Hoje, não estou sem assunto. Estou sem tempo.
O coelho de Alice vive me perseguindo. Impertinente, bate com o indicador no vidro do relógio, e tamborila o chão com a patinha.
Para exorcizá-lo, invoco Caetano Veloso e sua “Oração ao tempo”:
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho Tempo Tempo Tempo Tempo, vou te fazer um pedido Tempo Tempo Tempo Tempo Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos Tempo Tempo Tempo Tempo entro num acordo contigo Tempo Tempo Tempo Tempo Por seres tão inventivo e pareceres contínuo Tempo Tempo Tempo Tempo és um dos deuses mais lindos Tempo Tempo Tempo Tempo Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho Tempo Tempo Tempo Tempo ouve bem o que te digo Tempo Tempo Tempo Tempo Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso Tempo Tempo Tempo Tempo quando o tempo for propício Tempo Tempo Tempo Tempo De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido Tempo Tempo Tempo Tempo e eu espalhe benefícios Tempo Tempo Tempo Tempo O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo Tempo Tempo Tempo Tempo apenas contigo e migo Tempo Tempo Tempo Tempo E quando eu tiver saído para fora do círculo Tempo Tempo Tempo Tempo não serei nem terás sido Tempo Tempo Tempo Tempo Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos Tempo Tempo Tempo Tempo num outro nível de vínculo Tempo Tempo Tempo Tempo Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios Tempo Tempo Tempo Tempo nas rimas do meu estilo Tempo Tempo Tempo Tempo
Nada melhor do que exaltar o tempo quando estamos sentindo sua falta.
tempo. estou sem nenhum. e não tenho nada pra fazer escambo. 😦
Como sermos donos do nosso próprio tempo?
Pois é, Roger, mas ele não está nem aí pra gente…
Pô, Marcia, dá um tempo aí…
Pô, Jaciara, que pergunta difícil…