estadão X blogs: o debate (1)

Só agora sistematizei minhas idéias do que li, vi e ouvi sobre o debate na TV Estadão sobre Responsabilidade e Conteúdo Digital.

Inicialmente, me chamou muito a atenção o título da mesa redonda. “Responsabilidade”… “Conteúdo Digital”… Ressoa as preocupações anteriores do Estadão – quando por exemplo lançou seu brevíssimo código de conduta online – e não trata diretamente da questão que motivou o próprio debate: Credibilidade. (É só lembrar a campanha publicitária que enaltecia o jornal em detrimento de sites e blogs…)

Não vi o debate ao vivo. E foi bom. Me permitiu pensar com calma.

Assisti depois ao vídeo deixado no YouTube, cujo arquivo não traz a totalidade da discussão, mas que dá uma boa visão geral.

De início, destaco algumas questões levantadas:

  • Vivemos uma adolescência da internet no Brasil?

  • Com todo o mundo sendo produtor, emissor de informação, está faltando receptor?

  • Tem muito lixo na blogosfera?

  • A blogosfera só tem lixo?

  • Há tanto lixo na blogosfera porque falta qualidade no receptor?

estadão X blogs: o debate (2)

Sinceramente, não sei se estamos numa puberdade da internet no país. E nem me interessa saber disso, ou tentar classificar a coisa nesses termos. Não acredito que a mera taxonomia resolva muitas questões. Não acho que ao menos nos possibilite entender melhor o cenário mutante que vivemos. De qualquer forma, é muito infantil reverberar o segundo questionamento acima.

Ora bolas! Jornalistas são produtores de informação, certo? Certo. Mas também se informam, lêem livros e jornais, conversam, pesquisam, buscam dados e assistem à TV. Quer dizer: são consumidores de informação também. Trocando em miúdos: a vigência de um estado não elimina o outro. Produtores de informação também são consumidores, são receptores e emissores. Se isso já acontece com a mídia tradicional, a interpenetração das personas se agudiza mais na web, na blogosfera, facilitado pelas condições de difusão de informação e pelo acesso razoavelmente fácil a muitas outras.

Então, é uma tremenda idiotice temer que falte público porque “todos estão se tornando emissores, todos estão virando blogueiros”. Até porque todos NÃO estão se tornando blogueiros. Isso é uma ilusão. Basta levantar números da internet no país e no mundo, basta cotejar com dados de alfabetização e indicadores sociais, sanitários e de mobilidade. O mais próximo é dizer que a blogosfera vem crescendo muito nos últimos tempos, em tão poucos anos, o que nos dá a impressão de um dia todos terem possibilidade de contribuírem para isso.

Daí, já passo para as duas questões seguintes, as do lixo demasiado na web.

Toda a raiva que li e ouvi pelos blogs nas semanas de ofensiva contra a campanha do Estadão parecia ter escorrido pelo ralo. Os blogueiros na mesa redonda eram uns lordes, autênticos aristocratas que deleitavam-se em franca tertúlia. Vários chegaram a dizer que concordavam com a campanha, e que havia mesmo muito lixo na blogosfera. O máximo que se falou foi um “merda” e um “puta”, ambos vocalizados pela única moça na mesa, a Bruna Calheiros.

Quer dizer: mal andaram pelo tabuleiro e já caíram na primeira armadilha. Ao aceitar aquela pérola – afinal, onde não há lixo? Nos jornais? Na TV? Na academia? No Congresso Nacional? -, ao convir com seus interlocutores, permitiram que o debate seguisse para uma via mais moralista e higiênica do que propriamente discutirem credibilidade e padrões de confiabilidade.

O problema não é o lixo, senhores!

Mas sim o que se faz com ele.

O ser humano produz lixo irremediavelmente. E esse subproduto é cada vez maior per capta no mundo. E isso é irreversível. O que se tem que pensar é o que fazer com isso, de que forma transformar o descartável em aproveitável.

O lixo, a irrelevância, o substrato faz parte do processo de produção. Cabe aos blogueiros e aos leitores triarem, selecionarem, escolherem. Alguém aí poderá dizer: mas a quantidade de lixo polui, atrapalha a escolher. Talvez, mas ela é inerente ao sistema. O blog de qualidade precisa do ruim para se destacar. E há leitor que não está atrás do blog de qualidade, mas quer ler coisas pessoais, paranóias, piadas sem graça, coisas absurdas, sandices. Ora, que deixem o lixo!

É preciso observar em torno do lixo e ver que condições tornaram-no descartável, diferentemente de outras coisas. (Neste meu blog, por exemplo, posto de tudo. Inclusive o que podem considerar lixo. Aliás, não definiram lixo no debate, mas ficaram repetindo – como papagaios – o exemplo do blog que fala do papagaio…)

Essa heterogeneidade é própria, característica do sistema. A própria mesa redonda do Estadão poderia ilustrar o que digo. Havia blogueiros altamente articulados, se expressando com facilidade e com segurança, trazendo à tona dados e exemplos, e havia blogueiros que alimentavam a estereotipia dos escritores-de-diários-adolescentes. Assim como em uma mesa de bar, rodeada por jornalistas (situação meramente hipotética), veremos jornalistas que transmitam credibilidade em suas piadas e jornalistas totalmente sem graça.

estadão X blogs: o debate (3)

Mas voltando ao tema da credibilidade para blogs, Pedro Doria pareceu tatear no escuro e encontrar algo que pode ser ouro ou apenas uma pedra reluzente. Ele lembrou que jornalistas se preocupam com a divisão Igreja-Estado em seus meios, e que – de maneira geral ou ideal – separam conteúdos editoriais/noticiosos de publicitários/propagandísticos. Doria dá a entender que talvez os blogueiros devam se preocupar com isso também, e que não apenas se seduzam com os adsenses da vida e com a rápida monetização de seus blogs. Particularmente, gosto de pensar que a credibilidade passe por aí, mas não me convenço totalmente. (Acho que Doria também não apostaria nisso como a chave para o sucesso, mas um fator entre outros). Esses tempos, publiquei um artigo resultante de pesquisa financiada pelo UOL sobre credibilidade na blogosfera. Estou escrevendo outros dois. E as minhas conclusões apontam para um emaranhado complicadíssimo de se desatar.

Em algum momento do debate, mais pro final, Gilson Schwartz chegou a nos lembrar de que reputação era mais do que números, que era mais do ser linkado muitas vezes e aparecer entre os primeiros resultados de uma busca no Google. Concordo, mas essa confusão não é originária das novas mídias. A própria noção de campeões de audiência na TV se apóia na quantidade medida projetada de aparelhos receptores sintonizados num mesmo canal num determinado horário. Isto é, o sujeito pode estar dormindo diante da TV, mas é contado como ponto no Ibope. Claro! É uma distorção. Mas ela é inerente ao sistema. Com isso, ainda confundimos audiência com satisfação, quantidade com qualidade…

Por isso, a discussão sobre credibilidade na blogosfera foi apenas arranhada no debate transmitido pela TV Estadão. A mesa redonda também não serviu para colocar os pingos nos is na trombada entre Estadão e blogs. Talvez nem tenha sido mesmo a idéia. Talvez a estratégia tenha sido mesmo não-cooptar a parte descontente, mas replicar o assunto, fermentá-lo e com isso fazer ecoar a polêmica. Pois gera conteúdo, opiniões de réplica sobre tréplica, etc. etc. Boa parte dos blogueiros à mesa gravitou em torno do desgaste produzido pela campanha da Talent, quando na verdade, ela é periférica, colateral. A campanha trouxe à tona um assunto para ser levado adiante. João Livi, o diretor da agência, deveria estar à mesa apenas para cumprir tabela, porque se não estivesse, teria blogueiro chiando. Os participantes poderiam ter se concentrado mais no tema da credibilidade, não para satisfazer ao Estadão ou a quem quer que seja. Este é um assunto da maior importância e interesse, inclusive de quem produz lixo.

as 10 maiores pegadinhas

Porque ainda é sábado e porque não fui ao show da Beth Carvalho, anuncio as 10 maiores pegadinhas de todos os tempos. A seleção é de 2spare.com

  • A foto do monstro do Lago Ness
  • Encontrado o diário de Hitler
  • Descoberto o plano judeu para dominar o mundo
  • Estado norte-americano tem nome criado a partir de um engano
  • Alien é autopsiado no caso Roswell
  • Encontrado crânio do elo perdido
  • O papa que era mama
  • A máquina que enganou Napoleão
  • A Microsoft comprou a Igreja Católica
  • Marcianos invadiram a terra

house compra a estante

Finalmente.

Depois de tanto perambular – mancando – pra lá e pra cá, dr. Gregory House encontrou uma estante de livros pra comprar.

Claro que o sensível homem queria um modelo como o abaixo.

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Entretanto, não foi possível. A divisão de narcóticos está rastreando a área do doutor.
Então, arrematou o modelo a seguir.

aestante2.jpg

 

liberdade de expressão: brasil

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A Artigo 19, uma ONG que sustenta uma campanha mundial pela livre expressão, acaba de emitir um parecer de 13 páginas sobre a liberdade de expressão no Brasil. Você pega o arquivo em PDF aqui.

As conclusões? Deixa de ser preguiçoso e vai ler…

estadão X blogs: o debate (de novo)

Se você não acompanhou pela TV Estadão, no dia 29, teve o debate entre blogueiros e o pessoal da Talent – agência responsável pela campanha do Grupo Estado que desagradou parte da blogosfera.

Rodrigo Barba colocou o vídeo no YouTube. O arquivo tem pouco mais de uma hora, 71 minutos, mas vale a pena ver e ouvir. Ponderar e discutir.

Vou dizer o que achei. Mas não agora.

Se quiser, leia o que disseram o Edney Souza e o  Pedro Doria, que estavam na mesa redonda. Tem também matéria de Renato Cruz, no Estadão. Até meu sogro entrou no tema. Ele indica artigo do lendário Ivan Lessa sobre blogs e blogueiros… uma cachaça!!!

Depois, digo o que acho (talvez você nem queira saber…)

porque todo dia é blogday

Tá, eu não indiquei cinco blogs ontem, no já famoso BlogDay.

Não deu.

Correria.

E porque todo dia é dia de blogar, é dia de blogueiro e de blog, faço agora as indicações.

PontoMedia – o português António Granado é dos caras mais antenados quando o assunto é jornalismo-em-mutação (o termo maluco é meu, não se preocupe)

Conversas Furtadas – a idéia de Marcelo Träsel é simplesmente ótima: postar trechos de conversas pinçadas do cotidiano ( ouvidas no ponto de ônibus, por exemplo) e mostrar como a gente fala coisas o tempo todo. Tá no meu RSS, mas sempre que tou mal, vou ao blog para rir e sorrir.

Dude! We are Lost! – Para quem curte, acompanha e está totalmente perdido na e pela série Lost.

Patifaria – a seriíssima diretora científica da SBPJor, Marcia Benetti, revela-se uma pinta metafísica-e-indignada, sardônica-e-abusada (termos meus, também. Ela vai me processar, fazer o quê?)

Imagens do Jazz – preciso explicar?

de volta à base

Cheguei de Brasília na quinta à noite.
Chuvisco. Temperatura na casa dos 16 graus.
Bem diferente de lá.

Preciso colocar a vida em ordem agora.

intercom em santos, por sandro

Meu chapa Sandro Galarça está em Santos (SP) para a 30ª edição do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, da Intercom. É ele mesmo quem manda as notícias, que reproduzo abaixo.

“Genérica
A chuva recepcionou os congressistas do XXX Intercom, que acontece até domingo em Santos/SP. Caiu fininha, durante todo o dia, deixando a cidade menos atraente e mais congestionada que o de costume, falaram todos. Complicado foi se deslocar pelos sete canais que cortam a cidade, enfrentar o trânsito e cumprir os horários. Perder-se tornou-se um imperativo. Até o almoço demorou por falta de jeito do motorista e do guia que vos escreve.

Positivas 1
Na quinta-feira, no pré-congresso, duas palestras interessantes sobre Jornalismo Literário. A primeira na parte da manhã, com mais de uma hora de atraso, com Celso Falaschi, do Texto Vivo . Ele não trouxe lá muitas novidades pra quem é da área e pesquisa sobre o assunto, mas pra molecada da graduação o assunto até que rendeu. O auditório estava cheio e o nível das perguntas comprovam que Celso agradou a moçada.

Positivas 2
Na parte da tarde, menos generalista e mais objetivo, quem apresentou o painel foi Sérgio Villas-Boas, também do time Texto Vivo e autor de “Os Estrangeiros do Trem N”, Prêmio Jabuti de 1998. Na pauta, assuntos como a ascensão do livro-reportagem no mercado editorial norte-americano e a boa presença de textos mais soltos nos jornais brasileiros. Um bom exemplo dessa literariedade, ainda que tímida por aqui, nota-se no A Tribuna, de Santos. Na seção de esportes, um bom
destaque para a matéria sobre a vitória do time do rei Pelé na noite de quinta, 30, diante do Atlético/PR.

Positivas 3
Uma das melhores do dia – antes do Chopp num bar bem perto da praia – foi a ida à Vila Belmiro pra assistir a vitória do Santos sobre os paranenses. Entre dez torcedores, creio que ninguém tinha a preferência pelo time de Luxemburgo, mas até houve quem gritasse gol e comemorasse com entusiasmo. O estádio é acanhado, o campo é pequeno, muito curto, parece até que é um quadrado, mas aquele lugar tem história e ir a Santos e não visitar a Vila Famosa é como ir a
Roma e… bem, vocês sabem do que estou falando.

A melhor
Mas nada se compara a esta: estávamos três professores e sete alunos torcendo, jogo empatado, coisa e tal e um torcedor local puxou conversa. Perguntou de onde a gente era, respondemos, ele nos deu dicas pra ir a praia – evite Santos e São Vicente, Guarujá é o bicho. O rapaz era muito bem animado e até simpático, quando saiu esta pérola: “Vocês conhecem a Sabrina do Sato, do Pânico? Pois é, eu peguei. Mas não durou muito. Tive que dispensar”. A gargalhada foi geral e nem ele acredita que isso possa ser verdade. Vai ver esqueceram de avisar a menina. Mas essa valeu o ingresso.”

coletivo de blogs

Hoje, BlogDay 2007, um conjunto de blogueiros catarinas lançam uma nova fase do +D1, agora um coletivo de blogs.

Passe por lá e confira o que acontece neste canto da blogosfera.

Parabéns, pessoal!

 

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radiodifusão e políticos: erundina quer moralizar

A informação é da Agência Brasil, reproduzida no Observatório da Imprensa. A Câmara quer regulamentar a proibição de concessões a detentores de cargos públicos, principalmente o que diz o artigo 54 da Constituição Federal.

A presidente da Subcomissão de radiodifusão da Câmara – deputada Luiz Erundina – está à frente das brigas:

A deputada afirmou que está na hora de corrigir tudo isso. Para ela, a incorporação de novas tecnologias, como o sistema digital, que amplia o aspecto de freqüência, pode possibilitar maior poder, se ficar concentrado nas mãos dos parlamentares. A parlamentar disse que é preciso se antecipar e impedir a formação do monopólio, que é o que tem acontecido no sistema analógico, evitando que essas irregularidades continuem”.

três letrinhas

O irriquieto Rogério Kreidlow manda avisar: mudou de endereço na blogosfera.

Se antes estava no Blogospot agora está no Blogsome.

Anote aí: http://rogerkrw.blogsome.com

brasília 30º (2)

Hoje, a coisa não foi diferente por aqui. Calor forte e seco, mas pelo menos ventou um pouquinho. Um taxista bigodudo com quem conversei disse que vai chover nos próximos dias. Ele contradiz os meteorologistas, mas disse com segurança. Não apostei.

De novo, foi um dia de muito trabalho. Aliás, taí uma informação importante: se você pretende fazer a capacitação de avaliadores do INEP/MEC, venha com vontade e energia. Trabalha-se muito. De manhã à noite. E quando a gente volta ao quarto do hotel, tem que responder e-mails, resolver pendências, e cuidar das coisas lá fora, pois o mundo continua a girar apesar do confinamento. (Nestes dias todos, nunca fui dormir antes da 1 da madrugada e acordava sempre às 7. O trabalho não deixava relaxar…)

Pois é um curso de imersão. Você fica no mesmo hotel onde acontecem as dinâmicas e as palestras. Hoje, ficamos até depois das 19 horas na frente de computadores, testando os formulários eletrônicos de preenchimento em simulações de visita. Amanhã, termina.

Estou louco pra voltar pra casa. As saudades são infinitas.

correio braziliense dá nome aos bois

A capa de hoje. Vai chover processos…

(clique para ampliar e ver o PDF)

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box e blog

Parece trocadilho ou trava-línguas, mas não é.

Alessandro Martins conta o que Muhamad Ali ensina a um blogueiro em seis rounds.

Inspirado e divertido.

brasília, 30º

É possível que as postagens diminuam nos próximos dias neste blog.

Desde ontem estou em Brasília para um curso de capacitação de avaliadores de curso do Inep. É gente do país todo, de todas as áreas, reunidos num hotel onde acontece o treinamento de três dias.

Saí de Santa Catarina com temperatura baixa e dias carrancudos. Por aqui, reina um sol abrasador. Hoje, fez 30 graus. A umidade relativa do ar despencou a 13%, a mais baixa em dois anos. Também, pudera. Não chove desde maio na cidade. E os homens do tempo só anunciam terra molhada daqui a três semanas.

Estou preso no hotel: hospedado e confinado para o tal curso. Protegido pelo ar condicionado. Mais ou menos. A gente desperta pela manhã com um muco estranho na garganta. As narinas ofegam, a boca seca e a gente toma mais água.

Consegui escapar esta noite e andei cinco minutos até o Brasília Shopping. Não ventava. O jardineiro de um hotel regava os gramados marrons com uma mangueira d´água. A lua se abanava lá em cima.

A dor de garganta que eu trouxe de casa piorou. Dá-lhe pastilhas!

mick conta como a rbs comprou a notícia

Jacques Mick faz um extensa e detalhada cronologia da aquisição do jornal A Notícia pelo Grupo RBS, hoje, no Observatório da Imprensa.

Quando a coisa aconteceu – em agosto do ano passado -, demos edição extra no Monitor de Mídia, dando conta do assunto que chacoalhou o mercado de impressos catarinense.

Baixada a poeira, Mick conta boa parte dos podres que cercaram o negócio. Coloca os envolvidos pra falar, dá números da compra, e os movimentos de xadrez nos bastidores da mídia local. Tudo bem contadinho, como uma crônica policial.

Os leitores de A Notícia mereciam o relato. O mercado jornalístico também.

a música da saudade

ColdPlay: Easy to Please

(eu ouço agora, repetidamente)

blogcamp: mordi a língua!

Há muita coisa sobre o Blogcamp que aconteceu este final de semana em Sampa. Principalmente, coisas de hoje e ontem…

Reclamei à toa. Eu é que não procurei direito. Camaradas blogueiros vieram me salvar a tempo. E como chegaram rápido e com boa munição, merecem subir do campo dos comentários ao dos posts…

André Marmota manda listinha via-Technorati.

Edney (Interney) Souza envia seu link e o do Blog de Guerrilha.

Gostei também do que li no Repositório (do Marcelo Antunes).

10 mil visitas ganha bônus!

Este blog ultrapassou há pouco a marca das 10 mil visitas, o que é motivo pra muita satisfação minha. Afinal, estamos neste endereço há apenas pouco mais de três meses apenas. Estamos no WordPress há exatos 99 dias e, neste breve período, conseguimos um acumulado de visitas que custamos dois anos no endereço anterior, no UOL.

Você, leitor, merece então algumas satisfações:

  • Até agora, postei 253 mensagens (incluindo esta) neste blog
  • Até agora (às 20h20), este blog recebeu 302 comentários
  • Nosso contador automático acusa neste mesmo horário 10106 visitas desde 20/05/2007, quando inauguramos este blog no WordPress
  • Esses dados nos dão uma média de 102 visitas/dia
  • O dia em que este blog mais recebeu leitores foi 23/08, quando o serviço de estatísticas do WordPress registrou 385 acessos

Apresento esses dados porque – com eu – muita gente ainda tenta se convencer da força, do alcance e da permanência do blog como meio de comunicação. Eu não tenho mais dúvidas da sua agilidade, da facilidade de manejo e administração e da cada vez mais crescente influência no mundo contemporâneo.

Pesquiso blogs e me divirto com eles. Me informo por meio deles, mas não só. Me comunico com gente próxima e distante por comentários, por pings, por links. Quando decidi me aproximar dessa coisa de quatro letras, tive uma certeza apenas: era preciso blogar para entender o que é isso, como se faz e até onde isso pode nos levar. A primeira coisa eu já entendi. A segunda, aprendo todos os dias. A terceira, eu tenho uma vaga intuição.

Blogueiro há menos de 740 dias, arrisco três certezas sobre a coisa:

  • O blog é mais que um meio de comunicação. É uma experiência.
  • O blog é uma mídia de transição. É possível que daqui a dois anos, evapore diante de nossos teclados e outra coisa avassaladora surja.
  • Os blogs já mudaram o mundo da comunicação e do jornalismo. Queiramos ou não.

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BÔNUS: Se você é um visitante freqüente por aqui, já percebeu. Se não, eu digo. Ultrapassamos a marca dos cinco dígitos no contador e fizemos uma rápida cirurgia plástica no blog. Deixamos de lado o layout – Neo-Sapien – e adotamos Connections, ambos oferecidos gratuitamente pelo WordPress. Como antes, entre e fique muito à vontade.

F. no YouTube

Há seis anos, escrevi uma peça para a Persona Cia de Teatro.
Foi uma experiência única e inesquecível.

O dramaturgo se aposentou, mas a companhia continua.
Veja um clipe da segunda montagem.

cadê a cobertura do blogcamp?

Procurei por aí e não achei nenhuma cobertura decente do Blogcamp, que aconteceu este final de semana em São Paulo.

Outro dia, reclamei da mesma ausência no Congresso Nacional Extraordinário de Jornalistas, que aconteceu em Vitória e definiu o novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro. Pois é, eu dizia “casa de ferreiro, espeto de pau!”. E repito. Cadê a cobertura do Blogcamp? Nenhum dos blogueiros resolveu fazer cobertura? MeioBit anunciou cobertura exclusiva, mas deu cinco posts. Bom, mas é pouco.

Em compensação, Nick Ellis dá um banho com links e ligações sobre a Semana na Blogosfera Brasileira. Valeu!!!

Sobre o mesmo evento, Wagner Fontoura pode ser acessado em seu Boombust.

a câmera e as mensagens dos togados

Fernanda Bruno comenta o caso do fotógrafo que flagrou ministros do STF trocando mensagens pela intranet em meio ao “julgamento” de possíveis réus no escândalo do Mensalão. Veja o que ela diz aqui.

Para completar, veja a seleção que Luiz Antonio Magalhães fez sobre o caso no Observatório da Imprensa.

(Perguntinha para meus alunos de Legislação e Ética em Jornalismo: E aí, meninos e meninas?)

uma resposta: livros e massa funcionando

Isabel Festas não responde nem às minhas nem às questões de Alessandro Martins. Mas seu texto – que prega que “estudar com livros e pensar um pouco” é a saída para a educação – faz pensar.

Aqui.

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seis perguntas sobre o futuro

Alessandro Martins pegou o rojão que apontei pro lado e ricocheteou de volta.
Ele propõe agora seis perguntas futuras sobre blogs.

Tento responder em pouquíssimas linhas.

1. Haverá um dia uma cadeira sobre blogs – ou seu equivalente futuro – nos cursos de comunicação? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
Acho que não, nem precisa. Blogs são meios de transição.

2. E em outros cursos?
Idem, idem.

3. O que habilitaria alguém a dar aulas sobre isso?
Deveria ser blogueiro, mas como penso que não haverá tal disciplina…

4. Há como um curso universitário acompanhar as mudanças rápidas que acontecem nesse meio (pense no que eram os blogs há cinco anos e no que são hoje)?
Os cursos não. Os alunos e alguns professores sim. Os primeiros por vontade, os segundos pra não perder o bonde.

5. Haverá, no futuro, regulamentação do uso profissional de um blog ou seu equivalente? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
Sou a favor das regulamentações profissionais, mas blogueiro ainda não é profissão. Nem sei se precisará, embora ache que as empresas de comunicação venham a absorver esses caras.

6. As leis hoje existentes são suficientes ou não para abranger a complexidade dos blogs? O que falta para elas serem suficientes?
As leis não são suficientes. Lei de Imprensa é de 1967. Lei de regulamentação do jornalista, de 1979. Não temos sequer Lei de Comunicação Eletrônica de Massa. A lei de direitos autorais é de 1998, mas já está defasada. O que falta? É mais fácil responder o que não falta…

mais um zerado

Faz uma horinha zerei God of War II, o game do PlayStation II que coloca Kratos pra caçar Zeus.
Dez notas rápidas sobre a experiência:

1. Animações de qualidade bastante superior ao primeiro.

2. Cenários e trilha sonora continuam lindos e empolgantes.

3. Quem joga esbarra com mais figuras da mitologia grega Pégasus, Perseu, o Colosso de Rodes, Gaia, Atlas, Cronos e Zeus.
4. O jogo vem com dois discos, mas é mais curto.

5. Os puzzles são mais fáceis de solução.

6. As mulheres (ou seres divinais) têm corpos mais torneados.

7. A gente conhece mais quem é Kratos: um cara facilmente manipulável.

8. O final não termina.

9. Não se desenvolve nenhuma habilidade a mais que no jogo anterior.

10. God of War III ainda não saiu. Quando sair, aí é que eu quero ver…

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blogcamp em sampa

Cheguei atrasado, mas tá valendo.

Rolou ontem e hoje em São Paulo o Blogcamp.

Confira aqui.

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jornalismo, educação e TICs

Outro dia, repliquei provocações aos professores e às escolas de jornalismo. Tive pouca reação, o que – pra ser sincero – não esperava. Claro que tem muita gente que passa pelo blog e não deixa comentários, o que é natural. Mas o baixo retorno em termos de manifestação me faz pensar que: ou não temos respostas às questões ou não nos preocupamos com elas.

Sendo uma ou outra, já são sintomas de uma crise. Ou de soluções ou de apatia.

Porque sou teimoso e não paro quieto, enfio mais o dedo na ferida aberta dando links:

1. A relação controversa entre jornalistas e blogueiros: ainda se discute muito até onde se vai uma coisa e se começa outra. Três links (todos de Alessandro Martins) me pulsam por aqui:

O futuro próximo das escolas de comunicação e o aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo passam por essa discussão, pela revisão desses parâmetros. Isto é, precisamos discutir a relação.

2. A relação controversa entre educação e novas tecnologias: ainda batemos cabeça e boca por isso. Quatro links variados me fazem pensar.

O futuro e o presente da educação não podem prescindir da superação de alguns impasses e mitos.

E aí, senhores? Provoquei?

já somos 100 milhões

Já existem mais de 100 milhões de blogs no planeta.
A informação é do Technorati, que monitora o setor.