“falta de educação”, danos morais, indenização, orkut e uma decisão brasileira

(Deu no UOL Educação)

A Justiça de Rondônia condenou 19 pais de estudantes a pagar indenizações a um professor de matemática de Cacoal (500 km de Porto Velho) que, somadas, resultam em R$ 15 mil.

O professor foi alvo de ofensas dos alunos no Orkut. Eles criaram, em 2006, a comunidade virtual “Vamos Comprar uma Calça para o Leitão”, ilustrada com a foto e o nome do professor Juliomar Reis Penna, 33. Na comunidade, dez alunos da oitava série, com idades de 12 a 13 anos, escreveram ofensas, piadas, questionaram notas e ameaçaram o professor.

“Eu ajudo a furar os pneus do Vectra dele […] Vamos quebrar os vidros, jogar açúcar dentro do tanque de gasolina”, foram alguns dos recados deixados pelos alunos.

Condenados em primeira instância, os pais dos alunos recorreram ao Tribunal de Justiça de Rondônia. Alegaram que o fato fora apenas uma “brincadeira infantil”. O argumento foi rejeitado pelo juiz relator da 2ª Câmara Cível do TJ-RO, Edenir da Rosa, que avaliou como “grave” o teor dos comentários publicados na internet.

No recurso, os pais disseram ser “impossível” vigiar os filhos vinte e quatro horas por dia, justificativa considerada “frágil” pelo TJ-RO.

Denunciados pelo professor ao Juizado da Infância e da Juventude, os alunos reconheceram a criação da página e a autoria dos recados. Como medida socioeducativa, oito estudantes tiveram de apresentar palestras para adolescentes sobre o uso responsável da internet.


(SE A MODA PEGA…)

No Norte, e a trabalho

Pessoal, sei que já avisei, mas não custa repetir: este blog está meio devagar porque estou em viagem a trabalho, para um curso de pós-graduação na Universidade da Amazônia, aqui em Belém (PA).

Se vocês quiserem seguir o curso, passem no blog da disciplina “Mídia e Direitos Humanos”.

Voltaremos com nossa programação normal na próxima semana.

mec estuda: outros profissionais poderiam exercer o jornalismo

Deu na Folha, hoje:

O MEC (Ministério da Educação) estuda autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro Fernando Haddad (Educação) também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia.

Ainda neste mês, o ministro disse que vai constituir um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. “A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma.”

Ele disse à Folha que seu objetivo não é entrar na discussão travada no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Ministério do Trabalho sobre a obrigatoriedade do diploma, mas tratar da formação do jornalista. Do ponto de vista prático, se o STF –que deve julgar ação neste semestre– entender que o diploma de jornalista é obrigatório, a discussão se tornará inócua.

“No mundo inteiro as pessoas se formam nessa área, mesmo onde não há obrigatoriedade. Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional.”

Para um profissional formado em outra área ser habilitado ao diploma de jornalista, ele precisaria cursar disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação, disse ele.

Para Max Monjardim, chefe da comunicação do Trabalho, a discussão poderia se dar no grupo que discute a regulamentação da profissão, do qual participa: “Seria bom se o ministro indicasse algum representante da Educação para participar do grupo que já está funcionando [no Trabalho]”.

O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, considerou a proposta de Haddad “inoportuna”. Ele também participa do grupo criado pelo Trabalho. “É uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão.” A ANJ (Associação Nacional de Jornais) disse que não comentaria a idéia por ser só uma proposta e porque o assunto está sob o exame do STF.

No Supremo, o relator é Gilmar Mendes, que já autorizou profissionais da área a se registrarem sem possuir o diploma.

o futuro do livro (eu sei, de novo…)

Quer ver mais um daqueles protótipos de como serão os livros num futuro próximo?

A Wired mostra aqui.

lost e playmobil

Você acompanha o seriado em que 48 pessoas sobrevivem (ou tentam) numa iha misteriosa após a queda de um avião? Enquanto a quinta temporada não chega – só em fevereiro de 2009, amigo… -, e se você tem mais de 30 anos, aproveite as versões playmobil de Lost.

A primeira parte tem 7´56 de duração. A segunda, 6´53.

a solução para a crise de wall street

# New York: Histeria na mídia internacional com a crise em Wall Street.


# Belém:
Fui conferir no Mercado Ver o Peso como a crise de confiabilidade no sistema financeiro norte-americano está afetando os negócios por lá. Vendedores de peixe, de frutas e de outras comodities me garantiram que o movimento continua normal, apesar da quebradeira lá fora.

Mesmo com a crise da Bolívia e o efeito dominó que derrubou as bolsas mais importantes do mundo, o vendedor Miguel está otimista. Para ele, a tendência é melhorar no mês seguinte, quando Belém virá o maior cenário religioso do país com o CÍrio de Nazaré. A crise em Wall Street não provoca temor no empresário. “Pode piorar um pouquinho em casa, aumentando o preço do arroz e do feijão. Mas não afeta as vendas aqui!”, garantiu.

Mais do que otimista, Miguel parece altamente confiante. Na Banca da Flora, onde vende essências de patchouili e de andiroba – entre outras mais -, ele apresenta um produto que pode ser a solução para o caos no exterior: seu viagra natural, à base de ervas e raízes da Amazônia.

Miguel dá a receita para a crise.

malas prontas

Embarco hoje para Belém (PA), para uma temporada de uma semana na Universidade da Amazônia (Unama). Lá, vou dar uma disciplina na especialização em Jornalismo, Cidadania e Políticas Públicas: “Mídia e Direitos Humanos”.

É longe: 3412 km me separam da capital do Pará. Vou a convite das amigas Ana Prado, Vânia Torres e Danila Cal, a quem já agradeço.

Se você quiser me seguir no curso, criei um blog: Mídia e DH.

É possível que este blog não tenha tantas atualizações nos próximos dias, devido à correria, por exemplo. Minha meia dúzia de leitores há de entender…

mais lançamentos de “Observatórios de Mídia”

19 de setembro, às 17h30
Universidade da Amazônia – Unama
Belém – PA

30 de setembro, às 21 horas
Universidade do Vale do Itajaí – Univali
Semana de Comunicação do Caicom
Itajaí – SC

13 de outubro, às 19 horas
Livraria Cultura, em Brasília (DF)

17 de outubro, às 21h30
Ielusc
Fórum de Professores de Santa Catarina e Paraná
Joinville – SC

18 de outubro
Fórum de Professores de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso
Brasília

eu recomendo

Assim, apressado, como sempe, EU RECOMENDO:

[@] A entrevista que Thiago Dória fez com o jonalista português e alto especialista em novas mídias António Granado. AQUI.

[@] Jim Breiner conta sobre a aquisição de parte do New York Times pelo poderoso Carlos Slim. AQUI.

[@] Cinco maneiras usando redes sociais para encontrar pessoas que não usam redes sociais. AQUI.

[@] Gaveta do Autor com nova atualização: http://www.gavetadoautor.com

pesquisa mostra que crianças digitais são “multitarefas”

O canal televisivo pago Cartoon Network realizou uma pesquisa com 7 mil usuários de seu site, entre 7 e 15 anos, e chegou a resultados impressionantes sobre os usos e apropriações desses meninos e meninas da tecnologia e de atividades cotidianas. A conclusão mais ruidosa é de que 73% dos sujeitos da pesquisa têm o hábito de combinar o uso de diversas tecnologias ao mesmo tempo, revelando um comportamento “multitarefa”. Realizada todos os anos, a pesquisa Kids Experts acompanha o comportamento infanto-juvenil. 

A idéia do estudo é entender como os pequenos “nativos digitais” consomem diferentes meios enquanto fontes de informação e ferramentas de entretenimento, desvendando seu lado multitarefa – o hábito que as crianças têm de utilizar mais de uma ferramenta e executar mais de uma atividade ao mesmo tempo: baixar arquivos enquanto falam com os amigos pelo MSN, terminar um trabalho de escola enquanto postam scraps no Orkut, jogar videogame enquanto ouvem música.

Para auxiliar na obtenção dos resultados, também foi utilizado o método qualitativo batizado de “observação com registro”, no qual as mães de meninos e meninas registravam em um diário, durante quatro dias, as atitudes de seus filhos em relação aos mais diversos aparatos.

Outras conclusões da pesquisa:

– Uma em cada cinco crianças já postou algum vídeo no YouTube;

– Crianças entre 6 e 8 anos usam a tecnologia de forma mais passiva, com foco no entretenimento, fazendo atividades que não exijam a divisão da atenção;

– Entre 9 e 11 anos começa a existir maior interação, com busca também por informação – é quando acontece o pico da utilização dos videogames pelos meninos;

– A partir dos 12 anos, a comunicação também passa a ser elemento primordial, com a criança dominando totalmente as ferramentas. Nesta fase, elas conseguem executar até oito combinações diferentes entre tecnologias;

– A TV é o primeiro aparelho com o qual as crianças têm contato e está presente durante toda a infância, mas a música em aparelhos como rádio e MP3 players surge logo depois e ocupa espaço permanente;

– O computador cresce em influência a partir dos 9 anos e se transforma justamente no equipamento mais usado em combinação com outros, registrando presença em 57,5% das combinações entre meios;

– O celular é o equipamento que tarda mais a ser incorporado, já que seu uso regular aparece entre os 9 ou 10 anos. O estudo sinaliza ainda que o celular pode cada vez mais assumir um papel importante como integrador de todas as tecnologias.

– Mais de 70% das meninas pesquisadas usam programas de comunicação instantânea, sendo que 46% das meninas usam o MSN todos os dias e 22% passam de uma a duas horas conversando por meio do software;

– Nas comunidades online (Orkut, Facebook, MySpace), as meninas também dominam: 66% delas são membros, mantendo uma média de 80 contatos;

– Nas redes sociais, as crianças têm em média 23 amigos que não moram na mesma cidade, sendo que 73% diz que em suas listas de amigos têm mais pessoas que conhecem pessoalmente;

– 23% das meninas têm blog, fotolog ou videolog;

– 75% dos meninos têm videogame, sendo que o Playstation é o console favorito;

– Em comum, meninos e meninas entram em contato com o mundo digital cedo: 77% das crianças entre 7 e 9 anos entraram pela primeira vez em um site de comunidade online quando tinham entre 5 e 8 anos de idade;

– Duas em cinco das crianças pesquisadas já trocaram com amigos algum conteúdo de mídia na web (música, vídeo, fotos);

Para ler matéria do Rio Mídia sobre a pesquisa, clique aqui.

Para saber mais como “funciona” a chamada Geração Multitarefa, veja matéria do espanhol La Vanguardia.

EM TEMPO: Por falar em geração multitarefa, Paco Tejero comenta o livro de Jeroen Boschma – La generacion Einstein -, lançado recentemente e que aponta esta “nueva generación de jóvenes más intelligentes, más sociables y más rápidos”. Mas Paco Tejero é bem crítico quanto a isso. Aliás, Alex Gamela faz o mesmo, se perguntando: será que nossos alunos de jornalismo estão preparados para o que vislumbramos em nossos cursos e disciplinas? 

livros grátis no monitor de mídia

O Monitor de Mídia disponibilizou mais três e-books, reunindo boa parte de sua produção desde 2001. TODOS DISPONÍVEIS NA SEÇÃO BIBLIOTECA MONITOR.
Jornalismo: a tela, a lousa e a quadra
128 páginas (2,2 Mega)

 Ética e Mercado no jornalismo catarinense
152 páginas (4,46 Mega)

 Jornalismo: Olhares de dentro e de fora
141 páginas (4,1 Mega)

tristeza e solidão (baden e vinicius)

Sou da linha de umbanda
Vou no babalaô
Para pedir pra ela voltar pra mim
Porque assim eu sei que vou morrer de dor

Ela não sabe
Quanta tristeza cabe numa solidão
Eu sei que ela não pensa
Quanto a indiferença
Dói num coração
Se ela soubesse
O que acontece quando estou sozinho assim
Mas ela me condena
Ela não tem pena
Não tem dó de mim

ética na web, um evento

Mais informações em http://eticanarede.blog.terra.com.br

monitor de mídia: edição 142

CONFIRA NA EDIÇÃO 142 DO MONITOR DE MÍDIA:

DIAGNÓSTICO
Santo que não faz milagre
O que os candidatos a vereador oferecem aos cidadãos? A equipe do MONITOR analisou as propostas divulgadas nos santinhos de quem aspira ao cargo em Itajaí.

REPORTAGEM
Um dia nos comitês eleitorais em Itajaí
Joel Minusculi, Marina Fiamoncini e Roberta Watzko conferiram o que acontece nos comitês centrais dos candidatos a prefeito de Itajaí.

ENTREVISTA
A imagem que o povo elege
Gabriela Forlin e Camila Guerra entrevistam Chico Santa Rita e José Roberto Berni. Nossos entrevistados revelaram o papel do Marketing Político na eleição de um candidato.

EDITORIAL
Uma boa hora para a crítica de mídia
O mês de agosto reuniu ao menos três ocorrências importantes para aqueles que se ocupam de analisar os meios de comunicação.

BIBLIOTECA
Todos os artigos do Monitor de Mídia!
Confira os três e-books temáticos que reúnem todos os artigos publicados entre 2001 e 2008.

debate hoje sobre qualidade da imprensa catarinense

Acontece hoje à noite, a partir das 19h30, no Auditório do Centro de Vivência da Univali (em Itajaí-SC), um debate sobre a Qualidade da Imprensa Catarinense. A discussão reúne os professores Laura Seligman, Valquíria John e eu, que trarão suas turmas de alunos da sexta para uma atividade conjunta. O debate deve apresentar pesquisas em andamento sobre o tema e um balanço do projeto Monitor de Mídia, que acaba de completar sete anos.

Após o debate, teremos ainda o lançamento do livro “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”.

ganhou bolsa, se mandou, não voltou. mas vai pagar…

Vocês sabem: há muito dinheiro para pesquisa científica no Brasil. Qualquer um consegue recursos para construir seus laboratórios espaçosos-modernosos-bem-equipados. Qualquer um que entra em mestrado ou doutorado consegue bolsa antes mesmo de se matricular. E, claro, hoje, somos potências científicas à frente da Eritréia e do Turcomenistão…

Pois bem. Mesmo com essa torrente de dinheiro, tem gente que abusa.

Imagina que tem gente que consegue bolsa pra fazer doutorado fora do país, se qualifica e decide não voltar pro Brasil. Imagina que esse mesmo pessoal, ao receber o benefício, se compromete por escrito a retornar e devolver à sociedade, ao país que investiu na sua formação, o investimento feito.

E vocês imaginam que o Supremo condenou uma professora a ressarcir o CNPq em R$ 160 mil porque ela simplesmente não retornou ao país após ter passado nababesca temporada na Inglaterra?

Não acredita? Então, leia aqui a notícia completa.

livros de graça… em 50 sites!

O Education Portal disponibilizou endereços de cinquenta sites na internet que permitem baixar livros completos gratuitamente e em diversos idiomas.

As referências estão divididas em “Livros de Ficção e Não-Ficção”, “Livros-Texto e Livros de Educação”, “Áudio-books” e “Livros de referência”.

Veja e baixe!

lançamentos de “observatórios de mídia: olhares da cidadania”

Atualize a sua agenda. Temos lançamentos do livro em diversas partes.

[@] 04 de setembro, às 16h15, no 3º Publicom, em Natal (RN)

[@] 05 de setembro, às 19h30, na Univali, em Itajaí (SC)

[@] 13 de outubro, às 19 horas, na Livraria Cultura, em Brasília (DF)

[@] 18 de outubro, no 2º Fórum de Professores de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, em Brasília

não pense que estamos parados…

Só porque não atualizo esse blog desde agosto – e já estamos no dia 2 de setembro!!! -, não pense nossa meia dúzia de leitores que estamos parados. Na-na-ni-na-não!

Nossos técnicos estão enfurdados em seus laboratórios testando as potencialidades do Blip e do Google Chrome. Nossos especialistas estão discutindo com nossos orientandos o uso da participação do usuário nos portais noticiosos brasileiros, as apropriações dos microblogs pelo jornalismo nacional, o uso dos blogs por professores e o cinema na sua relação de dispositivo midiático pedagógico.

Estamos trabalhando duro para melhor servi-los. Obrigado pela preferência.

blogday, as minhas indicações

Não vou lá explicar porque o leitor já deve saber.
Vamos direto ao ponto.

Minhas indicações hoje são:

1. House, o médico – sobre o doutor que gostaríamos de ser

2. E Deus criou a mulher – uma prova definitiva sobre a existência de um ser superior

3. Dude! We are lost! – sobre o seriado que mais deixa a gente perdido

4. Faz caber – sobre projetos gráficos, infografias, deleites visuais

5. Samuel Casal – porque sou fã do trabalho desse cara!

o futuro do jornalismo e o jornalismo futuro

Este é o tema de partida do 4º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, que acontecem juntos nos dias 17 e 18 de outubro no Ielusc, em Joinville (SC).

A programação pode ser consultada aqui.

São seis os Grupos de Trabalho:

(1) Atividades de Extensão;
(2) Pesquisa na Graduação;
(3) Projetos Pedagógicos e Metodologia de Ensino:
(4) Produção Laboratorial – Impressos;
(5) Produção Laboratorial – Eletrônicos;
(6) Ética e Teorias do Jornalismo

As normas de envio de trabalhos estão aqui.

Inscrições até 30 de setembro.

agenda de lançamentos

“Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania” começa a chegar nas principais casas do ramo.

O primeiro lançamento já tem lugar, data e hora:

Dia 4 de setembro, às 16h15, no 3º Publicom, o encontro de editores e autores dos congressos da Intercom.

O 31º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação acontece em Natal, de 2 a 6 de setembro.

Depois, devemos lançar o livro em Belém (PA), Itajaí (SC), Brasília (DF), São Bernardo do Campo (SP), e em outras latitudes…

links imperdíveis

O relógio tem sido implacável por aqui (e no resto do universo, convenhamos).
Por isso, vou ser curto e grosso e listar os links que têm me deixado mais curioso nesta semana:

Para Paul Bradshaw, o problema dos jornais impressos não é bem a queda do número de leitores, mas o decréscimo na publicidade no meio. Por isso, ele enumera “10 ways that ad sales can save the newspapers”. Pessoalmente, não concordo com tudo, mas nesta fase de futurologia, acompanhar os palpites alheios é – no mínimo – divertido.

Diego Levis publicou na Razón y Palabra um artigo que se pergunta se a formação docente em TICs é o ovo ou a galinha. Vale ler!

Adriamaral avisa do novo site da Association of Internet Researchers (AOIR), e destaca o Guia de Ética em Pesquisa na web.

Alex Primo criou novo blog, mas não abandonou o antigo. A nova investida tem um foco bem claro: oferecer os primeiros passos para quem quer pesquisar Cibercultura. Útil, relevante e, agora, indispensável.

Manuel Pinto, com base em Henry Jenkis, lista oito mitos sobre os videogames.

Mindy McAdams repensa a educação para jornalistas. Para ler e guardar.

Por falar nesse assunto, passe pelo The Journalism Iconoclast e leia o que chama de “grande debate sobre o ensino de jornalismo”.

O aclamado e influente Jeff Jarvis oferece seus materiais pedagógicos sobre Jornalismo Interativo.

observatórios de mídia: lançamento!

Chega às principais livrariarias do país esta semana o volume “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”, que organizei com o professor Luiz Gonzaga Motta.

O livro sai pela Paulus e conta com 230 páginas. É uma reunião de textos de 17 pesquisadores brasileiros, de todas as regiões do país, e que compõem a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), surgida em 2005. O prefácio é assinado pelo jornalista Alberto Dines, fundador do Observatório de Imprensa.

Veja o sumário:

Introdução

A cidadania se mobiliza para monitorar a mídia

Parte 1 – Por que observar?

Observatórios: da resistência ao desenvolvimento humanoLuiz Gonzaga Motta

A mídia e a construção do cotidiano: uma epistemologia do social-midiático – Wellington Pereira

Monitoramento de mídia e estratégias de cooperação com as personagens da notícia: a importância do diálogo informado com a imprensa nos processos de desenvolvimento – Guilherme Canela

Parte 2 – Como observar?

Ver, olhar. Observar – Rogério Christofoletti

Monitorando telejornais: desafios e perspectivas – Fernando Arteche Hamilton

Por que os observatórios não observam “boas práticas”? – Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira Paulino

Crianças e adolescentes em pauta: observando a mídia na Amazônia – Ana Prado, Danila Cal e Vânia Torres

Parte 3 – Passado, presente e futuro

Pequena história da crítica de mídia no Brasil – Angela Loures

Um observatório, mais observatórios – Luiz Egypto e Mauro Malin

O futuro do jornalismo: democracia, conhecimento e esclarecimento – Victor Gentilli

Media Literacy na Inglaterra e no Brasil – Danilo Rothberg e Alexandra Bujokas

Notas da vigilância – Avery Veríssimo

armínio fraga de olho na rbs

RBS negocia venda de parte de suas ações a fundo do ex-presidente do Banco Central

O grupo RBS, que possui TVs, rádios e jornais no sul do Brasil, está negociando a venda de 15% de seu capital ao fundo de investimentos Gávea, segundo O Estado de S.Paulo. O fundo pertence a Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. O negócio deve ser concluído até 30 de setembro.

É a primeira incursão de Fraga no negócio da comunicação. Nos últimos meses, seu fundo comprou participação em diversas empresas, da aviação ao entretenimento.

Segundo o jornal O Globo, o negócio pode ter sido intermediário por Pedro Parente, vice-presidente executivo da RBS, que foi colega de Armínio Fraga na equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.

A RBS existe há 50 anos. Possui atualmente 21 emissoras de TV, 26 de rádio, oito jornais, dois portais de internet, uma editora, uma gravadora e uma empresa de logística, entre outras, segundo o jornal. Até poucos dias atrás, o presidente do grupo, Nelson Sirotsky, presidia a Associação Nacional de Jornais.

Em junho, a Standard & Poor’s considerou consistente a situação financeira da empresa e melhorou sua classificação de risco para investimentos.

(Notícia dada no blog do Knight Center for Journalism in the Americas)

o destino do jornal: um livro, um comentário e muitas questões

Acabo de ler “O destino do jornal”, livro de Lourival Sant’Anna, editado pela Record. A leitura é rápida, o texto é claro e atraente, e o assunto – o leitor deste blog já sabe – me interessa muito. Mas para além dessas rápidas impressões, muitas outras coisas ficam dessa leitura.

A primeira delas é que o livro vem em boa hora, afinal é rara no Brasil a bibliografia que discute jornalismo pelo prisma de negócio, pela vertente mais mercadológica. Parece reinar entre nós um pudor ao tratar de notícias e informações como produtos. Como eu disse, há pouquíssimas obras que se debruçam sobre o nosso jornalismo sem melindres para analisá-lo pela ótica de um mercado, de uma indústria. Vém-me à cabeça o livro da Cremilda Medina – “Notícia: um produto à venda” -, mas que foi editado há pelo menos duas décadas. Outros títulos poderiam ser aqui citados, mas a ligação que faço entre “O destino do jornal” é com outro livro: “O papel do jornal”, de Alberto Dines.

Essa correspondência se faz para mim por algumas razões um tanto óbvias: os dois livros partem de ambientes de crise para discutir jornalismo, sua natureza e seu futuro. Os dois livros concentram-se nas empresas nacionais do ramo. Os dois livros já nasceram como clássicos porque, mesmo tratando de questões conjunturais, não deixam de considerar os aspectos estruturais que afetam o negócio do jornalismo. Se o gatilho de Dines havia sido a alta do papel de imprensa nos anos 70, o de Sant’Anna é a alardeada queda nas tiragens dos jornais, detectada no mundo todo, mas com algum respiro visível por aqui na última década.

É verdade que talvez o livro de Dines tenha mais perenidade que o de Sant’Anna, mas os dois volumes não apenas nos convidam a pensar em soluções para esse negócio de vender informações, como também nos incitam a discutir o próprio destino de um meio que sempre foi capital para as sociedades democráticas.

Aspectos como rentabilidade, equilíbrio contábil, busca de receitas e inovação tecnológica são tratados por Sant’Anna na mesma proporção de que se defrontam com “bens intangíveis”, como prestígio, credibilidade e fidelidade do leitor.

O livro de Dines nasceu de suas reflexões à época, enquanto que o de Sant’Anna é a versão livresca de sua dissertação de mestrado. Dines não foca sua análise num meio em especial, mas Sant’Anna se pergunta como três dos maiores jornais brasileiros – a Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo – vêm enfrentando um cenário de concorrência maior (com a web, as revistas e a TV a cabo), de mudanças nos hábitos de consumo dos leitores (queda no tempo de leitura e diminuição de tiragens pelo mundo afora) e de necessidade de adaptação e inovação tecnológica.

Outro dia, mencionei o livro de Philip Meyer – “Os jornais podem desaparecer?” -, ressaltando a necessidade de termos uma reflexão brasileira sobre essa transição de mídia tão ruidosa. Bem, o livro de Sant’Anna vem neste sentido, sem esgotar a questão, evidentemente. Poderá abrir espaço para novos lançamentos e discussões. O acento de Sant’Anna – entre o acadêmico e o profissional – também é muito bem vindo, já que essa oposição é improdutiva, preconceituosa e limitante.

Ontem mesmo, meu chapa PHSousa comentou a entrevista de Rosenthal Calmon Alves ao Estadão. PH escreve:

Eu acho que devem abandonar o hard news, que fica para TV e internet. Os jornais de papel devem se voltar para reportagens menos factuais. O que você acha?

Bem, não penso muito diferente, apesar de ter uma certeza: o problema é complexo. Isto é, diversas variáveis incidem na sobrevivência de alguns meios e na própria convivência das diferentes mídias. Não se pode deixar de lado, por exemplo, o conjunto de movimentos na audiência e nos hábitos de consumo. O Pew Research Center for the People and Press publicou esses dias um estudo muitíssimo interessante sobre as mudanças que a audiência vem exibindo a partir do desenvolvimento de novas mídias. O relatório da pesquisa, em suas 129 páginas, aponta para diversas “chaves” para o entendimento do cenário da mídia, a norte-americana, mas que pode se projetar por aqui também.

O estudo mostra que as notícias online ainda está em compasso de crescimento, mas mostra ainda que os consumidores de informação cruzam as mídias, buscam integrá-las em sua dieta informacional, entre outros aspectos.

Gestores e jornalistas precisam estar atentos a isso.

Ao mesmo tempo, ReadWriteWeb aponta para o NewsCred, sistema que promete distribuir as notícias com mais credibilidade, agregando conteúdos de diversos meios. É semelhante ao Digg e ao NewsTrust. Mas quem está por trás do NewsCred se apressa em mostrar as diferenças:

We love Digg and other social ranking sites, but NewsCred is completely different. We are using technology and the ratings from our user community to select the most credible articles. NewsCred selects quality, while Digg presents popularity. This is a fundamental difference in our approach, and we feel this difference is what will change the way we access news content forever.

We’re taking content from traditional, mainstream new sources, combining them with established blogs, and selecting only the highest quality articles that are relevant to you. We’re throwing in some real innovation to make the selection and filtering process the easiest you’ll see on the web, and fun too.

Esta é uma solução? Não sabemos ainda. O fato é que a corrida já está acelerada. Tem muita gente preocupada com o futuro dos jornais, com o presente da internet. O 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que aconteceu esta semana, não se esquivou dessas questões. O discurso em uníssono é o de que qualidade e credibilidade andam juntas, mas deve -se atentar sempre para as questões de equilíbrio financeiro. Mesmo assim, os proprietários de jornais têm sorrido de orelha a orelha. A carta de abertura do evento, dirigida aos empresários do setor, não poderia ser mais otimista:

Depois do excelente desempenho do ano passado, quando tiveram aumento de circulação de 11,80% e subiram sua participação no bolo publicitário para 16,28%, os jornais brasileiros continuam a exibir números muito positivos. O mais recente levantamento do Projeto Inter-Meios, principal referência do mercado brasileiro, mostrou que no primeiro trimestre de 2008 os investimentos publicitários nos jornais cresceram 23,72%, comparando-se com igual período do ano passado. Com isso, em março a fatia dos jornais no bolo publicitário chegou a 19,40%.

Então, o livro de Lourival Sant’Anna está vendo fantasmas onde eles não existem?

Claro que não. O livro traz alertas, coloca o dedo nas feridas e deixa nervos expostos. O mercado brasileiro não está isolado numa bolha de prosperidade, blindado contra crises. Há questões estruturais que já afetam a indústria dos jornais por aqui. Sant’Anna não é o arauto do apocalipse, mas está de olho.

pmae abre seleção para novos mestrandos

O Programa de Mestrado Acadêmico em Educação acaba de lançar edital para nova seleção de alunos para 2009. São 25 vagas e as inscrições para o processo seletivo vão de 29 de setembro a 10 de outubro.

A primeira etapa – a prova escrita – está marcada para o dia 17 de outubro, à tarde. O resultado sai em 30 de outubro. Os pré-selecionados passam por nova fase de avaliação – entrevista – entre os dias 3 e 7 de novembro.

A lista dos aprovados será divulgada em 14 de novembro, e as matrículas poderão ser feitas entre 1º e 5 de dezembro.

Mais informações no edital: edital-pmae_2009
Veja ainda o modelo de intenção de pesquisa a ser apresentado pelos candidatos: modelo_intencao

controle da internet brasileira: uma entrevista

Joel Minusculi entrevistou o Sérgio Amadeu para o Monitor de Mídia. O assunto ainda é o controle que alguns “nobres parlamentares” querem impor à internet brasileira.

Ficou curioso? Vai lá ler!

felini, eminem, beatles e um bando de zumbis

Dois vídeos do YouTube que são simplesmente insanos e muito divertidos. São os mash-ups!

Eminem, sim o rapper branquelo, se encontra com Marcelo Mastroiani, em Felini 8 e Meio…

Beatles fogem de fãs e de uma turba de mortos vivos

o futuro dos jornais… mais uma vez

Especialmente para meus alunos de Introdução ao Jornalismo.

Rosenthal Calmon Alves, jornalista brasileiro que dirige o Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas, em Austin, deu uma entrevista ao Estadão sobre o futuro do jornalismo.
São quase 28 minutos de uma entrevista interessante, esclarecedora e instigante.
O áudio não está uma maravilha, mas vale ouvir.
A repórter é Marili Ribeiro e vocês podem ouvi-los aqui.