jornalismo 2.0: em português!

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Em julho, disse por aqui que Mark Briggs acabara de lançar o livro Journalismo 2.0, com versão em PDF, de graça para baixar. Pois o Knight Center for Journalism in the Americas acaba de anunciar o lançamento das versões em espanhol e português do mesmo livro. A iniciativa democratiza ainda mais as boas e inteligentes reflexões de Briggs.

Em espanhol, a tradução e o prólogo são de Guillermo Franco, o competente editor de El Tiempo, da Colômbia.  A edição em português está a cargo do antenado Carlos Castilho.

Para baixar a versão em português, clique aqui.

3 comentários em “jornalismo 2.0: em português!

  1. Achei o livro “basicão” demais, sabe. Repete muita coisa que vem sendo dita. E acho que as dicas misturadas com futurologia não combinam muito. Essas informações mudam rapidamente e podemos buscar tudo isso em qualquer blog ou na Wikipedia mesmo, de modo que não precisam estar (desatualizadas) num livro.

    Uma coisa legal dos americanos é esse interesse em que as pessoas encontrem rapidamente o restaurante que desejam e o caminho mais curto e sem engarrafamentos para chegar até lá. Serve para a realidade deles, talvez. Só não sei por que é necessário um jornalista para fazer isso? (Daqui a pouco, é só cruzar informações de trânsito do departamento de trânsito de uma cidade com algum mapa do Google Maps, que a coisa estará resolvida sem a mão humana).

    Depois de idas e vindas, empolgações e frustrações com esse excesso de otimismo com o online (Jornalismo 2.0 é não é um bom título), ainda penso que o Jornalismo só tem sentido como aquele crítico ranzina, que pega no pé do governo, das empresas e de todos nós, cidadãos, perguntando o que estamos fazendo, como vai ser amanhã, como poderemos facilitar algumas coisas e morrermos com a sensação de tarefa cumprida. Uma tarefa desagradável.

    Isso é o que não acontece, lamentavelmente. Por um lado, fornecemos informações funcionais em vez de cavarmos as raízes de um problema. Por outro lado, mentimos: fazemos marketing, propaganda deslavada, somos cavalos-de-batalha de uma empresa ou governo (caso das assessorias e, também, de vários veículos).

    As duas questões cruciais são:
    De ordem conceitual: O que é jornalismo, ainda?
    De ordem prática: Como ganhar dinheiro com isso, ainda? (digo tanto da perspectiva das empresas, coma fuga da publicidade, como as baixas nas redações).

    E tem mais: o jornalismo pode não mudar nada, também (por isso não concordo com esse otimismo). O que realmente muda a vida de alguém é uma coisa chamada Economia. E o que muda a Economia é a Política. Mas isso é assunto das editorias “mais chatas” de qualquer veículo e o melhor é fazermos Caderno de Verão com patrocínio (descarado) do Resort Não Sei das Quantas…

    Desculpa o texto, xará. Tenho a impressão de que vivemos remendando o esmalte do dente, para que ele tenha uma aparência bonita, quando a raiz está comprometida até o osso do maxilar…

    Abraço
    Rogério K.

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