armínio fraga de olho na rbs

RBS negocia venda de parte de suas ações a fundo do ex-presidente do Banco Central

O grupo RBS, que possui TVs, rádios e jornais no sul do Brasil, está negociando a venda de 15% de seu capital ao fundo de investimentos Gávea, segundo O Estado de S.Paulo. O fundo pertence a Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. O negócio deve ser concluído até 30 de setembro.

É a primeira incursão de Fraga no negócio da comunicação. Nos últimos meses, seu fundo comprou participação em diversas empresas, da aviação ao entretenimento.

Segundo o jornal O Globo, o negócio pode ter sido intermediário por Pedro Parente, vice-presidente executivo da RBS, que foi colega de Armínio Fraga na equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.

A RBS existe há 50 anos. Possui atualmente 21 emissoras de TV, 26 de rádio, oito jornais, dois portais de internet, uma editora, uma gravadora e uma empresa de logística, entre outras, segundo o jornal. Até poucos dias atrás, o presidente do grupo, Nelson Sirotsky, presidia a Associação Nacional de Jornais.

Em junho, a Standard & Poor’s considerou consistente a situação financeira da empresa e melhorou sua classificação de risco para investimentos.

(Notícia dada no blog do Knight Center for Journalism in the Americas)

o destino do jornal: um livro, um comentário e muitas questões

Acabo de ler “O destino do jornal”, livro de Lourival Sant’Anna, editado pela Record. A leitura é rápida, o texto é claro e atraente, e o assunto – o leitor deste blog já sabe – me interessa muito. Mas para além dessas rápidas impressões, muitas outras coisas ficam dessa leitura.

A primeira delas é que o livro vem em boa hora, afinal é rara no Brasil a bibliografia que discute jornalismo pelo prisma de negócio, pela vertente mais mercadológica. Parece reinar entre nós um pudor ao tratar de notícias e informações como produtos. Como eu disse, há pouquíssimas obras que se debruçam sobre o nosso jornalismo sem melindres para analisá-lo pela ótica de um mercado, de uma indústria. Vém-me à cabeça o livro da Cremilda Medina – “Notícia: um produto à venda” -, mas que foi editado há pelo menos duas décadas. Outros títulos poderiam ser aqui citados, mas a ligação que faço entre “O destino do jornal” é com outro livro: “O papel do jornal”, de Alberto Dines.

Essa correspondência se faz para mim por algumas razões um tanto óbvias: os dois livros partem de ambientes de crise para discutir jornalismo, sua natureza e seu futuro. Os dois livros concentram-se nas empresas nacionais do ramo. Os dois livros já nasceram como clássicos porque, mesmo tratando de questões conjunturais, não deixam de considerar os aspectos estruturais que afetam o negócio do jornalismo. Se o gatilho de Dines havia sido a alta do papel de imprensa nos anos 70, o de Sant’Anna é a alardeada queda nas tiragens dos jornais, detectada no mundo todo, mas com algum respiro visível por aqui na última década.

É verdade que talvez o livro de Dines tenha mais perenidade que o de Sant’Anna, mas os dois volumes não apenas nos convidam a pensar em soluções para esse negócio de vender informações, como também nos incitam a discutir o próprio destino de um meio que sempre foi capital para as sociedades democráticas.

Aspectos como rentabilidade, equilíbrio contábil, busca de receitas e inovação tecnológica são tratados por Sant’Anna na mesma proporção de que se defrontam com “bens intangíveis”, como prestígio, credibilidade e fidelidade do leitor.

O livro de Dines nasceu de suas reflexões à época, enquanto que o de Sant’Anna é a versão livresca de sua dissertação de mestrado. Dines não foca sua análise num meio em especial, mas Sant’Anna se pergunta como três dos maiores jornais brasileiros – a Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo – vêm enfrentando um cenário de concorrência maior (com a web, as revistas e a TV a cabo), de mudanças nos hábitos de consumo dos leitores (queda no tempo de leitura e diminuição de tiragens pelo mundo afora) e de necessidade de adaptação e inovação tecnológica.

Outro dia, mencionei o livro de Philip Meyer – “Os jornais podem desaparecer?” -, ressaltando a necessidade de termos uma reflexão brasileira sobre essa transição de mídia tão ruidosa. Bem, o livro de Sant’Anna vem neste sentido, sem esgotar a questão, evidentemente. Poderá abrir espaço para novos lançamentos e discussões. O acento de Sant’Anna – entre o acadêmico e o profissional – também é muito bem vindo, já que essa oposição é improdutiva, preconceituosa e limitante.

Ontem mesmo, meu chapa PHSousa comentou a entrevista de Rosenthal Calmon Alves ao Estadão. PH escreve:

Eu acho que devem abandonar o hard news, que fica para TV e internet. Os jornais de papel devem se voltar para reportagens menos factuais. O que você acha?

Bem, não penso muito diferente, apesar de ter uma certeza: o problema é complexo. Isto é, diversas variáveis incidem na sobrevivência de alguns meios e na própria convivência das diferentes mídias. Não se pode deixar de lado, por exemplo, o conjunto de movimentos na audiência e nos hábitos de consumo. O Pew Research Center for the People and Press publicou esses dias um estudo muitíssimo interessante sobre as mudanças que a audiência vem exibindo a partir do desenvolvimento de novas mídias. O relatório da pesquisa, em suas 129 páginas, aponta para diversas “chaves” para o entendimento do cenário da mídia, a norte-americana, mas que pode se projetar por aqui também.

O estudo mostra que as notícias online ainda está em compasso de crescimento, mas mostra ainda que os consumidores de informação cruzam as mídias, buscam integrá-las em sua dieta informacional, entre outros aspectos.

Gestores e jornalistas precisam estar atentos a isso.

Ao mesmo tempo, ReadWriteWeb aponta para o NewsCred, sistema que promete distribuir as notícias com mais credibilidade, agregando conteúdos de diversos meios. É semelhante ao Digg e ao NewsTrust. Mas quem está por trás do NewsCred se apressa em mostrar as diferenças:

We love Digg and other social ranking sites, but NewsCred is completely different. We are using technology and the ratings from our user community to select the most credible articles. NewsCred selects quality, while Digg presents popularity. This is a fundamental difference in our approach, and we feel this difference is what will change the way we access news content forever.

We’re taking content from traditional, mainstream new sources, combining them with established blogs, and selecting only the highest quality articles that are relevant to you. We’re throwing in some real innovation to make the selection and filtering process the easiest you’ll see on the web, and fun too.

Esta é uma solução? Não sabemos ainda. O fato é que a corrida já está acelerada. Tem muita gente preocupada com o futuro dos jornais, com o presente da internet. O 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que aconteceu esta semana, não se esquivou dessas questões. O discurso em uníssono é o de que qualidade e credibilidade andam juntas, mas deve -se atentar sempre para as questões de equilíbrio financeiro. Mesmo assim, os proprietários de jornais têm sorrido de orelha a orelha. A carta de abertura do evento, dirigida aos empresários do setor, não poderia ser mais otimista:

Depois do excelente desempenho do ano passado, quando tiveram aumento de circulação de 11,80% e subiram sua participação no bolo publicitário para 16,28%, os jornais brasileiros continuam a exibir números muito positivos. O mais recente levantamento do Projeto Inter-Meios, principal referência do mercado brasileiro, mostrou que no primeiro trimestre de 2008 os investimentos publicitários nos jornais cresceram 23,72%, comparando-se com igual período do ano passado. Com isso, em março a fatia dos jornais no bolo publicitário chegou a 19,40%.

Então, o livro de Lourival Sant’Anna está vendo fantasmas onde eles não existem?

Claro que não. O livro traz alertas, coloca o dedo nas feridas e deixa nervos expostos. O mercado brasileiro não está isolado numa bolha de prosperidade, blindado contra crises. Há questões estruturais que já afetam a indústria dos jornais por aqui. Sant’Anna não é o arauto do apocalipse, mas está de olho.

pmae abre seleção para novos mestrandos

O Programa de Mestrado Acadêmico em Educação acaba de lançar edital para nova seleção de alunos para 2009. São 25 vagas e as inscrições para o processo seletivo vão de 29 de setembro a 10 de outubro.

A primeira etapa – a prova escrita – está marcada para o dia 17 de outubro, à tarde. O resultado sai em 30 de outubro. Os pré-selecionados passam por nova fase de avaliação – entrevista – entre os dias 3 e 7 de novembro.

A lista dos aprovados será divulgada em 14 de novembro, e as matrículas poderão ser feitas entre 1º e 5 de dezembro.

Mais informações no edital: edital-pmae_2009
Veja ainda o modelo de intenção de pesquisa a ser apresentado pelos candidatos: modelo_intencao

controle da internet brasileira: uma entrevista

Joel Minusculi entrevistou o Sérgio Amadeu para o Monitor de Mídia. O assunto ainda é o controle que alguns “nobres parlamentares” querem impor à internet brasileira.

Ficou curioso? Vai lá ler!

felini, eminem, beatles e um bando de zumbis

Dois vídeos do YouTube que são simplesmente insanos e muito divertidos. São os mash-ups!

Eminem, sim o rapper branquelo, se encontra com Marcelo Mastroiani, em Felini 8 e Meio…

Beatles fogem de fãs e de uma turba de mortos vivos

o futuro dos jornais… mais uma vez

Especialmente para meus alunos de Introdução ao Jornalismo.

Rosenthal Calmon Alves, jornalista brasileiro que dirige o Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas, em Austin, deu uma entrevista ao Estadão sobre o futuro do jornalismo.
São quase 28 minutos de uma entrevista interessante, esclarecedora e instigante.
O áudio não está uma maravilha, mas vale ouvir.
A repórter é Marili Ribeiro e vocês podem ouvi-los aqui.

cotidiano volta a se atualizar

Maria José Baldessar, a Zeca, manda avisar que seu projeto Cotidiano – portal de notícias sobre a UFSC – está de volta e com força total.

“Projeto de extensão do Núcleo de Estudos e Produção Hipermídia Aplicados ao Jornalismo, o portal traz notícias da UFSC, da cidade e outros assuntos de interesse da comunidade universitária nos diversos suportes como texto e vídeo. Produzido pelos alunos do curso de Jornlaismo, sob a supervisào de dois professores,  grande diferencial do Portal são as experimentações em hipermídia, onde sào combinados numa mesma notícia, elementos de aúdio, texto, vídeo e fotos”.

As novidades neste segundo semestre letivo são uma parceria com o Jornal de Debates, de São Paulo, para a realização de uma série de reportagens sobre as eleições municipais, e maior interatividade no portal.

7º congresso brasileiro de jornais

Começa hoje e segue até amanhã a 7ª edição do Congresso Brasileiro de Jornais, evento promovido pela ANJ. Não se pode pensar o mercado sem ver e saber o que querem e o que farão os proprietários de jornais…

Veja a programação aqui: http://www.anj.org.br/cbj/programa

faxina de links

O que os jornalistas da CNN não podem fazer

O prisma da conversação na web

A cara do jornalismo no futuro

Para ler e guardar…

200 blogs de comunicação em português

Em julho de 2007, criamos aqui uma lista de blogs de pesquisadores da comunicação.
Pouco mais de um ano depois, chegamos a 200 links para blogueiros brasileiros e portugueses, que tratam de diversos assuntos: de suas pesquisas a amenidades, de hobbies a especialidades pessoais antes desconhecidas.

São 157 blogs do Brasil e 43 de Portugal.
Evidentemente, esses números não esgotam a criatividade e expressão dos blogueiros da área, mas dão uma amostra considerável do global.

Agradeço aos colegas que levaram essa lista adiante, dando links e sugerindo novos endereços. Bem como corrigiram alguns pontos inativos ou quebrados.
Do primeiro post sobre a lista até hoje, atualizei 40 vezes o rol de blogueiros nacionais, e outras 31 vezes os dos patrícios portugas.

Nos 200 anos da imprensa no Brasil, esses 200 links são apenas uma amostra de como buscamos incessantemente nos comunicar, expressar nossas paixões e ódios e nos fazermos sujeitos de nossos próprios posts.

Adiante!

monitor de mídia: edição 141 no ar!

Tá na rede a edição de aniversário de sete anos do Monitor de Mídia.

Vai lá, vai!

http://www.univali.br/monitor

corrupção: veja um infográfico feito de lama

Compra de votos. Desvio de verbas. Favorecimento de empresas. Compra de consciências. Compra de mandatos. Roubo de dinheiro público. CPIs fajutas. Negócios escusos. Relações promíscuas entre funcionários públicos e empresas. Conflito de interesses. Relacionamentos espúrios. Condutas condenáveis. Interesses abjetos.

O UOL preparou um esclarecedor (e triste) infográfico sobre os principais escândalos políticos do Brasil desde a redemocratização em meados dos anos 80. Veja aqui.

criou fakes no orkut e foi pro xilindró

Deu na Folha:

Um advogado foi preso na noite de quarta-feira (13) em Florianópolis, sob suspeita de criar perfis falsos para difamar uma colega de trabalho e o noivo dela. Segundo a Polícia Civil, ele deve ser indiciado sob acusação de falsidade ideológica e difamação.

A prisão, realizada em uma LAN house da cidade, ocorreu após cerca de oito meses de investigação. De acordo com a polícia, o advogado criou três perfis falsos no Orkut –dois com imagens da vítima e um com o noivo dela. No momento da prisão, foi encontrado com o suspeito um CD com fotos das vítimas.

A polícia afirma que o advogado trabalhava com a mulher no Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) e ele “provavelmente tinha atração, amor pela vítima”. “Como não era correspondido, ele começou a fazer perfis falsos no Orkut”, diz o investigador André Gustavo da Silveira, do 1º Departamento de Polícia.

Em um deles, o noivo da vítima era colocado como homossexual e em outro, com o nome da funcionária do banco, havia imagens pornográficas. O terceiro perfil, com fotos “normais” da vítima, era utilizado pelo advogado para conversar com outras pessoas no Orkut.

Segundo os investigadores, não houve rastreamento do IP (protocolo de internet) do suspeito durante as investigações. Para chegar ao advogado, a vítima apresentou uma lista de nomes que poderiam ser os responsáveis pela ação. Depois, a polícia comparou o modo de escrever do suspeito em seu perfil verdadeiro e os falsos e afirma ter encontrado muitas semelhanças.

A LAN frequentada pelo sujeito também colaborou com as investigações e monitorou suas ações nos computadores da loja.

encontros de professores de jornalismo de sc e pr

Dias 17 e 18 de outubro acontece em Joinville a 3ª edição do Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e o 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina. Pra quem não sabe, os docentes dos dois estados resolveram “casar” seus eventos para fortalecer a área e dar mais visibilidade aos seus fóruns.

A coordenação geral é do professor Samuel Pantoja Lima, o Samuca, do Ielusc, com importante apoio da professora Maria José Baldessar, a Zeca, da UFSC.

Como nos anos anteriores e como no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, há diversos grupos de trabalho, focados nas mais diversas atividades docentes: Extensão, Pesquisa na Graduação, Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo, Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino, Produção Laboratorial (Eletrônicos e Impressos), além da reunião dos coordenadores de cursos.

Estão envolvidos professores de jornalismo da Unicemp, Unochapecó, Univali, UEL, Ielusc, Unidavi, UFSC, Unisul, Cesumar e Unicentro.

Mais informações em breve.

puladas de cerca e políticos em campanha

Katia Bachko fez uma interessante consulta ao “eticista” do The New York Times, Randy Cohen, sobre o caso do senador John Edwards, aquele que admitiu um caso extra-conjugal recentemente. O texto saiu hoje na CJR, e você pode estar se perguntando: o que isso nos interessa? Afinal, Edwards está fora do páreo pela Casa Branca, e nem brasileiro ele é… O que isso pode modificar o rumo das coisas por aqui?

Esse caso em particular não afeta diretamente a minha e a sua vida, mas é sempre importante ler sobre valores da mídia em situações de dilema ético em plenas campanhas eleitorais. Afinal, estamos no meio de uma – de caráter mais restrito, municipal, é verdade -, mas político é político, e escândalo sexual quase sempre provoca impactos no eleitorado…

10 livros de jornalismo investigativo (após dauro veras)

Meu chapa Dauro Veras lista dez livros sobre jornalismo investigativo (ou não) que merecem nota.

Não, ele não quis criar um meme, mas vou na cola.

Listo mais dez:

1. Hiroshima, de John Hersey

2. Meninas da noite, de Gilberto Dimenstein

3. Fábrica de notícias, de Günther Wallraff

4. Watchdog journalism in South America, de Silvio Waisbord

5. Morcegos negros, de Lucas Figueiredo

6. Todos os homens do presidente, de Bob Woodward e Carl Bernstein

7. O homem secreto, de Bob Woordward

8. Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, de Philip Gourevitch

9. Murro na cara, de Vitor Paolozzi

10. Notícias do Planalto, de Mario Sergio Conti

a vanguarda científica joga videogame

É um comportamento padrão entre os gestores de redes nas universidades: implantarem filtros, restringirem acesso a conteúdos “impróprios” e “inadequados”, bloquearem blogs, orkuts, youtubes e outras traquitanas.

Já sofri e sofro com isso.

Nada contra a segurança nas redes, mas a coisa tem que ser inteligente, feita por gente competente… senão, fica um instrumentozinho de poder…

Como será que os principais centros de excelência no mundo fazem?  Como será que o Cern cuida da sua rede de dados? Como será que o MIT faz?

Olha, não sei. Eles devem se cuidar, mas com certeza há menos caretice por aí. Só sei que numa das principais empresas de tecnologia do mundo – a Google -, os funcionários têm um dia da semana para se dedicar a projetos pessoais, que em outra – a Microsoft -, há salas de jogos divertidíssimas, e que num dos principais centros da vanguarda científica – o MIT -, o pessoal estuda e joga videogames. Ah! O curso de Teoria e Análise de Games é aberto e você pode baixar os materiais gratuitamente

gaveta do autor, atualizado

Acesse: http://www.gavetadoautor.com

jornalistas: satisfaction!

O Comunique-se traz informações sobre uma pesquisa feita com 509 jornalistas brasileiros sobre seu nível de satisfação na profissão. O estudo foi feito pela FSB Comunicações e constatou, entre outras coisas, que jornalistas de meios impressos e online são os mais “felizes”, com índices superiores a 50% de satisfação.

Veja a matéria aqui.

A pesquisa está aqui.

E aí, ficou contente?

dia dos pais: uma crônica

Em julho de 2004, escrevi o texto abaixo, que foi publicado no site de um amigo meu.
É divertido ler agora… parece que um século me separa daquele tempo.

 

Faz duas semanas que me tornei pai. Claro, isso não é lá grande novidade já que quase toda a fauna de homens no mundo passa por isso em algum momento da sua vida. Mas é a minha primeira vez, e ainda não percebi a coisa toda… Vasculhando minha agenda essa tarde, em busca de qualquer outra coisa, esbarrei num bilhetinho que escrevi para mim mesmo na capa do caderno. Nem me lembrava mais que havia feito aquilo, mas agora me recordo nitidamente que rascunhei algumas frases no meio da madrugada: minha mulher descansava do parto, o bebê dormia sem culpa nem nada, e eu ainda me refazia de tudo aquilo. É claro que acompanhei a cirurgia, que tirei fotos, que anunciei o nascimento pelo celular, que monitorei cada respiração daquele menino naquela noite. Medo bobo. Medo de pai novo…

No silêncio do quarto, a clínica praticamente vazia, fiquei ali, só assistindo os dois dormirem. Quis gritar, quis dançar, mas me detive: seria ridículo; incompreensível para qualquer enfermeira que ali entrasse de repente. Cocei a mão e apanhei a agenda. Com uma letra miúda, fui deixando escoar uma ou outra palavra, como num conta-gotas. Não que eu pesasse as palavras, mas porque não queria acordá-los. Fui imprensando palavra com palavra, sem pressa, com cuidado na pontuação, fazendo a madrugada só minha.

Tornei-me pai há poucas horas e ainda estou tomado por uma imensa sensação de paz. Não chorei no parto; não fiquei nervoso; só fui sorriso. Não esperava reagir assim, mas acho mesmo que já estava esperando tudo isso. Ser pai me preencheu com tanta força, serenidade e delicadeza que quase nem me reconheço.

A força, eu roubo dos dedinhos dele, que apertam minha mão; a serenidade, eu vejo no soninho leve e contagiante dele; a delicadeza mora nos movimentos suaves dos lábios, quando balbucia historinhas incompreensíveis.

Como será daqui pra frente? Como o mundo vai tratar esse novo passageiro da vida? Eu não sei. Também não quero me preocupar agora com isso. Deixa o mundo girar que eu quero mesmo é velar por esse soninho gostoso.

Se fosse essa noite, escreveria outra mensagem. Talvez mais serena, mais amena. Já mudei bastante desde aquela madrugada. Não é responsabilidade ou o peso da idade. Não é medo, nem coragem. É uma sensação diferente, que me preenche, que me acalma, que me renova. É uma paz imensa, espalhada, inebriante. Só. Nessas duas semanas, a vida mudou bastante. Comi menos, sorri mais. Dormi menos do que o normal, é bem verdade. Mas não foi apenas para amainar algum chorinho sem-causa. Perdi o sono para sonhar com ele crescido, correndo pela praia, chutando a espuma da onda que lambe a areia. Não perdi o sono. Ganhei sonhando acordado.

 

ficha suja, consciência limpa e um desajuste

O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem por 9 votos a 2 que os candidatos que estiverem respondendo processos e que ainda não tiverem nenhuma condenação poderão disputar cargos nas eleições municipais deste ano (leia mais aqui). Claro que a sociedade já chia. Afinal, manda o senso comum que gente com ficha suja não possa assumir cargos públicos, de representação, onde se espera conduta ilibada.

Eu entendi a decisão do STF. Os togados estão preocupados com um princípios do direito: a presunção de inocência, e mais. Ninguém é culpado antes de ser julgado. Seria o caso dos candidatos com processos nas costas. Afinal, eles ainda não foram sentenciados e tal.

Sim, os togados bateram o martelo para ficar com a consciência limpa de que essa garantia será mantida, mesmo que provoque e permita a eleição de um salafrário qualquer.

Sim, é legal a decisão da maior corte do Brasil. É legal, mas não é justa. Tanto é que a sociedade se queixa, rumina e vomita dizendo que o país não tem mais jeito, já que os maiores juízes daqui deixam gente que responde processo ser prefeito ou vereador.

É legal, tá na norma. Mas colide com o que a gente entende por ser justo.

Taí uma lição que é amarga: seguir a lei nem sempre corresponde a fazer justiça.

asilo arkham, uma adaptação

Existe um lugar sombrio, tenebroso, assustador. É escuro, úmido e com criaturas repugnantes. Gemidos e gritos histéricos são ouvidos. Nada funciona direito. As paredes parecem ter olhos e ouvidos. E aquilo lá está lotado de gente insana, perdidamente insana.

O Asilo Arkham é assim. Um lugar para não esquecer. E pra gente se arrepiar quando dele se lembrar.

É diferente das pirotecnias cinematográficas que vêm recheando os filmes do Batman. Talvez caiba nesses filmes apenas em parte, apenas como uma referência do depósito de vilões-loucos que alguns queriam transformá-lo. Mas o Asilo Arkham é um pouco o que Conrad escreveu: é o coração das trevas, onde o horror sussurra no seu ouvido, onde você se volta pra trás após sentir um arrepio estranho na espinha.

Os anos 80 e 90 foram realmente gloriosos para os quadrinhos, principalmente por conta de um formato novo para os brasileiros: a graphic novel, que nada mais era do que quadrinhos com temáticas mais adultas, com revisões de personagens, com inovações gráficas e com altíssima voltagem de ação. Um dos melhores títulos a circular no país foi Asilo Arkham, escrito por Grant Morrison e ilustrado por Dave McKean. Aterrador. Quem leu, tremeu ao conhecer esse lugar que é o próprio inferno.

No vídeo abaixo – que vi primeiro no Nota 7 -, há uma adaptação literal, quase quadro-a-quadro do original dos quadrinhos. Sente, veja, ouça e veja para onde os filmes do Batman poderiam caminhar.

censura na web e capitulação dos gigantes

Com informações do senador norte-americano Dick Durbin, o ReadWriteWeb informa que estaria em curso o fechamento de um acordo entre Google, Yahoo e a Microsoft para estabelecer uma espécie de código de conduta para operar nas restritíssimas condições de mercados como o chinês. Essa informação ganha maior vulto agora, a poucos dias do início dos Jogos Olímpicos de Pequim (sim, é Pequim e não Beijing).

No acordo de cavalheiros dos gigantes, estariam previstos itens como Princípios para a Liberdade de Expressão e Preservação de Privacidade, a implamentação de regras gerais de atuação, governança e transparência.

Como eu sou um cara muito desconfiado, fico só olhando se não estaria em curso uma capitulação dessas megacorporações apenas para ingressarem no riquíssimo e rentável mercado chinês, abrindo mão de valores essenciais como liberdade de expressão apenas para meter a mão em bilhões de verdinhas…

A se conferir…

circulação de jornais cresce 8,1%

Deu no boletim do Jornalismo nas Américas:

O Instituto Verificador de Circulação anunciou que os jornais brasileiros tiveram aumento de 8,1% em seus exemplares impressos no primeiro semestre de 2008, segundo o Comunique-se. As publicações que mais cresceram foram os jornais populares, baratos ou gratuitos.

Ao todo, os jornais filiados ao instituto tiraram em média 330 mil exemplares a mais do que no mesmo período do ano passado. São 4.392.281 exemplares impressos diariamente. Ricardo Costa, diretor do IVC, disse no comunicado que os números mostram quatro anos de crescimento contínuo.

sbpjor recebe 217 propostas de trabalho

A diretoria científica da SBPJor divulgou dados da submissão de trabalhos para o 6º Congresso Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece em novembro na Metodista de São Bernardo do Campo.

– Foram submetidos 217 textos, sendo 149 propostas de Comunicações Individuais e 68 trabalhos distribuídos em 13 propostas de Comunicações Coordenadas

– Todos os trabalhos serão analisados por uma equipe de 64 pareceristas

– Em 2006, foram submetidos 159 textos (113 foram selecionados), com 7 Coordenadas.

– Em 2007, foram submetidos 166 textos (114 foram selecionados), com 8 Coordenadas.

O crescimento da demanda é de 30,7% em relação a 2007, bastante expressivo. Na minha visão, três fatores contribuíram para esses números:

1. A localização do evento. Nos anos anteriores, o congresso da SBPJor aconteceu em Aracaju (2007) e Porto Alegre (2006), isto é, em pontos mais extremados do país. A escolha de São Paulo, e de São Bernardo em particular, deve ter atraído pesquisadores de toda a região sudeste, sempre muito numerosa na participação.

2. A expansão das redes de pesquisa. É notório o crescimento dos coletivos de pesquisadores no Brasil, e em especial no campo do jornalismo. A SBPJor tem papel central nesse fenômeno, pois vem incentivando e fomentando a criação de redes há pelo menos cinco anos. O formato de mesas coordenadas privilegia o encontro dos pesquisadores de uma mesma rede, e já há alguns congressos vem funcionando como reuniões de trabalho desses pesquisadores.

3. A consolidação da SBPJor. A entidade já não é mais um grupo seleto e restrito, e a realização de cinco encontros nacionais já pavimentou o nome e o trabalho da SBPJor como uma entidade séria, ágil e focada na evolução da pesquisa em jornalismo no Brasil. Em tão pouco tempo de existência – de 2003 pra cá -, a associação criou uma importante revista científica de padrão internacional para a área (a Brazilian Journalism Research), realizou cinco congressos nacionaisem quatro regiões do país, e promoveu outros dois eventos internacionais. Hoje, conta com quase 400 associados, de doutores a graduandos.

Diante dos dados, fica o cenário: a pesquisa em jornalismo no país está em curva ascendente e a taxa de crescimento da qualidade acompanha essa evolução.

seis filmes: comentários muito pessoais

Porque hoje é sábado e porque faz um friozinho preguiçoso, deixo aqui comentários muito pessoais sobre seis filmes que vi nos últimos dias:

O Fim dos Dias
Perdi a vez de assisti-lo no cinema, e até me arrependo agora. O filme de M.Night Shyamalan é envolvente, interessante, inteligente e despretensioso. Na verdade, estava meio arredio depois de ver Sinais e a A Vila, mas o cineasta voltou em grande estilo. É suspense e terror em doses fartas, sem efeitos especiais muito pirotécnicos. É desses filmes que – mesmo após assistir – a gente fica pensando, pensando, pensando… Para quem quer sobreviver.

Kung-Fu Panda
A animação é ótima, divertida e empolgante. A versão do cinema dublada é competente e engraçadíssima. As referências aos filmes de artes marciais estão lá, mas mesmo quem não as identifica assiste com prazer. Fui ver com amigas e meu filho. Saímos da sala dando caratê em todo o mundo. (O joguinho do Play Station também é bem divertido, focado na história, mas tem um porém: é curto). Para quem não tem preconceito com desenhos animados.

Wall-E
Outra animação pra ficar. Imagine 15 minutos de filme sem diálogos, sem gente, num cenário inóspito e você não desgrudando os olhos da tela. Isso acontece. A história de amor entre robozinhos e o futuro da Terra entretém, enternece e diverte. Referências explícitas a E.T. e a 2001 – Uma odisséia no espaço. Para quem não é robô.

Pecados e Tentações
Falou-se muito da estréia de Leila Lopes no cinema pornô. Depois de ver o trabalho, acho que falaram demais. Leila está bonita e charmosa. Mas seu desempenho, digamos assim, fica bem aquém do esperado. Não é uma estrela da arte, o enredo é bobo e só tem três transas, duas com a protagonista. Rita Cadilac e Gretchen vestiram (?) melhor a camisa… Para quem é curioso.

O Amor nos Tempos do Cólera
A adaptação do romance de Gabriel García Márquez para o cinema resultou num filme com duas horas e quarenta minutos. É um épico, mas a gente se envolve, se emociona e se diverte. Fernanda Montenegro faz a mãe do protagonista, vivido na maturidade por Javier Barden. Os dois estão estonteantes na interpretação. As locações são lindas e a trilha sonora mostra, entre outros bons momentos, uma Shakira altamente romântica. Para quem quer se apaixonar.

Antes de partir
Uma amiga minha deu a chave: é um filme que tem tudo para ser piegas e contorna isso muito bem. Pois é. A história de uma amizade entre pacientes terminais reúne Morgan Freeman e Jack Nicholson nos papéis principais. O enredo reserva pequenas e divertidas surpresas, mas o que fica é uma espécie de “lição final”. Aquilo de que a vida é muito mais. Para pessoas sensíveis e duronas.

call centers e a água em marte, por frank maia

sobre jornalismo e sobre o racha no sindicato

É incômoda a constatação, mas ela é verdadeira: a mídia não cobre a mídia, os jornalistas não se ocupam de acompanhar e registrar, e investigar e inquirir os próprios jornalistas. Salvo raras exceções.

No episódio atual do racha do sindicato (a que me referi aqui, aqui e aqui), poucos colunistas da imprensa tocaram na questão. Moacir Pereira foi lacônico ao mencionar o manifesto divulgado pelo grupo que discorda da condução da sucessão na entidade. Alessandro Bonassoli, do Notícias do Dia, escreveu algo também. Mas foi Cesar Valente, do Diário do Litoral, quem mais vem tratando do tema. Ontem mesmo voltou à carga, respondendo a comentários em seu blog, um meu e outro de Maria José Baldessar, professora da UFSC.

Cesar justifica seus comentários de que o grupo queixante estaria “morrendo de vontade de entrar na chapa”.

Ao ler o manifesto ficou-me a impressão que se tratava disso: um grupo ficou de fora da composição da chapa única e estava reclamando porque gostaria de estar na chapa. É provável que tenha entendido errado, porque dois dos signatários do manifesto dizem que não foi bem isso que quiseram dizer.

Ora, vai me desculpar, mas qual é a obrigação do jornalista? Checar os lados. Cesar conhece boa parte dos signatários do manifesto, ele mesmo disse. O colunista conhece gente da chapa em questão. Por que não ligou, não mandou email? Por que não perguntou, não foi confirmar informações? Dessa forma, evita-se uma série de atropelos e deslizes jornalísticos. É lição básica de jornalismo, checar as informações, apurar os dados, mesmo que eles sejam oficiais. Se não, a coisa fica muito mais parecida com fofoca, com comentário na esquina do Senadinho, com diz-que-diz.

A surpresa que muitos colegas jornalistas e blogueiros manifestam sobre o racha demonstra claramente o afastamento, a distância que estão mantendo do sindicato. E por várias razões, inclusive do próprio sindicato. Já fui dirigente e sei das imensas dificuldades de se atrair os colegas para as discussões, da colossal dificuldade de demolir uma cultura de crítica cega e intransigente diante de qualquer ação desta natureza. Parece que sindicato – no Brasil – é tudo igual, todos são mal intencionados, todos querem “se beneficiar”, todos são partidários.

E reafirmo: não é assim.

Pensar assim é se entregar ao senso comum, e – do ponto de vista jornalístico – errar, já que não se checou a informação, já que não foi conhecer aquele fragmento de realidade.

racha no sindicato: a chapa se queixa

O manifesto que divulguei ontem aqui reverberou do lado da Chapa 1 que busca a reeleição no Sindicato dos Jornalistas. A Chapa reagiu com um manifesto que pode ser lido aqui. (Note que o manifesto sequer foi publicado no blog da Chapa, mas circulou em emails hoje).

A resposta da Chapa 1insiste em dizer que o processo de composição da chapa foi democrático porque se baseou em “plenárias” em diversas cidades do estado. Ora, a realização de reuniões não garante que tenha havido condução democrática. Vou citar apenas um caso, do qual posso dizer com a certeza de quem estava por lá:

Itajaí, noite de 12 de junho. Um diretor do sindicato me informa que a plenária de Itajaí iria acontecer na sala da assessoria de imprensa da Prefeitura. Vou até lá e bato com a cara na porta. Nem o porteiro sabia do ocorrido. Ligo para o mesmo diretor do SJSC e pergunto pela reunião. Ele me chama até um bar no Mercado Público. Lá, encontro ele e mais uma colega, que já foi diretora da entidade. A “plenária” recebeu ainda a visita de um casal de jornalistas, e se resumiu a cinco pessoas. Fui consultado para compor a chapa, recusei. “Tiramos” como indicativo a proposta de que a colega seria indicada para compor a chapa. Resultado 1: seu nome foi vetado pelas instâncias que comandavam as negociações. Resultado 2: dois profissionais que sequer estiveram na “plenária” foram convidados para compor a chapa.

Pergunto: Houve plenária? A plenária foi legítima? Pode ser chamada de reunião com legitimidade para tal? Se ela não pode ser considerada, que fatores fizeram com que a “proposta” tirada fosse substituída pela inclusão de outros dois profissionais que nem atenderam à convocação do sindicato?

Soube que Itajaí não foi caso isolado. Aliás, os colegas que estiveram presentes nas “plenárias” poderiam postar aqui seus relatos…

A questão que levanto não é a composição em si, os nomes dos integrantes da chapa. Conheço muitos deles, respeito e reconheço a cada um. O que mais me chama a atenção é o assodamento, o centralismo democrático, a capacidade de auto-engano. Um sindicato precisa ir além disso.

racha no sindicato dos jornalistas: o manifesto

Sindicato forte é Sindicato de e para Todos

A respeito das eleições para o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, que acontecem no dia 6 de agosto, os abaixo-assinados vêm a público fazer os seguintes esclarecimentos:

1. A chapa única que concorre ao SJSC não expressa a unidade que tentamos construir. Entendíamos que este processo deveria ser mais amplo e coroado com uma plenária estadual de definição da chapa. Entretanto, quem capitaneou a formação da atual chapa única para o SJSC sempre rejeitou tal proposta.

2. Mesmo assim, e como nosso objetivo, fraterno e sincero, era a construção democrática de uma chapa que expressasse a unidade do movimento dos Jornalistas em nosso estado, continuamos participando no esforço de construir uma alternativa unitária junto aos que lideraram a formação da atual chapa única. Na última plenária, realizada em Florianópolis, aceitamos indicar representantes para uma comissão que definiria a constituição da chapa entre aqueles colegas que haviam oferecido seus nomes nas plenárias.

3. Entretanto, esse processo foi bruscamente interrompido a poucos dias do prazo de inscrições de chapas, por intransigência dos que lideraram a formação da atual chapa na tal comissão. Eles não se contentaram em exigir a indicação à Presidência, Vice-Presidência e Tesouraria, o que, na prática, significaria o prosseguimento de uma única posição política a ditar os rumos cotidianos de nossa entidade. Também vetaram nomes e passaram a impor quem aceitariam ou não na chapa, desprezando as discussões anteriores e inviabilizando a construção de uma diretoria que expressasse a heterogeneidade e riqueza de visões presentes em nosso movimento.

4. Por isso, alertamos os colegas que, apesar do processo eleitoral do SJSC ter uma única chapa inscrita, ela não é expressão da construção democrática que defendíamos: verdadeiramente unitária, sem interesses político-partidários e posturas autoritárias,  e representativa da diversidade da nossa categoria. Embora tenhamos razoável identidade programática com a chapa inscrita, ela foi montada com determinadas práticas e métodos com os quais não podemos conciliar.

5. Aproveitamos para esclarecer que tal chapa inclui vários valorosos companheiros, que optaram por apoiar a proposta daquele grupo, decisão que respeitamos, mas com a qual não podemos concordar.

6. Vamos prosseguir defendendo o fortalecimento de nossa entidade e de nossas lutas por dignidade e respeito profissional. Neste sentido, reafirmamos nosso compromisso de luta por melhores condições de trabalho e salários, fiscalização do exercício da profissão e respeito às relações trabalhistas, gestão sindical democrática e transparente com presença em todo o Estado, inserção no movimento sindical nacional da categoria e na política geral do país, defesa da regulamentação, formação, atualização e ética profissionais e da democratização da comunicação.

7. Finalmente, convidamos todos os nossos colegas a, mais do que nunca, participarem ativamente e fortalecerem o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Afinal, movimento sindical não se faz apenas com a ocupação de cargos na direção de uma entidade, como já mostrou o movimento que, na década de 80, resgatou nossa entidade do imobilismo, do qual muitos de nós participamos. O Sindicato somos nós!

 

ASSINAM:

Adauri Antunes – Jornalista

Aderbal Filho – Ex-diretor do SJSC

Adriane Canan – Diretora do SJSC

Ayrton Kanitz – 1o candidato a presidente do SJSC pelo MOS e ex-integrante da Comissão Nacional de Ética

Aureo Moraes – Ex-diretor do SJSC

Celso Vicenzi – Ex-presidente do SJSC

Cláudia Sanz – Diretora do SJSC

Daniella Haendchen – Jornalista

Denise Christians – Jornalista

Doroti Port – Jornalista

Eduardo Marques – Repórter Fotográfico

Eduardo Meditsch – Ex-integrante da Comissão de Ética/SC

Elaine BorgesIntegrante da Comissão de Ética/SC

Fernando Crócomo – Jornalista

Francisco Karam – Ex-integrante da Comissão de Ética/SC e da Comissão Nacional de Ética

Gastão Cassel – Ex-diretor do SJSC

Hermínio Nunes – Ex-diretor do SJSC

Ivan Giacomelli – Ex-diretor do SJSC

Laudelino José Sarda – Jornalista

Lena Obst – Jornalista

Linete Martins – Jornalista

Luis Fernando Assunção – Ex-presidente do SJSC

Márcia Barentin da Costa – Ex-diretora do SJSC

Maria José Baldessar – Ex-diretora do SJSC

Mário Medaglia – Jornalista

Mário Xavier Antunes de Oliveira – Integrante da Comissão de Ética/SC

Mylene Margarida – Ex-diretora do SJSC

Orestes Araújo – Ex-diretor do SJSC

Osvaldo Nocetti – Repórter Fotográfico

Rogério Christofoletti – Ex-vice-presidente do SJSC

Sandra Werle – Ex-diretora do SJSC

Samuel Pantoja Lima – Jornalista

Suely Aguiar – Jornalista

Sara Caprário – Jornalista

Silvio Pereira dos Santos – Jornalista

Suzete Antunes – Ex-diretora do SJSC

Tânia Machado – Jornalista

Terezinha Silva – Jornalista

Tina Braga – Ex-diretora do SJSC

Valci Zuculoto – Diretora do SJSC

Valdir Cachoeira – Ex-diretor do SJSC

Valentina Nunes – Jornalista

Vanessa Campos – Jornalista

 

ESTE DOCUMENTO ESTÁ ABERTO A NOVAS ADESÕES