Autor: Rogerio Christofoletti
micos jornalísticos
Existem centenas de trapalhadas jornalísticas espalhadas no YouTube, em blogs e sites especializados. Mas Ana Laux reúne em seu blog o que se pode chamar de tudo menos de jornalismo. Tentou-se até fazer jornalismo, mas o acaso rouba a cena e vigora a Lei de Murphy.
Se o seu dia não foi bom, acesse. Vai ficar mais leve…
Se foi bom, por que não terminar melhor ainda?
publique ou morra!
9ª EDIÇÃO DA REVISTA PJ:Br (ISSN 1806-2776) CONVIDA ACADÊMICOS E PROFISSIONAIS A PUBLICAR ARTIGOS, ENSAIOS E ENTREVISTAS
De 10 de outubro a 30 de novembro de 2007, a Revista PJ:BR Jornalismo Brasileiro (ISSN 1806-2776) recebe trabalhos para a sua edição nº.9.
TEMAS – Os trabalhos, em qualquer linha de pesquisa, podem ser sobre aspectos locais, regionais, nacionais ou internacionais do Jornalismo (impresso, audiovisual ou digital), desde que atendam à prerrogativa de reflexão acadêmica e/ou profissional.
AUTORES – O envio de colaborações é indicado a pesquisadores, professores, escritores, profissionais e graduandos de comunicação, mas não há restrições à participação de autores de outras áreas, desde que restrita à temática.
FORMATO – Os textos (acompanhados pelas respectivas autorizações de publicação) devem ter até 20 páginas (A4), em formato doc ou rtf, tipo Times New Roman, corpo 12, espaço simples, justificado, com bibliografia imprescindível e notas (indicadas no texto, sem sobrescrito e entre chaves; exemplo [1], e não:1) no final do texto, além de uma breve (até 5 linhas) biografia do autor. As imagens devem estar no formato jpg, com 72 dpi e legendadas.
Serão privilegiados os texto inéditos, mas reproduções também serão aceitas, sob avaliação. Os trabalhos devem ser enviados para os endereços:marcelojanuario@terra.com.br – Marcelo Januário (Editor) e valkneip@usp.br – Valquíria Passos Kneipp (Editora-Assistente).
PJBr – Jornalismo Brasileiro é uma publicação acadêmica eletrônica e está disponível no endereço www.eca.usp/pjbr , um projeto vinculado à Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), com a coordenação de José Marques de Melo.
evento em portugal
Jorge Pedro Sousa manda avisar:
“Abertas inscrições com e sem comunicação nas III Jornadas Internacionais de Jornalismo
(Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal, 14 de Março de 2008)
Estão abertas as inscrições para participação, com e sem comunicação, nas III Jornadas Internacionais de Jornalismo, organizadas pelo Centro de Estudos da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa e subordinadas ao tema genérico “Jornalismo e Democracia Representativa”.
As comunicações plenárias, que reflectirão o tema central das Jornadas, estarão a cargo de prestigiados professores e pesquisadores de diversas universidades portuguesas, europeias, brasileiras e norte-americanas, bem como de jornalistas de diferentes meios, esperando os organizadores contribuir, dessa forma, para uma discussão alargada sobre a pesquisa em jornalismo.
Serão admitidas, em paralelo, 32 comunicações de tema livre, desde que relacionadas com o jornalismo.
Todas as comunicações admitidas, entregues dentro do prazo e formatadas de acordo com as normas constantes na chamada para trabalhos serão publicadas em CD-ROM com ISBN.
A ficha de inscrição, informações sobre o programa do evento, chamada para trabalhos (call for papers), normas para inclusão dos textos no CD de actas das Jornadas, prazos e lista de inscritos encontram-se disponíveis on-line em:
http://www.ufp.pt/events.php?intId=10046
É de salientar que a simples assistência às Jornadas é inteiramente livre, mas não confere direito a documentação, CD de actas e certificado de participação. Os participantes que desejem obter certificado de participação e restante material têm de se inscrever formalmente no evento e pagar a respectiva taxa, havendo preços especiais para estudantes de graduação e pós-graduação, jornalistas, bolseiros e grupos.
Mais informações podem ser obtidas através deste e-mail“
quando nietzsche chorou
Ontem à noite, assisti à versão cinematográfica do best-seller de Irvin Yalom. Muito se tem dito sobre o livro e sobre o autor, cujos títulos circulam pelas livrarias brasileiras. Já pensei em ler, mas ainda não consegui. Mas na verdade, este post está mais interessado mesmo no filme, em como é contado o encontro fictício entre Breuer e Nietzsche.
Vamos por partes, como disse aquele rapaz dos becos de Londres…
Breuer é um médico conhecido na mítica Viena do final do século retrasado, o 19. É rico, afamado, e professor de um jovem médico, o doutor Freud. Aliás, a ele confiou a paciente Bertha, codinome Ana O.

Pois Breuer é procurado pela irriquieta e irresistível Lou Salomé, amiga íntima de Nietzsche e muito preocupada com seu estado de saúde. O filósofo, ainda desconhecido, anda deprimidíssimo, à beira do suicídio. Lou roga para que Breuer trate do amigo. Breuer se convence – não pela causa em si – mas pela moça em si.
A aproximação do médico e paciente será o fio condutor da história, convidando os demais pacientes a pensar sobre filosofia, sonhos, psicologia, desejos, viva e morte, sentidos da existência, dor e felicidade.
O filme é ruim, seja pela precária ambientação ou pelos desastrados efeitos especiais (defeitos especiais?) que retratam os sonhos e pesadelos de Breuer. Lou Salomé é retratada de forma frívola, superficial, volúvel. Breuer chega a ser caricato. Mas apesar de tudo, algo que se sobresai e ganha a noite. Armand Assante na pele do filósofo. Assante compõe um personagem pulsante, arcado pela culpa e pela dor, carregado de sentimentos represados.
O espectador é devorado pelos olhos esbugalhados de um Nietzsche já adoentado e atormentado. Aliás, com a cabeleira revolta e um imenso bigode cobrindo-lhe a boca, resta ao ator a expressividade de seus olhos e os olhares que dispara. O corpo se movimenta em cena com rapidez, de forma inesperada. O ritmo é sobressaltado, e as mãos do filósofo ganham envergadura de tenazes. Pouco se vê delas. Assim como o próprio tenta esconder seus sentimentos, suas frustrações e medos.
Ele tenta.
As cenas finais, com um Nietzsche em estado de total vulnerabilidade, são lindíssimas, tocantes, transbordantes. A fortaleza rui e os cacos se espalham, mas a uma distância controlada. Por alguns segundos, o filósofo deixa cair-lhe a máscara e revela a si e ao doutor o que tanto estremece seu peito e quase faz explodir sua cabeça.
É um belíssimo trabalho de ator. Foi o que me valeu ao ver o filme.
Gostei muito do Nietzsche que Assante nos apresenta. Ele está nas páginas dos seus livros, nas metáforas poderosas como golpes de martelo, na pregação anti-cristã, na ousadia de contestar a moral vigente.
O Nietzsche de Assante é humano, demasiado humano.

brasileiro gosta de blogar, viu!
Sabe qual o blog brasileiro com maior autoridade no Technorati? O Burajiru! Isso mesmo: se pronuncia como se fosse japonês. Com força e entonação, inclinando o tronco e a cabeça. E sabe o que mais? É um blog de uma brasileira que escreve do Japão para brasileiros por lá e por toda a parte.
Quer dizer, brasileiro gosta de blogar em qualquer lugar. E onde quer que esteja, passa e comenta e linka os blogs que gosta. O Burajiru! está bombando!
Tá, isso é puramente empírico. Não há de científico nisso. Mas precisa ser?
É domingo, meu!
blogueiros no brasil e em portugal
Atualizei a lista lusófona dos pesquisadores em comunicação que também são blogueiros.
Para se ter uma idéia, são 19 links de Portugal e mais 109 do Brasil.
Se você tem alguma sugestão, mande pra cá.
E veja: valem também os blogs da África e de outras partes do mundo onde se fala português.
Confira a lista aqui.
monitor de mídia em nova fase

Colocamos hoje na rede mais uma edição do Monitor de Mídia, site que acompanha a imprensa catarinense desde 2001. Mas desta vez, chegamos aos leitores com novo site, novas preocupações e uma renovada proposta de monitoramento da mídia local.
A reforma não foi só estética, pelo que se pode constatar. Ficamos mais um de mês em reuniões de revisão do projeto, de planejamento de ações e de ajustes na rotina interna da equipe para que tudo pudesse funcionar.
Em meio a isso, o sistema de criação e alimentação de páginas web da Univali mudou, e com isso, sofremos diversos problemas operacionais. A edição que já está na rede resistiu a uma avalanche de entraves tecnológicos, mas está pronta para ser lida e criticada pelos leitores.
O que mudou? Ora, vá lá conferir.
Se você já era nosso leitor, entre e fique à vontade. Se não era, seja bem-vindo. Se gostou do que viu, conte pros amigos. Se não gostou, já sabe: indique para os inimigos.
comunicação: ruídos
Notei hoje que meus emails não estavam sendo devidamente recebidos pelas pessoas. Percebi também que minha caixa postal estava mais vazia do que habitualmente.
Também, pudera!
Os correios estão em greve!
senadores catarinas e renan
Só pra constar. O G1 trouxe matéria em que 46 senadores teriam votado contra Renan ontem. Isso mesmo 46, mas o placar só mostrou 35… epa… se não fossem senadores, eu até poderia acusá-los de estar mentindo…
Como os senadores por Santa Catarina votaram?
Raimundo Colombro (DEM) afirmou ter votado pela cassação.
Neuto de Conto (PMDB) não abriu o voto.
Ideli Salvati (PT) não divulgou o voto.
Nem precisa. Ideli respondeu aos repórteres que a decisão foi “soberana”.
Neuto é do mesmo partido que Renan.
pesquisa em jornalismo no sul: evento
O Mestrado em Jornalismo da UFSC promove de 18 a 20 de setembro, na semana que vem, um simpósio sobre a pesquisa em jornalismo nos estados do sul.
Programação
18 de setembro de 2007 – terça-feira
9 horas – Abertura do Evento
9h 30min – Mesa 1:
A experiência da pesquisa em Jornalismo nos Programas de Pós-Graduação da Região Sul
- Profa. Dra. Christa Berger – Unisinos
- Profa. Dra. Cláudia Quadros – Tuiuti
- Prof. Dr. Jacques Wainberg – PUC-RS
- Profa. Dra. Luciana Mielniczuk – UFSM
- Profa. Dra. Virgínia Fonseca – UFRGS
14 horas – Reunião (restrita) entre os representantes dos programas para articulação de Rede de Pesquisa
19 de setembro de 2007 – quarta-feira
9 horas – Mesa 2:
Oportunidades de inovação e demandas do setor produtivo na Pesquisa Avançada em Jornalismo
- Professor Doutor Elias Machado – Presidente da SBPJor
- Jornalista Marcelo Rech – Diretor Editorial da Associação Nacional dos Jornais
- Jornalista Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de Jornalismo do grupo O Popular, de Goiânia, membro do Comitê Editorial da ANJ
- Jornalista Cláudio Thomas – Editor Chefe do Diário Catarinense e co- coordenador da Cátedra UFSC-RBS
- Jornalista José Roberto Garcez – Presidente da Radiobras
- Jornalista Maria José Braga – Secretária Geral da Federação Nacional de Jornalistas
12 horas – Reunião (restrita) entre os representantes do setor produtivo e os pesquisadores para prospectar possibilidades de parceria
15 horas – Mesa 3:
A Pesquisa em Fundamentos do Jornalismo no Mestrado da UFSC (Linha 1)
- Prof. Dr. Francisco Karam
- Prof. Dr. Orlando Tambosi
- Profa. Dra. Gislene Silva
- Profa. Dra. Daisi Vogel
17 horas: Mesa 4:
A Pesquisa em Processos e Produtos Jornalísticos no Mestrado da UFSC (Linha 2)
- Prof. Dr. Nilson Lemos Lage
- Prof. Dr. Eduardo Meditsch
- Prof. Dr. Elias Gonçalves
- Profa. Dra. Tattiana Teixeira
20 de setembro de 2007 – quinta-feira
9 horas – Mesa 5:
A Pesquisa Avançada em Jornalismo e as Agências de Fomento: Experiência e Perspectivas
- Prof. Dr. Juremir Machado da Silva – Representante da Área de Comunicação no CNPq
- Prof. Dr. Marcius Freire – Representante da Área de Comunicação na Capes
- Prof. Dr. Representante da Fapesc
- Prof. Dr. Luiz Martins da Silva – Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação – UnB
11 horas – Conferência de Encerramento:
A importância da memória e da tradição na Pesquisa Avançada em Jornalismo
Prof. Dr. José Marques de Melo – Presidente da Intercom e Titular da Cátedra Unesco-Umesp
tempo, ele ainda
Na circunferência mais próxima do bambolê que chamo de blogosfera, tá todo o mundo assim.
Adri Amaral reclama da pauleira.
Raquel Recuero diz que passa depois.
Marcia Benetti não tem tempo, mas sono e saudade de sobra.
brasília é uma festa!
Um minuto após sair o resultado no painel do Senado, minha esposa chamou no celular. Com voz desanimado, deu a absolvição de Renan Calheiros. Eu andava pelo campus, indo de um prédio a outro, e deixei escapar uma risadinha. “Com esse placar, alguém roeu a corda. Esses seis aí é que decidiram”, eu disse.
A análise não é nem um pouco brilhante ou profunda. Mas a frase me saiu como um soluço. E o fato é que – mais uma vez – quem venceu, quem deu as cartas foi o baixo clero, os parlamentares menos decididos ou não suficientemente convencidos de um relatório que antes fora acachapante: 11 a 4 no Conselho de Ética.
Como na eleição de Severino Cavalcanti, os menos-midiáticos, os mais-apáticos mostraram que a engenharia das urnas é complexa, como os intestinos da nação.
Cheguei em casa, minutos depois da ligação, e corri pra ver o que Noblat dava em seu blog. Um repórter secreto, infiltrado na sessão, mandava informes e o blogueiro reproduzia. Os portais ficaram a reboque. As emissoras, perdidinhas, já que a decisão de manter a sessão secreta atou-lhe as mãos.
Agora há pouco, zapeando pelos diversos telejornais, vi e ouvi uma montanha de mentiras e frase de efeito que – de tão pretensiosas – não chegarão vivas até o domingo. “O Senado morreu!”. “Este é o pior dia da política brasileira”. “Oposição e situação terão que trabalhar juntas para restituir a credibilidade do senado”. Mentiras, cinismo, pantomimas.
Quem está preocupado com isso? Ideli Salvati? Mercadante? Renan? Demóstenes Torres? Gabeira? Eu? Você?
Um amigo está de malas prontas para o Planalto. Vai assumir a assessoria de imprensa de um órgão federal. Antes de ir a um boteco em Santana para fazer seu bota-fora e ver o jogo da seleção, ele prometeu: “Se tiver oportunidade, empurro o Renan na rampa!”
correio arrasa com a capa de hoje
O Correio Braziliense de hoje oferece aos seus leitores mais uma daquelas capas antológicas.
Não vou dizer mais nada. Veja você mesmo…
(clique para ampliar)

do velho chico via-blog
A dica é da Zeca Baldessar.
“Colegas, indico o blog das minhas orientandas, Carol e Ticiani, que estão percorrendo Pernambuco para conhecer de fato o que é essa tal de transposição. Depois da viagem o material recolhido vai ser transformado em dois produtos: uma grande reportagem em texto e um produto cross mídia”.
Fui conferir. E gostei. Boa, meninas!!!
o big brother dos professores
Há dois anos mais ou menos eu jantava com meu amigo Antonio Brasil, da UERJ, e ele me contava de uma iniciativa muito interessante que havia conhecido nos Estados Unidos, onde estivera como professor visitante. Era um site em que os alunos davam notas aos seus professores, avaliando seus desempenhos em sala de aula, as explicações, o preparo dos conteúdos e por aí vai. Bem, o site é o RateMyProfessors e é bastante visitado nos esteites…
Aqui no Brasil, já há um similar. É o Descolando!, site desenvolvido por estudantes, mas bastante restrito ainda. Você só entra e usa se tiver convite e cadastro. Não entrei, mas fiquei curioso para saber da performance de muita gente.
Você pode ser perguntar: mas pra que serve? como funciona?
Os promotores respondem: “O descolando! é a melhor forma de descobrir tudo sobre seu professor. Você vai saber se ele explica bem, se a prova é difícil e até mesmo se ele falta às aulas. Um site de avaliações de professores feito para os universitários e não para as universidades! Não será mais por falta de informação que você vai perder o período. Além de compartilhar avaliações, você vai poder dizer tudo sobre seus professores, e ver o que estão dizendo sobre eles. Você poderá filtrar as avaliações e comentários de alunos que passaram ou repetiram, que estudaram muito ou pouco e que foram ou não às aulas”.
É ou não é um Big Brother de professores?
diploma em jornalismo: mais um lance
O site da Fenaj divulgou hoje uma sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que surte como um reforço à tese de que é necessário sim portar diploma para exercer o jornalismo. Como sabem, a guerra do diploma começou em outubro de 2001 com um despacho da juíza Carla Rister desobrigando qualquer cidadão a ter diploma de nível superior para requerer o registro de jornalista.
Pois o episódio mais recente – este do TST – pode ser lido aqui. Não se trata de entrar no mérito da questão, mas a decisão do TST traz mais um elemento para convencer os poderosos do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. São eles que decidirão.
A notícia é boa, mas é cedo demais para comemorar, já que ela nem mesmo muda o panorama atual.
(Para saber mais, acesse aqui)
mais um lançamento
o coelho de alice
Hoje, não estou sem assunto. Estou sem tempo.
O coelho de Alice vive me perseguindo. Impertinente, bate com o indicador no vidro do relógio, e tamborila o chão com a patinha.
Para exorcizá-lo, invoco Caetano Veloso e sua “Oração ao tempo”:
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho Tempo Tempo Tempo Tempo, vou te fazer um pedido Tempo Tempo Tempo Tempo Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos Tempo Tempo Tempo Tempo entro num acordo contigo Tempo Tempo Tempo Tempo Por seres tão inventivo e pareceres contínuo Tempo Tempo Tempo Tempo és um dos deuses mais lindos Tempo Tempo Tempo Tempo Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho Tempo Tempo Tempo Tempo ouve bem o que te digo Tempo Tempo Tempo Tempo Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso Tempo Tempo Tempo Tempo quando o tempo for propício Tempo Tempo Tempo Tempo De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido Tempo Tempo Tempo Tempo e eu espalhe benefícios Tempo Tempo Tempo Tempo O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo Tempo Tempo Tempo Tempo apenas contigo e migo Tempo Tempo Tempo Tempo E quando eu tiver saído para fora do círculo Tempo Tempo Tempo Tempo não serei nem terás sido Tempo Tempo Tempo Tempo Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos Tempo Tempo Tempo Tempo num outro nível de vínculo Tempo Tempo Tempo Tempo Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios Tempo Tempo Tempo Tempo nas rimas do meu estilo Tempo Tempo Tempo Tempo
lista lusófona de blogs de pesquisadores em comunicação (47ª atualização)
Em julho deste ano, iniciei um esforço coletivo de reunir numa lista os principais blogs de pesquisadores em Comunicação no Brasil. A idéia era simples: juntar professores, mestrandos, doutorandos, pesquisadores em geral do campo da Comunicação que mantivessem seus blogs. Esses pontos na web não precisavam tratar necessariamente da área, já que a intenção era mesmo aglutinar pessoas afins em alguma coisa, e com isso mostrar as suas heterogeneidades.
De sugestão em sugestão, chegamos a mais de cem endereços na lista, e agora, acho que é necessário abrir mais. Por isso, convido os colegas de Portugal, Moçambique, Angola, Goa e todo o mundo que fala a Língua de Camões a constituir uma Lista Lusófona de Blogs de Pesquisadores em Comunicação.
Estão mantidos os mesmos critérios da lista brasileira: Entra quem é pesquisador da área da Comunicação e que tenha um blog. A lista estará em constante construção, aceitando sugestões de todos os lados. Passar a lista adiante é outra forma de contribuir para este esforço para a blogosfera em língua portuguesa.
Lá vai, então!
De Portugal e doutros países
AF – http://primeira-pagina.blogspot.com
Ana Amélia Amorim Carvalho – http://portfoliodigital.blogspot.com
André Carita – http://pensarvideojogos.blogspot.com
Andreia Silva – www.teocomuni.blogspot.com
Antonio Granado – http://www.ciberjornalismo.com/pontomedia
Bruno Amaral – http://www.brunoamaral.com
Carlos José Teixeira – http://comunicacaoempresarial.com
Educar para os medias – http://educarparaosmedias.blogspot.com
Fernando Zamith – http://zamith.googlepages.com/home
Francisco Rui Cádima – http://irrealtv.blogspot.com
Helder Bastos – http://travessiasdigitais.blogspot.com
Inês Amaral – http://blog.ciberesfera.com
Isabel Salema Morgado – http://emsemicirculo.blogspot.com
João Paulo Menezes – http://ouve-se.blogspot.com
João Paulo Menezes 2 – http://osegundochoque.blogia.com
Jorge Camões – http://bizviz.jorgecamoes.com
Jorge M. M.Rosa 1 – http://www.cecl.com.pt/investigadores/jrosa/dbordo.html
Jorge M. M.Rosa 2 – http://arcturus.tumblr.com
Jornalismo PortoNet – http://blog.icicom.up.pt
José Carlos Abrantes – http://www.josecarlosabrantes.net
Luis Bonixe – http://radioejornalismo.blogspot.com
Luis Filipe B. Teixeira – http://www.escritasmutantes.com
Luís Miguel Pato – http://videoonscreen.blogspot.com
Luis Pereira – http://literaciadigital.blogspot.com
Luís Santos – http://atrium.wordpress.com
Manuel Pinto e colegas da Universidade do Minho – http://mediascopio.wordpress.com
Manuel Pinto 2 – http://www.comedu.blogspot.com
Metablogue – http://metablogue.weblog.com.pt
Monica Delicato – http://monicadelicato.blogspot.com
Monica Delicato 2 – http://pequenasreportagens.blogspot.com
Nelson Zagalo – http://virtual-illusion.blogspot.com
Observatório da Imprensa – http://blog.observatoriodaimprensa.pt
Orlando Castro – http://altohama.blogspot.com
Paula Cordeiro – http://netfm.wordpress.com
Paulo Nuno Vicente – http://pnvicente.wordpress.com
Pedro Fonseca – http://contrafactos.blogspot.com
Pedro Jerónimo – http://jornalices.com
Pedro Silva – http://ludologia.blogs.ca.ua.pt
LocalMediaPT – http://localmediapt.wordpress.com
Nelson Silva – http://estudosjornalisticos.blogspot.com
Rogério Santos – http://industrias-culturais.blogspot.com
Sergio Denicoli 1 – http://tvdigital.wordrpess.com
Silvino Lopes Évora – http://nosmedia.wordpress.com
Victor Ferreira – http://prometeu.wordpress.com
Vitor Soares – http://infoinclusoes.blogspot.com
Do Brasil
Adriana Amaral – http://palavrasecoisas.blogspot.com
Adriana Santana – http://jornalismocordial.blogspot.com
Adriana Zottis – http://doissoumais.blogspot.com
Alberto Oliveira e alunos – http://escravosdejol.blogspot.com
Aldo Schmitz – http://fontespautam.wordpress.com
Alessandra Carvalho – http://karapana.wordpress.com
Alessandra Ogeda – http://moviesense.wordpress.com
Aleteia Ferreira – http://espacodamoda.blogspot.com
Alex Primo – http://alexprimo.com
Alexandra Bujokas – http://midiaeduc.zip.net
Alexandra Bujokas 2 – http://midialab.wordpress.com
Alexandre Gonçalves – http://colunaextra.blogspot.com
Alvaro Larangeira – http://larangeira.com.br/blog.php
Ana Brambilla – http://anabrambilla.com/blog
Ana Claudia Menezes – http://anaclaudiamenezes.blogspot.com
Ana Paula Penkala – http://ocinematographo.blogspot.com
André Deak – http://www.andredeak.com.br
André Lemos – http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos
Avery Veríssimo – http://www.avery.jor.br
Beatriz Dornelles – http://biadornelles.blogspot.com
Bibiana Friderichs – http://www.scriptografias.blogspot.com
Blog do Lamce – http://blogdolamce.zip.net
Blog do Jornalismo – http://www.blogdojornalismo.wordpress.com
Blog do RP – o seu blog! – http://blogdorp-oseublog.blogspot.com
Blogs e Imagem Organizacional – http://www.pesquisablogseimagem.blogspot.com
Calos Baqueiro e Eliene Nines – http://oinimigodorei.blog.terra.com.br
Carla Schwingel – http://ciberjornalismobr.blogspot.com
Carlos Castilho – http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=2
Carlos D´Andréa – http://novasm.blogspot.com
Carolina Terra – http://rpalavreando.blogspot.com
Ceila Santos – http://ceilasantos.blogspot.com
Cezar Migliorin – http://www.a8000.blogspot.com
Charles Cadé e Cia: http://www.contextodigital.net
Claudia Quadros – http://noexpresso2222.blogspot.com
Claudio Nossa – http://www.weblogical.com.br/blog
Cris Dresch – http://crisdresch.wordpress.com
Cris Valéria – http://www.profcrisvaleria.blogspot.com
Cristina Sales – http://comunicacaoecidadania.blog.terra.com.br
Daniel Christino: http://pasmoessencial.wordpress.com
Daniela Bertocchi – http://imezzo.wordpress.com
Débora Elman: http://modanaacademia.blogspot.com
Débora Lopez-Freire: http://lopezfreire.wordpress.com
Deise Nascimento: http://deisenascimento.blogspot.com
Demétrio Soster – http://dsoster.blogspot.com
Demétrio Soster 2 – http://lambidadigital.blogspot.com
Dênis de Moraes – http://comcult.blogspot.com
Eduardo Tessler – http://www.midiamundo.com
Eduardo Peret – http://ocabideiro.blogspot.com
Eliana Frantz de Macedo – http://www.iknowpolitics.org/fr/blog/141
Elias Machado – http://metpesqjol.blogspot.com
Enio Moraes Júnior – http://www.blogdoenio.blogspot.com
Erick Felinto – http://www.erickfelinto.com/blog
Esdras Marchezan – http://www.literaturaejornalismo.blogspot.com
Evandro Ouriques – http://evouriques.wordpress.com
Ezequiel Vieira – http://polimidia.wordpress.com
Fabio Fernandes – http://www.verbeat.org/blogs/posestranho
Fábio Malini – http://fabiomalini.wordpress.com
Fernanda Bruno – http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com
Fernando Firmino da Silva – http://jornalismomovel.blogspot.com
Fernando Resende – http://berrantes.blogspot.com
Francisco Madureira – http://clicologoexisto.wordpress.com
Geane Alzamora – http://www.jncultural.blogspot.com
Gerson Martins – http://brciberjornalismo.blogspot.com
Gilberto Gonçalves – http://corpo12.blogspot.com
Gipo – http://blogdogipo.blogspot.com
Gisele Honscha – http://giseleh.com
Glauco Cortez – http://www.glaucocortez.wordpress.com
Gloria Gomide e Cia – http://www.dcs.pucminas.br/coreu/embriao
Grace Bender Azambuja: http://vidasemfio.livejournal.com
Grupecj – http://grupecj.blogspot.com
GT História da Mídia Digital – http://www.gthistoriadamidiadigital.blogspot.com
Guilherme Freitas e Cia – http://www.blogdacomunicacao.com.br
Henrique Antoun – http://governabilidade.blogspot.com
Hernani Dimantas – http://meta.comunix.org
Horizonte RP – http://horizonterp.com.br/blog
Hugo Matias – http://h81.blogspot.com
Isadora Garrido – http://www.cronicasatipicas.wordpress.com
Isaías Venera – http://devir.zip.net
Ivan Satuf – http://problemasinterativos.blogspot.com
Jan Alyne Souza – http://www.janalyne.wordpress.com
Joana Belarmino – http://www.joanabelarmino.zip.net
João Curvello: http://www.acaocomunicativa.pro.br
Joel Minusculi – http://joelminusculi.wordpress.com
Jorge Alexandre Machado – http://www.portaldosfatos.blogspot.com
Jorge Rocha – http://www.verbeat.org/blogs/exu
Jornalismo Capixaba – http://jornalismo-capixaba.blogspot.com
José Renato Salatiel – http://salatiel-reuniaodepauta.blogspot.com
Josiany Vieira – http://josianyvieira.blogspot.com
Joyce Souza – http://palavraslevaovento.blogspot.com
Juciano Lacerda – http://www.sociedadetecnocom.blogspot.com
Juliana Escobar – http://julianaescobar.blog.terra.com.br
Juliano Melo – http://www.serrp.blogspot.com
Katia Fonsaca – http://www.imaginariodigital.blogspot.com
Kennya Max – http://kemax.blogspot.com
Kildare Medeiros Holanda – http://fresagem.blogspot.com
Laura Storch: http://laurastorch.wordpress.com
Léo Alves – http://filhodapauta.blogspot.com
Leonardo Foletto – http://subbcultcha.blogspot.com
Lia Seixas – http://generos-jornalisticos.blogspot.com
Liliana Ribeiro – http://umponto.wordpress.com
Limc – http://www6.ufrgs.br/limc/blog
Lino Resende – http://www.linoresende.com.br/blog
Lisandro Nogueira: http://www.lisandronogueira.blogspot.com
Lorena Tarcia – http://www.online.blogspot.com
Lucas Santiago – http://www.luelucas.com.br
Luciana Carvalho – http://olhardeinquietude.blogspot.com
Luciana Cattony – http://plantabaixa.wordpress.com
Luciano Miranda – http://lucianomiranda.wordpress.com
Magru Floriano – http://magrufloriano.zip.net
Manuel Carlos Chaparro – http://www.oxisdaquestao.com.br
Marcelo Gentil – http://rpemais.blig.ig.com.br
Marcelo Gonçalves – http://diariodeumdoutorando.blogspot.com
Marcelo Trasel – http://www.insanus.org/martelada
Marcia Canedo – http://jornalismoantenado.blogspot.com
Márcia Benetti Machado – http://marciabenetti.blogspot.com
Márcio Ceschini – http://orasblog2.blogspot.com
Marcio Gonçalves 1 – http://marcio-comunicacaoempresarial.blogspot.com
Marcio Gonçalves 2 – http://diariodeumdoutorando.blogspot.com
Marco Antunes – http://www.antunesblog.blogspot.com
Marcos Palácios e Equipe GJOL – http://gjol.blogspot.com
Marcos Palacios – http://palacios49.wordpress.com
Maria Clara Aquino – http://www.mcaquino.wordpress.com
Mari Graça Pinto Coelho: http://cultmidia.blogspot.com
Mestrado da Tuiuti – http://mclpublica.blogspot.com
Mirna Tonus – http://interacoesdigitais.blogspot.com
Moacir Barbosa de Souza – http://historiadoradio.myblog.com.br
Moisés dos Santos – http://moisesdosantos.blog.uol.com.br
Nemes – http://www.ufrgs.br/nemes/blog.htm
Núcleo de Comunicação Digital – http://f5labdigital.blogspot.com
Nupejoc – http://www.nupejoc.blogspot.com
Objethos: http://objethos.wordpress.com
Orlando Tambosi: http://www.otambosi.blogspot.com
Paula Puhl – http://academiaglitter.blogspot.com
Paulo Roberto Leandro – http://www.pauloleandro.portalesportivo.com.br
PC Guimarães – http://blogdoprofessorpc.blogspot.com
Pedro Penido – http://meiodigital.wordpress.com
Pedro Serra – http://namedia.wordpress.com
Pollyana Ferrari – http://remixnarrativo.blogspot.com
Processos Comunicacionais – http://processocom.wordpress.com
Raquel Recuero – http://www.pontomidia.com.br/raquel
Reges Shwaab – http://errudito.blogspot.com
Regiane Santos – http://jornalismodeprecisao.blogspot.com
Renoi – http://renoi.blogspot.com
Roberta Scheibe – http://www.santasaliencia.blosgpot.com
Roberto Tietzman – http://rtietz.blogspot.com
Robson Souza – http://luzeestilo.wordpress.com
Rodrigo Lóssio – http://www.lossio.com.br
Rogério Covaleski: http://www.covaleski.com.br/blog
Rogério Christofoletti – https://monitorando.wordpress.com
Rogério Kreidlow – http://rogerkrw.blogsome.com
Rose Angélica – http://www.sobrejornalismo.blogspot.com
RP na Rede – http://rpnarede.wordpress.com
Sandra Montardo & Cia. – http://www.blogsespeciais.blogspot.com
Sandra Montardo + Paula Jung Rocha – http://tekhne.blogspot.com
Sean Hagen – http://seanhsean.blogspot.com
Sergio Denicoli 2 – http://www.pontodeanalises.blogspot.com
Silvio Demétrio – http://outrapauta.wordpress.com
Simone de Sá (Labcult) – http://labcult.blogspot.com
Sonia Regina Soares da Cunha: http://cultmidia.blogspot.com
Solange Pereira Pinto – http://revistajornalismo.blogspot.com
Suzana Tavares – http://identidadenegra.zip.net
Taís Chaves – http://senhas.wordpress.com
Tarcísio Silva: http://www.tarciziosilva.com.br/blog
Tattiana Teixeira – http://releituras2.zip.net
Tattiana Teixeira – http://www.tattiana.jor.br
Thiago Falcão – http://nota-7.blogspot.com
Thiago Floriano – http://www.thiagofloriano.net
Tomás Barreiros – http://www.tomasreporter.blogspot.com
Toni Scharlau – http://www.tonischarlau.blogspot.com
Victor Gentilli: http://licencaporfavor.blogspot.com
Victor José Zacharias 1: http://observaong.blogspot.com
Victor José Zacharias 2: http://ongpoint.blogspot.com
Vilso Jr Santi – http://www.santoseloucos.blogspot.com
Vinicius Pereira & Cia: http://ewpdigitaltrash.blogspot.com
Yuri de Almeida – http://herdeirodocaos.wordpress.com
Yza Sarmento – http://mangura.blogspot.com
Zeca Freitas – http://blogdozecafreitas.blogspot.com
Zeca Peixoto – www.textosaovento.blogspot.com
aBUNDAncias
Consta que Drummond era um bundófilo. Vinicius de Morais também, e Ziraldo até lançou revista enaltecendo as abundâncias metafórico-metafísicas nacionais. Embora bunda ainda não tenha sido tombada pelos órgãos patrimoniais, ela é um monumento que se reverencia nas praças, nos museus, nas ruas, no ônibus, na praia, em casa, pela TV, em qualquer lugar.
A bunda mobiliza todos os sentidos humanos, ninguém fica de fora.
E a apropriação da palavra em diversos outros sentidos, mostram não apenas a incoerência da dialética bundal mas também a amplitude do que ela significa para todos nós. Nascer de bunda pra lua é ser bafejado pela sorte. Bundão é um sujeito pusilânime. Povinho-bunda é uma nação desarticulada. Bunda-molice é atestado de incompetência, inaptidão. Bunda-suja é um cidadão reles. E mesmo achincalhando com a bunda na boca, cultivamo-la na sua singeleza curvilínea.
Elas são paradoxais. São únicas, mas são plurais. Afinal, na matemática-dos-quadris, uma bunda tem duas bandas. Tal como o cérebro tem dois lobos. Neste país, há quem pense com a bunda. E por que não?
Já vimos a banda passar, mas continuamos a ver a bunda passar. Ela nos obriga a olhar de revés, encarar o verso das pessoas, o que há por trás delas. Sejam as nádegas, o bumbum ou qualquer sinônimo que a anatomia permita.
Drummond foi certeiro ao escrever:
A bunda, que engraçada
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda.
Vinicius cantou a bunda de diversas formas. Em verso e canção.
Ziraldo dizia que sua revista Bundas “era a cara do Brasil”.
Certa noite, num lugar público qualquer, João Ubaldo Ribeiro foi interpelado por uma senhora indignada com seu mais recente livro A Casa dos Budas Ditosos (eu disse budas!). “O senhor é um devasso mesmo! Escreveu um monte de pornografias nesse livro. Parece que sabe muito do que escreveu. Por acaso o senhor já deu a bunda?”
Mais rápido que de costume, o escritor respondeu: “Não, minha senhora. Mas já comi muitas”
O fato é que só há pouco as mulheres também vêm se manifestando sobre ela, a bunda. Mas o movimento ainda é muito tímido, localizado, como as celulites. As mulheres têm comentado a preferência no que tange jogadores de futebol, atores e celebridades em geral. Não se trata, portanto, de machismo o culto à coisa em si. Mas de prazer estético, o que às vezes descamba também para o erótico.
Há doutores no assunto. Bundablog é um site carioca que presta serviço público, reunindo bundófilos, bundólogos, bundófagos e bundólatras. Perceba a importância dessa iniciativa e o contingente populacional a que serve. Há milhões de bundófilos no Brasil. Alguns são bundófagos, outros sofrem de bundolatria. Mas bundólogos há poucos, por isso é importante recorrer a especialistas em momentos especiais.
Se você se encaixa em algum dos perfis acima, vá direto à coisa.
Se achou esse post bunda-demais, levanta a sua da cadeira e vá exercitar os glúteos.
ranking da blogosfera lusófona
Obvius está produzindo e difundindo rankings de blogs em língua portuguesa, estejam eles em qualquer canto do mundo em que a língua de Camões é entoada.
Para ver os 100 mais visitados no Brasil e Portugal, clique aqui.
Para saber dos 500 mais-mais, veja aqui.
Para ter mais detalhes de como são feitas as listinhas, passe por aqui.
10 anos de periodismo.com
O site Periodismo.com completa 10 anos na próxima terça, dia 11.
Para celebrar, lança e-book com textos de muitos colunistas e colaboradores do portal argentino que atende a comunidade de língua hispânica na Europa e nas Américas. Para baixar o livro, clique aqui. O volume em formato PDF tem 206 páginas, está todo em espanhol, e muita coisa ali não interessa ao leitor brasileiro. Entretanto, para quem estuda, pesquisa, pensa ou faz jornalismo online, há sempre o que aprender nesses materiais.
faz pouco tempo, mas faz uma diferença…
Algumas coisas parecem ter mudado há milhões de anos, mas faz pouco, muito pouco…
- O cep só tinha cinco dígitos, lembra?
- As placas dos veículos eram amarelas…
- … e tinham duas letras e quatro algarismos…
- Os números de telefone tinham seis dígitos, e você discava. Isso mesmo: os telefones não tinham teclas.
- Lutar pelo meio ambiente era coisa de gente sem ter o que fazer.
- Você comprava filmes e mandava revelar fotos.
- Aparelhos de telefone celular eram grandes, pesados, caros e só faziam ligações.
- Ninguém tinha e-mail.
- Todo mundo tinha medo da inflação e se sobrasse uma graninha, você investia no over night…
- Havia telefones públicos em quase todas as esquinas e eles funcionavam à base de fichas, lembra?
- Leite se comprava em saquinhos.
- Professores usavam mimeógrafos e retroprojetores.
- Contabilistas usavam papel-carbono.
- Você comprava discos de vinil e nem imaginava baixar músicas ou comprá-las por unidade na internet.
- Havia cigarrinhos feitos de chocolate, e eles eram vendidos em bares para as crianças.
- A Varig era a empresa número 1 da aviação.
- Você não precisava usar o número da operadora em ligações interurbanas.
- Sedex 10 era coisa de Flash Gordon.
- Os meninos se deliciavam com as chacretes.
- Não havia cartão eletrônico de banco, e você conferia o saldo no caixa…
- Trabalhos escolares eram feitos à base de Barsa e à máquina de escrever.
- Cantávamos o Hino Nacional no início das aulas às sextas-feiras.
- Levantávamos das cadeiras assim que o professor entrasse na sala.
- Quando a gente aprontava, assinávamos o temível livro-preto na diretoria.
- Éramos condenados a ficar de castigo na biblioteca da escola.(Bem, ainda é assim. Biblioteca é sinônimo de masmorra. Por isso é que tanta gente lê, gosta e compra livros por aí. Por isso é que há tantos escritores milionários nas cidades. Por isso é que temos administradores, gurus e picaretas diversos palestrando e fazendo micagens a preço de ouro em convenções corporativas… Viva o futuro!)
jazz me jazz: listas
Acordei com todas as blue notes pulsando no corpo.
Daí, resolvi fazer a vitrola trabalhar, pulando de faixa em faixa. DJ mergulhado em cem anos de jazz.
Depois, fiz listinhas muito particulares. Se gostar, faça as suas também. Se não gostar, faça outras contestando…
- 5 opções para ler jazz:
Ao vivo no Village Vanguard, de Max Gordon.
O proprietário da mais mítica casa de shows de jazz de Nova York conta como ela funcionava e quem passou por lá.
No mundo do jazz, de François Billard.
Sim, os franceses sabem do ritmo também. Nessas páginas, saborosas histórias de anônimos músicos e de suas rotinas de jam sessions, além de contos com monstros sagrados.
História social do jazz, de Eric Hobsbawn.
O famoso historiador escreveu este livro sob o pseudônimo de Francis Newton, só revelando o segredo anos depois. Vale para quem se interessa por contextos e sociologias. Rigor na pesquisa.
Miles Davis – autobiografia
O camaleão conta muita coisa, com absurda sinceridade. Dos tempos em que dividia apartamento com Charlie Parker aos anos em que morou com duas esposas bem mais jovens. Isso sem contar a música…
New jazz – de volta para o futuro, de Roberto Muggiati.
Belo apanhado de músicos, compositores e intérpretes dos últimos vinte ou trinta anos. Para introduzir quem quer conhecer e para revelar quem pensa que já sabe de tudo.

(billie holiday)
- 10 discos essenciais
Kind of blue, de Miles Davis
Porgy and Bess, de Miles Davis
Marsalis Standart Time vol. 1, de Winton Marsalis
A love supreme, de John Coltrane
My favorite things, de John Coltrane
The Stockholm Concert, de Ella Fitzgerald e Duke Ellington
Lady in satin, de Billie Holiday
She was too good to me, de Chat Baker
Autumn Leaves, de Gil Evans
Francis Albert Sinata and Antonio Carlos Jobim, dos dois

(john coltrane)
- 10 caras inesquecíveis
Miles Davis: versatilidade, modernidade e nenhum medo de errar
Billie Holiday: a tragédia numa voz
John Coltrane: o sax, o encontro com deus e o músico de olhos parados
Chet Baker: outra tragédia, mas com os lábios no trompete
Duke Ellington: o primeiro grande profissional do jazz
Dizzy Gillespie: um sapo bebop coacha no clarim
Thelonius Monk: tentáculos sobre o piano
Sarah Vaugahn: a voz que vence o eco
Tom Jobim: nosso debussi e muito mais
Nina Simone: uma espécie de religião na música

(jamie cullum)
- 10 atualíssimos e indispensáveis
Antonio Hart: sax com propriedade e latinidade
Jamie Cullum: ele compõe, canta, dança e sapateia sobre o piano
Norah Jones: com doçura e fragilidade ela se aproxima perigosamente do country
Nicholas Payton: some Armstrong, Gillespie e King Pim e o resultado é este
Diana Krall: a canadense loira mais negra-do-Harlem que já se viu
Madeleine Peiroux: impossível não lembrar de Lady Day
Joshuah Redman: um jogador de basquete de rua tocando jazz
Terence Blanchard: dedos nervosos tamporilam sobre os pistões
Laura Fygi: rica, classuda, charmosa e com pleno domínio na voz
Cassandra Wilson: porte de diva, voz de musa

porque é 7 de setembro…
… e porque Vinicius está em toda a parte, lembro trecho da Carta ao Tom, datada do feriado de um fatídico ano:
“Porto do Havre, 7 de setembro de 1964
Tomzinho querido,Estou aqui num quarto de hotel que dá para uma praça, que dá para toda a solidão do mundo. São dez horas da noite e não se vê viv’alma. Meu navio só sai amanhã à tarde e é impossível alguém estar mais triste do que eu. (…)
A coisa ruim é que hoje é sete de setembro, a data nacional, e eu sei que em nossa Embaixada há uma festa que me cairia muito bem, com o Baden mandando brasa no violão. Há pouco telefonei para lá para cumprimentar o Embaixador, e veio todo o mundo ao telefone. (…) Você já passou um 7 de setembro, Tomzinho, sozinho, num porto estrangeiro, numa noite sem qualquer perspectiva? (…)
Vou agora escrever para casa e pedir dois menus diferentes para a minha chegada. Para o almoço, um tutuzinho com torresmo, um lombinho de porco, bem tostadinho, uma couvinha mineira – e doce de coco. Para o jantar, uma galinha ao molho pardo, com um arroz bem soltinho – e papos-de-anjo. Mas daqueles como só a mãe da gente sabe fazer; daqueles que se a pessoa fosse honrada mesmo só comeria metida num banho morno, em trevas totais, pensando no máximo na mulher amada. Por aí você vê como eu estou me sentindo: nem cá nem lá”.
[Ouça o poeta lendo a carta no disco que reconstitui o show ao vivo que fez grande sucesso na boate Zum-Zum nos anos 60, quando Vinicius se juntou ao Quarteto em Cy, o Conjunto Oscar Castro Neves e Dorival Caymmi. A capa abaixo é a original do LP, em seguida a remasterizada agora em CD]


recalls da temporada e uma idéia para as editoras
Uma vez, foi advertido que comprar brinquedos no camelô era perigoso. Não por causa da polícia ou de alguma brigada anti-pirataria, mas porque a maioria dos produtos era made in China e lá corantes e tintas usadas eram venenosos e cheios de metais pesados. Sabe como é, os brinquedos são baratinhos porque os chineses usariam mão-de-obra semi-escrava, além de matérias-primas prejudiciais à saúde…
Pois é. Esta semana, soube de duas notícias que me descadeiraram:
- A Mattel – a gigante fabricante da Barbie – chamava para um recall de 7 mil brinquedos no Brasil
- A Fischer-Price – que também é da Mattel e que produz aqueles brinquedos legais e caros – também tem produtos em novo recall
As notícias caem como bombas um mês antes do Dia das Crianças, e deixam os pais, tios, avós e padrinhos de cabelos em pé, pois boa parte das traquitanas foi produzida na China. Sim, sim. Se você gastou 10 reais numa Barbie na esquina ou 40 na loja, tanto faz em termos de segurança pra sua filhinha…
Globalização, my friend. Inclusive de perigos…
Mas falando de recall, me lembro de ter ouvido chamados de indústrias automobilísticas, brinquedos, telefones celulares, baterias de aparelhos… Porém, nunca ouvi falar de recall de bens culturais, como CDs e livros, por exemplo. Esta semana, conversando com minha amiga Valquíria John, falávamos de um livro de autor da Comunicação cheio de problemas conceituais, erros e até impropriedades. Uma amiga nossa chegou a mandar email para a editora, apontando os problemas. A resposta que teve foi de que as falhas seriam sanadas nas próximas edições. “Quer dizer, continuem comprando nossos livros com problemas até esgotarmos os estoques. Depois, venderemos novos revisados”, disse a Valquíria.
E se a editora fizesse um recall???
univali põe editora na web
Já é possível comprar os livros da Editora da Univali pela internet, por meio de sua loja virtual e com pagamento por cartão de crédito (Visa). Para uma editora universitária e com títulos voltados mais à academia, a iniciativa é super bem-vinda já que as comerciais estão na grande rede há um bom tempo.
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(clique na imagem para ampliar)
Para acessar, acesse pelo endereço http://www.univali.br/editora
acompanhe o 5º sopcom

Se, como eu, você não está em Portugal e mais precisamente em Braga e quer notícias da 5ª edição do Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom), há pelo menos duas boas alternativas:
- O blog do evento
- O site da Universidade do Minho, que transmite parte importante do encontro
credibilidade não é fácil assim
Diego Monteiro – ainda no rescaldo do debate na TV Estadão sobre a credibilidade dos blogs – faz uma proposta pontual: criar uma rede para a criação do “site mais relevante do Brasil”. A idéia é simples: “reunir pessoas inteligentes o suficiente pra escrever coisas interessantes, agindo em cooperação (em rede) e um suporte eficaz de infra-estrutura (retaguarda)”, condição única para conseguir o feito, segundo Monteiro.
Ora, a iniciativa é positiva. Aliás, tudo o que a blogosfera fizer para ampliar a confiabilidade de suas informações ajudará não apenas aos blogueiros, mas à internet em geral. A campanha do Estadão poderia realmente provocar esse tipo de reação: criativa, afirmativa, propositiva, concreta.
Mas embora seja interessante a proposta, penso que o problema da credibilidade não é tão solucionável assim. Se o fosse, experiências como o NoMínimo, por exemplo, deveriam estar aí e não estão. Havia muita gente inteligente e que escrevia bem ali reunida. Mas só isso não basta. Há que se combinar relevância, interesse, credibilidade a condições de sustentabilidade. Afinal, a gente é blogueiro mas tem que pagar contas e sobreviver.
Reunir um bom time é uma saída inicial para se alavancar público e aumentar a visibilidade de iniciativas individuais. É o que se pode ver por exemplo no +D1, coletivo de blogs catarinenses. Mas isso custa. Esforço, tempo, energia e alguns reais.
Mas visibilidade não é o mesmo que credibilidade. Ser visível pode dar a entender que é relevante, mas nem sempre uma coisa é igual a outra. O Programa do Ratinho tinha uma grande audiência na década de 90, mas sua credibilidade não acompanhava o sucesso no Ibope. Não se consegue a atenção do público à força. Não se arranca os olhos do telespectador assim. Credibilidade é construção, é pacto de confiança, é um encontro entre oferta e expectativas. Não nasce de um dia para outro.




