As visitas a este blog despencaram nas últimas semanas fruto das teias de aranha que se acumularam no botão “Atualizar”. É culpa única e exclusiva do inquilino do lugar. O mais correto seria dizer “proprietário”. Mas, na verdade, sabemos todos que ele não é proprietário nem da própria vontade e muito menos do tempo que lhe resta. Daí que nesses dias senegalezes de Florianópolis e de folias familiares diversas este será o lugar que ele menos virá. O registro mais recente dele é este ao lado. Na verdade, nem foi o titular que escreveu este post. Sou um robô do Google, perfeitamente programado para simular o autor. Moderno!
Autor: Rogerio Christofoletti
é campeão; e eu já sabia!
O futebol não é só um jogo, uma metáfora de guerra num território cercado de quatro linhas, marcadas a cal. É um drama, é uma dimensão da vida. E como ela, é feita de gestos. Bons e ruins.
Ontem, dezenas de jogadores fizeram uma belíssima homenagem na despedida dos gramados do goleiro Marcos, eternamente Palmeiras. Claro, era um jogo festivo, uma celebração. Edmundo sofreu pênalti e o estádio todo insistiu que o guarda-metas batesse. O goleiro inverteu a natureza das coisas: tornou-se algoz, fez o gol, fez a festa. Homenagem. Gestos de reconhecimento e reverência.
Agora à noite, na final da Sulamericana, vi dois gestos. Um de covardia, de falta de brio, de descompasso. O Tigre não voltou para o segundo tempo, alegando ter sofrido agressões e ameaças, não documentadas, não mostradas e mal-porcamente explicadas.
Mas o que fez me emocionar e vibrar foi o gesto de generosidade de Rogério Ceni, outro goleiro. Capitão do São Paulo, cabia a ele erguer a taça no momento de consagração. Ele subiu no ponto mais alto, puxou Lucas consigo. Passou a ele a braçadeira de campeão e deu as honras ao menino de 20 anos que estava se despedindo do time, do Brasil, daquela torcida. Lucas, assustado, emocionado, extasiado, ergueu a taça e o resto é história e chuva de papel picado. Ceni, quase com 40 anos, deve jogar mais uma temporada e talvez tenha perdido sua última chance de levantar um troféu. Talvez. Mas não importa. Gestos contam mais. É com esse que eu fico. Foi com esse que eu olhei com cara de choro para meu filho hoje à noite…
com a mão na coisa…
… eu quis dizer que o São Paulo Futebol Clube pode hoje se sagrar Campeão da Copa Sulamericana, um título inédito… Tamos com a mão na taça! Vamo, São Paulo! Vamo, São Paulo! Vamo ser campeão!
comunicação pública e democrática…
… é o tema do Leituras Contemporâneas com Bernardo Kucinski!

regulação de mídia no reino unido
Os britânicos levam a mídia muito a sério. Eles têm órgãos fortes que atuam nesse campo, têm regras rígidas e um sistema de comunicações que compreende a dimensão dos cidadãos na equação comunicativa. Mesmo com tudo isso acontecem algumas barbaridades por lá, e o caso mais evidente é o escândalo dos grampos do News of the World.
Recentemente, foi lançado um amplo relatório – com quase 2 mil páginas! – tratando de questões relativas à cultura, à sociedade, à política, à ética e aos meios de informação.
O aspecto mais forte é que há um entendimento de que a mídia precisa de uma nova regulação nas terras da rainha…
Você pode ler o Leveson Inquiry aqui, mas se quiser uma mãozinha, The Guardian te dá: veja um sumário visual do documento…
Já pensou um negócio desses por aqui?
crimes contra jornalistas: impunidade!
A IFEX, uma das mais atuantes organizações não-governamentais no campo da liberdade de expressão, divulgou há pouco um relatório sobre a impunidade em crimes contra jornalistas na América Latina e Caribe. O documento aborda casos ocorridos em 2012 no Chile, Bolívia, Peru, Argentina, Brasil, Guatemala, México, Caribe, Honduras, Colômbia, Equador e Venezuela. São 66 páginas, em formato PDF, em espanhol e com arquivo de 11,67 Megas.
Vale a pena conferir e acompanhar a evolução de casos tão polêmicos e revoltantes.
Como está o Brasil nessa história toda? Nada bem…
crimes contra jornalistas na ditadura

internet faz mal pra saúde?
marsalis, o branford
Essa família Marsalis é talentosíssima, e um dos filhos – Wynton – é certamente o mais famoso. Mas tem Branford, que assina uma das peças mais tocantes deste filme de Spike Lee de 1990. O filme é Mo’ better blues, e a música é Again Never. Feche os olhos e abra os ouvidos…
super, mega, power lançamento…

duas questões éticas na semana
Dois episódios em latitudes distintas, envolvendo jornalistas, ajudam a fechar a semana com a cabeça fervilhante. São eventos provocantes, que nos levam a fazer sérios e oportunos questionamentos éticos:
No Reino Unido, a Press Complaints Comission julgou que usar fotos retiradas de páginas do Facebook não é uma violação ética. Que implicações isso pode ter em termos de privacidade e uso de materiais de terceiros?
No Brasil, um sequestro terminou após o apresentador de TV José Luiz Datena negociar a liberação dos reféns, ao vivo, pela TV. Felizmente, tudo terminou bem. Mas fica a pergunta: até onde o jornalista pode ir em casos delicados como este?
A pensar…
hoje tem lançamento de livro…
enquanto isso, em belo horizonte…
é hoje!
520 páginas e uma década de quadrinhos
Não são muitos os títulos nas livrarias brasileiras sobre quadrinhos. Me refiro a livros, já que – cada vez mais e ainda bem! – as livrarias têm destinado algum espaço para as HQs nos últimos anos. De uns tempos pra cá, publicações em capa dura, em formatos diversos, para distintos bolsos têm cavado espaço nas estantes, mostrando que quadrinhos são produtos rentáveis para várias faixas de público… mas eu dizia que o mercado editorial nacional tem poucos livros sobre quadrinhos… Se você acompanha a área, deve se lembrar de Alvaro de Moya, Moacy Cirne, Goida ou Gonçalo Jr, cujos trabalhos ajudam a compreender a história das HQs. São referenciais indispensáveis, mas que voltam as cabeças ora para outras geografias, ora para décadas remotas…
E se você quer algo com maior frescor, calma, seus problemas acabaram! A Devir lançou neste ano “Revolução do Gibi”, livro que promete (e cumpre) escanear a primeira década deste século, período que ajudou a definir uma nova cara para o mercado de quadrinhos no país. Quem assina o livro é o jornalista Paulo Ramos, titular do Blog dos Quadrinhos e um dos principais nomes na cobertura especializada.
O livro é, na verdade, uma coletânea de textos e posts já publicados que, juntos, compõem um completo e complexo mosaico do que aconteceu de mais importante na área por aqui. Por si só, a compilação já teria valor na medida em que recupera fatos e permite uma visão linearmente histórica. Mas Paulo Ramos “atualiza” os posts com comentários, quase sempre complementando informações ou desfazendo mal entendidos.
Dividido em vinte seções, “Revolução do Gibi” organiza os conteúdos em temas como as produções na internet, o uso das HQs na escola, as adaptações literárias, a febre das graphic novels, o circuito independente, os mangás, as tirinhas, as polêmicas, além de episódios que realçam velhos mestres (Mauricio de Sousa, Laerte, Angeli, Glauco…) e talentos mais atuais (Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Grampá, João Montanaro…). Tem de tudo, de tudo mesmo. Se você ficou fora do ar nos últimos dez anos, taí uma ótima chance de zerar a fatura.
Bem escrito e muito informativo, o livro só tem dois defeitinhos na minha opinião. O primeiro é o título, que é muito alegórico e não faz jus ao que ali vai se encontrar. O segundo está nas margens do livro, muitíssimo estreitas, o que dificulta a leitura da extrema direita nas páginas pares, muito coladas à costura, e oferece um bloco muito largo de texto, fácil de a gente cair de uma linha para outra… É muito possível que os editores da Devir tenham optado por margens tão estreitas para um maior aproveitamento da espessura da página, evitando que o livro ficasse muito grosso. Vã ilusão! Mesmo assim, a “Revolução do Gibi” chega aos leitores com 520 páginas. É um tijolaço, mas que se devora fácil-fácil…
ataques em sc: o pior já passou?
Enquanto você pensa na resposta, que tal olhar pras capas dos principais jornais nesses dias em que o crime fez o governo, a imprensa e a população de gato e sapato…
conferência sobre ética jornalística
A Faculdade de Comunicação da Universidade de Sevilha, na Espanha, está divulgando a chamada de textos para a segunda edição da Conferência Internacional sobre Ética Jornalística. O evento acontece em abril de 2013, e contribuições são aceitas até 15 de março.
Mais informações em: http://congreso.us.es/mediaethics/index.html
o governo do jornalismo: chamada
A revista internacional Sobre Jornalismo está com chamada aberta para artigos, e o tema é “O Governo do Jornalismo”. O prazo para envio dos textos completos é 15 de janeiro de 2013.
Veja a chamada aqui.
elvis & chet; costello & baker
um seminário sobre as transformações no jornalismo
oriente médio e a crise de narrativas
é hoje! reportagem, pesquisa e investigação
Eu e Samuel Lima tivemos o prazer e o privilégio de organizar mais um livro resultante do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo, o Bapijor. Com Francisco José Castilhos Karam, criamos o evento em 2011, e naquele mesmo ano, lançamos “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: fronteiras”, com capítulos assinados por jornalistas e acadêmicos dos dois países.
Agora, propusemos avançar um pouco mais. E com “Reportagem, Pesquisa e Investigação” (também editado pela Insular), pretendemos oferecer alguma contribuição para se pensar métodos para o jornalismo investigativo e a pesquisa acadêmica que se faz sobre esse tema.
Lançaremos inicialmente no Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, HOJE (9/11), às 20 horas, na PUC em Curitiba. Ficou curioso? Então, veja o sumário abaixo, e a seguir uma apresentação do livro. (Em breve, nas melhores e piores casas do ramo…)
Sumário
Apresentação: Um discurso pelo método – Rogério Christofoletti
Prefácio: Livre de preconceitos – Mauro César Silveira
>> Parte 1 – Cenários e Desafios
La calidad informativa en contextos digitales – Lila Luchessi
Governos progressistas e meios de comunicação na América Latina – Guillermo Mastrini
O repórter, o pesquisador e a apuração – Francisco J. Castilhos Karam
Oncotô?, doncovim?, proncovô? – Mylton Severiano
Riscos (e avanços) do Jornalismo na profissão e na academia – Valci Zuculoto
Risco Jornalístico, uma questão de Direitos Humanos – Luciana Kraemer
>> Parte 2 – Questões de Método
Jornalismo investigativo e metodologia de pesquisa indiciária – Samuel Lima
Técnicas de la investigación social: el método científico aplicado a la investigación periodística – Sandra Crucianelli
Métodos de Pesquisa e Investigação – Daniela Arbex
Um pouco de sol para o Paraná – James Alberti
Investigação jornalística de encomenda e a extinção dos intelectuais nas redações brasileiras – Leandro Fortes
Telejornalismo com Antropologia e sem câmeras ocultas – Antonio Brasil
Apresentação: um discurso pelo método
Uma das principais dificuldades em qualquer atividade humana é sistematizar conhecimentos. Ordenar ideias, selecionar as que melhor funcionam e fazer descartes é trabalhoso e angustiante. Mas também necessário e recompensador. Aglutinar dados, promovê-los à condição de informação e oferecer a melhor síntese de um conceito ou procedimento interessa não só a quem se dedica a pensar, mas também a quem faz.
O jornalismo se ressente da carência de métodos. Mesmo com uma história universal ligada ao desenvolvimento das sociedades e aos avanços da tecnologia, essa atividade carece da reunião de conhecimentos para a proposição de padrões de ação. Muitas vezes, os saberes são lapidados a duras penas no dia a dia e ficam espalhados, ajudando a consolidar a sensação de que a área é frágil conceitualmente, não tem tradição de trabalho nem massa crítica. Com isso, a dispersão dos conhecimentos empíricos contribui não apenas para a fragmentação da área, mas também para o aprofundamento de uma fissura que insiste em distanciar o mundo do trabalho (o mercado, a indústria e a categoria profissional) da academia (a pesquisa, a experimentação e a formação de novas levas de jornalistas). Existem ainda saberes construídos nas universidades e centros de pesquisa e que lá ficam confinados, como se fizessem parte de um estoque intocável de bens perecíveis.
Tanto num caso como em outro, são perdidos tempo, energia e recursos, que podem impedir que o jornalismo avance justamente porque não sedimentou práticas, não definiu padrões, não pacificou entendimentos. Não se trata apenas de produzir manuais de reportagem, mas de pensar a teoria e a prática a partir dos procedimentos aperfeiçoados no cotidiano, suas dificuldades, impasses e inconsistências. Não se trata também de despejar sobre os jornalistas uma avalancha de ditames que burocratizem o trabalho das redações, que atravanquem o fluxo das informações e engessem suas ações. Mas consolidar métodos de apuração, de investigação de dados, e de tradução e empacotamento da informação são muito bem-vindos na medida em que cristalizam e disseminam os acertos e as melhores práticas na área.
No que concerne ao jornalismo investigativo – aquele que força os limites quase nunca complacentes dos poderes para revelar crimes, imoralidades e abusos –, ainda há muito a se produzir em termos de metodologia. Seja criando e testando técnicas, seja formulando e buscando novas formas de abordagem. Sem deixar de identificar critérios de análise e síntese e, em muitas ocasiões, redobrando os cuidados éticos. A se julgar por sua etimologia, que remonta ao grego antigo e significa “caminho”, a palavra “método” é um oceano a ser explorado no jornalismo, ainda mais nos dias atuais, quando as sociedades se tornaram mais complexas e a revelação de histórias ocultas se mostra mais urgente.
A multiplicação e descentralização de bancos de dados digitais, a exigência crescente dos cidadãos por abertura e transparência de governos e organizações, os muitos avanços tecnológicos, tudo isso contribui para o desenvolvimento de novas técnicas e de novos métodos para averiguar e investigar jornalisticamente. Cabe aos profissionais da informação se habilitarem a explorar essas oportunidades e a recolherem as melhores lições desses usos. Há que se pensar e agir com senso de oportunidade!
O livro que o leitor tem em mãos objetiva fustigar o debate em torno da necessidade do método na reportagem. Resultado do 2º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que aconteceu em abril de 2012 em Florianópolis, o livro reúne textos de acadêmicos e jornalistas num diálogo impetuoso e franco. O evento foi uma promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (POSJOR/UFSC) e Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Como em “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras” (também editado pela Insular em 2011), este volume atrai formulação científica, experiência profissional, observação de cenários e proposição de reflexões e práticas. São nossos interlocutores nas próximas páginas os jornalistas Daniela Arbex, James Alberti, Leandro Fortes, Luciana Kraemer, Mylton Severiano e Sandra Crucianelli, bem como os pesquisadores Antonio Claudio Brasil, Francisco José Karam, Guillermo Mastrini, Lila Luchessi, Samuel Lima e Valci Zuculoto, a quem agradecemos pela generosidade no compartilhamento de suas ideias e angústias pessoais sobre o tema.
Agradecemos ainda aos mediadores dos painéis do Bapijor – Antonio Brasil, Carlos Castilho, Luís Meneghim e Simone Kafruni – e à equipe de trabalho que tornou o evento possível: Cândida de Oliveira, Carolina Dantas, Carolina Pompeo Grando, Gian Kojikowski, Janara Nicoletti, Lucas Pasqual, Patricia Pamplona, Vanessa Hauser, Vinicius Schmidt e Wesley Klimpel.
As páginas a seguir retomam pontos importantes dos debates já ocorridos, devidamente ampliados e atualizados. Os lugares de fala são variados, o que reforça uma rica heterogeneidade, evidenciando também a multiplicidade de caminhos a perseguir. Nada mal. Talvez esteja aí a primeira atitude a assumir no jornalismo investigativo: compreender e conjugar o método numa perspectiva plural.
posjor lança nove livros na sbpjor
O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo prepara um super lançamento editorial na 10ª edição do encontro nacional de pesquisadores, promovido pela SBPJor. São nove livros, todos editados pela Insular.
Confira!
- A programação de rádios públicas brasileiras – Valci Zuculoto
- As entrevistas na notícia de televisão – Cárlida Emerim
- Comunicação e comunidades virtuais: participação e colaboração – Rita Paulino
- No ar: a história da notícia de rádio no Brasil – Valci Zuculoto
- Jornalismo convergente: reflexões e experiências – Raquel Longhi e Carlos D’Andrea (organizadores)
- Reportagem, Pesquisa e Investigação – Rogério Christofoletti e Samuel Lima (organizadores)
- O segredo da pirâmide – Adelmo Genro Filho
- Pesquisa e pedagogia para um jornalismo que está por vir – Eduardo Meditsch
- Telejornalismo Imaginário – Antonio Brasil
por que queremos uma copa?
Estamos a menos de dois anos de sediar uma copa do mundo no Brasil. Se fosse na Sumatra ou no Azerbaijão, a coisa teria menos importância. Por aqui é diferente. Mexe com sentimentos, com tradições que insistimos em cultivar e com paixões. Mexe também com muito dinheiro, política e a agenda do país. Mas há vantagem em ter uma copa no país? O que fica de legado depois que os vencedores levantam a taça e os estádios se esvaziam?
Carolina Dantas e Gian Kojikovski são estudantes de jornalismo na UFSC e tentam responder a essas questões no trabalho de conclusão de curso que estão produzindo. Talentosos e inteligentes, esses meninos são também persistentes e corajosos. Por isso, foram buscar respostas na África do Sul, a última sede da Copa da Fifa. Atravessaram o oceano, embrenharam-se pelas vielas de Cape Town, conversaram com deus e o mundo, e voltaram para Florianópolis com mais de cinquenta horas gravadas em vídeo para editar. O documentário “Depois do apito final” está em fase conclusiva de produção, e parte do processo dos jovens jornalistas pode ser conferido num blog. A orientação é da professora Cárlida Emerim.
Tive o prazer de acompanhar parte da formação de Carolina e Gian, como alunos, bolsistas, repórteres. Sei o quanto são autoexigentes. Tenho curiosidade para conferir o resultado dessa jornada. Eles vão longe! Se para fazer um trabalho escolar atravessaram o Atlântico, imagine quando mergulharem pra valer no mundo da reportagem…
abraji, dez anos
vem aí…
acabou…
a eleição municipal em são paulo
hqcon 2012: prepare-se!
nasi não é wolverine
Em três dias agitados, devorei “A ira de Nasi”, ótima biografia de Nasi Valadão, escrita pelos jornalistas Mauro Beting e Alexandre Petillo. Com informações bem apuradas, recheado de boas histórias e com um texto bem cuidado, o livro apresenta um personagem necessário para se compreender a cena pop brasileira dos últimos trinta anos. Nasi é um desses bad boys que o mundo rock produz cada vez menos. Isso mesmo! Anti-herois verdadeiros, confusos, conturbados, contraditórios e genuínos. O que mais se tem visto por aí são bad boys de meia tigela, e não é o caso do cantor que se notabilizou por mais de vinte anos como o vocalista do Ira!
Os ingredientes da vida de Nasi são os mesmos que se vê nos principais caras do show business: carreira com altos e baixos, encrencas diversas, mulheres escapando pelo ladrão, montanhas de dinheiro queimadas com drogas, montanhas de droga queimando o filme do cara… Mas tem mais: o enredo de Nasi traz traições, choque de egos, brigas familiares, redenção pessoal e busca religiosa.
Frequentemente comparado ao Wolverine, Nasi não é o mutante-com-garras-retráteis, embora a fama de mau lhe caia muito bem, ele mesmo admite. Existem semelhanças entre os dois sim, mas uma frase na biografia define melhor o cantor. Uma frase dita entre o deboche e a confissão: “Nasci pra ser o Johnny Cash da macumba!”









