ainda o ensino de jornalismo

Carlos Castilho postou em seu Código Aberto uma análise bastante balanceada do atual momento vivido por professores e alunos de jornalismo: grande oferta de vagas nas escolas, procura catalisada por modismos profissionais, mudanças graves na forma de ver e fazer jornalismo e a queda no número de postos de trabalho para os recém-formados são alguns dos elementos levantados por Castilho para concluir:

“Os professores de jornalismo, e eu sou um deles, não tem alternativas senão mudar o sistema de ensino para ampliar o tempo dedicado à atividades criativas em grupo, dando aos alunos melhores condições de entrar no mercado de trabalho, seja em empresas seja como autônomo”.

Concordo que mudança em métodos de ensino sejam iminentes, incontornáveis e inevitáveis. Estamos alterando nossa postura em sala de aula, diante dos alunos e dos desafios técnicos e pedagógicos que se apresentam. Nossos alunos já chegam à escola com a possibilidade de acesso a um grau de informação muito maior que anos atrás. Nossos alunos já chegam à escola dominando máquinas, softwares e sistemas que antes eram restritos aos profissionais. Nossos alunos, muitas vezes, estão mais atualizados em termos de novas tecnologias do que supomos.

Professores de disciplinas técnicas precisam refletir sobre o que lhes sobra nessa história toda.

Professores de disciplinas teóricas precisam pensar sobre que tipo de peso e influência suas disciplinas terão na formação desse novo profissional.

Coordenadores pedagógicos devem olhar para o alunado não mais como uma massa amorfa e passiva, mas como elementos ativos que chegam – inclusive – a sinalizar por onde ir.

Coordenadores de curso precisam traçar estratágias de gestão e condução que coordenem evolução de métodos, dinamicidade nos processos, diálogo com os setores produtivos, inovação e experimentação, formação crítica e insistência na formação ética.

Aos alunos caberia o quê? Ora, continuar na marcha pela ocupação de um lugar menos passivo no processo de ensino e aprendizagem. Parece pouca coisa, mas só isso já ajuda a redimensionar a escola e o papel do professor nesse cenário. Perdoem o clichê, mas é uma revolução.

2 comentários em “ainda o ensino de jornalismo

  1. Sinceramente, eu gostaria de ler experiências de pessoas que participam e desenvolvem dinâmicas de sala de aula que incentivem os alunos a participar de verdade. Porque ao contrário do que vejo, acho que cada vez mais os alunos não querem ouvir, querem fazer e fazer… ao contrário não percebo que os alunos sabem dominar tecnologias… Parece que todo mundo diz que sabe, mas não é verdade. Estou um pouco desiludida, talvez…

Deixar mensagem para Alessandra Carvalho - Lain Cancelar resposta