixaria em seu IPod, e – caminhando – ouviria as páginas de André, tendo uma espécie de companheiro na jornada…

Como eu disse, o livro foi concebido num período sabático, aquele tempo em que artistas e intelectuais deveriam se devotar um tempo maior para maturar ideias e projetos, enfim, uma puxada de freio no campo das ideias e emoções. Que nada! Como o próprio André conta no livro, de sabático, o período não teve nada. Foi um tempo de muito trabalho, de muita produção, de muito empenho. O “Caderno de viagem”, que ele agora nos oferece, é apenas um dos muitos frutos desse ano no Canadá; desse período fértil, vieram artigos acadêmicos, palestras, capítulos de livros, comunicações científicas e até mesmo um filho…

Enfim, como eu disse no início, existem livros que têm suas próprias histórias. “Caderno de viagem” é um desses generosos casos…

***

Mas a vida nos atropela mesmo. E os livros com ela. Semana passada, encontrei em minha página no Facebook um recado inusitado de uma total desconhecida. Ela me contava que escrevia de Campinas (SP), onde havia ganho um livro com uma assinatura minha, seguido de uma data e uma localidade: 05 de outubro de 1992, Bauru.

A moça ficou curiosa diante do fato de que o livro continha outras marcas. Carimbos de um sebo de Itajaí (SC), mas o volume havia sido comprado em Ribeirão Preto (SP) por um amigo que a presenteara. A moça deve ter pensado: como esse livro veio parar aqui e quem é esse cara da assinatura? Entrou na internet e acabou me encontrando lá no Facebook (e em lugares não comentáveis aqui…).

O livro andou. Por caminhos que sabe-se lá quem determinou…

Este é mais um exemplo de como livros e percursos nos interessam, nos chamam a atenção. A ponto de a história que acabei de escrever ser até mais interessante que o próprio livro em questão. (A propósito, era um exemplar de “Comunicação em prosa moderna”, do Othon Garcia)

graduando também publica

Embora a grande maioria das publicações científicas publique textos de mestres, doutores, doutorandos e mestrandos, há revistas que são específicas para quem ainda está na graduação. Reproduzo a chamada da Iniciacom, um bom exemplo do gênero.

Iniciacom – Revista Brasileira de Iniciação Científica em Comunicação Social, publicação eletrônica destinada a trabalhos oriundos de pesquisas desenvolvidas nos cursos de graduação em Comunicação Social de todo o país, está aceitando colaborações para seu próximo número, a ser lançado no Congresso Nacional da Intercom, em setembro deste ano.

A última edição da revista (Vol. 2, nº 1 – 2010) está disponível em http://www.intercom.org.br/iniciacom/v2n1/index.htm. Nesse mesmo endereço, os interessados poderão consultar as normas e diretrizes para submissão de trabalhos.

A revista Iniciacom é uma publicação semestral da Intercom e aceita artigos, dossiês, resenhas e entrevistas. As colaborações a serem submetidas à próxima edição deverão ser encaminhadas até o dia 15 de maio de 2010 para o seguinte endereço eletrônico: iniciacom@intercom.org.br.

estudos em jornalismo e mídia com novo conceito qualis

A Capes revisou no mês passado a classificação dos periódicos científicos brasileiros. Nesta semana, tornou disponível no seu sistema Qualis a consulta às revistas impressas e eletrônicas, agora com novos conceitos.

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo daUFSC, passou de B5 a B3, o que já era esperado por sua comissão editorial. Com isso, o periódico ganha mais visibilidade e respeitabilidade junto à comunidade científica. Como editor há pouco mais de seis meses, fiquei bastante contente. Por isso, lembro que estamos com chamadas abertas para os números deste ano.

Volume 7 nº 1 (Janeiro-Junho)
Inovações no Jornalismo

O jornalismo é uma atividade que evoluiu não apenas aliado ao desenvolvimento tecnológico, mas também à base do aperfeiçoamento de processos e sistemas. Neste sentido, as inovações na área abrangem o emprego de equipamentos e suprimentos para um melhor desempenho, mas também a implementação de novos processos e a proposição de outras práticas que otimizem a atuação jornalística. Inovação envolve criatividade, ousadia, imaginação, experimentação e busca de excelência. A inovação no jornalismo é operacional e é processual, e se traduz em apropriações tecnológicas, adoção de políticas de trabalho, indicação de métodos de investigação e apuração, entre outros. O escopo desta edição abrange ainda relatos de pesquisa e reflexões sobre modelos de negócio para o jornalismo, padronização e qualidade, formatos e produtos, estratégias dirigidas a novos públicos, novas mídias, etc.
Prazo para submissão: até 20 de abril

Volume 7 nº 2 (Julho-Dezembro)
Jornalismo e Políticas Públicas

Fruto e consequência de mobilização social, as democracias modernas amadureceram sistemas de participação popular para a gestão do bem público. Um deles é a implementação das chamadas políticas públicas. Estas são formalizações legais e administrativas que possam garantir ganhos e direitos adquiridos para todo o conjunto da sociedade e não apenas para públicos específicos. Como uma atividade eminentemente social, o jornalismo deve ter, em essência, suas atenções voltadas às questões mais universais. As políticas públicas, portanto, devem pautar permanentemente a imprensa. É isso o que acontece? Como os meios de informação e seus profissionais tratam as políticas públicas? Como as organizações que defendem e articulam a população para as políticas públicas se relacionam com a imprensa? Que modelo de jornalismo prevalece nessa relação entre imprensa e instituições de mobilização social?
Estas e tantas outras questões que envolvem o tema e merecem atenção deverão ser objeto de debate nesta edição.
Prazo para submissão: 20 de setembro

direitos autorais: advogado avalia panorama das disputas judiciais

Ilustrado por Spacca para o ConjurEmbora seja um dos maiores experts brasileiros em Direitos Autorais, o advogado Amaro Moraes e Silva Neto recusa o rótulo de especialista. Ele se vê mais como um profissional que se dedica a questões que envolvem direito e tecnologia da informação, e em especial com casos de violação de direitos autorais na internet. Tudo porque, nos últimos anos, o próprio advogado tem percebido “dezenas de artigos seus” circulando pela rede sem qualquer menção ao autor.
Na entrevista a seguir, feita por email, Amaro Moraes e Silva Neto avalia como está sendo tratada essa que é uma questão cada vez mais estratégica e permanente na web: a autoria e os direitos de quem cria conteúdos.

No Brasil, muita gente move ações judiciais para garantir seus direitos nesta área? São artistas? Escritores? Jornalistas?
No que diz respeito a quem promove estas ações, estão presentes todos os segmentos sociais (artistas, escritores, jornalistas, advogados, etc.) Entretanto, fique ressaltado, o número de processos em trâmite é insignificante. Parece que as pessoas não estão se importando em serem furtadas em suas idéias.

Para termos uma ideia, uma ação ganha nas cortes daqui chega a propor o pagamento de que indenizações? Que reparações são pedidas?
Como já o disse um brilhante jurista brasileiro, Nelson Hungria, “a vida é variedade infinita e nunca se ajusta com irrepreensível justeza aos figurinos da lei ou às modas da doutrina”. No que diz respeito às indenizações por danos morais, deve ser esclarecido que somente cabe ao juiz a determinação do montante da indenização por danos morais.
Em 22 de agosto de 2000, a Coordenadoria de Editoria e Imprensa do Superior Tribunal de Justiça, veiculou notícia relativa ao Recurso Especial nº 114302/SP contra um Acórdão que condenou o pesquisador científico Carlos Augusto Pereira a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais à biomédica Yeda Lopes Nogueira, do Instituto Adolpho Lutz, a título de danos morais em razão do plágio perpetrado. No entanto, às indenizações por danos morais em razão plágio não são tão pródigas. No que diz respeito a danos materiais (inclusive lucros cessantes), estes serão reparados na razão direta de sua comprovação.

O senhor acha que a realidade brasileira é muito diferente de outros países quanto à disputa pela propriedade intelectual? Isto é, nossa legislação – sobretudo a Lei 9610/98 – tem dado conta dos casos? É avançada ou retrógrada?
Num mundo globalizado, de certo modo, tudo é muito parecido, eis que tudo atende, basicamente, a um único fator: o econômico. A legislação que criou a propriedade intelectual (uma aberração jurídica) atendeu aos interesses das mega-corporações que, de fato, dominam o planeta, não aos dos artistas que foram rebaixados a produtores culturais. Tecnicamente, não tenho o que criticar da lei dos direitos autorais. Mas este não é o ponto. O ponto é a aplicação da lei nos moldes dos anseios coletivos.

É claro que o advento da internet trouxe novos elementos para a esfera do direito autoral. Como vem reagindo os poderes Legislativo e Judiciário diante dessas modificações?
A internet não trouxe novos elementos para a esfera do direito autoral. A internet se prestou, como meio de divulgação exponencial, a criar conflitos neste meio. O resto é tudo igual.

Neste sentido, como senhor vê movimentos de flexibilização de direitos de autor, a exemplo das licenças do tipo Creative Commons, propostas pelo jurista Lawrence Lessig?
Acho fabuloso. Sempre fui partícipe desta posição desde 1996, quando criei um portal jurídico chamado Avocati Lócus, que não existe mais. Meus artigos eram assim disponibilizados. O que eu não admito é a omissão de texto ou, principalmente, a de meu nome como autor.

De que maneira isso tem modificado a tramitação de ações por aqui?
Em nada.

Tecnicamente, é mais fácil se identificar plágios em músicas do que em textos. A repetição de um conjunto de acordes caracteriza a cópia indevida. Isso não está muito definido em termos de textos. Em que bases se apoiam as cortes brasileiras para diferenciar um plágio de uma excessiva similaridade? Esses parâmetros são confiáveis?
Eu creio que na literatura é mais fácil se identificar o plágio do que na música. Em primeiro lugar pelo tempo ocupado por uma música e o ocupado por um texto. Menos elementos, mais facilidade. Mas, voltando à identificação do plágio literário, via de regra ele é literal… Alguns raros plagiadores tentam, no começo, dissimular a origem, mudando a ordem do parágrafo com a inversão de frases, substituindo algumas palavras por seus sinônimos e vai. Mas é fácil. Atualmente, existem programas que facilitam esta consulta.
Quanto às bases em que se apóiam as cortes, nos casos em que sou parte ou advogado sempre os julgadores se convenceram estribados nas atas notariais que noticiam os fatos. Trata-se de mera comparação. Quanto à sua confiabilidade, é indiscutível. Na verdade quem, ao tentar explicar (rememorando mais uma vez Nelson Hungria) que a distância mais curta entre dois pontos precisa recorrer aos geômetras da Quarta Dimensão, perdeu a convicção em si mesmo. Certas coisas são simples.

Por trás desses litígios está a ideia de “autoria”. A internet e seus usuários tem proposto novos regimes de autoria, como as compartilhadas e coletivas. Como o senhor observa a evolução desse conceito? Que futuro imediato temos para a produção autoral de conteúdo?
Em havendo acordo entre as partes quanto à exploração de uma idéia, comunitariamente, na verdade nada de novo ocorrerá. A legislação autoral já antecipa isto que se chama co-autoria. Quanto ao futuro imediato eu vejo um caminho sendo bastante bem pavimentado para que nos dispamos integralmente de nossa privacidade e façamos de conta que somos uma grande comunidade. Já não guardo este otimismo dos primeiros momentos da internet. Hoje tudo é uma grande ágora. Mas ainda podemos conspirar.

jornalistas da web faz 10 anos com e-book

O Jornalistas da Web completou ontem 10 anos ininterruptos de cobertura da mídia online nacional e internacional. Os empreendedores, tendo à frente o Mario Lima Cavalcanti, lançam – para marcar a data – um e-book fazendo uma retrospectiva do que passou.

A iniciativa, uma das poucas, tem méritos, ainda mais por aqui. Parabéns à equipe!

Baixe o e-book grátis!

produção científica brasileira já é maior que a russa

Levantamento da Thomson Reuters mostra que a produção científica brasileira ultrapassou a da Rússia. Mais: o crescimento da ciência nacional caminha para superar também a da Índia, podendo assumir o segundo lugar entre os países emergentes em muito pouco tempo. O primeiro lugar é da… China! Naturalmente.

Os dados que apontam essa curva de crescimento estão baseados no comparativo de artigos publicados entre as principais revistas científicas internacionais entre 1990 e 2008. Se antes os cientistas brasileiros publicaram 3,6 mil artigos, agora a marca está além dos 30 mil. O país responde hoje por 2,6% da produção científica mundial e investe perto de 1% do seu PIB. Formou 10 mil novos doutores em 2008, crescimento de dez vezes em vinte anos.

Para se ter uma ideia do que acontece no mundo, os norte-americanos – líderes mundiais – publicam anualmente 332 mil artigos em revistas internacionalmente reconhecidas, o que significa 29% do bolo. É muito? Sim, mas já foi mais. Em 1990, respondiam por 38% da produção de ciência no planeta.

Tem gente comendo o bolo pelas beiradas e não é apenas o Brasil. A China hoje está com 9,9% do total e pode ultrapassar os Estados Unidos em 2020, aponta a Thomson Reuters.

(Mais dados na matéria que a BBC publicou)

estudos em jornalismo e mídia: chamadas de textos para 2010

Estão definidos os temas da Estudos em Jornalismo e Mídia para as edições do primeiro e segundo semestre de 2010.

Anote aí!

Volume 7 nº 1 (Janeiro-Junho)
Inovações no Jornalismo

O jornalismo é uma atividade que evoluiu não apenas aliado ao desenvolvimento tecnológico, mas também à base do aperfeiçoamento de processos e sistemas. Neste sentido, as inovações na área abrangem o emprego de equipamentos e suprimentos para um melhor desempenho, mas também a implementação de novos processos e a proposição de outras práticas que otimizem a atuação jornalística. Inovação envolve criatividade, ousadia, imaginação, experimentação e busca de excelência. A inovação no jornalismo é operacional e é processual, e se traduz em apropriações tecnológicas, adoção de políticas de trabalho, indicação de métodos de investigação e apuração, entre outros. O escopo desta edição abrange ainda relatos de pesquisa e reflexões sobre modelos de negócio para o jornalismo, padronização e qualidade, formatos e produtos, estratégias dirigidas a novos públicos, novas mídias, etc.
Prazo para submissão: até 20 de abril

Volume 7 nº 2 (Julho-Dezembro)
Jornalismo e Políticas Públicas

Fruto e consequência de mobilização social, as democracias modernas amadureceram sistemas de participação popular para a gestão do bem público. Um deles é a implementação das chamadas políticas públicas. Estas são formalizações legais e administrativas que possam garantir ganhos e direitos adquiridos para todo o conjunto da sociedade e não apenas para públicos específicos. Como uma atividade eminentemente social, o jornalismo deve ter, em essência, suas atenções voltadas às questões mais universais. As políticas públicas, portanto, devem pautar permanentemente a imprensa. É isso o que acontece? Como os meios de informação e seus profissionais tratam as políticas públicas? Como as organizações que defendem e articulam a população para as políticas públicas se relacionam com a imprensa? Que modelo de jornalismo prevalece nessa relação entre imprensa e instituições de mobilização social?
Estas e tantas outras questões que envolvem o tema e merecem atenção deverão ser objeto de debate nesta edição.
Prazo para submissão: 20 de setembro

A Estudos em Jornalismo e Mídia é a revista científica do Mestrado em Jornalismo da UFSC.

nova edição da estudos de comunicação na rede

Já está na rede a edição de dezembro da revista Estudos de Comunicação, do Labcom da Universidade de Beira Interior, Portugal.

O sumário é este:

Framing a Global Crisis: An Analysis of the Coverage of the Latest Israeli-Palestinian Conflict by Al-Jazeera and CNN
Laura Aguiar

Disasters in Tamil Nadu, India: Use of Media to Create Health Epidemic Awareness
Sunitha Kuppuswamy & S. Rajarathnam

Strengths and Weaknesses of Public Relations: Education in Portugal
Gisela Gonçalves

O ensino do jornalismo em Portugal
João Manuel Messias Canavilhas

A competição entre televisão e imprensa no discurso metajornalístico
Ana Horta

The Romanian journalists between constraints and liberties
Silvia Branea

Mercado vs Cultura: La política audiovisual de la Comisión Barroso
Carmina Crusafon

New media and society: A Study on the impact of social networking sites on indian youth
Dr. M. Neelamalar & Ms. P. Chitra

A Pertinência da Categoria Singularidade de Adelmo Genro Filho para os Estudos Teóricos em Jornalismo
Felipe Simão Pontes & Francisco José Karam

Celebridades no Feminino: mulheres célebres em revistas femininas de estilo de vida portuguesas
Ana Jorge

Tecnologias, Mídia e Educação: percursos teóricos entre a sociedade da informação e a sociedade do conhecimento por
Laura Seligman & Rogério Christofoletti

O estudo das redes sociais na comunicação digital: é preciso usar metáforas?
E. Saad Corrêa & A. de Abreu de Sousa & D. Osvald Ramos

Abordagens contemporâneas: identidades e cultura no contexto midiatizado
Ms. Daiana Stasiak

Barack Obama e a representação de identidades híbridas na mídia
Paulo Roberto Figueira Leal & Vinícius Werneck Barbosa Diniz

Conception de nouveaux produits en tourisme : Innovation et communication dans l’incertain
Arlette Bouzon & Joëlle Devillard

Jornalismo e Sociedade: A Visibilidade do Idoso nos Meios de Comunicação. (Estudo de caso: Jornais El País e ABC)
Pedro Celso Campos

A webradio em Portugal
Nair Prata

Jornal Impresso e Pós-Modernidade: O Projeto Ruth Clark e a Espetacularização da Notícia
Luiz Roberto Saviani Rey

Telejornalismo e Poder: A moeda política que regula as relações de troca no Brasil
Flávio AC Porcello

A África que Tintim viu: metáforas da superioridade européia, estereótipos raciais e destruição das culturas nativas em uma desventura belga
Lúcio De Franciscis dos Reis Piedade Filho

Acesse http://www.labcom.pt/ec/06/

convergência e direito: um dossiê

O Observatório de Direito à Comunicação acaba de lançar na rede o primeiro de uma série de documentos especiais que muito ajudam a compreender o setor de comunicações no Brasil. O primeiro dossiê tem o título A convergência tecnológica e o direito à comunicação, e articula de forma didática e bem estruturada as relações entre os avanços das plataformas, os impactos a que os meios convencionais estão expostos e a organização dos meios de comunicação nacionais em meio a essas modificações.

O dossiê tem 28 páginas, em português, formato PDF, e é assinado por Jonas Valente. O material pode ser baixado aqui.

O documento é interessante pela abordagem – o direito à comunicação não pode se esvaziar diante dos avanços tecnológicos – e oportuno. Afinal, neste mês, acontece em Brasília a primeira Conferência Nacional de Comunicação, ocasião histórica para se discutir diversos aspectos sobre o setor no país.

fórum de professores de jornalismo: chamada de artigos

Leonel Aguiar, diretor científico do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), manda avisar que as inscrições para o encontro de 2010 serão abertas já no dia 1º de janeiro:

O Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) convida professores, pesquisadores, jornalistas e estudantes para inscreverem trabalhos no IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo, que ocorrerá em Recife, Pernambuco, entre os dias 21 e 23 de abril de 2010. O período de inscrição começa no dia 1° de janeiro e vai até o dia 1° de março de 2010.

Os trabalhos podem ser apresentados em um dos seguintes Grupos de Pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino. Mais informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no site www.fnpj.org.br.

novembrada, 30 anos

Há exatos 30 anos acontecia em Florianópolis um episódio que seria emblemático na derrocada do regime militar: um embate entre manifestantes e autoridades, na visita do presidente João Figueiredo à cidade, passaria à história como a Novembrada.

O Cotidiano, revista multimídia do curso de Jornalismo da UFSC, coordenada por minha amiga Maria José Baldessar, oferece hoje um igualmente histórico especial sobre o evento. Se você sabe do que estou dizendo, vá lá relembrar. Se nunca ouviu falar da coisa, já pode dar um bom mergulho no assunto.

Acesse: http://www.cotidiano.ufsc.br/images/novembrada/

 

 

 

 

 

 

 

formação de jornalistas na américa latina

Já está disponível um levantamento feito pela Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social (Felafacs) com apoio da Unesco que tem como título Mapa de los centros y programas de formación de comunicadores y periodistas en América Latina y el Caribe.

Como se pode ver, é um informe que faz um panorama de cursos e centros de formação profissional no continente. Em formato PDF e em espanhol, o documento teve como consultor brasileiro o professor Gerson Luiz Martins. Vale a pena conhecer a realidade formativa específica na região… Aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

teoria do jornalismo em revista

Acaba de sair a edição de final de ano da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC.
Neste número, um dossiê sobre teorias do jornalismo, e outros tantos temas importantes.

O sumário está a seguir, e o link para a edição é este aqui.

Eixo Temático: Teorias do jornalismo
O fenômeno noticioso: objeto singular, natureza plural
Gislene Silva (UFSC)

A celebração da prática e da teoria do fazer jornalístico – Zero Hora 45 Anos
Daiane Bertasso Ribeiro (UFSM) e Maria Ivete Trevisan Fossá (UFSM)

Jornalismo e guinada subjetiva
Marcio Serelle (PUC-MG)

Entre fronteiras: explorando o efeito da terceira pessoa
Francisco Gilson R. Pôrto Junior (UNITINS)

A institucionalização do mercado noticioso e seus significados para a construção da identidade do jornalista no Brasil
Fernanda Lima Lopes (UFRJ)

Jornalismo, espaço de disputas de hegemonia
João José de Oliveira Negrão (UNISO)

Jornalismo audiovisual de qualidade: um conceito em construção
Beatriz Becker (UFRJ)

Contributos portugueses à teorização do jornalismo: das origens a 1974
Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa)

Temas livres
O repórter Euclides da Cunha em Canudos
Antonio Carlos Hohlfeldt (PUC-RS)

Novas exigências de formação
Antônio Fausto Neto (UNISINOS)

O oligopólio privado das comunicações como herança arbitrária do Estado brasileiro
Carlos Augusto Locatelli (UFSC)

Televisão, Telejornalismo e Juventude: o que jovens da periferia pensam sobre o Jornal Nacional?
Aline Silva Correa Maia (UFJF)

Sedimentação, erosão, abalos e erupção de imagens: Reprodução e transformação de representações sociais na narrativa jornalística
Ivan Paganotti (ECA-USP)

Jornalismo digital e colaboração: sinais da desreterriotorialização
Vivian de Carvalho Belochio (UFRGS)

Resenha
Moral irrisória
Ética, jornalismo e nova mídia: uma moral provisória, de Caio Túlio Costa
.
Por Aldo Antonio Schmitz (UFSC)

Comentário
Por que o jornalismo precisa de doutores?
Philip Meyer (University of North Carolina)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

obercom: nova edição da revista

Gustavo Cardoso e Rita Espanha, editores da revista eletrônica Observatório, do Obercom, avisam que já está na rede a mais nova edição do periódico.

O sumário é o abaixo e o atalho é por aqui:

Observatorio (OBS*)
Vol 3, No 3 (2009)

Information Quality Assessment and Source Selection on the Internet for Competitive Intelligence: Fieldwork Research on 53 executives
Jeremy Depauw

Europeanisation on the Internet? The Role of German Party Websites in the 2004 European Parliamentary Elections
Eva Johanna Schweitzer

Regulation of advertising in audio-visual media services: the impact on consumer protection, investments, innovation and competition
Martijn Poel,    Jop Esmeijer

La gestión de la comunicación corporativa en los clubes profesionales en España
Fernando Olabe

Bases do estudo do comportamento do consumidor em um contexto global
Raquel Marques Carriço Ferreira

Radio and the Web: Communication Strategies of Spanish Radio Networks on the Web (2006-2008)
Elsa Moreno,    Pilar Martínez-Costa,    Avelino Amoedo

Communication Research in Europe (2002-2013). An Analysis of Competitive Projects Approved under the European Union’s Sixth and Seventh Framework Programmes
Marta Civil i Serra,    Núria Claver López

Portugal olhado pelo cinema como centro imaginário de um Império: Campo /Contracampo
Maria do Carmo Piçarra

Locating the Self in Web 2.0: explorations in creativity, identity and digital expression
Bridgette Wessels

A patchwork of online community-based systems: can social software be used to augment online individual social capital?
Peter Mechant

Análisis de las barreras en la compra de servicios turísticos por Internet: implicaciones para la gestión comercial en el sector
María Pilar Martínez,    Alicia Izquierdo-Yusta,    Ana Isabel Jiménez-Zarco

Development of Digital Satellite Pay TV in Spain (2004-2008)
Sagrario Beceiro

‘Nothing, late and analogue’  How organizations utilized their websites to respond to issues covered by Swedish mainstream online news
Michael Bo Karlsson

Case Study of Lesbian’s Health Hotline in Peripheral Chinese City
Jin Cao,    Mao Cao

Point of listening in a radio fiction: the eternal problem
Emma Rodero Antón

lançamento de livro

Meu amigo Mario Fernandes, um dos responsáveis pela obra, manda o convite:

Terça, amanhã, 10 de novembro
Às 19 horas
Na Assembléia Legislativa de SC, em Florianópolis

Convite Livro(Clique para ampliar)