blogueiros no brasil e em portugal (2)

As listas de pesquisadores da comunicação que mantêm blogs no Brasil e nos países de Língua Portuguesa continuam crescendo. Na última atualização, contamos com 114 links do Brasil e mais 25 de Portugal. Agradeço a todos que vêm mandando sugestões e apontando correções.

Para facilitar, criei dois botões no menu para que os visitantes cheguem mais rápido às listas.

micos jornalísticos

Existem centenas de trapalhadas jornalísticas espalhadas no YouTube, em blogs e sites especializados. Mas Ana Laux reúne em seu blog o que se pode chamar de tudo menos de jornalismo. Tentou-se até fazer jornalismo, mas o acaso rouba a cena e vigora a Lei de Murphy.

Se o seu dia não foi bom, acesse. Vai ficar mais leve…

Se foi bom, por que não terminar melhor ainda?

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publique ou morra!

9ª EDIÇÃO DA REVISTA PJ:Br (ISSN 1806-2776) CONVIDA ACADÊMICOS E PROFISSIONAIS A PUBLICAR ARTIGOS, ENSAIOS E ENTREVISTAS

De 10 de outubro a 30 de novembro de 2007, a Revista PJ:BR Jornalismo Brasileiro (ISSN 1806-2776) recebe trabalhos para a sua edição nº.9.
TEMAS – Os trabalhos, em qualquer linha de pesquisa, podem ser sobre aspectos locais, regionais, nacionais ou internacionais do Jornalismo (impresso, audiovisual ou digital), desde que atendam à prerrogativa de reflexão acadêmica e/ou profissional.
AUTORES – O envio de colaborações é indicado a pesquisadores, professores, escritores, profissionais e graduandos de comunicação, mas não há restrições à participação de autores de outras áreas, desde que restrita à temática.
FORMATO – Os textos (acompanhados pelas respectivas autorizações de publicação) devem ter até 20 páginas (A4), em formato doc ou rtf, tipo Times New Roman, corpo 12, espaço simples, justificado, com bibliografia imprescindível e notas (indicadas no texto, sem sobrescrito e entre chaves; exemplo [1], e não:1) no final do texto, além de uma breve (até 5 linhas) biografia do autor. As imagens devem estar no formato jpg, com 72 dpi e legendadas.
Serão privilegiados os texto inéditos, mas reproduções também serão aceitas, sob avaliação. Os trabalhos devem ser enviados para os endereços:marcelojanuario@terra.com.br – Marcelo Januário (Editor) e valkneip@usp.br – Valquíria Passos Kneipp (Editora-Assistente).
PJBr –  Jornalismo Brasileiro é uma publicação acadêmica eletrônica e está disponível no endereço www.eca.usp/pjbr , um projeto vinculado à Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), com a coordenação de José Marques de Melo.

evento em portugal

Jorge Pedro Sousa manda avisar:

 “Abertas inscrições com e sem comunicação nas III Jornadas Internacionais de Jornalismo
(Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal, 14 de Março de 2008)

Estão abertas as inscrições para participação, com e sem comunicação, nas III Jornadas Internacionais de Jornalismo, organizadas pelo Centro de Estudos da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa e subordinadas ao tema genérico “Jornalismo e Democracia Representativa”.

As comunicações plenárias, que reflectirão o tema central das Jornadas, estarão a cargo de prestigiados professores e pesquisadores de diversas universidades portuguesas, europeias, brasileiras e norte-americanas, bem como de jornalistas de diferentes meios, esperando os organizadores contribuir, dessa forma, para uma discussão alargada sobre a pesquisa em jornalismo.

Serão admitidas, em paralelo, 32 comunicações de tema livre, desde que relacionadas com o jornalismo.

Todas as comunicações admitidas, entregues dentro do prazo e formatadas de acordo com as normas constantes na chamada para trabalhos serão publicadas em CD-ROM com ISBN.

A ficha de inscrição, informações sobre o programa do evento, chamada para trabalhos (call for papers), normas para inclusão dos textos no CD de actas das Jornadas, prazos e lista de inscritos encontram-se disponíveis on-line em:

http://www.ufp.pt/events.php?intId=10046

É de salientar que a simples assistência às Jornadas é inteiramente livre, mas não confere direito a documentação, CD de actas e certificado de participação. Os participantes que desejem obter certificado de participação e restante material têm de se inscrever formalmente no evento e pagar a respectiva taxa, havendo preços especiais para estudantes de graduação e pós-graduação, jornalistas, bolseiros e grupos.

Mais informações podem ser obtidas através deste e-mail

quando nietzsche chorou

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Ontem à noite, assisti à versão cinematográfica do best-seller de Irvin Yalom. Muito se tem dito sobre o livro e sobre o autor, cujos títulos circulam pelas livrarias brasileiras. Já pensei em ler, mas ainda não consegui. Mas na verdade, este post está mais interessado mesmo no filme, em como é contado o encontro fictício entre Breuer e Nietzsche.

Vamos por partes, como disse aquele rapaz dos becos de Londres…

Breuer é um médico conhecido na mítica Viena do final do século retrasado, o 19. É rico, afamado, e professor de um jovem médico, o doutor Freud. Aliás, a ele confiou a paciente Bertha, codinome Ana O.

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Pois Breuer é procurado pela irriquieta e irresistível Lou Salomé, amiga íntima de Nietzsche e muito preocupada com seu estado de saúde. O filósofo, ainda desconhecido, anda deprimidíssimo, à beira do suicídio. Lou roga para que Breuer trate do amigo. Breuer se convence – não pela causa em si – mas pela moça em si.

A aproximação do médico e paciente será o fio condutor da história, convidando os demais pacientes a pensar sobre filosofia, sonhos, psicologia, desejos, viva e morte, sentidos da existência, dor e felicidade.

O filme é ruim, seja pela precária ambientação ou pelos desastrados efeitos especiais (defeitos especiais?) que retratam os sonhos e pesadelos de Breuer. Lou Salomé é retratada de forma frívola, superficial, volúvel. Breuer chega a ser caricato. Mas apesar de tudo, algo que se sobresai e ganha a noite. Armand Assante na pele do filósofo. Assante compõe um personagem pulsante, arcado pela culpa e pela dor, carregado de sentimentos represados.

O espectador é devorado pelos olhos esbugalhados de um Nietzsche já adoentado e atormentado. Aliás, com a cabeleira revolta e um imenso bigode cobrindo-lhe a boca, resta ao ator a expressividade de seus olhos e os olhares que dispara. O corpo se movimenta em cena com rapidez, de forma inesperada. O ritmo é sobressaltado, e as mãos do filósofo ganham envergadura de tenazes. Pouco se vê delas. Assim como o próprio tenta esconder seus sentimentos, suas frustrações e medos.

Ele tenta.

As cenas finais, com um Nietzsche em estado de total vulnerabilidade, são lindíssimas, tocantes, transbordantes. A fortaleza rui e os cacos se espalham, mas a uma distância controlada. Por alguns segundos, o filósofo deixa cair-lhe a máscara e revela a si e ao doutor o que tanto estremece seu peito e quase faz explodir sua cabeça.

É um belíssimo trabalho de ator. Foi o que me valeu ao ver o filme.

Gostei muito do Nietzsche que Assante nos apresenta. Ele está nas páginas dos seus livros, nas metáforas poderosas como golpes de martelo, na pregação anti-cristã, na ousadia de contestar a moral vigente.
O Nietzsche de Assante é humano, demasiado humano.

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brasileiro gosta de blogar, viu!

Sabe qual o blog brasileiro com maior autoridade no Technorati? O Burajiru! Isso mesmo: se pronuncia como se fosse japonês. Com força e entonação, inclinando o tronco e a cabeça. E sabe o que mais? É um blog de uma brasileira que escreve do Japão para brasileiros por lá e por toda a parte.

Quer dizer, brasileiro gosta de blogar em qualquer lugar. E onde quer que esteja, passa e comenta e linka os blogs que gosta. O Burajiru! está bombando!

Tá, isso é puramente empírico. Não há de científico nisso. Mas precisa ser?
É domingo, meu!

blogueiros no brasil e em portugal

Atualizei a lista lusófona dos pesquisadores em comunicação que também são blogueiros.

Para se ter uma idéia, são 19 links de Portugal e mais 109 do Brasil.

Se você tem alguma sugestão, mande pra cá.
E veja: valem também os blogs da África e de outras partes do mundo onde se fala português.

Confira a lista aqui.

monitor de mídia em nova fase

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Colocamos hoje na rede mais uma edição do Monitor de Mídia, site que acompanha a imprensa catarinense desde 2001. Mas desta vez, chegamos aos leitores com novo site, novas preocupações e uma renovada proposta de monitoramento da mídia local.

A reforma não foi só estética, pelo que se pode constatar. Ficamos mais um de mês em reuniões de revisão do projeto, de planejamento de ações e de ajustes na rotina interna da equipe para que tudo pudesse funcionar.

Em meio a isso, o sistema de criação e alimentação de páginas web da Univali mudou, e com isso, sofremos diversos problemas operacionais. A edição que já está na rede resistiu a uma avalanche de entraves tecnológicos, mas está pronta para ser lida e criticada pelos leitores.

O que mudou? Ora, vá lá conferir.

Se você já era nosso leitor, entre e fique à vontade. Se não era, seja bem-vindo. Se gostou do que viu, conte pros amigos. Se não gostou, já sabe: indique para os inimigos.

comunicação: ruídos

Notei hoje que meus emails não estavam sendo devidamente recebidos pelas pessoas. Percebi também que minha caixa postal estava mais vazia do que habitualmente.

Também, pudera!

Os correios estão em greve!

senadores catarinas e renan

Só pra constar. O G1 trouxe matéria em que 46 senadores teriam votado contra Renan ontem. Isso mesmo 46, mas o placar só mostrou 35… epa… se não fossem senadores, eu até poderia acusá-los de estar mentindo…

Como os senadores por Santa Catarina votaram?

Raimundo Colombro (DEM) afirmou ter votado pela cassação.

Neuto de Conto (PMDB) não abriu o voto.

Ideli Salvati (PT) não divulgou o voto.

Nem precisa. Ideli respondeu aos repórteres que a decisão foi “soberana”.
Neuto é do mesmo partido que Renan.

pesquisa em jornalismo no sul: evento

O Mestrado em Jornalismo da UFSC promove de 18 a 20 de setembro, na semana que vem, um simpósio sobre a pesquisa em jornalismo nos estados do sul. 

Programação

18 de setembro de 2007 – terça-feira
9 horas – Abertura do Evento
9h 30min – Mesa 1:
A experiência da pesquisa em Jornalismo nos Programas de Pós-Graduação da Região Sul

  • Profa. Dra. Christa Berger – Unisinos
  • Profa. Dra. Cláudia Quadros – Tuiuti
  • Prof. Dr. Jacques Wainberg – PUC-RS
  • Profa. Dra. Luciana Mielniczuk – UFSM
  • Profa. Dra. Virgínia Fonseca – UFRGS

14 horas – Reunião (restrita) entre os representantes dos programas para articulação de Rede de Pesquisa

19 de setembro de 2007 – quarta-feira
9 horas – Mesa 2:
Oportunidades de inovação e demandas do setor produtivo na Pesquisa Avançada em Jornalismo

  • Professor Doutor Elias Machado – Presidente da SBPJor
  • Jornalista Marcelo Rech – Diretor Editorial da Associação Nacional dos Jornais
  • Jornalista Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de Jornalismo do grupo O Popular, de Goiânia, membro do Comitê Editorial da ANJ
  • Jornalista Cláudio Thomas – Editor Chefe do Diário Catarinense e co- coordenador da Cátedra UFSC-RBS
  • Jornalista José Roberto Garcez – Presidente da Radiobras
  • Jornalista Maria José Braga – Secretária Geral da Federação Nacional de Jornalistas

12 horas – Reunião (restrita) entre os representantes do setor produtivo e os pesquisadores para prospectar possibilidades de parceria

15 horas – Mesa 3:
A Pesquisa em Fundamentos do Jornalismo no Mestrado da UFSC (Linha 1)

  • Prof. Dr. Francisco Karam
  • Prof. Dr. Orlando Tambosi
  • Profa. Dra. Gislene Silva
  • Profa. Dra. Daisi Vogel

17 horas: Mesa 4:
A Pesquisa em Processos e Produtos Jornalísticos no Mestrado da UFSC (Linha 2)

  • Prof. Dr. Nilson Lemos Lage
  • Prof. Dr. Eduardo Meditsch
  • Prof. Dr. Elias Gonçalves
  • Profa. Dra. Tattiana Teixeira

20 de setembro de 2007 – quinta-feira
9 horas – Mesa 5:
A Pesquisa Avançada em Jornalismo e as Agências de Fomento: Experiência e Perspectivas

  • Prof. Dr. Juremir Machado da Silva – Representante da Área de Comunicação no CNPq
  • Prof. Dr. Marcius Freire – Representante da Área de Comunicação na Capes
  • Prof. Dr. Representante da Fapesc
  • Prof. Dr. Luiz Martins da Silva – Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação – UnB

11 horas – Conferência de Encerramento:
A importância da memória e da tradição na Pesquisa Avançada em Jornalismo
Prof. Dr. José Marques de Melo – Presidente da Intercom e Titular da Cátedra Unesco-Umesp

tempo, ele ainda

Na circunferência mais próxima do bambolê que chamo de blogosfera, tá todo o mundo assim.

Adri Amaral reclama da pauleira.

Raquel Recuero diz que passa depois.

Marcia Benetti não tem tempo, mas sono e saudade de sobra.

brasília é uma festa!

Um minuto após sair o resultado no painel do Senado, minha esposa chamou no celular. Com voz desanimado, deu a absolvição de Renan Calheiros. Eu andava pelo campus, indo de um prédio a outro, e deixei escapar uma risadinha. “Com esse placar, alguém roeu a corda. Esses seis aí é que decidiram”, eu disse.

A análise não é nem um pouco brilhante ou profunda. Mas a frase me saiu como um soluço. E o fato é que – mais uma vez – quem venceu, quem deu as cartas foi o baixo clero, os parlamentares menos decididos ou não suficientemente convencidos de um relatório que antes fora acachapante: 11 a 4 no Conselho de Ética.

Como na eleição de Severino Cavalcanti, os menos-midiáticos, os mais-apáticos mostraram que a engenharia das urnas é complexa, como os intestinos da nação.

Cheguei em casa, minutos depois da ligação, e corri pra ver o que Noblat dava em seu blog. Um repórter secreto, infiltrado na sessão, mandava informes e o blogueiro reproduzia. Os portais ficaram a reboque. As emissoras, perdidinhas, já que a decisão de manter a sessão secreta atou-lhe as mãos.

Agora há pouco, zapeando pelos diversos telejornais, vi e ouvi uma montanha de mentiras e frase de efeito que – de tão pretensiosas – não chegarão vivas até o domingo. “O Senado morreu!”. “Este é o pior dia da política brasileira”. “Oposição e situação terão que trabalhar juntas para restituir a credibilidade do senado”. Mentiras, cinismo, pantomimas.

Quem está preocupado com isso? Ideli Salvati? Mercadante? Renan? Demóstenes Torres? Gabeira? Eu? Você?

Um amigo está de malas prontas para o Planalto. Vai assumir a assessoria de imprensa de um órgão federal. Antes de ir a um boteco em Santana para fazer seu bota-fora e ver o jogo da seleção, ele prometeu: “Se tiver oportunidade, empurro o Renan na rampa!”

correio arrasa com a capa de hoje

O Correio Braziliense de hoje oferece aos seus leitores mais uma daquelas capas antológicas.
Não vou dizer mais nada. Veja você mesmo…

(clique para ampliar)

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do velho chico via-blog

A dica é da Zeca Baldessar.

“Colegas, indico o blog das  minhas orientandas, Carol e Ticiani, que estão percorrendo Pernambuco para conhecer de fato o que é essa tal de transposição.  Depois da viagem o material recolhido vai ser transformado em dois produtos: uma grande reportagem em texto e um produto cross mídia”.

Fui conferir. E gostei. Boa, meninas!!!

o big brother dos professores

Há dois anos mais ou menos eu jantava com meu amigo Antonio Brasil, da UERJ, e ele me contava de uma iniciativa muito interessante que havia conhecido nos Estados Unidos, onde estivera como professor visitante. Era um site em que os alunos davam notas aos seus professores, avaliando seus desempenhos em sala de aula, as explicações, o preparo dos conteúdos e por aí vai. Bem, o site é o RateMyProfessors e é bastante visitado nos esteites…

Aqui no Brasil, já há um similar. É o Descolando!, site desenvolvido por estudantes, mas bastante restrito ainda. Você só entra e usa se tiver convite e cadastro. Não entrei, mas fiquei curioso para saber da performance de muita gente.

Você pode ser perguntar: mas pra que serve? como funciona?
Os promotores respondem: “O descolando! é a melhor forma de descobrir tudo sobre seu professor. Você vai saber se ele explica bem, se a prova é difícil e até mesmo se ele falta às aulas. Um site de avaliações de professores feito para os universitários e não para as universidades! Não será mais por falta de informação que você vai perder o período. Além de compartilhar avaliações, você vai poder dizer tudo sobre seus professores, e ver o que estão dizendo sobre eles. Você poderá filtrar as avaliações e comentários de alunos que passaram ou repetiram, que estudaram muito ou pouco e que foram ou não às aulas”.

É ou não é um Big Brother de professores?

diploma em jornalismo: mais um lance

O site da Fenaj divulgou hoje uma sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que surte como um reforço à tese de que é necessário sim portar diploma para exercer o jornalismo. Como sabem, a guerra do diploma começou em outubro de 2001 com um despacho da juíza Carla Rister desobrigando qualquer cidadão a ter diploma de nível superior para requerer o registro de jornalista.

Pois o episódio mais recente – este do TST – pode ser lido aqui. Não se trata de entrar no mérito da questão, mas a decisão do TST traz mais um elemento para convencer os poderosos do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. São eles que decidirão.

A notícia é boa, mas é cedo demais para comemorar, já que ela nem mesmo muda o panorama atual.

(Para saber mais, acesse aqui)

mais um lançamento

Claudia Lago e Richard Romancini estão lançando “História do Jornalismo no Brasil”, pela Insular.

A capinha é esta aí embaixo

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Mas se quiser uma prévia, vá ao site que o Richard construiu.

o coelho de alice

Hoje, não estou sem assunto. Estou sem tempo.

O coelho de Alice vive me perseguindo. Impertinente, bate com o indicador no vidro do relógio, e tamborila o chão com a patinha.

Para exorcizá-lo, invoco Caetano Veloso e sua “Oração ao tempo”:

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho 
Tempo Tempo Tempo Tempo, 
vou te fazer um pedido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Compositor de destinos, 
tambor de todos os ritmos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
entro num acordo contigo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
és um dos deuses mais lindos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
ouve bem o que te digo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
quando o tempo for propício 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
e eu espalhe benefícios 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
apenas contigo e migo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
E quando eu tiver saído para fora do círculo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
não serei nem terás sido 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
num outro nível de vínculo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
nas rimas do meu estilo 
Tempo Tempo Tempo Tempo 
 

lista lusófona de blogs de pesquisadores em comunicação (47ª atualização)

Em julho deste ano, iniciei um esforço coletivo de reunir numa lista os principais blogs de pesquisadores em Comunicação no Brasil. A idéia era simples: juntar professores, mestrandos, doutorandos, pesquisadores em geral do campo da Comunicação que mantivessem seus blogs. Esses pontos na web não precisavam tratar necessariamente da área, já que a intenção era mesmo aglutinar pessoas afins em alguma coisa, e com isso mostrar as suas heterogeneidades.

De sugestão em sugestão, chegamos a mais de cem endereços na lista, e agora, acho que é necessário abrir mais. Por isso, convido os colegas de Portugal, Moçambique, Angola, Goa e todo o mundo que fala a Língua de Camões a constituir uma Lista Lusófona de Blogs de Pesquisadores em Comunicação.

Estão mantidos os mesmos critérios da lista brasileira: Entra quem é pesquisador da área da Comunicação e que tenha um blog. A lista estará em constante construção, aceitando sugestões de todos os lados. Passar a lista adiante é outra forma de contribuir para este esforço para a blogosfera em língua portuguesa.

Lá vai, então!

De Portugal e doutros países

AF – http://primeira-pagina.blogspot.com

Ana Amélia Amorim Carvalho – http://portfoliodigital.blogspot.com

André Carita – http://pensarvideojogos.blogspot.com

Andreia Silva – www.teocomuni.blogspot.com

Antonio Granado – http://www.ciberjornalismo.com/pontomedia

Bruno Amaral – http://www.brunoamaral.com

Carlos José Teixeira – http://comunicacaoempresarial.com

Educar para os medias – http://educarparaosmedias.blogspot.com

Fernando Zamith – http://zamith.googlepages.com/home

Francisco Rui Cádima – http://irrealtv.blogspot.com

Helder Bastos – http://travessiasdigitais.blogspot.com

Inês Amaral – http://blog.ciberesfera.com

Isabel Salema Morgado – http://emsemicirculo.blogspot.com

João Paulo Menezes – http://ouve-se.blogspot.com

João Paulo Menezes 2 – http://osegundochoque.blogia.com

Jorge Camões – http://bizviz.jorgecamoes.com

Jorge M. M.Rosa 1 – http://www.cecl.com.pt/investigadores/jrosa/dbordo.html

Jorge M. M.Rosa 2 – http://arcturus.tumblr.com

Jornalismo PortoNet – http://blog.icicom.up.pt

José Carlos Abrantes – http://www.josecarlosabrantes.net

Luis Bonixe – http://radioejornalismo.blogspot.com

Luis Filipe B. Teixeira – http://www.escritasmutantes.com

Luís Miguel Pato – http://videoonscreen.blogspot.com

Luis Pereira – http://literaciadigital.blogspot.com

Luís Santos – http://atrium.wordpress.com

Manuel Pinto e colegas da Universidade do Minho – http://mediascopio.wordpress.com

Manuel Pinto 2 – http://www.comedu.blogspot.com

Metablogue – http://metablogue.weblog.com.pt

Monica Delicato – http://monicadelicato.blogspot.com

Monica Delicato 2 – http://pequenasreportagens.blogspot.com

Nelson Zagalo – http://virtual-illusion.blogspot.com

Observatório da Imprensa – http://blog.observatoriodaimprensa.pt

Orlando Castro – http://altohama.blogspot.com

Paula Cordeiro – http://netfm.wordpress.com

Paulo Nuno Vicente – http://pnvicente.wordpress.com

Pedro Fonseca – http://contrafactos.blogspot.com

Pedro Jerónimo – http://jornalices.com

Pedro Silva – http://ludologia.blogs.ca.ua.pt

LocalMediaPT – http://localmediapt.wordpress.com

Nelson Silva – http://estudosjornalisticos.blogspot.com

Rogério Santos – http://industrias-culturais.blogspot.com

Sergio Denicoli 1 – http://tvdigital.wordrpess.com

Silvino Lopes Évora – http://nosmedia.wordpress.com

Victor Ferreira – http://prometeu.wordpress.com

Vitor Soares – http://infoinclusoes.blogspot.com

Do Brasil

Adriana Amaral – http://palavrasecoisas.blogspot.com

Adriana Santana – http://jornalismocordial.blogspot.com

Adriana Zottis – http://doissoumais.blogspot.com

Alberto Oliveira e alunos – http://escravosdejol.blogspot.com

Aldo Schmitz – http://fontespautam.wordpress.com

Alessandra Carvalho – http://karapana.wordpress.com

Alessandra Ogeda – http://moviesense.wordpress.com

Aleteia Ferreira – http://espacodamoda.blogspot.com

Alex Primo – http://alexprimo.com

Alexandra Bujokas – http://midiaeduc.zip.net

Alexandra Bujokas 2 – http://midialab.wordpress.com

Alexandre Gonçalves – http://colunaextra.blogspot.com

Alvaro Larangeira – http://larangeira.com.br/blog.php

Ana Brambilla – http://anabrambilla.com/blog

Ana Claudia Menezes – http://anaclaudiamenezes.blogspot.com

Ana Paula Penkala – http://ocinematographo.blogspot.com

André Deak – http://www.andredeak.com.br

André Lemos – http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos

Avery Veríssimo – http://www.avery.jor.br

Beatriz Dornelles – http://biadornelles.blogspot.com

Bibiana Friderichs – http://www.scriptografias.blogspot.com

Blog do Lamce – http://blogdolamce.zip.net

Blog do Jornalismo – http://www.blogdojornalismo.wordpress.com

Blog do RP – o seu blog! – http://blogdorp-oseublog.blogspot.com

Blogs e Imagem Organizacional – http://www.pesquisablogseimagem.blogspot.com

Calos Baqueiro e Eliene Nines – http://oinimigodorei.blog.terra.com.br

Carla Schwingel – http://ciberjornalismobr.blogspot.com

Carlos Castilho – http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=2

Carlos D´Andréa – http://novasm.blogspot.com

Carolina Terra – http://rpalavreando.blogspot.com

Ceila Santos – http://ceilasantos.blogspot.com

Cezar Migliorin – http://www.a8000.blogspot.com

Charles Cadé e Cia: http://www.contextodigital.net

Claudia Quadros – http://noexpresso2222.blogspot.com

Claudio Nossa – http://www.weblogical.com.br/blog

Cris Dresch – http://crisdresch.wordpress.com

Cris Valéria – http://www.profcrisvaleria.blogspot.com

Cristina Sales – http://comunicacaoecidadania.blog.terra.com.br

Daniel Christino: http://pasmoessencial.wordpress.com

Daniela Bertocchi – http://imezzo.wordpress.com

Débora Elman: http://modanaacademia.blogspot.com

Débora Lopez-Freire: http://lopezfreire.wordpress.com

Deise Nascimento: http://deisenascimento.blogspot.com

Demétrio Soster – http://dsoster.blogspot.com

Demétrio Soster 2 – http://lambidadigital.blogspot.com

Dênis de Moraes – http://comcult.blogspot.com

Eduardo Tessler – http://www.midiamundo.com

Eduardo Peret – http://ocabideiro.blogspot.com

Eliana Frantz de Macedo – http://www.iknowpolitics.org/fr/blog/141

Elias Machado – http://metpesqjol.blogspot.com

Enio Moraes Júnior – http://www.blogdoenio.blogspot.com

Erick Felinto – http://www.erickfelinto.com/blog

Esdras Marchezan – http://www.literaturaejornalismo.blogspot.com

Evandro Ouriques – http://evouriques.wordpress.com

Ezequiel Vieira – http://polimidia.wordpress.com

Fabio Fernandes – http://www.verbeat.org/blogs/posestranho

Fábio Malini – http://fabiomalini.wordpress.com

Fernanda Bruno – http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com

Fernando Firmino da Silva – http://jornalismomovel.blogspot.com

Fernando Resende – http://berrantes.blogspot.com

Francisco Madureira – http://clicologoexisto.wordpress.com

Geane Alzamora – http://www.jncultural.blogspot.com

Gerson Martins – http://brciberjornalismo.blogspot.com

Gilberto Gonçalves – http://corpo12.blogspot.com

Gipo – http://blogdogipo.blogspot.com

Gisele Honscha – http://giseleh.com

Glauco Cortez – http://www.glaucocortez.wordpress.com

Gloria Gomide e Cia – http://www.dcs.pucminas.br/coreu/embriao

Grace Bender Azambuja: http://vidasemfio.livejournal.com

Grupecj – http://grupecj.blogspot.com

GT História da Mídia Digital – http://www.gthistoriadamidiadigital.blogspot.com

Guilherme Freitas e Cia – http://www.blogdacomunicacao.com.br

Henrique Antoun – http://governabilidade.blogspot.com

Hernani Dimantas – http://meta.comunix.org

Horizonte RP – http://horizonterp.com.br/blog

Hugo Matias – http://h81.blogspot.com

Isadora Garrido – http://www.cronicasatipicas.wordpress.com

Isaías Venera – http://devir.zip.net

Ivan Satuf – http://problemasinterativos.blogspot.com

Jan Alyne Souza – http://www.janalyne.wordpress.com

Joana Belarmino – http://www.joanabelarmino.zip.net

João Curvello: http://www.acaocomunicativa.pro.br

Joel Minusculi – http://joelminusculi.wordpress.com

Jorge Alexandre Machado – http://www.portaldosfatos.blogspot.com

Jorge Rocha – http://www.verbeat.org/blogs/exu

Jornalismo Capixaba – http://jornalismo-capixaba.blogspot.com

José Renato Salatiel – http://salatiel-reuniaodepauta.blogspot.com

Josiany Vieira – http://josianyvieira.blogspot.com

Joyce Souza – http://palavraslevaovento.blogspot.com

Juciano Lacerda – http://www.sociedadetecnocom.blogspot.com

Juliana Escobar – http://julianaescobar.blog.terra.com.br

Juliano Melo – http://www.serrp.blogspot.com

Katia Fonsaca – http://www.imaginariodigital.blogspot.com

Kennya Max – http://kemax.blogspot.com

Kildare Medeiros Holanda – http://fresagem.blogspot.com

Laura Storch: http://laurastorch.wordpress.com

Léo Alves – http://filhodapauta.blogspot.com

Leonardo Foletto – http://subbcultcha.blogspot.com

Lia Seixas – http://generos-jornalisticos.blogspot.com

Liliana Ribeiro – http://umponto.wordpress.com

Limc – http://www6.ufrgs.br/limc/blog

Lino Resende – http://www.linoresende.com.br/blog

Lisandro Nogueira: http://www.lisandronogueira.blogspot.com

Lorena Tarcia – http://www.online.blogspot.com

Lucas Santiago – http://www.luelucas.com.br

Luciana Carvalho – http://olhardeinquietude.blogspot.com

Luciana Cattony – http://plantabaixa.wordpress.com

Luciano Miranda – http://lucianomiranda.wordpress.com

Magru Floriano – http://magrufloriano.zip.net

Manuel Carlos Chaparro – http://www.oxisdaquestao.com.br

Marcelo Gentil – http://rpemais.blig.ig.com.br

Marcelo Gonçalves – http://diariodeumdoutorando.blogspot.com

Marcelo Trasel – http://www.insanus.org/martelada

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RP na Rede – http://rpnarede.wordpress.com

Sandra Montardo & Cia. – http://www.blogsespeciais.blogspot.com

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Sean Hagen – http://seanhsean.blogspot.com

Sergio Denicoli 2 – http://www.pontodeanalises.blogspot.com

Silvio Demétrio – http://outrapauta.wordpress.com

Simone de Sá (Labcult) – http://labcult.blogspot.com

Sonia Regina Soares da Cunha: http://cultmidia.blogspot.com

Solange Pereira Pinto – http://revistajornalismo.blogspot.com

Suzana Tavares – http://identidadenegra.zip.net

Taís Chaves – http://senhas.wordpress.com

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Tattiana Teixeira – http://releituras2.zip.net

Tattiana Teixeira – http://www.tattiana.jor.br

Thiago Falcão – http://nota-7.blogspot.com

Thiago Floriano – http://www.thiagofloriano.net

Tomás Barreiros – http://www.tomasreporter.blogspot.com

Toni Scharlau – http://www.tonischarlau.blogspot.com

Victor Gentilli: http://licencaporfavor.blogspot.com

Victor José Zacharias 1: http://observaong.blogspot.com

Victor José Zacharias 2: http://ongpoint.blogspot.com

Vilso Jr Santi – http://www.santoseloucos.blogspot.com

Vinicius Pereira & Cia: http://ewpdigitaltrash.blogspot.com

Yuri de Almeida – http://herdeirodocaos.wordpress.com

Yza Sarmento – http://mangura.blogspot.com

Zeca Freitas – http://blogdozecafreitas.blogspot.com

Zeca Peixoto – www.textosaovento.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

aBUNDAncias

Consta que Drummond era um bundófilo. Vinicius de Morais também, e Ziraldo até lançou revista enaltecendo as abundâncias metafórico-metafísicas nacionais. Embora bunda ainda não tenha sido tombada pelos órgãos patrimoniais, ela é um monumento que se reverencia nas praças, nos museus, nas ruas, no ônibus, na praia, em casa, pela TV, em qualquer lugar.

A bunda mobiliza todos os sentidos humanos, ninguém fica de fora.

E a apropriação da palavra em diversos outros sentidos, mostram não apenas a incoerência da dialética bundal mas também a amplitude do que ela significa para todos nós. Nascer de bunda pra lua é ser bafejado pela sorte. Bundão é um sujeito pusilânime. Povinho-bunda é uma nação desarticulada. Bunda-molice é atestado de incompetência, inaptidão. Bunda-suja é um cidadão reles. E mesmo achincalhando com a bunda na boca, cultivamo-la na sua singeleza curvilínea.

Elas são paradoxais. São únicas, mas são plurais. Afinal, na matemática-dos-quadris, uma bunda tem duas bandas. Tal como o cérebro tem dois lobos. Neste país, há quem pense com a bunda. E por que não?

Já vimos a banda passar, mas continuamos a ver a bunda passar. Ela nos obriga a olhar de revés, encarar o verso das pessoas, o que há por trás delas. Sejam as nádegas, o bumbum ou qualquer sinônimo que a anatomia permita.

Drummond foi certeiro ao escrever:

A bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda.

Vinicius cantou a bunda de diversas formas. Em verso e canção.

Ziraldo dizia que sua revista Bundas “era a cara do Brasil”.

Certa noite, num lugar público qualquer, João Ubaldo Ribeiro foi interpelado por uma senhora indignada com seu mais recente livro A Casa dos Budas Ditosos (eu disse budas!). “O senhor é um devasso mesmo! Escreveu um monte de pornografias nesse livro. Parece que sabe muito do que escreveu. Por acaso o senhor já deu a bunda?”
Mais rápido que de costume, o escritor respondeu: “Não, minha senhora. Mas já comi muitas”

O fato é que só há pouco as mulheres também vêm se manifestando sobre ela, a bunda. Mas o movimento ainda é muito tímido, localizado, como as celulites. As mulheres têm comentado a preferência no que tange jogadores de futebol, atores e celebridades em geral. Não se trata, portanto, de machismo o culto à coisa em si. Mas de prazer estético, o que às vezes descamba também para o erótico.

Há doutores no assunto. Bundablog é um site carioca que presta serviço público, reunindo bundófilos, bundólogos, bundófagos e bundólatras. Perceba a importância dessa iniciativa e o contingente populacional a que serve. Há milhões de bundófilos no Brasil. Alguns são bundófagos, outros sofrem de bundolatria. Mas bundólogos há poucos, por isso é importante recorrer a especialistas em momentos especiais.

Se você se encaixa em algum dos perfis acima, vá direto à coisa.
Se achou esse post bunda-demais, levanta a sua da cadeira e vá exercitar os glúteos.

ranking da blogosfera lusófona

Obvius está produzindo e difundindo rankings de blogs em língua portuguesa, estejam eles em qualquer canto do mundo em que a língua de Camões é entoada.

Para ver os 100 mais visitados no Brasil e Portugal, clique aqui.

Para saber dos 500 mais-mais, veja aqui.

Para ter mais detalhes de como são feitas as listinhas, passe por aqui.

10 anos de periodismo.com

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O site Periodismo.com completa 10 anos na próxima terça, dia 11.
Para celebrar, lança e-book com textos de muitos colunistas e colaboradores do portal argentino que atende a comunidade de língua hispânica na Europa e nas Américas. Para baixar o livro, clique aqui. O volume em formato PDF tem 206 páginas, está todo em espanhol, e muita coisa ali não interessa ao leitor brasileiro. Entretanto, para quem estuda, pesquisa, pensa ou faz jornalismo online, há sempre o que aprender nesses materiais.

faz pouco tempo, mas faz uma diferença…

Algumas coisas parecem ter mudado há milhões de anos, mas faz pouco, muito pouco…

  • O cep só tinha cinco dígitos, lembra?
  • As placas dos veículos eram amarelas…
  • … e tinham duas letras e quatro algarismos…
  • Os números de telefone tinham seis dígitos, e você discava. Isso mesmo: os telefones não tinham teclas.
  • Lutar pelo meio ambiente era coisa de gente sem ter o que fazer.
  • Você comprava filmes e mandava revelar fotos.
  • Aparelhos de telefone celular eram grandes, pesados, caros e só faziam ligações.
  • Ninguém tinha e-mail.
  • Todo mundo tinha medo da inflação e se sobrasse uma graninha, você investia no over night…
  • Havia telefones públicos em quase todas as esquinas e eles funcionavam à base de fichas, lembra?
  • Leite se comprava em saquinhos.
  • Professores usavam mimeógrafos e retroprojetores.
  • Contabilistas usavam papel-carbono.
  • Você comprava discos de vinil e nem imaginava baixar músicas ou comprá-las por unidade na internet.
  • Havia cigarrinhos feitos de chocolate, e eles eram vendidos em bares para as crianças.
  • A Varig era a empresa número 1 da aviação.
  • Você não precisava usar o número da operadora em ligações interurbanas.
  • Sedex 10 era coisa de Flash Gordon.
  • Os meninos se deliciavam com as chacretes.
  • Não havia cartão eletrônico de banco, e você conferia o saldo no caixa…
  • Trabalhos escolares eram feitos à base de Barsa e à máquina de escrever.
  • Cantávamos o Hino Nacional no início das aulas às sextas-feiras.
  • Levantávamos das cadeiras assim que o professor entrasse na sala.
  • Quando a gente aprontava, assinávamos o temível livro-preto na diretoria.
  • Éramos condenados a ficar de castigo na biblioteca da escola.(Bem, ainda é assim. Biblioteca é sinônimo de masmorra. Por isso é que tanta gente lê, gosta e compra livros por aí. Por isso é que há tantos escritores milionários nas cidades. Por isso é que temos administradores, gurus e picaretas diversos palestrando e fazendo micagens a preço de ouro em convenções corporativas… Viva o futuro!)

jazz me jazz: listas

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(miles davis)

Acordei com todas as blue notes pulsando no corpo.
Daí, resolvi fazer a vitrola trabalhar, pulando de faixa em faixa. DJ mergulhado em cem anos de jazz.
Depois, fiz listinhas muito particulares. Se gostar, faça as suas também. Se não gostar, faça outras contestando…

  • 5 opções para ler jazz:

Ao vivo no Village Vanguard, de Max Gordon.
O proprietário da mais mítica casa de shows de jazz de Nova York conta como ela funcionava e quem passou por lá.

No mundo do jazz, de François Billard.
Sim, os franceses sabem do ritmo também. Nessas páginas, saborosas histórias de anônimos músicos e de suas rotinas de jam sessions, além de contos com monstros sagrados.

História social do jazz, de Eric Hobsbawn.
O famoso historiador escreveu este livro sob o pseudônimo de Francis Newton, só revelando o segredo anos depois. Vale para quem se interessa por contextos e sociologias. Rigor na pesquisa.

Miles Davis – autobiografia
O camaleão conta muita coisa, com absurda sinceridade. Dos tempos em que dividia apartamento com Charlie Parker aos anos em que morou com duas esposas bem mais jovens. Isso sem contar a música…

New jazz – de volta para o futuro, de Roberto Muggiati.
Belo apanhado de músicos, compositores e intérpretes dos últimos vinte ou trinta anos. Para introduzir quem quer conhecer e para revelar quem pensa que já sabe de tudo.

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(billie holiday)
 

  • 10 discos essenciais

Kind of blue, de Miles Davis

Porgy and Bess, de Miles Davis

Marsalis Standart Time vol. 1, de Winton Marsalis

A love supreme, de John Coltrane

My favorite things, de John Coltrane

The Stockholm Concert, de Ella Fitzgerald e Duke Ellington

Lady in satin, de Billie Holiday

She was too good to me, de Chat Baker

Autumn Leaves, de Gil Evans

Francis Albert Sinata and Antonio Carlos Jobim, dos dois

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(john coltrane) 

  • 10 caras inesquecíveis

Miles Davis: versatilidade, modernidade e nenhum medo de errar

Billie Holiday: a tragédia numa voz

John Coltrane: o sax, o encontro com deus e o músico de olhos parados

Chet Baker: outra tragédia, mas com os lábios no trompete

Duke Ellington: o primeiro grande profissional do jazz

Dizzy Gillespie: um sapo bebop coacha no clarim

Thelonius Monk: tentáculos sobre o piano

Sarah Vaugahn: a voz que vence o eco

Tom Jobim: nosso debussi e muito mais

Nina Simone: uma espécie de religião na música

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(jamie cullum)

  • 10 atualíssimos e indispensáveis

Antonio Hart: sax com propriedade e latinidade

Jamie Cullum: ele compõe, canta, dança e sapateia sobre o piano

Norah Jones: com doçura e fragilidade ela se aproxima perigosamente do country

Nicholas Payton: some Armstrong, Gillespie e King Pim e o resultado é este

Diana Krall: a canadense loira mais negra-do-Harlem que já se viu

Madeleine Peiroux: impossível não lembrar de Lady Day

Joshuah Redman: um jogador de basquete de rua tocando jazz

Terence Blanchard: dedos nervosos tamporilam sobre os pistões

Laura Fygi: rica, classuda, charmosa e com pleno domínio na voz

Cassandra Wilson: porte de diva, voz de musa

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porque é 7 de setembro…

… e porque Vinicius está em toda a parte, lembro trecho da Carta ao Tom, datada do feriado de um fatídico ano:

“Porto do Havre, 7 de setembro de 1964
Tomzinho querido,
Estou aqui num quarto de hotel que dá para uma praça, que dá para toda a solidão do mundo. São dez horas da noite e não se vê viv’alma. Meu navio só sai amanhã à tarde e é impossível alguém estar mais triste do que eu. (…)
A coisa ruim é que hoje é sete de setembro, a data nacional, e eu sei que em nossa Embaixada há uma festa que me cairia muito bem, com o Baden mandando brasa no violão. Há pouco telefonei para lá para cumprimentar o Embaixador, e veio todo o mundo ao telefone. (…) Você já passou um 7 de setembro, Tomzinho, sozinho, num porto estrangeiro, numa noite sem qualquer perspectiva? (…)
Vou agora escrever para casa e pedir dois menus diferentes para a minha chegada. Para o almoço, um tutuzinho com torresmo, um lombinho de porco, bem tostadinho, uma couvinha mineira – e doce de coco. Para o jantar, uma galinha ao molho pardo, com um arroz bem soltinho – e papos-de-anjo. Mas daqueles como só a mãe da gente sabe fazer; daqueles que se a pessoa fosse honrada mesmo só comeria metida num banho morno, em trevas totais, pensando no máximo na mulher amada. Por aí você vê como eu estou me sentindo: nem cá nem lá”.

[Ouça o poeta lendo a carta no disco que reconstitui o show ao vivo que fez grande sucesso na boate Zum-Zum nos anos 60, quando Vinicius se juntou ao Quarteto em Cy, o Conjunto Oscar Castro Neves e Dorival Caymmi. A capa abaixo é a original do LP, em seguida a remasterizada agora em CD]

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recalls da temporada e uma idéia para as editoras

Uma vez, foi advertido que comprar brinquedos no camelô era perigoso. Não por causa da polícia ou de alguma brigada anti-pirataria, mas porque a maioria dos produtos era made in China e lá corantes e tintas usadas eram venenosos e cheios de metais pesados. Sabe como é, os brinquedos são baratinhos porque os chineses usariam mão-de-obra semi-escrava, além de matérias-primas prejudiciais à saúde…

Pois é. Esta semana, soube de duas notícias que me descadeiraram:

  • A Mattel – a gigante fabricante da Barbie – chamava para um recall de 7 mil brinquedos no Brasil
  • A Fischer-Price – que também é da Mattel e que produz aqueles brinquedos legais e caros – também tem produtos em novo recall

As notícias caem como bombas um mês antes do Dia das Crianças, e deixam os pais, tios, avós e padrinhos de cabelos em pé, pois boa parte das traquitanas foi produzida na China. Sim, sim. Se você gastou 10 reais numa Barbie na esquina ou 40 na loja, tanto faz em termos de segurança pra sua filhinha…

Globalização, my friend. Inclusive de perigos…

Mas falando de recall, me lembro de ter ouvido chamados de indústrias automobilísticas, brinquedos, telefones celulares, baterias de aparelhos… Porém, nunca ouvi falar de recall de bens culturais, como CDs e livros, por exemplo. Esta semana, conversando com minha amiga Valquíria John, falávamos de um livro de autor da Comunicação cheio de problemas conceituais, erros e até impropriedades. Uma amiga nossa chegou a mandar email para a editora, apontando os problemas. A resposta que teve foi de que as falhas seriam sanadas nas próximas edições. “Quer dizer, continuem comprando nossos livros com problemas até esgotarmos os estoques. Depois, venderemos novos revisados”, disse a Valquíria.

E se a editora fizesse um recall???

univali põe editora na web

Já é possível comprar os livros da Editora da Univali pela internet, por meio de sua loja virtual e com pagamento por cartão de crédito (Visa). Para uma editora universitária e com títulos voltados mais à academia, a iniciativa é super bem-vinda já que as comerciais estão na grande rede há um bom tempo.

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(clique na imagem para ampliar)

Para acessar, acesse pelo endereço http://www.univali.br/editora

acompanhe o 5º sopcom

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Se, como eu, você não está em Portugal e mais precisamente em Braga e quer notícias da 5ª edição do Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom), há pelo menos duas boas alternativas:

credibilidade não é fácil assim

Diego Monteiro – ainda no rescaldo do debate na TV Estadão sobre a credibilidade dos blogs – faz uma proposta pontual: criar uma rede para a criação do “site mais relevante do Brasil”. A idéia é simples: “reunir pessoas inteligentes o suficiente pra escrever coisas interessantes, agindo em cooperação (em rede) e um suporte eficaz de infra-estrutura (retaguarda)”, condição única para conseguir o feito, segundo Monteiro.

Ora, a iniciativa é positiva. Aliás, tudo o que a blogosfera fizer para ampliar a confiabilidade de suas informações ajudará não apenas aos blogueiros, mas à internet em geral. A campanha do Estadão poderia realmente provocar esse tipo de reação: criativa, afirmativa, propositiva, concreta.

Mas embora seja interessante a proposta, penso que o problema da credibilidade não é tão solucionável assim. Se o fosse, experiências como o NoMínimo, por exemplo, deveriam estar aí e não estão. Havia muita gente inteligente e que escrevia bem ali reunida. Mas só isso não basta. Há que se combinar relevância, interesse, credibilidade a condições de sustentabilidade. Afinal, a gente é blogueiro mas tem que pagar contas e sobreviver.

Reunir um bom time é uma saída inicial para se alavancar público e aumentar a visibilidade de iniciativas individuais. É o que se pode ver por exemplo no +D1, coletivo de blogs catarinenses. Mas isso custa. Esforço, tempo, energia e alguns reais.

Mas visibilidade não é o mesmo que credibilidade. Ser visível pode dar a entender que é relevante, mas nem sempre uma coisa é igual a outra. O Programa do Ratinho tinha uma grande audiência na década de 90, mas sua credibilidade não acompanhava o sucesso no Ibope. Não se consegue a atenção do público à força. Não se arranca os olhos do telespectador assim. Credibilidade é construção, é pacto de confiança, é um encontro entre oferta e expectativas. Não nasce de um dia para outro.